CINCO JOGOS
25.05.2014 às 21h10
Mogi Mirim vence Tupi por 3 a 0 e lidera o Grupo B
Cinco partidas foram disputadas, neste domingo, a Série C do Campeonato Brasileiro. Jogando em casa, o Mogi Mirim derrotou o Tupi por 3 a 0, com gols de Vitor Xavier (dois) e Fabio Sanches, e assumiu a liderança do Grupo B, com 13 pontos. A equipe mineira está na sexta posição, somando sete.
Pelo Grupo A, em Belém, Paysandu e Botafogo-PB empataram em 1 a 1, gols de Lima para os paraenses e Lucio Curió. O empate deixou os anfitriões em terceiro lugar, com oito pontos, e os paraibanos em segundo, com nove. Na quarta posição, com sete pontos, está o ASA, que venceu o Águia-PA, nono, com quatro, por 3 a 1. Os gols dos alagoanos foram marcados por Marcos Tiago e Wanderson, duas vezes. Para os paraenses, Aleílson anotou.
No Mato Grosso, Cuiabá e Salgueiro ficaram no 0 a 0. Com isso, a equipe cuiabana está na sexta posição, com cinco pontos. Somando cinco, os sergipanos ocupam o oitavo lugar.
Em Campina Grande, o Treze assumiu a quinta posição, com seis pontos, ao bater o Crac pelo placar mínimo. Birungueta foi o autor do gol da vitória. Os goianos ocupam o sétimo lugar, com cinco pontos.
A Série C segue nesta segunda-feira, com um jogo único. Em Campinas o Guarani recebe o Guaratinguetá, pelo Grupo B.
100 ANOS DE SELEÇÃO
26.05.2014 às 06h08
Brasil vence Escócia por 2 a 0 no dia 26 de maio de 1987
100 Anos de Seleção Brasileira - 1914/2014
Há 27 anos...
No dia 26 de maio de 1987, a Seleção Brasileira derrotou a Escócia por 2 a 0 pela Copa Stanley Rous.
A partida em Glasgow, na Escócia, teve a presença de mais de 40 mil torcedores.
Os dois gols saíram no segundo tempo: Raí aos cinco minutos e Valdo aos 15.
Uma semana antes, pelo mesmo torneio, a Seleção empatou com a Inglaterra. Leia essa história aqui.
Brasil 2 a 0 Escócia
Data: 26 de maio de 1987
Competição: Copa Stanley Rous
Local: Estádio Hampden Park, em Glasgow
Público: 41.384
Árbitro: Luigi Agnolin (Itália)
Gols: Raí 50' e Valdo 60'
Brasil: Carlos (Conrinthians-SP), Josimar (Botafogo-RJ), Geraldão (Cruzeiro-MG), Ricardo Rocha (Guarani-SP) e Nelsinho (São Paulo-SP), Douglas (Cruzeiro-MG), Raí (Botafogo-SP), Edu Marangon (Portuguesa dos Desportos-SP) e Valdo (Grêmio-RS); Müller (São Paulo-SP) e Mirandinha (Palmeiras-SP). Técnico: Carlos Alberto da Silva.
Escócia: Andy Goram, Richard Gough, Alex McLeish, Willie Miller e Murdo McLeod; Roy Aitken, Paul McStay e Alan McInally (Brian McClair); Ian Wilson, Ally McCoist e David Cooper. Técnico:Andy Roxburgh
HISTÓRIAS DE COPA
26.05.2014 às 06h02
Washington Rodrigues: carisma e poder de comunicação direta com o povo do rádio
Washington Rodrigues fugiu à regra da maioria dos seus companheiros de profissão. Ele jamais teve vocação para ser radialista. Bancário, jogador de futebol e de futebol de salão, no Rio de Janeiro, Washington teve na vida a sua melhor escola com que construiu toda a bagagem que o tornou um dos profissionais de rádio mais conhecidos do país.
Carioca do bairro Engenho Novo, filho do português e vascaíno doente Carlos Nunes Rodrigues, Washington se tornou rubro-negro graças à influência de um tio. Ele cresceu no ambiente do futebol, com toda a marca popular e histórias de esquinas e discussões de bares que cercam o esporte, o que acabou sendo fundamental para a sua formação como radialista.
- Não foi uma escolha por vocação. Foi por acaso mesmo, como tudo o que aconteceu na minha vida. A Rádio Guanabara lançou um programa sobre futebol de salão e, como eu era jogador, e conhecia todo mundo no meio, comecei, primeiro, a prestar uma espécie de consultoria sobre o esporte, e depois a apresentar o programa. Era o "Beque Parado".
Pronto. Estava despertada a incrível vocação que o dono da voz e facilidade de comunicação não sabia que tinha. Com a saída de um companheiro, passou a ser repórter de futebol de campo. Era uma época difícil, de poucos recursos, e cada emissora possuía só um repórter para cobrir todos os clubes - pela manhã, Washington cobria Vasco e América; à tarde, Fluminense, Flamengo e Botafogo.
- Era uma correria, de um clube para o outro, mas consegui fazer bem o meu trabalho. E olha que era complicado, com as dificuldades daquele tempo, em que o microfone tinha de ser ligado na tomada, 110v. Então, eu tinha de convencer o jogador a sair do campo e ir ao meu encontro para poder entrevistá-lo.
Para quem é capaz de ficar horas contando histórias, para diversão e prazer dos interlocutores, Washington não teve dificuldade de levar todo mundo - jogadores, dirigentes, torcedores - na conversa. Conseguiu se destacar, já com um repertório de tiradas que no futuro o tornariam famoso.
Foi também nessa época, em 1962, que recebeu novo convite. Seria repórter nos jogos de aspirantes, que nos anos 1960 começavam às 13h15, na preliminar dos jogos dos times principais, que se iniciavam às 15h15. Dali para ser também dos profissionais foi um pulo. Washington fez tanto sucesso que foi escolhido o melhor repórter do ano de 1963, em eleição feita pela então prestigiada e importante "Revista do Rádio".
A trajetória do repórter que se comunicava com facilidade começou a decolar. Jorge Cúri, o dono da voz e da narração de gols mais bonitos, levou-o para a Rádio Nacional. Continuou se destacando e foi para a Rádio Globo, que estava formando uma equipe de craques no radio-jornalismo esportivo.
Em 1969, houve o grande salto na carreira. Foi o ano que o homem chegou à Lua, no dia 20 de julho. Devido à similaridade do microfone usado pelos astronautas da missão Apolo 11, o chefe da equipe da Rádio Globo, Waldir Amaral, teve a "sacada". Passou a anunciar da seguinte forma as entradas de Washington Rodrigues nas transmissões.
- Lá vai o Washington Rodrigues com o seu Apolinho (o microfone).
Era exatamente o que faltava para Washington decolar de vez. Ele viu que chegara o seu momento, afinal era um nome mais do que popular, de assimilação fácil para o torcedor.
Washington Rodrigues passou a ser então o Apolinho. Foi quando também encontrou uma alma gêmea de profissão para formar uma dupla de sucesso: o também grande repórter Denis Menezes. Eles foram os primeiros Trepidantes, informado bem o ouvinte em casa e nos estádios.
Mas não bastava dar a notícia de primeira mão, o furo, conseguir entrevistas com os grandes craques. Washington, com sua intuição, própria da sabedoria das ruas, queria falar com o torcedor como se fosse também um deles - ele queria que as pessoas se identificassem com o que estavam ouvindo.
Bordões foram então criados. Com repercussão imediata, instantânea, virando substantivo. O torcedor que lotava a geral, aquele da massa que pagava o ingresso mais barato e ficava quase à margem do gramado, bem ao alcance dele e dos outros repórteres, virou “geraldino”.
O torcedor do andar de cima, que atirava "objetos" na turma de baixo, era o “arquibaldo”. Até mesmo quem não pagava ingresso, o que pulava o muro do Maracanã, foi contemplado – era o "murilo". Uma falta violenta, uma entrada mais dura, deixava o jogador caído no gramado "sem som e sem imagem".
Clássicos que lotavam as tardes de domingo no Maracanã ganhavam rivalidade mais acirrada ainda: eram, sob o olhar do Apolinho, "briga de cachorro grande". Um jogador temperamental ou um adversário perigoso viravam um “fio desencapado”.
Apolinho trabalhou em 10 Copas do Mundo. Justamente a sua primeira, em 1970, a do México, foi a que marcou a sua vida. A Seleção Brasileira de 1970, tricampeão do mundo, o deixa emocionado até hoje.
- Foi o maior time de futebol que eu vi jogar, mais disparado. E o segundo melhor time que eu vi jogar foi a seleção reserva de 70. Nenhum time do mundo repetiu o que aquela seleção fez no México.
A começar pelo período de preparação, revolucionária para a época, que incluiu uma temporada de treinamentos de quase três meses na cidade de Guanajuato, para adaptação à altitude.
- O Brasil de 1970 estava preparado para jogar não só na altitude do México como até da Bolívia. O time estava perfeitamente adaptado e voando fisicamente em campo, principalmente no segundo tempo, quando os adversários não tinham mais pernas para acompanhar.
Veja o depoimento de Washington Rodrigues sobre a Copa do Mundo de 1970 no vídeo abaixo.
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