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Biografia
Trabalhou por algum tempo na Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia -
Coelba, da qual afastou-se entre
1967 e
1968, para dedicar-se à militância política na clandestinidade, condição em que permaneceria por dez anos. Pouco depois, sua esposa Solange Silvany Rodrigues Lima seria presa e condenada, no primeiro caso de mulheres presas políticas da Bahia, durante o regime militar.
À época da promulgação do
AI-5, em novembro de 1968, trabalha como diarista na lavoura, na
Região Cacaueira da Bahia, em
Itabuna e
Buerarema. Sua missão era organizar politicamente os trabalhadores rurais, para combate ao regime.
Em
1969, transfere-se para
São Paulo, de onde coordena a Comissão Nacional Camponesa de AP. Nessa condição percorre praticamente todo o Brasil, visando escolher as futuras áreas de
guerrilha.
Em março de
1971, a AP adotou formalmente o leninismo e se proclamou partido com a denominação de Ação Popular Marxista-Leninista (APML). Entre 1971 e
1972, participa do núcleo principal das discussões políticas e ideológicas que resultaram na incorporação da Ação Popular Marxista Leninista do Brasil ao Partido Comunista do Brasil.
Haroldo passa a compor a Comissão Executiva do Comitê Central do
PC do B, que tinha
João Amazonas como dirigente principal, e passa a integrar a Comissão de Organização do Partido. Na época, todo esforço do partido destinava-se a apoiar
guerrilha do Araguaia, iniciada em abril de 1972.
Em 15 de dezembro de
1976, o
aparelho onde acontecia uma reunião do Comitê Central do PC do B, no bairro da Lapa, em São Paulo, foi invadido pela repressão. No episódio, que ficou conhecido como "chacina da Lapa", foram mortos Ângelo Arroyo,
Pedro Pomar e João Batista Drumond, e presos Haroldo Lima, Aldo Arantes,
Elza Monnerat,
Vladimir Pomar e
Joaquim Celso de Lima.
[1]
À prisão, seguiram-se torturas, denunciadas por Haroldo nos tribunais militares, após o que passou quase três anos entre o Presídio do Barro Branco, em São Paulo, e a Penitenciária Lemos Brito, em
Salvador. Com o início do processo de
abertura política, Haroldo foi solto em
1979, por força da
anistia política.
Em
1981, é novamente preso, acusado de ter articulado um grande "quebra-quebra" de ônibus urbanos, em protesto contra aumento do preço das passagens de ônibus em Salvador.
Nessa época, junta-se a
Rômulo Almeida,
Waldir Pires,
Francisco Pinto,
Élquisson Soares e outros para fundar o
PMDB na Bahia, em cujo interior, Haroldo, juntamente com Francisco Pinto e Elquisson, organiza a "Tendência Popular" do PMDB. O PC do B passa a atuar politicamente sob essa forma, por força das leis discricionárias ainda em vigor. O Presidente do PMDB,
Ulisses Guimarães, sabia e apoiava a atividade dos comunistas dentro do PMDB.
Por essa ampla frente política que era o PMDB, Haroldo Lima foi eleito
deputado federal em
1982, sendo um dos mais votados de Salvador, com aproximadamente 30 mil votos naquela capital. Com a legalização dos partidos de
esquerda, em
1985, Haroldo Lima pode filiar-se oficialmente ao PCdoB.
Haroldo denunciava, da tribuna, ser
Gorbatchev um "traidor do
socialismo", clamava por uma assembléia "democrática e progressista". Foi eleito, neste mandato, com uma expressiva votação de 40 mil eleitores - que nunca mais se repetiu - sob o slogan "
Botando pra quebrar na Constituinte". Apresentou cerca de 1.200 emendas ao projeto de Constituição, conseguindo aprovar várias delas. Recebeu do
DIAP nota 10 e o jornal
Folha de S.Paulo o colocou entre os 40 mais destacados constituintes.
No Congresso Nacional foi crítico das políticas
neoliberais, que incluíam o desmonte das estruturas do
Estado e a
minarquia, privatização de empresas estatais estratégicas, quebra dos monopólios constitucionais. Criticou também a abertura comercial sem critérios e alertou para os riscos da inserção do Brasil na economia
globalizada em condições desfavoráveis para o país.
[2]
Deixou o cargo em dezembro de 2011.
[6] O cargo foi ocupado interinamente pelo diretor Florival Rodrigues de Carvalho. Em março de 2012 a presidente
Dilma Rousseffnomeou
Magda Chambriard para ocupar a vaga de diretora-geral.
[7]
Após deixar a ANT, Haroldo agora é consultor da petroleira HRT, fundada em 2008 por ex-funcionários da Petrobrás.
[8]
Anúncio polêmico
O megacampo estaria localizado no poço conhecido como Carioca, ou BM-S-9 e seria cinco vezes maior que o megacampo de
Tupi, com reservas em torno de 33 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). O BM-S-9 é operado pelo consórcio constituído pela
Petrobras, que detém 45% do campo,
BG, com 30%, e
Repsol, com 25%.
"Seria a maior descoberta feita no mundo nos últimos 30 anos e seria também o terceiro maior campo do mundo na atualidade," segundo Lima, citando reportagem da revista americana "
World Oil" de fevereiro de 2008.
[10]
O fato gerou protestos por parte da
CVM, segundo a qual o anúncio não caberia à ANP mas à própria Petrobrás, após informar a CVM, dado o impacto da notícia sobre o valor das ações da empresa.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, relativiza a notícia da "
World Oil". Segundo ele, trata-se de "palpite de uma revista" e palpites de revistas ou de bancos não são relevantes; serão necessários pelo menos três meses para que o tamanho da reserva seja avaliado.
[11]
Diante da repercussão do caso, a ANP publicou nota sobre o fato
[12] e o Ministério Público Federal anunciou que vai investigar se a divulgação das informações foi ilegal ou causou dano ao patrimônio .
[13].
Notas e referências
Notas
Referências