VIVA A REPUBLICA BRASILEIRA!
Marechal Deodoro, Proclamador da República do Brasil em 15/11/1889 e
seu Ministério (foto livro /Ruy Barbosa 1999).
VIVA A REPÚBLICA BRASILEIRA!
No ano de mil setecentos e vinte! Em plena época do Brasil colonial
O brasileiro Felipe dos Santos, era o líder de uma revolta separatista
Felipe pregava a implantação de um regime republicano, separado de Portugal
Foi preso, enforcado em Vila Rica! Felipe foi exemplo de um ideal nacionalista.
No ano mil setecentos e oitenta e nove! Aconteceu uma outra revolução
Contra a Coroa Portuguesa chefiada, pelo alferes de nome Tiradentes
Chamada de Inconfidência Mineira! Idealizava uma república para a Nação
Seus líderes foram presos, mortos, degradados! Era o fim dos inconfidentes.
No ano mil setecentos e noventa e oito! A Revolução dos Alfaiates ocorreu
Lá na província da Bahia! Essa famosa rebelião, duas metas logo estabeleceu
A imediata emancipação política do regime colonial português e a implantação
De uma república Brasileira! Os líderes foram mortos, enforcados, muita humilhação!
No ano mil oitocentos e dezessete rompia, a Revolução Pernambucana,
Sendo liderado por Domingos Teotônio Jorge, ele lutou pela emancipação
Da sua província, tendo como objetivo! Implantar um governo republicano!
Este movimento durou apenas setenta e cinco dias, sendo reprimida a rebelião.
Logo depois da Independência do Brasil, na plenitude do governo imperial
Os inúmeros acontecimentos, registrados em pról da sonhada república brasileira
Aconteciam rapidamente de maneira organizada nas províncias do território nacional
Os ideais repúblicanos, irmanados nos sentimentos de mudanças na Nação inteira!
No ano de mil oitocentos e trinta e cinco! A Guerra dos Farrapos, logo eclodia
No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde foram proclamadas duas repúblicas,
A Revolução era comandada pelo líder Bento Gonçalves, com entusiasmo e valentia!
A rebelião foi dominada, pelas tropas Imperiais, chefiadas pelo famoso Duque de Caxias.
Dia sete de novembro do ano de mil oitocentos e trinta e sete! A Sabinada
Eclódia em Salvador na Cidade da Bahia! Foi uma revolta separatista e era chefiado
Pelo audacioso médico Francisco Sabino e logo a república Baiense, foi proclamada.
Durou a revolta quatro meses! Sendo dominada pelo marechal Crisóstomo Calado.
No ano de mil oitocentos e setenta, tornou-se um acontecimento pioneiro
A fundação de um Clube Republicano! Lá na capital do Rio de Janeiro
O Clube fundado formado tinham na sua diretoria, brasileiros intelectualistas!
Lançaram de imediato um manifesto a nação! Divulgando suas idéias propagandistas.
No ano de mil oitocentos e setenta e três! Visando a imediata fundação
Do tão sonhado Partido Republicano, que tivesse legalidade e uma representação
Foi realizada na progresista província de São Paulo, na cidade de Itú, a primeira
Convenção Republicana no País, um fato histórico e inusitado, na política brasileira.
No ano de mil oitocentos e oitenta e sete, surge um fato, um acontecimento,
Doente, o imperador Dom Pedro II, viajou para a Europa para tratamento,
A sua filha, a princesa Isabel, assume de imediato o trono imperial do Brasil!
Izabel era casada com um estrangeiro, o conde D’ Eu! Isabel era amada e gentil.
Treze de maio do ano mil oitocentos e oitenta e oito, acabou-se a escravidão,
A princesa Isabel assinou a Lei Áurea, e decretou logo a tão sonhada abolição!
Foi um acontecimento histórico, que enfraquecia estruturalmente o império já decadente,
Cresciam, as campanhas pró - republicanas, o povo brasileiro queria mudanças urgentes!
No dia quinze de novembro de mil oitocentos e oitenta e nove, dia de decisão!
Lá no Rio de Janeiro, as Tropas Imperiais galopam rumo a praça da Aclamação
Comandados por Marechal Deodoro da Fonseca que declarou: Viva, A República!
Foi uma decisão política e militar e que tinha, o apoio consagrado da opinião pública.
Viva! Viva a República Brasileira! Viva os Mártires! Viva os heróis sacrificados!
A exemplo de Felipe dos Santos, Cláudio da Costa, Frei Caneca e Viva Tiradentes...
Salve! Todos os heróis patriotas, que lutaram avidamente pelos seus ideais alcançados Avante! Brasil Democrático e Republicano! Gigante, Nação livre e Independente!
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Poetizada por Gamaliel Chagas (Chiquitinha Maravilha) em 1972, revisada e ampliada em novembro de 2011. Direitos autorais registrados em nome do autor da poesia.
Permitida a reprodução total, desde que citada o nome do autor).
Todas as poesias de autoria de Chiquitinha Maravilha (Gamaliel Chagas)
Direitos autorais registrados em nome do autor da poesia.
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GALERIA DE FOTOS:
Ministério do Marechal Deodoro da Fonseca
O novo ministério: Aristides Lobo, Ministro do Interior; Eduardo Wandenkolk, Ministro da Marinha; Tenente Coronel Benjamin Constant, Ministro da Guerra; Marechal Deodoro da Fonseca, Presidente da República; Quintino Bocaiúva, Ministro dos Negócios Estrangeiros; Demétrio Ribeiro, Ministro da Agricultura; e Rui Barbosa, Ministro da Fazenda.
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GALERIA DE FOTOS:
VIVA A REPUBLICA BRASILEIRA!
Marechal Deodoro, Proclamador da República do Brasil em 15/11/1889 e
seu Ministério (foto livro /Ruy Barbosa 1999).
Brasão da República
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
por Portal do Planalto — publicado 04/07/2011 19h22, última modificação02/09/2011 16h15
As Armas Nacionais são um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece o art. 13, § 1.º, da Constituição do Brasil. Os outros símbolos da República são a Bandeira Nacional, o Hino Nacional e o Selo Nacional. As Armas Nacionais foram idealizadas pelo engenheiro Artur Zauer e desenhadas por Luís Gruder sob encomenda própria do presidente Manuel Deodoro da Fonseca.
Segundo a Lei 5.700, de 1.º de setembro de 1971, as Armas Nacionais são as instituídas pelo decreto 4, de 19 de novembro de 1889, com a alteração feita pela lei 5.443, de 28 de maio de 1968 e pela Lei 8.421, de 11 de maio de 1992. As Armas Nacionais compõem também a Faixa Presidencial, na parte frontal da mesma.
Bandeira do Brasil, também chamada de Auriverde,[2] é composta por uma base verde em forma de retângulo, sobreposta por um losango amarelo e um círculo azul, no meio do qual está atravessada uma faixa branca com o lema nacional, em letras maiúsculas verdes. O Brasil adotou oficialmente este projeto para sua bandeira nacional em 19 de novembro de 1889, substituindo a bandeira do Império do Brasil.
O conceito foi criado por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Villares. É um dos símbolos nacionais brasileiros, ao lado do Laço Nacional, do Selo Nacional, do Brasão de Armas e do Hino Nacional.
O campo verde e o losango dourado da bandeira imperial anterior foram preservados – o verde representava a Casa de Bragança de Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, enquanto o ouro representava a Casa de Habsburgo de sua esposa, a imperatriz Maria Leopoldina.[3] O círculo azul com 27 estrelas brancas de cinco pontas substituiu o brasão de armas do Império. As estrelas, cuja posição na bandeira refletem o céu visto no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, representam as unidades federativas - cada estrela representa um estado específico, além do Distrito Federal.
O lema "Ordem e Progresso" é inspirado pelo lema do positivismo de Auguste Comte: ""L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but" ("O amor como princípio e a ordem como base; o progresso como meta"). Fonte Wikipédia
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BENTO GONÇALVES, REPUBLICANO
Bento Gonçalves da Silva, lutou no Império pela
Proclamação da Republica do Brasil.
Proclamação da Republica do Brasil.
TIRADENTES ESQUARTEJADO.
O corpo de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746/1792), esquartejado, na tela de Pedro Américo (Enciclopédia do Conhecimento Ilustrado do Reader's Digest, ano junho 1998. Página 223). Poesia inédita, nunca antes divulgada em domínio público.
Poetizada por Gamaliel Chagas (Chiquitinha Maravilha) em 1972, revisada e ampliada em novembro de 2011. Direitos autorais registrados em nome do autor da poesia. È permitida a reprodução total, desde que citada o nome do autor).
Efígie na moeda de 25 centavos da segunda geração de moedas do Rea
Fonte de Pesquisa: Enciclopédia Wikipédia, Biografias de Personalidades Célebres, Professora Carolina Rennó Ribeiro de Oliveira, S. Paulo, 1971, 10ª Edição ampliada, atualizada e melhorada, Editora do Mestre LTDA. Rua Afonso Celso, 294, São Paulo/SP., pag. 184, Enciclopédia Delta Larrusse, (Enciclopédia do Conhecimento Ilustrado do Reader's Digest, ano junho 1998. Página 223). outras fontes não citadas
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Viva a República Federal Brasileira:
Jornais do século XIX anunciam a Proclamação
Na manhã do dia 15 de novembro de 1889 o marechal Deodoro da Fonseca anuncia no Rio de Janeiro a Proclamação da República e a instituição de um Governo Provisório no Brasil. A notícia chega a Vitória no mesmo dia. Na capital não se observam manifestações ou grandes comoções pelo fato. Porém, em uma vila capixaba, os republicanos comemoram, realizam passeatas, afixam a informação na porta da estação telegráfica e a população se agita. O local é a Vila de São Pedro de Cachoeiro de Itapemirim, que centralizou a campanha republicana no Espírito Santo. “O Cachoeirano”, periódico que faz parte do acervo do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES), traz no dia 18 de novembro de 1889 uma edição especial exaltando a nova situação política brasileira.
Os historiadores Regina Rodrigues Hees e Sebastião Pimental Franco, no livro “A República e o Espírito Santo”, destacam que a divulgação das ideias republicanas no Estado ocorreu principalmente por meio da imprensa e dos clubes. O primeiro deles surgiu no dia 23 de maio de 1887 em Cachoeiro de Itapemirim. “Esses clubes realizavam conferências abordando temas diversos, como sistemas de governo, os partidos políticos e a oportunidade da República (...)”. O município sediou ainda o Congresso Republicano Provincial em 1888.
Na obra os autores ressaltam os caminhos que levaram ao fim do império. O Brasil, e em particular o Espírito Santo, passavam por profundas transformações provocadas, sobretudo, pela produção de café. Na época Cachoeiro de Itapemirim era uma forte referência na economia capixaba devido às suas lavouras e ao seu porto fluvial, responsável pelo escoamento.
“Acelerou-se o processo de urbanização, houve a expansão do comércio e da indústria e a agricultura tradicional do Vale do Paraíba e nordestina estava em fase de plena decadência. A província de São Paulo começava a se transformar no centro econômico do país, caminhando para suplantar até mesmo a capital do império, o Rio de Janeiro. Com isso, o país e as elites passaram a desejar mudanças e é com o projeto dos republicanos que mais se identificavam” argumentam. Um dos principais pontos favoráveis à República era a proposta de instalação do federalismo, que garantiria uma maior autonomia às províncias e municípios, em contraste com o centralismo do Império.
O Cachoeirano
“Caiu afinal a hydra da monarchia: Viva a República Brasileira! Viva o Governo Provisório”, bradava a edição especial do “O Cachoeirano”. Nela publicaram-se os telegramas e boletins recebidos pelo periódico: “A todas as redações do Brasil: A câmara municipal desta cidade, reunida em sessão, aclama unanimemente a República dos Estados Unidos do Brasil, reconhecendo o Governo Provisório”. Divulga ainda a circular da Proclamação: “O povo, exército, armada nacional, em perfeita comunhão, sentimentos com os concidadãos residentes na Província, acabam de decretar a deposição da dinastia imperial, consequentemente do sistema monárquico representativo (...)”.
No jornal do dia 28 de novembro de 1889 o tema continua a ser discutido. São expostos o decreto do Governo Provisório e a mensagem dirigida a Dom Pedro II pelo marechal Deodoro da Fonseca. Descrevem-se também as festividades ocorridas, mostrando a força das ações republicanas na vila: “No dia 16 do corrente às 6 horas da manhã, depois de afixada na porta da estação telegráfica a circular que distribuímos em boletins e que já foi publicada em nossa edição especial do dia 18, imediatamente a banda de música Euterpe Cachoeirense reunida na casa do cidadão João Loyola, proprietário de ‘O Cachoeirano’ e um dos que muito trabalhou em prol da causa republicana (...) saiu a percorrer as ruas entoando a Marselheza ao espocar de inúmeros foguetes e entusiasmados vivas”.
O periódico, fundado em 7 de janeiro de 1877, por Luiz de Loyola e Silva, era o principal propagandista da República no Estado. Foi sob a redação de Bernardo Horta de Araújo, a partir de julho de 1888, que a publicação tornou-se a porta-voz dos republicanos. Era nela que eles divulgavam as ações para as mudanças do Governo e as convocatórias e resultados das reuniões dos clubes.
A imprensa do Espírito Santo no século XIX, na qual “O Cachoeirano” se insere, é marcada pela expansão do público leitor, das tiragens e números de títulos. A política e os meios de comunicação conjugavam-se a serviço dos partidos, atrelados a grupos familiares, a interesses econômicos e afinidades intelectuais. Os jornais existiam enquanto força ativa na consolidação de posicionamentos e não apenas como mero registro de fatos. No site do APEES, no linkwww.ape.es.gov.br/imprensa_capixaba/index.html, pode-se ter acesso ao acervo “Imprensa Capixaba”. Ao todo são 72 periódicos de 13 municípios, publicados desde o ano de 1849.
Informações à imprensa
Arquivo Público do Estado do Espírito Santo
Jória Motta Scolforo
3636-6117/9633-3558
comunicacao@ape.es.gov.br
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Notícias de jornais sobre Proclamação da República.
Ano de 1889
AS MANCHETES
Viva a República Brasileira!
Viva o Exército - Viva a Armada!
Viva o Povo Brasileiro! (Correio do Povo)
Revolta no Exército (Novidades)
Viva a República! (República Brazileira)
O Futuro do Brasil (Gazeta da Tarde)
Viva o Exército Libertador! (Cidade do Rio)
"A partir de hoje, 15 de novembro de 1889, o Brasil entra em nova fase, pois pode-se considerar finda a Monarquia, passando a regime francamente democrático com todas as consequências da Liberdade.
Foi o exército quem operou esta magna transformação; assim como a de 7 de abril de 31 ele firmou a Monarquia constitucional acabando com o despotismo do Primeiro Imperador, hoje proclamou, no meio da maior tranqüilidade e com solenidade realmente imponente, que queria outra forma de governo.
Assim desaparece a única Monarquia que existia na América e, fazendo votos para que o novo regime encaminhe a nossa pátria a seus grandes destinos, esperamos que os vencedores saberão legitimar a posse do poder com o selo da moderação, benignidade e justiça, impedindo qualquer violência contra os vencidos e mostrando que a força bem se concilia com a moderação. Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva a Liberdade!" Gazeta da Tarde, 15 de novembro de 1889.
"Despertou ontem esta capital no meio de acontecimentos tão graves e tão imprevistos que as primeiras horas do dia foram de geral surpresa. Rompeu com o dia um movimento militar que, iniciado por alguns corpos do exército, generalizou-se rapidamente pela pronta adesão de toda a tropa de mar e terra existente na cidade.
A conseqüência imediata desses fatos foi a retirada do ministério de 7 de junho, presidido pelo Sr. Visconde do Ouro Preto, que teve de ceder à intimação feita pelo Sr. Marechal Deodoro da Fonseca que assumiu a direção do movimento militar. À exceção do lastimoso caso do Sr. Barão do Ladário, que não querendo obedecer a uma ordem de prisão que lhe fora intimada, resistiu armado e acabou ferido, nenhum ato de violência contra a propriedade ou a segurança individual se deu até o momento em que escrevemos estas linhas. (...)" - Jornal do Commércio, 16 de novembro de 1889.
"O dia de ontem foi de surpresas para a pacífica população industrial desta cidade. Um mimistério forte deposto sem combate, uma revolução militar triunfante, os corpos constitucionais arredados sem discussão alguma e o regime de governo atacado com êxito inesperado, são fatos que pareciam inexplicáveis se não se conhecesse a índole especial desta cidade, sempre disposta a aceitar os fatos consumados. (...)
A revolução de ontem é filha unicamente das energias e espírito de classe dos militares, e foram os oficiais superiores que, passando-se para a causa democrática, a tornaram vencedora no momento.
Os elementos civis foram nulos ou improficuos e só apareceram depois de realizado o movimento, e segundo é de esperar, para ocupar as posições oficiais. É portanto, a classe militar que deve se considerar como único poder existente de fato e do qual depende o êxito ou insucesso da revolução.
Mesmo por não andar envolvida em nossas intrigas civis, mesmo pelas suas ilesas virtudes cívicas, é que a classe militar poderá evitar-nos os inconvenientes de uma surpresa que não tem ainda a sanção do voto nacional." Diário do Commércio, 16 de novembro de 1889.
"Constando ontem ao conselheiro de estado Andrade Figueira que os ministros do 6 de junho estavam presos no quartel general, dirigiu-se para ali s.ex.., e antes de falar aos ministros soube que a ordem de prisão já havia sido suspensa. O conselheiro Andrade Figueira, ao ver os ministros, animou-se a se retirarem para suas repartições, prestando-se a acompanhá-los, ao que não quiseram anuir, não obstante ponderar-lhes a conveniência de desvanecer-se assim o boato que corria. Então os ministros declararam que haviam sido depostos de seus cargos pelo exército.
É inútil encarecer a gravidade dos acontecimentos. Os nossos conselhos e advertências, embora moderada e imparcialmente feitos, não foram atendidos. a situação é tão difícil que só dá prudência e do patriotismo se deve tirar conselho." - A Nação, 16 de novembro de 1889.
"A população desta cidade foi hoje, ao acordar, sobressaltada pela notícia de graves acontecimentos que se estavam passando no quartel general do exército, em ordem a despertar as mais sérias inquietações. Era assustador o aspecto que oferecia a praça da Aclamação, na parte em que se acha situado o referido exército e circumvizinhanças.
O quartel estava fechado e guardado por uma força do corpo militar de polícia, de baioneta calada, pronta ao primeiro ataque, corpo de bombeiros, 1o batalhão de infantaria e batalhão naval, municiado e dispondo de uma metralhadora. Deviam embarcar hoje dois batalhões, e como boatos alarmantes se haviam propalado sobre a provável recusa daqueles corpos do exército, o ministério providenciara para que se fizesse o embarque sem novidade. O Sr. Ministro da Guerra conservou-se até adiantadas horas da noite na sua repartição.
Número superior a 400 praças do corpo de polícia estiveram de prontidão, sendo retiradas até algumas que se achavam de serviço nas estações. Os regimentos de cavalaria nos 1 e 9 e o 2o de artilharia manifestaram-se em revolta e armados intentaram atacar o quartel general e do corpo de polícia. O comandante de um dos regimentos de cavalaria abandonou o quartel à vista do ânimo exaltado das praças. (...) No arsenal da marinha permaneceram até pela manhã os srs. ministros da justiça e marinha. (...)
A verdade, porém, é que o sr. ministro da marinha se apresentou à porta do quartel general, sendo-lhe impedida a entrada pelo Sr. General Deodoro; respondendo o ministro que o governo ia cumprir o seu dever, puxou dois revólveres, empunhando-os em posição de disparar. Nessa ocasião um praça do exército disparou alguns tiros que atingiram S. Ex.. O sr. ministro caiu ferido, sendo transportado em braços para o palacete Itamaraty. Seguiram para a praça da Aclamação o corpo policial da província do Rio e contingente do batalhão naval.
Todo o movimento social da cidade acha-se paralisado. O comércio em grande parte fechou as portas. As ruas mais freqüentadas nos dias ordinários estão desertas; raros transeuntes passam, apressados, como perseguidos. (...) O serviço de bondes é feito com grande irregularidade; há longos intervalos no trânsito dos carros, que chegam aos pontos de estação aos grupos de cinco e seis. (...) O pânico anda no ar e nas consciências. (...)" - Novidades, 15 de novembro de 1889.
"Desde ante-ontem que o Brasil é uma república federativa. O exército e a armada nacionais, confraternizando com o povo, completaram a limpeza da pátria, começada no dia 13 de maio de 1888. (...)
Não se faz política na Vida Fluminense, não, senhores, não se faz. (...) Entretanto, para não espantar o leitor, diremos desde já que a nossa política será mais o apanhado da pelótica dos pelotiqueiros baratos que para maior glória desta terra estão a governá-la, do que preleções ligeiras sobre os rasgos da Razão Pura ou circular do ilustre sr. barão do Paraná. Acresce ainda que a política e a preocupação constante deste pacientíssimo povo, que toma café dez vezes ao dia, não vacilando em gastar sucessivamente muitos três vitens, isto é, três vezes mais do que aquela célebre moeda que célebre também tornou o honrado sr. presidente do conselho. (...)
Peloticas e pelotiqueiros é o que se encontra a dar com o pau. Veja-se a pelótica do ministério em relação ao exército. Disseminá-lo pelo Império, mas disseminá-lo de forma que em cada cidade fique apenas uma ala de batalhão, e depois licenciá-lo, aquartelando em seguida alguns batalhões da guarda nacional, eis o plano, ministerial, que desde sete dias corre de boca em boca, com os maiores visos de verdade. (...) É bastante perigosa, porém, a cartada, e tão perigosa, que há muito quem se persuada que no melhor da festa os trunfos não ficarão em mãos dos membros do atual gabinete (...) - Vida Fluminense, 17 de novembro de 1889.
"A população fluminense despertou hoje com a notícia de que se havia o exército recusado a cumprir ordens do governo por julgá-las ilegais e ofensivas ao seu brio. Dois batalhões que haviam recebido ordem de seguir para pontos afastados do Império, decidiram não obedecer esta ordem.
A Noite de Ontem:
Às duas horas da madrugada estavam no quartel-general do exército, o sr. ajudante-general e diversos oficiais, Em forma, no quartel, estavam um batalhão de infantaria e um regimento de cavalaria. Havia de prontidão uma força de mais de 400 praças do corpo de polícia. Para aumentar essa força, foram retiradas praças de várias estações urbanas. até depois da meia-noite, esteve o ministério em conferência.
Hoje:
6 horas da manhã - O ministério está reunido na secretaria do império. Estão fechados os quartéis do 7o, do 10o e do Corpo de Bombeiros. desembarca na corte, vindo de Niterói, uma parte do Corpo de Polícia da província. Outra parte da força está na ponte da Armação a espera da lancha que a conduza à corte.
7 horas - Sobe a rua do Ouvidor uma força de fuzileiros navais. Os soldados estão em pé de guerra. Os oficiais trazem revólver.
8 horas - É quse impossível chegar ao Campo de Santana. uma força do 10o está no largo da Lapa para impedir a passagem provável de estudantes da Escola Militar. Das janelas do palacete Itamaraty parte uma descarga sobre o povo.
9 horas - À porta de uma taverna, na esquina da rua são Lourenço está sentado, com um ferimento na fronte, o sr. barão do Ladário, ministro da marinha. O ferido está com um gramete ao lado. (...) Estão fechadas todas as estações de polícia.
9 1/2 - (...) O quartel está fechado. Dentro está o batalhão que não quer, segundo consta, seguir para onde foi removido. O ministério continua reunido.
10 horas - (...) Confirma-se o boato de que o ministério pediu demissão. (...)
10 horas e meia - Os alunos da Escola Militar sem ordem, nem todos fardados, mas armados, tendo à frente uma corneta do 22o seguem para o Campo de Santana, dando vivas à Nação brasileira e ao exército. O ministério que estava preso e guardado pelo exército, rende-se. O general Deodoro entra no quartel em triúnfo, abraçado, entre aclamações entusiasmáticas. O exército dá vivas à República. É o grito que se ouve em todo o Campo de Santana. (...)
10 e 3/4 - O general Deodoro é carregado em triúnfo. O 2o de artilharia dá uma salva de 21 tiros. Povo, exército e marinha dão vivas à Nação brasileira. (...)" Cidade do Rio, 15 de novembro de 1889.
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TOTAL DE ACESSOST MAIS DE 716 MIL /29/02/16
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Chiquitinha Maravilha
TOTAL DE ACESSOS MAIS 68 MIL EM 18/12/2015
INTERNACIONAIS 341 MIL ACESSOS/ALEMANHA MAIS 13 MIL /USA 92 MIL
A Curso de Legislação Empresarial LDTDA/TPD/IOB
Credenciamento: CFMO O97
Oswaldo Melantonio Formado em Direito, Filosofia e Jornalismo, Av. Marquês de São Vicente (Agua Branca), São Paulo/SP.
Certificado COMUNICAÇÕES VERBAIS /Concluído em 7/03/1986
Chiquitinha Maravilha nasceu no dia 07/07/1951 ás 03: 05 hs na Travessa Barão Açu da Torre, atual rua Luis Sepúlveda Garces, centro, cidade de Mata de São João, curso primário no Grupo Escolar Getúlio Vargas (1959/65), ginasial IMEMB (atual CMMB) de 1966/69. Chiquitinha Maravilha aposentado, Técnico em Química (nível médio), Curso de Comunicações Verbais em 07/03/1986, (100 horas de duração, EQUIVALENTE A 6 MESES), Credenciamento: CFMO 097, o Professor Responsável pelo Curso de Legislação Empresarial o Professor Oswaldo Melatonio, formado em Direito, Filosofia e Jornalismo;
No citado curso grandes figuras do mundo da comunicação política, esportiva, empresarial, realizaram o citado curso (Oreste Quecia, Osmar Santos, Janio Quadros fizeram esse citado curso.... ).
MATA DE SÃO JOÃO/BA.














































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