Sábado, 10 de Maio de 2014 - 00:00
Sábado, 10 de Maio de 2014 - 00:00
‘Minha religião agora é Irmã Dulce’, diz Regina Braga, que fará a ‘beata dos pobres’ no cinema
por Lucas Cunha/BAHIA NOTÍCIAS
Regina interpreta Dulce a partir dos 45 anos Foto: Ique Esteves | Divulgação
A atriz mineira Regina Braga (67 anos) será a responsável, ao lado da colega carioca Bianca Comparato (28 anos), por protagonizar o filme sobre a vida da Irmã Dulce, a ‘Beata dos Pobres’ baiana, que deve chegar às salas de cinema de todo o Brasil até o final do ano, provavelmente entre o final do mês de outubro e o início de novembro. Sob direção do cineasta Vicente Amorim (Caminho das Nuvens, Corações Sujos), a equipe do longa-metragem está em Salvador desde o último dia 15 de abril, em diversas locações na cidade, onde a obra será totalmente filmada. A reportagem do Bahia Notícias teve a oportunidade de acompanhar um dos dias de filmagem na capital baiana, no Palácio Rio Branco, na Praça Municipal, quando conversou com Regina, rosto conhecido em diversos trabalhos na TV brasileira, que vive o desafio de fazer Irmã Dulce a partir dos 45 anos (a fase mais jovem da beata é feita por Bianca Comparato). Casada com o médico Dráusio Varela e mãe do ator Gabriel Braga Nunes (filho do diretor de teatro Celso Nunes), Regina assume que pouco conhecia sobre Irmã Dulce até o convite para o papel. “Tinha ouvido falar, sabia que era uma religiosa baiana, mas confundia um pouco (sua imagem) com a Madre Tereza de Calcutá”. Por isso, a atriz sabe que o filme terá um papel muito importante em ampliar o conhecimento sobre a vida de Irmã Dulce, especialmente neste ano, que marca o centenário de nascimento do ‘Anjo Bom da Bahia’. “Fui ficando encantada por sua história. Foi importante vim para a Bahia antes do início das filmagens para entender melhor o que ela representa aqui. Todo mundo tem uma história para contar sobre Irmã Dulce”.
Regina é mãe do ator Gabriel Braga Nunes, que está na novela 'Em Família'
Regina admite que chegou a duvidar se teria capacidade de fazer o papel, por não se achar inicialmente muito parecida com Dulce e também por ter pouco experiência em cinema. “Minha formação maior é no teatro, no palco. Claro que tenho minhas inseguranças, mas lá eu tenho controle da situação. Cinema é outra coisa. Você faz muitas vezes a mesma cena. Mas agora já estou mais tranquila. Também tinha dúvidas se eu, loira e de olhos claros, podia fazer a Irmã Dulce. Foi a Maria Adelaide Amaral (dramaturga portuguesa radicada no Brasil), minha amiga, que me disse: ‘você pode sim, é muito parecida com ela!’. Relaxei. Não posso fazer um retrato dela, ser igual, mas posso fazer uma pintura, me ater aos detalhes dos seus gestos. Mesmo assim, ainda não tenho coragem de me ver no que gravamos. Acho que vou ter que tomar um calmante quando estrear o filme”, brincou a atriz. Quando questionada sobre a sua religiosidade, Regina diz preferir "não abordar o assunto”. “Não quero falar sobre isso, quando você fala da sua religião, parece que está batendo contra a de alguém. Prefiro falar na bondade que o ser humano é capaz de fazer, de amarmos uns aos outros. Isso Irmã Dulce me mostra. Minha religião agora é Irmã Dulce. Acho lindo ela se colocar acima de qualquer crença, ela tinha essa abertura. Esse exemplo é super importante para o atual momento do país. Tem muita gente que não se sente fortalecida na sua bondade, não encontra exemplo de pessoas que venceram pela bondade. Essa é sua história, de mostrar o poder da bondade e do amor, acima de qualquer religião. Acho que a função desse filme é mostrar esse exemplo para o Brasil”
por Lucas Cunha/BAHIA NOTÍCIAS
Regina interpreta Dulce a partir dos 45 anos Foto: Ique Esteves | Divulgação
A atriz mineira Regina Braga (67 anos) será a responsável, ao lado da colega carioca Bianca Comparato (28 anos), por protagonizar o filme sobre a vida da Irmã Dulce, a ‘Beata dos Pobres’ baiana, que deve chegar às salas de cinema de todo o Brasil até o final do ano, provavelmente entre o final do mês de outubro e o início de novembro. Sob direção do cineasta Vicente Amorim (Caminho das Nuvens, Corações Sujos), a equipe do longa-metragem está em Salvador desde o último dia 15 de abril, em diversas locações na cidade, onde a obra será totalmente filmada. A reportagem do Bahia Notícias teve a oportunidade de acompanhar um dos dias de filmagem na capital baiana, no Palácio Rio Branco, na Praça Municipal, quando conversou com Regina, rosto conhecido em diversos trabalhos na TV brasileira, que vive o desafio de fazer Irmã Dulce a partir dos 45 anos (a fase mais jovem da beata é feita por Bianca Comparato). Casada com o médico Dráusio Varela e mãe do ator Gabriel Braga Nunes (filho do diretor de teatro Celso Nunes), Regina assume que pouco conhecia sobre Irmã Dulce até o convite para o papel. “Tinha ouvido falar, sabia que era uma religiosa baiana, mas confundia um pouco (sua imagem) com a Madre Tereza de Calcutá”. Por isso, a atriz sabe que o filme terá um papel muito importante em ampliar o conhecimento sobre a vida de Irmã Dulce, especialmente neste ano, que marca o centenário de nascimento do ‘Anjo Bom da Bahia’. “Fui ficando encantada por sua história. Foi importante vim para a Bahia antes do início das filmagens para entender melhor o que ela representa aqui. Todo mundo tem uma história para contar sobre Irmã Dulce”.
Regina é mãe do ator Gabriel Braga Nunes, que está na novela 'Em Família'
Regina admite que chegou a duvidar se teria capacidade de fazer o papel, por não se achar inicialmente muito parecida com Dulce e também por ter pouco experiência em cinema. “Minha formação maior é no teatro, no palco. Claro que tenho minhas inseguranças, mas lá eu tenho controle da situação. Cinema é outra coisa. Você faz muitas vezes a mesma cena. Mas agora já estou mais tranquila. Também tinha dúvidas se eu, loira e de olhos claros, podia fazer a Irmã Dulce. Foi a Maria Adelaide Amaral (dramaturga portuguesa radicada no Brasil), minha amiga, que me disse: ‘você pode sim, é muito parecida com ela!’. Relaxei. Não posso fazer um retrato dela, ser igual, mas posso fazer uma pintura, me ater aos detalhes dos seus gestos. Mesmo assim, ainda não tenho coragem de me ver no que gravamos. Acho que vou ter que tomar um calmante quando estrear o filme”, brincou a atriz. Quando questionada sobre a sua religiosidade, Regina diz preferir "não abordar o assunto”. “Não quero falar sobre isso, quando você fala da sua religião, parece que está batendo contra a de alguém. Prefiro falar na bondade que o ser humano é capaz de fazer, de amarmos uns aos outros. Isso Irmã Dulce me mostra. Minha religião agora é Irmã Dulce. Acho lindo ela se colocar acima de qualquer crença, ela tinha essa abertura. Esse exemplo é super importante para o atual momento do país. Tem muita gente que não se sente fortalecida na sua bondade, não encontra exemplo de pessoas que venceram pela bondade. Essa é sua história, de mostrar o poder da bondade e do amor, acima de qualquer religião. Acho que a função desse filme é mostrar esse exemplo para o Brasil”
Quinta, 03 de Outubro de 2013 - 16:20
Quinta, 03 de Outubro de 2013 - 16:20
‘Somos filhos da Tropicália’, diz Céu sobre nova geração da MPB
por Marília Moreira
Há mais de um ano e meio na estrada, Céu chega nesta quinta-feira (3), às 21h, na Praça Tereza Batista (Pelourinho), para apresentar o seu disco “Caravana Sereia Bloom” (2012). Apesar da longa turnê pelo Brasil e também fora dele, a cantora paulista ainda se encanta com as surpresas que encontra pelo caminho. A vinda, mesmo que tardia, a Salvador é uma delas. “Eu estava muito triste por não ter chegado a Salvador, cidade em que adoro tocar. Ainda guardo uma tristeza por não ter conseguido levar antes essa apresentação para vocês, mas ao mesmo tempo muita felicidade por estar chegando agora”, contou em entrevista ao Bahia Notícias.
“Caravana Sereia Bloom”, o terceiro da carreira da artista, é um “road disco” inspirado nas viagens. “O álbum remete a coisas em movimento e foi construído nas histórias que vivi e colhi durante minhas viagens, nas imagens que fotografei para meu diário de bordo”, resumiu. O cinema brasileiro também foi fundamental para a construção do conceito do disco, que tem como seu maior definidor o road movie “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz.” Eu tinha vontade de fazer um álbum em que eu interpretasse mais. Até pelo fato de o ‘Caravana’ ter essa coisa de cinema, de filme, eu estava me colocando um pouco como atriz dentro desse filme que eu criei”, explicou Céu. Tanto que, para a direção do primeiro clipe do álbum, o da canção “Retrovisor”, foram convidados dois cineastas: Renan Costa Lima e Ivo Lopes Araújo.
Cinematográficas ou sonoras, muitas são as referências contidas no trabalho da artista. E, mesmo com toda diversidade, ela garante que não é difícil encontrar uma unidade para o trabalho. “Sempre escolho um caminho quando estou começando a produzir um disco. Quando eu comecei o ‘Caravana’, por exemplo, eu estava escutando muita lambada, muito carimbó, ritmos ali do Norte do Brasil e da América Central.” No entanto, a cantora não nega a dificuldade em lidar com o tempo que dedica às pesquisas e o tempo exigido pelo mercado. “Eu tenho que ter uma auto-disciplina grande, o que quando você está em turnê não é fácil. Às vezes eu faço bem menos do que gostaria, mas agora estou ainda nessa fase de divulgação do disco”, avaliou. No álbum, Céu assina seis das 13 faixas. As outras são composições de amigos, como a do baiano Lucas Santtana (“Streets Bloom”), Jorge Du Peixe ("Chegar em Mim") e Gui Amabis (“Falta de Ar”).
Céu costuma ser enquadrada como pertencente a “essa nova geração da MPB”. E, diferente de muitos outros artistas, ela não se importa com isso. Inclusive, se põe dentro da sigla. “Eu acho que a MPB hoje é composta pelos filhos da Tropicália, que é uma música que prezava pela raiz da música brasileira, porém conversava com outros ritmos e sonoridades sem temor de perder essa raiz. Hoje, ninguém tem medo de flertar com outros ritmos por achar que vai ser menos brasileiro por isso. Isso é uma coisa que eu vejo muito no Tropicalismo e vejo nessa nova geração do MPB”, opinou.
Por isso, Céu acredita que o desejo de dialogar com grandes nomes da musica internacional e de fazer shows fora do país é um desejo seu, mas uma demanda dos novos tempos. Antes, aliás, ela reforça que o que “o Brasil está musicalmente maravilhoso" e que "as estruturas é que continuam engessadas”. “Tem muito mais demanda de coisas a serem mostradas do que espaço para apresentar tudo que vem sendo produzindo. Sinto falta de espaços de médio porte, com ingressos mais acessíveis e uma estrutura bacana. No Brasil, são sempre lugares muito pequenos ou muito grandiosos”.
Quinta, 24 de Abril de 2014 - 00:00
por Marília Moreira
Há mais de um ano e meio na estrada, Céu chega nesta quinta-feira (3), às 21h, na Praça Tereza Batista (Pelourinho), para apresentar o seu disco “Caravana Sereia Bloom” (2012). Apesar da longa turnê pelo Brasil e também fora dele, a cantora paulista ainda se encanta com as surpresas que encontra pelo caminho. A vinda, mesmo que tardia, a Salvador é uma delas. “Eu estava muito triste por não ter chegado a Salvador, cidade em que adoro tocar. Ainda guardo uma tristeza por não ter conseguido levar antes essa apresentação para vocês, mas ao mesmo tempo muita felicidade por estar chegando agora”, contou em entrevista ao Bahia Notícias.
“Caravana Sereia Bloom”, o terceiro da carreira da artista, é um “road disco” inspirado nas viagens. “O álbum remete a coisas em movimento e foi construído nas histórias que vivi e colhi durante minhas viagens, nas imagens que fotografei para meu diário de bordo”, resumiu. O cinema brasileiro também foi fundamental para a construção do conceito do disco, que tem como seu maior definidor o road movie “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz.” Eu tinha vontade de fazer um álbum em que eu interpretasse mais. Até pelo fato de o ‘Caravana’ ter essa coisa de cinema, de filme, eu estava me colocando um pouco como atriz dentro desse filme que eu criei”, explicou Céu. Tanto que, para a direção do primeiro clipe do álbum, o da canção “Retrovisor”, foram convidados dois cineastas: Renan Costa Lima e Ivo Lopes Araújo.
Cinematográficas ou sonoras, muitas são as referências contidas no trabalho da artista. E, mesmo com toda diversidade, ela garante que não é difícil encontrar uma unidade para o trabalho. “Sempre escolho um caminho quando estou começando a produzir um disco. Quando eu comecei o ‘Caravana’, por exemplo, eu estava escutando muita lambada, muito carimbó, ritmos ali do Norte do Brasil e da América Central.” No entanto, a cantora não nega a dificuldade em lidar com o tempo que dedica às pesquisas e o tempo exigido pelo mercado. “Eu tenho que ter uma auto-disciplina grande, o que quando você está em turnê não é fácil. Às vezes eu faço bem menos do que gostaria, mas agora estou ainda nessa fase de divulgação do disco”, avaliou. No álbum, Céu assina seis das 13 faixas. As outras são composições de amigos, como a do baiano Lucas Santtana (“Streets Bloom”), Jorge Du Peixe ("Chegar em Mim") e Gui Amabis (“Falta de Ar”).
Céu costuma ser enquadrada como pertencente a “essa nova geração da MPB”. E, diferente de muitos outros artistas, ela não se importa com isso. Inclusive, se põe dentro da sigla. “Eu acho que a MPB hoje é composta pelos filhos da Tropicália, que é uma música que prezava pela raiz da música brasileira, porém conversava com outros ritmos e sonoridades sem temor de perder essa raiz. Hoje, ninguém tem medo de flertar com outros ritmos por achar que vai ser menos brasileiro por isso. Isso é uma coisa que eu vejo muito no Tropicalismo e vejo nessa nova geração do MPB”, opinou.
Por isso, Céu acredita que o desejo de dialogar com grandes nomes da musica internacional e de fazer shows fora do país é um desejo seu, mas uma demanda dos novos tempos. Antes, aliás, ela reforça que o que “o Brasil está musicalmente maravilhoso" e que "as estruturas é que continuam engessadas”. “Tem muito mais demanda de coisas a serem mostradas do que espaço para apresentar tudo que vem sendo produzindo. Sinto falta de espaços de médio porte, com ingressos mais acessíveis e uma estrutura bacana. No Brasil, são sempre lugares muito pequenos ou muito grandiosos”.
Quinta, 24 de Abril de 2014 - 00:00
Museu recebe festival gratuito que celebra herança africana na música brasileira
por Marília Moreira
Três noites para celebrar a herança africana na música brasileira é o propósito do Festival de Música no Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab), que começa na quinta-feira (25) e segue até o sábado (26). Em cada uma das datas, dois artistas baianos subirão ao palco para apresentar seus trabalhos, de forma separada. Na primeira, o ritmo estará mais próximo de uma batida afropop com os shows dos músicos Magary e Rafael Pondé. Na sexta, a world music invadirá o Muncab, com o som do Mestre Lourimbal e Mariella Santiago. Raimundo Sodré e Juliana Ribeiro revisitarão as raízes do samba no último dia do evento. Todas as apresentações começam às 18h, são gratuitas e a lotação está condicionada à capacidade do espaço.
Quinta, 10 de Abril de 2014 - 00:00
por Marília Moreira
Três noites para celebrar a herança africana na música brasileira é o propósito do Festival de Música no Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (Muncab), que começa na quinta-feira (25) e segue até o sábado (26). Em cada uma das datas, dois artistas baianos subirão ao palco para apresentar seus trabalhos, de forma separada. Na primeira, o ritmo estará mais próximo de uma batida afropop com os shows dos músicos Magary e Rafael Pondé. Na sexta, a world music invadirá o Muncab, com o som do Mestre Lourimbal e Mariella Santiago. Raimundo Sodré e Juliana Ribeiro revisitarão as raízes do samba no último dia do evento. Todas as apresentações começam às 18h, são gratuitas e a lotação está condicionada à capacidade do espaço.
Quinta, 10 de Abril de 2014 - 00:00
Baseada em memória afetiva, dupla apresenta trilhas sonoras de videogame no Gamboa Nova
por Marília Moreira
Na última semana, o Teatro Gamboa Nova foi palco para as primeiras apresentações do “Videogame in Duo”. Idealizado pelos amigos e estudantes da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, Marcos Gomes e Tomaz Mota, o projeto ganhou corpo ainda nos muros da faculdade, em 2010, quando os dois tiveram de montar uma apresentação e se auto-exigiram fugir do perfil tradicional da música de câmara. “Como nós dois gostávamos de videogame, a gente optou por fazer uma apresentação baseada nesse repertório”, sintetizou Marcos Gomes em entrevista ao Bahia Notícias. A paixão pelos games, no entanto, não é algo extraordinário, garante. “Somos jogadores comuns, sempre que temos um tempo jogamos, mas nada demais”, afirma.
Sábado, 29 de Março de 2014 - 00:00
por Marília Moreira
Na última semana, o Teatro Gamboa Nova foi palco para as primeiras apresentações do “Videogame in Duo”. Idealizado pelos amigos e estudantes da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, Marcos Gomes e Tomaz Mota, o projeto ganhou corpo ainda nos muros da faculdade, em 2010, quando os dois tiveram de montar uma apresentação e se auto-exigiram fugir do perfil tradicional da música de câmara. “Como nós dois gostávamos de videogame, a gente optou por fazer uma apresentação baseada nesse repertório”, sintetizou Marcos Gomes em entrevista ao Bahia Notícias. A paixão pelos games, no entanto, não é algo extraordinário, garante. “Somos jogadores comuns, sempre que temos um tempo jogamos, mas nada demais”, afirma.
Sábado, 29 de Março de 2014 - 00:00
Baiana Mariana Paiva lança 'Lavanda', livro de poesia em tom 'confessional e cicatrizante'
por Marília Moreira
Depois de se lançar à literatura com “Barroca” (2011), uma prosa poética, a escritora e jornalista baiana Mariana Paiva continua nos braços da poesia com “Lavanda”, mas agora, em versos. E a mudança não é exatamente algo novo. “O estranho mesmo é ‘Barroca’, o meu primeiro livro, porque eu sempre escrevi em versos. Sabe aquela coisa de guardar o mais precioso para o final? Acho que foi um pouco disso”, explicou Mariana em entrevista ao Bahia Notícias. Como a escritura de poesias é algo presente na vida da poeta desde a adolescência, alguns textos mais antigos estão presentes também na obra. É o caso de “Apoética” (p. 74), escrito aos 16 anos, durante uma aula de Física. A maior parte, no entanto, é recente. “Lavanda” parte da ideia do amor cíclico. “O livro é dividido em folha, flor e perfume. A descoberta, o encantamento e o fim do amor. E o recomeço”, explicou.
Quinta, 20 de Março de 2014 - 00:00
por Marília Moreira
Depois de se lançar à literatura com “Barroca” (2011), uma prosa poética, a escritora e jornalista baiana Mariana Paiva continua nos braços da poesia com “Lavanda”, mas agora, em versos. E a mudança não é exatamente algo novo. “O estranho mesmo é ‘Barroca’, o meu primeiro livro, porque eu sempre escrevi em versos. Sabe aquela coisa de guardar o mais precioso para o final? Acho que foi um pouco disso”, explicou Mariana em entrevista ao Bahia Notícias. Como a escritura de poesias é algo presente na vida da poeta desde a adolescência, alguns textos mais antigos estão presentes também na obra. É o caso de “Apoética” (p. 74), escrito aos 16 anos, durante uma aula de Física. A maior parte, no entanto, é recente. “Lavanda” parte da ideia do amor cíclico. “O livro é dividido em folha, flor e perfume. A descoberta, o encantamento e o fim do amor. E o recomeço”, explicou.
Quinta, 20 de Março de 2014 - 00:00
Em Salvador, companhia carioca apresenta Nelson Rodrigues em teatro de animação
por Marília Moreira
Uma livre adaptação para teatro de animação do texto “Valsa nº 6”, escrito em 1951 por Nelson Rodrigues, chega ao Teatro Sesc-Senac Pelourinho nesta quinta-feira (20) trazida pela Companhia Teatro Portátil, do Rio de Janeiro. No lugar dos atores de carne e osso, bonecos dão vida aos personagens. Na verdade, à única personagem existente na trama: Sônia, uma menina assassinada aos 15 anos, que tenta se lembrar do que aconteceu. Nessa descoberta, filmes de animação projetam no cenário recordações remotas da protagonista. “O texto não é muito linear, mas é muito poético. O que a gente ouve durante os 50 minutos de espetáculo são as memórias da protagonista, e isso misturado às projeções fica realmente muito bonito”, explicou Alexandre Boccanera, diretor da peça e fundador da companhia, em entrevista ao Bahia Notícias.Para ele, é comum encontrar gente que pense que animação só existe em peças infanto-juvenis. “Há quem pense que uma coisa está condicionada a outra, mas os adultos guardam uma relação bastante lúdica com esses objetos também, algo que remete às suas infâncias. E é bacana ver o adulto entrar nesse jogo e se deixar envolver por uma história contada por um boneco”, comentou.
Sábado, 15 de Fevereiro de 2014 - 00:00
por Marília Moreira
Uma livre adaptação para teatro de animação do texto “Valsa nº 6”, escrito em 1951 por Nelson Rodrigues, chega ao Teatro Sesc-Senac Pelourinho nesta quinta-feira (20) trazida pela Companhia Teatro Portátil, do Rio de Janeiro. No lugar dos atores de carne e osso, bonecos dão vida aos personagens. Na verdade, à única personagem existente na trama: Sônia, uma menina assassinada aos 15 anos, que tenta se lembrar do que aconteceu. Nessa descoberta, filmes de animação projetam no cenário recordações remotas da protagonista. “O texto não é muito linear, mas é muito poético. O que a gente ouve durante os 50 minutos de espetáculo são as memórias da protagonista, e isso misturado às projeções fica realmente muito bonito”, explicou Alexandre Boccanera, diretor da peça e fundador da companhia, em entrevista ao Bahia Notícias.Para ele, é comum encontrar gente que pense que animação só existe em peças infanto-juvenis. “Há quem pense que uma coisa está condicionada a outra, mas os adultos guardam uma relação bastante lúdica com esses objetos também, algo que remete às suas infâncias. E é bacana ver o adulto entrar nesse jogo e se deixar envolver por uma história contada por um boneco”, comentou.
Sábado, 15 de Fevereiro de 2014 - 00:00
Diretor de 'Menino Joel' fala sobre primeiro longa de ficção
por Marília Moreira
Gravado nas cidades de Gênova e Salvador, "ContraCorrente" é a primeiro longa de ficção dirigida por Max Gaggino – que já havia gravado clipes e rodado o documentário sobre a morte do menino Joel da Conceição Castro, 10 anos, no Nordeste de Amaralina, em 2010. “Tem muita banda aqui, com muito talento, que tem que se mostrar, mas tinha uns vídeos muito fuleirinhos. Eu, que sempre gostei de música, quis investir em alguns grupos de rap do Nordeste de Amaralina, que foi um bairro em que eu sempre tive muitos amigos”, lembrou Max, sobre o início da sua trajetória audiovisual, em entrevista ao Bahia Notícias. Quem lê esse breve currículo do cineasta, não imagina, no entanto, que a relação dele com a Itália vai além da escolha do país como cenário para seu mais novo filme e nem que a relação com a Bahia é coisa recente.
Sábado, 08 de Fevereiro de 2014 - 00:00
por Marília Moreira
Gravado nas cidades de Gênova e Salvador, "ContraCorrente" é a primeiro longa de ficção dirigida por Max Gaggino – que já havia gravado clipes e rodado o documentário sobre a morte do menino Joel da Conceição Castro, 10 anos, no Nordeste de Amaralina, em 2010. “Tem muita banda aqui, com muito talento, que tem que se mostrar, mas tinha uns vídeos muito fuleirinhos. Eu, que sempre gostei de música, quis investir em alguns grupos de rap do Nordeste de Amaralina, que foi um bairro em que eu sempre tive muitos amigos”, lembrou Max, sobre o início da sua trajetória audiovisual, em entrevista ao Bahia Notícias. Quem lê esse breve currículo do cineasta, não imagina, no entanto, que a relação dele com a Itália vai além da escolha do país como cenário para seu mais novo filme e nem que a relação com a Bahia é coisa recente.
Sábado, 08 de Fevereiro de 2014 - 00:00
'O público se afastou muito do teatro e do circo', diz o ator global Domingos Montagner
por Marília Moreira
Estrelado pelo ator global Domingos Montagner, o espetáculo "Mistero Buffo" entra em cartaz em Salvador neste sábado (8) e domingo (9) no Teatro Módulo. A peça é uma comédia em tom satírico de Dario Fo, escritor, dramaturgo e comediante italiano, Prêmio Nobel de Literatura em 1997. Em entrevista ao BN, Montagner, que vem ganhando fama na TV em novelas e séries como "Cordel Encantado", "O Brado Retumbante", "Salve Jorge" e "Joia Rara", fala sobre a sua carreira nos palcos e a dificuldade em conseguir plateia para os espetáculos teatrais e circenses: "O público se afastou muito do teatro e do circo. O teatro não faz parte do cotidiano cultural das pessoas hoje em dia. Elas não sentem falta e por isso não vão". Leia a entrevista completa.
Quinta, 06 de Fevereiro de 2014 - 16:21
por Marília Moreira
Estrelado pelo ator global Domingos Montagner, o espetáculo "Mistero Buffo" entra em cartaz em Salvador neste sábado (8) e domingo (9) no Teatro Módulo. A peça é uma comédia em tom satírico de Dario Fo, escritor, dramaturgo e comediante italiano, Prêmio Nobel de Literatura em 1997. Em entrevista ao BN, Montagner, que vem ganhando fama na TV em novelas e séries como "Cordel Encantado", "O Brado Retumbante", "Salve Jorge" e "Joia Rara", fala sobre a sua carreira nos palcos e a dificuldade em conseguir plateia para os espetáculos teatrais e circenses: "O público se afastou muito do teatro e do circo. O teatro não faz parte do cotidiano cultural das pessoas hoje em dia. Elas não sentem falta e por isso não vão". Leia a entrevista completa.
Quinta, 06 de Fevereiro de 2014 - 16:21
Larissa Luz comenta estreia como atriz em musical sobre vida de Gonzagão
por Marília Moreira
Visto por mais de 80 mil pessoas desde a estreia em 2012, o premiado musical "Gonzagão - A Lenda" reúne no palco, nove atores; na verdade, oito atores e uma atriz. Larissa Luz (ex-vocalista do Araketu) substituiu a também baiana Laila Garin em agosto – quando esta foi convocada para viver a cantora Elis Regina em “Elis – A Musical”. “Foi tudo muito repentino. Um amigo de João Falcão [diretor] me indicou e ele gostou muito do meu lado cantora, da forma como eu me expressava. Ele viu uns vídeos meus e me convidou para fazer as leituras, cantar umas músicas. Na mesma hora, a gente já fechou e os ensaios começaram no dia seguinte, foi tudo realmente muito rápido”, lembrou Larissa em entrevista ao Bahia Notícias.
Sábado, 18 de Janeiro de 2014 - 00:00
por Marília Moreira
Visto por mais de 80 mil pessoas desde a estreia em 2012, o premiado musical "Gonzagão - A Lenda" reúne no palco, nove atores; na verdade, oito atores e uma atriz. Larissa Luz (ex-vocalista do Araketu) substituiu a também baiana Laila Garin em agosto – quando esta foi convocada para viver a cantora Elis Regina em “Elis – A Musical”. “Foi tudo muito repentino. Um amigo de João Falcão [diretor] me indicou e ele gostou muito do meu lado cantora, da forma como eu me expressava. Ele viu uns vídeos meus e me convidou para fazer as leituras, cantar umas músicas. Na mesma hora, a gente já fechou e os ensaios começaram no dia seguinte, foi tudo realmente muito rápido”, lembrou Larissa em entrevista ao Bahia Notícias.
Sábado, 18 de Janeiro de 2014 - 00:00
'Nunca pensei em fazer um filme para criança', diz diretor da animação 'O Menino e o Mundo'
por Marília Moreira
“O Menino e o Mundo”, animação brasileira que chegou nesta sexta-feira (17) aos cinemas das principais capitais do país, segue na contramão dos últimos lançamentos do gênero. Com traços simples, semelhantes aos bonecos palito feitos pelas crianças, o personagem central da trama, identificado apenas como o Menino, descobre um mundo fantástico ao deixar sua aldeia em busca do pai. A história começa com a família unida no campo, mas após o pai embarcar em um trem – talvez em busca de melhores condições de vida –, o Menino pega carona na carrocinha de um catador de lixo e vai viver suas aventuras pelo desconhecido. Quer dizer, vai do campo à cidade, que se apresenta com seu fascínio e também com sua loucura. E este mundo, habitado por máquinas-bichos e estranhos seres, se aproxima de um real cheio de crítica social e que passa bem longe do 3D e das altas definições.
Sexta, 20 de Dezembro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira
“O Menino e o Mundo”, animação brasileira que chegou nesta sexta-feira (17) aos cinemas das principais capitais do país, segue na contramão dos últimos lançamentos do gênero. Com traços simples, semelhantes aos bonecos palito feitos pelas crianças, o personagem central da trama, identificado apenas como o Menino, descobre um mundo fantástico ao deixar sua aldeia em busca do pai. A história começa com a família unida no campo, mas após o pai embarcar em um trem – talvez em busca de melhores condições de vida –, o Menino pega carona na carrocinha de um catador de lixo e vai viver suas aventuras pelo desconhecido. Quer dizer, vai do campo à cidade, que se apresenta com seu fascínio e também com sua loucura. E este mundo, habitado por máquinas-bichos e estranhos seres, se aproxima de um real cheio de crítica social e que passa bem longe do 3D e das altas definições.
Sexta, 20 de Dezembro de 2013 - 00:00
'Queria a Bahia no DNA das músicas', diz Mariana Aydar sobre parceria com Letieres Leite
por Marília Moreira
Em Salvador desde o final de semana passado, a cantora paulista Mariana Aydar pôde presenciar um momento histórico da música baiana: o encontro entre a Orkestra Rumpilezz, comandada pelo maestro Letieres Leite, Lenine, BaianaSystem, Luiz Caldas, Margareth Menezes, Saulo Fernandes, Nelson Rufino e Marcela Bellas. Nesta sexta (20), ela leva ao Solar Boa Vista o show do seu terceiro disco "Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo", que conta com a produção de Letieres Leite e Duani Martins, e tem o DNA da Bahia.
Quarta, 11 de Dezembro de 2013 - 12:15
por Marília Moreira
Em Salvador desde o final de semana passado, a cantora paulista Mariana Aydar pôde presenciar um momento histórico da música baiana: o encontro entre a Orkestra Rumpilezz, comandada pelo maestro Letieres Leite, Lenine, BaianaSystem, Luiz Caldas, Margareth Menezes, Saulo Fernandes, Nelson Rufino e Marcela Bellas. Nesta sexta (20), ela leva ao Solar Boa Vista o show do seu terceiro disco "Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo", que conta com a produção de Letieres Leite e Duani Martins, e tem o DNA da Bahia.
Quarta, 11 de Dezembro de 2013 - 12:15
Encontro literário discute legado de Jorge Amado e produção baiana atual
por Marília Moreira
"Quais Bahias amadianas existem hoje?". Foi com essa pergunta que se iniciou, na noite desta terça-feira (10), o evento literário Jorge + 100, no Centro Cultural Correios (Largo de São Francisco, Pelourinho). Durante quatro dias, o Centro Histórico de Salvador – cenário de muitos romances de Jorge Amado – receberá escritores e especialistas para discutir o legado do escritor baiano mais lido fora do país e a literatura produzida hoje no estado.
Sexta, 29 de Novembro de 2013 - 14:00
por Marília Moreira
"Quais Bahias amadianas existem hoje?". Foi com essa pergunta que se iniciou, na noite desta terça-feira (10), o evento literário Jorge + 100, no Centro Cultural Correios (Largo de São Francisco, Pelourinho). Durante quatro dias, o Centro Histórico de Salvador – cenário de muitos romances de Jorge Amado – receberá escritores e especialistas para discutir o legado do escritor baiano mais lido fora do país e a literatura produzida hoje no estado.
Sexta, 29 de Novembro de 2013 - 14:00
'Seria egoísta fazer um show intimista', diz Marina Lima sobre apresentação em Salvador
por Marília Moreira
Dona de sucessos presentes nas rádios do Brasil desde a década de 80, a cantora Marina Lima é a atração desta sexta-feira (29) do projeto Vozes do Brasil, que também traz à Concha Acústica do Teatro Castro Alves neste sábado (30) a cantora paulista Paula Lima. Com apresentações de abertura dos baianos Gabriel Póvoas (sexta) e Mariella Santiago (sábado), os shows custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Sexta, 15 de Novembro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira
Dona de sucessos presentes nas rádios do Brasil desde a década de 80, a cantora Marina Lima é a atração desta sexta-feira (29) do projeto Vozes do Brasil, que também traz à Concha Acústica do Teatro Castro Alves neste sábado (30) a cantora paulista Paula Lima. Com apresentações de abertura dos baianos Gabriel Póvoas (sexta) e Mariella Santiago (sábado), os shows custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Sexta, 15 de Novembro de 2013 - 00:00
Espetáculo 'Destinatário Desconhecido' revisita nazismo através de cartas íntimas
por Marília Moreira
Depois de apresentarem a cerimônia do maior prêmio dedicado ao teatro baiano em abril, os atores Carlos Betão (“Sargento Getúlio”) e Claudio Machado (“O Segredo da Arca de Trancoso”) ganharam mais uma oportunidade em 2013 de entrarem em cena juntos. Desta vez, Betão e Machado protagonizam o espetáculo “Destinatário Desconhecido”, dirigido por Zeca de Abreu e que estreia nesta sexta-feira (15), às 20h, no Teatro Vila Velha.
Sábado, 02 de Novembro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira
Depois de apresentarem a cerimônia do maior prêmio dedicado ao teatro baiano em abril, os atores Carlos Betão (“Sargento Getúlio”) e Claudio Machado (“O Segredo da Arca de Trancoso”) ganharam mais uma oportunidade em 2013 de entrarem em cena juntos. Desta vez, Betão e Machado protagonizam o espetáculo “Destinatário Desconhecido”, dirigido por Zeca de Abreu e que estreia nesta sexta-feira (15), às 20h, no Teatro Vila Velha.
Sábado, 02 de Novembro de 2013 - 00:00
Em Salvador, diretor da aposta alemã ao Oscar abre Panorama Internacional Coisa de Cinema
por Marília Moreira
A sessão mais aguardada da abertura da nona edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, realizada na noite desta quinta-feira (31), no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha, exibiu a aposta alemã ao Oscar 2014 de “Melhor Filme Estrangeiro”. “Duas Vidas”/ Zwei Leben é o terceiro longa do diretor alemão Georg Maas, que acredita ter encontrado nesta produção a forma mais acertada de contar uma história que sempre lhe interessou: o passado nazista e os segredos da Stasi, polícia secreta e de inteligência da Alemanha Oriental. O BN entrevistou o cineasta. Confira!
Quinta, 31 de Outubro de 2013 - 15:19
por Marília Moreira
A sessão mais aguardada da abertura da nona edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, realizada na noite desta quinta-feira (31), no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha, exibiu a aposta alemã ao Oscar 2014 de “Melhor Filme Estrangeiro”. “Duas Vidas”/ Zwei Leben é o terceiro longa do diretor alemão Georg Maas, que acredita ter encontrado nesta produção a forma mais acertada de contar uma história que sempre lhe interessou: o passado nazista e os segredos da Stasi, polícia secreta e de inteligência da Alemanha Oriental. O BN entrevistou o cineasta. Confira!
Quinta, 31 de Outubro de 2013 - 15:19
Jazz é destaque em nova edição do programa web Vandex TV, que estreia nesta quinta
por Marília Moreira
Primeiro e mais longevo programa web musical de Salvador, a Vandex TV estreia nesta quinta-feira (31), às 20h30, mais uma edição. O projeto foi curiosamente batizado de "Jazz em Plutão", devido aos percalços que enfrentou no início de suas transmissões. “A gente começou a fazer as transmissões de forma bem experimental em 2009. A primeira convidada do músico Vandex será a dinamarquesa Stina Sia, que desde 2010 desenvolve estudos de música popular brasileira em São Paulo e em Salvador.
Quinta, 31 de Outubro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira
Primeiro e mais longevo programa web musical de Salvador, a Vandex TV estreia nesta quinta-feira (31), às 20h30, mais uma edição. O projeto foi curiosamente batizado de "Jazz em Plutão", devido aos percalços que enfrentou no início de suas transmissões. “A gente começou a fazer as transmissões de forma bem experimental em 2009. A primeira convidada do músico Vandex será a dinamarquesa Stina Sia, que desde 2010 desenvolve estudos de música popular brasileira em São Paulo e em Salvador.
Quinta, 31 de Outubro de 2013 - 00:00
Bienal do Livro da Bahia terá mesas com João Ubaldo, Mário Magalhães e Zuenir Ventura
por Marília Moreira
A menos de dez dias da abertura oficial, a 11ª edição da Bienal do Livro da Bahia foi lançada nesta quarta-feira (30), no Quadrilátero da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris. O evento será realizado no Centro de Convenções, em Salvador, entre os dias 8 e 17 de novembro, e contará com o número recorde de 170 autores, 385 expositores e a expectativa de atrair 270 mil visitantes – 56 mil deles estudantes de escolas credenciadas. Um dos espaços mais tradicionais e concorridos da Bienal do Livro da Bahia, o “Café Literário” será comandado pelo escritor João Paulo Cuenca. Com nomes nacionais de destaque e recorrentes em feiras literárias, que inclui o de Zuenir Ventura, Joca Terron, Mário Magalhães e Ana Maria Gonçalves.
Sábado, 26 de Outubro de 2013 - 06:05
por Marília Moreira
A menos de dez dias da abertura oficial, a 11ª edição da Bienal do Livro da Bahia foi lançada nesta quarta-feira (30), no Quadrilátero da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris. O evento será realizado no Centro de Convenções, em Salvador, entre os dias 8 e 17 de novembro, e contará com o número recorde de 170 autores, 385 expositores e a expectativa de atrair 270 mil visitantes – 56 mil deles estudantes de escolas credenciadas. Um dos espaços mais tradicionais e concorridos da Bienal do Livro da Bahia, o “Café Literário” será comandado pelo escritor João Paulo Cuenca. Com nomes nacionais de destaque e recorrentes em feiras literárias, que inclui o de Zuenir Ventura, Joca Terron, Mário Magalhães e Ana Maria Gonçalves.
Sábado, 26 de Outubro de 2013 - 06:05
Diva dos palcos brasileiros, Bibi Ferreira se apresenta ao lado da Osba neste final de semana
por Marília Moreira / Marcela Gelinski
Aos 91 anos, a diva do teatro brasileiro Bibi Ferreira brinda seus 70 de carreira com o espetáculo “Bibi Ferreira: Histórias e Canções”, que será apresentado neste final de semana no Teatro Castro Alves, em Salvador. No palco, Bibi passeia por vários gêneros e estilos como MPB, fado, tango, música clássica, além de relembrar, para delírio da plateia, o repertório de Piaf. Os musicais americanos, que ela protagonizou, também fazem parte do show, como “Minha Querida Lady” (adaptação de 1962 do musical “My Fair Lady”), “Alô Dolly” (de 1965, adaptação de “Hello, Dolly”), “Gota d’Água” (Chico Buarque 1975), “Piaf, a vida de uma estrela da canção” (1983) e “Bibi Ferreira vive Amália Rodrigues” (2001), além de canções brasileiras de compositores como Chico Buarque, Noel Rosa, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Neste sábado (26), às 21h, e neste domingo (27), às 20h, a artista estará acompanhada pelos músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), regida pelo maestro Flávio Mendes em uma parceria inédita.
Sexta, 18 de Outubro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira / Marcela Gelinski
Aos 91 anos, a diva do teatro brasileiro Bibi Ferreira brinda seus 70 de carreira com o espetáculo “Bibi Ferreira: Histórias e Canções”, que será apresentado neste final de semana no Teatro Castro Alves, em Salvador. No palco, Bibi passeia por vários gêneros e estilos como MPB, fado, tango, música clássica, além de relembrar, para delírio da plateia, o repertório de Piaf. Os musicais americanos, que ela protagonizou, também fazem parte do show, como “Minha Querida Lady” (adaptação de 1962 do musical “My Fair Lady”), “Alô Dolly” (de 1965, adaptação de “Hello, Dolly”), “Gota d’Água” (Chico Buarque 1975), “Piaf, a vida de uma estrela da canção” (1983) e “Bibi Ferreira vive Amália Rodrigues” (2001), além de canções brasileiras de compositores como Chico Buarque, Noel Rosa, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Neste sábado (26), às 21h, e neste domingo (27), às 20h, a artista estará acompanhada pelos músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), regida pelo maestro Flávio Mendes em uma parceria inédita.
Sexta, 18 de Outubro de 2013 - 00:00
Lançado na internet e na TV, projeto transmídia 'Latitudes' chega aos cinemas em janeiro
por Marília Moreira
Responsável pelo primeiro projeto transmídia do Brasil, Felipe Braga não hesita em responder qual a sua inserção no mundo do audiovisual. “Eu sou roteirista, tradicionalmente falando”, afirmou ao Bahia Notícias em entrevista por telefone. Tradicionalmente, porque em “Latitudes” ele foi responsável também pela direção, produção e tudo mais que a “experiência web, televisiva e cinematográfica” – é assim que Braga classifica o projeto – exigiu.Estrelado por Alice Braga (Olívia) e Daniel de Oliveira (José), a trama acompanha a história de amor vivida por uma editora de moda e um fotógrafo que vão se encontrando em diferentes lugares do mundo. O projeto é exibido em diferentes plataformas; o último destino no qual Olívia e José desembarcaram pôde ser acompanhado no YouTube na manhã desta quarta-feira (16) e poderá ser visto também na segunda-feira (28), às 22h, no canal fechado TNT.
Quarta, 09 de Outubro de 2013 - 12:50
por Marília Moreira
Responsável pelo primeiro projeto transmídia do Brasil, Felipe Braga não hesita em responder qual a sua inserção no mundo do audiovisual. “Eu sou roteirista, tradicionalmente falando”, afirmou ao Bahia Notícias em entrevista por telefone. Tradicionalmente, porque em “Latitudes” ele foi responsável também pela direção, produção e tudo mais que a “experiência web, televisiva e cinematográfica” – é assim que Braga classifica o projeto – exigiu.Estrelado por Alice Braga (Olívia) e Daniel de Oliveira (José), a trama acompanha a história de amor vivida por uma editora de moda e um fotógrafo que vão se encontrando em diferentes lugares do mundo. O projeto é exibido em diferentes plataformas; o último destino no qual Olívia e José desembarcaram pôde ser acompanhado no YouTube na manhã desta quarta-feira (16) e poderá ser visto também na segunda-feira (28), às 22h, no canal fechado TNT.
Quarta, 09 de Outubro de 2013 - 12:50
Uruguaio Daniel Drexler chega a Salvador para apresentar 'Mar Abierto'
por Marília Moreira
Salvador já é um caso antigo do cantor e compositor uruguaio Daniel Drexler, mas somente nesta sexta-feira (11) ele virá à capital baiana apresentar um trabalho; no caso, o mais recente, intitulado “Mar Abierto”. O show acontece no Teatro Sesc Senac Pelourinho, às 20h, e contará com apresentação de abertura do baiano Kalu. “É a primeira vez que chego a Salvador para tocar, mas tenho um vínculo emocional muito forte com a cidade por dois motivos.
Quinta, 03 de Outubro de 2013 - 16:20
por Marília Moreira
Salvador já é um caso antigo do cantor e compositor uruguaio Daniel Drexler, mas somente nesta sexta-feira (11) ele virá à capital baiana apresentar um trabalho; no caso, o mais recente, intitulado “Mar Abierto”. O show acontece no Teatro Sesc Senac Pelourinho, às 20h, e contará com apresentação de abertura do baiano Kalu. “É a primeira vez que chego a Salvador para tocar, mas tenho um vínculo emocional muito forte com a cidade por dois motivos.
Quinta, 03 de Outubro de 2013 - 16:20
‘Somos filhos da Tropicália’, diz Céu sobre nova geração da MPB
por Marília Moreira
Há mais de um ano e meio na estrada, Céu chega nesta quinta-feira (3), às 21h, na Praça Tereza Batista (Pelourinho), para apresentar o seu disco “Caravana Sereia Bloom” (2012). Apesar da longa turnê pelo Brasil e também fora dele, a cantora paulista ainda se encanta com as surpresas que encontra pelo caminho.
Sábado, 28 de Setembro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira
Há mais de um ano e meio na estrada, Céu chega nesta quinta-feira (3), às 21h, na Praça Tereza Batista (Pelourinho), para apresentar o seu disco “Caravana Sereia Bloom” (2012). Apesar da longa turnê pelo Brasil e também fora dele, a cantora paulista ainda se encanta com as surpresas que encontra pelo caminho.
Sábado, 28 de Setembro de 2013 - 00:00
Jovens escritores baianos estão na lista de indicados ao maior prêmio da literatura brasileira
por Marília Moreira
A lista de livros e autores indicados à primeira fase do 55º Prêmio Jabuti trouxe boas surpresas para a Bahia. Premiação literária mais antiga e reconhecida do país, o Jabuti tem na categoria "Ficção Juvenil" deste ano dois jovens escritores baianos, que guardam em comum, além da indicação, da categoria a que concorrem e do estado onde nasceram, a carreira no teatro.
Adelice Souza e seu "O Homem que Sabia a Hora de Morrer" e Aldri Anunciação com "Namíbia, não!" são os únicos baianos na lista, que dessa vez não traz nenhum dos grandes nomes que figuraram nas últimas edições – na primeira edição, em 1959, Jorge Amado foi um dos premiados pelo seu clássico “Gabriela, Cravo e Canela”.
Adelice Souza | Foto: Divulgação/ David Glat
Antes de se lançarem na literatura, Adelice e Aldri chegaram a se encontrar na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Ela, que até então só havia escrito contos, lançou seu primeiro e único romance no ano passado inspirada tanto no teatro quanto nas memórias de infância, algumas delas vividas em sua cidade natal, Castro Alves. “Eu comecei no teatro e, em 2001, inscrevi meu livro em um concurso estadual e venci. Isso deu um impulso nessa minha vontade de ser escritora, que até então não via como uma carreira. Era coisa de criança, de gostar de ler, escrever”, contou Adelice em entrevista ao Bahia Notícias.
Aldri Anunciação | Foto: Divulgação/ Jamile Amine
Para Aldri, a coisa surgiu de outra forma. Depois de apresentar o espetáculo “Namíbia, não!” – dirigido por Lázaro Ramos e encenado por Flávio Bauraqui e Aldri Anunciação –, o texto ganhou um edital para publicação em livro e foi lançado em março de 2012, após ganhar o Prêmio Braskem de Teatro 2011 de Melhor Texto. “O texto existe antes do espetáculo, muito embora o livro tenha sido lançado depois. Tivemos de fazer uma adaptação da escrita. Obviamente, esse tempo permitiu uma maturação maior. Isso ajudou bastante para formatar o livro”, explicou. Para Aldri, a indicação já pode ser considerada um prêmio para a literatura baiana. “Temos de levar em conta que é uma literatura vinda de dois autores jovens e isso é um bom sinalizador. É sinal de que a safra tem se renovado, que há jovens consumindo literatura e há jovens produzindo, escrevendo, correndo atrás de suas editoras e fazendo seus escritos circularem”.
Apesar de estar inserido na categoria "Ficção Juvenil", Aldri lembra que nem o espetáculo, nem a publicação foram pensados exclusivamente para este público. “A inserção nessa categoria tem a ver com uma procura que o espetáculo tem do público muito jovem, universitário e talvez se deva ao fato de a trama ser marcadamente histórica, mas conseguir unir aventura, humor e crítica social”, opinou. A inserção de "O Homem que Sabia a Hora de Morrer" na categoria é mais clara, uma vez que a personagem central e narradora é uma jovem que se encanta pela história de sabedoria do avô. "A neta, que é a narradora, é uma menina que admira o avô em demasiado, porque o avô sabe o que para ela é a o maior mistério do mundo, a hora da morte. E a história é essa busca dela em entender tudo isso, em descobrir como o avô soube a hora em que morreria e o que ela poderia fazer para atingir essa sabedoria tão antiga", explicou Adelice.
Próximas etapas
A segunda fase (e última) avaliará e atribuirá notas a todas as obras finalistas da primeira fase. As três obras que receberem a maior pontuação dos jurados serão consideradas vencedoras em sua respectiva categoria, em primeiro, segundo e terceiro lugar. A cerimônia de entrega aos vencedores do Prêmio Jabuti 2013 acontecerá dia 13 de novembro, na sede da CBL, em São Paulo.
Quinta, 12 de Setembro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira
A lista de livros e autores indicados à primeira fase do 55º Prêmio Jabuti trouxe boas surpresas para a Bahia. Premiação literária mais antiga e reconhecida do país, o Jabuti tem na categoria "Ficção Juvenil" deste ano dois jovens escritores baianos, que guardam em comum, além da indicação, da categoria a que concorrem e do estado onde nasceram, a carreira no teatro.
Adelice Souza e seu "O Homem que Sabia a Hora de Morrer" e Aldri Anunciação com "Namíbia, não!" são os únicos baianos na lista, que dessa vez não traz nenhum dos grandes nomes que figuraram nas últimas edições – na primeira edição, em 1959, Jorge Amado foi um dos premiados pelo seu clássico “Gabriela, Cravo e Canela”.
Adelice Souza | Foto: Divulgação/ David Glat
Antes de se lançarem na literatura, Adelice e Aldri chegaram a se encontrar na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Ela, que até então só havia escrito contos, lançou seu primeiro e único romance no ano passado inspirada tanto no teatro quanto nas memórias de infância, algumas delas vividas em sua cidade natal, Castro Alves. “Eu comecei no teatro e, em 2001, inscrevi meu livro em um concurso estadual e venci. Isso deu um impulso nessa minha vontade de ser escritora, que até então não via como uma carreira. Era coisa de criança, de gostar de ler, escrever”, contou Adelice em entrevista ao Bahia Notícias.
Aldri Anunciação | Foto: Divulgação/ Jamile Amine
Para Aldri, a coisa surgiu de outra forma. Depois de apresentar o espetáculo “Namíbia, não!” – dirigido por Lázaro Ramos e encenado por Flávio Bauraqui e Aldri Anunciação –, o texto ganhou um edital para publicação em livro e foi lançado em março de 2012, após ganhar o Prêmio Braskem de Teatro 2011 de Melhor Texto. “O texto existe antes do espetáculo, muito embora o livro tenha sido lançado depois. Tivemos de fazer uma adaptação da escrita. Obviamente, esse tempo permitiu uma maturação maior. Isso ajudou bastante para formatar o livro”, explicou. Para Aldri, a indicação já pode ser considerada um prêmio para a literatura baiana. “Temos de levar em conta que é uma literatura vinda de dois autores jovens e isso é um bom sinalizador. É sinal de que a safra tem se renovado, que há jovens consumindo literatura e há jovens produzindo, escrevendo, correndo atrás de suas editoras e fazendo seus escritos circularem”.
Apesar de estar inserido na categoria "Ficção Juvenil", Aldri lembra que nem o espetáculo, nem a publicação foram pensados exclusivamente para este público. “A inserção nessa categoria tem a ver com uma procura que o espetáculo tem do público muito jovem, universitário e talvez se deva ao fato de a trama ser marcadamente histórica, mas conseguir unir aventura, humor e crítica social”, opinou. A inserção de "O Homem que Sabia a Hora de Morrer" na categoria é mais clara, uma vez que a personagem central e narradora é uma jovem que se encanta pela história de sabedoria do avô. "A neta, que é a narradora, é uma menina que admira o avô em demasiado, porque o avô sabe o que para ela é a o maior mistério do mundo, a hora da morte. E a história é essa busca dela em entender tudo isso, em descobrir como o avô soube a hora em que morreria e o que ela poderia fazer para atingir essa sabedoria tão antiga", explicou Adelice.
Próximas etapas
A segunda fase (e última) avaliará e atribuirá notas a todas as obras finalistas da primeira fase. As três obras que receberem a maior pontuação dos jurados serão consideradas vencedoras em sua respectiva categoria, em primeiro, segundo e terceiro lugar. A cerimônia de entrega aos vencedores do Prêmio Jabuti 2013 acontecerá dia 13 de novembro, na sede da CBL, em São Paulo.
Quinta, 12 de Setembro de 2013 - 00:00
Frank Menezes completa 30 anos de carreira com homenagem às grandes divas do teatro
por Marília Moreira
Fotos: Divulgação / Andréa Magnoni
No final do mês passado, a atriz Yumara Rodrigues, uma das mais talentosas e versáteis do teatro baiano, foi homenageada com o lançamento do livro "Uma Alegre Canção Feita de Azul", assinada pelo jornalista Luiz Lasserre. Menos de um mês depois, Yumara e outras grandes divas do teatro brasileiro e mundial serão lembradas pelo ator Frank Menezes em seu mais novo espetáculo, que estreia nesta sexta-feira (13), às 21h, no Teatro Módulo.
"A Capivara Selvagem ou O que aconteceu naquela noite de estreia?”, espetáculo comemorativo dos 30 anos de carreira do ator, retoma uma antiga parceria com o diretor Luiz Marfuz, traz aos palcos os atores Marcelo Praddo e João Guisande e se explica como uma homenagem às grandes divas do teatro mundial. “O espetáculo é baseado nas narrativas de filmes noir, das décadas de 30 e 40, e nos de terror psicológico das décadas de 50 e 60. É uma homenagem às grandes divas do teatro e do cinema dessa época. A gente pega vários filmes como referência, pega uma base muito forte da trilha sonora presente nos filmes de Hitchcock”, resumiu Frank Menezes em entrevista ao Bahia Notícias. Yumara, atriz lembrada no início deste texto, foi fundamental na formação do artista. Foi em “Pluft, Um Fantasminha”, um espetáculo dirigido por ela, que ele estreou nos palcos, em 1984. “Yumara é uma daquelas atrizes que você não vê mais. É aquela atriz viva, na qual as palavras são bem ditas e cada uma delas ganha importância quando dita. Yumara tem aquele tom a mais, que hoje em dia não existe. O efeito de naturalidade tem tomado conta não só das artes cênicas, mas da TV e do cinema. Nada contra, pelo contrário, acho que essa á linguagem da contemporaneidade, mas eu já tenho com 30 anos de carreira e quero retomar um pouco dessa coisa visceral”, contou.
Na trama de a “A Capivara Selvagem”, Frank interpreta Dora Lee, uma velha atriz desajustada que decide voltar aos palcos, mas que terá de enfrentar seu pior inimigo: a falta de talento. Sua irmã Mabel (Marcelo Praddo) já foi uma atriz reconhecida, mas não atua desde que sofreu um acidente em cena. Apesar da rivalidade, existe uma relação cômica e perturbada de amor e ódio entre as duas irmãs, que se alternam nos papéis de atriz e espectadora uma da outra, dentro de casa. A dificuldade de viver essas mulheres fortes sendo homens foi grande. Ao final de cada ensaio, um saldo de rouquidão. “Foi desafiador perceber a hora exata de levantar a mão, de levantar a sobrancelha, o olho”.
A ideia de convidar Luiz Marfuz para um espetáculo comemorativo da carreira é antiga e há algum tempo eles já vinham conversando sobre isso. Foi Marfuz quem começou a pesquisar os filmes e histórias que serviram de referência para a trama de “A Capivara Selvagem”. “Antes de nomearmos o espetáculo dessa forma, queríamos intitulá-lo de "As Malvadas", justamente por ser o nome de um filme que nos inspirou muito. Mas além de já existir outro espetáculo com esse nome, ‘A Capivara Selvagem’ apareceu como um nome inusitado, diferente”, explicou Frank. Foi através de Marfuz, também, que Frank Menezes conheceu João Guisande, ator recém-formado pela Escola de Teatro da Ufba e protagonista da adaptação de “Bonitinha, mas Ordinária", dirigida por Marfuz. “Eu não queria fazer um monólogo, eu queria comemorar contracenando com outros colegas. Chamei um companheiro dessa trajetória, que é o Marcelo, e outro que está surgindo no cenário teatral baiano agora, que é o João. Quis fazer essa ponte. O João parece muito comigo há 30 anos, quando eu tinha cabelo e também usava óculos. Apesar dos 1m80 dele”, brincou.
Tragicomédia, uma comédia com pitadas de terror e de suspense, mas sem perder o humor, grande motor do espetáculo. Diferente de outros espetáculos dirigidos por Marfu, que exibem em seus cenários uma profusão de cores, “A Capivara Selvagem” contém muitos elementos em preto e branco, como o próprio gênero noir sugere, e conta com projeções de filmes que inspiraram o roteiro. “Não gosto da palavra paródia, é uma palavra desgastada e falada de uma forma menor, mas em certo sentido é isso que estamos fazendo”, explicou.
O espetáculo conta ainda com uma equipe de primeira linha, a exemplo de Rodrigo Frota na cenografia, direção musical de Luciano Bahia, Mariana Terra na iluminação, figurino de Luiz Santana, maquiagem de Marie Thauront. A temporada segue até o dia 24 de novembro, com apresentações às sextas-feiras (21h), sábados e domingos (20h). Os ingressos custam R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) nas sextas-feiras e domingos e R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia), nos sábados.
Domingo, 08 de Setembro de 2013 - 11:30
por Marília Moreira
Fotos: Divulgação / Andréa Magnoni
No final do mês passado, a atriz Yumara Rodrigues, uma das mais talentosas e versáteis do teatro baiano, foi homenageada com o lançamento do livro "Uma Alegre Canção Feita de Azul", assinada pelo jornalista Luiz Lasserre. Menos de um mês depois, Yumara e outras grandes divas do teatro brasileiro e mundial serão lembradas pelo ator Frank Menezes em seu mais novo espetáculo, que estreia nesta sexta-feira (13), às 21h, no Teatro Módulo.
"A Capivara Selvagem ou O que aconteceu naquela noite de estreia?”, espetáculo comemorativo dos 30 anos de carreira do ator, retoma uma antiga parceria com o diretor Luiz Marfuz, traz aos palcos os atores Marcelo Praddo e João Guisande e se explica como uma homenagem às grandes divas do teatro mundial. “O espetáculo é baseado nas narrativas de filmes noir, das décadas de 30 e 40, e nos de terror psicológico das décadas de 50 e 60. É uma homenagem às grandes divas do teatro e do cinema dessa época. A gente pega vários filmes como referência, pega uma base muito forte da trilha sonora presente nos filmes de Hitchcock”, resumiu Frank Menezes em entrevista ao Bahia Notícias. Yumara, atriz lembrada no início deste texto, foi fundamental na formação do artista. Foi em “Pluft, Um Fantasminha”, um espetáculo dirigido por ela, que ele estreou nos palcos, em 1984. “Yumara é uma daquelas atrizes que você não vê mais. É aquela atriz viva, na qual as palavras são bem ditas e cada uma delas ganha importância quando dita. Yumara tem aquele tom a mais, que hoje em dia não existe. O efeito de naturalidade tem tomado conta não só das artes cênicas, mas da TV e do cinema. Nada contra, pelo contrário, acho que essa á linguagem da contemporaneidade, mas eu já tenho com 30 anos de carreira e quero retomar um pouco dessa coisa visceral”, contou.
Na trama de a “A Capivara Selvagem”, Frank interpreta Dora Lee, uma velha atriz desajustada que decide voltar aos palcos, mas que terá de enfrentar seu pior inimigo: a falta de talento. Sua irmã Mabel (Marcelo Praddo) já foi uma atriz reconhecida, mas não atua desde que sofreu um acidente em cena. Apesar da rivalidade, existe uma relação cômica e perturbada de amor e ódio entre as duas irmãs, que se alternam nos papéis de atriz e espectadora uma da outra, dentro de casa. A dificuldade de viver essas mulheres fortes sendo homens foi grande. Ao final de cada ensaio, um saldo de rouquidão. “Foi desafiador perceber a hora exata de levantar a mão, de levantar a sobrancelha, o olho”.
A ideia de convidar Luiz Marfuz para um espetáculo comemorativo da carreira é antiga e há algum tempo eles já vinham conversando sobre isso. Foi Marfuz quem começou a pesquisar os filmes e histórias que serviram de referência para a trama de “A Capivara Selvagem”. “Antes de nomearmos o espetáculo dessa forma, queríamos intitulá-lo de "As Malvadas", justamente por ser o nome de um filme que nos inspirou muito. Mas além de já existir outro espetáculo com esse nome, ‘A Capivara Selvagem’ apareceu como um nome inusitado, diferente”, explicou Frank. Foi através de Marfuz, também, que Frank Menezes conheceu João Guisande, ator recém-formado pela Escola de Teatro da Ufba e protagonista da adaptação de “Bonitinha, mas Ordinária", dirigida por Marfuz. “Eu não queria fazer um monólogo, eu queria comemorar contracenando com outros colegas. Chamei um companheiro dessa trajetória, que é o Marcelo, e outro que está surgindo no cenário teatral baiano agora, que é o João. Quis fazer essa ponte. O João parece muito comigo há 30 anos, quando eu tinha cabelo e também usava óculos. Apesar dos 1m80 dele”, brincou.
Tragicomédia, uma comédia com pitadas de terror e de suspense, mas sem perder o humor, grande motor do espetáculo. Diferente de outros espetáculos dirigidos por Marfu, que exibem em seus cenários uma profusão de cores, “A Capivara Selvagem” contém muitos elementos em preto e branco, como o próprio gênero noir sugere, e conta com projeções de filmes que inspiraram o roteiro. “Não gosto da palavra paródia, é uma palavra desgastada e falada de uma forma menor, mas em certo sentido é isso que estamos fazendo”, explicou.
O espetáculo conta ainda com uma equipe de primeira linha, a exemplo de Rodrigo Frota na cenografia, direção musical de Luciano Bahia, Mariana Terra na iluminação, figurino de Luiz Santana, maquiagem de Marie Thauront. A temporada segue até o dia 24 de novembro, com apresentações às sextas-feiras (21h), sábados e domingos (20h). Os ingressos custam R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) nas sextas-feiras e domingos e R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia), nos sábados.
Domingo, 08 de Setembro de 2013 - 11:30
Após boa recepção em Salvador, Cuíca de Santo Amaro começa a circular pelo interior da Bahia
por Marília Moreira
Como contar, em um documentário, a história de um personagem real que tem poucos registros em imagem? A pergunta foi uma das primeiras a que os cineastas Josias Pires e Joel Almeida se submeteram antes de aceitar o desafio de realizar um filme sobre o trovador e jornalista popular Cuíca de Santo Amaro, nascido em 1907, em Salvador, no bairro da Mouraria.
Com uma trajetória em temas da cultura popular e em documentários televisivos, Josias Pires desde sempre se mostrou interessado nessa figura que preencheu as ruas de Salvador dos anos 40 e 50 com seu grito, suas vogais arrastadas e seu ritmo peculiar de contar as histórias da cidade. É o verbo, aliás, que conduz boa parte do filme “Cuíca de Santo Amaro” – que está há três semanas em cartaz nos cinemas de Salvador e que começou a rodar pelo interior da Bahia semana passada –, seja pelas entrevistas que conduzem boa parte da história e dão corpo à personalidade do comunicador popular, seja pela narração de alguns versos contidos nos raros folhetos de cordel assinados por Cuíca ainda acessíveis. Um espectador desavisado chega facilmente a pensar que os versos lidos no filme são declamados pelo próprio Cuíca. No entanto, assim como parcas são as imagens, também são os registros sonoros.
Josias Pires, diretor de Cuíca de Santo Amaro | Foto: Claudia Cardozo/ Bahia Notícias
Um “Gregório de Mattos sem gramática”, Cuíca incomodou e continua a incomodar muita gente até hoje. Para desenhar a personalidade controversa que ele era, Pires recorreu a uma infinidade de pessoas que, de uma forma ou de outra, manteve vínculos ou guardava lembranças de Cuíca. Entre os entrevistados, estão Ubiratan Castro, Armindo Bião e Zilda Paim – todos falecidos recentemente. “O trabalho de buscar essas pessoas foi demorado. Das 50 entrevistas que fizemos no máximo 15 entraram para o documentário. Com esses fragmentos de memória construímos o filme, que é conduzido pelos versos de Cuíca, entonados por um ator, o Gil Teixeira”, revelou Pires.
A crença do espectador na veracidade da narração se dá pela verossimilhança que o ator impôs ao trabalho. “Há pouca informação real sobre o Cuíca. E apesar de a produção dele ser muito intensa, de quase um folheto por semana, todo este material era publicado em papel de péssima qualidade. De lá para cá, quase tudo se perdeu e a obra dele hoje é considerada rara”, contou Pires ao explicar o porquê de optar por um ator para declamar os versos. As poucas imagens existentes de Cuíca – retiradas do filme “A Grande Feira” – só aparecem em dois momentos do documentário e juntas contabilizam menos de cinco minutos. A válvula de escape e grande trunfo do filme é justamente o fato de Cuíca ser um cronista da cidade de Salvador. Assim, o filme se afasta de um tom essencialmente biográfico e se aproxima de um registro da época.
Realizado com o apoio da Petrobras Cultural para filmes documentais de baixo orçamento, depois de finalizado “Cuíca de Santo Amaro” fez uma parceria com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, para a circulação pelo interior. “É nessa etapa que estamos, de circulação. Até o final de novembro, todas as regiões da Bahia terão recebido ao menos uma exibição do filme. Fizemos um DVD com cinco extras e também um material didático-pedagógico para exibições em salas de aula”, afirmou Pires. Depois de passar por Santo Amaro, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus, Camaçari, Cruz das Almas, Itabuna e Ilhéus, o filme prossegue sua jornada em universidades, centros de cultura e cinemas de 29 cidades do interior.
As cidades de Itabuna e Ilhéus, pelas quais o filme passou neste final de semana, guardam uma relação interessante com Cuíca através de Jorge Amado. O escritor considerava Cuíca de Santo Amaro o maior trovador popular da Bahia e o incluiu em quatro de suas obras: “Bahia de Todos os Santos”, “A Morte e a Morte de Quincas Berro D ‘Água”, “Pastores da Noite” e “Tereza Batista Cansada de Guerra”. Além de citar o cordelista nesses livros, Jorge Amado criou um personagem inspirado em Cuíca, o Curió, presente em duas destas obras. Segundo Josias Pires, Jorge Amado foi mudando de opinião quanto ao caráter heroico de Cuíca à medida que o tempo passava e notícias sobre a extorsão de poderosos começavam a aumentar. “No início, Jorge elogiava Cuíca. No ‘Bahia de Todos os Santos’, ele apresenta o Cuíca como um herói popular mesmo, como um defensor do povo. Só que em ‘Os Pastores da Noite’, ele já mostra, em tom denunciativo, esse Cuíca que recebe dinheiro em troca de publicar ou não folhetos”, relembrou Pires. Cuíca também inspira Dias Gomes a criar o personagem Dedé Cospe-Rima na peça de teatro que, reapresentada pelo cinema, leva Anselmo Duarte a ganhar a Palma de Ouro em Cannes, com o filme "O Pagador de Promessa (1962). No filme, Cuíca é vivido pelo ator Roberto Ferreira, que criou o personagem Zé Coió.
Desconstrutor, Cuíca pouco se importava com a forma dos seus textos. “Os versos deles não obedecem à métrica do cordel, que é a de versos de sete sílabas rimadas. Ele não tinha esse negócio certinho com a forma. O compromisso dele era com a performance, com a comunicação. Ele era um propagandista”, sintetiza Pires. Por isso, o filme não deixa de discutir a ética na imprensa e tornar esta uma questão contemporânea. “O dinheiro e a política sempre mandaram na imprensa. Assis Chateaubriand ficou rico, construiu o maior império da comunicação do país com um instrumento para abrir o cofre dos banqueiros. Pulitzer, que é o cara que nomeia o maior prêmio de jornalismo do mundo, vivia de extorsão e de chantagem. O Cuíca sabia disso e também queria o dele. Dizia ser o trovador-repórter da Bahia, um jornalista popular e queria seu quinhão. E ao contrário dos jornalistas que ganhavam dinheiro para publicar ou deixar de publicar algo e não admitiam, ele assumia”, comparou Pires.
“Cuíca de Santo Amaro”, que ainda não tem uma distribuidora nacional, já foi exibido em diversos festivais no Brasil e no mundo, passando por lugares como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Luanda e Venezuela. A recepção tem sido, segundo Pires, surpreendente e muito boa. “É incrível a receptividade do público, mesmo de quem não é da Bahia. É um filme que as pessoas gostam, porque tem um pé no entretenimento. Cuíca é um grande personagem, um homem da rua, então é um filme que não é intelectualizado, mesmo trazendo questões político-sociais. Tem um pouco de pornografia, um pouco de política, um pouco de tragédia, de tudo aquilo que era tema dele. Então a gente tenta, de certo modo, dar um painel destas temáticas e de como ele trabalhava essas coisas”, explicou.
Depois da circulação do filme pela Bahia, ele deverá ser vendido a algum canal fechado, via acesso dado aos produtores independentes com a nova lei da TV paga – que estipula uma cota de conteúdo nacional por semana neste tipo de canal.
Colaboraram Alexandre Melo (Borega) e José Marques
Quinta, 05 de Setembro de 2013 - 00:00
por Marília Moreira
Como contar, em um documentário, a história de um personagem real que tem poucos registros em imagem? A pergunta foi uma das primeiras a que os cineastas Josias Pires e Joel Almeida se submeteram antes de aceitar o desafio de realizar um filme sobre o trovador e jornalista popular Cuíca de Santo Amaro, nascido em 1907, em Salvador, no bairro da Mouraria.
Com uma trajetória em temas da cultura popular e em documentários televisivos, Josias Pires desde sempre se mostrou interessado nessa figura que preencheu as ruas de Salvador dos anos 40 e 50 com seu grito, suas vogais arrastadas e seu ritmo peculiar de contar as histórias da cidade. É o verbo, aliás, que conduz boa parte do filme “Cuíca de Santo Amaro” – que está há três semanas em cartaz nos cinemas de Salvador e que começou a rodar pelo interior da Bahia semana passada –, seja pelas entrevistas que conduzem boa parte da história e dão corpo à personalidade do comunicador popular, seja pela narração de alguns versos contidos nos raros folhetos de cordel assinados por Cuíca ainda acessíveis. Um espectador desavisado chega facilmente a pensar que os versos lidos no filme são declamados pelo próprio Cuíca. No entanto, assim como parcas são as imagens, também são os registros sonoros.
Josias Pires, diretor de Cuíca de Santo Amaro | Foto: Claudia Cardozo/ Bahia Notícias
Um “Gregório de Mattos sem gramática”, Cuíca incomodou e continua a incomodar muita gente até hoje. Para desenhar a personalidade controversa que ele era, Pires recorreu a uma infinidade de pessoas que, de uma forma ou de outra, manteve vínculos ou guardava lembranças de Cuíca. Entre os entrevistados, estão Ubiratan Castro, Armindo Bião e Zilda Paim – todos falecidos recentemente. “O trabalho de buscar essas pessoas foi demorado. Das 50 entrevistas que fizemos no máximo 15 entraram para o documentário. Com esses fragmentos de memória construímos o filme, que é conduzido pelos versos de Cuíca, entonados por um ator, o Gil Teixeira”, revelou Pires.
A crença do espectador na veracidade da narração se dá pela verossimilhança que o ator impôs ao trabalho. “Há pouca informação real sobre o Cuíca. E apesar de a produção dele ser muito intensa, de quase um folheto por semana, todo este material era publicado em papel de péssima qualidade. De lá para cá, quase tudo se perdeu e a obra dele hoje é considerada rara”, contou Pires ao explicar o porquê de optar por um ator para declamar os versos. As poucas imagens existentes de Cuíca – retiradas do filme “A Grande Feira” – só aparecem em dois momentos do documentário e juntas contabilizam menos de cinco minutos. A válvula de escape e grande trunfo do filme é justamente o fato de Cuíca ser um cronista da cidade de Salvador. Assim, o filme se afasta de um tom essencialmente biográfico e se aproxima de um registro da época.
Realizado com o apoio da Petrobras Cultural para filmes documentais de baixo orçamento, depois de finalizado “Cuíca de Santo Amaro” fez uma parceria com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, para a circulação pelo interior. “É nessa etapa que estamos, de circulação. Até o final de novembro, todas as regiões da Bahia terão recebido ao menos uma exibição do filme. Fizemos um DVD com cinco extras e também um material didático-pedagógico para exibições em salas de aula”, afirmou Pires. Depois de passar por Santo Amaro, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus, Camaçari, Cruz das Almas, Itabuna e Ilhéus, o filme prossegue sua jornada em universidades, centros de cultura e cinemas de 29 cidades do interior.
As cidades de Itabuna e Ilhéus, pelas quais o filme passou neste final de semana, guardam uma relação interessante com Cuíca através de Jorge Amado. O escritor considerava Cuíca de Santo Amaro o maior trovador popular da Bahia e o incluiu em quatro de suas obras: “Bahia de Todos os Santos”, “A Morte e a Morte de Quincas Berro D ‘Água”, “Pastores da Noite” e “Tereza Batista Cansada de Guerra”. Além de citar o cordelista nesses livros, Jorge Amado criou um personagem inspirado em Cuíca, o Curió, presente em duas destas obras. Segundo Josias Pires, Jorge Amado foi mudando de opinião quanto ao caráter heroico de Cuíca à medida que o tempo passava e notícias sobre a extorsão de poderosos começavam a aumentar. “No início, Jorge elogiava Cuíca. No ‘Bahia de Todos os Santos’, ele apresenta o Cuíca como um herói popular mesmo, como um defensor do povo. Só que em ‘Os Pastores da Noite’, ele já mostra, em tom denunciativo, esse Cuíca que recebe dinheiro em troca de publicar ou não folhetos”, relembrou Pires. Cuíca também inspira Dias Gomes a criar o personagem Dedé Cospe-Rima na peça de teatro que, reapresentada pelo cinema, leva Anselmo Duarte a ganhar a Palma de Ouro em Cannes, com o filme "O Pagador de Promessa (1962). No filme, Cuíca é vivido pelo ator Roberto Ferreira, que criou o personagem Zé Coió.
Desconstrutor, Cuíca pouco se importava com a forma dos seus textos. “Os versos deles não obedecem à métrica do cordel, que é a de versos de sete sílabas rimadas. Ele não tinha esse negócio certinho com a forma. O compromisso dele era com a performance, com a comunicação. Ele era um propagandista”, sintetiza Pires. Por isso, o filme não deixa de discutir a ética na imprensa e tornar esta uma questão contemporânea. “O dinheiro e a política sempre mandaram na imprensa. Assis Chateaubriand ficou rico, construiu o maior império da comunicação do país com um instrumento para abrir o cofre dos banqueiros. Pulitzer, que é o cara que nomeia o maior prêmio de jornalismo do mundo, vivia de extorsão e de chantagem. O Cuíca sabia disso e também queria o dele. Dizia ser o trovador-repórter da Bahia, um jornalista popular e queria seu quinhão. E ao contrário dos jornalistas que ganhavam dinheiro para publicar ou deixar de publicar algo e não admitiam, ele assumia”, comparou Pires.
“Cuíca de Santo Amaro”, que ainda não tem uma distribuidora nacional, já foi exibido em diversos festivais no Brasil e no mundo, passando por lugares como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Luanda e Venezuela. A recepção tem sido, segundo Pires, surpreendente e muito boa. “É incrível a receptividade do público, mesmo de quem não é da Bahia. É um filme que as pessoas gostam, porque tem um pé no entretenimento. Cuíca é um grande personagem, um homem da rua, então é um filme que não é intelectualizado, mesmo trazendo questões político-sociais. Tem um pouco de pornografia, um pouco de política, um pouco de tragédia, de tudo aquilo que era tema dele. Então a gente tenta, de certo modo, dar um painel destas temáticas e de como ele trabalhava essas coisas”, explicou.
Depois da circulação do filme pela Bahia, ele deverá ser vendido a algum canal fechado, via acesso dado aos produtores independentes com a nova lei da TV paga – que estipula uma cota de conteúdo nacional por semana neste tipo de canal.
Colaboraram Alexandre Melo (Borega) e José Marques
Quinta, 05 de Setembro de 2013 - 00:00
Conhecido pela efervescência cultural, Rio Vermelho ganha duas galerias em setembro
por Marília Moreira
Conhecido por sua vida noturna, boêmia e efervescência cultural, o bairro do Rio Vermelho recebe neste mês dois espaços interessantes para a arte – e , principalmente, para quem desenvolve e consome produtos artísticos: a Alma Fine Art&Galeria e a Urban Arts.
Seguindo o que acreditam ser a vocação do bairro, os fotógrafos Ricardo Sena e Bruno Ribeiro escolheram o local para fincar as bases da primeira galeria dedicada exclusivamente à fotografia de Salvador, a Alma Fine Art&Galeria. Após visitarem outros espaços expositivos do gênero para perceber como funcionava o nicho, os sócios começaram sentir a necessidade de trazer a experiência de um espaço dedicado exclusivamente ao segmento em Salvador. “Nossa galeria conta com 140 metros quadrados, mas nem todo o espaço é dedicado às exposições. Temos uma sala em que fazemos o serviço de impressão em fine art, que é a tecnologia mais avançada de impressão e o padrão de qualidade exigido nas exposições – chega a ter durabilidade de 200 anos”, contou Ricardo Sena em entrevista ao Bahia Notícias. Além de promover exposições mensais, a ideia é oferecer serviços, organizar palestras e discussões com arquitetos e designers locais e representar fotógrafos da cidade. “A fotografia, em Salvador, fica limitada a cerca de quatro nomes, e isso é injusto, há um universo maior. A gente precisa dar essa retaguarda. Eu penso em representar esses novos artistas e levá-los para outras praças do país”, explicou.
Para Sena, o maior desafio com a inauguração da casa é fazer com que a fotografia não seja apenas encarada como registro, documento, mas também como objeto de arte. “Em termos de espaço físico, há outras grandes galerias na cidade, mas todas de múltiplas vertentes: fotografia, escultura, pinturas, instalações”, compara Sena.
Na abertura, que acontece nesta sexta-feira (6), a partir das 19h, a Alma Fine Art&Galeria estreará seu espaço expositivo com a mostra [essência], do premiado fotógrafo brasileiro Marcelo Bouainain (MS). “É uma ousadia nossa trazer o Marcelo Bouainain na exposição de abertura da nossa alegria, mas somos ousados mesmo. O Marcelo é um fotógrafo premiado internacionalmente, com quatro livros publicados e em algumas reportagens chegou a ser classificado como um dos dez maiores nomes da fotografia brasileira”, contou.
Outro lançamento interessante e que promete agitar o Rio Vermelho é o da primeira filial da Urban Arts na Bahia. Criada pelo publicitário André Diniz, em 2009, a Urban Arts surgiu como uma marca online antes de ganhar sua sede física, na Av. Oscar Freire, em São Paulo.
Com mais de 10 franquias espalhadas pelo país, a da capital baiana é um projeto dos também soteropolitanos Felipe Bastos, João Paulo Fichman e Marcelo Ladeiro. Formados em administração ou arquitetura, os três se classificam como empresários e admiradores da arte e fotógrafos (um pouco mais ou um pouco menos) amadores. Amigos, todos nutriam, separadamente, o desejo de instalar uma franquia em Salvador. “É sempre encantadora a possibilidade de levar pop art, uma vertente mais jovem, para as galerias, ambientes tradicionalmente sisudos, e ainda com preço acessível”, comemorou Ladeiro. Os três somaram esforços e promovem, na próxima quinta-feira (12), a partir das 18h, o coquetel de lançamento da filial – com presença do idealizador da marca, André Diniz.
Segundo Marcelo Ladeiro, a escolha do Rio Vermelho para a instalação da galeria foi instantânea. “Chegamos a pensar em estar na Alameda das Espatódeas, que é lugar mais voltado à arquitetura e decoração na cidade, mas nosso público e nosso conceito estão intimamente relacionados ao Rio Vermelho, à efervescência cultural do bairro”, contou. Em seus 150 metros quadrados, a Urban Arts se divide em loja e “espaço do arquiteto”, no qual os empresários convidarão, a cada mês, arquitetos para modificarem o cômodo com produtos da galeria.
Toda semana, novas peças relacionadas ao design, arte digital, ilustração e fotografia são apresentadas com, no máximo, 250 cópias distribuídas em todo o Brasil: quadros, pôsteres, adesivos de parede, skins para notebooks e celulares, sketchbooks, almofadas e jogos americanos são alguns dos itens à venda. Além da venda e comercialização de produtos de arte, a Urban Arts também promete promover exposições e eventos com artistas locais e nacionais, mas ainda não há nenhum nome divulgado.
Domingo, 01 de Setembro de 2013 - 11:00
por Marília Moreira
Conhecido por sua vida noturna, boêmia e efervescência cultural, o bairro do Rio Vermelho recebe neste mês dois espaços interessantes para a arte – e , principalmente, para quem desenvolve e consome produtos artísticos: a Alma Fine Art&Galeria e a Urban Arts.
Seguindo o que acreditam ser a vocação do bairro, os fotógrafos Ricardo Sena e Bruno Ribeiro escolheram o local para fincar as bases da primeira galeria dedicada exclusivamente à fotografia de Salvador, a Alma Fine Art&Galeria. Após visitarem outros espaços expositivos do gênero para perceber como funcionava o nicho, os sócios começaram sentir a necessidade de trazer a experiência de um espaço dedicado exclusivamente ao segmento em Salvador. “Nossa galeria conta com 140 metros quadrados, mas nem todo o espaço é dedicado às exposições. Temos uma sala em que fazemos o serviço de impressão em fine art, que é a tecnologia mais avançada de impressão e o padrão de qualidade exigido nas exposições – chega a ter durabilidade de 200 anos”, contou Ricardo Sena em entrevista ao Bahia Notícias. Além de promover exposições mensais, a ideia é oferecer serviços, organizar palestras e discussões com arquitetos e designers locais e representar fotógrafos da cidade. “A fotografia, em Salvador, fica limitada a cerca de quatro nomes, e isso é injusto, há um universo maior. A gente precisa dar essa retaguarda. Eu penso em representar esses novos artistas e levá-los para outras praças do país”, explicou.
Para Sena, o maior desafio com a inauguração da casa é fazer com que a fotografia não seja apenas encarada como registro, documento, mas também como objeto de arte. “Em termos de espaço físico, há outras grandes galerias na cidade, mas todas de múltiplas vertentes: fotografia, escultura, pinturas, instalações”, compara Sena.
Na abertura, que acontece nesta sexta-feira (6), a partir das 19h, a Alma Fine Art&Galeria estreará seu espaço expositivo com a mostra [essência], do premiado fotógrafo brasileiro Marcelo Bouainain (MS). “É uma ousadia nossa trazer o Marcelo Bouainain na exposição de abertura da nossa alegria, mas somos ousados mesmo. O Marcelo é um fotógrafo premiado internacionalmente, com quatro livros publicados e em algumas reportagens chegou a ser classificado como um dos dez maiores nomes da fotografia brasileira”, contou.
Outro lançamento interessante e que promete agitar o Rio Vermelho é o da primeira filial da Urban Arts na Bahia. Criada pelo publicitário André Diniz, em 2009, a Urban Arts surgiu como uma marca online antes de ganhar sua sede física, na Av. Oscar Freire, em São Paulo.
Com mais de 10 franquias espalhadas pelo país, a da capital baiana é um projeto dos também soteropolitanos Felipe Bastos, João Paulo Fichman e Marcelo Ladeiro. Formados em administração ou arquitetura, os três se classificam como empresários e admiradores da arte e fotógrafos (um pouco mais ou um pouco menos) amadores. Amigos, todos nutriam, separadamente, o desejo de instalar uma franquia em Salvador. “É sempre encantadora a possibilidade de levar pop art, uma vertente mais jovem, para as galerias, ambientes tradicionalmente sisudos, e ainda com preço acessível”, comemorou Ladeiro. Os três somaram esforços e promovem, na próxima quinta-feira (12), a partir das 18h, o coquetel de lançamento da filial – com presença do idealizador da marca, André Diniz.
Segundo Marcelo Ladeiro, a escolha do Rio Vermelho para a instalação da galeria foi instantânea. “Chegamos a pensar em estar na Alameda das Espatódeas, que é lugar mais voltado à arquitetura e decoração na cidade, mas nosso público e nosso conceito estão intimamente relacionados ao Rio Vermelho, à efervescência cultural do bairro”, contou. Em seus 150 metros quadrados, a Urban Arts se divide em loja e “espaço do arquiteto”, no qual os empresários convidarão, a cada mês, arquitetos para modificarem o cômodo com produtos da galeria.
Toda semana, novas peças relacionadas ao design, arte digital, ilustração e fotografia são apresentadas com, no máximo, 250 cópias distribuídas em todo o Brasil: quadros, pôsteres, adesivos de parede, skins para notebooks e celulares, sketchbooks, almofadas e jogos americanos são alguns dos itens à venda. Além da venda e comercialização de produtos de arte, a Urban Arts também promete promover exposições e eventos com artistas locais e nacionais, mas ainda não há nenhum nome divulgado.
Domingo, 01 de Setembro de 2013 - 11:00
Com movimento fraco e bons shows, Circuito Banco do Brasil estreia em Salvador
por Marília Moreira
Joss Stone, atração mais esperada da noite | Foto: Filipe Rodrigues/ BN
Com atrações internacionais e nacionais de peso no line-up, o Circuito Banco do Brasil começou oficialmente na tarde deste sábado (31), em Salvador. O evento irá acontecer ainda em outras capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, com shows que acontecem até dezembro.
Na capital baiana, a festa, que foi sediada no estacionamento do Wet'n Wild, contou com um público abaixo do esperado. Os ingressos que começaram a ser vendidos oficialmente no dia 15 de julho e custavam R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia) no site e balcões de ingressos, ontem, às 18h, quando nem mesmo as atrações principais do festival haviam subido ao palco, variavam de R$ 5 a R$ 30 nas mãos de cambistas.
No telão, que exibia as mesmas imagens feitas para a transmissão do canal fechado Multishow, as apresentações pareciam sempre lotadas, o que deixou até mesmo o público presente impressionado pelo poder do golpe de câmera.
Monobloco | Foto: Filipe Rodrigues / Bahia Notícias
Apesar de desde as 14h acontecerem os torneios da Copa Brasil de Skate Vertical – competição oficial realizada em parceria com a Confederação Brasileira de Skate – e apresentações musicais como a da Banda Praiana, Preta Gil e Jau – todas no palco secundário do evento –, o movimento só começou a ficar mais intenso no início da noite, durante o final da apresentação da banda carioca Monobloco. Com seus muitos integrantes multicoloridos, a banda mostrou saber fazer um show de bateria finalizando sua apresentação com o sucesso Taj Mahal/ Fio Maravilha/ País Tropical e com a música "Beija-Flor", eternizada pelos tambores da baianíssima Timbalada.
Rogério Flausino do Jota Quest | Foto: Flipe Rodrigues
Às 17h50 subiu ao palco a primeira banda mineira da noite, Jota Quest. Comandada por Rogério Flausino, a banda cantou antigos e novos sucessos como "Na Moral", "Só Hoje" e "De Volta ao Planeta dos Macacos". Ainda no início do show, Flausino foi vaiado após cometer uma gafe contra os próprios baianos. Ao cantar "Sempre Assim", o vocalista comentou: "Amanhã é domingo e o soteropolitano não trabalha. Já não trabalha normalmente...". Antes de finalizar a fala, Flausino começou a ser vaiado, mas mesmo assim emendou a música. Ao perceber que seria pior continuar - até porque estava tudo sendo transmitido em rede nacional - ele interrompeu e explicou que em nenhum momento quis ofender o povo baiano. "É bom que o Multishow esteja gravando isso aqui para não ficar nenhum mal entendido. Não gosto de levar mal entendido para casa. A gente ama vocês, não me façam ir embora com esse peso. Todo ano venho a Salvador, curto o Carnaval de vocês, não tive intenção nenhuma de ofendê-los. Foi apenas uma brincadeira, como as que fazem com nós, mineiros, sobre gostarmos de pão de queijo", comparou em tom de súplica. Apesar de ter sido aplaudido por alguns fãs, a "derrapada" foi grande, tanto que as atrações nacionais subsequentes bateram na tecla do amor pela Bahia e pelos soteropolitanos. Chegou ao ponto do Skank oferecer uma canção a Dorival Caymmi sem a menor explicação.
Samuel Rosa do Skank | Foto: Flipe Rodrigues/ Bahia Notícias
Foram eles, os também mineiros do Skank, os responsáveis pelo show mais agitado da noite. A apresentação, que começou com uma das músicas mais novas da banda, foi marcada mesmo por antigos sucessos como "Partida de Futebol", "Proibido Fumar", "Jackie Tequila”. Em vários momentos, Samuel Rosa admitiu estar com saudade de Salvador, cidade em que não se apresentavam há cerca de quatro anos. “São exatos quatro anos sem vir à Bahia. Isso é um absurdo. Acho que vou demitir meu empresário: ‘[Ricardo] Chantilly: você está demitido’”, brincou o vocalista ao lembrar da conexão que tem com o público soteropolitano seja via redes sociais, seja via fã-clube. Ao cantar o sucesso “Três Lados”, Samuel Rosa lembrou que “esta é aquela música em que vocês tiram a camisa, se quiserem”. Uma das fãs atendeu ao pedido, tirou a blusa e mostrou os seios durante a apresentação.
Joss Stone | Foto: Filipe Rodrigues/ Bahia Notícias
A atração internacional e mais esperada da noite, Joss Stone, subiu ao palco por volta das 21h para apresentar o show da sua turnê "The Soul Sessions Pt. 2". Com uma banda afinada e com backing vocals cheios de disposição, o show começou sem a voz e presença de Joss Stone. Ao pisar no palco coberto de tapetes persas, descalça, como costuma se apresentar, a cantora chegou a fazer graça dizendo que esqueceu os sapatos. Simpática, Joss fez questão de agradecer ao público em português com alguns “obrigada” durante a apresentação e atender ao pedido de música da “first line”. “Karma” foi a música escolhida e prontamente atendida pela inglesa do neosoul, que a interpretou numa pegada rocker. No setlist, músicas mais antigas como “Super Duper Love”, Fell in Love with a Boy e “Right To Be Wrong”, esta última cantada no bis do único show que teve este direito na noite.
Carlinhos Brown | Foto: Filipe Rodrigues/ Bahia Notícias
Com o Wet’n Wild já vazio, Carlinhos Brown encerrou a noite ao lado de Samuel Rosa com direito a anúncio de um novo trabalho com Marisa Monte em 2014, divulgação de música inédita e banho de pipoca no público.
Sexta, 23 de Agosto de 2013 - 13:00
por Marília Moreira
Joss Stone, atração mais esperada da noite | Foto: Filipe Rodrigues/ BN
Com atrações internacionais e nacionais de peso no line-up, o Circuito Banco do Brasil começou oficialmente na tarde deste sábado (31), em Salvador. O evento irá acontecer ainda em outras capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, com shows que acontecem até dezembro.
Na capital baiana, a festa, que foi sediada no estacionamento do Wet'n Wild, contou com um público abaixo do esperado. Os ingressos que começaram a ser vendidos oficialmente no dia 15 de julho e custavam R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia) no site e balcões de ingressos, ontem, às 18h, quando nem mesmo as atrações principais do festival haviam subido ao palco, variavam de R$ 5 a R$ 30 nas mãos de cambistas.
No telão, que exibia as mesmas imagens feitas para a transmissão do canal fechado Multishow, as apresentações pareciam sempre lotadas, o que deixou até mesmo o público presente impressionado pelo poder do golpe de câmera.
Monobloco | Foto: Filipe Rodrigues / Bahia Notícias
Apesar de desde as 14h acontecerem os torneios da Copa Brasil de Skate Vertical – competição oficial realizada em parceria com a Confederação Brasileira de Skate – e apresentações musicais como a da Banda Praiana, Preta Gil e Jau – todas no palco secundário do evento –, o movimento só começou a ficar mais intenso no início da noite, durante o final da apresentação da banda carioca Monobloco. Com seus muitos integrantes multicoloridos, a banda mostrou saber fazer um show de bateria finalizando sua apresentação com o sucesso Taj Mahal/ Fio Maravilha/ País Tropical e com a música "Beija-Flor", eternizada pelos tambores da baianíssima Timbalada.
Rogério Flausino do Jota Quest | Foto: Flipe Rodrigues
Às 17h50 subiu ao palco a primeira banda mineira da noite, Jota Quest. Comandada por Rogério Flausino, a banda cantou antigos e novos sucessos como "Na Moral", "Só Hoje" e "De Volta ao Planeta dos Macacos". Ainda no início do show, Flausino foi vaiado após cometer uma gafe contra os próprios baianos. Ao cantar "Sempre Assim", o vocalista comentou: "Amanhã é domingo e o soteropolitano não trabalha. Já não trabalha normalmente...". Antes de finalizar a fala, Flausino começou a ser vaiado, mas mesmo assim emendou a música. Ao perceber que seria pior continuar - até porque estava tudo sendo transmitido em rede nacional - ele interrompeu e explicou que em nenhum momento quis ofender o povo baiano. "É bom que o Multishow esteja gravando isso aqui para não ficar nenhum mal entendido. Não gosto de levar mal entendido para casa. A gente ama vocês, não me façam ir embora com esse peso. Todo ano venho a Salvador, curto o Carnaval de vocês, não tive intenção nenhuma de ofendê-los. Foi apenas uma brincadeira, como as que fazem com nós, mineiros, sobre gostarmos de pão de queijo", comparou em tom de súplica. Apesar de ter sido aplaudido por alguns fãs, a "derrapada" foi grande, tanto que as atrações nacionais subsequentes bateram na tecla do amor pela Bahia e pelos soteropolitanos. Chegou ao ponto do Skank oferecer uma canção a Dorival Caymmi sem a menor explicação.
Samuel Rosa do Skank | Foto: Flipe Rodrigues/ Bahia Notícias
Foram eles, os também mineiros do Skank, os responsáveis pelo show mais agitado da noite. A apresentação, que começou com uma das músicas mais novas da banda, foi marcada mesmo por antigos sucessos como "Partida de Futebol", "Proibido Fumar", "Jackie Tequila”. Em vários momentos, Samuel Rosa admitiu estar com saudade de Salvador, cidade em que não se apresentavam há cerca de quatro anos. “São exatos quatro anos sem vir à Bahia. Isso é um absurdo. Acho que vou demitir meu empresário: ‘[Ricardo] Chantilly: você está demitido’”, brincou o vocalista ao lembrar da conexão que tem com o público soteropolitano seja via redes sociais, seja via fã-clube. Ao cantar o sucesso “Três Lados”, Samuel Rosa lembrou que “esta é aquela música em que vocês tiram a camisa, se quiserem”. Uma das fãs atendeu ao pedido, tirou a blusa e mostrou os seios durante a apresentação.
Joss Stone | Foto: Filipe Rodrigues/ Bahia Notícias
A atração internacional e mais esperada da noite, Joss Stone, subiu ao palco por volta das 21h para apresentar o show da sua turnê "The Soul Sessions Pt. 2". Com uma banda afinada e com backing vocals cheios de disposição, o show começou sem a voz e presença de Joss Stone. Ao pisar no palco coberto de tapetes persas, descalça, como costuma se apresentar, a cantora chegou a fazer graça dizendo que esqueceu os sapatos. Simpática, Joss fez questão de agradecer ao público em português com alguns “obrigada” durante a apresentação e atender ao pedido de música da “first line”. “Karma” foi a música escolhida e prontamente atendida pela inglesa do neosoul, que a interpretou numa pegada rocker. No setlist, músicas mais antigas como “Super Duper Love”, Fell in Love with a Boy e “Right To Be Wrong”, esta última cantada no bis do único show que teve este direito na noite.
Carlinhos Brown | Foto: Filipe Rodrigues/ Bahia Notícias
Com o Wet’n Wild já vazio, Carlinhos Brown encerrou a noite ao lado de Samuel Rosa com direito a anúncio de um novo trabalho com Marisa Monte em 2014, divulgação de música inédita e banho de pipoca no público.
Sexta, 23 de Agosto de 2013 - 13:00
'Uma celebração da música e poesia', diz Alexandre Borges sobre recital de obras de Vinicius e Pessoa
por Marília Moreira
Foto: Divulgação
Contemporâneos, as aproximações entre o poeta português Fernando Pessoa e o compositor brasileiro Vinicius de Moraes vão além da questão temporal. Seja devido à paixão pela poesia, à língua portuguesa ou mesmo à forma boêmia com que levavam a vida, ambos guardam muitas semelhanças, nem sempre percebidas à primeira vista. Essa aproximação de universos criativos foi a fonte de inspiração para que o ator global Alexandre Borges e o pianista português João Vasco criassem um espetáculo sobre esses dois grandes poetas da língua portuguesa. "Poema Bar" não é exatamente um espetáculo, mas uma tertúlia - como diriam os irmãos portugueses - ou um sarau, para os brasileiros. "Batizamos de 'Poema Bar', no sentido de dar um ar comum aos dois poetas, já que os dois exalam certa boêmia. Com o nome também temos a intenção de fazer algo descontraído e informal. Lá em Portugal eles costumam chamar esses encontros de tertúlia, aqui no Brasil chamamos de sarau, mas semore nesse sentido de que pessoas se reúnem em um bar para beber, cantar, fumar, recitar poesias", explicou Alexandre Borges em entrevista ao Bahia Notícias.
"Poema Bar", que já percorre o Brasil e o mundo desde 2011 - o espetáculo já foi apresentado em Coimbra, Lisboa, Berlim, São Paulo, Rio de Janeiro e Natal -, chega tardiamente à capital baiana, terra adotada pelo eterno Poetinha como sua entre os anos de 1971 e 1975. No entanto, o momento não poderia ser mais oportuno. "Estamos chegando agora a Salvador, mas o momento não poderia ser melhor, já que estamos iniciando as comemorações do centenário de Vinicius. Nossa ideia é que nesse centenário consigamos levar o 'Poema-Bar' para lugares que foram muito importantes para o Vinicius. Então, estamos começando por Salvador e pensamos em retornar ao Rio e ir para Montevidéu", contou Alexandre. "Poema Bar" será apresentado neste final de semana na Sala Principal do Teatro Castro Alves.
No palco, além de João Vasco e Alexandre Borges, criadores do espetáculo, as cantoras Sofia Vitoria e Mariana de Moraes – neta de Vinicius. A leitura dramatizada dos poemas de Vinicius e Pessoa é realizada por Alexandre e conta com fundo musical do piano de João Vasco e das vozes de Mariana e Sofia. Mesmo após dois anos intensos de projeto - levando-se em conta a jornada internacional -, toda a equipe se mantém muito motivada a propagar a poesia e a literatura por meio da música. "Me deu muita satisfação levantar esse projeto, que não é um projeto comercial, mas de celebração da música, da poesia. Promover esse intercâmbio entre o que nos une, que é a língua portuguesa", comemorou.
Para Alexandre, inclusive, a encenação mais emocionante da montagem aconteceu em 2011, ainda no início do projeto, quando comemoravam-se os 98 anos de Vinicius. "Fizemos a apresentação na sede do "Nós do Morro", aqui no Morro do Vidigal, em uma sessão gratuita. Pessoas da comunidade, grupos locais, de atores, de poetas, também participaram desse grande sarau. Tivemos várias interveções de atores e músicos de lá, então foi bem bonito comemorar o aniversário de Vinicius dessa forma", lembrou.
A emoção de se descobrir a poesia é renovada a cada espetáculo, já que mesmo com a seleção prévia de poemas, em cada apresentação sempre entra ou sai um diferente. "É tudo muito pessoal", garante o ator, que inclusive lê a edição dada por um amigo português durante sua primeira viagem a Portugal, aos 23 anos."Com essa idade conhecer Fernando Pessoa foi uma descoberta muito grande: voltar a Portugal agora, voltar a viver essas poesias que me emocionaram há quase 25 anos, refazer esse caminho e até hoje me emocionar com isso é uma coisa incrível", contou. E é um pouco dessa sensação que os atores pretendem causar no público que for conferir "Poema Bar" este final de semana no TCA (sábado, às 21h, domingo, às 20h). Dentre eles, duzentos alunos de escolas municipais e estaduais de Salvador (Escola Parque, Kleber Pacheco, Iceia e Rui Barbosa).
Quinta, 22 de Agosto de 2013 - 11:45
por Marília Moreira
Foto: Divulgação
Contemporâneos, as aproximações entre o poeta português Fernando Pessoa e o compositor brasileiro Vinicius de Moraes vão além da questão temporal. Seja devido à paixão pela poesia, à língua portuguesa ou mesmo à forma boêmia com que levavam a vida, ambos guardam muitas semelhanças, nem sempre percebidas à primeira vista. Essa aproximação de universos criativos foi a fonte de inspiração para que o ator global Alexandre Borges e o pianista português João Vasco criassem um espetáculo sobre esses dois grandes poetas da língua portuguesa. "Poema Bar" não é exatamente um espetáculo, mas uma tertúlia - como diriam os irmãos portugueses - ou um sarau, para os brasileiros. "Batizamos de 'Poema Bar', no sentido de dar um ar comum aos dois poetas, já que os dois exalam certa boêmia. Com o nome também temos a intenção de fazer algo descontraído e informal. Lá em Portugal eles costumam chamar esses encontros de tertúlia, aqui no Brasil chamamos de sarau, mas semore nesse sentido de que pessoas se reúnem em um bar para beber, cantar, fumar, recitar poesias", explicou Alexandre Borges em entrevista ao Bahia Notícias.
"Poema Bar", que já percorre o Brasil e o mundo desde 2011 - o espetáculo já foi apresentado em Coimbra, Lisboa, Berlim, São Paulo, Rio de Janeiro e Natal -, chega tardiamente à capital baiana, terra adotada pelo eterno Poetinha como sua entre os anos de 1971 e 1975. No entanto, o momento não poderia ser mais oportuno. "Estamos chegando agora a Salvador, mas o momento não poderia ser melhor, já que estamos iniciando as comemorações do centenário de Vinicius. Nossa ideia é que nesse centenário consigamos levar o 'Poema-Bar' para lugares que foram muito importantes para o Vinicius. Então, estamos começando por Salvador e pensamos em retornar ao Rio e ir para Montevidéu", contou Alexandre. "Poema Bar" será apresentado neste final de semana na Sala Principal do Teatro Castro Alves.
No palco, além de João Vasco e Alexandre Borges, criadores do espetáculo, as cantoras Sofia Vitoria e Mariana de Moraes – neta de Vinicius. A leitura dramatizada dos poemas de Vinicius e Pessoa é realizada por Alexandre e conta com fundo musical do piano de João Vasco e das vozes de Mariana e Sofia. Mesmo após dois anos intensos de projeto - levando-se em conta a jornada internacional -, toda a equipe se mantém muito motivada a propagar a poesia e a literatura por meio da música. "Me deu muita satisfação levantar esse projeto, que não é um projeto comercial, mas de celebração da música, da poesia. Promover esse intercâmbio entre o que nos une, que é a língua portuguesa", comemorou.
Para Alexandre, inclusive, a encenação mais emocionante da montagem aconteceu em 2011, ainda no início do projeto, quando comemoravam-se os 98 anos de Vinicius. "Fizemos a apresentação na sede do "Nós do Morro", aqui no Morro do Vidigal, em uma sessão gratuita. Pessoas da comunidade, grupos locais, de atores, de poetas, também participaram desse grande sarau. Tivemos várias interveções de atores e músicos de lá, então foi bem bonito comemorar o aniversário de Vinicius dessa forma", lembrou.
A emoção de se descobrir a poesia é renovada a cada espetáculo, já que mesmo com a seleção prévia de poemas, em cada apresentação sempre entra ou sai um diferente. "É tudo muito pessoal", garante o ator, que inclusive lê a edição dada por um amigo português durante sua primeira viagem a Portugal, aos 23 anos."Com essa idade conhecer Fernando Pessoa foi uma descoberta muito grande: voltar a Portugal agora, voltar a viver essas poesias que me emocionaram há quase 25 anos, refazer esse caminho e até hoje me emocionar com isso é uma coisa incrível", contou. E é um pouco dessa sensação que os atores pretendem causar no público que for conferir "Poema Bar" este final de semana no TCA (sábado, às 21h, domingo, às 20h). Dentre eles, duzentos alunos de escolas municipais e estaduais de Salvador (Escola Parque, Kleber Pacheco, Iceia e Rui Barbosa).
Quinta, 22 de Agosto de 2013 - 11:45
Memória viva do blues, Álvaro Assmar convida André Christovam para show em Salvador
por Marília Moreira
Em menos de meia hora de conversa, Álvaro Assmar foi capaz de contar boa parte da história do blues na Bahia. Com 55 anos, quase metade da sua vida é dedicada ao gênero que, por incredulidade sua, se mantém firme e forte em Salvador. Apesar de surpreso, Álvaro não faz por menos na manutenção deste espaço. No final dos anos 90, ele iniciou um projeto denominado “Wednesday Blues”, espécie de “balão de ensaio” que ocorria sempre às quartas-feiras, no Teatro Acbeu (Corredor da Vitória). “Me sinto muito orgulhoso de ter feito o ‘Wednesday Blues’, mas infelizmente não foi possível dar continuidade e em 2003 fizemos sua última edição, com participação do super gaitista Jefferson Gonçalves”, contou o músico em entrevista ao Bahia Notícias. Foi em 2003 também que Álvaro deu início a um programa de rádio, o “Educadora Blues”. Ainda no ar, a longevidade do programa também é fator surpresa para o músico. “Confesso que fico admirado pelo programa ainda continuar no ar. Nem em São Paulo foi possível manter uma programa exclusivamente dedicado ao gênero durante tanto tempo. Acho que parte disso se deve ao fato de eu não só lembrar os clássicos, mas sempre estar atento ao que vem sendo produzido em termos de blues no Brasil e no mundo atualmente”, opinou.
É neste sentido, que ele promove, nesta quinta-feira (22), no bar B-23, no Itaigara, um encontro com o grande bluesman brasileiro André Christovam e o Eric Assmar Trio – formado por seu filho, Eric Assmar (guitarra/voz/letras), Rafael Zumaeta (baixo) e Fábio Brandão (bateria). Esta não é a primeira vez que Álvaro, André e Eric se encontram em solo soteropolitano. Em 2008, os três se reuniram para uma verdadeira celebração da guitarra “bluesy” brasileira. E o novo encontro promete repetir a fórmula de sucesso. “É sempre bom encontrar bons amigos da música. O Álvaro é um desses bons amigos, toca muito e entende muito sobre o que faz. O filho dele também, o Eric, tem se mostrado um grande músico”, descreveu André Christovam.
O encontro, no entanto, não nasceu para ser um evento isolado. Ele está conectado a uma ideia maior, a uma espécie de reativação da ideia do “Wednesday Blues”. “É algo parecido, mas não exatamente a mesma coisa. A ideia continua sendo reunir e trazer para cá grandes nomes do blues, mas já se passaram alguns anos do término do Wednesday para cá e muita coisa mudou”, relembra Álvaro. Uma delas é o espaço físico que passará a abrigar os shows; antes sediado em um teatro, agora o projeto migrará para um bar. Álvaro e André apostam todas as fichas nesse novo espaço, que permitirá uma interação maior com o público e uma atmosfera mais descontraída ao show, mesmo que ambos gostem muito de tocar em teatro. “São espaços diferentes e, portanto, formas diferentes de se fazer show. No bar, posso sair do palco, descer, andar por entre as mesas, fazer um slide junto ao público. Tenho uma mobilidade maior que no teatro”, explica Álvaro, que não deixa de se compadecer com a situação de muitos teatros soteropolitanos. “Estamos vendo o que está acontecendo com o Teatro Jorge Amado, que está sofrendo ameaças de fechamento. Sou amigo de Fernanda Tourinho, que é a diretora do espaço, e acredito que ela vá conseguir reverter a situação, mas é sempre muito triste ver lugares como esse, de incentivo à cultura local, em meio a tantos outros interesses”, lamentou.
Memória viva do blues na Bahia, Álvaro também se mostra preocupado em registrar tudo o que promove. Por isso, o show desta quinta à noite será gravado e, em breve, integrará o acervo do músico, que está sendo, aos poucos, inteiramente digitalizado.
Sexta, 16 de Agosto de 2013 - 10:20
por Marília Moreira
Em menos de meia hora de conversa, Álvaro Assmar foi capaz de contar boa parte da história do blues na Bahia. Com 55 anos, quase metade da sua vida é dedicada ao gênero que, por incredulidade sua, se mantém firme e forte em Salvador. Apesar de surpreso, Álvaro não faz por menos na manutenção deste espaço. No final dos anos 90, ele iniciou um projeto denominado “Wednesday Blues”, espécie de “balão de ensaio” que ocorria sempre às quartas-feiras, no Teatro Acbeu (Corredor da Vitória). “Me sinto muito orgulhoso de ter feito o ‘Wednesday Blues’, mas infelizmente não foi possível dar continuidade e em 2003 fizemos sua última edição, com participação do super gaitista Jefferson Gonçalves”, contou o músico em entrevista ao Bahia Notícias. Foi em 2003 também que Álvaro deu início a um programa de rádio, o “Educadora Blues”. Ainda no ar, a longevidade do programa também é fator surpresa para o músico. “Confesso que fico admirado pelo programa ainda continuar no ar. Nem em São Paulo foi possível manter uma programa exclusivamente dedicado ao gênero durante tanto tempo. Acho que parte disso se deve ao fato de eu não só lembrar os clássicos, mas sempre estar atento ao que vem sendo produzido em termos de blues no Brasil e no mundo atualmente”, opinou.
É neste sentido, que ele promove, nesta quinta-feira (22), no bar B-23, no Itaigara, um encontro com o grande bluesman brasileiro André Christovam e o Eric Assmar Trio – formado por seu filho, Eric Assmar (guitarra/voz/letras), Rafael Zumaeta (baixo) e Fábio Brandão (bateria). Esta não é a primeira vez que Álvaro, André e Eric se encontram em solo soteropolitano. Em 2008, os três se reuniram para uma verdadeira celebração da guitarra “bluesy” brasileira. E o novo encontro promete repetir a fórmula de sucesso. “É sempre bom encontrar bons amigos da música. O Álvaro é um desses bons amigos, toca muito e entende muito sobre o que faz. O filho dele também, o Eric, tem se mostrado um grande músico”, descreveu André Christovam.
O encontro, no entanto, não nasceu para ser um evento isolado. Ele está conectado a uma ideia maior, a uma espécie de reativação da ideia do “Wednesday Blues”. “É algo parecido, mas não exatamente a mesma coisa. A ideia continua sendo reunir e trazer para cá grandes nomes do blues, mas já se passaram alguns anos do término do Wednesday para cá e muita coisa mudou”, relembra Álvaro. Uma delas é o espaço físico que passará a abrigar os shows; antes sediado em um teatro, agora o projeto migrará para um bar. Álvaro e André apostam todas as fichas nesse novo espaço, que permitirá uma interação maior com o público e uma atmosfera mais descontraída ao show, mesmo que ambos gostem muito de tocar em teatro. “São espaços diferentes e, portanto, formas diferentes de se fazer show. No bar, posso sair do palco, descer, andar por entre as mesas, fazer um slide junto ao público. Tenho uma mobilidade maior que no teatro”, explica Álvaro, que não deixa de se compadecer com a situação de muitos teatros soteropolitanos. “Estamos vendo o que está acontecendo com o Teatro Jorge Amado, que está sofrendo ameaças de fechamento. Sou amigo de Fernanda Tourinho, que é a diretora do espaço, e acredito que ela vá conseguir reverter a situação, mas é sempre muito triste ver lugares como esse, de incentivo à cultura local, em meio a tantos outros interesses”, lamentou.
Memória viva do blues na Bahia, Álvaro também se mostra preocupado em registrar tudo o que promove. Por isso, o show desta quinta à noite será gravado e, em breve, integrará o acervo do músico, que está sendo, aos poucos, inteiramente digitalizado.
Sexta, 16 de Agosto de 2013 - 10:20
'É uma história de amor', diz Glória Pires sobre 'Flores Raras', que estreia nesta sexta
por Marília Moreira
Dezoito anos se passaram desde a compra dos direitos do livro “Flores Raras e Banalíssimas”, de Carmen L. Oliveira, até a chegada do filme “Flores Raras” às salas de cinema de todo o Brasil nesta sexta-feira (15). O filme, dirigido por Bruno Barreto e protagonizado por Glória Pires e pela australiana Miranda Otto, se passa no Rio de Janeiro dos anos 50 e 60 e conta a história de amor entre a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (interpretada pela primeira) – criadora do Aterro do Flamengo, um dos cartões postais da Cidade Maravilhosa – e a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (interpretada pela segunda).
Glória Pires está no projeto desde o início, antes mesmo do diretor Bruno Barreto – que foi convidado anos depois por sua mãe, também produtora do filme. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (12), em Salvador, Glória Pires e Bruno Barreto comemoram o fato de o filme estrear em um momento propício ao debate sobre os direitos civis dos homossexuais. “Esse momento é maravilhoso, porque o filme contribui positivamente para esse debate. Não é um filme sobre a homossexualidade, mas tem esse fato como a situação das personagens que protagonizam a história. E, por isso, contribui de uma maneira muito positiva, mostrando essa relação amorosa e o desejo, às vezes tão prosaicos, dessas duas mulheres”, afirmou Glória Pires.
Nascida nos Estados Unidos, Elizabeth Bishop sempre esteve à deriva. Nos anos 50, decidiu viajar ao Brasil para uma “cura geográfica”; acreditava que novos ares fariam bem a ela e à sua poesia. No Rio de Janeiro, ficou hospedada na casa de Lota de Macedo Soares, então companheira de Mary Morse, antiga colega sua de faculdade. Logo de início, o encontro entre Bishop e Lota pareceu um desastre. Devido a uma crise alérgica que a impediu de retornar aos Estados Unidos no tempo previsto, Bishop teve de ficar mais um tempo na casa de Lota e Mary. Foi nesse ínterim que surgiu a paixão arrebatadora entre as duas. Com o romance, que durou cerca de 14 anos, as duas potencializaram suas criações: Bishop recebeu o Prêmio Pulitzer pelo livro “North and South” e Lota criou o Aterro do Flamengo.
Para Bruno Barreto, o filme é essencialmente isso: uma história de amor. “É uma história de amor, que mostra como uma das personagens, no caso a Lota, que é a forte, a vencedora, a que sabe o que quer, fica cada vez mais fraca porque não sabe lidar com a perda, e como a fraca, perdedora, alcoólatra, indecisa, que vive viajando pelo mundo e não tem residência fixa, que é a Bishop, vai ficando cada vez mais forte, porque mal ou bem ela lida com as perdas e não as joga para debaixo do tapete”, sintetizou o diretor.
Apesar de ser uma produção nacional, o filme é quase que integralmente falado em inglês. Há uma semana "Flores Raras" abriu o 41º Festival de Gramado, com direito a homenagem a Glória Pires, que ganhou o Troféu Oscarito. Internacionalmente, o filme foi agraciado com o prêmio de público no Festival de São Francisco, maior festival gay do mundo. “Embora nosso filme não levante nenhuma bandeira, ele está contribuindo de uma forma muito positiva, muito clara, sobre a questão”, afirmou Glória Pires, que também acredita no preparo do público para lidar com tema quando tratado com seriedade.
Com uma trilha sonora impecável, o filme, segundo o diretor, pode ser definido com uma música que não faz parte da produção: “Fugaz”, de Marina Lima. “Acho que quando a Lota abre os braços, a Bishop diz a ela: "e a gente faz um país". E quando elas se abraçam elas criam realmente esse país, que é a Samambaia, o mundo delas”, contou o diretor.
Quarta, 07 de Agosto de 2013 - 13:15
por Marília Moreira
Dezoito anos se passaram desde a compra dos direitos do livro “Flores Raras e Banalíssimas”, de Carmen L. Oliveira, até a chegada do filme “Flores Raras” às salas de cinema de todo o Brasil nesta sexta-feira (15). O filme, dirigido por Bruno Barreto e protagonizado por Glória Pires e pela australiana Miranda Otto, se passa no Rio de Janeiro dos anos 50 e 60 e conta a história de amor entre a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (interpretada pela primeira) – criadora do Aterro do Flamengo, um dos cartões postais da Cidade Maravilhosa – e a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (interpretada pela segunda).
Glória Pires está no projeto desde o início, antes mesmo do diretor Bruno Barreto – que foi convidado anos depois por sua mãe, também produtora do filme. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (12), em Salvador, Glória Pires e Bruno Barreto comemoram o fato de o filme estrear em um momento propício ao debate sobre os direitos civis dos homossexuais. “Esse momento é maravilhoso, porque o filme contribui positivamente para esse debate. Não é um filme sobre a homossexualidade, mas tem esse fato como a situação das personagens que protagonizam a história. E, por isso, contribui de uma maneira muito positiva, mostrando essa relação amorosa e o desejo, às vezes tão prosaicos, dessas duas mulheres”, afirmou Glória Pires.
Nascida nos Estados Unidos, Elizabeth Bishop sempre esteve à deriva. Nos anos 50, decidiu viajar ao Brasil para uma “cura geográfica”; acreditava que novos ares fariam bem a ela e à sua poesia. No Rio de Janeiro, ficou hospedada na casa de Lota de Macedo Soares, então companheira de Mary Morse, antiga colega sua de faculdade. Logo de início, o encontro entre Bishop e Lota pareceu um desastre. Devido a uma crise alérgica que a impediu de retornar aos Estados Unidos no tempo previsto, Bishop teve de ficar mais um tempo na casa de Lota e Mary. Foi nesse ínterim que surgiu a paixão arrebatadora entre as duas. Com o romance, que durou cerca de 14 anos, as duas potencializaram suas criações: Bishop recebeu o Prêmio Pulitzer pelo livro “North and South” e Lota criou o Aterro do Flamengo.
Para Bruno Barreto, o filme é essencialmente isso: uma história de amor. “É uma história de amor, que mostra como uma das personagens, no caso a Lota, que é a forte, a vencedora, a que sabe o que quer, fica cada vez mais fraca porque não sabe lidar com a perda, e como a fraca, perdedora, alcoólatra, indecisa, que vive viajando pelo mundo e não tem residência fixa, que é a Bishop, vai ficando cada vez mais forte, porque mal ou bem ela lida com as perdas e não as joga para debaixo do tapete”, sintetizou o diretor.
Apesar de ser uma produção nacional, o filme é quase que integralmente falado em inglês. Há uma semana "Flores Raras" abriu o 41º Festival de Gramado, com direito a homenagem a Glória Pires, que ganhou o Troféu Oscarito. Internacionalmente, o filme foi agraciado com o prêmio de público no Festival de São Francisco, maior festival gay do mundo. “Embora nosso filme não levante nenhuma bandeira, ele está contribuindo de uma forma muito positiva, muito clara, sobre a questão”, afirmou Glória Pires, que também acredita no preparo do público para lidar com tema quando tratado com seriedade.
Com uma trilha sonora impecável, o filme, segundo o diretor, pode ser definido com uma música que não faz parte da produção: “Fugaz”, de Marina Lima. “Acho que quando a Lota abre os braços, a Bishop diz a ela: "e a gente faz um país". E quando elas se abraçam elas criam realmente esse país, que é a Samambaia, o mundo delas”, contou o diretor.
Quarta, 07 de Agosto de 2013 - 13:15
'Me sinto desobrigada a agradá-la', diz Luiza Possi sobre comparações com Zizi
por Marília Moreira
A cantora Luiza Possi apresenta, a partir desta quarta-feira (7) até domingo (11), o show “Seguir Cantando” na Caixa Cultural de Salvador. A apresentação não é a primeira que a cantora faz em solo soteropolitano. Resultado do CD e DVD homônimos, gravados em 2011 no Citybank Hall, em São Paulo, “Seguir Cantando” já foi apresentado na capital baiana durante o show “Ellas” (em parceria com Sandy) em 2012 e durante o Festival de Verão 2013. Desta vez, no entanto, os ingressos para os shows de toda a temporada serão trocados por 1 quilo de alimento não perecível, a partir das 14h do dia de cada apresentação. “É muito bom ficar em temporada, coisa que não acontece mais no mundo musical. O show já está na estrada há um tempo e cada vez fica mais orgânico, diferente, dá para ir testando mais coisas. Nessa temporada que estamos levando a Salvador há várias surpresas que não havia antes”, contou em entrevista por telefone ao Bahia Notícias.
Com vários projetos paralelos, Luiza Possi não para e se mostra disposta a seguir cantando, seja na internet, nos palcos ou na televisão. Quando anunciou sua saída como jurada do programa Ídolos, da Record, em julho de 2011, Luiza já estava, como sempre, com outros projetos engatilhados. Sem revelar demais, ela apenas assegurou que sua participação no programa musical havia confirmado o seu interesse pela televisão. Em 2012, o segredo pôde ser revelado. A loira anunciou sua participação no The Voice Brasil, da Globo, como auxiliar técnica do cantor Daniel. “Logo que saí do Ídolos surgiu a oportunidade de ir para o The Voice, mas há um intervalo grande entre a aprovação e execução de um projeto. Tudo em televisão é demorado”, contou.
Outro projeto que a cantora leva adiante é o Lado B, que começou como um espaço em seu canal no YouTube para interpretar músicas famosas de outros artistas, mas migrou para o palco, se transformou no show de voz e violão – que Luiza “toca” com o tecladista Ivan Teixeira – e pode originar um CD. A mudança na cara do projeto se deveu ao incômodo gerado nas gravadoras. “O Lado B começou a incomodar muito, porque a gente estava cantando as músicas de outras pessoas, toda essa coisa dos direitos autorais. Isso não é fácil no Brasil”, opinou. Questionada sobre a polêmica acerca da arrecadação feita pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), Luiza Possi é segura. “Participei de todo esse movimento que começou com o Dudu Falcão, que é meu grande parceiro, grande amigo. Esse dinheiro é desviado sim, para algum lugar que a gente não sabe onde. É importante que a gente discuta e reivindique uma mudança, porque a gente vive disso. A entrada de Paula Lavigne – relativamente tardia, mas ela se desculpou por isso – foi muito importante para dar destaque a essa questão mais uma vez”, explicou.
Luiza, que divide uma das canções do seu DVD com sua mãe, Zizi Possi, não teme comparações com o trabalho da mãe. Para ela, nunca foi um problema ser filha de quem é, como já foi, por exemplo, para Maria Rita. “Eu não sei muito bem dizer sobre isso, o exemplo da Maria Rita e da Elis Regina não é parecido com o meu. Isso não é um problema para mim”, assegurou. “No entanto, esse foi o momento em que eu me senti confortável para cantar com minha mãe. Cada vez mais me encontro comigo mesmo e me sinto desobrigada de agradá-la. Tem muitas coisas que eu faço e que ela não faria nunca”, afirma. Segura de si e dos caminhos que está trilhando, Luiza disse que ainda há muito tempo para errar – e acertar. “Sempre quis começar cedo, que você erra cedo, conserta cedo. A única coisa que eu sabia era cantar, então eu comecei a fazer isso logo. Ainda há muito tempo para tentar”, contou, rindo.
Além da participação da mãe, a musa baiana Ivete Sangalo também divide uma das faixas com Luiza no DVD. Nos shows em Salvador, Luiza ainda não sabe se levará músicos/cantores da terra para os palcos. “Eu ainda não sei se conseguirei conciliar a agenda para que algum amigo meu aí da Bahia possa estar comigo nesses shows. Tenho de chegar primeiro, encontrá-los e ver se rola”, adiantou.
Segunda, 29 de Julho de 2013 - 14:15
por Marília Moreira
A cantora Luiza Possi apresenta, a partir desta quarta-feira (7) até domingo (11), o show “Seguir Cantando” na Caixa Cultural de Salvador. A apresentação não é a primeira que a cantora faz em solo soteropolitano. Resultado do CD e DVD homônimos, gravados em 2011 no Citybank Hall, em São Paulo, “Seguir Cantando” já foi apresentado na capital baiana durante o show “Ellas” (em parceria com Sandy) em 2012 e durante o Festival de Verão 2013. Desta vez, no entanto, os ingressos para os shows de toda a temporada serão trocados por 1 quilo de alimento não perecível, a partir das 14h do dia de cada apresentação. “É muito bom ficar em temporada, coisa que não acontece mais no mundo musical. O show já está na estrada há um tempo e cada vez fica mais orgânico, diferente, dá para ir testando mais coisas. Nessa temporada que estamos levando a Salvador há várias surpresas que não havia antes”, contou em entrevista por telefone ao Bahia Notícias.
Com vários projetos paralelos, Luiza Possi não para e se mostra disposta a seguir cantando, seja na internet, nos palcos ou na televisão. Quando anunciou sua saída como jurada do programa Ídolos, da Record, em julho de 2011, Luiza já estava, como sempre, com outros projetos engatilhados. Sem revelar demais, ela apenas assegurou que sua participação no programa musical havia confirmado o seu interesse pela televisão. Em 2012, o segredo pôde ser revelado. A loira anunciou sua participação no The Voice Brasil, da Globo, como auxiliar técnica do cantor Daniel. “Logo que saí do Ídolos surgiu a oportunidade de ir para o The Voice, mas há um intervalo grande entre a aprovação e execução de um projeto. Tudo em televisão é demorado”, contou.
Outro projeto que a cantora leva adiante é o Lado B, que começou como um espaço em seu canal no YouTube para interpretar músicas famosas de outros artistas, mas migrou para o palco, se transformou no show de voz e violão – que Luiza “toca” com o tecladista Ivan Teixeira – e pode originar um CD. A mudança na cara do projeto se deveu ao incômodo gerado nas gravadoras. “O Lado B começou a incomodar muito, porque a gente estava cantando as músicas de outras pessoas, toda essa coisa dos direitos autorais. Isso não é fácil no Brasil”, opinou. Questionada sobre a polêmica acerca da arrecadação feita pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), Luiza Possi é segura. “Participei de todo esse movimento que começou com o Dudu Falcão, que é meu grande parceiro, grande amigo. Esse dinheiro é desviado sim, para algum lugar que a gente não sabe onde. É importante que a gente discuta e reivindique uma mudança, porque a gente vive disso. A entrada de Paula Lavigne – relativamente tardia, mas ela se desculpou por isso – foi muito importante para dar destaque a essa questão mais uma vez”, explicou.
Luiza, que divide uma das canções do seu DVD com sua mãe, Zizi Possi, não teme comparações com o trabalho da mãe. Para ela, nunca foi um problema ser filha de quem é, como já foi, por exemplo, para Maria Rita. “Eu não sei muito bem dizer sobre isso, o exemplo da Maria Rita e da Elis Regina não é parecido com o meu. Isso não é um problema para mim”, assegurou. “No entanto, esse foi o momento em que eu me senti confortável para cantar com minha mãe. Cada vez mais me encontro comigo mesmo e me sinto desobrigada de agradá-la. Tem muitas coisas que eu faço e que ela não faria nunca”, afirma. Segura de si e dos caminhos que está trilhando, Luiza disse que ainda há muito tempo para errar – e acertar. “Sempre quis começar cedo, que você erra cedo, conserta cedo. A única coisa que eu sabia era cantar, então eu comecei a fazer isso logo. Ainda há muito tempo para tentar”, contou, rindo.
Além da participação da mãe, a musa baiana Ivete Sangalo também divide uma das faixas com Luiza no DVD. Nos shows em Salvador, Luiza ainda não sabe se levará músicos/cantores da terra para os palcos. “Eu ainda não sei se conseguirei conciliar a agenda para que algum amigo meu aí da Bahia possa estar comigo nesses shows. Tenho de chegar primeiro, encontrá-los e ver se rola”, adiantou.
Segunda, 29 de Julho de 2013 - 14:15
Soteropolitano, músico Tiganá Santana acha que 'Bahia e Brasil podem dialogar mais com o mundo'
por Marília Moreira
Ele mora no trânsito. Com endereço registrado em São Paulo, o soteropolitano Tiganá Santana vê no trânsito a fonte para seu trabalho e para a sua própria existência. “Eu acredito que esse nomadismo, que esse estar em trânsito é uma característica forte desse século que se inicia. Já passamos uma década dele e não sabemos direito para onde as coisas rumam, mas com certeza esse é um modo de vida com o qual teremos de lidar”, contou o músico, em entrevista ao Bahia Notícias.
Seu segundo disco, intitulado “The Invention of Colour”, se localiza nessa necessidade, que não é algo exatamente racional, mas instintivo. Espécie de homenagem ao estado criativo da vida, o álbum é construído em parcerias com gente das mais diferentes nacionalidades: norueguês, sul-africano, cubano, cabo-verdiano, sueco. Lançado somente fora do Brasil, pelo selo sueco "ajabu!" o disco chega ao país em setembro traduzido como “A Invenção da Cor”. A tradução do título foi questão de conflito para o músico, que acredita que a mudança contribui para a errônea ideia de que o álbum foi feito para um mercado internacional. “É um disco feito por um baiano e acho que a Bahia e o Brasil – embora o Brasil seja um país muito isolado, ensimesmado, mesmo em relação à América Latina – podem dialogar mais com o mundo. Nesse disco exercito isso através da língua inglesa, que acaba sendo a língua entendida por todas as pessoas que colaboram comigo neste trabalho”, explicou.
Parte desse gosto se deu pelo caminho traçado pela mãe de Tiganá, que sempre nutriu o sonho de ver o filho seguir carreira diplomática. “Comecei a estudar as línguas por causa disso, e gosto, até hoje, de tentar conversar com sistemas de pensamento, comportamento e cosmovisão humanos distintos. Porque língua é porta para se entrar em uma linguagem”, explicou. Seu nome também talvez tenha a ver com tudo isso. De origem malinke, o nome “Tiganá” designa uma linhagem de pensadores da África Ocidental. “Todo esse escopo para que eu procurasse um mergulho maior vem em grande monta da minha relação com essa origem étnica e com o candomblé”, confessou.
Antes de estrear em 2010 com o álbum “Maçalê”, Tiganá já nutria um grande interesse pela música e pelas línguas; aos 14 anos iniciou as aulas de violão clássico e aos 16 já compunha em várias línguas africanas e europeias. E foi também antes de lançar um disco, que Tiganá começou a sentir que mergulhava em determinadas frequências. “Antes de uma certa absorção sonora, que é prévia à música, talvez exista uma determinada ligação ou sintonização ou estar disperto diante de determinada frequência. E isso aconteceu comigo. Alguma coisa no violão tradicional não me tocava em determinados setores internos que eu sentia necessidade de alcançar. Então, as frequências graves são as que evocam outros lugares, outros espaços - no terreiro de candomblé é o tambor grave, o rum, que sola e discursa, uma coisa um tanto diferente de algumas tradições europeias nas quais o agudo é quem discursa. Fui mergulhando nisso, até que cheguei nesse violão, que chamo de violão tambor, porque tem uma textura um tanto mais grave e é um tanto mais percursivo na forma de tocar. Esse disco novo é muito desenhado a partir do que esse violão diz”, explicou.
Por ter iniciado a vida artística cedo e gravado somente dois discos, grande parte de suas composições não foram gravadas e nem mesmo apresentadas em shows. É parte disso, que quem for conferir o show de Tiganá logo mais, às 20h30 desta segunda-feira (29), no Cinema do Museu (Corredor da Vitória) - dentro do projeto Salademúsica -, poderá ter acesso. Além de uma canção do disco novo e duas ou três do antigo, o repertório será composto essencialmente de “algumas coisas que não estão nos planos mais imediatos de publicização” do músico. O show, que terá participação do VJ Gabiru, tem ingressos gratuitos - a serem retirados a partir das 14h na bilheteria do cinema.
Tiganá ainda tem muitos planos e projetos engatilhados para 2013, mas devido ao fato de ser reservado e um tanto quanto supersticioso acha melhor falar de tudo isso quando estiver para acontecer. E quanto à carreira diplomática? “Quanto a ela, eu não sei. Talvez ela tenha acontecido de alguma forma, com esse diálogo que eu mantenho com culturas e pessoas de distintas aldeias. Isso de certa forma é, mas não sei o que pode acontecer depois. Quem sabe, né?”. Até lá é aguardar e conhecer um pouco mais do trabalho desse filho da terra (e do mundo).
por Marília Moreira
Ele mora no trânsito. Com endereço registrado em São Paulo, o soteropolitano Tiganá Santana vê no trânsito a fonte para seu trabalho e para a sua própria existência. “Eu acredito que esse nomadismo, que esse estar em trânsito é uma característica forte desse século que se inicia. Já passamos uma década dele e não sabemos direito para onde as coisas rumam, mas com certeza esse é um modo de vida com o qual teremos de lidar”, contou o músico, em entrevista ao Bahia Notícias.
Seu segundo disco, intitulado “The Invention of Colour”, se localiza nessa necessidade, que não é algo exatamente racional, mas instintivo. Espécie de homenagem ao estado criativo da vida, o álbum é construído em parcerias com gente das mais diferentes nacionalidades: norueguês, sul-africano, cubano, cabo-verdiano, sueco. Lançado somente fora do Brasil, pelo selo sueco "ajabu!" o disco chega ao país em setembro traduzido como “A Invenção da Cor”. A tradução do título foi questão de conflito para o músico, que acredita que a mudança contribui para a errônea ideia de que o álbum foi feito para um mercado internacional. “É um disco feito por um baiano e acho que a Bahia e o Brasil – embora o Brasil seja um país muito isolado, ensimesmado, mesmo em relação à América Latina – podem dialogar mais com o mundo. Nesse disco exercito isso através da língua inglesa, que acaba sendo a língua entendida por todas as pessoas que colaboram comigo neste trabalho”, explicou.
Parte desse gosto se deu pelo caminho traçado pela mãe de Tiganá, que sempre nutriu o sonho de ver o filho seguir carreira diplomática. “Comecei a estudar as línguas por causa disso, e gosto, até hoje, de tentar conversar com sistemas de pensamento, comportamento e cosmovisão humanos distintos. Porque língua é porta para se entrar em uma linguagem”, explicou. Seu nome também talvez tenha a ver com tudo isso. De origem malinke, o nome “Tiganá” designa uma linhagem de pensadores da África Ocidental. “Todo esse escopo para que eu procurasse um mergulho maior vem em grande monta da minha relação com essa origem étnica e com o candomblé”, confessou.
Antes de estrear em 2010 com o álbum “Maçalê”, Tiganá já nutria um grande interesse pela música e pelas línguas; aos 14 anos iniciou as aulas de violão clássico e aos 16 já compunha em várias línguas africanas e europeias. E foi também antes de lançar um disco, que Tiganá começou a sentir que mergulhava em determinadas frequências. “Antes de uma certa absorção sonora, que é prévia à música, talvez exista uma determinada ligação ou sintonização ou estar disperto diante de determinada frequência. E isso aconteceu comigo. Alguma coisa no violão tradicional não me tocava em determinados setores internos que eu sentia necessidade de alcançar. Então, as frequências graves são as que evocam outros lugares, outros espaços - no terreiro de candomblé é o tambor grave, o rum, que sola e discursa, uma coisa um tanto diferente de algumas tradições europeias nas quais o agudo é quem discursa. Fui mergulhando nisso, até que cheguei nesse violão, que chamo de violão tambor, porque tem uma textura um tanto mais grave e é um tanto mais percursivo na forma de tocar. Esse disco novo é muito desenhado a partir do que esse violão diz”, explicou.
Por ter iniciado a vida artística cedo e gravado somente dois discos, grande parte de suas composições não foram gravadas e nem mesmo apresentadas em shows. É parte disso, que quem for conferir o show de Tiganá logo mais, às 20h30 desta segunda-feira (29), no Cinema do Museu (Corredor da Vitória) - dentro do projeto Salademúsica -, poderá ter acesso. Além de uma canção do disco novo e duas ou três do antigo, o repertório será composto essencialmente de “algumas coisas que não estão nos planos mais imediatos de publicização” do músico. O show, que terá participação do VJ Gabiru, tem ingressos gratuitos - a serem retirados a partir das 14h na bilheteria do cinema.
Tiganá ainda tem muitos planos e projetos engatilhados para 2013, mas devido ao fato de ser reservado e um tanto quanto supersticioso acha melhor falar de tudo isso quando estiver para acontecer. E quanto à carreira diplomática? “Quanto a ela, eu não sei. Talvez ela tenha acontecido de alguma forma, com esse diálogo que eu mantenho com culturas e pessoas de distintas aldeias. Isso de certa forma é, mas não sei o que pode acontecer depois. Quem sabe, né?”. Até lá é aguardar e conhecer um pouco mais do trabalho desse filho da terra (e do mundo).
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Gamaliel Chagas/Chiquitinha aos 15 anos em 1966/ cidade de Mata de S. João/ba. nascido m 07/07/1951 Gamaliel na 1ª Maratona da Independência da Bahia 1984 Salvador/Ba. 42. 198 metros |
CORRER É VIVER, REJUVENESCER...
(A Poesia do Corredor)
Chego do trabalho, calço o tênis de corrida
Visto a camisa e o calção, sigo para a pista
Ajusto o relógio, preparo logo a partida
Já estou correndo, olho ao redor, que vista!
Montanhas, rios, e lagos, árvores, casas e gente
Tudo desfilando panoramicamente, que paisagem!
Respiro o oxigênio puro, vitalício, vou em frente
Pensando, medito enquanto corro, recebo mensagens...
É a minha mente livre, inspirando-me poeticamente
Imagens lindas! E, captando energias do além
Vai fortalecendo meu corpo, docilmente
Sinto-me feliz, porque a corrida me faz bem.
A cada quilômetro percorrido
Estabeleço um ritmo adequado
Subindo e descendo ladeiras, corro
Sempre a cada passo, respirando controlado.
É a técnica treinada com resistência
Força, energia e muita paciência,
Superando meus limites, aprendo a viver
Sim, corro! Corro! Porque sei que vou rejuvenescer...
Poesia feita em 13/02/1985
Poesia em homenagem a todos os corredores de ruas (pedestrianismo) e amantes do atletismo. Direitos Autorais registrado em nome de Gamaliel.
PRINCIPAIS CORRIDAS
Gamaliel Sales Chagas poeta desde os 19 anos de idade (1970, maratonista, futebolista, pesquisador, historiador,narrador de futebol, matense, nasceu 07/07/1951 na rua Luís Sepúlveda Garcez (Centro, Mata de S. João).
Correu 15 maratonas em 6 estados do Brasil de 1983-87 (S. Paulo, Brasília, Rio deJaneiro, Bahia, Minas Gerais e João Pessoa)2 maratonas em Nova York (1984 e 1986) 2 São Silvestre (1983, 1984).
Bi-campeão de 5 e 10 mil metros, Fonte Nova ( 1983+84) – (1984/85)
Escolhido o Maratonista Baiano e revelação do Atletismo da Bahia de 1984, pela AVAB – Associação de Veteranos de Atletismo da Bahia
Correu 30 km de São Cristóvão/ Aracajú pela BR 101 no ano de 1986
Melhor tempo em maratonas: 2 h 59 min. (Salvador, 13/07/1985)
Representou os municípios de Mata de São João, Dias D'Ávila e Camaçari nas corridas citas sem ter apoio financeiro das prefeituras citadas, apoio da Copene e do próprio Atleta (inclusive nas duas Maratonas Internacionais houve apoio da Copene no translado Salvador Rio de Janeiro e vice versa, ajuda na estádia), sendo passagens de ida e volta a custo do atleta, e trabalhava das 8 horas as 17 horas e compensava os dias da estadia em New York (5 dias em 1984 e 1986).
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A Curso de Legislação Empresarial LDTDA/TPD/IOB
Credenciamento: CFMO O97
Oswaldo Melantonio Formado em Direito, Filosofia e Jornalismo, Av. Marquês de São Vicente (Agua Branca), São Paulo/SP Certificado COMUNICAÇÕES VERBAIS /Concluído em 7/03/198.
Chiquitinha Maravilha nasceu no dia 07/07/1951 ás 03: 05 hs na Travessa Barão Açu da Torre, atual rua Luis Sepúlveda Garces, centro, cidade de Mata de São João, curso primário no Grupo Escolar Getúlio Vargas (1959/65), ginasial IMEMB (atual CMMB) de 1966/69.
Chiquitinha Maravilha aposentado, Técnico em Química (nível médio), Curso de Comunicações Verbais em 07/03/1986, (100 horas de duração, EQUIVALENTE A 6 MESES), Credenciamento: CFMO 097.
O Professor Responsável pelo Curso de Legislação Empresarial o Professor Oswaldo Melatonio, formado em Direito, Filosofia e Jornalismo. No citado curso grandes figuras do mundo da comunicação política, esportiva, empresarial, realizaram o citado curso (Oreste Quecia, Osmar Santos, Janio Quadros fizeram esse citado curso.... ), E OUTRAS NOTÁVEIS PERSONALIDADES DE VÁRIAS ATIVIDADES QUE USAM AS COMUNICAÇÕES VERBAIS NO BRASIL E NO MUNDO GLOBAL.
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A CASA DA TORRE DE GARCIA
D'ÁVILA NO SÉCULO XX
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RELÍQUIAS HISTÓRICAS
DE MATA DE SÃO JOÃO
Cidade de Mata de São João na década de 1950
RELÍQUIA HISTÓRICA DA ENTÃO VILA DE MATA DE SÃO JOÃO /DÉCADA DE 1910!
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SÃO JOÃO BATISTA - PADROEIRO DE MATA DE S. JOÃO/BA
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SÃO JOÃO BATISTA BATIZANDO JESUS CRISTO
no Rio Jordão. S. João Batista Padroeira de Mata de São João/BA. QUADRO DE FAIANÇA PORTUGUESA NO VARANDAL DA CASA RESIDENCIA DE CHIQUITINHA MARAVILHA / ceramista Eduardo Gomes, lusitano de Aveiro/Portugal. Data do fabrico do painel ano 1984
AS FOTOS DA FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA...
JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS EX-PREFEITO DE MATA DE SÃO JOÃO E LÍDER POLÍTICO DO MUNICIPIO MATENSE, PREFEITO MARCELO OLIVEIRA, VICE - JOSELITO, VEREADORES E DEMAIS PESSOAS GRADAS NA FESTA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA NO PARQUE DA CIDADE.......
EX-PREFEITO JOÃO GUALBERTO COMANDOU A FESTADA EMANCIPAÇÃO, AO LADO DO PREFEITO MARCELO OLIVEIRA E VEREADORES DA SITUAÇÃO E OUTRAS PESSOAS GRADAS. JOÃO GUALBERTO CANDIDATO A DEP. FEDERAL NA CHAPA DA OPOSIÇÃO.
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SALVADOR A CAPITAL MUNDIAL DO TURISMO
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