Da discórdia à confiança: a
relação de Levir Culpi e Diego
Tardelli no Galo
Substituído em um jogo da Libertadores logo na chegada do treinador, atacante diz que comandante conquistou o elenco por seu estilo e pela confiança no grupo
Da água para o vinho. Foi assim a evolução da relação do atacante Diego Tardelli com o técnico Levir Culpi. Ao chegar ao clube, o treinador substituiu o jogador na partida que eliminou o Atlético-MG da Libertadores, no empate em 1 a 1 com o Nacional-COL, no Independência, em abril. Na saída de campo, Tardelli mandou perguntar ao treinador o motivo da saída, e Levir retrucou. Disse que jogador é número, e o camisa 9 não havia rendido o esperado em campo, pois não chutava a gol. Criou-se um clima tenso entre um dos líderes do elenco e o então recém-chegado comandante do grupo. Naquele momento, nem dava para desconfiar que os dois chegariam, juntos e afinados, à final da Copa do Brasil, que começa nesta quarta, às 22h, contra o arquirrival Cruzeiro.
Nos treinos seguintes, o ambiente continuou pesado. Levir impunha seu estilo disciplinador, e o elenco alvinegro teve que se adaptar à nova ideologia. No decorrer do trabalho, Ronaldinho Gaúcho, outro líder do elenco, deixou o clube. Muito pela chegada de Levir, que não tolerou a pouca assiduidade do atleta nos jogos, e pelo rendimento em campo, já que convivia com lesões.
Aos poucos, o treinador foi ganhando o grupo. A filosofia de trabalho foi sendo aceita no que diz respeito à parte tática. Em troca, Levir ganhou de vez os jogadores ao liberar a equipe das concentrações antes dos jogos em Belo Horizonte.
SAIBA MAIS
E o clima com Tardelli já não lembra nem de longe os primeiros dias de convívio. Elogios do treinador após as vitórias e até defesa da convocação do atleta foram temas de entrevistas de Levir Culpi. O motivo da sinergia tem um nome, segundo Diego Tardelli: confiança.
- Acho que (mudou) através da confiança. Muitas coisas que vocês (jornalistas) não sabem da pessoa, de como é o Levir. Uma pessoa diferente. Ele nos deu a confiança de não concentrar, e isso ganhou mais ainda o grupo. É um baita de um cara. É mais uma amizade e uma confiança que ele tem na gente e a gente tem nele.
Agora é a vez de o camisa 9 revelar uma faceta do treinador e expor que o clima entre os dois é o melhor possível.
- Ele é engraçado. Fala coisas que não têm nada a ver. Fala nada com nada. Às vezes vai dar uma preleção e demora 15, 20 minutos para entrar na parte tática. Fica fazendo as palhaçadas dele lá. É um baita de um cara.
Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentam nesta quarta, às 22h, no Independência, no jogo de ida da decisão da Copa do Brasil. O título será decidido no dia 26, no Mineirão.
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