Samuel Celestino
Sócio-diretor
samuel@bahianoticias.com.br
Presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e mais recentemente empossado como ocupante da cadeira 23 da Academia de Letras da Bahia, o jornalista Samuel Celestino não é apenas um homem que dedicou sua vida a informar o público e ajudá-lo a criar uma consciência crítica a partir dos fatos que aconteceram na Bahia, Brasil e no mundo. É também um defensor da liberdade dos homens e do princípio democrático de que todos têm o direito de expressar suas idéias, sem jamais esquecer também a responsabilidade que toda liberdade exige de cada um. É com estes princípios que, atualmente, dirige a equipe de jornalismo do Bahia Notícias, veículo pautado na instantaneidade das notícias relativas à política e a assuntos diversos mas, sobretudo, preocupado com a verdade dos fatos, estejam de que lado estejam. Celestino nasceu em Itabuna, mas foi em Salvador, como estudante de direito, que floresceu para as letras, na década de 1960. Enquanto aprendia sobre as leis e a constituição, vivia ao vivo em sua rotina como repórter a falta do cumprimento das mesmas em contato constante com pessoas das classes mais pobres às personalidades baianas mais marcantes. Vivendo os dois lados, soube rapidamente destacar-se entre os vários que produziam meras notícias e os verdadeiros talentos, tornando-se repórter especial do Jornal da Bahia em apenas três meses de trabalho. Em seguida, os feitos apenas aumentariam. Editor de política do A Tarde em 1975, presidente da ABI em 1986, colunista especial de política de A Tarde em 1988, e consultor de política, direito e jornalismo, além de escritor. Sempre de forma contundente e combativa, leve e desenvolta, cativando pelo estilo inconfundível que garante diariamente uma dose de leitura de qualidade e imaginação refinada.
Quinta, 22 de Maio de 2014 - 10:06
Paulistanos contrários às manifestações de rua
por Samuel Celestino
Os paulistas perderam a paciência com as manifestações de rua e a gota d’água aconteceu na terça feira, quando motoristas e cobradores entraram em repentina greve dos transportes coletivos. A cidade se transformou num caos na medida em que a população estava desprevenida para o acontecimento. Além da bagunça, já não se dá crédito às constantes passeatas, que mais prejudicam e destroem do que contribuem, favorecendo protestos da sociedade em relação ao governo e reivindicações múltiplas. Na terça-feira, o DataFolha foi às ruas para uma pesquisa e detectou que os paulistanos estão fartos com tais acontecimentos que, para eles, causam mais prejuízos do que benefícios. Assim, 73% responderam que a sociedade é penalizada com as manifestações que ocorrem (os rodoviários pretendem paralisar os coletivos aqui em Salvador). Nas manifestações de junho do ano passado, 89% da população aprovavam os movimentos. Enfim, as dificuldades que as cidades, principalmente as capitais enfrentam, já não têm a aprovação da maioria da população.
Quinta, 22 de Maio de 2014 - 09:08
Coluna A Tarde: O Brasil dos contrários
O Brasil atravessa um momento que, como os fatos demonstram, ninguém se entende. O País do futebol desdenha a Copa do Mundo e protesta contra ela. Ao invés da “paixão nacional”, hoje nem tanto quanto antes, prefere que o festival de gastos efetuados à larga fosse feitos em benefício da população, em especial direcionados à educação e à saúde. Vale dizer que, neste aspecto, o País amadureceu e o governo se perdeu no atraso da gastança desenfreada, como desenfreada é a corrupção. De outro modo, a violência se espraiou de tal modo que, como consequência, a Copa do Mundo fará mais mal do que bem ao Brasil. Mesmo antes dos jogos espraia-se no exterior uma imagem perversa do Brasil real, que não parece preparado para receber turistas do mundo inteiro.
Nas ruas das principais capitais, as manifestações contrárias à Copa ganharam força. Prédios públicos, privados e lojas foram e são depredados por vândalos. Ateiam-se fogo em transportes coletivos em prejuízo da própria população. Os sindicatos decretam greve ou não decretam e as greves acontecem da mesma forma, conturbando a paz pública, se é que existe paz. O governo da União e os governos estaduais ficam atônitos e pouco resolvem. Os políticos, não todos, evidentemente, estão mais norteados para o que podem desviar e enriquecer, e com as eleições de outubro, onde, como sempre, a renovação dos quadros ficará a desejar.
Se no Executivo e no Legislativo é assim, no Judiciário, terceiro poder da República, as decisões dos magistrados se confundem. Até no Supremo Tribunal Federal. Num dia, o ministro Teori Zavascki determina a soltura de todos os presos pela operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O País toma um susto. No dia seguinte, o ministro revoga a sua própria decisão e determina a prisão de todos, menos do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto da Costa, que estava preso por suposto superfaturamento de contratos da estatal, que atravessa o momento mais tormentoso desde que foi fundada por Getúlio Vagas nos anos 50 do século passado.
Não foi bastante. Um juiz desconhecido atropela a Constituição, o que deixa transparecer que não a conhece, e diz que o candomblé e a umbanda não são religiões, gerando uma forte apreensão nos seus seguidores. No dia subseqüente, também muda de idéia e, para não ser punido, reforma o que disse e divulga que os cultos afro-brasileiros são religiões, sim. O Brasil está realmente desorientado.
Tão desorientado que, no Congresso, formam duas CPIs para apurar o que se passa na empresa símbolo do desenvolvimento nacionalista brasileiro. No Senado, uma CPI exclusiva chapa branca, determinada pelo Palácio do Planalto e pelo impoluto presidente da Casa, Renan Calheiros. Os oposicionistas ficaram à distância e ela se reuniu, pela primeira vez, somente com governistas, para sabatinar o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, que apenas perdeu tempo e atualizou a sua oratória. Fizeram-lhe dezenas e dezenas de perguntas, ele respondeu a todas e nenhuma foi contradita. Como a moda no Brasil é voltar atrás, como relatado no parágrafo anterior. Gabrielli que, há um mês e meio, falou claro no Congresso e disse que a presidente Dilma Rousseff teria como presidente do Conselho Deliberativo, de “assumir as suas responsabilidades no caso da refinaria Pasadena”. Na CPI somente de governistas voltou atrás. Disse que o problema estava no Conselho, “mas a presidente Dilma nada tem a ver”.
No mesmo dia, a terça feira, havia número para a formação de uma CPI mista, com parlamentares do Congresso e da Câmara. O número de integrantes neste caso é de 32, e já se contavam 19, entre oposicionistas e governistas arredios ao Palácio do Planalto. Na mesma terça feira, o PT cometeu uma bobagem: disse que não apresentava nomes. Quem pode fazer isso é a minoria. Neste caso, cabe a Renan Calheiros determinar quem representará o partido. O fato é que a CPI mista enforcará a CPI chapa branca do Senado e tudo o que Gabrielli dissera, em resposta às perguntas, ficará no esquecimento, menos para ele, naturalmente. O ex-presidente é uma peça chave no caso Pasadena que, segundo ele, foi um bom negócio quando comprada, virou um péssimo negócio com a crise mundial de 2008-2009 e agora voltou a ser um ótimo negócio. No fim do dia as ações da Petrobrás desabaram.
Agora, a CPI do Senado provavelmente será rifada e a CPI mista aguardará três sessões do Congresso. Provavelmente na próxima semana começará a funcionar. Para quê? Para nada porque terá seis meses para apresentar suas conclusões, ou seja, em novembro. Será mais um retrato do Brasil confuso. Os dois próximos meses serão de jogos da Copa indesejada, julho será mês de convenções e agosto/setembro de campanha política, com o Congresso às moscas. Assim, ninguém saberá o que aconteceu com a Petrobrás.
*Coluna publicada na edição desta quinta-feira (22) do jornal A Tarde
Quarta, 21 de Maio de 2014 - 14:56
PR pode virar oposição e César deixar os Transportes
por Samuel Celestino
O Palácio do Planalto (inclusive a presidente Dilma) está convencido de que o PR caminha para se afastar da aliança governista. A maioria do PR está descontente com o tratamento recebido do governo, daí se espraiar a convicção da saída do partido da base governista. Para a Bahia não é nada bom. O estado só tem um ministro no governo, o ex-governador e ex-senador César Borges, que tem uma excelente relação com a presidente da República. Se houver um afastamento do PR para apoiar a oposição, supõe-se que o ministro seja afastado, a não ser que a presidente o mantenha à revelia da sua legenda. Os parlamentares rebelados (a maioria) estão distanciados de Borges, tal como do Palácio do Planalto e não escondem o movimento separatista.
Há informações sobre clima tenso em Brasília envolvendo a decisão de manter o doleiro Alberto Youssef preso, juntamente com outros que foram também presos na operação Lava-Jato, da Polícia Federal. As especulações são diversificadas e uma delas, que percorre o Congresso, naturalmente sem confirmação, é que o doleiro seria solto para não pedir delação premiada e, dessa maneira, não dizer o que sabe sobre os acontecimentos, inclusive envolvendo também a Petrobras. Quem teria sustentado a sua prisão seria o juiz federal do Paraná. Com a reversão da concessão da liberdade, o doleiro passou a ser o personagem mais intrigante da corrupção que a PF desbaratou. Passou a ser tido como “homem bomba” que poderá vir a causar um estrago na República se disser o que sabe. Isso, supostamente, é o que amedronta setores e gente muito importante. O caso é complicado.
Como o grupo minoritário dos senadores oposicionistas ficou à margem da CPI da Petrobras constituída pelo Senado, os governistas disseram que iriam participar da CPI mista (Senado e Câmara) até por ser maioria. Acontece que a oposição entregou seus nomes e governistas rebelados também passaram a integrar a CPMI que, na noite desta terça-feira (20), foi formalizada. O PT voltou atrás (está em moda no país, como demonstrou o ministro do STF, Teori Zavascki) e não apresentou os nomes que dissera que faria. Esta Comissão Parlamentar de Inquérito tende a sufocar a CPI do Senado, como se observou durante o dia de ontem, quando o interrogado foi o secretário de Planejamento do governo Wagner, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. A ele foram feitas dezenas de perguntas e nenhuma das respostas foi contestada. Assim, já com 20 membros de 32 (total) designados, Renan Calheiros, presidente do Senado, ficou na obrigação de indicar o restante dos componentes. Espera-se que a CPI mista passe a funcionar a partir da próxima quarta-feira. O futuro das duas, no entanto, será a derrocada. Não há mais tempo, com Copa do Mundo, convenções partidárias e sumiço de parlamentares em agosto/setembro para se dedicarem à campanha eleitoral. Outubro será mês de eleição. E novembro/dezembro a expectativa será em torno dos novos (ou velhos) governos que se iniciam em 1º de janeiro. Ou seja: a Petrobras continuará sendo um enigma.
Os governistas, afinal, deverão apresentar hoje, último dia para isso, seus integrantes à Comissão Parlamentar de Inquérito mista (CPMI), que deverá sufocar a CPI do Senado, onde, na manhã desta terça feira, o ex-presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, depõe, fazendo elogios à compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Já foram indicados 19 membros, praticamente todos da oposição mesclados com integrantes da base governista rebelde. A CPI do Senado é totalmente chapa branca, daí as primeiras convocações que fez para comparecer ao Senado. Com duas CPIs, uma provavelmente sucumbirá. Ou as duas sucumbirão porque não há tempo suficiente para que apresentem suas conclusões, porque o prazo delas é de 180 dias. De qualquer maneira, haverá uma guerra envolvendo as duas Comissões Parlamentares de Inquérito. Presume-se.
Terça, 20 de Maio de 2014 - 08:54
Coluna A Tarde: CPI chapa branca
A não ser que aconteça a CPI mista, com a participação, como se sabe, da Câmara e do Senado, o que irá ocorrer a partir da CPI governista do Senado será um mero arremedo para não se chegar a lugar algum. A tropa governista se encarregará de ouvir quem já foi ouvido, a exemplo do ex-presidente José Sérgio Gabrielli, do ex-diretor Nestor Cerveró e, ainda, a atual presidente Graça Foster. Nenhum deles se apresentará para dizer aos governistas integrantes da Comissão Parlamentar que a compra da Pasadena foi um negócio ruim. Como o governo passou a dizer, “para a época foi um bom negócio”. E ponto final.
A Petrobrás nunca passou por uma situação tão calamitosa e por tamanhas dificuldades. Elas estão escancaradas, menos para a base parlamentar governista que, por interesses e pela aproximação das eleições, enxerga tudo como se a estatal estivesse atravessando um período de “céu azul com bolinhas brancas”. Isso significa dizer que não haverá CPI decente para investigar o acontecido ou até que não haverá CPI nenhuma, como, de certo modo, o ilibando presidente do Senado, Renan Calheiros, tentou armar. Melhor seria se tivesse êxito, mas, se tal acontecesse, ficava de tal modo escancarado que não daria para convencer a opinião publica. De qualquer maneira, o mal está feito. Provavelmente, a petroleira seja um dos motivos que a presidente Dilma está em processo de queda (até aqui) nas pesquisas de opinião.
É certo que ela pode se recuperar, mas, no momento, há motivos para a apreensão do Palácio do Planalto. Nada definitivo. Em eleição tudo depende. Depois da oitiva dos primeiros convocados acima citados, entraremos no mês de junho, reservado aos jogos da Copa do Mundo e para as convenções partidárias que definirão as candidaturas das eleições de outubro. O mês de julho será de continuação dos jogos do mundial e de oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral. Depois virá a campanha eleitoral em agosto/setembro, quando o Congresso fica vazio. A CPI, ou CPIs ficará, ou ficarão, esquecidas, embora a Petrobrás certamente seja assunto da oposição no período da propaganda eleitoral. É provável que questionem o que com ela foi feito.
Há mais de dois meses que a petroleira é assunto da mídia. A base governista, com dificuldades, sustentou o Palácio do Planalto, embora haja problemas nesta base, especialmente no PMDB, principal aliado. O que ora ocorre, exceto em relação às manifestações de rua contra a Copa do Mundo e a exigência da expressão mais nova – “Padrão Fifa” – para setores essenciais ao País, como educação e saúde. Esta relação já era aguardada. Afinal, as manifestações populares nas principais capitais e grandes municípios brasileiros passaram a se registrar repentinamente, no ano passado, com a Copa das Confederações. Tais acontecimentos concorreram para a queda nas pesquisas de opinião sobre a presidente que, no momento, ainda perdura, segundo as consultas que concluem que a tendência permanece.
O Palácio do Planalto alega que, nesta época, quando Lula tentava a reeleição, os índices eram semelhantes aos de Dilma no momento. Não eram. O ex-presidente estava com 45% e em tendência de ascensão. Agora, ela está com 37% e, como acima dito, a tendência é de perda, assim concluem os institutos de pesquisas. O cenário passa a ser, então nublado. Pelo visto, as manifestações de rua, assim como a violência dos vândalos, podem estar apenas no início. Espera-se que não esteja. Mesmo que a Fifa tenha alugado o comando do governo, a imagem que já se transfere do Brasil para o exterior é a de um país convulsionado pela violência, principalmente assaltos e homicídios. Já se observa que foi um erro realizar a Copa no Brasil, embora na época em que houve a escolha estivesse fora de conjecturas projetar o que se observa nos dias atuais. Retornando a CPIs, melhor é mesmo não tê-las. Ou se apura o que aconteceu, ou nada. Porque CPI chapa branca é uma indecência que somente prejudicará, creio eu, o Palácio do Planalto.
Surpreendeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, ao determinar a soltura de 12 indiciados e presos durante a Operação Lava Jato. O ministro determinou que os processos sejam enviados ao Supremo. Partindo do pressuposto de que uma decisão do Supremo Tribunal Federal se sobrepõe à de qualquer juiz, é de supor que o magistrado que determinou a prisão foi açodado na sua decisão ao optar pela prisão. Assim posto, os juízes de instâncias abaixo da Corte maior do País parecem que não estão decidindo de acordo com as leis. A surpresa estremeceu. Espera-se, que STF tome uma decisão sobre o assunto o mais rápido possível, de sorte que a uma decisão sobre o futuro dos doleiros soltos, inclusive Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto da Costa, não seja demorada. Se alguém imaginava que eles abrissem o bico como bons passarinhos em troca da delação premiada, errou. Agora talvez exijam alpiste. Os passarinhos desse tipo não cantam.
Domingo, 18 de Maio de 2014 - 09:00
Coluna A Tarde: Questão de peso e medida
Luiz Inácio Lula da Silva deve estar imerso em arrependimentos quando, em seu governo, conseguiu trazer a Copa do Mundo para o Brasil. Chorou quando a FIFA anunciou que o País fora escolhido, com transmissão ao vivo pela rede nacional de televisão. Pelé, presente no evento, deu pulos de alegria, se abraçou com o presidente, em risos e lágrimas, e, agora, diz que os jogadores de futebol não têm nada a ver com a realização da Copa no Brasil. Ninguém disse que tinha. A questão é que a dor de cabeça caiu sobre a presidente Dilma Rousseff, que, ao contrário de antes, agora afirma que as obras de mobilidade urbana (não falou nas arenas caríssimas) foram feitas para as cidades e não para a FIFA, cujos diretores, inclusive o presidente Blatter, ela já não mais agüenta, como revelou. Eles dão ordem, exigem. O Brasil de Lula era um: estava em marcha para ser um País forte, voltado para o futuro, integrante do grupo dos emergentes, dos Brics. Ainda continua no grupo, mas não na mesma posição de antes.
A “marolinha” cantada em prosa e verso por Lula na época da crise mundial, a partir dos EUA, de 2008-2009, transformou-se numa crise que tem atazanado a economia brasileira, com reflexos no atual governo, que está estático. O panorama, da época em que o País foi escolhido para sede de Copa era um, agora é outro. Houve ufanismo na população, agora se fala em “padrão FIFA”, que passou a ser direcionado não só para o futebol, mas para a educação e a saúde. Se o “padrão” está presente na Copa do Mundo, exige-se que também assim aconteça nestes setores básicos e necessários ao povo.
É mesmo para se arrepender. Começou, na chamada “super-quinta feira”, manifestações populares em dez capitais do País, inclusive em Salvador, aqui em menor número em razão das chuvas e também porque a mobilização foi, de fato, menor. Mas é só o começo e desejo que seja tão só o começo, e que fique por aí. Foram nas manifestações contra a Copa do Mundo, em junho do ano passado, que surgiram nas ruas das capitais brasileiras os vândalos do black bloc, que voltaram a atuar no Rio de Janeiro e em São Paulo, destruindo prédios públicos e privados. O marco das manifestações daquele mês do ano passado ocasionou uma queda vigorosa na aceitação da presidente. Votou a subir em pontuação nas pesquisas, mas não para o patamar em que se encontrava. Agora, a partir das consultas de opinião iniciadas em março, voltou a perder pontos, balançando a sua candidatura à reeleição.
De outro modo, o estado da Bahia se transformou em exportador de greves. O que aqui ocorreu por duas vezes com a paralisação da Polícia Militar, gerando maior número de homicídios que se espalharam pela Região Metropolitana de Salvador e pelo interior baiano, especialmente em Feira de Santana, foi copiado pela PM pernambucana. Lá, durante três dias da semana que passou, a polícia cruzou os braços, resultando também em maior número de homicídios e saques no interior do estado e no Recife. O curioso é que o governador de lá, João Lyra, sem saber o que fazer, apelou para o governador Jaques Wagner que, segundo a coluna Tempo Presente, respondeu que não concedeu os aumentos desejados pela corporação. Não foi bem assim. A Bahia, desta maneira, passou a ser referência em graves da PM.
Não se trata de uma referência exclusiva do estado. Observa-se que o mesmo acontece em outras capitais brasileiras, na chamada “super-quinta feira”. Nas duas principais capitais, Rio de Janeiro e São Paulo, curiosamente, as manifestações foram convocadas por sindicatos. Até o que se sabe, os sindicatos vinculavam-se basicamente ao PT. Passaram a ficar em ebulição por condições salariais. Embora tenham feito suas manifestações pacificamente, levaram outros manifestantes para protestos nas ruas, especialmente contra a Copa do Mundo. Com isso, prejudicaram o governo Dilma. A oposição não se apresentou. Foi para as arquibancadas das arenas dos jogos da Copa.
Tudo isso cria um clima de muita instabilidade no País. De um lado a economia balança diante das dificuldades que o País atravessa. Pouco a pouco a população começa a compreender economia, a partir do conhecimento do que seja inflação. Depois, os protestos de rua, que antes não aconteciam da forma como hoje ocorrem, passaram a ser constantes. Tudo, sem dúvida, gerado pelo esporte do qual os brasileiros são mais apaixonados: o futebol. A FIFA passou a dar ordens, a estabelecer padrões de qualidade e o chamado “padrão FIFA” pegou. Se vale para determinações, exigências, e para gastos bilionários com as arenas, o povo entendeu que devem valer também para setores públicos essenciais, como educação, saúde e, ainda, moradia.
Desta forma, como no samba que Jair Rodrigues, de morte recente, cantava nos anos 60, “o que dá prá rir dá prá chorar, questão só de peso e medida”, o futebol faz do Brasil um país alegre, mas também depende do peso e da medida.
*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (18)
A “Operação 13 de maio”, deflagrada pela Polícia Federal na última terça feira, além de prender prefeitos, ex-prefeitos e secretários municipais no interior baiano por desvios de recursos públicos, estimados em R$80 milhões, alcançou, não por acaso, o deputado Luiz Argolo, do SDD. Este parlamentar está no noticiário de há muito, envolvido com o doleiro Alberto Youssef, que se encontra preso. Ligações constantes entre eles, inclusive “declarações de amor”, marcam o relacionamento. O mandato de Argolo está por um fio, e dificilmente deixará de ser cassado pela Comissão de Ética da Câmara, cujo processo já foi aberto. A Polícia Federal, para aprofundar as investigações, irá depender do Supremo Tribunal Federal, em razão do fórum privilegiado do parlamentar.
O deputado baiano, no início das denúncias, negou o seu envolvimento, mas tantas foram as denúncias da sua participação com o doleiro que cansou na negativa, desapareceu, reapareceu e silenciou. Sabe que não lhe cabem alternativas a não ser a cassação e, possivelmente, condenação pelos crimes cometidos. Na “Operação 13 de Maio”, o nome de Luiz Argolo foi encontrado na empresa “União Brasil de Transportes e Serviços.” Uma empresa que, pelo registro do nome, serve para qualquer negócio.
Recebeu dinheiro do doleiro amigo; também da Câmara dos Deputados –R$41.600 – para cobrir “vantagens indenizatórias”; descobriu-se que tinha registrado na tal empresa 56 veículos e seus sócios são possivelmente “laranjas”. Um deles, João Batista, é seu “assessor” na Câmara. A PF descobriu que se trata de um homem simples, que mora no interior da Bahia em casa também simples, e se sustenta vendendo cervejas, refrigerantes e salgadinhos.
Este deputado que se diz batizado pelo grande sanfoneiro Luiz Gonzaga, daí o seu primeiro nome, tem uma história surpreendente. Filho de família rica, nas proximidades do município de Esplanada, está na Câmara já no terceiro mandato. Era muito jovem quando se elegeu e não se sabe de um único projeto por ele apresentado, a não ser os seus próprios, para usufruir vantagens como parlamentar. Passou a conviver com o que havia de pior na política e em torno dela. Ao perder o mandato, dado como certo na Comissão de Ética, ficará impossibilitado de retornar à política por oito anos, se seu destino não for mesmo a Papuda ou outro sistema prisional.
Como o envolvimento com o doleiro Youssef e provavelmente também com o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que teria desviado muitos milhões com a superfaturação de contratos da petroleira, há uma expectativa em Brasília e, principalmente, na área política, que tanto um como outro, na medida em que estão encurralados, possam optar como última alternativa pela delação premiada. Com isso, desconfia-se que envolverão muitos parlamentares e até ministros, de modo a obterem uma pena menor. É claro que Argolo não escaparia, mas, de certo modo, até seria desnecessário diante das informações que já se tem sobre as estripulias praticadas pelo parlamentar batizado pelo velho e extraordinário rei do baião.
Os diálogos que a Polícia Federal gravou entre o doleiro e o deputado alimentam um processo apreciável. Eram abertos, sempre com ele pedindo, inclusive pagamentos de bezerros para a sua fazenda. Por ser um político apagado, estranhou-se por essas bandas do seu envolvimento, embora sendo um político apático que se destacou não na Câmara, mas sim como agente intermediário de corrupções. Como provavelmente será cassado, outras denúncias surgirão e sua situação em muito ficará pior. Espera-se um posicionamento do STF que provavelmente não demorará, assim como o pedido de delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Youssef, se, de fato, eles resolverem falar, para pânico de deputados corruptos que tenham também ligações com eles. Fala-se em mais de 100.
Estamos no início da estação das greves na medida em que se aproximam os jogos da Copa do Mundo. Diversas categorias programam paralisações para os próximos dias, na Bahia e no País, o que deve perturbar – tomara que não – os acontecimentos esportivos que levarão as imagens do Brasil ao exterior. Até a Polícia Federal, segundo consta, se prepara para entrar em greve. Isto é ruim para o governo Dilma cujas atenções estão divididas entre a Copa e os acontecimentos políticos.
Mineiríssimo, o candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, observa o panorama a ele próximo – ou até distante – para definir o seu candidato a vice. Dilma já tem Michel Temer e Eduardo Campos vai com Marina. Falta Aécio. Quem está a trabalhar para que a escolha recaia sobre José Serra é o deputado federal baiano Jutahy Magalhães Jr., figura de destaque entre os tucanos. Amigo de Serra, Jutahy está incansável no trabalho para fechar a chapa. E ao que parece está indo bem. Aécio voltou a se aproximar do paulista. S. Paulo nesta sucessão não terá candidato à Presidência. O fato é um bom sinal.
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Gamaliel Chagas/Chiquitinha aos 15 anos em 1966/ cidade de Mata de S. João/ba. nascido m 07/07/1951 Gamaliel na 1ª Maratona da Independência da Bahia 1984 Salvador/Ba. 42. 198 metros |
CORRER É VIVER, REJUVENESCER...
(A Poesia do Corredor)
Chego do trabalho, calço o tênis de corrida
Visto a camisa e o calção, sigo para a pista
Ajusto o relógio, preparo logo a partida
Já estou correndo, olho ao redor, que vista!
Montanhas, rios, e lagos, árvores, casas e gente
Tudo desfilando panoramicamente, que paisagem!
Respiro o oxigênio puro, vitalício, vou em frente
Pensando, medito enquanto corro, recebo mensagens...
É a minha mente livre, inspirando-me poeticamente
Imagens lindas! E, captando energias do além
Vai fortalecendo meu corpo, docilmente
Sinto-me feliz, porque a corrida me faz bem.
A cada quilômetro percorrido
Estabeleço um ritmo adequado
Subindo e descendo ladeiras, corro
Sempre a cada passo, respirando controlado.
É a técnica treinada com resistência
Força, energia e muita paciência,
Superando meus limites, aprendo a viver
Sim, corro! Corro! Porque sei que vou rejuvenescer...
Poesia feita em 13/02/1985
Poesia em homenagem a todos os corredores de ruas (pedestrianismo) e amantes do atletismo. Direitos Autorais registrado em nome de Gamaliel.
PRINCIPAIS CORRIDAS
Gamaliel Sales Chagas poeta desde os 19 anos de idade (1970, maratonista, futebolista, pesquisador, historiador,narrador de futebol, matense, nasceu 07/07/1951 na rua Luís Sepúlveda Garcez (Centro, Mata de S. João).
Correu 15 maratonas em 6 estados do Brasil de 1983-87 (S. Paulo, Brasília, Rio deJaneiro, Bahia, Minas Gerais e João Pessoa)2 maratonas em Nova York (1984 e 1986) 2 São Silvestre (1983, 1984).
Bi-campeão de 5 e 10 mil metros, Fonte Nova ( 1983+84) – (1984/85)
Escolhido o Maratonista Baiano e revelação do Atletismo da Bahia de 1984, pela AVAB – Associação de Veteranos de Atletismo da Bahia
Correu 30 km de São Cristóvão/ Aracajú pela BR 101 no ano de 1986
Melhor tempo em maratonas: 2 h 59 min. (Salvador, 13/07/1985)
Representou os municípios de Mata de São João, Dias D'Ávila e Camaçari nas corridas citas sem ter apoio financeiro das prefeituras citadas, apoio da Copene e do próprio Atleta (inclusive nas duas Maratonas Internacionais houve apoio da Copene no translado Salvador Rio de Janeiro e vice versa, ajuda na estádia), sendo passagens de ida e volta a custo do atleta, e trabalhava das 8 horas as 17 horas e compensava os dias da estadia em New York (5 dias em 1984 e 1986).
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A Curso de Legislação Empresarial LDTDA/TPD/IOB
Credenciamento: CFMO O97
Oswaldo Melantonio Formado em Direito, Filosofia e Jornalismo, Av. Marquês de São Vicente (Agua Branca), São Paulo/SP Certificado COMUNICAÇÕES VERBAIS /Concluído em 7/03/198.
Chiquitinha Maravilha nasceu no dia 07/07/1951 ás 03: 05 hs na Travessa Barão Açu da Torre, atual rua Luis Sepúlveda Garces, centro, cidade de Mata de São João, curso primário no Grupo Escolar Getúlio Vargas (1959/65), ginasial IMEMB (atual CMMB) de 1966/69.
Chiquitinha Maravilha aposentado, Técnico em Química (nível médio), Curso de Comunicações Verbais em 07/03/1986, (100 horas de duração, EQUIVALENTE A 6 MESES), Credenciamento: CFMO 097.
O Professor Responsável pelo Curso de Legislação Empresarial o Professor Oswaldo Melatonio, formado em Direito, Filosofia e Jornalismo. No citado curso grandes figuras do mundo da comunicação política, esportiva, empresarial, realizaram o citado curso (Oreste Quecia, Osmar Santos, Janio Quadros fizeram esse citado curso.... ), E OUTRAS NOTÁVEIS PERSONALIDADES DE VÁRIAS ATIVIDADES QUE USAM AS COMUNICAÇÕES VERBAIS NO BRASIL E NO MUNDO GLOBAL.
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Oswaldo Melantonio Formado em Direito, Filosofia e Jornalismo, Av. Marquês de São Vicente (Agua Branca), São Paulo/SP Certificado COMUNICAÇÕES VERBAIS /Concluído em 7/03/198.
Chiquitinha Maravilha nasceu no dia 07/07/1951 ás 03: 05 hs na Travessa Barão Açu da Torre, atual rua Luis Sepúlveda Garces, centro, cidade de Mata de São João, curso primário no Grupo Escolar Getúlio Vargas (1959/65), ginasial IMEMB (atual CMMB) de 1966/69.
Chiquitinha Maravilha aposentado, Técnico em Química (nível médio), Curso de Comunicações Verbais em 07/03/1986, (100 horas de duração, EQUIVALENTE A 6 MESES), Credenciamento: CFMO 097.
O Professor Responsável pelo Curso de Legislação Empresarial o Professor Oswaldo Melatonio, formado em Direito, Filosofia e Jornalismo. No citado curso grandes figuras do mundo da comunicação política, esportiva, empresarial, realizaram o citado curso (Oreste Quecia, Osmar Santos, Janio Quadros fizeram esse citado curso.... ), E OUTRAS NOTÁVEIS PERSONALIDADES DE VÁRIAS ATIVIDADES QUE USAM AS COMUNICAÇÕES VERBAIS NO BRASIL E NO MUNDO GLOBAL.
A CASA DA TORRE DE GARCIA
D'ÁVILA NO SÉCULO XX
HOMENAGEM PÓSTUMA!
TROFÉU HONRA AO MÉRITO AO VISCONDE DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILA
CEL ANTONIO JOAQUIM PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE
BENEMÉRITO DO POVO MATENSE, BAIANO E BRASILEIRO!
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E DOS MATENSE, DOS BAIANOS!
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LINK DESSA HOMENAGEM PÓSTUMA O VISCONDE DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILA E SEUS DESCENDENTES A EXEMPLO DE CRISTÓVÃO DE AVILA PIRES JR. ENG} MILITAR DE FORTIFICAÇÕES E PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO GARCIA D'ÁVILA
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RELÍQUIAS HISTÓRICAS
DE MATA DE SÃO JOÃO
Cidade de Mata de São João na década de 1950
RELÍQUIA HISTÓRICA DA ENTÃO VILA DE MATA DE SÃO JOÃO /DÉCADA DE 1910!
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RELÍQUIAS HISTÓRICAS
DE MATA DE SÃO JOÃO
Cidade de Mata de São João na década de 1950
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SÃO JOÃO BATISTA - PADROEIRO DE MATA DE S. JOÃO/BA
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SÃO JOÃO BATISTA BATIZANDO JESUS CRISTO
no Rio Jordão. S. João Batista Padroeira de Mata de São João/BA. QUADRO DE FAIANÇA PORTUGUESA NO VARANDAL DA CASA RESIDENCIA DE CHIQUITINHA MARAVILHA / ceramista Eduardo Gomes, lusitano de Aveiro/Portugal. Data do fabrico do painel ano 1984
AS FOTOS DA FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA...
JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS EX-PREFEITO DE MATA DE SÃO JOÃO E LÍDER POLÍTICO DO MUNICIPIO MATENSE, PREFEITO MARCELO OLIVEIRA, VICE - JOSELITO, VEREADORES E DEMAIS PESSOAS GRADAS NA FESTA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA NO PARQUE DA CIDADE.......
EX-PREFEITO JOÃO GUALBERTO COMANDOU A FESTADA EMANCIPAÇÃO, AO LADO DO PREFEITO MARCELO OLIVEIRA E VEREADORES DA SITUAÇÃO E OUTRAS PESSOAS GRADAS. JOÃO GUALBERTO CANDIDATO A DEP. FEDERAL NA CHAPA DA OPOSIÇÃO.
LINK ABAIXO DA BIOGRAFIA DE JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS
TOMBAMENTOS DE PRÉDIOS, RIO/RIACHOS, CAPELAS, IGREJAS....
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mbament...

A HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DO MUNICÍPIO MATENSE


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LINK DA CIDADE DE SALVADOR EM FOTGRAFIAS E COM LEGENDAS HIST[ÓRICAS
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http://chiquitinhamaravilha.blogspot.com.br/p/mata-de-jioao-suas-raizes-sua-historioa.html PARABÉNS MATA DE SÃO JOÃO 453 ANOS DE FUNDAÇÃO! - 15/... SUA HISTÓRIA!
LINK DA BIOGRAFIA DO PRIMEIRO INTENDENTE DE MATA DE S. JOÃO/BA. 1890
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SALVADOR A CAPITAL MUNDIAL DO TURISMO
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