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RELÍQUIAS HISTÓRICAS
DE MATA DE SÃO JOÃO
Cidade de Mata de São João na década de 1950
RELÍQUIA HISTÓRICA DA ENTÃO VILA DE MATA DE SÃO JOÃO /DÉCADA DE 1910!


SÃO JOÃO BATISTA - PADROEIRO DE MATA DE S. JOÃO/BA

SÃO JOÃO BATISTA BATIZANDO JESUS CRISTO
no Rio Jordão. S. João Batista Padroeira de Mata de São João/BA. QUADRO DE FAIANÇA PORTUGUESA NO VARANDAL DA CASA RESIDENCIA DE CHIQUITINHA MARAVILHA / ceramista Eduardo Gomes, lusitano de Aveiro/Portugal. Data do fabrico do painel ano 1984
AS FOTOS DA FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA...
JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS EX-PREFEITO DE MATA DE SÃO JOÃO E LÍDER POLÍTICO DO MUNICIPIO MATENSE, PREFEITO MARCELO OLIVEIRA, VICE - JOSELITO, VEREADORES E DEMAIS PESSOAS GRADAS NA FESTA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA NO PARQUE DA CIDADE.......
EX-PREFEITO JOÃO GUALBERTO COMANDOU A FESTADA EMANCIPAÇÃO, AO LADO DO PREFEITO MARCELO OLIVEIRA E VEREADORES DA SITUAÇÃO E OUTRAS PESSOAS GRADAS. JOÃO GUALBERTO CANDIDATO A DEP. FEDERAL NA CHAPA DA O
RELÍQUIAS HISTÓRICAS
DE MATA DE SÃO JOÃO
DE MATA DE SÃO JOÃO
Cidade de Mata de São João na década de 1950
RELÍQUIA HISTÓRICA DA ENTÃO VILA DE MATA DE SÃO JOÃO /DÉCADA DE 1910!
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SÃO JOÃO BATISTA - PADROEIRO DE MATA DE S. JOÃO/BA
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SÃO JOÃO BATISTA BATIZANDO JESUS CRISTO
no Rio Jordão. S. João Batista Padroeira de Mata de São João/BA. QUADRO DE FAIANÇA PORTUGUESA NO VARANDAL DA CASA RESIDENCIA DE CHIQUITINHA MARAVILHA / ceramista Eduardo Gomes, lusitano de Aveiro/Portugal. Data do fabrico do painel ano 1984
AS FOTOS DA FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA...
JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS EX-PREFEITO DE MATA DE SÃO JOÃO E LÍDER POLÍTICO DO MUNICIPIO MATENSE, PREFEITO MARCELO OLIVEIRA, VICE - JOSELITO, VEREADORES E DEMAIS PESSOAS GRADAS NA FESTA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA NO PARQUE DA CIDADE.......
EX-PREFEITO JOÃO GUALBERTO COMANDOU A FESTADA EMANCIPAÇÃO, AO LADO DO PREFEITO MARCELO OLIVEIRA E VEREADORES DA SITUAÇÃO E OUTRAS PESSOAS GRADAS. JOÃO GUALBERTO CANDIDATO A DEP. FEDERAL NA CHAPA DA O
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Coluna A Tarde: A greve, as eleições e a Copa
O governo estadual não esperava que, em ano eleitoral, tivesse que enfrentar um problema que toca profundamente a população de Salvador, uma cidade normalmente violenta, cuja greve tende a se espraiar pelo interior. O governo fala em ter sido surpreendido com a paralisação da Polícia Militar, mas isso ocorreu talvez por conta da incompetência, na medida em que os movimentos grevistas não surgem do nada e, sim, a partir de situações previsíveis, anunciadas. É certo que os policiais militares também se excederam ao anunciar o movimento que, aliás, foi considerado ilegal pela Justiça baiana.
Ficar refém de duas greves da PM e de uma longa paralisação dos professores estaduais que causaram imensas dificuldades em anos anteriores, convenhamos, é consequência da falta de interlocução correta, ao tempo em que transfere à população o sentimento do medo, do desconforto, de se sentir prisioneira em suas residências, refém das circunstâncias que não se sabe quanto tempo levará.
Tida como uma das cidades mais violentas do mundo, Salvador sangra e sangra, também, o governo diante de uma população estupefata. Novamente? Será que não existe ninguém nas 32 secretarias politizadas da administração que tenha, pelo menos, um interlocutor competente para dialogar com as categorias para evitar as greves? A interlocução é, convenhamos, difícil, mas é preciso que haja à exaustão.
Esta greve inesperada da Polícia Militar paralisa a cidade, causando além do medo, prejuízos incalculáveis ao comércio, com quebra-quebra de lojas comerciais, e mais do que isso, saques por todo o canto, arrastões, violências de toda ordem, enfim. O governo quer manter a ordem com a Força Nacional. Pode melhorar, sim, a situação, mas não resolve de todo. Informa-se que a Força deverá mandar para Salvador cinco mil homens. O problema é que a cidade tem quase três milhões de habitantes. De resto, os soldados que aqui chegarem não têm conhecimento da realidade da Capital, e sua difícil topografia, desordenada por crescer sem planejamento, como são exemplos seus bairros, subúrbios, enfim, as suas franjas. Se a própria PM enfrenta dificuldades, imagine-se um agrupamento da Força Nacional estranha à cidade de Salvador.
Há nove meses que se discute – pelo que se informa – as reivindicações dos policiais militares, assim como as do funcionalismo de maneira geral, especialmente dos professores. O governo não revela, não diz claramente, mas a verdade é que o Estado está longe de poder atender às categorias insatisfeitas porque a administração atravessa um já longo período de dificuldades. Conta com o apoio da união, é certo, mas para obras direcionadas e não para o custeio da maquina governamental.
O governo baiano está contra a parede. Leva o desconforto de enfrentar um ano eleitoral que provavelmente será muito difícil para o PT baiano. Difícil e complicado. Questão curiosa é que o PT é oriundo do sindicalismo e integrado, na sua militância, por sindicalistas. Não dá, desse modo, para entender as circunstâncias do partido, que cria dificuldades, justo para o governo que o representa.
Embora as negociações já estivessem ocorrendo há tempos, a greve desencadeada pelos policiais militares foi repentina. Arrepiou a população que terá uma Semana Santa de insatisfações aureolada pelo medo. A depender da duração do movimento paredista, o governo do estado, que tem uma chapa eleitoral definida, composta pelo PT e partidos da base de apoio, passa a enfrentar sérios e graves riscos. O futuro, em termos eleitorais já é, por natureza, incerto. Torna-se mais denso em termos de preocupação porque, decididamente, a cidade e sua população não podem estar feliz com o que acontece. Insatisfação que, logo, logo, chega ao interior como já se observa. O problema, no entanto, não é apenas este. A solução que se exige é uma decisão para o que ocorre. E que seja rápido. De resto, a Copa do Mundo está a se aproximar e os líderes da greve sabem que têm às mãos todos os instrumentos de manobra e pressão.
Quarta, 16 de Abril de 2014 - 10:22
O governo estadual não esperava que, em ano eleitoral, tivesse que enfrentar um problema que toca profundamente a população de Salvador, uma cidade normalmente violenta, cuja greve tende a se espraiar pelo interior. O governo fala em ter sido surpreendido com a paralisação da Polícia Militar, mas isso ocorreu talvez por conta da incompetência, na medida em que os movimentos grevistas não surgem do nada e, sim, a partir de situações previsíveis, anunciadas. É certo que os policiais militares também se excederam ao anunciar o movimento que, aliás, foi considerado ilegal pela Justiça baiana.
Ficar refém de duas greves da PM e de uma longa paralisação dos professores estaduais que causaram imensas dificuldades em anos anteriores, convenhamos, é consequência da falta de interlocução correta, ao tempo em que transfere à população o sentimento do medo, do desconforto, de se sentir prisioneira em suas residências, refém das circunstâncias que não se sabe quanto tempo levará.
Tida como uma das cidades mais violentas do mundo, Salvador sangra e sangra, também, o governo diante de uma população estupefata. Novamente? Será que não existe ninguém nas 32 secretarias politizadas da administração que tenha, pelo menos, um interlocutor competente para dialogar com as categorias para evitar as greves? A interlocução é, convenhamos, difícil, mas é preciso que haja à exaustão.
Esta greve inesperada da Polícia Militar paralisa a cidade, causando além do medo, prejuízos incalculáveis ao comércio, com quebra-quebra de lojas comerciais, e mais do que isso, saques por todo o canto, arrastões, violências de toda ordem, enfim. O governo quer manter a ordem com a Força Nacional. Pode melhorar, sim, a situação, mas não resolve de todo. Informa-se que a Força deverá mandar para Salvador cinco mil homens. O problema é que a cidade tem quase três milhões de habitantes. De resto, os soldados que aqui chegarem não têm conhecimento da realidade da Capital, e sua difícil topografia, desordenada por crescer sem planejamento, como são exemplos seus bairros, subúrbios, enfim, as suas franjas. Se a própria PM enfrenta dificuldades, imagine-se um agrupamento da Força Nacional estranha à cidade de Salvador.
Há nove meses que se discute – pelo que se informa – as reivindicações dos policiais militares, assim como as do funcionalismo de maneira geral, especialmente dos professores. O governo não revela, não diz claramente, mas a verdade é que o Estado está longe de poder atender às categorias insatisfeitas porque a administração atravessa um já longo período de dificuldades. Conta com o apoio da união, é certo, mas para obras direcionadas e não para o custeio da maquina governamental.
O governo baiano está contra a parede. Leva o desconforto de enfrentar um ano eleitoral que provavelmente será muito difícil para o PT baiano. Difícil e complicado. Questão curiosa é que o PT é oriundo do sindicalismo e integrado, na sua militância, por sindicalistas. Não dá, desse modo, para entender as circunstâncias do partido, que cria dificuldades, justo para o governo que o representa.
Embora as negociações já estivessem ocorrendo há tempos, a greve desencadeada pelos policiais militares foi repentina. Arrepiou a população que terá uma Semana Santa de insatisfações aureolada pelo medo. A depender da duração do movimento paredista, o governo do estado, que tem uma chapa eleitoral definida, composta pelo PT e partidos da base de apoio, passa a enfrentar sérios e graves riscos. O futuro, em termos eleitorais já é, por natureza, incerto. Torna-se mais denso em termos de preocupação porque, decididamente, a cidade e sua população não podem estar feliz com o que acontece. Insatisfação que, logo, logo, chega ao interior como já se observa. O problema, no entanto, não é apenas este. A solução que se exige é uma decisão para o que ocorre. E que seja rápido. De resto, a Copa do Mundo está a se aproximar e os líderes da greve sabem que têm às mãos todos os instrumentos de manobra e pressão.
Quarta, 16 de Abril de 2014 - 10:22
Greve: xeque-mate no governo
por Samuel Celestino
A inesperada greve da Polícia Militar que surpreendeu a população gerou em Salvador, uma cidade tida como das mais violentas do mundo, gerou uma situação convulsa e preocupante, além de disseminar o medo. Sem policiamento, com as eleições se aproximando, o governo Wagner foi atingido por uma flecha envenenada. A gestão atravessa dificuldades financeiras. Isso não significa nenhuma novidade. Mas é fato que, para a população de maneira geral, a greve da PM surpreendeu os moradores da cidade, e, ainda, há ameaças que rondam o Sindicato dos Professores, que reivindica melhores condições. Há um pânico disseminado, com boatos em sequência sobre quebra-quebra e saques em lojas. A maioria não se confirma. O governo não esperou, como nas greves anteriores, notadamente da PM, para solicitar a Força Nacional, o que não resolverá a questão porque temos uma cidade com quase três milhões de habitantes, que cresceu sem planejamento o que dificulta qualquer ação. Salvador parece antecipar a Semana Santa, que, por ora, nada tem de santa e, sim, do medo que se espraia pelos bairros com as escolas fechadas por prevenção. Ademais, o governador montou uma chapa eleitoral para a disputa de outubro e nada surpreenderá se seus candidatos forem atingidos pelas consequências do movimento grevista, dificultando-o na esperança de fazer seu sucessor. Trata-se, evidentemente, de uma suposição, mas nada fora de uma preocupação que também está presente no governo. Se a greve tiver um fim rápido, menos mal. Mas o governo terá que honrar o que for negociado sob pena de um novo movimento paredista explodir nas proximidades da Copa do Mundo, o que seria um desastre. A situação do governo baiano é mesmo difícil. As negociações acontecem há nada menos de nove meses. A situação é tão grave que na primeira assembleia dos policiais militares já não havia o que discutir, senão anunciar a greve geral que, mais uma vez, gera convulsão na cidade de Salvador.
Terça, 15 de Abril de 2014 - 09:00
por Samuel Celestino
A inesperada greve da Polícia Militar que surpreendeu a população gerou em Salvador, uma cidade tida como das mais violentas do mundo, gerou uma situação convulsa e preocupante, além de disseminar o medo. Sem policiamento, com as eleições se aproximando, o governo Wagner foi atingido por uma flecha envenenada. A gestão atravessa dificuldades financeiras. Isso não significa nenhuma novidade. Mas é fato que, para a população de maneira geral, a greve da PM surpreendeu os moradores da cidade, e, ainda, há ameaças que rondam o Sindicato dos Professores, que reivindica melhores condições. Há um pânico disseminado, com boatos em sequência sobre quebra-quebra e saques em lojas. A maioria não se confirma. O governo não esperou, como nas greves anteriores, notadamente da PM, para solicitar a Força Nacional, o que não resolverá a questão porque temos uma cidade com quase três milhões de habitantes, que cresceu sem planejamento o que dificulta qualquer ação. Salvador parece antecipar a Semana Santa, que, por ora, nada tem de santa e, sim, do medo que se espraia pelos bairros com as escolas fechadas por prevenção. Ademais, o governador montou uma chapa eleitoral para a disputa de outubro e nada surpreenderá se seus candidatos forem atingidos pelas consequências do movimento grevista, dificultando-o na esperança de fazer seu sucessor. Trata-se, evidentemente, de uma suposição, mas nada fora de uma preocupação que também está presente no governo. Se a greve tiver um fim rápido, menos mal. Mas o governo terá que honrar o que for negociado sob pena de um novo movimento paredista explodir nas proximidades da Copa do Mundo, o que seria um desastre. A situação do governo baiano é mesmo difícil. As negociações acontecem há nada menos de nove meses. A situação é tão grave que na primeira assembleia dos policiais militares já não havia o que discutir, senão anunciar a greve geral que, mais uma vez, gera convulsão na cidade de Salvador.
Terça, 15 de Abril de 2014 - 09:00
Coluna A Tarde: Marina aposta em Campos
Marina Silva que na eleição passada forçou o segundo turno surpreendendo com pouco mais de 20 milhões de votos - uma votação inesperada - assustou Dilma Rousseff, então candidata do todo poderoso Lula. Marina, que não conseguiu registrar o seu partido em tempo hábil, em nova surpresa migrou para o PSB de Eduardo Campos. Passou, a partir de ontem, a ser a candidata a vice da chapa presidencial do governador de Pernambuco. Com a tomada desta posição, é possível que, em pesquisas futuras, Campos passe a ser o maior competidor de Dilma, sem que isso diminua Aécio Neves, que também será receptor de benefícios e disputará para chegar ao segundo turno.
Com Dilma atravessando um período político mergulhada em problemas que, pouco a pouco, passam a ser do conhecimento dos brasileiros de todos os cantões, é possível, apenas possível, que a presidente continue a sua trajetória de queda como já foi observado em pesquisa anterior do DataFolha. Se o processo perdurar, o sinal que já está amarelo no Palácio do Planalto torna-se vermelho. São muitas as possibilidades que isto ocorra. Dilma, cuja simpatia e capacidade de transferi-la para os eleitores são questionadas, enfrenta um dragão: a inflação piora.
É claro que somente as classes mais aculturadas conseguem entender o que se passa na economia brasileira, que de igual modo desce a ladeira. O povão não entende essas histórias de PIB, conta corrente, logística, importações e exportações, agronegócio, mas tem plena consciência do mal que a inflação representa. Por que sabe quanto custa os produtos básicos para alimentação, por mais pobre que seja, e as dificuldades para adquiri-la com o pouco dinheiro de que dispõe.
De outro modo, Marina Silva, com seu jeitito humilde de povo, é entendida pela base da pirâmide e tem a simpatia da classe média. Dilma transfere a imagem da durona, de uma comandante-em-chefe, quando ri na maioria das vezes o faz de forma forçada ou dizendo coisas sem a menor graça. Falta-lhe o humor que em Lula sobrava. Já Aécio Neves é naturalmente simpático. Político que vem da linhagem de Tancredo Neves, tenta se esforçar para ser um bom comunicador de programas eleitorais, de sorte a dizer à população o que pensa.
Entre Eduardo Campos e Aécio há muito em comum: dialogam constantemente, têm um acordo para união no segundo turno – se houver – e um discurso parecido. São dois candidatos que pregam a mudança, a modernidade, e a transformação de aspectos políticos, como a reforma política, o que Dilma não conseguiu fazer em três anos e meio de mandato, mesmo quando esteve contra as cordas a partir das manifestações de junho do ano passado. Justo porque seu mandato foi e é um constante desentendimento com o Congresso.
Ademais, eles pressentem que o petismo mudou tanto que se observa cansaço em diversos segmentos sociais. Os escândalos que rondam a presidente neste ano eleitoral são muitos, todos de dimensão espantosa, como a operação Lava Jato, envolvendo a lavagem de R$10 bilhões, como os problemas que envolvem a empresa mais emblemática para os brasileiros, a Petrobras, da qual Dilma foi presidente do Conselho Deliberativo.
Normalmente, em política, a palavra mudança tem uma conotação mágica porque se opõe à mesmice. É, no entanto, entre esses dois conceitos, que haverá, no horário eleitoral, o grande embate da campanha, além dos erros cometidos. Enfim, o que não falta às oposições é discurso.
O fato novo é que Marina Silva será vice. Com isso, passa a ser a grande eleitora de Eduardo Campos, que tanto ele como Aécio forma o novo na corrida presidencial.
Segunda, 14 de Abril de 2014 - 09:50
Marina Silva que na eleição passada forçou o segundo turno surpreendendo com pouco mais de 20 milhões de votos - uma votação inesperada - assustou Dilma Rousseff, então candidata do todo poderoso Lula. Marina, que não conseguiu registrar o seu partido em tempo hábil, em nova surpresa migrou para o PSB de Eduardo Campos. Passou, a partir de ontem, a ser a candidata a vice da chapa presidencial do governador de Pernambuco. Com a tomada desta posição, é possível que, em pesquisas futuras, Campos passe a ser o maior competidor de Dilma, sem que isso diminua Aécio Neves, que também será receptor de benefícios e disputará para chegar ao segundo turno.
Com Dilma atravessando um período político mergulhada em problemas que, pouco a pouco, passam a ser do conhecimento dos brasileiros de todos os cantões, é possível, apenas possível, que a presidente continue a sua trajetória de queda como já foi observado em pesquisa anterior do DataFolha. Se o processo perdurar, o sinal que já está amarelo no Palácio do Planalto torna-se vermelho. São muitas as possibilidades que isto ocorra. Dilma, cuja simpatia e capacidade de transferi-la para os eleitores são questionadas, enfrenta um dragão: a inflação piora.
É claro que somente as classes mais aculturadas conseguem entender o que se passa na economia brasileira, que de igual modo desce a ladeira. O povão não entende essas histórias de PIB, conta corrente, logística, importações e exportações, agronegócio, mas tem plena consciência do mal que a inflação representa. Por que sabe quanto custa os produtos básicos para alimentação, por mais pobre que seja, e as dificuldades para adquiri-la com o pouco dinheiro de que dispõe.
De outro modo, Marina Silva, com seu jeitito humilde de povo, é entendida pela base da pirâmide e tem a simpatia da classe média. Dilma transfere a imagem da durona, de uma comandante-em-chefe, quando ri na maioria das vezes o faz de forma forçada ou dizendo coisas sem a menor graça. Falta-lhe o humor que em Lula sobrava. Já Aécio Neves é naturalmente simpático. Político que vem da linhagem de Tancredo Neves, tenta se esforçar para ser um bom comunicador de programas eleitorais, de sorte a dizer à população o que pensa.
Entre Eduardo Campos e Aécio há muito em comum: dialogam constantemente, têm um acordo para união no segundo turno – se houver – e um discurso parecido. São dois candidatos que pregam a mudança, a modernidade, e a transformação de aspectos políticos, como a reforma política, o que Dilma não conseguiu fazer em três anos e meio de mandato, mesmo quando esteve contra as cordas a partir das manifestações de junho do ano passado. Justo porque seu mandato foi e é um constante desentendimento com o Congresso.
Ademais, eles pressentem que o petismo mudou tanto que se observa cansaço em diversos segmentos sociais. Os escândalos que rondam a presidente neste ano eleitoral são muitos, todos de dimensão espantosa, como a operação Lava Jato, envolvendo a lavagem de R$10 bilhões, como os problemas que envolvem a empresa mais emblemática para os brasileiros, a Petrobras, da qual Dilma foi presidente do Conselho Deliberativo.
Normalmente, em política, a palavra mudança tem uma conotação mágica porque se opõe à mesmice. É, no entanto, entre esses dois conceitos, que haverá, no horário eleitoral, o grande embate da campanha, além dos erros cometidos. Enfim, o que não falta às oposições é discurso.
O fato novo é que Marina Silva será vice. Com isso, passa a ser a grande eleitora de Eduardo Campos, que tanto ele como Aécio forma o novo na corrida presidencial.
Segunda, 14 de Abril de 2014 - 09:50
Morre jurista Aquinoel Neves Borges
por Samuel Celestino
Morreu nesta segunda-feira (14) o jurista Aquinoel Neves Borges. Advogado, militante deste abril de 1947, pertenceu à Escola de Advogados, assim como Gilberto Valente, Josafá Marinho e tantos outros ilustres baianos. Superintendente adjunto da Leste brasileira, chefe da assessoria jurídica da Federação do Comércio e juiz eleitoral do TRE/BA, foi atuante nas áreas cível, família e comercial. Também presidiu diversas instituições, a exemplo da Academia de Letras Jurídicas da Bahia, Instituto dos Advogados do Brasil – Seção Bahia e o Lions Clube. Aquinoel deixa a viúva Vitória Borges, os filhos Eliene, Aquinoel Filho, Lúcia Marina e Maria das Graças, a cunhada Regina, genros e muitos netos. Deixa também saudades em todos nós. O sepultamento será realizado no cemitério Jardim da Saudade, nesta segunda, às 17h.
Domingo, 13 de Abril de 2014 - 07:45
por Samuel Celestino
Morreu nesta segunda-feira (14) o jurista Aquinoel Neves Borges. Advogado, militante deste abril de 1947, pertenceu à Escola de Advogados, assim como Gilberto Valente, Josafá Marinho e tantos outros ilustres baianos. Superintendente adjunto da Leste brasileira, chefe da assessoria jurídica da Federação do Comércio e juiz eleitoral do TRE/BA, foi atuante nas áreas cível, família e comercial. Também presidiu diversas instituições, a exemplo da Academia de Letras Jurídicas da Bahia, Instituto dos Advogados do Brasil – Seção Bahia e o Lions Clube. Aquinoel deixa a viúva Vitória Borges, os filhos Eliene, Aquinoel Filho, Lúcia Marina e Maria das Graças, a cunhada Regina, genros e muitos netos. Deixa também saudades em todos nós. O sepultamento será realizado no cemitério Jardim da Saudade, nesta segunda, às 17h.
Domingo, 13 de Abril de 2014 - 07:45
Coluna A Tarde: Três chapas com Dilma
por Samuel Celestino
São três chapas, todas competitivas, para as eleições de outubro na Bahia: a oposicionista, novíssima, de Paulo Souto, para o governo, Joacy para vice, e Geddel Vieira Lima para o Senado; a governista, do PT, com Rui Costa, governador, João Leão na vice e Otto Alencar para o Senado. A da terceira via, representando o PSB do pré-candidato à Presidência Eduardo Campos, leva Lídice com candidata ao governo e Eliana Calmon para o Senado. Resta escolher quem será o vice.
Três chapas representativas do atual espectro político baiano, com destaque para a da oposição e a do PT, onde, provavelmente, acontecerá o confronto, embora, segundo consultas (apenas para balizar os partidos) Souto aparece bem à frente, seguida de Geddel Vieira Lima, Lídice em terceiro e Rui Costa em quarto. Consultas não para o público, porque não foram registradas como determina a lei, e, sim, para os partidos. Ademais, algumas são antigas e sem critérios técnicos. Daí a ausência, por ser também ilegal, de percentuais. Desse modo, passam à categoria de meros palpites.
Abstraindo a competitividade das três chapas, o que valerá, a partir de agora, são as pesquisas oficiais que costumam balizar todo o processo eleitoral e ainda correm o risco de errar, como já aconteceu em outras eleições. Essas vão exibir o quadro político-eleitoral, assim mesmo, reforço, com ressalvas – pelo menos para mim. Ademais, para se ter um quadro mais confiável, é necessário acompanhar a agonia da presidente Dilma Rousseff que anda desabando nas pesquisas, embora seus adversários não cresçam. Isso não importa muito, porque não temo conhecimento público de Dilma.
É fato, porém, que a presidente está em queda e, mais ainda: Dilma experimenta um processo agônico, distanciada do PT, cujos políticos integrantes da legenda torcem o nariz para ela e fazem muitas ressalvas e queixas ao tratamento que dela recebem. Além das suas dificuldades com o amontoado de escândalos envolvendo a sua gestão e o seu partido, com um ex-diretor da Petrobrás preso, sócio de um doleiro enjaulado, enfim um massacre nacional envolvendo corrupção.
As perguntas que ficam no ar são: Dilma conseguirá se safar dos escândalos? A economia brasileira que está em parafuso se recuperará? Os ecos que chegam do exterior, inclusive com a manchete do Financial Time, um dos veículos mais conceituados do mundo, estampando “Economia marcada de morte”? O que ela fará com o embrulho que fez na sua gestão? É mesmo um poste sem luz que Lula plantou com elogios espantosos sobre a sua capacidade de administrar? O que dirá com o novo pibinho que está a caminho e com a inflação desatada que atinge, particularmente, as camadas de menor renda da população? Lula se arriscará a voltar, a partir do movimento “volta Lula”, a exemplo do “queremismo” dos anos 5O que trouxe Getúlio Vargas de volta ao poder? Enfim, é tudo isso e muito mais.
O fato é que as circunstâncias nacionais influenciam nas eleições estaduais, especialmente no PT. Apresentar uma candidata presidencial no auge, como aconteceu quando Lula o fez com Dilma é uma coisa; a partir de um governo decepcionante e mergulhado em corrupção é outra, se bem que ela não esteja mergulhada nesta lama, mas passa a ser responsável por aparelhar seu governo, criando ministérios para realizar favorecimentos, mas, ao mesmo tempo, demonstrando distância dos políticos, sem com eles estabelecer interlocução, o que é essencial entre os poderes Executivo e Legislativo.
Esta postura distanciada levou-a à agonia que agora experimenta. O certo é que os acontecimentos no Palácio do Planalto refletem nos estados, nas eleições Brasil afora, dificultando o poder e dando discursos novos à oposição, que vai trabalhar eleitoralmente exatamente em cima dos problemas gerados, dos equívocos cometidos, de uma economia reconhecidamente errada que gera uma inflação que teima e retornar lembrando velhos tempos. É bom entender que a população da base da pirâmide já sente na pele, no bolso e no fogão.
De que, afinal, vale o bolsa família com uma inflação que corroi?
Quinta, 10 de Abril de 2014 - 09:30
por Samuel Celestino
São três chapas, todas competitivas, para as eleições de outubro na Bahia: a oposicionista, novíssima, de Paulo Souto, para o governo, Joacy para vice, e Geddel Vieira Lima para o Senado; a governista, do PT, com Rui Costa, governador, João Leão na vice e Otto Alencar para o Senado. A da terceira via, representando o PSB do pré-candidato à Presidência Eduardo Campos, leva Lídice com candidata ao governo e Eliana Calmon para o Senado. Resta escolher quem será o vice.
Três chapas representativas do atual espectro político baiano, com destaque para a da oposição e a do PT, onde, provavelmente, acontecerá o confronto, embora, segundo consultas (apenas para balizar os partidos) Souto aparece bem à frente, seguida de Geddel Vieira Lima, Lídice em terceiro e Rui Costa em quarto. Consultas não para o público, porque não foram registradas como determina a lei, e, sim, para os partidos. Ademais, algumas são antigas e sem critérios técnicos. Daí a ausência, por ser também ilegal, de percentuais. Desse modo, passam à categoria de meros palpites.
Abstraindo a competitividade das três chapas, o que valerá, a partir de agora, são as pesquisas oficiais que costumam balizar todo o processo eleitoral e ainda correm o risco de errar, como já aconteceu em outras eleições. Essas vão exibir o quadro político-eleitoral, assim mesmo, reforço, com ressalvas – pelo menos para mim. Ademais, para se ter um quadro mais confiável, é necessário acompanhar a agonia da presidente Dilma Rousseff que anda desabando nas pesquisas, embora seus adversários não cresçam. Isso não importa muito, porque não temo conhecimento público de Dilma.
É fato, porém, que a presidente está em queda e, mais ainda: Dilma experimenta um processo agônico, distanciada do PT, cujos políticos integrantes da legenda torcem o nariz para ela e fazem muitas ressalvas e queixas ao tratamento que dela recebem. Além das suas dificuldades com o amontoado de escândalos envolvendo a sua gestão e o seu partido, com um ex-diretor da Petrobrás preso, sócio de um doleiro enjaulado, enfim um massacre nacional envolvendo corrupção.
As perguntas que ficam no ar são: Dilma conseguirá se safar dos escândalos? A economia brasileira que está em parafuso se recuperará? Os ecos que chegam do exterior, inclusive com a manchete do Financial Time, um dos veículos mais conceituados do mundo, estampando “Economia marcada de morte”? O que ela fará com o embrulho que fez na sua gestão? É mesmo um poste sem luz que Lula plantou com elogios espantosos sobre a sua capacidade de administrar? O que dirá com o novo pibinho que está a caminho e com a inflação desatada que atinge, particularmente, as camadas de menor renda da população? Lula se arriscará a voltar, a partir do movimento “volta Lula”, a exemplo do “queremismo” dos anos 5O que trouxe Getúlio Vargas de volta ao poder? Enfim, é tudo isso e muito mais.
O fato é que as circunstâncias nacionais influenciam nas eleições estaduais, especialmente no PT. Apresentar uma candidata presidencial no auge, como aconteceu quando Lula o fez com Dilma é uma coisa; a partir de um governo decepcionante e mergulhado em corrupção é outra, se bem que ela não esteja mergulhada nesta lama, mas passa a ser responsável por aparelhar seu governo, criando ministérios para realizar favorecimentos, mas, ao mesmo tempo, demonstrando distância dos políticos, sem com eles estabelecer interlocução, o que é essencial entre os poderes Executivo e Legislativo.
Esta postura distanciada levou-a à agonia que agora experimenta. O certo é que os acontecimentos no Palácio do Planalto refletem nos estados, nas eleições Brasil afora, dificultando o poder e dando discursos novos à oposição, que vai trabalhar eleitoralmente exatamente em cima dos problemas gerados, dos equívocos cometidos, de uma economia reconhecidamente errada que gera uma inflação que teima e retornar lembrando velhos tempos. É bom entender que a população da base da pirâmide já sente na pele, no bolso e no fogão.
De que, afinal, vale o bolsa família com uma inflação que corroi?
Quinta, 10 de Abril de 2014 - 09:30
Coluna A Tarde: A crise e uma dose de gim
por Samuel Celestino
Em suas reflexões, que envolvem consultas aos amigos e a políticos a ele próximos, o ex-ministro Geddel Vieira Lima vai montando o seu quebra-cabeça para decidir que decisão toma em relação à chapa da oposição ao governo baiano e ao Senado Federal. Avança nas suas meditações e não está fora de cogitação que ele venha aceitar a candidatura ao Senado, de modo a fortalecer, na dobradinha, a candidatura de Paulo Souto ao governo. Por ora, não há uma decisão concreta a respeito desta possibilidade, mas é fato que ela existe.
Ele medita, ainda, sobre o papel que lhe cabe no processo, e não pretende que, mais adiante, na possibilidade de uma derrota, seja ele apontado como um dos responsáveis pelos acontecimentos futuros, até porque entende que, mais de uma vez, lhe foi prometido, com palavra empenhada e, de repente, houve mudanças, quebra do compromisso que o assustaram. Ademais, o presidente do PMDB, neste período, contratou pesquisas para suas reflexões pessoais, exclusivamente pessoais, e os resultados encontrados foram positivos.
Ele se dá tempo para a conclusão do que está a refletir, mas não está distanciado de uma resposta, porque também não é do seu propósito protelar definições que estão, a partir de acordos, enfeixadas nas mãos do prefeito ACM Neto, a quem cabe dar conhecimento público sobre o resultado das consultas, quaisquer que sejam elas. Crê que não está muito distante, mas quer concluir e fechar o que reflete, envolvendo também as suas consultas, para que não restem problemas ou dúvidas. O ex-ministro está tranquilo, assim se diz, apenas reúne informações indispensáveis à sua tomada de decisões. Não quer errar nem agir com emoções.
por Samuel Celestino
Em suas reflexões, que envolvem consultas aos amigos e a políticos a ele próximos, o ex-ministro Geddel Vieira Lima vai montando o seu quebra-cabeça para decidir que decisão toma em relação à chapa da oposição ao governo baiano e ao Senado Federal. Avança nas suas meditações e não está fora de cogitação que ele venha aceitar a candidatura ao Senado, de modo a fortalecer, na dobradinha, a candidatura de Paulo Souto ao governo. Por ora, não há uma decisão concreta a respeito desta possibilidade, mas é fato que ela existe.
Ele medita, ainda, sobre o papel que lhe cabe no processo, e não pretende que, mais adiante, na possibilidade de uma derrota, seja ele apontado como um dos responsáveis pelos acontecimentos futuros, até porque entende que, mais de uma vez, lhe foi prometido, com palavra empenhada e, de repente, houve mudanças, quebra do compromisso que o assustaram. Ademais, o presidente do PMDB, neste período, contratou pesquisas para suas reflexões pessoais, exclusivamente pessoais, e os resultados encontrados foram positivos.
Ele se dá tempo para a conclusão do que está a refletir, mas não está distanciado de uma resposta, porque também não é do seu propósito protelar definições que estão, a partir de acordos, enfeixadas nas mãos do prefeito ACM Neto, a quem cabe dar conhecimento público sobre o resultado das consultas, quaisquer que sejam elas. Crê que não está muito distante, mas quer concluir e fechar o que reflete, envolvendo também as suas consultas, para que não restem problemas ou dúvidas. O ex-ministro está tranquilo, assim se diz, apenas reúne informações indispensáveis à sua tomada de decisões. Não quer errar nem agir com emoções.







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