Léo Pinheiro diz que Berzoini relatou 'preocupação' do governo com CPI
Ex-presidente da OAS foi interrogado por Sérgio Moro nesta terça-feira (13).
Berzoini nega ter pedido colaboração de empresas para favorecer governo.
O ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, relatou à Justiça que se reuniu com senadores que negociaram sua convocação à CPMI da Petrobras, em 2014. Num dos encontros, estava o então ministro de Relações Institucionais Ricardo Berzoini, que teria pedido ajuda de empresas para que investigações não prejudicassem o governo da presidenteDilma Rousseff (PT). O ex-ministro nega.
Segundo Léo Pinheiro, a preocupação sobre a CPMI foi compartilhada em um encontro na casa do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), em Brasília. Além do ex-senador e do ex-ministro, participou do encontro o ex-senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que atualmente é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
"O ministro [Berzoini] relatou que era uma preocupação muito grande do governo da presidente Dilma o desenrolar dessa CPI e que gostaria que as empresas, o quanto possível, pudessem colaborar para que essas investigações não tivessem uma coisa que prejudicasse o governo", disse o ex-presidente da OAS nesta terça-feira (13), durante interrogatório conduzido pelo juiz Sérgio Moro.
Léo Pinheiro é réu em ação penal da 28ª fase da Operação Lava Jato e responde por corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e obstrução à investigação. O ex-presidente da OAS é acusado de pagar propina para o ex-senador Gim Argello para não ser convocado para a CPMI da Petrobras. Vital do Rêgo era o presidente da CPMI da Petrobras e Gim Argello, o vice-presidente.
"Eu tive a clara impressão, após essa reunião, no instrumento de pressão: a presença de um ministro de Estado, que não é fato normal na casa de um senador e com a presença de um empresário de uma empresa que está sendo investigada", afirmou Léo Pinheiro.
Conforme Léo Pinheiro, depois que Ricardo Berzoini saiu, os então senadores explicaram que existia um "mecanismo de condução de CPI", como um calendário de reuniões, entre os exemplos citados. "Havia toda uma metodologia para que não se chegasse às investigações que o MPF e a Justiça chegaram."
Prisão e depoimentos
Léo Pinheiro voltou a ser detido pela Lava Jato no dia 5 de setembro. A prisão preventiva do empresário foi decretada por Sérgio Moro. Segundo o juiz, o ex-presidente da OAS agiu para obstruir investigações relacionadas às irregularidades descobertas na Petrobras. O empreiteiro já tinha sido preso na 7ª etapa da operação, em novembro de 2014.
No dia 24 de agosto, Léo Pinheiro ficou em silêncio durante o interrogatório na Justiça Federal.
Nesta terça, afirmou que falaria tudo o que sabe. "Eu queria agradecer o senhor [o juiz federal Sérgio Moro], o Ministério Público [Federal], a oportunidade de eu voltar aqui para esclarecer, para falar a verdade, mesmo que esses fatos me incriminem. Eu cometi crimes e para o bem da Justiça, do nosso país, para o bem da nossa sociedade, eu estou aqui para falar a verdade e dizer tudo que eu sei", disse logo no início do interrogatório.
Léo Pinheiro já foi condenado pela Justiça Federal em outra ação, em primeira instância, a 16 anos e quatro meses de prisão acusado de cometer os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Pedido de R$ 5 milhões
Em outro encontro, Gim Argello e Vital do Rêgo, ainda de acordo com Léo Pinheiro, pediram para que o ex-presidente da OAS pagasse R$ 5 milhões para não ser convocado para a CPMI da Petrobras.
"Nós podemos ajudar, ajudar e muito. Agora, o senhor vai ter que ajudar financeiramente. O senhor vai ter que dar uma contribuição para o senador Vital do Rêgo, que será candidato a governador da Paraíba, então o senhor vai precisar ajudar na campanha dele", disse Léo Pinheiro citando o pedido dos ex-senadores.
O empresário contou ao juiz que, na ocasião, explicou aos dois parlamentares que a OAS não atuava na Paraíba e perguntou como seria essa ajuda. Neste momento, eles pediram o valor de R$ 5 milhões. "Isso foge completamente ao nosso padrão de doações eleitorais e ainda mais para um estado onde a gente não tenha interesses futuros", respondeu o ex-presidente da OAS a Gim Argello e Vital do Rêgo.
"Mas você tem que ajudar e tem mais um fato: a sua empresa está sendo investigada. Essas doações não podem ser diretamente ao candidato. Essas doações terão que ser feitas com outro mecanismo, de outra forma", rebateram os políticos, conforme Léo Pinheiro.
O ex-presidente da OAS, então, disse a eles que não tinha esse montante, e Gim Argello pediu uma doação de R$ 350 mil para uma paróquia. "Ele [Gim Argello] me disse que era uma entidade religiosa, que ele tinha um relacionamento e que politicamente era muito importante para ele essa doação."
Vital do Rêgo nega ter pedido valores ao empresário (veja nota no final do texto).
Pagamento para o PMDB
No interrogatório, Léo Pinheiro também disse que a OAS pagou R$ 2,5 milhões ao PMDB, além de R$ 350 mil para uma paróquia em Brasília. "OAS pagou R$ 350 mil de doação para a paróquia de Brasília e pagou R$ 2,5 milhões – sendo R$ 1 milhão de doação ao PMDB nacional e R$ 1,5 milhão através de caixa 2", afirmou ao juiz Sérgio Moro. O ex-presidente da OAS disse que não sabe se a doação foi para Recife (PE) ou João Pessoa (PB).
Além do pedido de doação para a campanha do ex-senador ao Governo da Paraíba, Léo Pinheiro disse que Vital do Rêgo pediu para que a OAS procurasse um advogado no Recife para tratar da "ajuda" referente ao andamento da CPMI da Petrobras.
Marco Maia pede R$ 1 milhão
No interrogatório, Léo Pinheiro ainda contou que foi procurado pelo deputado federal Marco Maia (PT-RS), que foi relator da CPI mista. O empreiteiro disse que já conhecia Maia e que o encontrou foi em uma casa no Lago Sul, que não sabe a quem pertencia.
Na reunião, Maia ofereceu ajuda para o empresário, pela função que tinha na CPI. "Então ele teria condições de ajudar, no sentido de proteger a nossa empresa". O ex-presidente da OAS explicou que realmente estava muito preocupado e que a ajuda seria bem-vinda.
O deputado então disse que ia ter muita dificuldade para receber doação de campanha pelo fato de ser o relator da CPI, que tratava de uma empresa do tamanho da Petrobras, onde há participação da maioria dos grupos empresariais do país. De acordo com Léo Pinheiro, Maia pediu uma contribuição de R$ 1 milhão. "Essa contribuição nós fizemos. Ele me indicou, segundo ele, um empresário que sempre ajudou em campanhas políticas, de nome José, eu não me recordo o sobrenome".
Segundo Léo Pinheiro, não há relação entre o pedido feito por Marco Maia com o pedido de Gim Argello e Vital do Rêgo.
Outro lado
Ricardo Berzoini nega ter pedido colaboração de empresas para favorecer o governo no encontro com Léo Pinheiro. O ex-ministro diz que estava em um encontro especificamente com Gim Argello quando o ex-presidente da OAS chegou, sem que ele soubesse.
O ex-ministro conta que, durante a conversa, como articulador político do governo Dilma Rousseff, apenas manifestou sua preocupação para que a CPI não se tornasse um "palanque político-eleitoral".
"Eu era responsável pela articulação política do governo. Então, eu tinha a responsabilidade de acompanhar todo o trabalho na Câmara e no Senado. Eu manifestei [no encontro com Argello e Pinheiro], como manifesto sempre que converso com as pessoas, que CPI tem que ser acompanhada para evitar que se transforme em palanque político-eleitoral", explica.
Berzoini afirma que da conversa (ele diz que não foi uma reunião) só participaram Gim Argello e Pinheiro, a quem afirmou conhecer apenas socialmente, "de cumprimenta". Ele ressalta que a única preocupação dele e, por consequência, do governo, era em relação ao clima ruim que a CPI poderia causar no Senado. "Não havia preocupação nenhuma do governo em relação a empreiteiras. A preocupação nossa era só evitar que desandasse o clima na base por conta da CPI".
O advogado do ex-senador Gim Argello, Marcelo Bessa, afirmou ao G1 que só irá se pronunciar sobre o depoimento de Léo Pinheiro nas alegações finais do processo.
Em nota, a assessoria do TCU afirmou que Vital do Rêgo "jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas de campanhas eleitorais ou qualquer tipo de vantagem pessoal". Segundo o texto, o ministro "repudia, com veemência, as infundadas alegações, que são novamente desacompanhadas de qualquer prova relacionada ao seu nome".
O PMDB afirmou, por meio de nota, que "sempre estará à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. Os recursos movimentados pelo partido sempre foram feitos dentro da lei e as contas sempre foram aprovadas."
O G1 tentou contato com a assessoria do deputado Marco Maia, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O PT afirmou que não irá se manifestar.
Delação suspensa
Léo Pinheiro teve a delação suspensa pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, após o vazamento de um trecho que estaria no conteúdo da colaboração envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele já tinha assinado um termo de confidencialidade, que é a fase ainda inicial da delação, mas ainda não havia firmado o acordo propriamente dito. Os anexos apresentados estão sendo devolvidos para seus advogados.
Quer saber mais notícias do estado? Acesse o G1 Paraná.
O ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, relatou à Justiça que se reuniu com senadores que negociaram sua convocação à CPMI da Petrobras, em 2014. Num dos encontros, estava o então ministro de Relações Institucionais Ricardo Berzoini, que teria pedido ajuda de empresas para que investigações não prejudicassem o governo da presidenteDilma Rousseff (PT). O ex-ministro nega.
Segundo Léo Pinheiro, a preocupação sobre a CPMI foi compartilhada em um encontro na casa do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), em Brasília. Além do ex-senador e do ex-ministro, participou do encontro o ex-senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que atualmente é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
"O ministro [Berzoini] relatou que era uma preocupação muito grande do governo da presidente Dilma o desenrolar dessa CPI e que gostaria que as empresas, o quanto possível, pudessem colaborar para que essas investigações não tivessem uma coisa que prejudicasse o governo", disse o ex-presidente da OAS nesta terça-feira (13), durante interrogatório conduzido pelo juiz Sérgio Moro.
Léo Pinheiro é réu em ação penal da 28ª fase da Operação Lava Jato e responde por corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e obstrução à investigação. O ex-presidente da OAS é acusado de pagar propina para o ex-senador Gim Argello para não ser convocado para a CPMI da Petrobras. Vital do Rêgo era o presidente da CPMI da Petrobras e Gim Argello, o vice-presidente.
"Eu tive a clara impressão, após essa reunião, no instrumento de pressão: a presença de um ministro de Estado, que não é fato normal na casa de um senador e com a presença de um empresário de uma empresa que está sendo investigada", afirmou Léo Pinheiro.
Conforme Léo Pinheiro, depois que Ricardo Berzoini saiu, os então senadores explicaram que existia um "mecanismo de condução de CPI", como um calendário de reuniões, entre os exemplos citados. "Havia toda uma metodologia para que não se chegasse às investigações que o MPF e a Justiça chegaram."
Prisão e depoimentos
Léo Pinheiro voltou a ser detido pela Lava Jato no dia 5 de setembro. A prisão preventiva do empresário foi decretada por Sérgio Moro. Segundo o juiz, o ex-presidente da OAS agiu para obstruir investigações relacionadas às irregularidades descobertas na Petrobras. O empreiteiro já tinha sido preso na 7ª etapa da operação, em novembro de 2014.
No dia 24 de agosto, Léo Pinheiro ficou em silêncio durante o interrogatório na Justiça Federal.
Nesta terça, afirmou que falaria tudo o que sabe. "Eu queria agradecer o senhor [o juiz federal Sérgio Moro], o Ministério Público [Federal], a oportunidade de eu voltar aqui para esclarecer, para falar a verdade, mesmo que esses fatos me incriminem. Eu cometi crimes e para o bem da Justiça, do nosso país, para o bem da nossa sociedade, eu estou aqui para falar a verdade e dizer tudo que eu sei", disse logo no início do interrogatório.
Léo Pinheiro já foi condenado pela Justiça Federal em outra ação, em primeira instância, a 16 anos e quatro meses de prisão acusado de cometer os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Pedido de R$ 5 milhões
Em outro encontro, Gim Argello e Vital do Rêgo, ainda de acordo com Léo Pinheiro, pediram para que o ex-presidente da OAS pagasse R$ 5 milhões para não ser convocado para a CPMI da Petrobras.
"Nós podemos ajudar, ajudar e muito. Agora, o senhor vai ter que ajudar financeiramente. O senhor vai ter que dar uma contribuição para o senador Vital do Rêgo, que será candidato a governador da Paraíba, então o senhor vai precisar ajudar na campanha dele", disse Léo Pinheiro citando o pedido dos ex-senadores.
O empresário contou ao juiz que, na ocasião, explicou aos dois parlamentares que a OAS não atuava na Paraíba e perguntou como seria essa ajuda. Neste momento, eles pediram o valor de R$ 5 milhões. "Isso foge completamente ao nosso padrão de doações eleitorais e ainda mais para um estado onde a gente não tenha interesses futuros", respondeu o ex-presidente da OAS a Gim Argello e Vital do Rêgo.
"Mas você tem que ajudar e tem mais um fato: a sua empresa está sendo investigada. Essas doações não podem ser diretamente ao candidato. Essas doações terão que ser feitas com outro mecanismo, de outra forma", rebateram os políticos, conforme Léo Pinheiro.
O ex-presidente da OAS, então, disse a eles que não tinha esse montante, e Gim Argello pediu uma doação de R$ 350 mil para uma paróquia. "Ele [Gim Argello] me disse que era uma entidade religiosa, que ele tinha um relacionamento e que politicamente era muito importante para ele essa doação."
Vital do Rêgo nega ter pedido valores ao empresário (veja nota no final do texto).
Pagamento para o PMDB
No interrogatório, Léo Pinheiro também disse que a OAS pagou R$ 2,5 milhões ao PMDB, além de R$ 350 mil para uma paróquia em Brasília. "OAS pagou R$ 350 mil de doação para a paróquia de Brasília e pagou R$ 2,5 milhões – sendo R$ 1 milhão de doação ao PMDB nacional e R$ 1,5 milhão através de caixa 2", afirmou ao juiz Sérgio Moro. O ex-presidente da OAS disse que não sabe se a doação foi para Recife (PE) ou João Pessoa (PB).
Além do pedido de doação para a campanha do ex-senador ao Governo da Paraíba, Léo Pinheiro disse que Vital do Rêgo pediu para que a OAS procurasse um advogado no Recife para tratar da "ajuda" referente ao andamento da CPMI da Petrobras.
Marco Maia pede R$ 1 milhão
No interrogatório, Léo Pinheiro ainda contou que foi procurado pelo deputado federal Marco Maia (PT-RS), que foi relator da CPI mista. O empreiteiro disse que já conhecia Maia e que o encontrou foi em uma casa no Lago Sul, que não sabe a quem pertencia.
Na reunião, Maia ofereceu ajuda para o empresário, pela função que tinha na CPI. "Então ele teria condições de ajudar, no sentido de proteger a nossa empresa". O ex-presidente da OAS explicou que realmente estava muito preocupado e que a ajuda seria bem-vinda.
O deputado então disse que ia ter muita dificuldade para receber doação de campanha pelo fato de ser o relator da CPI, que tratava de uma empresa do tamanho da Petrobras, onde há participação da maioria dos grupos empresariais do país. De acordo com Léo Pinheiro, Maia pediu uma contribuição de R$ 1 milhão. "Essa contribuição nós fizemos. Ele me indicou, segundo ele, um empresário que sempre ajudou em campanhas políticas, de nome José, eu não me recordo o sobrenome".
Segundo Léo Pinheiro, não há relação entre o pedido feito por Marco Maia com o pedido de Gim Argello e Vital do Rêgo.
Outro lado
Ricardo Berzoini nega ter pedido colaboração de empresas para favorecer o governo no encontro com Léo Pinheiro. O ex-ministro diz que estava em um encontro especificamente com Gim Argello quando o ex-presidente da OAS chegou, sem que ele soubesse.
O ex-ministro conta que, durante a conversa, como articulador político do governo Dilma Rousseff, apenas manifestou sua preocupação para que a CPI não se tornasse um "palanque político-eleitoral".
"Eu era responsável pela articulação política do governo. Então, eu tinha a responsabilidade de acompanhar todo o trabalho na Câmara e no Senado. Eu manifestei [no encontro com Argello e Pinheiro], como manifesto sempre que converso com as pessoas, que CPI tem que ser acompanhada para evitar que se transforme em palanque político-eleitoral", explica.
Berzoini afirma que da conversa (ele diz que não foi uma reunião) só participaram Gim Argello e Pinheiro, a quem afirmou conhecer apenas socialmente, "de cumprimenta". Ele ressalta que a única preocupação dele e, por consequência, do governo, era em relação ao clima ruim que a CPI poderia causar no Senado. "Não havia preocupação nenhuma do governo em relação a empreiteiras. A preocupação nossa era só evitar que desandasse o clima na base por conta da CPI".
O advogado do ex-senador Gim Argello, Marcelo Bessa, afirmou ao G1 que só irá se pronunciar sobre o depoimento de Léo Pinheiro nas alegações finais do processo.
Em nota, a assessoria do TCU afirmou que Vital do Rêgo "jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas de campanhas eleitorais ou qualquer tipo de vantagem pessoal". Segundo o texto, o ministro "repudia, com veemência, as infundadas alegações, que são novamente desacompanhadas de qualquer prova relacionada ao seu nome".
O PMDB afirmou, por meio de nota, que "sempre estará à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos. Os recursos movimentados pelo partido sempre foram feitos dentro da lei e as contas sempre foram aprovadas."
O G1 tentou contato com a assessoria do deputado Marco Maia, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O PT afirmou que não irá se manifestar.
Delação suspensa
Léo Pinheiro teve a delação suspensa pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, após o vazamento de um trecho que estaria no conteúdo da colaboração envolvendo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele já tinha assinado um termo de confidencialidade, que é a fase ainda inicial da delação, mas ainda não havia firmado o acordo propriamente dito. Os anexos apresentados estão sendo devolvidos para seus advogados.
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TOTAL DE ACESSOS MAIS 830 MIL ACESSOS, DIA 13/09/16
MÉDIA DIÁRIA ENTRE 600 A 1.500 ACESSOS
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O POETA MARATONISTA!
Chiquitinha (Gamaliel Chagas) na Maratona do Rio de Janeiro /23/8/1986
(3h 5 min), foto no no aterro do Flamengo/RJ, 42,195 km.
CORRER É VIVER, REJUVENESCER...
(A Poesia do Corredor)
Chego do trabalho, calço o tênis de corrida
Visto a camisa e o calção, sigo para a pista
Ajusto o relógio, preparo logo a partida
Já estou correndo, olho ao redor, que vista!
Montanhas, rios, e lagos, árvores, casas e gente
Tudo desfilando panoramicamente, que paisagem!
Respiro o oxigênio puro, vitalício, vou em frente
Pensando, medito enquanto corro, recebo mensagens...
É a minha mente livre, inspirando-me poeticamente
Imagens lindas! E, captando energias do além
Vai fortalecendo meu corpo, docilmente
Sinto-me feliz, porque a corrida me faz bem.
A cada quilômetro percorrido
Estabeleço um ritmo adequado
Subindo e descendo ladeiras, corro
Sempre a cada passo, respirando controlado.
É a técnica treinada com resistência
Força, energia e muita paciência,
Superando meus limites, aprendo a viver
Sim, corro! Corro! Porque sei que vou rejuvenescer...
Poesia feita em 13/02/1985
Poesia em homenagem a todos os corredores de ruas (pedestrianismo) e amantes do atletismo. Direitos Autorais registrado em nome de Gamaliel.
PRINCIPAIS CORRIDAS
Gamaliel Sales Chagas poeta desde os 19 anos de idade (1970, maratonista, futebolista, pesquisador, historiador,narrador de futebol, matense, nasceu 07/07/1951 na rua Luís Sepúlveda Garcez (Centro, Mata de S. João)
Correu 14 maratonas em 6 estados do Brasil de 1983-87 (S. Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e João Pessoa)
2 maratonas em Nova York (1984 e 1986)
2 São Silvestre (1983, 1984)
Bi-campeão de 5 e 10 mil metros, Fonte Nova ( 1983+84) – (1984/85)
Escolhido o Maratonista Baiano e revelação do Atletismo da Bahia de 1984, pela AVAB – Associação de Veteranos de Atletismo da Bahia
Correu 30 km de São Cristóvão/ Aracajú pela BR 101 no ano de 1986
Melhor tempo em maratonas: 2 h 59 min. (Salvador, 13/07/1985)
Representou os municípios de Mata de São João, Dias D'Ávila e Camaçari nas corridas citas sem ter apoio financeiro das prefeituras citadas, apoio da Copene e do próprio Atleta (inclusive nas duas Maratonas Internacionais houve apoio da Copene no translado Salvador Rio de Janeiro e vice versa, ajuda na estádia), sendo passagens de ida e volta a custo do atleta, e trabalhava das 8 horas as 17 horas e compensava os dias da estadia em New York (5 dias em 1984 e 1986).
CORREU UM "MARATONA" DA AMEBA/CIDADE DE SALVADOR, COM 37 KM, EM 1987
*******************************************************************************
GAMALIEL CHAGAS - RESUMO DAS PRINCIPAIS CORRIDAS:
O MARATONISTA BAIANO DE 1984 - BICAMPEÃO DOS 10 E 5 MIL METROS NA PISTA DA FONTE NOVA 1983/84.
2 MARATONAS INTERNACIONAIS /CIDADE DE NOVA YORQUE
PENTACAMPEÃO MATENSE DE VETERANOS / CORRIDA RÚSTICA DO BOMFIM DE MATA DE SÃO JOÃO, NA DÉCADA DE 2000.
15 MARATONAS COMPETIDAS - COMPETIÇÃO NO ATLETISMO BAIANO BRASILEIRO, EM 6 ESTADOS DO BRASIL! 5 MARATONAS NO RIO E JANEIRO, 2 EM BRASILIA, 2 SÃO SILVESTRES EM SÃO PAULO, ANOS 1983/84. VÁRIAS ELIMINATÓRIAS BAIANA DA S. SILVESTRE NA DÉCADA DE 1980.
COMPETIU:
01 MARATONA EM SÃO PAULO, 01 EM JOÃO PESSOA, 30 KM DE SÃO CRISTÓVÃO A ARACAJU EM 1985, 2 MARATONAS EM BRASILIA.
COMPETIÇÃO 3 OLIMPÍADAS DO POLO PETROQUÍMICO DE CAMAÇARI ONDE FOI BICAMPEÃ, COMPETIU NOS CITADOS JOGOS, NOS 10M, 1.500M, 5 E 10 MIL METROS, ALÉM DE 28 HM DE CAMAÇARI A PRAÇA ACM IDA E VOLTA, QUANDO FICOU EM 5º LUGAR ANO 1982.
COMPETIU DEZENAS DE CORRIDAS EM SALVADOR E CIDADES DO INTERIOR DA BAHIA, CONQUISTANDO MEDALHAS E TROFÉUS....
NESSE PERÍODO TRABALHAVA DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, TREINAVA DAS 17H40 ÁS 20H30 DA NOITE. E FIM DE SEMANAS.
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TOTAL DE ACESSOS MAIS DE 828 MIL ACESSOS DIA 11/09/2016
Curso de Comunicações Verbais
(Um dos melhores do Brasil/S. aulo com credenciamento}
No ano de 1985 Gamaliel iniciou o curso de Comunicações Verbais PPD-IOB (Treinamento Programado a Distância) por correspondências tendo concluído o citado curso no dia 7/3/1986. O citado curso organizado por Oswaldo Melantonio, formado em Direito, Filosofia e Jornalismo, Oswaldo presidente de honra de várias instituições culturais dentre elas a Academia Paulista de Oratório e Academia Brasileira de Comunicações Verbais. O curso de Comunicações Verbais teve a duração de 6 meses equivalente a 100 horas/ aula e credenciado pelo CFMO 097.
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Oswaldo Melantonio realizou vários cursos complementares no exterior e no ano de 1986 fazia 35 anos se dedicando exclusivamente as Comunicações Verbais; inicialmente, oratória formal e informal para líderes políticos e religiosos. Nos últimos anos Oswaldo especializou-se na área de comunicações dos executivos, objetivando a melhoria da produtividade pela eficiência da comunicação.
PERSONALIDADES EXPOENTES DAS COMUNICAÇÕES VERBAIS
Várias personalidades de Top da Política Executivos, da Oratória Geral, Locutores Esportivos, a exemplo de Osmar Santos/SP, Orestes Quércia Jânio Quadros, Franco Motoro e outros expoentes que realizaram este magnífico curso, amplo usando as técnicas da Grécia antiga, a exemplos de formidáveis gênios da Comunicação, oratória da Grécia Antiga,celeiro exuberantes, Ícones das Comunicações Verbais; Aristóteles Demóstenes Cícero, este considerado como um dos maiores gênios nas Comunicações verbais da Grécia e do Mundo, chegando ao ponto de governantes políticos gregos tentarem elimina-los, tal era o seu poder de oratória persuasiva (dotado de espetacular oratória de convencimento, resumindo era um " Um Gênio Abençoado da Oratória das Comunicações Verbais!".
Conteúdo do curso
Introdução, exposições práticas, técnicas da comunicação dos executivos, educação da voz, expressão corporal, figuras de estilos, dez qualidades básicas do executivo, práticas de comunicações verbais e práticas de oratória
De modo especial, Oswaldo realiza treinamentos para as lideranças dos principais escalões das grandes organizações privadas e publicas. O citado curso já treinou grandes personalidades de diversos seguimentos sociais a exemplo de Franco Motoro, Osmar Santos, narrador esportivo no estado de São Paulo, Jânio Quadros que foi Presidente da República de 31/1/1961 renunciando o governo em 25/8/1961, foi prefeito de São Paulo nas décadas seguintes.
Jânio Quadros nasceu em Campo Grande, (Mata Grosso do Sul) no ano de 1917 e faleceu no ano de 1992 em São Paulo e outros não citados. IOB – Cursos de Legislação Empresarial Ltda – CGC 47.677.810/0002-21, credenciado no CFMO 097, com endereço na Avenida Marques... Asa Branca – SP


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