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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

POLÍTICA BAIANA E BRASILEIRA - JORNALISTA SAMUEL CELESTINO





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FONTE: SITE  BAHIA NOTÍCIAS

Samuel Celestino

Sócio-diretor

samuel@bahianoticias.com.br


Presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e mais recentemente empossado como ocupante da cadeira 23 da Academia de Letras da Bahia, o jornalista Samuel Celestino não é apenas um homem que dedicou sua vida a informar o público e ajudá-lo a criar uma consciência crítica a partir dos fatos que aconteceram na Bahia, Brasil e no mundo. É também um defensor da liberdade dos homens e do princípio democrático de que todos têm o direito de expressar suas idéias, sem jamais esquecer também a responsabilidade que toda liberdade exige de cada um. É com estes princípios que, atualmente, dirige a equipe de jornalismo do Bahia Notícias, veículo pautado na instantaneidade das notícias relativas à política e a assuntos diversos mas, sobretudo, preocupado com a verdade dos fatos, estejam de que lado estejam. Celestino nasceu em Itabuna, mas foi em Salvador, como estudante de direito, que floresceu para as letras, na década de 1960. Enquanto aprendia sobre as leis e a constituição, vivia ao vivo em sua rotina como repórter a falta do cumprimento das mesmas em contato constante com pessoas das classes mais pobres às personalidades baianas mais marcantes. Vivendo os dois lados, soube rapidamente destacar-se entre os vários que produziam meras notícias e os verdadeiros talentos, tornando-se repórter especial do Jornal da Bahia em apenas três meses de trabalho. Em seguida, os feitos apenas aumentariam. Editor de política do A Tarde em 1975, presidente da ABI em 1986, colunista especial de política de A Tarde em 1988, e consultor de política, direito e jornalismo, além de escritor. Sempre de forma contundente e combativa, leve e desenvolta, cativando pelo estilo inconfundível que garante diariamente uma dose de leitura de qualidade e imaginação refinada


 A terra dá voltas, camará
07/11/2013 - 09:00

Talvez precocemente, o PSDB começou a fazer contas sobre as possibilidades de Aécio Neves vencer as eleições, derrubando Dilma Rousseff. Como a presidente não recuperou a frente que exibia antes das manifestações populares de junho, como imaginava o marqueteiro João Santana, o Patinhas, e continua ainda perdendo muito, posto que somente recuperou dez pontos (de 31% para 41%), a oposição criou musculatura. Neves, recentemente, declarou que “se ganhar em São Paulo por apenas um voto, vence as eleições”.  O cálculo que ele faz tem como base Minas Gerais. Nas eleições passadas, a presidente saiu de Minas com mais de um milhão de votos à frente de Serra. Para as eleições do próximo ano, Aécio presume que conseguirá no seu estado, onde o seu poder eleitoral é imenso, entre 3,5 milhões de votos a 4 milhões; dificultará Dilma no Rio de Janeiro e a situação do Nordeste será outra.
Visto à distância, como os cálculos que faz, não parece que esteja a desprezar um raciocínio lógico. Como Serra ainda crê que será o candidato e faz um périplo pré-eleitoral no País, como recentemente aconteceu aqui em Salvador, talvez para o mineiro isso não seja desvantajoso, pelo contrário. O ex-governador de São Paulo e ex-prefeito poderá fortalecer o PSDB no seu estado onde, nos últimos tempos, o partido tem perdido terreno.
Aqui no Nordeste, a começar pela Bahia, a tendência é Eduardo Campos crescer, em dobradinha com Marina Silva, e tirar votos da presidente que não tem o estilo popularesco de Lula, muito pelo contrário. É o avesso do ex-presidente, que a fez chegar ao Palácio do Planalto. Campos também criará embaraços no Sul-Sudeste e poderá até chegar à frente de Aécio para uma hipotética disputa com Dilma no segundo turno. Observem que falta um ano para as eleições, melhor, 11 meses, tempo suficiente para a Terra dar voltas, invertendo até a sua rotação. A política muda, e muda muito, como, por exemplo, aconteceu na primeira eleição do governador Jaques Wagner.
Na Bahia, Eduardo Campos terá o palanque de Lídice da Mata, do seu PSB, candidata ao governo, que certamente tirará votos governistas, já que ela fazia, ou talvez ainda faça, parte da base de sustentação petista, da qual se afastará definitivamente em dezembro, como já anunciou. Por ora, as pesquisas têm demonstrado que a oposição está em situação mais favorável do que o PT e se isso continuar desta forma poderão acontecer fatos imprevisíveis, o que não é anormal em política, como se sabe. Paulo Souto continua de boca fechada sobre a possibilidade de se candidatar, mas tem sido avassalador nas críticas que tece ao governo na rede social, onde passou a ter milhares de seguidores.
Citei Souto porque o DEM anunciou que terá candidato próprio na Bahia, na medida em que, à sombra dos nomes que tem, a começar pelo prefeito Neto, quer recuperar a Bahia que, durante muito tempo, foi reduto do partido. O DEM quer renascer a partir da Bahia, onde já leva a vantagem de ter os dois maiores colégios eleitorais, Salvador e Feira de Santana, onde está o prefeito José Ronaldo que poderá vir a ser candidato, assim como José Carlos Aleluia. Há rumores, meros rumores, de que a oposição está em processo de desunião. Não é isso o que acontece. Os oposicionistas não podem lançar dois candidatos. Ou será Geddel Vieira Lima, do PMDB, ou um nome do DEM, dos três já citados. João Gualberto, do PSDB, poderá vir a ser candidato a vice ou a senatória. De outro modo, Geddel tem dito, referindo-se a Souto, que retirará seu nome para o ex-governador no momento em que ele disser que será candidato. Não sei se vale, de igual modo , para José Ronaldo ou Aleluia. Possivelmente não porque as pesquisas dão Geddel em segundo lugar, após Paulo Souto, desconsiderado a liderança de ACM Neto, na medida em que ele não será candidato.
Este quadro baiano, a considerar – o que não é possível – que continue estático, não é nada bom para Dilma, que terá adversários como Aécio Neves e Eduardo Campos, protegidos pela ação oposicionista, com o candidato que lançar, e por Lídice da Mata, que fará palanque para ela e para Campos. Isso não significa que a presidente não sairá da Bahia na frente, mas, seguramente, terá menos, mas muito menos votos do que teve quando se elegeu. Isso deve, pela lógica, acontecer  no Nordeste, que, a exemplo da Bahia, ela pode ganhar (exceção de Pernambuco) mas com uma quantidade de votos menor.

Enfim, este parece – e só parece – ser o quadro no momento. Mas, como é do conhecimento, a Terra dá voltas, camará.



Terça, 05 de Novembro de 2013 - 09:00

Coluna A Tarde: Em tempo de convulsão


A senadora Lídice da Mata, após uma conversa definitiva com o governador Jaques Wagner acerca da sua candidatura ao governo baiano, manteve a posição da qual nunca saiu quando decidiu que iria tentar chegar a Ondina. Com plena razão e direito. Afinal, começou sua carreira política como vereadora de Salvador, foi deputada estadual, prefeita da cidade, deputada federal e no momento é senadora. Resta, no estado, apenas chegar ao governo. Lídice é uma política afável e, como Wagner também o é, não foi uma conversa difícil e nem poderia ser. A senadora oficializa seu nome agora em dezembro. O PT tinha decidido que lançaria candidato próprio, portanto excluiu a sua base aliada, onde a senadora se situava até bem pouco, quando o PSB resolveu que disputará, com Eduardo Campos ou Marina Silva, a Presidência da República, rompendo a aliança que mantinha com o PT e o lulismo. A decisão já esperada de Lídice é mais um problema – e dos grandes – que o PT enfrentará em busca de votos para continuar no governo após as eleições de 2014.

Não toca somente no candidato, praticamente já decidido - Rui Costa. Atinge todo o partido, que, se em crise está, crise maior o espera quando a candidatura Rui, como se supõe, for lançada. O mal-estar arrepiará o partido na medida em que não convencerá nem ao senador Walter Pinheiro nem a José Sérgio Gabrielli, ambos pré-candidatos. Será difícil remover do entendimento deles a convicção de que o jogo já estava decidido lá em janeiro, quando o PT criou a estranha fórmula de quatro pré-candidatos para escolher o que melhor fosse em termos eleitorais, porque nunca foi posta em discussão a questão de melhor capacidade para gerir a Bahia. Se Lídice já havia se decidido em agosto e era do conhecimento do governador, de quem é muito amiga, consolidou com a definição do PSB, na medida em que abriu espaços para Marina Silva e se transformou num partido competitivo, formando na oposição juntamente com o PSDB, que tem Aécio Neves como pré-candidato e José Serra também pretendente à candidatura.
Um palanque com Lídice na campanha baiana facilita para a oposição porque Eduardo ou Marina (o que for candidato à presidente da República) ficará à vontade com a oposição, que conta com o PSDB e o PMDB, consequentemente dificultando para o petismo, incluindo Dilma Rousseff que, certamente, verá seu eleitorado diminuir consideravelmente na Bahia. Aliás, isso já acontece desde que os movimentos de reivindicação populares estremeceram o País nas três semanas de junho, e ainda acontecem, basicamente no Rio e em São Paulo. Tais movimentos repentinamente despertaram o País e, de certo modo, se afastaram do PT, como demonstra a forte queda do prestígio de Dilma, que antes estava em torno de 60% do eleitorado e desabou para 31%, assustando não somente o Palácio do Planalto, mas todo o espectro político. De tal maneira que, pouco depois, o marqueteiro João Santana, o Patinhas, de competência inquestionável, deslizou em suas previsões segundo as quais a presidente recuperaria o que perdeu até este mês de dezembro. Dilma recuperou tão somente 10% da perda e, por ora, estancou aí, como demonstram as pesquisas eleitorais realizadas nos últimos dois meses.
É possível que ainda venha recuperar posições, mas a aliança Eduardo Campos–Marina dificulta para ela, mesmo que, neste período, tenha feito mais política do que gestão. A presidente está utilizando de todos os recursos, percorrendo o País para recuperar o prejuízo eleitoral, mas não está saindo do lugar. É possível – e já há sinais – de que no início do ano Lula aposte suas fichas para recuperá-la, mas terá contra ele também o resultado do julgamento do mensalão e de outros desgastes normais quando se está fora, ou nas franjas do poder. Ainda há pouco, foi feito um levantamento por região sobre o conceito e aceitação da presidente e se verificou que ela cresceu apenas nos segmentos abaixo de dois salários mínimos. Perde, e bem, nos segmentos da classe média acima de cinco salários, na classe média alta e na classe rica, que, somadas, são menores do que o segmento abaixo de dois salários mínimos, principalmente nas regiões mais pobres, como o Nordeste, por exemplo.
Retornando à situação da Bahia, a base de sustentação do governo petista também não anda satisfeita com a situação que se observa. Há muita movimentação nos bastidores. As pesquisas, de outra sorte, também não favorecem o governo, que no momento dá uma arrancada visível para divulgar suas realizações. Na sexta, inaugurou a Via Expressa, e em 2014, se correr contra o tempo e tiver recursos em caixa, o que não parece acontecer, realizar obras (já iniciadas) na área de influência da Avenida Paralela e no subúrbio. Salvador, como é do conhecimento, influencia o interior, tanto assim é que a ascensão de ACM Neto à prefeitura da Capital e de José Ronaldo no segundo maior colégio eleitoral do estado, Feira de Santana, impulsionaram os nomes da oposição, enquanto os governistas não avançaram.
Domingo, 06 de Outubro de 2013 - 09:10



Coluna A Tarde: Dilma feliz com enterro de Marina

Coluna A Tarde: Dilma feliz com enterro de Marina
O PSB praticamente rompeu a aliança histórica que mantinha com o PT. A princípio, de forma simulada que evoluiu para uma situação aberta, a partir do avanço da pré-candidatura de Eduardo Campos, presidente dos socialistas. Ele  ainda não afirmou que é candidato a presidente. Mesmo se não o for, o que a essa altura parece improvável, o partido não ficará com Dilma. Será um mosaico político-partidário, com tendência ao PSDB, de Aécio Neves, com quem o governador de Pernambuco estabeleceu contatos próximos.
De acordo com pesquisa nas unidades federativas realizadas pela “Folha de S.Paulo”, o afastamento da legenda de Dilma Rousseff parece definitivo. Os cargos no governo federal os socialistas já os entregaram. Em relação à Bahia, a pesquisa detectou duas possíveis realidades: a candidatura ao governo da senadora Lídice da Mata, muito provável, ou se de outra forma acontecer o partido poderia partir para apoiar o presidente regional do PMDB, Geddel Vieira Lima. Lídice nega. Seria uma decisão de Campos, que necessita de um palanque para a campanha que desenvolverá na Bahia e, naturalmente, contra o PT. Mais ainda: uma campanha dolorida para o governador Jaques Wagner, amigo de Lídice.

Tudo dependerá da irreversibilidade da candidatura de Campos. Por ora, o PSB só mantém apoio ao PT em três estados, afastando-se nos demais. Os socialistas estão próximos ao PSDB em diversas unidades, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, três grandes colégios eleitorais. Isso equivale dizer que as possibilidades de Dilma sonhar com uma reversão são pequenas, senão nulas. A questão de S. Paulo dependerá do processo eleitoral e de como ficará Eduardo Campos na campanha. Se sentir que ainda está cedo para se lançar à Presidência, não surpreenderá se voltar o seu partido para Aécio Neves, respeitando as situações políticas dos estados.

Aqui, por exemplo, o pré-lançamento de quatro nomes no PT talvez tenha sido uma estratégia para popularizar o nome do preferido, Rui Costa, mas está a acontecer o inverso, às vésperas, presume-se, da tomada de uma decisão. Costa é nome de Wagner, mas pode não ser do PT e, principalmente, dos partidos da base aliada, que encaminhariam as suas preferências para o senador Walter Pinheiro, que não seria, segundo se propala, da preferência do governador. Há de se levar em consideração que José Sérgio Gabrielli ainda está na competição, e tem o apoio de Lula, que com ele mantém um relacionamento próximo. Para compensar, possivelmente não tenha as simpatias de Dilma Rousseff. Interpretando com mais consistência, a situação entre os governistas está complicada e necessitará de muito malabarismo para desatar os nós acima relatados.
Já em São Paulo, gera-se uma situação muito curiosa, a primeira que acontece depois de redemocratização do país. O estado sempre teve candidatos à Presidência. Não só um, apresentava vários. Desta vez, com a candidatura Aécio Neves, SP não terá um nome sequer, já que José Serra fica no PSDB, embora tenha suas pendengas com Aécio. Sem candidato, o estado será básico na decisão da eleição presidencial. A unidade é o ninho dos tucanos, resta ver se os paulistas votarão em peso num tucano mineiro, ou se preferirá Dilma. Está aí uma interrogação, um enigma, básico para a decisão do pleito.
* Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (6)


Quinta, 07 de Novembro de 2013 - 09:30

Virgildásio recebe homenagem no sábado

por Samuel Celestino
O ex-prefeito de Salvador, Virgildásio Sena, será homenageado por seus amigos, neste sábado (9), em um almoço de adesão liderado pelo advogado Carlos Sodré, na churrascaria Fogo de Chão. Virgildásio foi prefeito de Salvador no início dos anos 60 e foi um dos primeiros políticos baianos a ser cassado pelo golpe militar de 1964. O engenheiro voltou a se candidatar depois da ditadura militar, por exigência dos seus amigos, na eleição vencida por Fernando José e, a partir daí, se afastou definitivamente da atividade política. O ex-prefeito completa 90 anos.


FONTE: SITE  BAHIA NOTÍCIAS

Samuel Celestino

Sócio-diretor

samuel@bahianoticias.com.br

Presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e mais recentemente empossado como ocupante da cadeira 23 da Academia de Letras da Bahia, o jornalista Samuel Celestino não é apenas um homem que dedicou sua vida a informar o público e ajudá-lo a criar uma consciência crítica a partir dos fatos que aconteceram na Bahia, Brasil e no mundo. É também um defensor da liberdade dos homens e do princípio democrático de que todos têm o direito de expressar suas idéias, sem jamais esquecer também a responsabilidade que toda liberdade exige de cada um. É com estes princípios que, atualmente, dirige a equipe de jornalismo do Bahia Notícias, veículo pautado na instantaneidade das notícias relativas à política e a assuntos diversos mas, sobretudo, preocupado com a verdade dos fatos, estejam de que lado estejam. Celestino nasceu em Itabuna, mas foi em Salvador, como estudante de direito, que floresceu para as letras, na década de 1960. Enquanto aprendia sobre as leis e a constituição, vivia ao vivo em sua rotina como repórter a falta do cumprimento das mesmas em contato constante com pessoas das classes mais pobres às personalidades baianas mais marcantes. Vivendo os dois lados, soube rapidamente destacar-se entre os vários que produziam meras notícias e os verdadeiros talentos, tornando-se repórter especial do Jornal da Bahia em apenas três meses de trabalho. Em seguida, os feitos apenas aumentariam. Editor de política do A Tarde em 1975, presidente da ABI em 1986, colunista especial de política de A Tarde em 1988, e consultor de política, direito e jornalismo, além de escritor. Sempre de forma contundente e combativa, leve e desenvolta, cativando pelo estilo inconfundível que garante diariamente uma dose de leitura de qualidade e imaginação refinada.

Quinta, 31 de Outubro de 2013 - 09:50

Déficit da receita acende sinal vermelho

por Samuel Celestino
Desde o Plano Real, nos anos 90, a gestão da República não enfrenta uma situação como a que ocorreu em setembro último, quando a arrecadação de impostos e outras receitas não deram para cobrir os gastos do governo com pessoal, programas sociais, custeio administrativo e investimentos. O governo viu acender o sinal vermelho, na medida em que faltaram R$10,5 bilhões no caixa do Tesouro, o que demonstra, segundo os analistas, a ineficácia do ajuste fiscal prometido pelo governo Dilma em julho para o controle da inflação. Tal situação não foi exclusiva de setembro último porque em agosto o resultado foi o pior desde 1996. A questão, ainda de acordo com os analistas, é que a gestão petista não contém os gastos, e agora tem que aguardar que os resultados do final do ano sejam convincentes para zerar o déficit. Revela-se que a administração da República está sem disposição para conter os gastos públicos. A situação não é nada boa, ainda mais quando a campanha política antecipada tomou o lugar da gestão pública.

 

Quinta, 31 de Outubro de 2013 - 08:58

Coluna A Tarde: À sombra dos candidatos



A dupla Marina Silva-Eduardo Campos pretende sair com um programa de governo novo, revolucionário,  que representará o PSB-Rede, provavelmente até o final de dezembro, de sorte que signifique para o eleitorado brasileiro uma proposta diferenciada sem que haja leilão do governo com os partidos, como acontece como estas capitanias hereditárias que tem se observado ao longo do tempo e sobretudo no governo Dilma. A presidente multiplicou os ministérios até o absurdo de termos hoje, na República, 38 deles, somente para agradar a base aliada.

Segundo eles, “é necessária uma mudança profunda do sistema político para permitir  emergir outro modelo de governabilidade, cujos alinhamentos se deem em torno de afinidades programáticas, e não em torno de distribuição de feudos dentro do próprio Estado, do desmantelamento da gestão pública, e do uso caótico, perdulário e dispersivo do orçamento nacional.” Tanto Eduardo como Marina pretendem fugir da mesmice para alcançar o eleitor, acostumado a ver a repetição de governos rifados com a base de apoio político que contamina, não somente a gestão, mas se alarga para inocular o vírus no Poder Legislativo, que passa a ficar contaminado. Aliás, sequer era necessária a contaminação, porque a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, portanto o Congresso, por si só se auto-contaminam.

Aliás, num almoço com parte da bancada aliada no Senado, num ironia fora de sentido, Lula comentou que vê Marina Silva  e José Serra, do PSDB como espécies de sombras que fortaleceriam a candidatura de Dilma à reeleição. O que o ex-presidente disse nada mais é do que a fábula do sapo que pedia que o jogassem no fogo e não na água, num jogo de sabedoria. Se não me engano trata-se da fábula que diz respeito a alguma coisa como “A festa no Céu” para a qual todos os bichos foram convidados, menos o sapo por ser considerado feio. Avalia o ex-presidente que o fato de Marina Silva aparecer nas pesquisas à frente do governador pernambucan o Eduardo Campos confunde a cabeça do eleitor. De igual modo, pensa em relação à insistência de Serra, no PSDB, que pretende a candidatura em lugar de Aécio Neves. Lula peca e até parece uma mea-culpa, porque foi exatamente ele que precipitou a sucessão presidencial, ao lançar Dilma, no ano passado, candidata à reeleição.

Até as eleições de 2014, há muito tempo para se tomar decisões definitivas. Do quadro político-eleitoral que aí está (inclusive na Bahia para a sucessão de Wagner) há muita água a correr, há muito que mudar e se ajustar, de modo que o eleitor tenha plena noção sobre quem serão os candidatos tanto, nos estados como na República. Disse Lula, ironizando: “Como podem as sombras serem maiores do que os titulares?” E o que foi Dilma por ele lançada senão uma sombra do seu poder e prestígio a ponto de ser considerada até hoje como um poste, imposto ao PT, que engoliu a candidatura sem dar um pio, sequer?

Os senadores não ficaram calados. Questionaram-no “se ele também não faria sombra a Dilma?” O ex-presidente respondeu que a diferença é que ele não será candidato. Pior o soneto. Porque sombra ele já faz, e frondosa, na medida em que é, também, conselheiro da presidente, socorrendo-a quando está em apuros, assim como por ela faz campanha. O curioso é que nesta conversa, ao que me parece desencontrada, ele deixou escapar que poderá vir a ser candidato em 2018, o que, se acontecer, cumpre a profecia do amigo José Dirceu que, certa feita, disse que o PT estava preparado para ficar no poder durante 30 anos.

Salvo engano, foi a primeira análise feita pelo ex-presidente sobre a união entre Marina Silva e Eduardo Campos depois da união de ambos, após o Tribunal Superior Eleitoral negar legenda para o Rede da Sustentabilidade. Ele se referiu, mais especificamente, à dupla, porque Marina é a segunda colocada nas pesquisas de uma campanha que ainda não começou e somente irá fervilhar após junho do próximo ano. Os pré-candidatos da oposição à Presidência, esses, sim, podem sombrear Dilma que tem feito campanha eleitoral viajando para todos os estados brasileiros a pretexto de assinar contratos para obras e outras coisas mais.

Aqui na Bahia, por exemplo, virou figurinha carimbada e passou até a conceder entrevistas nas rádios locais (naturalmente com perguntas enviadas antecipadamente para não ser surpreendida) coisa que nunca fez. A conversa de Lula com os senadores a ele aliados foi, de certo modo, positiva por oferecer revelações, na medida em que ele andava calado, deixando que Dilma resolvesse as suas questões e se movimentasse distante dele, para não prejudicá-la, como se fosse uma muleta de sustentação da presidente.
*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta quinta-feira (31)



Terça, 29 de Outubro de 2013 - 08:59

Coluna A Tarde: PT baiano procura saídas



O PT baiano, a exemplo do cão, passou a corre atrás do próprio rabo, de sorte a encontrar uma forma de pegá-lo. Dessa maneira, vai ser difícil decidir sobre o enigma que lhe está posto para decifrar a sucessão do governador Jaques Wagner, e encontrar uma saída de sorte a escolher, dentre quatro candidatos, aquele que será, presumivelmente, o preferido do partido à sucessão do próximo ano. O partido começou errado, no início do ano, ao lançar quatro pré-candidatos, o que jamais deveria ter acontecido. Um candidato ao governo emerge naturalmente, a não ser que seja imposto, com costuma acontecer quando há um líder que fica muito acima dos integrantes da legenda. Foi o caso de Lula, que escolheu sozinho Dilma Rousseff, retirando-a da cartola sem que ninguém desse um pio, sequer. É a tese da escolha de um poste, como muitas vezes aconteceu na Bahia carlista.

Quando a direção partidária estabeleceu que seriam quatro os pré-candidatos não atentou que estava procurando sarna para se coçar. O resultado está aí, visível, com o pré-lançamento de José Sérgio Gabrielli, que ganhou impulso a partir do encontro organizado por petistas que acabaram por decidir favoravelmente ao seu nome. Agora, o PT começou a empurrar a decisão com a barriga, marcando prazos e os desmarcando, justamente por não saber o que fazer. Primeiro, seria no final deste outubro, depois até o dia dez de novembro, mudou para o dia 15 e agora se fala no fim do mês que se aproxima.

Há um velho ditado popular, e eu gosto de ditado, que diz que “quem não sabe rezar fala mal de Deus”. É justamente o que ocorre. O PT mergulhou numa difícil situação da qual provavelmente não sairá em harmonia. Pelo contrário. A mexida será de tal ordem que as suas tendências, que normalmente brigam internamente, deverão deixar o casulo para brigar abertamente, o que, de certo modo, já acontece na escolha do futuro presidente do Diretório Regional do partido. A campanha para reunir eleitores dentro da agremiação fervilha, num vale-tudo que não tem fim. Dos quatro pré-candidatos, um já está na dianteira, José Sérgio Gabrielli; outro praticamente fora, Luiz Caetano, e dois praticamente em guerra: Rui Costa, nome de preferência de Jaques Wagner, com quem trabalhou quando o atual governador presidia a Petroquímica, e Walter Pinheiro que, no Senado transformou-se numa formiguinha, trazendo o que está ao seu alcance, em ter mos de verbas, para a Bahia. Dentro do PT, afirma-se que Walter Pinheiro não aceitará a escolha de Rui como carta marcada, nem Rui, a  ele, a não ser que Wagner os pacifiquem. É mesmo uma espécie de “samba do crioulo doido”  que projeta luzes fortes sobre o PT neste mês de novembro.

Tudo isso em razão da precipitação de pré-candidaturas, que, aliás, começou com Dilma Rousseff, lançada por Lula. Nos demais estados deu-se o fenômeno da gravidade. Cada qual começou a se arrumar para concorrer aos governos, prejudicando a gestão, como acontece com a presidente que passou a viajar, antecipando sua campanha, e se descuidando da gestão do País, que levou o Brasil a uma situação de dificuldade. Pelo menos na área financeira, que é a mais sensível. O Brasil já não é o emergente que se imaginava. Começa a sofrer sérios problemas que, aliás, estão expostos. Por saber fazer a hora e não esperar por movimentações internas na legenda, Gabrielli ganhou visibilidade extra. Já a administração do estado enfrenta problemas com a economia, que não vai bem. Enquanto isso, Walter Pinheiro ocupou o seu espaço. Ele sempre soube que não é o candidato preferencial do governo, mas tem mantido a sua postura. Assim, o PT vai rodopiar para encontrar o nome para ser candidato à sucessão, deixando um rastro de inconformismo em diversos segmentos e nas tendências internas do próprio partido.
*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta terça-feira (29)



Terça, 29 de Outubro de 2013 - 08:58

Vandalismo

por Samuel Celestino
O vandalismo que acompanha, com fúria destruidora, as manifestações pacíficas que ocorrem no Rio e São Paulo, comandada por um grupo que se denominou de black bloc extrapolou todos os limites da cidadania e vai às ruas para se manifestar com promovendo a destruição do bem público e privado e para estabelecer confrontos com a Polícia Militar. Os vândalos foram além do imaginado e, agora, se tornaram alvos da polícia militar, depois do espancamento de um coronel comandante da PM que quase o leva à morte. Como não é possível aceitar procedimentos destruidores, a partir de agora a ordem da polícia é a repressão, prisão, custe o que custar, para por um fim na baderna gratuita infiltrada. A determinação é para alijar os mascarados, encapuzados, lá o que sejam, e permitir as manifestações ordeiras e democráticas, como são os movimentos reivindicatórios. Os black bloc não reivindicam, coisa alguma, apenas promovem a  destruição. Aqui na Bahia, os encapuzados não se constituíram em grupo. Os manifestantes protestam fechando avenidas e colocando barreiras para impedir o tráfego, o que também não é aceitável porque vai de encontro aos direitos constitucionais da cidadania. Como no Rio e em São Paulo volta e meia surgem os vândalos, é de se esperar, em razão do extremismo que este agrupamento se avocou, que haja uma repressão à altura. Quem não reivindica nada, a não ser a violência, não tem direito à proteção cidadã, nem, tampouco, legislação que acolha direitos inexistentes.



Segunda, 28 de Outubro de 2013 - 11:12

Aleluia é pré-candidato ao governo

por Samuel Celestino
Aleluia é pré-candidato ao governo
Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias
O secretário municipal José Carlos Aleluia, ex-deputado federal em diversos mandatos, está decidido a ser candidato governo baiano. Por ora, ele se posiciona como pré-candidato. Considera que tudo dependerá das circunstâncias, na medida em que as oposições só decidirão no início do próximo ano. Nome emblemático do DEM, Aleluia ressalva que não vai à disputa, mas que coloca seu nome à analise do agrupamento oposicionista. Em reação a Paulo Souto, ele não sabe ainda se vai, ou não, participar da disputa governamental de 2014. Souto observa o panorama. Enquanto isso, assim como Aleluia, Geddel Vieira Lima se põe na mesma situação de pré-candidato. Aguarda, de igual modo, decisão do ex-governador, que, de acordo com as pesquisas, está posicionado em segundo lugar, logo após ACM Neto, que não será candidato por não pretender se afastar da Prefeitura de Salvador. Na verdade, Neto tem tempo para ser candidato ao governo baiano mais adiante. 



Domingo, 27 de Outubro de 2013 - 08:58

Coluna A Tarde: Serra é pré-candidato



José Serra não dá o quadro político-eleitoral do País ainda definido em relação aos candidatos de primeira linha, porque os nanicos, os que surgem para simplesmente “aparecer”, ainda não deram o ar da graça. De acordo com ele, o cenário atual é resultante da precipitação sucessória, no final do ano passado, provocada por Lula para beneficiar Dilma Rousseff, candidata à reeleição. No seu entendimento, somente em 2014, em torno de março-abril ter-se-á a exata ideia dos nomes que disputarão a sucessão presidencial e ele se considera um dos pretendentes, por entender que o PSDB ainda não definiu que o candidato será Aécio Neves.

No seu entendimento, a precipitação do processo foi negativa para o País, na medida em que Dilma Rousseff está se distanciando da gestão para se fixar na campanha, daí as suas viagens constantes, cujo objetivo é estar  no maior número de unidades federativas possível, fazendo política enquanto  “a economia brasileira vive um período de abalo, e as obras estruturais do país não andam, a exemplo das rodovias federais que estão em péssima situação de conservação”. Cita, como exemplos, a Bahia e Santa Catarina que, segundo ele, está em processo de desenvolvimento mais rápido do que o seu estado, São Paulo. É claro que Santa Catarina é uma unidade geograficamente muito menor, “mas tem crescido muito”.

Serra faz críticas severas à situação política-partidária do País, que necessita urgentemente de uma reforma profunda, para mudanças de regras. Ele é favorável ao sistema distrital para a eleição de parlamentares e defende a sua ideia a partir da extensão do território brasileiro em que os candidatos a deputado são obrigados a percorrer os municípios dos seus estados, à caça de votos, quando poderiam ser delimitados distritos, de modo que o eleitor tenha visibilidade em relação a quem nele votou e possa cobrar resultados. “Eu mesmo, quando me elegi deputado federal, fui votado em todos os municípios de São Paulo (mais de 600) e não pude dar assistência às necessidades do eleitor, na medida em que não dava para defender, ao mesmo tempo, resultados que pudessem auxiliar as carências dos municípios onde eu recebi votos”
Para ele não fica por aí porque a reforma deverá ser profunda, de modo que o sistema atual já não tem significado, está envelhecido. Em relação à sucessão, em entrevista que a mim concedeu na rádio Tudo FM, disse ele que  “A questão eleitoral começou cedo demais. Isso não foi bom para o governo. A presidente Dilma passou dois anos perplexa com a herança que recebeu do próprio governo Lula, do qual ela participou. Muitas dificuldades, porque Lula governou até quando estava tudo bem, mas os problemas foram acumulados e eclodiram já no mandato dela. E passou mais dois anos agora fazendo campanha. Governar que é bom, mesmo, não aconteceu. Essa é a realidade e isso não foi bom nem para o país e nem para eles, porque colocou todo mundo em evidência e tudo passa a ser julgado em função da eleição”,

Condena no geral porque, de acordo com Serra, “a oposição também não deveria ter entrado no debate. É tudo prematuro. E uma das consequências foi esta surpresa do fenômeno de juntar a futura Rede, de Marina Silva, com o PSB, partido de Eduardo Campos, para postular, antecipando-se.” Ele disse que pretende continuar onde está, no PSDB, “mesmo após o senador mineiro Aécio Neve ter postulado a candidatura. O meu partido só baterá o martelo no próximo ano”

Aliás, Serra deve ter passado bons momentos na Bahia porque aqui ele soube que a pesquisa do Ibope encomendada pelo jornal “Estado de São Paulo” o colocou depois de Dilma e de Marina Silva. |Na sequência das duas, ele é o candidato mais competitivo, com alguns pontos acima de Aécio, sem que esteja a fazer campanha eleitoral. Ainda..
*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (27)

 Quinta, 24 de Outubro de 2013 - 08:58

Geddel: No PMDB da Bahia o PT não entra
A notícia é da Reuter, mas, muito provavelmente, ou quase certo, não valerá para a Bahia. Trata-se da intensa pressão que o PMDB está fazendo sobre Dilma Rousseff para que defina as alianças nos Estado de sorte a respaldar a sua candidatura à reeleição. O partido até cogita em precipitar a sua convenção partidária nacional para facilitar tais alianças. Aqui, será para a cúpula peemedebista – Michel Temer já sabe – um território impenetrável na medida em que o presidente regional da legenda, Geddel Vieira Lima, será candidato ao governo da Bahia e, se não o for, será, como tem dito, para apoiar, se candidato for, o ex-governador Paulo Souto. O PMDB baiano e o PT não dão cola, não se bicam. O político tem repetidas vezes afirmado que pretende ser candidato, mas abrirá mão para um nome do DEM como o de Souto, se necessário for. “o ex-governador já sabe da minha posição. Não precisa sequer uma reunião. Basta um mero telefonema anunciando sua candidatura que o meu apoio será imediato”. Neste caso, Geddel poderá ser candidato na chapa ao Senado e até, tem dito, a deputado estadual. “O que pretendo é tirar a Bahia da situação em que se encontra”.



Quinta, 24 de Outubro de 2013 - 08:58

Coluna A Tarde: Uma reforma enganatória



Quando as manifestações foram para as ruas - as primeiras - no mês de junho, em três semanas os dois poderes, Executivo e Legislativo, ficaram abalados. Foram três semanas de um movimento que balançou o País. Iniciadas no Rio e em São Paulo, logo, logo tomou o País de norte a sul. Estava sobejamente escancarado que havia na juventude um grande mal-estar em relação às andanças da República. Os dois poderes perceberam a gravidade e cada um deles tentou elaborar fórmulas para paralisar as ações.
Naquelas manifestações surgiram os primeiros grupos de vândalos mascarados apedrejando lojas, bancos e causando prejuízo ao bem público. Dilma se reuniu com parte do seu ministério, prometeu ações, plebiscito, referendo, mudanças importantes e ficou por aí. O Congresso de igual maneira, tomou suas precauções para pacificar os manifestantes. De fato, em julho havia apenas movimentos esparsos nas capitais e principais cidades do País.
Dilma não fez nada mais do que acelerar a necessidade de atendimento exigido nas redes públicas e criou o “Mais Médico”, que, por ser uma medida polêmica, ainda claudica com poucos profissionais integrando o chamamento presidencial. A Câmara mentiu, como sempre, falou em voto aberto e manteve o mandato de Natan Donadan, um presidiário “excelência”, trancafiado no presidido da Papuda.
O voto aberto foi, como antes se dizia por essas bandas, para a cucuia. Falaram em realizar uma reforma política, porque isso que está aí não é legislação político-eleitoral que assim se possa chamar. Discutiram no nada fazer de sempre e, por fim, resolveram realizar uma reformazinha enganatória. Melhor que não tivesse acontecido nenhuma ação. Na noite desta terça feira última os deputados concluíram, afinal, a sua obra prima. Um desastre.
A reforminha ficou reduzida ao que poderia acontecer de pior. Ao invés de melhorar, construíram regras bem na exata medida do ano pré-eleitoral. Deveria ser uma votação de propostas alterando a legislação eleitoral de modo a facilitar os partidos e os candidatos e, sobretudo, a população desejosa de mudanças. Fizeram-na, mas tão-somente para beneficiar aqueles que já têm mandatos; não os que irão se candidatar pela primeira vez ou os que não alcançaram sucesso nas eleições anteriores. Os que têm mandato, presumiram eles, são do conhecimento dos eleitores, mas não são todos,e sim aqueles que conseguem aparecer e apresentar trabalho. Não os preguiçosos que se arrastam pelos corredores da Câmara apenas para matar o tempo.
A minirreforma ainda terá que ser votada pelo Senado, para convalidar, ou , aquilo que foi elaborado pela Câmara. Foi denominada pelos parlamentares de minirreforma, mas é muito pior do que isso. Dentre outras coisas, para favorecer os congressistas, permite o parcelamento de multas eleitorais, e, é de pasmar, “reduz a fiscalização da Justiça Eleitoral ao dar mais autonomia aos partidos no uso dos recursos do fundo partidário.” E tome-lhe corrupção. O engodo a mim me parece total. Com algumas ressalvas como, por exemplo, proíbe a propaganda eleitoral por meio de placas, faixas, cartazes, bandeiras e pinturas de muros. Beneficia, dessa sorte, as cidades que ficarão livres (ainda é presunção) da sujeira que se observa, como aquelas placas terríveis que são postas nas avenidas principais, pelo menos é o que acontece aqui em Salvador. E ainda a sujeira dos muros que só será permitido pela prefeitura, às videntes, as ciganas que lêm as mãos, trazem mulher ou homem de volta, e abrem caminho para o consultante ganhar dinheiro. Enfim, vendem a felicidade com cartazes colados aos muros e na postificação da cidade. Tanto em relação à propaganda como os cartazes das videntes podem ser incluídos no item “enganação permitida”.


Também a superminirreforma proíbe pinturas e bandeiras em muros, em bens públicos ou particulares. Tem mais ainda, tudo baboseira menos a sujeira acima referida. Estendeu à proibição de bonecos em campanha (coitada de Olinda) e de palhaços, tipo o deputado Tiririca, que merece ficar pendurado. Agora, a ressalva, como sempre acontece: os parlamentares decidiram, na sua brincadeira de reforma eleitoral, permitir  o uso de bandeiras e mesas com material de campanha em via pública, “desde que não atrapalhem o trânsito de pessoas e carros, proibindo-se, ainda o uso de outdoors”.
Está aí a reforma pedida nas ruas que tanta celeuma causou sobre como fazê-la: se por plebiscito ou referendo, de modo que a população pudesse se manifestar. Obviamente não dava tempo, mas para apresentar está reforma descarada, melhor não fazê-la. Fizeram o mínimo, assim como Dilma Rousseff fez a sua parte: o programa “Mais Médico”. Assim, toca o bonde pra Lapinha.

*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta quinta-feira (24)



Terça, 22 de Outubro de 2013 - 08:58

Coluna A Tarde: O xeque-mate de Gabrielli



O primeiro a colocar seu bloco na rua, o que de certo modo não surpreendeu, foi o secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, o que denota desconfiança sobre o processo estabelecido pelo  PT para, a partir de uma comissão de cinco membros, sem que nenhum deles seja notável, cuidar de consultar a legenda para decifrar sobre o candidato desejado para a sucessão baiana. É certo que a decisão de Gabrielli ao lançar, com um grupo, a sua candidatura talvez não tenha surpreendido a Wagner nem, muito menos, ao ex-presidente Lula, que apadrinha seu nome. O ex-presidente da Petrobrás não é de esperar fazer a hora. Está mais para fazer acontecer, e foi o que ocorreu, na medida em que percorre o partido, de ponta a ponta, que o candidato que sairá das consultas será o chefe da Casa Civil, Rui Costa, nome da preferência do governador.
Para Rui não ser candidato seria necessário que Wagner estivesse muito fraco dentro da legenda, o que não é o caso, ou que, antes, fossem estabelecidas regras formais para a escolha do nome, publicitando-as para não haver dúvida. Tal não aconteceu. Assim posto, pelo sim, pelo não, Gabrielli resolveu levar o seu chapéu na mão e abriu a sua candidatura. Com isso, criou um fato político de densidade considerável. Tal fato está presente na pergunta: o que ocorrerá se, com uma candidatura lançada, o PT apresentar também o nome de Rui Costa? A interrogação que fecha a frase anterior responde. Como, nas situações que se criam desembocam em duas respostas: pode acontecer tudo, inclusive uma crise de grandes dimensões, ou pode não acontecer nada. Se não a contecer nada iriam dois candidatos para a convenção do partido decidir em junho do próximo ano entre um e outro?
Melhor não considerar a possibilidade do final do parágrafo anterior. É muito mais provável que o partido se divida, que haja desencontros e que, a partir do estilhaçamento de posições, a legenda se enfraqueça. Observem que, pelo menos na quadra atual, o PT não está necessariamente unido. A desunião do partido é natural, persiste internamente, em consequência das suas muitas tendências, mas não ocorre a céu aberto, de público. Não creio que, se Gabrielli tomou a dianteira ao se lançar, esteja em condições de voltar atrás e retirar seu nome para favorecer o de Rui. O problema é que o ex-presidente da Petrobrás, quando o PT era um pequeno grão de areia, que não sonhava com uma estrela no céu, se candidatou ao governo sabendo que iria perder. Agora ele sabe o contrário: que poderá ganhar, realizar seu sonho de governar a Bahia e sabe ainda mais: esta será, muito provavelmente, a sua última oportunidade.
O PT baiano está numa encruzilhada ou diante da esfinge a perguntar “decifra-me ou devoro-te”. Decifrar é difícil, devorar é possível, mas com isso, quem encherá a barriga no festim pantagruélico será um candidato da oposição, quem sabe Geddel Vieira Lima, quem sabe Paulo Souto, quem sabe Lídice da Mata. O que está ocorrendo dentro do PT era esperado, mas não da forma acontecida e, sim, depois da escolha do candidato se a união não se fizesse. É certo que, com Gabrielli candidato, o problema também passa a ser grande para o senador Walter Pinheiro que corria pela raia de fora na expectativa de atropelar Rui Costa, e não Gabrielli com quem tem conversado. Agora, realizando aqui o esboço de uma premonição, pode ocorrer que, escolhido Rui, Pinheiro se arrepie e, aí, o que poderá vir acontecer? Nova interrogação. Alguém se unirá com alguém para dar combate ao terceiro nome? Wagner e Rui Costa ficariam na berlinda? Não creio pela notória capacidade de o governador estabelecer articulações políticas inteligentes. E Walter e Gabrielli? Também uma união entre os dois determinaria que um fique de fora, é claro. Neste caso, qual deles ficaria?  Se houvesse um quarto nome que não fosse o do improbabilíssimo Luiz Caetano, poder-se-ia lembrar a cantiga de roda da época da infância “três, três passará, derradeiro ficará”. Bem, se é certo que Lula está com Gabrielli, Dilma não ficará contra Lula.
Enfim, observa-se que o secretário do Planejamento mexeu no seu xadrez e, no sábado passado, quando se lançou candidato ao governo, só faltou gritar, no discurso que fez: xeque-mate! O xadrez que pode não ser o do ex-presidente da Petrobrás, afora a confusa escolha do nome para a sucessão dentro do partido, ainda demanda outra escolhas, envolvendo a vice-governadoria e a candidatura ao Senado, que de há muito o vice Otto Alencar diz ter interesse. Tem vantagens porque conta com o PSD, que comanda no Estado, enquanto o vice dependerá de quem for escolhido candidato ao governo. O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, é declaradamente pretendente ao cargo. Tem vantagens, dentre outras por ter, com Wagner, um relacionamento além de amistoso e não ter problemas com nenhum dos nomes aqui citados com possibilidades de representar o PT na sucessão governamental. Nilo é do PDT.
A verdade é que agora o PT baiano está imerso numa grande crise. Duvida-se, a essa altura, da validade das consultas que a comissão com cinco integrantes constituída pela direção do partido tenha consequência. Como em outros tempos, diria que “deu chabu.” As bases da legenda sentem o solo balançar. E não é terremoto; é desencontro mesmo. A luta pelo poder futuro já não tem rumos nem princípios.


*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta terça-feira (22)


Domingo, 20 de Outubro de 2013 - 09:00

Coluna A Tarde: Concessões abusivas



Coluna A Tarde: Concessões abusivas

De há muito se estabeleceu uma grita entre o público e as principais autoridades baianas sobre o descaso da concessionária Via Bahia em relação às obras  que envolvem a BR-324 e a BR-116. Tais obras, pelo que se sabe, estão atrasadíssimas como consequência da inoperância da concessionária. Os acidentes ocorrem em sequência, com muitas mortes, principalmente na rodovia BR-324, a velha Salvador-Feira de Santana. A empresa parece não dar a menor importância às inúmeras queixas que partem do governador Jaques Wagner, do vice-governador Otto Alencar, do senador Walter Pinheiro, de deputados estaduais e federais. É como se não bastassem tais reclamações e insatisfações elas chegaram, também, ao ministro o dos Transportes, César  Borges, que se manifestou, prometendo tomar enérgicas providências. Por fim, alcançaram os ouvidos da presidente Dilma Rousseff.
As manifestações de populares fechando as pistas em protestos contra as mortes são constantes. A  Via Bahia, de igual modo,  não dá a menor importância. Faz ouvido de mercador enquanto a situação vai de mal a pior. A concessionária ganhou sozinha a licitação e, talvez, por isso, como não há outra que tenha se colocado em segundo lugar, acredita que está incólume e poderá continuar com os abusos até o limite do impossível. Agora, o governo fala em “caducidade do contrato” um instrumento lícito que o concedente pode acionar contra empresas que não cumprem o contrato estabelecido.


Chega tarde. Mesmo assim, parece soar como mera ameaça, tal como acontecia com a empresa TWB, responsável pela travessia Salvador-Bom Despacho, que não dava nenhuma importância às reclamações dos usuários e do governo estadual. Não somente: abusou até o limite de a incompetência das autoridades ficar exposta, depois de muito conceder prazos sobre prazos na esperança de ter uma resposta positiva na melhoria dos serviços. Quando, afinal chegou-se ao esgotamento e a TWB  foi afastada, descobriu-se que a empresa fora responsável  por um imenso prejuízo. O serviço melhorou depois dela, ao tempo em que se lançou à empreitada de uma onírica ponte Salvador-Itaparica, que de verá estar concluída no século XXII, se dinheiro houver. Eu não creio nesta ponte para tão cedo e ficarei contente se queimar a língua e os dedos com que digito. De resto, não se tem notícia de que o Estado tenha aberto um processo contra a TWB para o ressarcimento dos prejuízos por ela causados.


A Via Bahia é, sem nada tirar, a TWB das rodovias. Faz o que quer, não dá importância às reclamações generalizadas, tanto faz a voz do governador, do ministro dos Transportes, do vice-governador e dos parlamentares. O governo Wagner está perdendo tempo e não irá resolver, sequer, o trecho Salvador-Feira de Santana. Para ele, Wagner, não há problema porque os governadores dos estados têm aviões e helicópteros. Mas para quem usa carro, como Otto Alencar, que ficou preso mais de hora e meia no anel rodoviário de Feira, e  para o senador Walter Pinheiro, o choro é diferente. É igual ao de quem se utiliza de veículos para chegar ali em Feira ou sair de lá para chegar a Salvador.  Ninguém ouve o choro nem a Via Bahia toma dele conhecimento. Ela chegou a tentar eternizar, como uma espécie monumento à sua própria incompetência, um imenso buraco na pista. Acontece que o diabo do buraco continuou a crescer e, com muito custo, conseguiram fechá-lo. A rodovia, para a desmoralização total das autoridades baianas, bem merecia aquele monumento.


O senador Walter Pinheiro afirma que deu entrada no processo de caducidade do pacto firmado entre a companhia e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) .O líder do governo na Assembleia Legislativa,deputado Zé Neto, fez uma declaração ao site Bahia Notícias com uma informação que me pareceu muito interessante em relação ao problema. Disse ele que as principais autoridades, inclusive o governador Jaques Wagner, “estão desesperadas porque os cronogramas estão todos atrasados”. Como ele próprio é de Feira de Santana, adiantou que “a BR-116 é um caos e, na BR-324, alguma coisa foi feita mas muito diferente do que foi acordado”. Aliás, o buraco-monumento sobre o qual acima me referi, o parlamentar disse, precisando a sua localização, que “a cratera estava no Km 297 da BR-324, à altura do Porto Seco Pirajá, na saída de Salvador, o que motivou inclusive uma ação do Ministério Público Federal (MPF).” E para que se tenha uma ideia, “O buraco demorou quatro meses para ser tapado.”


 *Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (20).



Quinta, 17 de Outubro de 2013 - 10:15

Lula quer ajuda para Dilma na Internet

por Samuel Celestino


Lula entrou na raia da internet para conclamar os petistas e os seguidores do seu perfil a divulgar a realizações do governo Dilma. Para isso utilizou-se de uma carta em que expõe os resultados do governo e pede que a militância petista ocupe as redes sociais para, também, utilizar deste instrumento de modo a propagar as obras da presidente. Trata-se de uma espécie de propaganda político-eleitoral de sorte a impulsionar o governo e espraiar os resultados alcançados até aqui. Isto deveria  ser pensado, e certamente foi, pela equipe de assessores de Rousseff porque a rede social, a internet como veículo de divulgação passou a ser um dos mais importantes do País, vindo logo atrás das emissoras de televisão em rede. Se o presidente, na sua conclamação, alcançar êxito, estará dando um belo empurrão eleitoral na sua criatura.


Quinta, 17 de Outubro de 2013 - 08:59

Coluna A Tarde: O jogo mensaleiro



Para alguns dos mensaleiros o prazo se esvai. São seis deles que entraram com segundos embargos de declaração, dos 25 condenados, cuja única finalidade é ganhar tempo e experimentar o que lhes resta de liberdade antes de serem decretadas suas prisões. O Supremo passou a não aceitar as novas razões dos seus advogados, por entender que se trata apenas de manobras para ganhar tempo, tempo protelatório portanto, e provavelmente não levará em conta os pedidos de revisão, assim como aconteceu com Natan Donadon, que desfila no presídio da Papuda na condição de primeiro e único parlamentar do mundo que cumpre pena (13 anos) na condição de deputado, com mandato ungido por seus pares.
Para esses, o julgamento parece estar chegando ao fim e dificilmente eles passarão  o Natal e a festa de mudança de ano fora da cadeia. A não ser, o que não é improvável, que recebam o beneficio de retornarem para casa mediante o compromisso de voltarem à prisão em janeiro. Nada no sistema penal brasileiro é impossível, pelo contrário, é o inverso: tudo o que se  pode imaginar é possível, principalmente quando se trata de corruptos. Dentre os seis mensaleiros que entraram com segundos embargos de declaração estão os condenados Roberto Jefferson, que denunciou o escândalo e crucificou José Dirceu, os deputados Pedro Henry, Valdemar da Costa Neto, além dos ex-deputados Bispo Rodrigues (da Igreja Universal do Reino de Deus antes de ser expulso), Pedro Correia e José Borba, além do assessor Jacinto Lamas.
Observa-se que é uma mera tentativa para passar o Natal em casa e apreciar as luzes que marcam a festa. Seus presentes natalinos possivelmente serão outros, a não ser que o Supremo realize a mágica de diminuir suas penas e empurre o processo para o próximo ano, no que não se acredita.,Mas, também, não se duvida. Os recursos desses seis não têm o poder de reversão da pena. A condenação a eles culminada permanece a mesma. Como disse, é mera medida para procrastinar a prisão com empurrando com a barriga
Mas não são somente estes seis parlamentares, ou ex, que tentam fórmulas, através de seus advogados, fórmulas esdrúxulas, mesmo que não sejam jurídicas, para beneficiar seus clientes.  O advogado de Roberto Jefferson alega que ele corre o risco de morte, mas não explicita a razão, embora ele seja um homem doente e consta que teria enfrentado um câncer. Medo de Dirceu, a quem denunciou e que, segundo disse cara a cara, que ele (Dirceu) nele, Jefferson, desperta “os instintos mais primitivos”, ele naturalmente não tem. Alem desses recursos, muitos outros, dentre os 25 condenados, também patrocinaram medidas na tentativa de diminuir a pena, enfim medidas meramente protelatórias.
De resto, o mensalão que galvanizou as atenções do País, já não tem a capacidade de atrair interesses, de modo que possa a vir apresentar reflexos nas eleições de 2014, prejudicando as candidaturas petistas. O que poderá denunciar é a transformação de uma legenda que nasceu num berço de esperança e que, agora, nada mais é do que um partido semelhante aos demais, com a diferença de dispor de milhares de militantes, País afora. Exceto tal condição, já não atrai como uma novidade que o Brasil teria que experimentar e que, agora, luta para se manter no poder, na República e nos estados que comanda, inclusive aqui na Bahia, principal unidade onde sua estrela reluz, mas nem tanto.

*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta quinta-feira (17)

Quinta, 17 de Outubro de 2013 - 08:58

Quem tem força

por Samuel Celestino
Os jornalistas observaram, com cuidado e perspicácia, quem é quem na política baiana em termos de sucessão de Wagner. Não descobriram a pólvora, descobriram os lugares onde os quatro pré-candidatos ao governo estavam sentados, no ato de assinaturas de contatos para mobilidade urbana em Salvador, assinado por Dilma. Os jornalistas descobriram que Rui Costa é e já não há mais dúvida, o preferido de Wagner, estava sentado próximo a Dilma. Enquanto os demais, José Sérgio Gabrielli e Luiz Caetano se misturavam com prefeitos, assessores, vereadores, enfim, na área destinada à “patuleia ignara,” como costumava dizer um velho e já falecido professor de gerações de baianos, Augusto Alexandre Machado, o Machadinho, que entre outras matérias lecionava Economia Política. Dizia-se tetra-catedrático. Ninguém aprendia, mas ele ensinava. Quem não aprendeu a decifrar a sucessão e estava presente no ato de assinaturas de contratos efetuados pela presidente Dilma, perdeu a oportunidade de observar quem é e quem não é amigo do rei.



Terça, 15 de Outubro de 2013 - 08:58

Coluna A Tarde: Fim das ideologias



Nos tempos das ideologias, quando direita e esquerda se confrontavam antes da queda do império soviético, em 1989, com a derrubada do Muro de Berlim, a política, não só brasileira  mas de todo o  mudo, satelitizava  em torno das duas posições. Os países do Leste europeu, de economia centralizada, se confrontavam com os ocidentais e se discutia política, basicamente, em torno das duas posições que galvanizavam a juventude do mundo inteiro. Com a queda do império do Leste, o planeta girou mais rápido, e, na confraternização do acontecimento, estabeleceu-se uma mudança quase total. Existe a esquerda, mas poucos sabem, como antes, o que significa e o que ela ainda prega. Aqui, o PT é um bom exemplo. De um partido que nasceu para estabelecer novos tempos no Brasil, acabou se misturando com todas as formas de fazer política e de cometer atos  qu e a presidente Dilma, para não usar uma palavra forte, rotulou de “malfeitos”.
O que hoje se busca na ação política é competência para resolver e melhorar as dificuldades que o País enfrenta e não em torno de direita e esquerda, que se transformaram em ideias ultrapassadas, que passaram a ser arquivadas nos porões. Há, sim, os que têm maior clarividência para enxergar o cotidiano, as ideias corretas para enaltecer os direitos humanos, o fim da pobreza, a igualdade e o fim da gatunagem presente como uma praga em todo o País. Depois do lançamento da dupla Marina-Eduardo Campos, em torno do PSB, veio a pesquisa do DataFolha, realizada ainda com pouco conhecimento da população sobre a nova realidade. Dilma Rousseff manteve a sua posição privilegiada que aponta uma vitória da presidente em primeiro tuno, qualquer que venha ser o cenário.
Em torno dessa revelação, que derruba  Aécio e eleva Eduardo Campos, o DataFolha pesquisou diversas outras realidades do Brasil de hoje. Chegou à conclusão, que não chega a ser novidade, que direita e esquerda se misturam para escolher candidatos indiferentes da ideologia. Isso leva a crer que como mais um ou dois pleitos após 2014 o divisionismo hoje tênue será sepultado para que o eleitorado escolha entre os candidatos mais aptos para a governabilidade.A presidente Dilma Rousseff entendeu (o que de certa forma já estava claro), e anunciou que pretende fazer uma reforma do seu ministério, agora em dezembro, no qual usará o poder para facilitar sua eleição, compondo o  ministério que substituirá o atual com os partidos que possam ajudá-la a reeleger-se. Isso, em síntese, deixa claro que vai utilizar o poder, a República com linha auxiliar, sem dar importância à qualidade do ministro escolhido e, sim o partido a que pertence.
Serão 12 vagas que os seus auxiliares que pretendem se candidatar em 2014 deixarão para ser por ela preenchidos de acordo com os seus interesses eleitorais. Assim, pretende realizar trocas com o PP, PTB, PSD, e mais com o partido que aparecer, oferecendo votos e horário para a propaganda eleitoral no rádio e televisão. É o negócio republicano com os votos dos partidos disponíveis, o que bem demonstra o desastre da política oficial do país, que está a reclamar uma reforma ampla e urgente. Negociar com partidos, votos e tempo para a propaganda em pouco diferencia de negócios realizados no balcão pelos partidos menores, os nanicos, que são formados com esse objetivo, ou com outras formas de negócios envolvendo o apoio de quem tem o que oferecer. Enquanto há 38 ministros, a maioria sem a menor serventia, ao invés de deixar os espaços vagos, a presidente c uida de “fidelizar” os partidos disponíveis de modo que a ela garanta continuar no poder.
Trata-se, obviamente, de uma negociata tipo é dando que se recebe que se tornou famosa no Brasil quando presidido por Sarney, logo após o processo de democratização pós ditadura militar. Enfim, as ideologias chegaram aos estertores. Em grande parte do século XIX, elas marcaram os movimentos que galvanizaram os países de maneira geral. Ainda há rastros da esquerda e da direita espalhados, conforme a capacidade de se observar o cenário. Há os antigos, há ainda os românticos e esses hão se salvar, porque sem eles a vida fica mais opaca, pelo menos no setor político. O resto é um jogo só. Jogo de negócios e não de ideias.



*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta terça-feira (15)

Domingo, 13 de Outubro de 2013 - 09:00

Coluna A Tarde: PT baiano em crise

por Samuel Celestino

Há um clima de convulsão dentro do PT baiano que poderá desencadear um desentendimento grave entre as suas variadas correntes, ou tendências, de grandes proporções. Não surpreenderá se houver um estilhaçamento do partido, pelo menos em relação à forma de entendimento que envolve a escolha do candidato da legenda à sucessão baiana. O problema não está exclusivamente “interna corporis” do PT porque atinge, de igual modo, a base aliada do governo Wagner.

O clima é mesmo de tensão e terá que ser, imagina-se, recomposto antes que o nome do candidato se torne público. Corre nos bastidores da legenda que este fato “não apresenta novidade” porque a comissão encarregada de consultar as bases petistas estaria acompanhando a preferência do candidato “in pectori” de Wagner, o chefe da Casa Civil, Rui Costa. Esta suposição não tem respaldo em nada que possa, por ora, ser considerado verdadeiro.
Há algum tempo, o PT, um partido considerado plural em razão das suas tendências internas,  apresenta situações como estas que podem ser interpretadas como um estado de beligerância interna constante, paradoxalmente, de união quando eles conseguem alcançar a unidade. O problema é que as quatro pré-candidatura foram lançadas precocemente, com Walter Pinheiro, José Sérgio Gabrielli, e Rui Costa. Excetuo o quarto, Luiz Caetano, que já é considerado um nome sem possibilidade. Como chegar a um consenso em torno de três nomes com pesos definidos dentro do partido é a questão básica do problema,que empurra Jaques Wagner para a berlinda por ter uma preferência pessoal.

De outro modo, José Sérgio Gabrielli, quadro antigo do PT, há alguns dias esteve com Lula, que por ele tem simpatia e preferência, e num apartamento de hotel em Brasília, discutiram a questão. Gabrielli chegou a falar em se afastar do processo diante do quadro que aqui se apresenta. Lula, de imediato, cortou tal pretensão e o recomendou que permanecesse com a sua pré-candidatura. Isso faz supor que o nome do PT ao governo não será decidido exclusivamente na Bahia, mas, também, no plano petista nacional.
Já o senador Walter Pinheiro, que sabe não contar com as simpatias do governador, não arreda  pé e vai até o fim disposto a contestar se uma candidatura for imposta sem que signifique o desejo da maioria da militância petista. Como a decisão da candidatura ocorrerá na primeira quinzena de novembro, há, ainda, muito tempo para que o partido corrija a sua bússola se não estiver imantada como deve. Caso contrário o partido explodirá.
O problema do PT atinge outros partidos que compõem a base de sustentação do governador, como o PSB, presidido pela senadora Lídice da Mata. Ela é, há algum tempo, pré-candidata ao governo e, por ser amiga de Wagner espera ter seu apoio, embora os socialistas, nacionalmente presididos pelo pré-candidato à  Presidência, Eduardo Campos, têm agora ao seu lado também Marina Silva e ambos estão numa linha diversa da candidata presidencial, Dilma Rousseff. O ex-presidente Lula na quinta feira realizou uma reunião com Dilma, que levou nada menos de cinco horas, e outros assessores encarregados da política petista. Mandou um recado claro para os estados que, em síntese, determinava a exclusão de Eduardo Campos e Marina Silva que passaram ,assim, a serem tratados como adversários. Trata-se de uma clara confissão do temor que a dupla impõe ao império petista. Principalmente na medida em que apresentará na campanha uma pregação por uma nova política, excluindo-se a velha (que já passou da hora) e mandar as velhas raposas para a aposentadoria política.
Em entrevista que a mim concedeu, Lídice da Mata disse não ver problema na divisão de um mesmo palanque eleitoral e citou alguns acontecimentos que hoje pertencem à historia, como o MDB, que se confrontava, na ditadura, contra a Arena na época do bipartidarismo militar, e deu abrigo a diversos políticos que  poderiam estar, ou estavam, na clandestinidade por tem uma filosofia política absolutamente contrária ao que acontecia naqueles tempos de trevas. Lembrou, ainda, de Dante Oliveira, que primeiro levantou a bandeira das diretas–Já e apresentou projeto no Congresso para a escolha do presidente pelo voto livre. Ao se candidatar ao governo do Mato Grosso, ele, Dante, a um só tempo, acolheu em seu palanque de  candidato tanto Lula co mo Leonel Brizola. Acha que é possível reunir candidatos de partidos diferentes em um só palanque, no caso, o de Wagner.
Magoada com declarações de um petista que a afastou, em entrevista, do processo eleitoral, ela disse ao falar à Rádio Tudo FM: “Não será o desejo de um dirigente do PT, de querer me colocar em outro campo, que vai determinar o meu discurso. O meu discurso é determinado pela minha prática política, pela prática política do meu partido e por aquilo que nós definirmos conjuntamente. Por enquanto, sou pré-candidata e disputo o apoio do governador Jaques Wagner e da sua base de apoio.” Para Lídice, o PT baiano “inova” ao exigir que “possíveis futuros candidatos rejeitem o seu próprio governo.” Eu tenho uma história e uma coerência política. Eu ajudei a construir este governo que está aí. Ajudei, não individualmente, mas o meu partido ajudou a construir esse governo. Nós ajudamos na primeira fase de construção, e da construção da primeira e da segunda vitória. Portanto, os benefícios que esse governo representa para a Bahia são nossos também, porque foram construídos com a nossa participação”.

Por aí se observa que a  conflagração interna do PT baiano extrapola para outras legendas que compõem a base de apoio do governo. Lidice continua como postulante do governo e não admite a intromissão do PT no que não lhe compete.
* Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (13)


Sexta, 11 de Outubro de 2013 - 10:34

Temor do PT ao PSB é inócuo

por Samuel Celestino
O temor do ex-presidente Lula em relação à dupla do PSB-Rede Sustentabilidade tornou-se evidente. Ele mandou uma ordem ao PT para isolar o partido em todas as unidades federativas. O curioso é que há cerca de 30 dias o presidente do PSB, Eduardo Campos, tomou a iniciativa de determinar que todos os integrantes do seu partido que estivessem a ocupar cargos no governo Dilma os entregassem para não se estabelecer constrangimento. Assim posto, a primeira ordem veio do PSB, mas não como “isolamento”, porque não houve rompimento aberto com o governo, mas a possibilidade da candidatura de Campos à Presidência. Com a chegada de Marina, a legenda ganhou dimensão, até agora não mensurada em pesquisas, que o Palácio do Planalto já deve ter para consumo interno, o que teria acontecido (usado) na quinta-feira quando Lula e Dilma se reuniram durante cinco horas com seus assessores políticos e marqueteiros para estudar a nova realidade. Certamente já dispunham de pesquisa. Foi a partir daí que o chefe petista tomou a decisão de isolar o PSB o que, ao que me parece, não estabelece maiores prejuízos. Até porque a pregação da dupla Campos-Marina na campanha presidencial será por uma política nova, uma renovação de nomes e o fim das raposas que habitam o cenário político brasileiro, atrasando o avanço e o crescimento do país.



Quinta, 10 de Outubro de 2013 - 09:50

Eleição no Brasil é um engodo

por Samuel Celestino
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, acertou em cheio quando, em um debate sobre os 25 anos da Constituição, disse que o modelo das eleições proporcionais  deputados, estaduais e federais, além de vereadores “é um engodo” (em relação aos eleitores). A reforma política tão reclamada e nunca realizada estabelece, para ele, “uma ficção no Brasil de o eleitor votar em um candidato, quando menos de 10% são eleitos com votação própria. Mais de 90% são eleitos sem votação própria”. Na verdade, estes 90% se beneficiam do quociente eleitoral dos partidos, ou seja, sem votação própria. Assim, o que se vê nas casas legislativas são parlamentares sem votos beneficiados por uma legislação eleitoral torta. O exemplo maior, que normalmente se oferece, é sobre o deputado Tiririca, de São Paulo, ele por si só um zero a esquerda, que, por ter mais de 1 milhão de votos, arrastou com ele mais três federais do seu partido que não tinham votos para se eleger. Disse mais que o voto aberto por legenda é um engodo e que “o Brasil precisa "desesperadamente" de uma reforma política capaz de baratear as eleições, "raiz de boa parte dos problemas de corrupção". Para ele, ajudar na formação de maiorias estáveis no Congresso e dar "autenticidade programática" aos partidos.


Quinta, 10 de Outubro de 2013 - 09:08

Coluna A Tarde: PT enfrenta decisão



Assim como o governador Jaques Wagner prometera, o PT decide o seu candidato e seu destino em relação à sucessão governamental na primeira quinzena de novembro, provavelmente no dia nove, a partir de uma comissão constituída de cinco membros.  Tudo será feito a partir de um processo que abrangerá diferentes consultas, envolvendo  deputados estaduais, federais, prefeitos, enfim, à base do partido. Não haverá pesquisa de opinião que, a essa altura, não tem significado, porque uma consulta só se torna válida quando os nomes estão nas ruas e são do conhecimento do eleitor. A posição do governador terá peso, mas não será determinante, na medida em que se pretende que a consulta na legenda petista seja amplamente democrática. Embora ele tenha preferência pessoal.
O comando nacional do partido (mais importante, a exemplo de Lula e Dilma) acompanhará a escolha sem, no entanto intervir. A comissão já se reuniu na noite da última segunda feira, trocando ideias de como tocar o processo, que terá a amplitude possível. Os integrantes continuam conversando. Os nomes são os que já estão indicados: José Sérgio Gabrielli, Rui Costa, Walter Pinheiro e Luiz Caetano. O objetivo óbvio da comissão é chegar a um denominador comum sobre o nome a ser escolhido, ou seja, chegar-se à unidade de modo que o partido não sofra fraturas nem problemas que possam ameaçar a campanha eleitoral, que estará alinhada com a de Dilma Rousseff à reeleição. Como já estava plenamente decidido, Lídice da Mata ficará de fora, até porque além de ser do PSB, conta agora com uma interrogação sobre a candidatura a presidente, se será espalmada por Eduardo Campos ou Marina Silva. Marina tem mais amplitude por já ter sid o candidata à Presidência e pode penetrar, talvez até com facilidade, no terceiro maior colégio do País, o Rio de Janeiro, já que o PMDB de Sérgio Cabral está esgotado pela perda de prestígio do governador. Cabral passou a ser mal visto pelo eleitorado carioca. O nome, no entanto, é o que está posto, o de Eduardo Campos, presidente do PSB.
A situação do PT baiano dependerá, na disputa pela sucessão, da ultrapassagem de diversas barreiras, como, por exemplo, o comportamento da oposição, na medida em que é visível o crescimento do ex-governador Paulo Souto, assim como está bem, de igual modo, nas pesquisas, o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Souto, bem ao seu estilo, permanece silencioso embora dê sinais de movimentos, como demonstram os artigos que passou a publicar neste jornal, todos abordando temas que dizem respeito à Bahia.
Os governistas do PT apresentarão seu candidato antes da oposição, que está, por ora, unida, mas tem que selar um acordo, a depender do nome que venha a ser escolhido. Tal nome obrigatoriamente terá ao lado o candidato ao Senado e a vice. O mesmo, é claro, ocorre com o PT. Neste caso, como existe uma base que sustenta o governo Wagner, o vice Otto Alencar tem dito, com constância, que tem interesse em sair candidato ao Senado, mas não será nenhuma surpresa se tal situação mudar para o governo, a depender das revelações das pesquisas dos primeiros meses do próximo ano. Se o cenário for adverso para o candidato petista lá para o mês de abril, talvez maio, mês que antecede as convenções partidárias, poderá haver mudança. Supõe-se. Acontecerá, no caso, pouco antes das convenções partidárias que ungem as chapas dos partidos políticos que disputarão a sucessão do governador. Ameaça o PT as dificuldades que enfrenta, e não são poucas, a partir do eleitorado de Salvador e de Feira de Santana, principais colégios eleitorais da Bahia.  As pesquisas têm demonstrado esta realidade, ainda mais num período em que a gestão governamental enfrenta problemas.
Admitamos que um fato assim venha a acontece e haja necessidade de mudanças de candidato. Teremos então, se Paulo Souto for o candidato, um encontro entre dois ex-carlistas, com a diferença que Otto tomou outro rumo político-partidário e Paulo Souto se afastou da política para acompanhá-la à distância, mantendo-se no seu partido. Ainda há outra questão que pode ser formulada com uma pergunta: como se comportará o prefeito ACM Neto em relação ao movimento sucessório. Acredita o presidente nacional do DEM, José Agripino, que o partido está renascendo a partir da Bahia. Será?
     

Dentro do PT há muita fermentação. Principalmente em torno de José Sérgio Gabrielli, Rui Costa e Walter Pinheiro. Costa, como ficou claro nas tarefas que nos últimos tempos lhe coube, tem a preferência de Wagner, nunca negada, mas como não será o governador que fará a escolha, chega-se à conclusão  de que, o que ele pode oferecer a Rui  já o fez, restando tão só o resultado das consultas da comissão constituída, como no início deste comentário foi registrado. A preferência de Wagner transfere a Rui a condição de melhor situado. É apenas uma referência.


*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta quinta-feira (10)


Terça, 08 de Outubro de 2013 - 10:56

Brasil crescerá em 2014 menos da metade dos emergentes

por Samuel Celestino
Em ano eleitoral, a notícia é péssima para a presidente Dilma. O Fundo Monetário Internacional reduziu as previsões sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para o próximo ano, e, pior, prevê que a economia brasileira crescerá menos da metade da economia dos países emergentes. A previsão é de um crescimento de 2,5%, enquanto as autoridades brasileiras pensam de outro modo e creem que 2014 será melhor do que 2013. Já com relação aos emergentes, o FMI estabelece a possibilidade de um crescimento de 5,1%. Em ano eleitoral, um baque maior na economia do que já acontece será, seguramente explorado na campanha presidencial, deixando a presidente sem saída. Isto, é claro, se as previsões do Fundo Monetário estiverem certas. Um crescimento de 2,5% estará muito aquém do que o Brasil necessita no seu processo de aceleração, ou, no caso, de letargia, dificultando os projetos imaginados pelo governo.

Terça, 08 de Outubro de 2013 - 10:22

Rede Sustentabilidade continua viva

por Samuel Celestino
Em entrevista, Marina Silva afirmou que seu ingresso no PSB não significa a fusão da Rede Sustentabilidade (que continua viva) com o partido e que o apoio às candidaturas nos estados serão analisadas. Textualmente, disse ela: "A Rede não está se fundindo, está se dispondo à construção de um processo para mudar o Brasil. Não está dizendo que vai apoiar candidatura X, Y ou Z nesse ou naquele estado. Em 2010 eu apoiei candidatos do PSB, PT, PC do B e vários partidos". Já Eduardo Campos, junto com Marina, afirma que um dos projetos é colocar um ponto final nesta “velha política para, em seu lugar, surja uma política nova. O Brasil está cansado disso que aí está”.



   
Terça, 08 de Outubro de 2013 - 09:55

Deputado baiano envolvido com PF e notas frias

por Samuel Celestino
Dois deputados, um deles da Bahia, o federal Fernando Torres (PSD), estão na mira da Polícia Federal, que entrou com pedido junto ao Supremo Tribunal Federal para a abertura de investigação contra ambos. O segundo é Taumaturgo Lima, do Acre. Os dois teriam usado notas fiscais suspeitas de participarem de esquema de lavagem de dinheiro e desvios de recursos de Fundos de Pensão. Este caso do Fundos de Pensão explodiu na semana passada e envolve milhões de reais. Parte das investigações já tinha sido enviada para o Supremo. Fernando Torres integra o PSD baiano. O valor exato dos desvios se aproxima de R$ 300 milhões, isso durante cerca de 18 meses. De acordo com a Folha de S.Paulo, os dois deputados usaram notas fiscais da MC Incorporações e da Gold Incorporação e Consultoria para justificar o gasto de verbas de gabinete e pedir ressarcimento à Câmara dos Deputados.



foto de 30/12/1982,  arquivo de Chiquitinha.


O POETA MARATONISTA!
             
 Chiquitinha  (Gamaliel Chagas) na  Maratona  do Rio de Janeiro /23/8/1986
(3h 5 min),  foto no  no aterro do  Flamengo/RJ, 42,195 km.

                       

                CORRER É VIVER, REJUVENECER....
          (A Poesia do Corredor)
                      Chego do trabalho, calço o tênis de corrida
Visto a camisa e o calção, sigo para a pista
Ajusto o relógio, preparo logo a partida
Já estou correndo, olho ao redor, que vista!

Montanhas, rios, e lagos, árvores, casas e gente
Tudo desfilando panoramicamente, que paisagem!
Respiro o oxigênio puro, vitalício, vou em  frente
Pensando, medito enquanto corro, recebo mensagens...

É a minha mente livre, inspirando-me poeticamente
Imagens lindas! E, captando energias do além
Vai fortalecendo meu corpo, docilmente
Sinto-me feliz,  porque a corrida me faz bem.

A cada quilômetro percorrido
Estabeleço um ritmo adequado
Subindo e descendo ladeiras, corro
Sempre a cada passo, respirando controlado.

É a técnica treinada com resistência
Força, energia e muita paciência,
Superando meus limites, aprendo a viver
Sim, corro! Corro! Porque sei que vou rejuvenescer...
    
Poesia feita em  13/02/1985

                      Poesia em homenagem a todos os corredores de ruas (pedestria­nismo) e amantes
                     do atletismo. Direitos Autorais,  registrado  em  nome   de  Gamaliel  Chagas.   

TRAÇOS BIOGRÁFICOS

Gamaliel Chagas, nasceu ás 3h e  05  minutos  do  dia 07/07/1951 na  Travessa Barão Açu  da Torre, atual rua Luiz Sepúlveda  Garcez, centro, cidade de Mata de São João. 
              
Gamaliel Chagas, maratonista matense, poeta, biográfo, historiador por vocação, c/ várias obras a  serem impressas. Foi  jogador de futebol amador, técnico em Química (nível médio), aposentado, pais de 8 filhos.

                     DESCENDÊNCIA


Gamaliel com  descendência paterna das    famílias Pereira Chagas, Gonçalves  de Carvalho, Pereira Paiva, que  ramificaram com as famílias Abreu Bastos, Costa Chagas, Fragoso Almeida, Paiva Ramos, Paiva Teixeira Franco, Paiva  França, Fontes Chagas, Chagas Carrara, Chagas Alban, Pires Gonçalves de Carvalho E Albuquerque, Simões  Nascimento,  Chagas Teixeira  Franco,  Palmeiras Simões de Paiva, Wohlers Gonçalves de Carvalho e  suas ramificações,      dentre  outras Ramificações sequencionais não citadas.  

Na descendência materna   dos Rodrigues Teixeira e  Rodrigues  Sales, com ramificações genealógica com os  Simões de Paiva,  Castro  Leal,Trindade, Reis Meireles, Meireles, Marback, Costa  Pinto, Araújo Góes, Castro Leal,  Silva  Paranhos, Mesquita  Paranhos,  Muniz  de Aragão, Sampaio Viana,   Simões Paranhos  Sepúlveda, Calmon de Araújo Góes, Garcez Paranhos  Montenegro....




                                   GALERIA DE FOTOS

                      POSTANDO MAIS LINDAS E HISTÓRICAS FOTOGRAFIAS..

                              CHIQUITINHA MARAVILHA - MEIO CAMPISTA!

O matense Gamaliel Chagas, 21 anos de idade (Chiquitinha Maravilha), ano 1972, Estádio Municipal de Pojuca, Intermunicipal, Seleção de Mata de São João x Santo Amaro. Foto arquivo de Chiquitinha Maravilha.

                                             Chiquitinha Maravilha, aos 24 anos no Estádio do SESI/Roma, Salvador
                                               time da Antárctica /Campeonato Industriário 1975.



                                         GAMALIEL, DESFILE SETE SETEMBRO 1984
                                                    CIDADE /DIAS D'ÁVILA

Gamaliel Chagas, representando a Escola Anfrísia Santiago, desfile e Sete de Setembro em 1984. na época   Dias D'Ávila distrito  de Camaçari. Foto arquivo de Chiquitinha Maravilha

                                      Estádio   da  Fonte Nova /Atletismo 1983/COPENE
                          Corrida de Itaiguara 7.8 km/AVABO Paraiba  e Florindo Correia 1983
r
 1ª Maratona no Rio 1983, Corredores Larry /Astraliano, Juma  Ikanga/Tazania (3º), José Lopes, militar do Exercito/ Brasilia, a direita  o 1º na foto/Copacabana /RJ

CLICK NO LINK  ABAIXO  E  VEJA A BIOGRAFIA  DE CHIQUITINHA MNARAVILHA COM MAIS  DE  100 LINDAS  FOTOS
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SEABRA UM DOS BENEMÉRITO  DO  MUNICÍPIO  DE POJUCA/BA

LINK DA SUA BIOGRAFIA COMPLETA COM FOTOS NA PESQUISA DE

CHIQUITINHA MARAVILHA.


Nota:

Leopoldina  Seabra, irmão  do  citado Governador se  casou  com o Cel Luiz  Meireles   Viana (com   descendência),  este    tio irmão  da  trisavó de Chiquitinha Maravilha,   nominada de Joana  Amélia Meireles Viana, casada  com o médico político Dr.   Antonio  Rodrigues Teixeira, 1º Intendente  da  Vila  de Mata  de S. joão em 1890 (eram primos carnais).

Cel  Luiz  Meieles    foi Vereador  na  Vila de Mata de S. João, proprietario  do Engenho  São João na  região  da povoação de Pitanga, zona  rural matense, Luiz   herdou   do seu pai  o   citado Engenho de   açúrcar, depois  passou  a  ser Fazenda com o mesmo  nome.

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GOVERNADOR  JOSÉ JOAQUIM SEABRA!
SUA  BIOGRAFIA.             
Por Chiquitinha  Maravilha                                                   
Governador   José Seabra  Líder Liberal Democrata, foi  destaque, sendo considerado o Maior Governador Baiano  da  Chamada  Republica Velha (1890 a 1930). 

Seabra: Carisma, Oratória Eloquente,  visão de  modernidade, liderança  incontestável  na  política  baiana  e  brasileira de 1890  a 1930. Seabra nasceu  no então Distrito dos Mares na   Cidade Baixa em Salvador /Bahia no  dia  22/08/1855 e faleceu  no  Rio de Janeiro em 07/12/1942, sendo sepultado no dia 12/12/1942 no Campo Santo, Cidade de Salvado perante uma multidão de   pessoas,  como jamais visto num funeral na cidade  de Salvador.

DE ALUNO BRILHANTE, A DOUTORADO  NA  FACULDADE  DE DIREITO DE RECIFE
 O  jovem  José  Joaquim  Seabra,  bacharelou-se  em  5/11/1877  com  22  anos  de  idade,  sendo  aprovado  com  distinção.  No  ato  da  sua  colocação  de  grau,  o  Lente  Catedrático,  homem  de  notável  inteligência,  o  Justiano  da  Silva  Guimarães,  propôs  a  Comissão  que  julgassem  o  aluno  que  acabava  de  concluir  o  curso  de  Bacharel em  Ciências  Jurídicas  e  Sociais  que  era  digno  de  um  prêmio  que  no  Estatuto  não  permitia  e  que  pelo  êxito  que  Seabra  havia  sido aprovado  no referido  curso.
     A  sugestão  foi  aceita  pela  direção  da  Faculdade  de  Recife  e  Seabra  foi  agraciado  pelo  premio  a  que  fez  jus.  Foi  um  fato  inédito,  um  precedente  jamais  concedido  a  outros alunos  dessa  Faculdade  de  Direito  de  Recife.
     Depois  de  aprovado  a  proposta  foi  levada  para  o  consentimento  do  Ministério do  Império,  que no  seu  relatório  pediu  aprovação  pela  Assembléia  da Capital  do  Império  (Rio  de  Janeiro), o  qual  também  a  proposta  foi  concedida.
     Como  estudante,  Seabra  atingiu  o  culto  às  Letras,  depois  a  Revista  Acadêmica  de  Ciências Lidas.  A  mesada  modesta  paterna,  insuficiente  para  custear  os  estudos  de  Seabra,  o  qual  teve  de  trabalhar  nas  horas  vagas,  no  caso  lecionando  Retórica. 

Tese  de  Doutorado 

     Seabra  fez  seu  doutoramento  em  1878,  sustentando  a  tese  perante  a  Congregação  da  Faculdade  de  Direito  de  Recife,  onde  nessa  brilhante  Faculdade  formaram-se grandes  expoentes, jurisconsultos  e  Estadista  do  Regime  Imperial  e  Republicano.
     Não  era  fácil  obter  um  Diploma  de  Doutor  em  Direito.  As  provas  eram  difíceis  e  o  tribunal  exigente  e  rigoroso  no  julgamento.  Raros  eram  dos  poucos  que  aspiravam  a  honra,  os  que  logravam  serem  aprovados  e  raríssimos  eram  esses  os  aprovados  por  unanimidade.  O  Dr. Seabra  pertenceu  a  esse  seleto  número.  Não alcançou  nenhuma  “bola  preta”  foi  aprovado  unanimemte,  era então  o  grau  mais  elevado.
     No  ano  seguinte,  1879, entrou  em  concurso  para  lente  substituto  da mesma  Faculdade,  tendo  como  competidores: Albino  Meira,  o  Barros  Guimarães,  Roza  e  Silva,  Gomes  Parente  e  Lidino  Drumond, Seabra  foi nomeado.  Nessa  ocasião  era  Promotor  Público  da  Capital  do  seu  Estado,  em  cujo  desempenho  já  se  havia  imposto  a  consideração  pública  íntactica,  manteve  as  tradições  brilhantes  que  o  acompanhavam  dos  bancos  escolares,  fazendo  os  interesses  sociais,  ofendidos  Zacharias  Góes, Fernandes  da  Cunha  e  José  Antonio  Saraiva.
     Por  força  do  cargo  em  que  fora  investido  por  decreto  Imperial,  o  Dr.  Seabra  já  então  casado com  dona  Amélia  de Freitas  Seabra,  a  filha  do  Conselheiro José  Antonio  de  Freitas,  clínico  e Professor  da  Faculdade  de  Medicina,  foi residir  em  Recife,  mais sempre  visitando  a  Bahia  (Salvador),  com  frequência,  onde  nasceram  os  seus  filhos.



                               O FUNERAL DO  SÉCULO  VINTE!                                                 
Cortejo do  Funeral  do   Governador da  Bahia, Dr. José Joaquim Seabra, na  Praça Castro, proximidades  do antigo Cine Guarani, naquele  inesquecível  dia  12/12/1942  na    linda Cidade de Salvador, a capital da Bahia,  com destino  ao tradicional  Cemitério do Campo Santo, onde   foi sepultado  o Ilustre e  Notável Baiano. Um dos Ícones da  Política  Baiana  de Todos os Tempos!
FOTO 1913



POSTANDO MAIS DE  LINDAS FOTOS HISTÓRICAS AGUARDEM....




                     POSTANDO MAIS DE 260 E 2 VIDEOS  DOCUMENTARAM

FOTO DA TRAGEDIA DO TREM DA LESTE/POJUCA 31/08/1983

Em 31 de agosto de 1983, um trem de combustível descarrilou no centro da cidade, deixando vazar 40 mil litros de combustível. Como o leito da linha era mais alto que a rua, o líquido vazou para dentro das casas e uma faísca não se sabe de onde detonou o fogo que se espalhou queimando várias  pessoas e 382 morreram.Fonte/Veja, 1983

POJUCA HISTÓRICO INÉDITO!

LINK   COM  MAIS  DE 250 FOTOS E VÍDEOS

100  ANOS DA INSTALAÇÃO  DA VILA  DE  POJUCA PELO GOVERNADOR  JOSE SEABRA  26/10/1913 -26/10/2013 E VÍDEO COM O HERÓI POJUCANO ELIVAN JOSÉ  LIMA,   NA TRAGEDIA  DO TREM  DA LESTE QUE EXPLODIU  MATANDO 382   PESSOAS  NO  DIA 31/08/1983


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http://chiquitinhamaravilha.blogspot.com.br/2013/10/pojuca-centenario-da-instalacao-da-vila.html


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TOTAL MAIS DE 218 MIL

MAIS DE 2. 700  POSTAGENS (DIA 22/140/13)
ESPORTES, BIOGRAFIAS, POESIAS,
 COMUNIDADES, MEIO AMBIENTE,
 COM FOTOGRAFIAS, TEXTOS COM  
LEGENDAS CRIATIVAS!
MAIS  DE 150 VÍDEOS NO YOU TUBE
 E MUITO  MAIS  INFORMAÇÕES
PRODUZIDO E DIRIGIDO POR 
 CHIQUITINHA  MARAVILHA

ESTATÍSTICA  DO  BLOGGER DIA 25/10/2013
INTERNACIONAIS MAIS DE 66  MIL
UMA DAS MAIORES VISIBILIDADES 
 INTERNACIONAIS NA  BAHIA...
BRASIL  MAIS DE 150  MIL
USA MAIS DE 37.000
RUSSIA MAIS DE 10. 700
ALEMANHA MAIS DE 4.489
MÉDIA DIÁRIA MAIS  DE  500 ACESSOS
MÉDIA MENSAL MAIS DE 12 MIL

OS DEZ PAÍSES MAIS ACESSADOS 

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No próximo sábado, às 17h30, o Tricolor vai encarar o Vitória-BA, em Pituaçu.



                                 Campo da Pólvora, Primeiro Campo de Futebol  da Bahia
                                                PRIMEIRA  PARTIDA DA LIGA

Foto extraída do blog Memórias da Bahia, do portal Ibahia.com

No Campo da Pólvora, Zuza reuniu os amigos e dividiu o grupo em dois times. Em seguida, ele marcou o gol com duas pedras e deu início à prática do futebol em Salvador/ e Estado da  Bahia.




                                  ESTATUA DE BRONZE PARA ZUZA FERREIRA!
    FOTO DE JOSÉ FERREIRA JUNIOR,  O  ZUZA FERREIRA ,  O INTRODUTOR DO FUTEBOL  NA  BAHIA EM  28/10/1901, ZUZA   FERREIRA MERECEDOR DE  UMA  ESTATUA  DE BRONZE, A SER ERGUIDA  NO HISTÓRICO CAMPO  DA PÓLVORA, LOCAL DO PRIMEIRO CAMPO DE FUTEBOL  DA  BAHIA. QUE SE  FAÇA A  HONRA AO MÉRITO!
ZUZA  FERREIRA  FOI COLUNISTA  ESPORTIVO  EM UM DOS  JORNAIS   DA  BAHIA, USAVA  O PSEUDÔNIMO  DE HELENICUS, CONFORME DOCUMENTAL DA  FOTO  ACIMA. NA DÉCADA  DE  1940.
ZUZA INCLUSIVE  FAZIA  ESTATÍSTICA  DOS  JOGOS  DO  BAVI, CONFORME PESQUISA  DE  CHIQUITINHA  MARAVILHA   EM JORNAIS  BAIANO    DA DÉCADA  DE  1940, EM  MATÉRIA  ESCRITA  POR ZUZA  FERREIRA.
ZUZA  FERREIRA   NAOS  ANOS  INICIAIS  DA DÉCADA  DE  1950  AINDA  SE ENCONTRAVA   VIVO,  COM CABELOS   GRISALHOS  E  USAVA ÓCULOS.


ESTATUA  DE BONZE,  PARA O INTRODUTOR DO FUTEBOL NA BAHIA!
Por  Chiquitinha Maravilha

É Precisa  urgente, que se  faça  um Memorial nessa Praça, que  represente a  memória   da  introdução do futebol na  Bahia.  Nada  mais do  que  justo, justíssimo!   Erguer-se  uma  Estatua  para José    Ferreira   Junior, popularmente   conhecido como Zuza Ferreira, o introdutor do  do Futebol na  Bahia, que  se  faça  justiça   com   Honra ao Mérito!
o Governo   Estadual  da Bahia ou a  FBF,   podem realizar  essa    justa   homenagem,  para a grandeza e   o  fortalecimento da Memória  do Futebol Baiano,   que tanto  engrandece  e  divulga o Estado da   Bahia no Cenário   Nacional  e Internacional.





O MATENSE GAMALIEL CHAGAS, 21 ANOS DE IDADE (CHIQUITINHA MARAVILHA),

 ANO 1972, ESTÁDIO MUNICIPAL DE POJUCA, INTERMUNICIPAL, SELEÇÃO DE 

MATA DE SÃO JOÃO X SANTO AMARO. FOTO ARQUIVO DE CHIQUITINHA 

MARAVILHA.



ESPORTE  CLUBE BAHIA! 



A conquista do Brasil -  1959/1988

CIDADE  TRICOLOR!
 ORGULHO  DE UMA  NAÇÃO ESPORTIVA, REPLETAS  DE GLÓRIAS!

 ESPORTE  CLUBE  BAHIA, UM CLUBE  QUE NASCEU PARA  VENCER  OBSTÁCULOS E  DESAFIOS, CONQUISTANDO VITORIAS MAGNIFICAS,   REPLETAS  DE  GLORIAS!                                                        (Frases  de Chiquitinha Maravilha).


  EC BAHIA - UMA MARCA MILIONÁRIA,  NO FABULOSO MERCADO DA BOLA!
                                                             Chiquitinha  Maravilha

  Entrada da Cidade Tricolor, o  monumental  Centro de     
  Treinamentos Top Internacional, orgulho da Nação 
  Tricolor,  calculada  em mais  de  6  milhões de 
   torcedores,  uma Nação incomensurável, uma  força  
   Esportiva  do Glorioso Estado da  Bahia.

                             CIDADE  TRICOLOR!
       ORGULHO  DE UMA  NAÇÃO ESPORTIVA, REPLETAS  DE GLÓRIAS!

                  A   MAGNIFICA  CIDADE  TRICOLOR DO ESPORTE CLUBE  BAHIA!
              UM CLUBE, QUE  NASCEU PARA  VENCER  DESAFIOS E OBSTÁCULOS,
              CONQUISTANDO VITÓRIAS  MAGNÍFICAS, REPLETAS DE GLÓRIAS

             EC BAHIA - UMA MARCA MILIONÁRIA,  NO FABULOSO MERCADO DA BOLA!
                                          Frases  de  Chiquitinha  Maravilha,




FOTOS DE BAHIA 0x1 SÃO PAULO 20/10/2013 - ARENA FONTE NOVA

FOTOS  CHIQUITINHA  MARAVILHA NO CENÁRIO DO ESPETACULO
MAIS DE 260  FOTOS E SETE VÍDEOS INÉDITOS!

 Torcidas  Organizadas da Nação  Tricolor, festa de  cores, dança  e muita  Paixão Na  Arena    Fonte Nova.





HISTÓRICO DE POJUCA/BAHIA



PARABÉNS  POJUCA 100  NOS DA INSTALAÇÃO DA  VILA 26/12/1913 - 26/10/2013!


MAIS DE 26  FOTOS!


Vídeo  da  cidade  de  Pojuca
Vídeo   narrado, filmado, produzido por Chiquitinha  Maravilha   dia 23/10/2013  na  cidade  de  Pojuca   que  completou  no  dia 26/10/2013 completou 100  anos  da  Instalação  da    Vila (atual  Município pelo então Governador  da  Bahia  Jose  Joaquim  Seabra  (29/3/1912 a 28/3/116) e  sua  Comitiva  no  dia 26/10/1913,   um  data Festiva, Histórica  na  pujante Pojuca (1912/1915 com mais  de 36  mil  habitantes     em 2013, (estimativa  do IBGE).

CLICK NO LINK E ASSISTAM

http://www.youtube.com/watch?v=HQAjAxpQNcU


VIDEO DA TRAGEDIA DA EXPLOSÃO DE WAGÕES DE TREM DA LESTE  FERROVIÁRIA NA CIDADE DE POJUCA EM 1983, VITIMANDO 382  PESSOAS E DEIXANDO INÚMEROS FERIDOS..

 TEXTO RESUMO DO VÍDEO:

Contendo  o relato da  tragédia    acontecida   na  cidade de  Pojuca  no ano  de 1983,  quando   o trem da    leste  Ferroviária, descarrilou  com wagões de Gasolina  que  horas depois  explodiu, causando    vitimas. Um tragédia  que  comoveu a  Bahia  e   o Brasil, sendo  notícias    nos veículos  de  comunicações
Sr. Eivan José Lima morador  da  cidade de Pojuca, foi testemunha e heroí  dessa     citada  tragédia, salvando  vitimas  e  expondo  sua  própria vida, sendo inclusive ferido...

  Vídeo  documentário na  entrevista de Chiquitinha  Maravilha no dia 23/10/2013 com o Sr. Elivan,   aos  61  anos  de idade, morador  na  rua 29 de  julho, cidade  de Pojuca/Ba. desde  os  6 meses  de idade, sendo natural  do município de   Entre  Rios/Ba
Elivan conta fatos  histórico da  história  de Pojuca, sua  biografia, seus  pais, filhos, sua vida  profissional, sendo torcedor do Bahia,  jogador  zagueirão bom bola,  relata  também fatos   do futebol pojucano e  muito mais...... 


CLICK NO LINK E ASSISTAM

http://www.youtube.com/watch?v=LAYmVEHgJYo&feature=player_detailpage



HISTÓRICO!

FOTO DA TRAGEDIA DO TREM DA LESTE/POJUCA 31/08/1983

Em 31 de agosto de 1983, um trem de combustível descarrilou no centro da cidade, deixando vazar 40 mil litros de combustível. Como o leito da linha era mais alto que a rua, o líquido vazou para dentro das casas e uma faísca não se sabe de onde detonou o fogo que se espalhou queimando várias  pessoas e 382 morreram.Fonte/Veja, 1983
ACIMA: O túnel 5 quilômetros após a estação de Pojuca, sentido São Francisco, um dos poucos da linha e original da época da construção, nos anos 1860. Tem 250 metros de extensão (Foro Robson Pinheiro em março de 2008).


                ELIVAN JOSÉ  LIMA - O HERÓI DA  TRAGEDIA  DE 1983 NA CIDADE  DE POJUCA/BA.
 Elivan Jose  Lima, 61  anos, morador  na  rua  29 de julho (Pojuca), aos  6 meses veio residir na  cidade de Pojuca no inicio  da década  de  1950 herói da  tragedia  de  1983, quando    socorrendo  as  vitimas da explosão de  wagoes  do Trem da  Leste  em 1983,  houve vitimas  na  famosa  tragedia do trem da  Leste  na cidade  de Pojuca, destaque  nos  veículos  de  comunicações  da  Bahia e  do  Brasil. Ver  Vídeo relatando a  citada  tragedia   do ano  de 1983  (daqui ha  pouco)
               Elivan  Jose  de Lima e  sua  esposa  Sonia  torcedores  da   Esporte  Clube  Bahia
                                   Elivan José  Lima desde criança   torcedor da Nação tricolor
 Foto Hstórico:
Elivan no início da década  de 1960 é o 1º  na  foto a partir da esquerda  para a  direita, Dr. Toinho, atual, prefeito  de pouca  que toma  posse   dia 24/10/213 é o 5º  na  foto (chupando bico).
Foto do reprodução de  Chiquitinha  Maravilha  do arquivo  de Elivan José   Lima,  amigo de infância  do Dr. Toinho, médico pediatra
Tradicional Praça  29 de Julho, local onde iniciou-se  a  povoação do atual município de  Pojuca no inicio do  Século  XVII (1600), nas cabeceiras  do  lendário  Rio Pojuca, em  cuja  prala  as   águas  no período  de  inverno alagava   o  citado local.

         ABAIXO - FAMÍLIA  DE ELIVAN JOSÉ  LIMA, HERÓI DA  TRAGEDIA DE POJUCA  EM 1983

  A monumental Praça  Senador Antonio  Carlos Magalhães (ACM)  na  Cidade  de Pojuca/Ba.  Senador Antonio  Carlos Magalhães (ACM)  na  Cidade  de Pojuca/Ba. Senador Antonio  Carlos Magalhães (ACM)  na  Cidade  de Pojuca/Ba.

SEABRA UM DOS BENEMÉRITO  DO  MUNICÍPIO  DE POJUCA/BA

LINK DA SUA BIOGRAFIA COMPLETA COM FOTOS NA PESQUISA DE

CHIQUITINHA MARAVILHA.


Nota:

Leopoldina  Seabra, irmão  do  citado Governador se  casou  com o Cel Luiz  Meireles   Viana (com   descendência),  este    tio irmão  da  trisavó de Chiquitinha Maravilha,   nominada de Joana  Amélia Meireles Viana, casada  com o médico político Dr.   Antonio  Rodrigues Teixeira, 1º Intendente  da  Vila  de Mata  de S. joão em 1890 (eram primos carnais).

Cel  Luiz  Meieles    foi Vereador  na  Vila de Mata de S. João, proprietario  do Engenho  São João na  região  da povoação de Pitanga, zona  rural matense, Luiz   herdou   do seu pai  o   citado Engenho de   açúrcar, depois  passou  a  ser Fazenda com o mesmo  nome.

LINK CLICAR NO LINK

http://chiquitinhamaravilha.blogspot.com.br/p/portico-da-cidade-tricolor-na-reta.html


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