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domingo, 25 de janeiro de 2015

GABRIELLI ESCORREGA! SAMUEL CELESTINO


domingo, 25 de janeiro de 2015

NOTÍCIAS DO VITÓRIA CAMP. BAIANO, C DO NORDESTE, GABRIEL PAULISTA.....



FAMÍLIA  PEREIRA CHAGAS E SUAS  RAMIFICAÇÕES  GENEALÓGICA   PRESENTE   NO  ATUAL  MUNICÍPIO  MATENSE  E   OUTROS  MUNICÍPIOS DA BAHIA ,  DESDE OS  PRIMÓRDIOS DA  POVOAÇÃO.
POVOADORES, AGRICULTORES, PECUARISTA, FAZENDEIROS, DONOS  DE  ENGENHOS DE  CANA DE  AÇÚCAR, CAFEICULTORES, BARÕES,  VISCONDES, PREFEITOS, INTENDENTES, VEREADORES, CONSELHEIROS MUNICIPAIS, GOVERNADORES, SENADORES, DEPUTADOS, ADVOGADOS, JUÍZES   DESEMBARGADORES, MILITARES, MÉDICOS, POETAS, ESCRITORES, MÚSICOS  ATLETAS (MARATONISTAS, JUDOCAS, JOGADORES DE  FUTEBOL, E  MUITO  MAIS...). 
TOTAL  DE ACESSOS MAIS DE  526  MIL, BRASIL  MAIS DE 262 MIL, INTERNACIONAIS MAIS  DE  263  MIL, MAIS  DE  100  PAIS, ALEMANHA  MAIS DE  90 MIL   E USA MAIS DE  85 MIL.....OUTROS  PAISES  VER  NA  ESTATISTA DO  BLOG
            

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MATA DE SÃO JOÃO/BA.
Praça Barão Açu da Torre (primo de Chiquitinha  Maravilha e de Frank Chaga) na Cidade  de  Mata  de  São João na
década de  1950, nessa   citada  praça  nasceu Frank Chagas no dia 11/08/1939.





» Samuel Celestino
Domingo, 25 de Janeiro de 2015 - 07:40
Coluna A Tarde: Gabrielli escorrega
por Samuel Celestino


Se o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, aguardasse um pouquinho mais, só um pouquinho, dificilmente redigiria uma resposta ao comentário que divulguei em A Tarde edição da quinta-feira última. Precipitou-se. Respondeu de imediato, como é possível observar no seu texto publicado, como é correto no bom jornalismo, na edição de ontem, sábado. Em verdade, o ex-presidente da estatal mergulhada em corrupção não pretendeu contestar o que considerou “interpretações errôneas” contidas segundo ele no comentário, mas me parece ter desejado aproveitar a oportunidade para expor o que pensa sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, para ele um “excelente negócio”.
         
Claro, se ocorreu na sua gestão? Na mesma quinta-feira, fim da tarde, o céu desabou. A Folha de S.Paulo, em matéria redigida por quatro jornalistas, divulgou que houve corrupção no negócio envolvendo a refinaria. A delação é, mais uma vez, do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Declarou, pela primeira vez à Polícia Federal que, ele próprio, recebera US$ 1,5 milhão para votar a favor da compra na reunião da diretoria que decidiu o negócio “por unanimidade”. O ex-diretor confessa ter-se vendido com a intermediação do lobista Fernando Baiano (preso), com dinheiro oriundo supostamente da Astra Oil, empresa belga que queria passar adiante Pasadena, o que acabou por acontecer. A Petrobras ficou a ver navios. Seus funcionários logo batizaram a refinaria adquirida com o curioso apelido de “ruivinha”, por estar enferrujada. A refinaria teria sido construída entre os anos 20 e 30 do século passado.

Não só. Paulo Roberto Costa denunciou que o ex-diretor de Assuntos Internacionais, Nestor Cerveró, ora preso, supostamente recebera, também para votar a favor, algo em torno de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões, mas não há provas ainda da negociata. Assim, se Gabrielli não encontrasse em meu comentário motivos para expor aquilo que já externara sobre a refinaria adquirida, se aguardasse apenas algumas horas, provavelmente manter-se-ia em silêncio. Na exposição que fez, explica que o “centro da sua defesa no TCU, diferentemente do que está na coluna, não é de responsabilizar o Conselho de Administração da Petrobras por um “fictício” prejuízo. Mas mostrar que a decisão foi correta”.

Correta? Como se admitir como uma decisão sensata da diretoria e do Conselho quando um ex-diretor da petroleira afirma que recebera propina para votar a favor da compra, dinheiro depositado num paraíso fiscal europeu? Correta? E a declaração de que Nestor Cerveró, igualmente diretor, teria recebido como propina para votar a favor da Astra Oil entre 20 e 30 milhões de dólares? Bem, Gabrielli tem amplo e democrático direito de raciocinar da maneira que bem entender, por estar exercitando uma defesa do que aconteceu na sua gestão. O interessante, porém, é compreender-se que, mesmo que continue na tecla segundo a qual o prejuízo na compra de Pasadena foi “fictício”, o Tribunal de Contas da União, TCU, considerou que houve um prejuízo em torno de US$ 792 milhões para a Petrobras. A decisão levou o Tribunal a colocar em indisponibilidade os bens do ex-presidente. 

Saí até em sua defesa, na medida em que considerei que a indisponibilidade não deveria ficar apenas nos seus bens, mas se estender a todos que consentiram na compra, inclusive o Conselho de Administração da petroleira. Pena. José Sérgio Gabrielli preferiu outra rota, a da sua defesa responsabilizando o então presidente do TCU, ministro José Jorge, sem se esquecer de politizar a questão Pasadena – e aí falou a voz do PT - ao lembrar que ele, José Jorge, fora ministro do presidente Fernando Henrique Cardoso. Ora, o que tem FHC a ver com a brutal corrupção que corrói a maior estatal brasileira, a Petrobras? Não dá para entender uma coisa misturada a outra. O caso é de corrupção, não de politização.  

O problema é que a compra de Pasadena e a compra de diretores para votar a favor do negócio voltou à tona. É sempre assim. Também retornou ao noticiário José Dirceu, que passou a ser investigado pela Operação Lava Jato por ter prestado serviços às empreiteiras envolvidas com propinas e corrupção na estatal e faturara R$ 4 milhões. O fato de Dirceu retornar ao noticiário deve-se lembrar necessariamente Lula? Claro que não. Os fatos se diferenciam como as verdades também.

*Coluna originalmente publicada na edição deste domingo (25) do jornal A Tarde.

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