JOAQUIM NABUCO
História
Herói nacional, para sempre
Estadista, historiador, diplomata e sedutor. E, acima de tudo,
o homem que encabeçou a mais justa de todas as causas:
a batalha da opinião pública que terminou por convencer a
sociedade brasileira a se mobilizar para acabar com a escravidão
Vilma Gryzinski
| Fundação Joaquim Nabuco |
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| O ABOLICIONISTA Joaquim Nabuco e a definição de seu papel: "Um mandato a que não se pode renunciar"Foto Academia Brasileira de Letras |
FONTE ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS NA PESQ.
DE CHIQUITINHA MARAVILHA

Cidade de Joaquim Nabuco/Pernambuco, foto Facebook cidade de Joaquim Nabuco
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BIOGRAFIA
na pesquisa de Chiquitinha Maravilha (Gamaliel Chagas)
na pesquisa de Chiquitinha Maravilha (Gamaliel Chagas)
Nasceu em 19/08/1849, e faleceu 17 de janeiro de 1910- Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo
nasceu às 8h: 30 da manhã, em velho sobrado na Rua do Aterro da Boa Vista (atual
Rua da Imperatriz Tereza Cristina), filho do futuro senador José Tomás Nabuco
de Araújo e de sua esposa, Ana Benigna de Sá Barreto. Era um rebento de estirpe
ilustre, de vez que os Nabuco de Araújo eram uma influente família baiana de
senadores ao Império desde o Primeiro Reinado, e os Paes Barreto se constituíam
em uma família de grande influência em Pernambuco, desde o século XVI, estando
a ela vinculado Francisco Paes Barreto, último morgado do Cabo e marquês do
Recife.
1849, dezembro, 8 - Foi batizado no Cabo, tendo como padrinhos os
senhores do Engenho Massangana, Joaquim Aurélio Pereira de Carvalho e d. Ana
Rosa Falcão de Carvalho. Esta madrinha teria uma grande influência na sua
formação, pois muito criança ainda ficou sob seus cuidados quando os pais
viajaram para a Corte. Em Massangana ele passou a infância, até a morte da
madrinha, tendo contato direto com a escravidão, compreendendo a sua crueldade
e o mal que fazia ao País.
1857
- Com a morte de d. Ana Rosa transferiu-se para a residência dos pais, no
Rio de Janeiro, onde realizou os estudos de nível primário e secundário, este
último feito na cidade de Nova Friburgo, em colégio dirigido pelo barão de
Tauthphoeus.
1866
- Iniciou os estudos de Direito na Faculdade de São Paulo, destacando-se
entre os colegas, como orador. Em 2 de abril de 1868, foi o orador que saudou
José Bonifácio, o moço, quando este regressou à sua cidade, após perder o lugar
de ministro, com a queda do Gabinete Zacarias.
1869 - Transferiu-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde se
aproximou dos seus parentes maternos e de amigos; escreveu A escravidão, que
permaneceu inédito até 1888, quando foi publicado pela Fundação Joaquim Nabuco,
no Recife, e escandalizou a elite local, por defender, em um júri, um escravo
negro que assassinara o seu senhor.
1870, janeiro, 28
- Diplomou-se no Recife em Ciências Sociais e Jurídicas. Após a formatura
retornou ao Rio, tentando advocacia - o pai tinha um excelente escritório - e
iniciando-se no jornalismo em A Reforma, defendendo princípios monárquicos.
1872 - Publicou o seu primeiro livro Camões e os Lusíadas.
Anteriormente publicara dois opúsculos: O gigante da Polônia,em 1864, e O povo
e o trono,em 1869; publicou ainda, neste ano, um outro trabalho Le droit du
meurtre, em homenagem a Renan, que exercia grande influência no seu espírito.
1872 - Com o dinheiro obtido com a venda do Engenho Serraria,
herdado de sua madrinha, passou um ano na Europa, viajando, fazendo contatos
com intelectuais e políticos e se preparando para o futuro.
1876, abril, 26 - Obteve o seu primeiro cargo público, o de adido
de legação nos Estados Unidos, cargo que lhe proporcionou um melhor
conhecimento do país, fez contatos e estudos em Nova Iorque (onde viveu a maior
parte do tempo) e em Washington.
1878 - Foi
eleito, graças ao apoio do Barão de Vila Bela, deputado geral pela província de
Pernambuco, passando no ano seguinte a participar do parlamento, com destaque,
em face da sua origem, ao valor de sua oratória e da independência frente ao governo
Sinimbu, do seu próprio partido. Ele, ao lado de outros jovens deputados,
iniciou então a campanha contra a escravidão, em favor da abolição da
escravatura. Nessa legislatura Nabuco combateu um projeto de exploração do
Xingu, defendendo os direitos dos indígenas (1º de abril) e criticou o envio de
uma missão governamental à China, visando estimular a migração de chineses que
deveriam substituir os escravos nas fainas agrícolas. Nabuco verberou este
projeto que classificou de tentativa de "mongolização do país".
1880 - Comemoração do terceiro centenário de
Camões, no Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, tendo Nabuco sido o
orador oficial, realizando brilhante discurso.
1880, setembro, 7 - Nabuco organizou e
instalou em sua residência a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão,
desafiando a elite conservadora da época, que considerava a escravidão uma
instituição indispensável ao desenvolvimento do Brasil. Assim ele aprofundou as
divergências com o seu partido, o Liberal, e inviabilizou a sua reeleição.
1882, fevereiro, 1 - Derrotado nas eleições
para a Câmara dos Deputados, quando disputou um lugar pela Corte, como
representante dos abolicionistas, partiu para a Europa, para o que chamou de
exílio voluntário. Em Londres viveu como advogado e jornalista (representante
do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro) e escreveu um dos seus principais
livros, O abolicionismo, publicado em 1884.
1884 - Realizou a campanha para a eleição, por
Pernambuco, à Camara dos Deputados, defendendo ao lado de José Mariano, a causa
do abolicionismo. Seus discursos e conferências foram reunidos no livro A
campanha abolicionista, publicado em 1885, onde defendeu idéias bastante avançadas. Vitorioso sobre o
candidato conservador, Machado Portela, foi entretanto expurgado pela Câmara.
1885,
julho, 7 - O expurgo de Nabuco causou a maior revolta em Pernambuco, e o
5º Distrito, por decisão dos chefes liberais Ermírio Coutinho e Joaquim
Francisco de Melo Cavalcanti, que renunciaram a disputa da vaga de deputado,
elegeu Joaquim Nabuco para a Câmara. O 5º Distrito era formado pelos municípios
de Nazaré e Bom Jardim.
1885
- Atuação de Nabuco na Câmara dos Deputados, defendendo o Gabinete Dantas
e o seu projeto de libertação dos sexagenários, apesar de considerá-lo muito
moderado. Em seguida à queda de Dantas, ele atacou as modificações feitas ao
projeto pelo novo presidente do Conselho, J. A. Saraiva, que seria transformado
em lei pelo Gabinete Cotejipe, a 28 de setembro.
1885,setembro,14
- Nabuco apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei em favor da
federação das províncias, tentando concretizar velha aspiração regionalista
brasileira.
1886,
janeiro, 15 - Nabuco foi derrotado em eleição para a Câmara dos deputados
ao tentar eleger-se pelo Recife. Dedicou-se ao jornalismo escrevendo uma série
de opúsculos, em que identificou a monarquia com a escravidão e fez sérias
críticas ao governo. Estes opúsculos se intitulavam O erro do Imperador, O
Eclipse do Abolicionismo e Eleições liberais e eleições conservadoras,
publicados em 1886.
1887,setembro,14
- Nabuco derrotou Machado Portela em eleição memorável no Recife, quando
este, ministro do Império, tentava confirmar o seu mandato, voltando à Câmara
para concluir o seu apostolado em favor da abolição.
1888, fevereiro,10
- Teve audiência particular com o papa Leão XIII e relatou a luta pelo
abolicionismo no Brasil, tendo possivelmente influenciado o grande pontífice na
elaboração de uma encíclica contra a escravidão.
1888,
março, 10 - O Gabinete João Alfredo assume o governo com o propósito
deliberado de abolir a escravatura no Brasil. Nabuco, apesar do Gabinete ser
conservador, o apoiou e deu uma grande contribuição à aprovação da Lei Áurea.
Em seguida, quando os ressentidos com a abolição se lançaram contra João
Alfredo, Nabuco veio em sua defesa, realizando, a 22 de maio de 1889, um dos
seus mais memoráveis discursos na Câmara dos Deputados.
1889,
abril, 28 - Casou-se com d. Evelina Torres Soares Ribeiro, filha do barão
de Inhoã e fazendeiro em Maricá, na então província do Rio de Janeiro.
1889,
agosto, 21 - Nabuco foi eleito deputado por Pernambuco, para a última
legislatura do Império, sem ir ao Recife e sem solicitar o apoio do eleitorado.
Começava a se desiludir dos processos políticos no País e temia pela queda da
Monarquia, a quem era fiel, embora procurasse liberalizá-la e não poupasse
críticas à instituição e ao próprio Imperador.
1889,
novembro,15 - Proclamação da República e posicionamento de Nabuco em favor
da Monarquia, recusando-se inclusive, apesar de solicitado, a postular uma
cadeira na Assembléia Constituinte de 1891. Justificou sua posição no opúsculo
Por que sou monarquista.
1891,
junho, 29 - Surgiu o Jornal do Brasil, fundado por Rodolfo Dantas, com a
finalidade de bem informar a população e de defender, de forma moderada, a
restauração da Monarquia. Nabuco, convidado, tornou-se colaborador desse
jornal. Naquela ocasião, lutando pela vida, voltou à advocacia, abrindo
escritório em sociedade com o conselheiro João Alfredo. Não foram bem sucedidos na profissão e um ano depois fecharam o
escritório.
1892
- Viajou à Inglaterra com a família, aí permanecendo por alguns anos.
Fazendo um balanço de sua vida, voltou à Igreja Católica, que havia abandonado
na juventude, passando a frequentar as cerimônias religiosas e se confessando,
em 28 de maio, na Capela de Nossa Senhora das Dores. Sua comunhão só seria
feita no Rio de Janeiro a 22 de dezembro do mesmo ano. O livro Minha Fé,
publicado em 1986 pela Fundação Joaquim Nabuco, relata o processo de conversão
do estadista.
1895 - No
auge das disputas entre monarquistas e republicanos escreveu um opúsculo, O
dever dos monarquistas, em resposta a outro escrito pelo almirante Jaceguai,
favorável ao novo regime intitulado O dever do momento.
1896,
janeiro, 12 - Foi publicado no Jornal do Commercio um manifesto do Partido
Monarquista, recém-fundado, tendo como signatários, além de Nabuco, os
conselheiros João Alfredo, Lafaiete Pereira, o visconde de Ouro Preto, Afonso
Celso e outros.
1893/1899
- Período de intensa atividade intelectual de Nabuco. Não aceitando os
cargos nem encargos da República, Nabuco dedicou-se às letras, escrevendo
livros e artigos para jornais e revistas. Alguns livros foram escritos
inicialmente para publicação de seus capítulos, como artigos, nos jornais e na
Revista do Brasil. Estes livros, quase sempre de comentários políticos, foram
Balmaceda (publicado em 1895) sobre a guerra civil no Chile e A intervenção
estrangeira na Revolta de 1893 (publicado em 1896) onde, além de analisar o desenrolar
da luta, faz confronto entre Saldanha da Gama, maior líder da Revolta, e
Floriano Peixoto, que encarnava a legalidade. Também deste período é Um
estadista do Império (1896), seu principal livro, em que analisa a vida do
senador Nabuco de Araújo e a vida política, econômica e social do País durante
a atuação do mesmo. Ainda desta época é o seu livro de memórias, intitulado
Minha formação, publicado parcialmente na imprensa e reunido em livro em 1900.
1896
- Participou da fundação da Academia Brasileira de Letras, que teve
Machado de Assis como seu primeiro presidente e Nabuco como secretário
perpétuo.
1896,
janeiro, 25 - Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
1899,
março, 9 - Aceitou convite do governo da República para defender o Brasil
na questão de limites com a então Guiana Inglesa de que seria árbitro o rei
Victor Emanuel da Itália. Iniciou um processo de afastamento do grupo
monarquista e a sua conciliação com a República.
1900,
março - Morte de Sousa Correia, ministro brasileiro na Inglaterra,
provocando o convite do gabinete do governo para que Nabuco aceitasse este
lugar, passando a ser funcionário da República. Nabuco inicialmente aceitou ser
"plenipotenciário em missão especial" deixando a chefia da legação
com o encarregado de negócios.
1900,
agosto - Aceitou o cargo de chefe da legação em Londres e tornou-se,
finalmente, funcionário da República.
1900,
dezembro - Proferiu, no Rio de Janeiro, em banquete que lhe foi oferecido,
discurso considerado como a sua declarada adesão à República.
1903
- Publicou-se em Paris o livro O direito do Brasil (primeira parte) em que
analisou as razões do Brasil na contenda com a Inglaterra a respeito de uma
área territorial fronteiriça com a Guiana Inglesa.
1904,
junho, 14 - O rei Victor Emanuel da Itália deu o laudo arbitral na questão
da Guiana Inglesa, dividindo o território disputado em duas partes - 3/5 para a
Grã-Bretanha e 2/5 para o Brasil - o que foi considerado por todos, inclusive
por Nabuco, como uma derrota para o Brasil.
1905 - Criada a Embaixada do Brasil em Washington, Nabuco foi
nomeado embaixador do Brasil, apresentando suas credenciais ao presidente
Theodoro Roosevelt, a 25 de maio. Como embaixador em Washington ligou-se muito
ao governo norte-americano e defendeu uma política pan-americana, baseada na
doutrina de Monroe. Também viajou bastante pelos Estados Unidos e proferiu
dezenas de conferências em universidades americanas.
1906, julho - Organizou a III Conferência
Pan-americana, realizada no Rio de Janeiro, com a presença do secretário de
Estado dos Estados Unidos.
1910, janeiro, 17 - Faleceu em Washington,
como embaixador, após um longo período de doença.
BIBLIOGRAFIA
Camões e
os Lusíadas. Rio de
Janeiro: Typographia do Imperial Instituto Artístico, 1872. 286 p.
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parte do Gabinete Português de Leitura. 2. ed. Rio de Janeiro:
G. Leuzinger & Filhos, 1880. 30 p. 3. ed. Rio de Janeiro: G.
Leuzinger & Filhos, 1880. 30 p.
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Apresentação Plínio Doyle; estudo prévio Maximiano de Carvalho e Silva.
Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1980. 30 p. Edição fac-similada.
Sociedade Brasileira Contra a Escravidão: cartas do presidente
Joaquim Nabuco e do ministro americano H. W. Hilliard sobre a emancipação
nos Estados Unidos. Rio de Janeiro: G. Leuzinger &
Filhos, 1880. 23 p. Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim
Nabuco.
O abolicionismo. Londres: Typographia de Abraham Kingdon, 1883.
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São Paulo: Editora Nacional, 1938.
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conferências e discursos abolicionistas. São Paulo: Progresso Editorial,
1949. 418p. Inclui bibliografia.
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Introdução de Gilberto Freyre. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes; Brasília, DF:
INL, 1977. (Coleção dimensões do Brasil, 4).
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Prefácio de José Thomaz Nabuco. Recife: Fundaj, Ed.Massangana, 1988. 256 p.
(Abolição, 1). Fac-símile de: Londres: Typ. de A. Kingdon, 1883. Inclui
bibliografia.
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5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1988. 172 p. (Clássicos do pensamento
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Henry George: nacionalizarão do solo: apreciação da propaganda
para abolição do monopólio territorial na Inglaterra. Rio de Janeiro: A.
J. Lamoureux, 1884.
O erro do Imperador. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger
& Filhos, 1886. 26 p. Propaganda liberal. Série para o Povo.
Primeiro opúsculo. Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim
Nabuco. Há também um exemplar encadernado com os outros três opúsculos da
Propaganda Liberal, Serie para o Povo: O eclipse do abolicionismo (segundo
opúsculo); Eleições liberais e eleições conservadoras (terceiro
opúsculo); Escravos! Versos franceses a epicteto (quarto
opúsculo).
O eclypse do abolicionismo. Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger &
Filhos, 1886. 16 p. Propaganda liberal. Série para o povo. Segundo
opúsculo.Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Eleições liberaes e eleições conservadoras. Rio de Janeiro: Typ. de
G. Leuzinger & Filhos, 1886. Propaganda liberal. Série para o
povo. Terceiro opúsculo. Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim
Nabuco.
Escravos: versos francezes a epicteto. Rio de Janeiro: Typ. G.
Leuzinger, 1886. Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Resposta as mensagens do Recife e Nazareth. 2. ed. Rio de Janeiro: Typ.
G. Leuzinger, 1890.
Agradecimento aos pernambucanos. 2. ed. Londres: Abraham Newham, 1891.
Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Balmaceda. Rio de Janeiro: Typographia Leuzinger, 1895. 225 p. Disponível no
acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
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São Paulo: Comp. Ed. Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1937. 195 p. Edição uniforme das obras de Joaquim Nabuco.
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São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. 143 p. (Obras completas;
Joaquim Nabuco, 2). Encadernado com: A intervenção estrangeira durante a
revolta de 1893, do mesmo autor.
________.
Prefácio de Fernando Henrique Cardoso. Santiago de Chile: Editorial
Universitária, c.1999. 151 p.
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4. ed. Organização, posfácio de notas de José Almino de Alencar. São
Paulo: Cossac & Naify, 2008. 265 p.
O dever dos monarchistas. Carta ao Almirante Jaceguay. Rio de
Janeiro: Typ. de G. Leuzinger, 1895. Disponível no acervo digital da
Fundação Joaquim Nabuco.
Um estadista do Império: Nabuco de Araújo, sua vida, suas opiniões,
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t.1 - 1813-1857; t.2 - 1857-1866; t. 3 - 1866-1878.
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Rio de Janeiro: H. Garnier, 1898. 3v.
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de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1936. 2 v. Nova edição completa em
dois tomos e acrescida de um índice alfabético.
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São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. 4v. (Obras completas;
Joaquim Nabuco, 3-6).
Um estadista do Império: cronologia e bibliografia. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 1975. (Biblioteca luso-brasileira). Inclui bibliografia.
A intervenção estrangeira durante a Revolta de 1893. Rio de Janeiro:
Typ. Leuzinger, 1896. 143 p.
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Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1932.
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São Paulo: Comp. Ed. Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1939. 172 p.
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São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. [145]-275 p. (Obras
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s.n.], [19--?]. 6 p.
Minha formação. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1900. 311 p.(Obras
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São Paulo: Comp. Ed. Nacional: Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1934. 263 p. Edição uniforme das obras de Joaquim Nabuco.
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Imprensa Nacional, 1944. Edição em língua espanhola. (Coleción de
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São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1947. 221 p. (Obras completas;
Joaquim Nabuco).
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Prefácio de Carolina Nabuco. Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1948. 322 p.
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Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957. 258 p. il. (Documentos brasileiros, 90).
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Introdução de Gilberto Freyre. Brasília, DF: Universidade de Brasília,
1963. (Biblioteca básica brasileira, 8).
________.
Introdução de Alceu Amoroso Lima. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1966.
278 p. (Clássicos brasileiros, 243). Traz uma caricatura de Nabuco, com a
legenda: Esboço político. Um candidato pelo 1º distrito (Joaquim Nabuco,
doceiro, apregoa as gulodices do seu tabuleiro decirculares políticas,
enfeitado com as bandeirolas da emancipação dos escravos). Portrait-charge
de Asmodeu (Pereira Neto), O Mequetrefe (30-7- 1881).
________.
9. ed. Brasília, DF: INL; Rio de Janeiro: J. Olympio, 1976. 173 p.il.
(Documentos brasileiros, v. 90).
________.
Porto Alegre: Paraula, 1995. 214 p.
________.
Prefácio Evaldo Cabral de Mello. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999.
254 p.
Traz índice onomástico.
________.
São Paulo: Martin Claret, 2004. 198 p. Traz no final um perfil biográfico
e uma cronologia de Nabuco.
La Guerra del Paraguay. Paris: Garnier Hermanos, 1901. 397 p.
Version castellana de Gonzalo Reparaz. Excerto de "Um estadista do
Império".
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Buenos Aires (Argentina): Belgrano, 1977. 412 p. Version castellana de
Gonzalo Reparaz (Coleccion la Argentina historica). Inclui bibliografia.
Escriptos e discursos literários. Rio de Janeiro: H. Garnier,
1901. 302 p.
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São Paulo: Comp. Ed. Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1939. 296 p. Edição uniforme das obras de Joaquim Nabuco. Conteúdo:
Terceiro centenário de Camões, p. 1-24; João Caetano, p. 25-33; Sarah
Bernhardt, p. 34-40; Portugal e Brasil, p. 51-41; Resposta às mensagens do
Recife e de Nazareth, p. 52-76; Um perfil de jornal, p. 77-85; O enterro
do imperador, p. 86-98; A revolução rio-grandense, p. 99-100; Instituto
Histórico, p. 110-116; Significação nacional do centenário anchietano, p.
117-139; A rainha Victoria, p. 140-186; Academia Brasileira, p. 187-202;
Guilherme Puelma-Tupper, p. 203-214; Elogio dos socios doInstituto: Garcez
Palha - Pereira da Silva - Couto de Magalhaes - João Mendes de Almeida -
Padre Bellarmino de Souza, p. 214-239; Alfredo d’Escragnolle-Taunay, p.
240-243; Barros Sobrinho, p. 244-250; Soares Brandão. p. 251-256; Souza
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São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. 275 p. (Obras completas;
Joaquim Nabuco). Encadernado com L'option.
Frontières du Brésil et de la Guyane Anglaise: la prevue
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soumise a l’arbitrage de S. M. Le Roi d’Italie.
Frontières du Brésil et la
Guyane Anglaise: la pretension anglaise: présenté à Rome le 26 septembre
1903. Paris: A. Lahure, 1903. v.1. Second
mémoire bresilien: question soumise a l’arbitrage de S. M. le Roy
d’Italie.
Frontières du Brésil et de la Guyane Anglaise: notes sur la partie
historique du premier mémoire anglais présenté a Rome le 26 sptembre 1903. Paris: A. Lahure, 1903. v.2. Second memoire bresilien: question
soumise a l’arbitrage de S.M. Le Roy d’Italie.
Frontières du Brésil et de la Guyane Anglaise: le droit du Brésil
présenté a Rome de 27 février 1903. Paris: A. Lahure, 1903.
Premier mémoire brésilien: question soumise à l’arbitrage de S.M. Le Roi
d’Italie.
Fronteiras do Brazil e da Guyana Ingleza: o direito do Brazil:
apresentada em Roma a 27 de fevereiro de 1903. Paris: A. Lahure, 1903.
Primeira memória brasileira. Questão submetida a S. M. o Rei da Itália.
La construction des mémoires anglais présenté a Rome le 25 février
1904 Paris: A. Lahure, 1904. v.1. Troisième mémoire bresilien: question
soumise a l’arbitrage de S. M. de Roi d’Italie. Encadernado com o título
"Frontières du Brésil et de la Guyane Anglaise", v.1.
Frontières du Brésil et de la Guyane Anglaise: exposé final présenté a
Rome le 25 février 1904. Paris: A. Lahure, 1904. v. 4. Troisième
mémoire brésilien: question soumise a l’arbitrage de S. M. de Roi
d’Italie.
Frontières du Brésil et de la Guyane Anglaise: histoire de la zone
conteste selon le contre-mémoire anglais, présenté a Rome le 25 février
1904. Paris: A.
Lahure, 1904. v. 2. Troisième mémoire, 2.
Frontières du Brésil et de la Guyane Anglaise: reproduction des documents anglais
suivis de breves observations présenté a Rome le 25 février 1904. Paris: A. Lahure, 1904. Troisième mémoire bresilien: question soumise
a l’arbitrage de S.M. Le Roy d’Italie.
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Traduzidos do francês por Carolina Nabuco. São Paulo: Comp. Ed. Nacional;
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Ambassador, Senhor Nabuco, at the laying of the corner-stone of the new
building of the American Republics in Washington on May 11, 1908. [S. l.:
s. n.], 1908. 3 p. Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim
Nabuco.
The place of Camoens in
literature: address delivered before the students of Yale University, on
the 14th May, 1908. [S. l.: s. n.], 1908. 26 p.
Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
The spirit of nationality
in the history of Brazil: address delivered before the Spanish Club of
Yale University, on the 15th May, 1908. [S. l.: s. n.], 1908. 14 p.
Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Rivers and ports of Brazil:
speech delivered by Senhor Joaquim Nabuco, Brazilian Ambassador at the
National Rivers and Harbors Congress held in Washington, D.C., December,
1908. [S. l.: s. n.], 1908. 4 p. Disponível
no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Saint-Gaudens: speech
delivered by Joaquim Nabuco Brazilian ambassador at the memorial meeting
of The American Institute of Architects at the Corcoran Gallery of Art,
Washington, December 15, 1908. [Washington. D.C.: s. n.],
1908. [2 p.]. Discurso elogiando o escultor americano.Disponível no acervo
digital da Fundação Joaquim Nabuco.
The share of America in
civilization: baccalaureate address on June 20th, 1909. [S. l: s. n.], 1909. 18 p.
Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Centenário de Lincoln. Discurso pronunciado em Washington, aos 12
de fevereiro de 1909, pelo embaixador do Brasil Joaquim Nabuco, por
ocasião do centenário de Lincoln, organizado pelos commissarios do
Districto de Columbia. [S. n. t.], 1909. Separata da Revista Americana.
Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Recife. Almanak
[Almanaque] Literário Pernambucano, Recife, ano 11, parte literária, p.
1-2, 1909.
L'option. Drame en cinq actes, en vers, écrit en 1876-1877. Paris: Hachette, 1910.
________.
São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. [277]-358 p. (Obras
completas; Joaquim Nabuco, 9). Encadernado com: Escritos e discursos
literários, do mesmo autor.
Pages choisies. Paris: Institut
International de Cooperation Intellectuelle, 1940. Tradução para o português de
Victor Orban e Mathildet; prefácio de Graça Aranha.
Camões e assuntos americanos: seis conferências em
universidades americanas. Traduzidas do inglês por Carolina Nabuco. São
Paulo: Comp. Ed. Nacional; Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1940.
152 p.
________.
São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. (Obras completas; Joaquim
Nabuco, 10). Encadernado com: Pensamentos soltos do mesmo autor,
p.347-470.
O direito do Brasil. São Paulo: Comp. Ed. Nacional; Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1941. 295 p. Traz no final uma carta do
território contestado, segundo Henri Trope (escala 1:3.500.000). Edição
uniforme das obras de Joaquim Nabuco. Conteúdo: Cap. 1- Posse e domínio
do Amazonas; Cap. 2 - Posse e domínio do Rio Negro; Cap. 3 - Posse e
domínio do Rio Branco; Cap. 4 - Posse e domínio do território contestado.
________.
São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. 285 p. mapa. (Obras
completas; Joaquim Nabuco, 8).
Cartas a amigos. Coligidas e anotadas por Carolina Nabuco. São
Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1949. 2v. (Obras completas; Joaquim
Nabuco,13/14).
Discursos parlamentares, 1879-1889. São Paulo: Instituto
Progresso Editorial, 1949. 378 p. (Obras completas; Joaquim Nabuco, 11).
________.
Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1950. Publicação comemorativa do 1º
centenário de nascimento do antigo Deputado por Pernambuco. Iniciativa da
Câmara dos Deputados. Seleção e prefácio do deputado Gilberto Freyre.
Introdução do deputado Munhoz Rocha.
________.
Introdução de Gilberto Freyre. Brasília, DF: Câmara dos Deputados, 1983.
525 p. (Perfis parlamentares, 26). Inclui índice. Contém dados
biobibliográficos. Bibliografia: p. 435-443. Disponível no acervo
digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Campanhas de imprensa: (1884-1887). São Paulo: Instituto
Progresso Editorial, 1949. 269 p. (Obras completas; Joaquim Nabuco, 12).
O mandato da raça negra. In: CARNEIRO, Edison (Org.). Antologia do
negro brasileiro. Rio de Janeiro: Globo, 1950. p. 9-12.
Extradição de escravos. In: CARNEIRO, Edison (Org.). Antologia do
negro brasileiro. Rio de Janeiro: Globo, 1950. p. 25.
Liberdade dos escravos no Paraguai. In: CARNEIRO, Edison
(Org.). Antologia do negro brasileiro. Rio de Janeiro: Globo, 1950. p. 47-8.
A usura de Shylock. In: CARNEIRO, Edison (Org.). Antologia do
negro brasileiro. Rio de Janeiro: Globo, 1950. p. 54-55.
CATÁLOGO da correspondência de Joaquim Nabuco [ativa e passiva]. Recife: Instituto
Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, 1978-1988. (Série Documentos; 8; 13;
29; 32). Organizados por Ana Isabel de Sousa Leão Andrade, Carmem Lúcia de
Souza Leão Rego, Tereza Cristina de Sousa Dantas, Ilka Cavalcanti
Loureiro, Silvia Albuquerque Carvalheira e Liége T. Miranda Coelho. Traz
resumo de cada correspondência, organizadas cronologicamente, com
informação sobre sua localização no Arquivo Joaquim Nabuco, e índices
onomástico e de assunto. Conteúdo: v. 1 – 1865-
1884; v.
2 – 1885-1889; v. 3 – 1890-1902; v. 4 – 1903-1906; v. 5 – 1907-1910.
Joaquim Nabuco: política. Organizadora: Paula Beiguelman. São
Paulo: Ática, 1982. 192 p. (Grandes cientistas sociais, 23). Inclui
bibliografia e índice.
Cartas aos abolicionistas ingleses. Organização e apresentação de
José Thomaz Nabuco. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1985. 81
p. (Documentos, 23). Disponível no acervo digital da Fundação
Joaquim Nabuco.
Campanha abolicionista no Recife: eleições 1884. Discursos de
Joaquim Nabuco. Estudo introdutório de Fernando da Cruz Gouveia; prefácio
de Aníbal Falcão. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1988. 205 p. (Abolição,
8). Edição comemorativa ao centenário da abolição. Fac-símile de: Rio
de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger, 1885. Inclui bibliografia. Disponível no
acervodigital da Fundação Joaquim Nabuco.
________.
Prefácio do Dr. Aníbal Falcão; introdução e cronologia de Manuel Correia
de Andrade. Mossoró, RN: Fundação Guimarães Duque, 1992. 205 p. Fac-símile
de: Rio de Janeiro: Typ. de G. Leuzinger, 1885.
________.
Introdução e cronologia de Manoel Correia de Andrade. Brasília, DF: Senado
Federal; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992. 181 p. Traz
discursos e conferências sobre o tema.
A escravidão. Edição compilada do original manuscrito por José
Antonio Gonsalves de Mello; prefácio de Manuel Correia de Andrade;
organização e apresentação de Leonardo Dantas Silva. Recife: Fundaj, Ed.
Massangana, 1988. 126p. (Abolição, 9). Inclui bibliografia. FJN.
Disponível no acervo digital da Fundação Joaquim Nabuco.
Massangana. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1989. 15 p. Separata
de: NABUCO, Joaquim. Minha formação. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1900.
Nabuco e a República. Textos de Joaquim Nabuco; organização e
introdução de Leonardo Dantas Silva. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1990.
173 p. (Serie República, 6). Traz três obras de Nabuco: O povo e o trono;
O dever dos monarquistas e A intervenção estrangeira durante a revolta de
1893.
A abolição e a República. Organizado e apresentado por Manuel Correia
de Andrade. Recife: UFPE, Ed. Universitária, 1999. 102 p. (Coleção
nordestina).
Diários. Prefácios e notas de Evaldo Cabral de Mello. Rio de Janeiro:
Bem-tevi; Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 2005. 2v. Conteúdo: v.1.
1873-1888; v.2. 1889-1910.
ARQUIVO:
O presente inventário tem como objetivo levantar e
divulgar aos pesquisadores a documentação referente ao Acadêmico Joaquim Nabuco
sob a guarda do Arquivo dos Acadêmicos da Academia Brasileira de Letras.
O conjunto dos itens que o compõe visa a esclarecer o pesquisador, não apenas
em relação ao acervo propriamente dito, mas também apontar, de forma sucinta, o
percurso trilhado pelos arquivistas no tratamento aplicado.
O acervo documental do Arquivo Joaquim Nabuco é composto de uma coleção de documentos reunidos artificialmente pela Academia Brasileira de Letras.
O presente instrumento de pesquisa foi produzido de acordo com a Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE).
Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2009
Juliana Amorim de Souza
Estagiária de Arquivologia
COLEÇÃO DE DOCUMENTOS
ÁREA DE IDENTIFICAÇÃO
Código de referência: BR ABL AA JNa
Título: Arquivo Joaquim Nabuco
Data de produção dos documentos: 1873 - 2008
Nível de descrição: Coleção
Dimensão e suporte: 367 documentos
Textuais – 120 documentos
Iconográficos – 24 fotografias
Impressos – 222 recortes de jornais e revistas
Audiovisual – 1 fita VHS
ÁREA DE CONTEXTUALIZAÇÃO
Nome do produtor: ARAÚJO, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de e Academia Brasileira de Letras.
História arquivística: Não há registros
precisos da época ou da forma de ingresso do acervo.
Procedência: Não há registros precisos sobre a
procedência do acervo.
ÁREA DE CONTEÚDO E ESTRUTURA
Âmbito e conteúdo: Formado por documentos referentes à vida pessoal, literária e profissional de Joaquim Nabuco, tais como: correspondências, telegramas, recortes de jornais, fotografias e demais documentos produzidos e/ou recebidos pelo titular no exercício de suas atividades. Além de documentos produzidos e/ou recebidos pela Academia Brasileira de Letras.
Sistema de arranjo: Os documentos foram arranjados
em 9 séries através de uma seriação temática e por espécie.
QUADRO DE ARRANJO:
ÁREA DE CONDIÇÕES DE ACESSO E USO
Condições e acesso: Aberto à consulta.
Condições de reprodução: Reprodução fotográfica permitida mediante autorização expressa e por escrito do Presidente da ABL ou do Chefe do Arquivo.
Idioma: Português, francês e inglês.
Instrumento de pesquisa: Inventário; Guia Geral do Arquivo dos Acadêmicos.
ÁREA DE FONTES RELACIONADAS
Unidades de descrição relacionadas:
- A Biblioteca da Academia Brasileira de Letras tem, sob sua guarda, publicações de e sobre Joaquim Nabuco.
Condições e acesso: Aberto à consulta.
Condições de reprodução: Reprodução fotográfica permitida mediante autorização expressa e por escrito do Presidente da ABL ou do Chefe do Arquivo.
Idioma: Português, francês e inglês.
Instrumento de pesquisa: Inventário; Guia Geral do Arquivo dos Acadêmicos.
ÁREA DE FONTES RELACIONADAS
Unidades de descrição relacionadas:
- A Biblioteca da Academia Brasileira de Letras tem, sob sua guarda, publicações de e sobre Joaquim Nabuco.
- O Arquivo Institucional da ABL possui documentos audiovisuais referentes a Joaquim Nabuco.
- A Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, possui sob sua guarda acervos arquivístico e bibliográfico de/e sobre Joaquim Nabuco.
ÁREA DE CONTROLE DA DESCRIÇÃO
Nota do arquivista: Descrição realizada por Juliana Amorim de Souza, sob a supervisão de Maria Oliveira e Paulino Lemes de Sousa Cardoso.
Nota do arquivista: Descrição realizada por Juliana Amorim de Souza, sob a supervisão de Maria Oliveira e Paulino Lemes de Sousa Cardoso.
Fontes bibliográficas utilizadas:
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Cartas de Joaquim Nabuco. Revista da Academia Brasileira de Letras n. 43, v. 18, 1925.
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Biografia de Joaquim Nabuco: http://www.academia.org.br. Acessado em: 26/11/2009
FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO. Arquivo Joaquim Nabuco: http://www.fundaj.gov.br. Acessado em: 18/12/2009
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Biografia de Joaquim Nabuco: http://www.academia.org.br. Acessado em: 26/11/2009
FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO. Arquivo Joaquim Nabuco: http://www.fundaj.gov.br. Acessado em: 18/12/2009
NABUCO, Carolina. Cartas a amigos. Vol. I e II. Instituto Progresso Editorial, S.A. 1949. São Paulo
Regras ou convenções: “Diretrizes arquivísticas e metodologia para o Arquivo dos Acadêmicos” (documento interno) e NOBRADE (Norma Brasileira de Descrição Arquivística).
Data da descrição: Agosto de 2009 a dezembro de 2009.
Série 1 – Audiovisual
Data da descrição: Agosto de 2009 a dezembro de 2009.
Série 1 – Audiovisual
Código de referência: BR ABL AA JNa av
Título: Audiovisual
Data de produção dos documentos: Agosto de 1999.
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento audiovisual (fita VHS)
Âmbito e conteúdo: A série é constituída pelo documentário “Joaquim Nabuco, um vencido da grande causa”, com depoimentos de populares e historiadores sobre Joaquim Nabuco, abolicionista.
Unidades de descrição relacionadas: O Arquivo Institucional da ABL possui em seu acervo audiovisual duas conferências tendo como tema o acadêmico Joaquim Nabuco.
Título: Audiovisual
Data de produção dos documentos: Agosto de 1999.
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento audiovisual (fita VHS)
Âmbito e conteúdo: A série é constituída pelo documentário “Joaquim Nabuco, um vencido da grande causa”, com depoimentos de populares e historiadores sobre Joaquim Nabuco, abolicionista.
Unidades de descrição relacionadas: O Arquivo Institucional da ABL possui em seu acervo audiovisual duas conferências tendo como tema o acadêmico Joaquim Nabuco.
Série 2 – Correspondência Pessoal
Código de referência: BR ABL AA JNa cp
Título: Correspondência Pessoal
Data de produção dos documentos: 31/08/1885 a 24/12/1909
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 52 documentos textuais
Âmbito e conteúdo: Série constituída por correspondências de Joaquim Nabuco com acadêmicos, familiares, amigos e outros, versando sobre sua vida pessoal, literária e profissional e sobre a Academia Brasileira de Letras. A série é formada, em sua maioria, por cartas autógrafas.
Sistema de arranjo: A série correspondência pessoal está arranjada em ordem cronológica para correspondência autógrafa, e em ordem alfabética para correspondência recebida.
Título: Correspondência Pessoal
Data de produção dos documentos: 31/08/1885 a 24/12/1909
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 52 documentos textuais
Âmbito e conteúdo: Série constituída por correspondências de Joaquim Nabuco com acadêmicos, familiares, amigos e outros, versando sobre sua vida pessoal, literária e profissional e sobre a Academia Brasileira de Letras. A série é formada, em sua maioria, por cartas autógrafas.
Sistema de arranjo: A série correspondência pessoal está arranjada em ordem cronológica para correspondência autógrafa, e em ordem alfabética para correspondência recebida.
Série 3 – Correspondência de Terceiros
Código de referência: BR ABL AA JNa ct
Título: Correspondência de terceiros
Data de produção dos documentos: 04/12/1873
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento textual
Âmbito e conteúdo: A série Correspondência de terceiros é constituída por uma carta de Ernest Renan apresentando Joaquim Nabuco a Charles Edmond.
Título: Correspondência de terceiros
Data de produção dos documentos: 04/12/1873
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento textual
Âmbito e conteúdo: A série Correspondência de terceiros é constituída por uma carta de Ernest Renan apresentando Joaquim Nabuco a Charles Edmond.
Série 4 – Documentos Institucionais
Código de referência: BR ABL AA JNa di
Título: Documentos Institucionais
Data de produção dos documentos: 19/10/1894 a 13/03/1978
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 15 documentos textuais
Âmbito e conteúdo: Constituída por documentos produzidos e recebidos pela ABL sobre Joaquim Nabuco, como cartas de condolências pela sua morte, cartas de inscrição para sua vaga, e a cópia do contrato celebrado em outubro de 1894 entre Joaquim Nabuco, Artur Jaceguay, Rodolfo Dantas, Barão de Drumond e Manuel José da Fonseca para a publicação de uma revista.
Sistema de arranjo: A série Documentos Institucionais está arranjada cronologicamente.
Título: Documentos Institucionais
Data de produção dos documentos: 19/10/1894 a 13/03/1978
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 15 documentos textuais
Âmbito e conteúdo: Constituída por documentos produzidos e recebidos pela ABL sobre Joaquim Nabuco, como cartas de condolências pela sua morte, cartas de inscrição para sua vaga, e a cópia do contrato celebrado em outubro de 1894 entre Joaquim Nabuco, Artur Jaceguay, Rodolfo Dantas, Barão de Drumond e Manuel José da Fonseca para a publicação de uma revista.
Sistema de arranjo: A série Documentos Institucionais está arranjada cronologicamente.
Série 5 – Hemeroteca
Código de referência: BR ABL AA JNa h
Título: Hemeroteca
Data de produção de documentos: 27/05/1927 a 21/12/1997
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 222 recortes de jornais e revistas
Âmbito e conteúdo: Constituída por recortes de jornais e revistas sobre a vida pessoal, literária e profissional de Joaquim Nabuco.
Sistema de arranjo: A série hemeroteca está arranjada cronologicamente.
Título: Hemeroteca
Data de produção de documentos: 27/05/1927 a 21/12/1997
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 222 recortes de jornais e revistas
Âmbito e conteúdo: Constituída por recortes de jornais e revistas sobre a vida pessoal, literária e profissional de Joaquim Nabuco.
Sistema de arranjo: A série hemeroteca está arranjada cronologicamente.
Série 6 – Homenagem
Código de referência: BR ABL AA JNa hm
Título: Homenagem
Data de produção dos documentos: 04/04 a 05/04/2008
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento textual
Âmbito e conteúdo: A série Homenagem é constituída por um folder com a programação do Simpósio Internacional Comemorativo do Centenário das Palestras proferidas por Joaquim Nabuco em Yale (EUA), em 1908. O evento foi realizado na Biblioteca da Universidade de Yale - EUA (Sterling Memorial Library)
Título: Homenagem
Data de produção dos documentos: 04/04 a 05/04/2008
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento textual
Âmbito e conteúdo: A série Homenagem é constituída por um folder com a programação do Simpósio Internacional Comemorativo do Centenário das Palestras proferidas por Joaquim Nabuco em Yale (EUA), em 1908. O evento foi realizado na Biblioteca da Universidade de Yale - EUA (Sterling Memorial Library)
Série 7 – Iconografia
Código de referência: BR ABL AA JNa ico
Título: Iconografia
Data de produção de documentos: 1879 - 1910
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 24 unidades documentais (16 fotografias; 8 imagens impressas)
Âmbito e conteúdo: Constituída por fotografias e por imagens impressas de Joaquim Nabuco e imagens relacionadas ao acadêmico.
Título: Iconografia
Data de produção de documentos: 1879 - 1910
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 24 unidades documentais (16 fotografias; 8 imagens impressas)
Âmbito e conteúdo: Constituída por fotografias e por imagens impressas de Joaquim Nabuco e imagens relacionadas ao acadêmico.
Série 8 – Produção Intelectual
Código de referência: BR ABL AA JNa pi
Título: Produção intelectual
Data de produção dos documentos: [02/07/1893]
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento textual
Âmbito e conteúdo: Constituída pelos rascunhos do discurso pronunciado por Joaquim Nabuco no Cassino Fluminense, em benefício dos feridos na Guerra Civil do Rio Grande do Sul.
Nota sobre publicação: NABUCO, Joaquim. Discurso do Dr. Joaquim Nabuco na Kermesse organizada pela Comissão Central da Cruz Vermelha a favor dos feridos na Guerra Civil do Rio Grande do Sul, a 2 de julho de 1893 no Cassino Fluminense. Rio de Janeiro, Typographia do Jornal do Commercio, de Rodrigues & C. 1893. Disponível emwww.fundaj.gov.br.
Título: Produção intelectual
Data de produção dos documentos: [02/07/1893]
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 1 documento textual
Âmbito e conteúdo: Constituída pelos rascunhos do discurso pronunciado por Joaquim Nabuco no Cassino Fluminense, em benefício dos feridos na Guerra Civil do Rio Grande do Sul.
Nota sobre publicação: NABUCO, Joaquim. Discurso do Dr. Joaquim Nabuco na Kermesse organizada pela Comissão Central da Cruz Vermelha a favor dos feridos na Guerra Civil do Rio Grande do Sul, a 2 de julho de 1893 no Cassino Fluminense. Rio de Janeiro, Typographia do Jornal do Commercio, de Rodrigues & C. 1893. Disponível emwww.fundaj.gov.br.
Série 9 – Transcrições
Código de referência: BR ABL AA JNa tr
Título: Transcrições
Data de produção dos documentos: Sem data
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 50 documentos textuais.
Âmbito e conteúdo: A série é constituída por transcrições de correspondências de Joaquim Nabuco, familiares e amigos, além de alguns textos publicados, como discursos, palestras etc. Não foi possível identificar os autores das transcrições.
Sistema de arranjo: A série Transcrições está arranjada por autor para as correspondências, e por ordem alfabética dos títulos para os textos.
Nota: Na correspondência datilografada de J. Batalha Reis, há também a correspondência de Celeste para D. Yayá, sem data identificada.
Título: Transcrições
Data de produção dos documentos: Sem data
Nível de descrição: Série
Dimensão e suporte: 50 documentos textuais.
Âmbito e conteúdo: A série é constituída por transcrições de correspondências de Joaquim Nabuco, familiares e amigos, além de alguns textos publicados, como discursos, palestras etc. Não foi possível identificar os autores das transcrições.
Sistema de arranjo: A série Transcrições está arranjada por autor para as correspondências, e por ordem alfabética dos títulos para os textos.
Nota: Na correspondência datilografada de J. Batalha Reis, há também a correspondência de Celeste para D. Yayá, sem data identificada.
GALERIA DE FOTOS:
Fotos abaixo Facebook Cidade de Joaquim Nabuco/PE


Cidade de Joaquim Nabuco/Pernambuco 08/1/2011
Abaixo> Fotos Comemorativo ao Centenário de Nascimento de Joaquim Nabuco
na Cidade que leva o seu nome - 18/08/1849 a 18/08/1949

na Cidade que leva o seu nome - 18/08/1849 a 18/08/1949

FOTOS: FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO
Fotos Museu Imperial/Ibram/Minc, Alberto Henschel/Coleção G. Ermakoff, Leibniz Institut Fur Landerkunde, Anônimo/Instituto Moreira Salles, Marc Ferrez/Coleção e Gilberto Ferraz/Instituto Moreira Salles
Quitandeiras em rua do Rio de Janeiro, 1875 (Marc Ferrez/Acervo
Instituto Moreira Salles).

Lavagem do ouro, Minas Gerais, 1880. (Foto: Marc Ferrez/Acervo
Instituto Moreira Salles).
Negra com uma criança branca nas costas, Bahia, 1870.
(Acervo Instituto Moreira Salles).

Escravos na colheita de café, Vale do Paraíba, 1882 (Marc Ferrez/Colección
Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Escravos na colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc
Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).
senhora na liteira (uma espécie de "cadeira portátil") com dois escravos, Bahia, 1860
(Acervo Instituto Moreira Salles).
Foto da Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865. Observe o impressionante contraste entre a criança
branca com seu brinquedo e os pequenos escravos descalços aos farrapos (Georges Leuzinger/Acervo
Instituto Moreira Salles).


Negra com o filho, Salvador, em 1884 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles
Bônus: no vídeo abaixo estão compiladas mais fotos do Instituto Moreira Salles. São escravos brasileiros de cidades como Recife, Salvador e Rio de Janeiro, vale a pena conferir!
Fontes:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2013/11/131120_galeria_escravidao_moreira_salles_fn.shtml
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/da-kitanda-a-quitanda
http://gizmodo.uol.com.br/exposicao-brasil-escravatura/
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/da-kitanda-a-quitanda
http://gizmodo.uol.com.br/exposicao-brasil-escravatura/
Fotos Fundação Joaquim Nabuco
| INDO E VOLTANDO Nabuco nos Estados Unidos (fotografado com o filho Maurício em Palm Beach) e as honras na morte, que completa 100 anos: "De um lado do mar sente-se a ausência do mundo; do outro, a ausência do país" |
ABAIXO: HONRAS DA MORTE! QUE COMPLETOU 100 ANOS EM 17/01/2010
PAIXÃO NACIONAL
O Brasil abraçou a causa abolicionista e seu mais conhecido defensor, Nabuco, que ganhou aura de ídolo pop: celebrado nas embalagens de cigarro, nas caricaturas e até no rótulo de cerveja
FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
O Brasil abraçou a causa abolicionista e seu mais conhecido defensor, Nabuco, que ganhou aura de ídolo pop: celebrado nas embalagens de cigarro, nas caricaturas e até no rótulo de cerveja
FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Academia Brasileira de Letras/RJ,
Home » Revistas » Edição 2147 / 13 de janeiro de 2010
Iconografia Facebook Cidade de Joaquim Nabuco/Pernambuco,
FOTOS: FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO
Fotos Museu Imperial/Ibram/Minc, Alberto Henschel/Coleção G. Ermakoff, Leibniz Institut Fur Landerkunde, Anônimo/Instituto Moreira Salles, Marc Ferrez/Coleção e Gilberto Ferraz/Instituto Moreira Salle
Materia Abaixo publicada na Revista Veja 13/01/2010
» Revistas » Edição 2147 / 13 de janeiro de 2010
Herói nacional, para sempre
Estadista, historiador, diplomata e sedutor. E, acima de tudo,
o homem que encabeçou a mais justa de todas as causas:
a batalha da opinião pública que terminou por convencer a
sociedade brasileira a se mobilizar para acabar com a escravidão
Vilma Gryzinski
| Fundação Joaquim Nabuco |
O ABOLICIONISTA
Joaquim Nabuco e a definição de seu papel: "Um mandato a que não se pode renunciar"
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Num domingo, dia 13, a princesa Isabel desceu a serra. Vinha de Petrópolis e ia para um lugar de honra na história. Com os olhinhos azuis iguais aos do pai, contemplou a multidão tomada de enorme comoção que estava na frente do palácio imperial, no centro do Rio. Usava um vestido de seda marfim, enfeitado com rendas francesas, e assinou com mão firme as palavras de explosiva simplicidade escritas no documento à sua frente: "É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil". Para quem olha o passado com displicência retroativa, a história termina aí: transformações econômicas e políticas empurraram um regime falido a aceitar a libertação da massa vilmente explorada, com a participação de um ou outro representante da elite esclarecida. Mas afastemos um pouquinho a cortina alegórica que cerca o 13 de maio de 1888. Assinada a lei, Isabel voltou-se para o homem alto e elegante que estava a seu lado naquele momento emocionante. "Estamos reconciliados?", perguntou. Como perfeito cavalheiro que era, Joaquim Nabuco acedeu e beijou a mão da princesa. Depois assomou à janela, para saborear o momento de glória e a adulação da massa. Aquele dia era dele, mais do que de qualquer um.
Não existe a mínima prova histórica, ainda mais no caso de uma princesa carola e apaixonada pelo marido, mas não é impossível imaginar pelo menos uma pontinha de flerte na pergunta de Isabel. As mulheres não resistiam a Nabuco. Aliás, os homens também não. No campo das ideias e da camaradagem viril, evidentemente. Joaquim Nabuco, que ressurge das brumas históricas ainda que fugazmente, em virtude do centenário de sua morte, neste dia 17, foi um personagem tão monumental que tudo em torno de sua extraordinária vida parece ser exagerado. Desvendada, a névoa do mito se revela, no entanto, tecida de verdade. Candidato a maior estadista da história nacional, embora no papel nunca tenha sido mais do que um simples deputado, Nabuco tem um título incontestável: foi o mais importante, o mais eloquente e o mais popular dos abolicionistas. Protagonizou o movimento pelo abolicionismo e, ao mesmo tempo, refletiu sobre a história que se desenrolava à sua volta, captando com a força de um intelecto preciso como laser a importância orgânica da escravidão na sociedade brasileira. No processo, como definiu o grande historiador Evaldo Cabral de Mello, escreveu "a mais brilhante análise do papel desempenhado pela escravidão na formação social e política do Brasil".
"Absorvia-a no leite preto que me amamentou; ela envolveu-me como uma carícia muda toda a minha infância", escreveu ele sobre a escravidão que conheceu como menino, num engenho pernambucano. "Por felicidade da minha hora, eu trazia da infância e da adolescência o interesse, a compaixão, o sentimento pelo escravo - o bolbo que devia dar a única flor da minha carreira." Não há quem não se arrepie ao ler como o jovem Nabuco descobriu que a tepidez do que parecia a ordem natural das coisas, de menino mimado pelas mucamas, era na verdade brutal e amarga. Era menino ainda, estava sentado no patamar da escada superior da casa onde havia sido criado pela madrinha, quando surgiu um jovem de corpo castigado. Lançando-se a seus pés, o escravo pediu que fosse comprado, salvando-o assim do senhor que o supliciava. "Foi este o traço inesperado que me descobriu a natureza da instituição, com a qual eu vivera até então familiarmente, sem suspeitar a dor que ela ocultava", descreveu Nabuco. Nasceram ali as sementes que o levaram a, mais tarde, autodesignar-se representante do "mandato do escravo", explicado com palavras de impressionante contemporaneidade: "Delegação inconsciente da parte dos que a fazem, interpretada pelos que a aceitam como um mandato a que não se pode renunciar".
À luz da história no que tem de mais estéril - a entediante versão mil vezes repetida do 13 de maio e seus antecedentes -, é difícil reproduzir a força avassaladora que o movimento contra a escravidão despertou em todo o país. O que o Brasil teve de pior - o comércio, a servidão, a exploração e a indizível violência mil vezes cometida contra seres humanos - gerou o que o Brasil de melhor conseguiu oferecer, sob a forma da luta abolicionista. Foi uma história de homens tomados de paixão por uma causa justa e, entre eles, nenhum mais apaixonado do que o jovem pernambucano de família ilustre, pai, avô e bisavô senadores do Império, com muito berço e quase nenhum dinheiro, que se tornou o que de mais parecido poderia existir no século XIX com uma celebridade ao estilo contemporâneo, aclamado, paparicado e adorado.
Nabuco pensava como um gigante histórico, polemizava como um estivador e jogava para a plateia como um ídolo pop. Travada, em grande parte, no centro da vida intelectual da época - os teatros -, a campanha abolicionista forneceu o palco ideal a um Nabuco simultaneamente confiante, arrojado, pedante, metido. Ou, na definição da cientista social Angela Alonso, autora da ótima biografia Joaquim Nabuco (Companhia das Letras), um "enamorado de si mesmo", impelido ao fulcro do cenário nacional tanto pelo imperativo moral quanto pelo desejo de aplausos e aprovação - que artista não se identificaria com ele? Entre os muitos palcos, nenhum foi mais consagrador do que o do Teatro de Santa Isabel, no Recife natal, onde as mulheres faziam fila nos camarotes especiais, suspiravam, lançavam pétalas de rosas e lencinhos com seu rosto pintado. No ápice da campanha e da popularidade, também se tornou marca de cigarros (Nabuquistas e Príncipes da Liberdade), de cerveja (Salvator Bier) e até de um modelo de chapéu (O Abolicionista, com um retrato dele). Pois, ainda por cima, o herói da causa era bonito. "Branco alvíssimo", numa descrição da época, media 1,86 metro e tinha olhos de mormaço, como a Capitu que ainda haveria de nascer da cabeça de seu amigo Machado de Assis. Correspondia, em tudo, até no bigodão, uma novidade em relação às barbas da época, ao apelido de Quincas, o Belo. Nos retratos e fotos, aparece sempre de mãos à cintura ou com dois dedos no bolso do colete ou em alguma outra pose que gritasse: sou o dono do mundo. Era assumidamente metrossexual, ou, como se dizia no século XIX, um dândi, o tipo masculino preocupado com a aparência e sensível a modismos. Usava robe de seda japonesa, malas Louis Vuitton e senso de humor. "Riem e se cutucam quando entro na Câmara, culpa do meu terno de casimira clara, do sapato inglês e do chapéu de palha", escreveu a seu eterno e complicado amor, Eufrásia Teixeira Leite (leia mais)."Só para provocar usei outro dia a pulseira de ouro. Aquela que me deste." A joia já havia dado o que falar. Numa das campanhas eleitorais (ganhava, perdia, ganhava, perdia), os adversários o apelidaram, maldosamente, de "candidato da pulseira"
Quem o julgasse apenas pela aparência polida incorreria em grave erro. Nabuco sabia bater. No calor da campanha abolicionista, que inflamava o país inteiro mas esbarrava na resistência composta de boa parte dos políticos (tanto liberais quanto conservadores) e dos fazendeiros do oeste paulista, do Vale do Paraíba e da zona cafeeira de Minas, escreveu que o Brasil estava dividido em duas falanges: "A pirataria e a civilização". Tinha, também, seu lado Tancredi, o personagem do Gattopardo de Lampedusa (e do filme de Visconti), e sua excessivamente usada frase sobre as mudanças necessárias para não mudar a ordem essencial das coisas. Cheio, portanto, de contradições, sofria períodos de depressão, pensou em emigrar para a Austrália ou a Nova Zelândia, vivia dividido entre o Brasil e a Europa. "De um lado do mar sente-se a ausência do mundo; do outro, a ausência do país", escreveu. Enfim, a complexidade e os questionamentos que se esperam dos intelectos superiores. Foi um monarquista esclarecido que escreveu contra Pedro II o panfletário O Erro do Imperador (daí a frase de Isabel no dia da abolição), um interessado na "política que é história" que conheceu o que a outra política tem de pior, um deputado que entrou para a Câmara "tão inteiramente sob a influência do liberalismo inglês como se militasse às ordens de Gladstone" e que acabou incluído em artigo do Times de Londres na turma de "comunistas" que usavam o abolicionismo radical para subverter a ordem.
Devido à multiplicidade e à riqueza tanto de sua personalidade quanto de sua obra política, até hoje é possível beber na fonte nabuquista a partir de diferentes perspectivas. Como em todas as grandes obras, cada um encontra em Nabuco o que procura - ou, melhor ainda, o que nem sabia existir. À esquerda, causa simpatia sua defesa da nacionalização das terras para uma reforma agrária que acabasse com a miséria provocada, em especial no Nordeste, pelo sistema de grandes propriedades, "fazendas ou engenhos isolados, com uma fábrica de escravos, com os moradores das terras na posição de agregados do estabelecimento, de camaradas ou capangas". Mas é difícil competir com sua análise da "superstição do estado-providência", pois, sendo o estado "a única associação ativa, aspira e absorve pelo imposto e pelo empréstimo todo o capital disponível e distribui-o, entre os seus clientes, pelo emprego público".
Voltando ao 13 de maio. Feito o beija-mão, Joaquim Nabuco recebeu as ondas intermináveis de aplausos. "Delírio no recinto, meu nome muito aclamado", anotou em seu diário. Quem acha que o Carnaval dura muito não imagina o que foi a festa da libertação dos escravos: sete dias de feriado nacional, todo mundo na rua, bandas e cortejos, prédios enfeitados, espetáculos gratuitos nos teatros. No dia 17, quando aconteceu a missa celebratória diante de 20 000 pessoas, Nabuco e Isabel de novo se cruzaram. Ela passava de carruagem, cercada pela massa eufórica. Nabuco surgiu e, como um Moisés no Mar Vermelho, caminhou entre a multidão, que se abriu para lhe dar passagem. Cumprimentou a princesa e lhe ofereceu camélias brancas, a flor do abolicionismo. Era festa, mas o destino dela e da monarquia que representava já estava selado. Sabendo disso, Nabuco prometeu a si mesmo: "Eu hei de ser o último dos monarquistas. Preciso bater-me pela princesa, a nossa Lincoln, como me bati pela abolição". Como homem honrado, cumpriu o prometido.
Parece que foi ontem
As imagens da escravidão que estão na memória de muitos de nós são as gravuras de Debret - meio apagadas, distantes, coisa de muito tempo atrás. Por isso é sempre um choque descobrir que a ignomínia do trabalho escravo conviveu por bom tempo com a fotografia, uma das novidades tecnológicas que inauguraram a era contemporânea. À exceção do impressionante e anônimo flagrante da mulher na liteira, com dois carregadores, as fotos aqui reproduzidas foram feitas por nomes conhecidos no século XIX, fundadores de estúdios fotográficos importantes. O alemão Alberto Henschel fotografou as duas mulheres, a babá com o menino e a do retrato ao lado, ambas belas e fortes. Marc Ferrez, o filho de franceses que mostrou tantas e tão deslumbrantes belezas do Rio, fotografou os escravos na colheita de café. O suíço Georges Leuzinger congelou no tempo a fazenda arrancada à rocha viva em Jacarepaguá, as crianças negras em andrajos, o menino branco todo arrumadinho no cavalo de brinquedo. Eles todos são nós e nós somos eles.












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