FAMÍLIA PEREIRA CHAGAS E SUAS RAMIFICAÇÕES GENEALÓGICA PRESENTE NO ATUAL MUNICÍPIO MATENSE E OUTROS MUNICÍPIOS DA BAHIA , DESDE OS PRIMÓRDIOS DA POVOAÇÃO.
POVOADORES, AGRICULTORES, PECUARISTA, FAZENDEIROS, DONOS DE ENGENHOS DE CANA DE AÇÚCAR, CAFEICULTORES, BARÕES, VISCONDES, PREFEITOS, INTENDENTES, VEREADORES, CONSELHEIROS MUNICIPAIS, GOVERNADORES, SENADORES, DEPUTADOS, ADVOGADOS, JUÍZES DESEMBARGADORES, MILITARES, MÉDICOS, POETAS, ESCRITORES, MÚSICOS ATLETAS (MARATONISTAS, JUDOCAS, JOGADORES DE FUTEBOL, E MUITO MAIS...).
TOTAL DE ACESSOS MAIS DE 526 MIL, BRASIL MAIS DE 262 MIL, INTERNACIONAIS MAIS DE 263 MIL, MAIS DE 100 PAIS, ALEMANHA MAIS DE 90 MIL E USA MAIS DE 85 MIL.....OUTROS PAISES VER NA ESTATISTA DO BLOG
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MATA DE SÃO JOÃO/BA.
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Praça Barão Açu da Torre (primo de Chiquitinha Maravilha e de Frank Chaga) na Cidade de Mata de São João na
década de 1950, nessa citada praça nasceu Frank Chagas no dia 11/08/1939.
O lançamento do primeiro romance de Cyro de Mattos pela Letra Selvagem ocorreu no dia 12, na Casa das Rosas. Além de Os ventos gemedores, foram lançados também os livros Uma garça no asfalto, de Clauder Arcanjo (crônica) eRainhas da antiguidade: sedução e majestade, de Dirce Lorimier Fernandes (biografia).
Abrindo o evento, o escritor, jornalista e professor Joaquim Maria Botelho, presidente da União Brasileira de Escritores (SP),apresentou os três autores ao público presente.Com Os ventos gemedores, o escritor Cyro de Mattos alcança a marca de 51 livros publicados, durante quase cinqüenta anos dedicados à vida literária.
O Romance e Seu Autor
Nesse romance de ritmo ágil, o leitor irá escutar a fúria de ventos compulsivos, que assim abalam e deixam-nos perplexos, de tal sorte os gestos de criaturas primitivas, de anseios tão densos e chocantes, em meio a situações de desespero.
Nos episódios de Os Ventos Gemedores latejam brutalidades dum homem sedento e faminto pelos domínios da terra, que avilta outros homens indefesos com seu egoísmo impiedoso. Na mensagem que se expressa no texto vigoroso, revestido de brasilidade e humanismo, emerge uma fabulação interior que confere vida psíquica aos personagens, não apenas como tipos interessantes, agentes populares desempenhando seu papel no cenário dos conflitos sociais. Nesses personagens primitivos, sabe o autor imprimir, como poucos, uma dimensão interior enraizada na explosão dos dramas e das misérias coletivas. No que toca a este jogo psíquico e o drama, como observa o crítico Cid Seixas, doutor em Letras pela USP (Universidade de São Paulo), em comentário ao livroBerro de Fogo e outras histórias: “Quando um destes personagens se deixa surpreender na intimidade da vida é que se percebem os desvãos da sua alma”.
Cyro de Mattos nasceu em Itabuna, cidade do sul da Bahia, em 31 de janeiro de 1939. Diplomado em advocacia pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em 1962. Advogado e jornalista com passagem na imprensa do Rio de Janeiro, onde foi redator do “Diário de Notícias”, “Jornal do Comércio” e “O Jornal”.
Contista, poeta, cronista, novelista, ensaísta, autor de livros infantis, organizador de antologia, Cyro de Mattospossui inúmeros prêmios literários, entre eles, o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, concedido pela Academia Brasileira de Letras para o livro Os Brabos; Prêmio Jabuti (menção honrosa) para Os Recuados; Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) para O Menino Camelô, poesia infantil, e com o Cancioneiro do Cacau, conquistou o Prêmio Nacional Ribeiro Couto da União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro, e o Segundo Prêmio Internacional de Poesia MaestraleMarengo d’Oro, Gênova, Itália. O nome de Cyro de Mattos figura em obras como Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Dicionário Literário Brasileiro, de Raimundo de Menezes, Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, Literatura e Linguagem, de Nelly Novaes Coelho, Navegação de Cabotagem, de Jorge Amado, Bibliografia Crítica do Conto Brasileiro, de Celuta Moreira Gomes e Theresa da Silva Aguiar, e Enciclopédia Barsa. Sua obra vem recebendo estudos nas universidades. Participou como convidado do III Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, Portugal, em 1998. Da Feira Internacional do Livro de Frankfurt em 2010 quando autografou a antologia poética Zwanzigvon Rio undandereGedichte, publicada pela Projekte-Verlag, de Halle, com tradução de Curt Meyer Clason. E do XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos da Fundação Cultural de Salamanca, Espanha, em 2013. Possui livros pessoais publicados em Portugal, França, Alemanha e Itália. Seus contos e poemas participam de mais de 50 antologias, no Brasil e exterior. Pertence à Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de ilhéus e Academia de letras de Itabuna. É Membro Titular do Pen Clube do Brasil.
No último dia 5 de novembro a Academia de Letras da Bahia recebeu do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, a Menção Honrosa (Comenda do Mérito Cultural), “em reconhecimento à excelência do trabalho desenvolvido em prol da valorização da cultura no estado”.
A Comenda do Mérito Cultural foi concedida pela primeira vez a personalidades e instituições que contribuíram com a valorização da cultura no estado. Foram, no total, trinta homenageados, dentre eles os acadêmicos Cid Teixeira, Myriam Fraga e Mãe Stella de Oxossi (categoria Sênior) e Aleilton Fonseca (categoria Júnior).
A indicação de nomes para receber a Comenda foi feita através do envio de sugestões online de toda sociedade baiana e a seleção final, com base nas 991 indicações foi realizada pela Comissão de Concessão da Comenda, composta por representantes de destacadas instituições culturais da Bahia, além da Secult -Ba.
O evento de entrega das comendas foi realizado no Teatro Castro Alves com a direção de Elísio Lopes Júnior, reunindo diversas linguagens artísticas em um espetáculo multimídia.
O lançamento do primeiro romance de Cyro de Mattos pela Letra Selvagem ocorreu no dia 12, na Casa das Rosas. Além de Os ventos gemedores, foram lançados também os livros Uma garça no asfalto, de Clauder Arcanjo (crônica) eRainhas da antiguidade: sedução e majestade, de Dirce Lorimier Fernandes (biografia).
Abrindo o evento, o escritor, jornalista e professor Joaquim Maria Botelho, presidente da União Brasileira de Escritores (SP),apresentou os três autores ao público presente.Com Os ventos gemedores, o escritor Cyro de Mattos alcança a marca de 51 livros publicados, durante quase cinqüenta anos dedicados à vida literária.
O Romance e Seu Autor
Nesse romance de ritmo ágil, o leitor irá escutar a fúria de ventos compulsivos, que assim abalam e deixam-nos perplexos, de tal sorte os gestos de criaturas primitivas, de anseios tão densos e chocantes, em meio a situações de desespero.
Nos episódios de Os Ventos Gemedores latejam brutalidades dum homem sedento e faminto pelos domínios da terra, que avilta outros homens indefesos com seu egoísmo impiedoso. Na mensagem que se expressa no texto vigoroso, revestido de brasilidade e humanismo, emerge uma fabulação interior que confere vida psíquica aos personagens, não apenas como tipos interessantes, agentes populares desempenhando seu papel no cenário dos conflitos sociais. Nesses personagens primitivos, sabe o autor imprimir, como poucos, uma dimensão interior enraizada na explosão dos dramas e das misérias coletivas. No que toca a este jogo psíquico e o drama, como observa o crítico Cid Seixas, doutor em Letras pela USP (Universidade de São Paulo), em comentário ao livroBerro de Fogo e outras histórias: “Quando um destes personagens se deixa surpreender na intimidade da vida é que se percebem os desvãos da sua alma”.
Cyro de Mattos nasceu em Itabuna, cidade do sul da Bahia, em 31 de janeiro de 1939. Diplomado em advocacia pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em 1962. Advogado e jornalista com passagem na imprensa do Rio de Janeiro, onde foi redator do “Diário de Notícias”, “Jornal do Comércio” e “O Jornal”.
Contista, poeta, cronista, novelista, ensaísta, autor de livros infantis, organizador de antologia, Cyro de Mattospossui inúmeros prêmios literários, entre eles, o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, concedido pela Academia Brasileira de Letras para o livro Os Brabos; Prêmio Jabuti (menção honrosa) para Os Recuados; Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) para O Menino Camelô, poesia infantil, e com o Cancioneiro do Cacau, conquistou o Prêmio Nacional Ribeiro Couto da União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro, e o Segundo Prêmio Internacional de Poesia MaestraleMarengo d’Oro, Gênova, Itália. O nome de Cyro de Mattos figura em obras como Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Dicionário Literário Brasileiro, de Raimundo de Menezes, Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, Literatura e Linguagem, de Nelly Novaes Coelho, Navegação de Cabotagem, de Jorge Amado, Bibliografia Crítica do Conto Brasileiro, de Celuta Moreira Gomes e Theresa da Silva Aguiar, e Enciclopédia Barsa. Sua obra vem recebendo estudos nas universidades. Participou como convidado do III Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, Portugal, em 1998. Da Feira Internacional do Livro de Frankfurt em 2010 quando autografou a antologia poética Zwanzigvon Rio undandereGedichte, publicada pela Projekte-Verlag, de Halle, com tradução de Curt Meyer Clason. E do XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos da Fundação Cultural de Salamanca, Espanha, em 2013. Possui livros pessoais publicados em Portugal, França, Alemanha e Itália. Seus contos e poemas participam de mais de 50 antologias, no Brasil e exterior. Pertence à Academia de Letras da Bahia, Academia de Letras de ilhéus e Academia de letras de Itabuna. É Membro Titular do Pen Clube do Brasil.
No último dia 11 de novembro a Academia de Letras da Bahia, em parceira com a Assembleia Legislativa do Estado, promoveu o lançamento de mais uma edição da Coleção Mestres da Literatura Baiana:Histórias da Gente Baiana. A obra de autoria do escritor Carlos Vasconcelos Maia (1923-1988) é uma seleção de contos que retratam o cotidiano de homens e mulheres da cidade de Salvador. Na cerimônia de lançamento, o presidente da ALB Aramis Ribeiro Costa destacou a excelência literária do autor de O cavalo e a rosa (1955) e O leque de Oxum (1961) por ele considerado “o grande contista da Cidade do Salvador”. Falou de sua grande atuação cultural, como cronista e como um dos principais fundadores da revista Caderno da Bahia que circulou de 1948 a 1952. Vasconcelos Maia foi também diretor do Departamento de Turismo da Prefeitura de Salvador e ocupante da Cadeira nº 14 da Academia de Letras da Bahia.
O evento contou com a presença do assessor para Assuntos de Cultura da Assembleia Legislativa, Délio Pinheiro, representando o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo, e de familiares do homenageado, cabendo a Claudio Maia, filho do escritor, falar em nome dos irmãos e demais familiares sobre Vasconcelos como pai amoroso que lhe apresentou e aos seus irmãos a Bahia que ele tão bem descreveu em seus livros.
O objetivo da Coleção Mestres da Literatura Baiana é divulgar obras fundamentais da literatura na Bahia. Os títulos mais recentes, relançados durante o último mês de outubro, são um conjunto de três livros do escritor baiano Wilson Lins: Os Cabras do Coronel, O Reduto e Remanso da Valentia. A previsão é a de que o volume IX da Coleção Mestres da Literatura Baiana seja O telefone dos Mortos, de João Carlos Teixeira Gomes, ainda sem data prevista de lançamento.
O filósofo e atual Reitor da Universidade Federal da Bahia João Carlos Salles tomou posse, no último dia 6 de novembro, da cadeira de número 32 da Academia de Letras da Bahia, que tem como patrono o cachoeirano André Pinto Rebouças e como fundador o historiador Teodoro Sampaio. Ex-presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) e atual presidente da Sociedade Interamericana de Filosofia, Salles é também doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas e autor de diversos livros, dentre os quais A Gramática das Cores em Wittgenstein (CLE/Unicamp, 2002), O Retrato do Vermelho e Outros Ensaios (Ed. Quarteto, 2006) e O Cético e o Enxadrista: Significação e Experiência em Wittgenstein (Ed. Quarteto, 2012).
Sua experiência na área de filosofia volta-se, sobretudo, na perspectiva da epistemologia e da filosofia da linguagem, para a história da filosofia moderna e contemporânea, com ênfase no empirismo clássico e na obra de Ludwig Wittgenstein. Membro titular fundador da Academia de Ciências da Bahia, desenvolve a pesquisa “A Gramática da Experiência: O anímico na filosofia da psicologia de Wittgenstein”, com bolsa do CNPq, coordenando também o PRONEX Filosofia e Ciências (FAPESB/CNPq).
A cerimônia de posse, conduzida pelo presidente da Casa, Aramis Ribeiro Costa, contou com a presença de diversas personalidades do mundo universitário e cultural da Bahia. O novo acadêmico foi recepcionado pelo confrade Paulo Costa Lima.
Um cidadão prestante , obra biográfica de autoria do jornalista e professor Sérgio Mattos, narra a trajetória de vida do intelectual, professor, educador e ensaísta baiano Edivaldo M. Boaventura, ex-presidente da Academia de Letras da Bahia e duas vezes secretário da Educação e Cultura do Estado. A obra será lançada no próximo dia 04/11 (terça-feira), às 18h30 na Reitoria da Universidade Federal da Bahia.
O livro preenche uma lacuna no jornalismo baiano abordando as contribuições deste intelectual para a Educação e a Comunicação na Bahia. A relação autor-biografado nasceu a partir de relações profissionais, quando Sérgio Mattos e Edivaldo Boaventura atuaram na redação do jornal A Tarde. O novo livro-reportagem é um lançamento da Quarteto Editora em parceira com a Universidade Federal da Bahia / UFBA.
O biografado
Natural de Feira de Santana, Edivaldo Machado Boaventura é bacharel em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia onde se doutorou e obteve a docência livre em Economia Política. Cursou o Institut International de Planification de l’Éducation – UNESCO (1971/1972), em Paris, é mestre em Educação (1980) e Ph.D. (1981) pela The Pennsylvania State University, diplomando-se pelo curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, ESG, em 1989.
Edivaldo Boaventura é membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia, da Academia Brasileira de Educação e da Academia de Letras de Feira de Santana. É também sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Dentre suas principais obras se destacam às voltadas para educação, metodologia da pesquisa e livros sobre outros intelectuais baianos.
O autor
Sérgio Mattos é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia (1971), poeta, cronista, compositor e pesquisador universitário com 25 livros publicados no Brasil e no exterior. Professor aposentado da UFBA, integra o quadro docente da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, onde ingressou, por concurso público, como professor adjunto do curso de Jornalismo. É também Mestre e Doutor em Comunicação pela Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos.
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A Academia de Letras da Bahia, Petrobras e Braskem fizeram a entrega oficial do Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia – Poesia 2013, na terça-feira, 28, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré. A vencedora desta edição é a escritora baiana Clarissa Moreira de Macedo. Ela foi premiada em R$ 20 mil e a publicação do livro Na Pata do Cavalo Há Sete Abismos, pela editora 7 Letras. O evento contou com o lançamento da obra premiada, em sessão de autógrafos.
O Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia (ALB), patrocinado pela Braskem e pela Petrobras, tem como objetivo revelar talentos e proporcionar maior visibilidade a escritores brasileiros. Este ano a premiação recebeu 412 inscrições, oriundas de 23 estados, sendo 45% da Região Nordeste, 37% da Região Sudoeste, 9% da Região Sul, 6% Centro-Oeste e 2% da Região Norte.
A escritora Clarissa Macedo é natural de Salvador, mas mora em Feira de Santana. É licenciada em Letras Vernáculas (UEFS), mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela mesma instituição e doutoranda em Literatura e Cultura pela UFBA. É autora do livro O trem vermelho que partiu das cinzas (2014).
A primeira edição do Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia de Literatura ocorreu no ano de 1983 e desde lá tem proporcionado visibilidade às obras dos autores premiados como Evaldo Balbino (Amores oblíquos), Roberval Pereyr (Mirantes), Ordep Serra (Ronda: oratório malungo), Otto Leopoldo Winck (Jaboc), Rodrigo Petrônio Ribeiro (Venho de um país selvagem), Luís Antônio Cajazeira Ramos (Temporal, temporal), Antônio Brasileiro (Dedal de Areia), Aleilton Fonseca (O canto da Alvorada), Jorge de Souza Araújo (Floração de imaginários: o romance baiano no século XX) e Gláucia Lemos (O riso da raposa), dentre outros.
A Academia de Letras da Bahia e a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia promoveram o relançamento, no último dia 14 de outubro, de mais três livros da “Coleção Mestres da Literatura Baiana”: Os Cabras do Coronel, O Reduto e Remanso da Valentia, do escritor baiano Wilson Lins (1920-2004). O relançamento foi feito na sede da ALB, com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo; do Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Valtercio Ronaldo de Oliveira, e da Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), Heloisa Pinto de Freitas Graddi. Estiveram ainda presentes os acadêmicos: João Eurico Matta, Edivaldo Boaventura, Ordep Serra, Aleilton Fonseca, Luis Antonio Cajazeira Ramos, Yeda Pessoa de Castro, Florisvaldo Matos e Aramis Ribeiro Costa – Presidente da ALB, além de familiares (irmão, filho, netos e bisnetos) do homenageado.
Para o presidente da ALB Aramis Ribeiro Costa, “Sem se submeterem a qualquer título comum e podendo ser lidos separadamente sem prejuízo do entendimento ou do encanto narrativo, os três romances que apresentamos nos volumes cinco, seis e sete da ‘Coleção Mestres da Literatura Baiana’, formam, em conjunto, a mais alta representação de um importante território ficcional da Bahia”.
Com o lançamento, a “Coleção Mestres da Literatura Baiana”, que tem como principal objetivo divulgar obras fundamentais da literatura no estado, chega à sétima edição. A previsão é de que sejam lançados, brevemente, mais dois títulos: Histórias da Gente Baiana, de Vasconcelos Maia, e O telefone dos Mortos, de João Carlos Teixeira Gomes.
A Academia de Letras da Bahia elegeu por unanimidade, no último dia 30 de outubro, o escritor baiano Antonio Torres. O autor de clássicos da literatura contemporânea, como Essa terra, Um táxi para Viena d´Áustria e Meu querido canibal foi eleito para a cadeira de número 9, ocupada anteriormente pelo também romancista baiano João Ubaldo Ribeiro. Antonio Torres declarou por telefone ao presidente da ALB, Aramis Ribeiro Costa, sua alegria por integrar essa instituição que o aproximará ainda mais da Bahia, sua terra natal.
O romancista baiano nasceu em Junco, atual município de Sátiro Dias e cenário de alguns dos seus romances, a exemplo de O cachorro e o lobo e Essa terra, seu maior sucesso. Torres, que tem livros publicados em Cuba, Argentina, França, Alemanha, Estados Unidos, Albânia e Bulgária, entre outros países, foi condecorado pelo governo francês, em 1998, com a ordem “Chevalier des arts e des lettres”, por suas obras publicadas no país, e ganhou o prêmio Machado de Assis (2000) e o Zaffari e Bourbon (2001). Além de 11 romances, publicou um livro de contos, um livro infantil e um de crônicas, perfis e memórias. Membro da Academia Brasileira de Letras, sua obra é editada pela Record.
A Academia de Letras da Bahia comemorou, no dia 2 de outubro, o centenário de nascimento do membro correspondente José Mindlin (1914-2014). Na oportunidade, os acadêmicos Urania Tourinho e Fernando da Rocha Peres, amigos pessoais do homegeado, destacaram aspectos da vida e da atuação do eminente empresário, escritor e bibliófilo brasileiro.
Mindlin, que também era imortal da Academia Brasileira de Letras, possuiu um acervo de aproximadamente 40 mil volumes naquela que era considerada a maior e mais importante biblioteca pessoal do país. O evento contou com a participação dos acadêmicos João Eurico Matta, Edivaldo Boaventura, Myriam Fraga, Ordep Serra, Geraldo Machado, D. Emanuel d’Able Amaral, Guilherme Radel, Yeda Pessoa de Castro, Evelina Hoisel e Cleise Mendes, entre outros convidados.
Eleito com 24 votos, o engenheiro e escritor Guilherme Radel tomou posse, no último dia 9 de outubro, da cadeira nº 3 da Academia de Letras da Bahia, que tem como Patrono Manuel Botelho de Almeida.
A cerimônia de posse, conduzida pelo presdiente da Casa, Aramis Ribeiro Costa, contou com a presença do secretário da Cultura do Estado da Bahia, Albino Rubim, parentes e amigos do mais novo membro. O discurso de recepção foi feito pelo empresário, escritor e também acadêmico Joaci Góes.
Radel foi eleito em junho deste ano para ocupar a cadeira antes pertencente à historiadora e ex-diretora do Arquivo Público do Estado da Bahia Anna Amélia Vieira Nascimento. Natural de Salvador, formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, Radel é professor, empresário, pecuarista e autor de diversos livros, dentre os quais A cozinha sertaneja da Bahia, A cozinha praiana da Bahia e A cozinha africana da Bahia, que realizam um painel geral da cozinha baiana, abordando de forma leve, mas com profundidade, tópicos históricos, sociológicos, etnológicos, econômicos, ecológicos e científicos.
Escreveu também Cuba libre, impressões sobre viagem realizada a Cuba; Aprendiz de fazendeiro, guia de pecuária, dando ênfase aos ensinamentos dirigidos a pequenos produtores que se dedicam à caprino-ovinocultura. Na área técnica, escreveu obras como A obra pública ou um dos diálogos que Platão não escreveu, que se tornou um clássico entre as publicações técnicas, com 13 edições, entre outras.
Entrevista de Cyro de Mattos
Helena Parente Cunha nasceu em Salvador, Bahia, Brasil. Depois de lecionar no Curso de Letras, da Universidade Federal da Bahia, transferiu-se para o Rio de Janeiro onde vive há décadas, foi reconhecida como Professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e se tornou docente da Pós-Graduação da Faculdade de Letras. Autora de trinta livros publicados (poesia, conto, romance, ensaio, crítica literária) e quase uma centena de volumes com outros autores, no Brasil e no exterior. Seus livros receberam prêmios em concursos de expressão nacional. É dessa mulher de caráter afável, erudita, criativa, que procuramos saber sobre a condição do escritor e os caminhos da literatura no mundo massificado de hoje, cheio de fortes agressões e cobranças.
Thomas Mann acha que ser escritor é uma maldição, que começa cedo, terrivelmente cedo. Para você, que caminha nessa estrada feita de solidões e desejos, dores e ternuras, o que é ser escritor? Destino, profissão, missão?
Como escritora, vejo-me levada a tentar dizer o que sinto no turbilhão de emoções em que a vida nos coloca. E também tentar dizer o que penso neste mundo de violência e atravessado de contradições e desacertos. Como a realidade é sempre mais do que as palavras podem abarcar, muitas vezes, na tentativa de dizer o indizível, é preciso ultrapassar a língua, mesmo desrespeitando a gramática e as normas da correção. Mas não pelo simples gosto da transgressão e sim pela urgência do dizer.
Não acho que ser escritor seja maldição. Escrever é muitas vezes doloroso na busca da palavra que se recusa a vir à tona. Mas é sempre altamente gratificante e prazeroso.
Hoje vivemos em uma sociedade que prioriza o estômago, o corpo e o poder. Que função tem a literatura em um mundo que cada vez mais concebe os valores éticos e espirituais como expressão de nadas?
Acredito que a literatura não tenha obrigações salvacionistas, mas tem um compromisso com seu tempo, expressa as tendências da sua época, misérias ou grandezas, frustrações ou vitórias, vícios, esperanças.
Atualmente, em várias cidades brasileiras, sei da existência de inúmeros grupos de poetas e poetisas que se reúnem periodicamente, uma vez por semana ou por quinzena, por exemplo, para dizer poemas da própria autoria, sentindo-se estimulados para escrever sobre temas variados que podem transformar-se em livros individuais ou coletivos. Pelo que entendi, produzem por indiscutível prazer em criar e divulgar sua produção no próprio grupo ou na internet ou em performances em várias cidades e até estados. Por não haver sido ainda legitimada pelos críticos ou pelos cursos de Letras, essa produção fica um tanto à margem da chamada literatura oficial. De uma forma ou de outra, constitui uma das belas características de nossa pós-modernidade multifacetada, onde convivem os extremos positivos e negativos.
A sociedade contemporânea cultiva, em grande escala, a imagem e o som como linguagens para dizer a vida. O suporte do livro tradicional mudou com a chegada dos meios eletrônicos. O livro impresso está na fase terminal?
Não acredito nesta visão um tanto apocalíptica. Da mesma forma que a fotografia não acabou com a pintura nem o cinema desbancou o teatro, acho que a riqueza do real exige novas linguagens para ser expressa, sem que uma necessariamente derrube a outra.
Não se pode deixar de considerar que o texto literário abraçou um novo espaço democrático graças à internet, através do exercício usual de blogs, jornais e revistas eletrônicas. Isso faz bem ou mal à literatura?
Cada época tem seu modo específico de considerar o texto literário. Nossa época se caracteriza por mudanças radicais ocorridas em tempo recorde, o que resulta na coexistência de vários aspectos díspares e contraditórios que disputam espaço na página ou na tela. A especificidade do ser literário também se altera ao sabor das características temporais. No novo espaço democrático oferecido pelos meios eletrônicos, sinto que há mais flexibilidade para o gosto não só das elites acadêmicas, mas também para um espaço democrático.
Com a presença forte da televisão e dos meios eletrônicos, a literatura passou a ter grandes concorrentes como instrumentos de lazer e forma de conhecimento. De que maneira isso afeta o autor, que já foi muito prestigiado em outros tempos?
Houve tempos em que o poeta era cultuado como um profeta ou enviado dos deuses. Em outros tempos se destacava como porta-voz da ideologia vigente.
E hoje, onde a tendência se volta para a multiplicidade de expressão, muitas vezes o autor ou a autora se vê pressionado pela originalidade do texto e pela urgência em inovar, o que pode redundar em extravagâncias e obsessão pelo ineditismo. O prestígio vivido pelo escritor no passado me parece obscurecido pela excessiva valorização do poder econômico e seu afã de abranger e deformar valores e princípios.
Uma enxurrada de autores continua a passar por debaixo da ponte. Hoje se escreve mais para menos leitores?
Não sei se hoje se escreve mais para menos leitores, entretanto, talvez por conta da democratização trazida pelos meios eletrônicos, um número maior de autores encontrou mais possibilidades para suas publicações, considerando-se ainda as atuais tendências para abolir hierarquias e hierarquizações, rejeitar regras e formulações que em outros tempos se impunham para a criação literária.
Seu romance, Mulher no Espelho, Prêmio Nacional Cruz e Sousa, da Fundação Cultural de Santa Catarina, já em décima edição, é um marco na moderna ficção feminina, a partir da década 70. Fale um pouco desse romance maior em nossas letras.
Como disse, escrevo para dizer o que sinto e também o que penso e muito do que imagino. E para apontar abusos, injustiças, violência da sociedade patriarcal, desesperos do sentimento de culpa, hipocrisias das fórmulas vazias da falsa convivência de uma sociedade refém das aparências, as certezas de verdades mentirosas, os preconceitos contra os excluídos, o desejo, o corpo, mulheres anuladas ante o todo-poderoso pai ou marido, distorções da cultura machista, dilaceramento entre dúvidas e milenares perguntas sem respostas. Entre momentos líricos, irônicos, satíricos, dramáticos, trágicos, se sucedem monólogos, reflexões e angústias.
Escrever este livro foi aprendizado cruel que me levou a mais de um ano de depressão. Mas o prazer dessa escrita me trouxe a recompensa de sentir que vale a pena ser escritora.
Fale também sobre Impregnações na Floresta, seu último livro de poesia, motivado por uma viagem feita à Amazônia. Um belo livro revestido das percepções íntimas, interiorizado por seu sentimento e sensibilidade decorrente do seu estar no mundo. Como a crítica e seus leitores receberam o livro?
Foi um livro que procurou reviver momentos de silêncio e contemplação no encantamento indizível da floresta. Acho que, por este motivo, as pessoas que se comunicaram comigo me pareceram, de certo modo, integradas naquela magia.
Embora sua obra seja de alto nível, elaborada em várias frentes, estudada em universidades, não desfruta da mídia que privilegia um pequeno grupo. Como você encara esse tempo que divulga inverdades e valores duvidosos?
Para lhe dar uma resposta justa, teria que ler mais sobre o que a mídia publica e mais dos livros com que a mídia se ocupa.
Entre suas atividades literárias, qual a que mais lhe completa, a de ficcionista, poeta, ensaísta, crítica ou professora universitária?
A depender do meu estado de espírito, eu percebo o gênero que mais me convém naquele momento. Quando me deixo levar pela emoção, pela fantasia, escolho o lírico, porquanto me parece que o poema curto concentra melhor o transbordar do sentimento. Diante de realidades concretas que me chamam a atenção pelo abuso do poder, intolerância, discriminação, prepotência, etc, prefiro narrar e assinalar minha revolta ante os absurdos de muitos dos relacionamentos humanos. Nessas circunstâncias, é preferível o conto ou o romance. No ensaio proponho um estudo sobre questões de ordem cultural, social, psicológica e que em geral tem a ver com minhas pesquisas ou temas de minhas aulas. Quando escrevo sobre escritores, jamais critico, mas se o texto não me agrada, prefiro me calar.
Você foi convidada para participar do XVII Encontro de Poetas Iberoamericanos em Salamanca, em outubro deste ano. Trata-se de evento com repercussão internacional, promovido pela Fundação de Salamanca, Cidade de Cultura e Saber, na Espanha. Qual a sua expectativa em integrar um conjunto de importantes poetas iberoamericanos e, assim, participar de evento que dignifica a poesia sob vários aspectos?
É uma alegria, uma honra, uma responsabilidade. Responsabilidade, porque sei da importância desse Encontro de Poetas iberoamericanos de repercussão internacional. Sei também do renome do poeta Alfredo Pérez Alencar que coordena esse Encontro. Todos sabem do valor histórico e cultural de Salamanca, no cenário mundial e da sua famosíssima Universidade. Portanto, sinto-me honrada por fazer parte de um evento dessa dimensão. Apesar do peso da responsabilidade, alegro-me e agradeço pelo ensejo de viver tão rica experiência.
ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA
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Curso Castro Alves 2014
IX Colóquio de Literatura Baiana
De 21 a 23 de Outubro 2014
A Academia de Letras da Bahia convida V. Sa. para as atividades do Curso Castro Alves 2014 – IX Colóquio de Literatura Baiana, a realizar-se em 21, 22 e 23 de outubro de 2014, a partir das 14h30min.
A abertura do evento constará de uma homenagem ao centenário da poeta Jacinta Passos (1914-1973), com a palestra “Jacinta Passos, cem anos de poesia” que será proferida pela profa Dra. Janaína Amado, dia 21 de outubro de 2014 , às 16h30min, no Auditório Magalhães Neto, da Academia de Letras da Bahia, Av. Joana Angélica, 118 Bairro Nazaré, salvador- Bahia (Ao lado da Escola de Eletromecânica).
Inscrições (taxa: 5 reais) para ouvintes: no início do evento ou pelo e-mail:cursocastroalves@gmail.com
Programação:
Dia 21/10 – terça-feira:
14h30 – Sessões de comunicações sobre temas, autores e obras da literatura baiana
16h30 – Homenagem ao centenário de Jacinta Passos
Palestra: Jacinta Passos, cem anos de poesia
Palestrante: Janaína Amado
Coordenação: Aramis Ribeiro Costa
17h30 – A poesia na Bahia: experiências, vivências e escritas:
Depoimento de Myriam Fraga e José Carlos Capinan
Coordenação: Luís Antônio Cajazeira Ramos
Dia 22/10 – quarta-feira:
14h30 – Sessões de comunicações sobre temas, autores e obras da literatura baiana
16h30 – O conto na Bahia: experiências, vivências e escritas:
Depoimento de Gláucia Lemos e Ordep Serra
Coordenação: Rosana Ribeiro Patricio
Dia 23/10 – quinta-feira:
14h30 – Sessões de comunicações sobre temas, autores e obras da literatura baiana
16h30 – O romance na Bahia: experiências, vivências e escritas:
Depoimento de Carlos Ribeiro e Adelice Souza
Coordenação: Antonia Herrera
17h30 – Castro Alves : entrelaçando cenas de amor
Palestrante: Evelina Hoisel
Coordenação: Aleilton Fonseca
18h00 – Apresentação musical:
Sergio di Ramos (voz e violão) e Victtor Marx Carinhanha (percussão)
Lançamento do CD Tupynanjazz
No dia 25 de setembro, às 20 horas, em sucessão à saudosa acadêmica Consuelo Novais Sampaio, tomou posse na Cadeira 40 da Academia de Letras da Bahia a psicanalista e escritora Urania Tourinho Peres, autora de uma extensa e conceituada obra de psicanálise, pioneira na psicanálise na Bahia, com a fundação do Colégio Freudiano da Bahia, atual Colégio de Psicanálise da Bahia. A solenidade ocorreu no Salão Nobre da Academia de Letras da Bahia, Auditório Magalhães Netto, e contou com a presença do secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, além de outras autoridades, acadêmicos e um numeroso público. A nova acadêmica, que pronunciou um belo discurso de posse homenageando seus antecessores, foi saudada pelo acadêmico Aramis Ribeiro Costa.
Em diversos contos de autores baianos da segunda metade do século 20, fxados, por exemplo, na antologia Panorama do conto baiano, organizada em 1959 por Nelson de Araújo e Vasconcelos Maia, encontram-se frequentemente elementos relacionados aos confitos, muitas vezes brutais, ocorridos em regiões distantes da capital, a exemplo de tragédias envolvendo índios, jagunços e tropeiros, retratadas por Adonias Filho em “O brabo e sua índia”, e a inevitável presença dos coronéis, para os quais a vida de míseros agricultores “de corpo amarelo e inchado” valia menos do que a das onças caçadas nas matas do Sul baiano, como em “A caçada do coronel”, de Camillo de Jesus Lima. Encontram-se, também, marcas vívidas de um tempo presente, numa selva urbana cuja selvageria traduzia-se no arbítrio da repressão política e da censura, na qual a caça passava a ser o homem comum, perseguido por policiais e delegados soturnos, como no Ariovaldo Matos de “A dura lei dos homens”.
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