Páginas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

ESPECIAL! CORTEJO! BONFIM \MATA DE S. JOÃO, UM DOS MELHORES!.. MAIS DE 500 FOTOS E VIDEOS..

 

CORTEJO DO GLORIOSO SR. DO BONFIM DA MATA DE SÃO JOÃO, UNS DOS MELHORES DOS ÚLTIMOS ANOS!!

POSTAGEM  ESPECIAL!!!!!

domingo, 5 de fevereiro de 2023
CORTEJO DO SR. DO BONFIM
DA MATA DE JOÃO, REPLETOS DE FÉ, DEVOÇÃO E SINCRETISMO RELIGIOSO!!.

PARABÉNS!
 PARA A EXCELENTE EQUIPE DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA, DA PREFEITURA MUNICIPAL DE  MATA DE S.  JOÃO/BA.,  COMANDADA  PELO  PREFEITO JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS, CUJOS SEUS ANTEPASSADOS, DO TRONCO DA SUA ÁRVORE GENEALÓGICA, MELO AZEVEDO E PEREIRA VASCONCELOS,  COM SUAS RAMIFICAÇÕES GENEALÓGICA, ENTRELAÇADAS COM OUTRAS INÚMERAS FAMÍLIAS LUSITANA--MATENSE E BAIANA, QUE RESIDIRAM EM SOLO MATENSE, DEIXANDO SEUS DESCENDENTES, NOS SEUS VÁRIOS GRAUS DE PARENTESCOS, A PARTIR DO SÉCULO XVII1 (1700), E AINDA EXISTENTES, HABITANDO EM SOLO MATENSE E  SE  MULTIPLICANDO....

PREFEITO JOÃO GUALBERTO, SEM DUVIDA ALGUMA!  É O MELHOR PREFEITO A ADMINISTRAR O GLORIOSO, MUNICÍPIO MATENSE, NA ERA REPUBLICANA (15/11/1889 A 2023, COM MANDATO A FINDAR EM 2025).

888888888888888888888-  
CONTEÚDOS   DA POSTAGEM  DO BLOG:

PRIMEIRA  PARTE E  SEGUNDA  PARTE,  GALERIA  DE  FOTOS, TERCEIRA  PARTE,  GALERIA  DE  15 VIDEOS,  NA QUARTA PARTE, O ENTRELAÇAMENTO FAMILIARES DOS  ANTEPASSADOS  DE  JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS, ATRAVÉS  DO TRONCO  DA ÁRVORE  GENEALÓGICA  EM  SOLO  MATENSE,  DE MANOEL  DE MELO E  AZEVEDO  E  ANA  MARIA PEREIRA  DE  VASCONCELOS,  ESTES, ENTRELAÇADOS COM ANTEPASSADOS DE CHIQUITINHA MARAVILHA  E   DE   OUTROS  TRONCOS DE FAMÍLIAS LUSITANA -MATENSE, PRESENTES   EM SOLO  MATENSE DESDE AA POVOAÇÃO (SECULO XVI)  ATÉ  A   ERA  REPUBLICANA   ATUAL.
NA  QUINTA PARTE  A  BIOGRAFIA   DE   ER

  COM OS  AVILAS E PIRES  DE CARVALHO E  ALBUQUERQUE, CONECTANDO  COM  OS  ANTEPASSADOS DO TRONCO  DAS FAMÍLIAS PEREIRA   VASCONCELOS, COM  MELO E AZEVEDO  (EM SOLO MATENSE).
*************************

QUINTA  PARTE
BIOGRAFIA  DO SAUDOSO  PRIMO, ENGº  QUÍMICO, A ERNESTO CARRARA  JR, DESCENDENTES DE ANTEPASSADOS MATENSE  E  FALECIDO  EM  05/07/2020, EM  BRASÍLIA,  ONDE TRABALHAVA  E RESID

 ERNESTO CARRARA  JR. ENGº  QUÍMICO,  PESQUISADOR, ESCRITOR, GALGA TODOS  OS CARGOS   NO DO  CDI  VIA   CONCURSOS, SEMPRE,  ENTRE OS  PRIMEIROS COLOCADOS...
 
Na Nave  da Matriz  do Senhor do Bonfim  de Mata.  Ernesto  Carrara Jr. em 2014, com sua amada mãe, dona  Eremita...(ambos primo de  Chiquitinha Maravilha, também autor da foto).

Ernesto Carrara  Jr (foto a direita),  com a  camisa do seu glorioso  Flamengo! 

 O excelente Livro, editado em 2019\  Brasília, lançada  na  cidade  de Mata  de . João, na  Camara  de Vereadores em 2020, meses depois  em 05/07/2020,  faleceu  Ernesto Carrara J,  de  Covid-19, cidade de Brasília\Brasil.

Livro - Mata  de S. João - Suas Origens, Seus  Personagens,  Meus Antepassados Antepassados \ Brasilia   2019,  Ernesto  Carrara Jr. com 791 páginas.

Nota:

Ernesto Carrara Jr/ primo de  Chiquinha Maravilha (Gamaliel Sales  Chagas, seu 4º avô Inacio Loyola   das Chagas Pereira, este  irmão de  Theodozio Pereira das Chagas, este trisavô paterno de Gamaliel S. Chagas (Chiquitinha  Maravilha) Inacio e Theodozio, ambos  matense |Mata de S. São João \Bahia. (Theodozio nascidos 1790, Inácio 1792).

Jessica  Miranda Chagas!

 Um dos   8 filhos  de  Chiquitinha  Maravilha, diplomada em química, trabalhando   em uma  indústria  do Polo Petroquimico  de Camaçari, herdou o  gosto  pela química   assim  como o seu primo Ernesto Carrara  Jr.   


PREFEITO JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS, COMANDANDO O CORTEJO, RUMO A COLINA  SAGRADA DO SENHOR  DO BONFIM DA  MATA  DE JOÃO, NO  SEU  3º   MANDATO ELETIVO (QUATRIÊNIO 2021\24, E QUE VENHA   MAIS QUATRIÊNIO 2025/26!!).
*******

 GALERIA  DE  FOTOS  NO LARGO DO BONFIM  DE  MATA, NA  COLINA  SAGRADA, O LOCAL  DA  CHEGADA  DO  CORTEJO DO SR. DO BONFIM, UM DOS MELHORES DOS ÚLTIMOS   ANOS! 
DE PARABÉNS,   TODA  A   EQUIPE DA  PREFEITURA MUNICIPAL  DE MATA DE S.  JOÃO, COMANDADA PELO EXCELENTE  PREFEITO JOÃO GUALBERTO,  QUE FOI  O   PROTAGONISTA  DE  PROA!  AO LADO DAS BAIANAS,  E DE TODA   A  GALERA,   DO CITADO CORTEJO.
****


O EXCELENTE  PREFEITO! 

 JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS, COMANDOU O CORTEJO, APOS  UMA  QUEIMA DE FOGOS  SENSACIONAL,  SAINDO O CORTEJO DA SEDE, RUA  CEL ANTONIO  LUIZ  GARCEZ\  CENTRO,  ATÉ   CHEGADA MA ABENÇOADA COLINA  SAGRADA,  DO SENHOR DO BONFIM DA MATA DE SÃO  JOÃO\  DIA  05/02/23, PELA  MANHÃ.

NA  SAÍDA  COM UM TRIO PUXANDO O CORTEJO, COM AS  TRADICIONAIS, TRAZENDO FLORES.  AGUA DE  CHEIRO, COM  SUA LINDA  DANÇA COREOGRÁFICA, ORIGINADA DO  CONTINENTE AFRICANO,  ENRAIZADA SEM SOLO  MATENSE,DESDE  A  POVOAÇÃO DO CITADO MUNICÍPIO ,A PARTIR  DO SECULO XVI!! 



ANTEPASSADOS DE CHIQUITINHA MARAVILHA, NA MATA DE S. JOÃO\ DIAS D'ÁVILA E NA BAHIA

 

ESTADIO MUNICIPAL DE DIAS D'AVILA, NO ANO DE 2015! AINDA CONSERVADO!!!


GENI, TÉCNICO  DA SEL MATENSE   NO DE 2011, E LÍDER   ESPORTIVO  DO  DO SEMPRE  VERDE ONDE ACONTECE  O  TRADICIONAL  CAMPEONATO DO SEMPRE  VERDE, ZONA RURAL DO DISTRITO DE  AMADO  BAHIA.    O VICE-PREFEITO  BIRA,  ERA O PRESIDENTE DA LIGA  DESPORTO MATENSE,   NO INTERMUNICIPAL  DE  2011


AS  FAMOSAS BAIANAS, UM DOS DESTAQUES  DO CORTEJO,  DA SEDE A  COLINA SAGRADA, DO SR. DO BONFIM DA MATA DE S. JOÃO  DA BAHIA, REPLETA  DE TRADIÇÕES E SINCRETISMO RELIGIOSO!!

Podemos definir sincretismo, como qualquer prática religiosa que provém da fusão de outras. O sincretismo religioso tem suas maiores expressões no Brasil, por uma simples questão histórica: a colonização e a formação do povo brasileiro.



AS  FAMOSAS BAIANAS, UM DOS DESTAQUES  DO CORTEJO,  DA SEDE A  COLINA SAGRADA, DO SR. DO BONFIM DA MATA DE S. JOÃO  DA BAHIA, REPLETA  DE TRADIÇÕES E SINCRETISMO RELIGIOSO!!

Podemos definir sincretismo, como qualquer prática religiosa que provém da fusão de outras. O sincretismo religioso tem suas maiores expressões no Brasil, por uma simples questão histórica: a colonização e a formação do povo brasileiro.

 
AS  FAMOSAS BAIANAS, UM DOS DESTAQUES  DO CORTEJO,  DA SEDE A  COLINA SAGRADA, DO SR. DO BONFIM DA MATA DE S. JOÃO  DA BAHIA, REPLETA  DE TRADIÇÕES E SINCRETISMO RELIGIOSO!!


FLORES E  ÁGUA DE CHEIRO! E  MUITA  FÉ  E  DEVOÇÃO, COM CERTEZA!!!  


 AS  FAMOSAS BAIANAS, UM DOS DESTAQUES  DO CORTEJO,  DA SEDE A  COLINA SSAGRADA, DO SR. DO BONFM DA MATA DE S. JOÃO  DA BAHIA, REPLETA  DE TRADIÇÕES E SINCRETISMO RELGIOSO!!


É  SÓ ALEGRIAS!!!


 AS  FAMOSAS BAIANAS, UM DOS DESTAQUES  DO CORTEJO,  DA SEDE A  COLINA SSAGRADA, DO SR. DO BONFM DA MATA DE S. JOÃO  DA BAHIA, REPLETA  DE TRADIÇÕES E SINCRETISMO RELGIOSO!!


ADSON  E SEU AMIGO, CURTINDO O CORTEJO RUMO A COLINA SAGRADA DO TRDICIONAL  BONFIM DA  MATA  DE S. JOÃO DA  BAHIA, COM CERTEZA!!


A CHEGADA DO CORTEJO NA  COLINA  SAGRADA! MOMENTO DE FÉ E RELIGIOSIDADE!!

*************************

SEGUNDA PARTE DO CORTEJO  DO   BONFIM  DE MATA/ 05/02/23  TOTALIZANDO MAIS DE  500  FOTOS!!

***



 GALERIA  DE  FOTOS  NO LARGO DO BONFIM  DE  MATA, NA  COLINA  SAGRADA, O LOCAL  DA  CHEGADA  DO  CORTEJO DO SR. DO BONFIM, UM DOS MELHORES DOS ÚLTIMOS   ANOS! .


DE PARABÉNS,   TODA  A   EQUIPE DA  PREFEITURA MUNICIPAL  DE MATA DE S.  JOÃO, COMANDADA PELO EXCELENTE  PREFEITO JOÃO GUALBERTO,  QUE FOI  O  PROTAGONISTA  DE  PROA!  AO LADO DAS BAIANAS,  E DE TODA   A  GALERA,   DO CITADO
 CORTEJO....


 A  BELA, LINDA  MATRIZ  DO  SR. DO  BONFIM DA MATA  DE S.  JOÃO, UM TEMPLO REPLETO DE  FÉ, DEVOÇÃO E  SINCRETISMO  RELIGIOSA DOS  MATENSE   E  DO ESTADO DA  BAHIA\BRASIL, COM  CERTEZA!!! 


O  LARGO DA  COLINA  SAGRADA, ONDE  E EXISTIA  A  1ª  IGREJA  MATRIZ  DE  BENTO VIEIRA PAES,  INAUGURADA EM 1758,  E A  ATUAL  MATRIZ   DO SENHOR DO BONFIM (A 2ª IGREJA, COM SEU  CEMITÉRIO PAROQUIAL.


ADSON, EXCELENTE ADMINISTRADOR DO ESTÁDIO CÂNDIDO SOARES/AMADO BAHIA, CURTINDO O CORTEJO, COM SEUS  AMIGOS.


O EXCELENTE  PREFEITO! 
 JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS, COMANDOU O CORTEJO, APOS  UMA  QUEIMA M  DE FOGOS  SENSACIONAL,  SAINDO O CORTEJO DA SEDE, RUA  CEL ANTONIO  LUIZ  GARCEZ\  CENTRO,  ATÉ   CHEGADA MA ABENÇOADA COLINA  SAGRADA,  DO SENHOR DO BONFIM DA MATA DE SÃO  JOÃO\  DIA  05/02/23, PELA  MANHÃ.

NA  SAIDA  COM UM TRIO PUXANDO O CORTEJO, COM AS  TRADICIONAIS, TRAZENDO FLORES.  AGUA DE  CHEIRO, COM  SUA DANÇA LINDA  DANÇA COREOGRÁFICA , ORIGINAS DO  CONTINENTE AFRICANO,  ENRAIZADA SEM SOLO  MATENSE,DESDE  A  POVOAÇÃO DO CITADO MUNICÍPIO ,A PARTIR  DO SECULO XVI!! 

DESCENDENTES  DO  PREFEITO JOÃO  VASCONCELOS,  NA  POVOAÇÃO DA MATTA  DE. JOÃO SECULO VIII!

PREFEITO JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS,,  UM OS FILHOS  DO CASAL  JOÃO PEREIRA  DE VASCONCELOS E  DONA ODILIA MENDONÇA  VASCONCELOS, ORIUNDO   DE  SERGIPE,  NO TOCANTES AOS PEREIRA DE  VASCONCELOS, DESCENDENTE  DA FAMÍLIA  LUSITANA, DO PATRIARCA,  DR.  JOÃO PEREIRA  DE  VASCONCELOS I,  RESIDENTES  NA BAHIA E  INDO RESIDIR EM SERGIPE DEL REI., MAIS  DEIXANDO  TAMBÉM, DESCENDENTES  EM SOLO  MATENSE!!

NO MUNICÍPIO  MATENSE!.

OS  DESCENDENTES DOS PEREIRA E VASCONCELOS, NO HISTÓRICO MUNICÍPIO  MATENSE, ISTO A PARTIR DO SECULO XVIII (1700), ORIUNDO DO PRIMEIRO JOÃO  PEREIRA  DE VASCONCELOS,  RESIDIRAM EM SOLO  MATENSE E SE  ENTRELAÇARAM COM FAMÍLIAS LUSITANAS  E MATENSE,  NA  POVOAÇÃO  DE MATA DE SÃO JOÃO,  NOS  SECULOS  SEGUINTES  (XVVIII, XIX, XX E  NO ATUAL SECULO XXI), ONDE OS SEUS VÁRIOS GRAUS DE PARENTESCOS, CONTINUAM  NA ATUALIDADE,  ENRAIZADOS  NO CITADO MUNICÍPIO.

O  LUSITANO, 1º  JOÃO PEREIRA  DE  VASCONCELOS NA  BAHIA!

 ORIUNDO  DE PORTUGAL (VITÓRIA DE SE,TUBAL),  SENDO  NOMEADO  PELO GOVERNO LUSITANO,NO SÉCULO XVIII,  JUIZ  DE  FORA,  DA  COMARCA DE SERGIPE  DEL  REI, PERTENCENTE  NA  EPOCA  CITADA,  AO GOVERNO COLONIAL DA  BAHIA.

OS  DESCENDENTES  DO  CITADO LUSITANO,  DO QUAL O PREFEITO JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS DESCENDE, RESIDIRAM NA POVOAÇÃO MATENSE  NO SECULO  XIII (1700), DE  ANA  MARIA  PEREIRA DE  VASCONCELOS,  CASADA COM  MANOEL  DE MELLO E  AZEREDO,  AMBOS  PAIS  DE  8 FILHOS.

PARTE I!

João Pereira de Vasconcelos,  natural de Lisboa, filho de João Pereira Pestana de Vasconcelos, donatário  da  ilha  de São João, e D. Damiana Antonia   de  Brito e Melo, casado com  Marta  de Souza, viúva do capitão Bento Pereira Pera

 João veio de  juiz de  fora de Setubal  para ser  Ouvidor em Sergipe. Códice 1078, Biblioteca  Nacional de Lisboa, informa o termo de irmão, 9 de abril  de  1724. Livro 3, fl. 511.fl. 195 e seguintes, Ultramar.

João entrou na Irmandade da Santa  Casa da  Bahia a 9 de  abril  de 1724, Livro de Irmãos, n. 4. Foi ouvidor de  Sergipe  del-Rei, 1712, Doc. Hiist.,V. 42, o.  96, teve por   alvará de 12 de agosto de  1, 300 braças de comprido em Pirajá, junto ao  engenho  de  Diogo da  Rocha, Pub.

 Do Arquivo Nacional, XXVII, p. 136.

Faleceu  Maria  de Souza a  13 de  julho de  1743, L. de Óbitos da Sé, arq. Da  Cúria. Casou novamente, o Dr.  João Pereira de  Vasconcelos, com Antonia Francisca Corte  Real. Faleceu em 5  de   janeiro de 1746, l. Óbitos da Sé, arq. Da  Curia.

Tardiamente (em 1764 , depois de 20  anos) foram os seus  bens sequestrados, como abonador  do Cel Pedro Barbosa Leal, fiador do arrematante  de contrato Barmabé Cardoso Ribeiro, Anais da  B. NB. V. 32, p. 147. Este, dono do  famoso trapiche  Barnabé, era  de  Viana, casado com   Isabel Alvares  da  Costa,  filha  do João Velho da Torre  e Antonia Maria  Almeida  (L. de Irmãos  da S anta Casa, 21 de  julho de  1723).

 Fonte Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico das Principais  Famílias  de Frei  Jaboatão, volume I  Salvador| Bahia, Empresa Grafica   da Bahia, ano 1985.

AGUARDEM  MAIS,   SEGUIMENTOS  DO ENTRELAÇAMENTOS  DA  FAMIIIA  PEREIRA  DE   VASCONCELOS EM SOLO  MATENSE, DESDE A POVOAÇÃO, NA  ERA COLONIAL NO SECULO XVIII, AO SECULO  XXI

TOMBAR LARGO DO BONFIM DE  MATA!

DESCENDENTES DA  CITADA FAMÍLIA  PEREIRA  VASCONCELOS CITADA,  E  RAMIFICAÇÕES,  COM OUTRAS FAMÍLIAS MATENSE, FORAM, SEPULTADOS NA  )NAVE E  CAPELA -MOR, DA 1ª  IGREJA  MATRIZ  DE BENTO VIEIRA  PAES (1758/ DECADA   1870), A IGREJA  DA TORRE  DO SINO, E  QUE  DESABOU NA DÉCADA DE 1970,  A  CITADA IGREJA,  FICAVA LOCALIZADA,  NO ATUAL LARGO DO BONFIM DE  MATA (NO LOCAL DO ATUAL CAMPO  DE BOLA, ONDE  ESTÁ  LOCALIZADO O PALCO E CAMAROTES, DIA  05/02/23).

ESCAVAÇÕES  ARQUEOLÓGICA, NO LARGO DO BONFIM DE MATA!

COMAS  ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICA,  O QUE ESTIVER NO SUB SOLO, A  EXEMPLO  DE OSSADAS HUMANAS DE POVOADORES MATENSE E DE VÁRIAS   NAÇÕES EUROPEIA, INCLUSIVE OSSADA DOS ÍNDIOS,  DA  ETNIA  TUPINAMBÁ, PADRES JESUÍTAS  AMBOS DA   2ª ALDEIA DE  S. JOÃO BATISTA,  FUNDADA DIA 15 DE MARÇO  DE 1561, RESTO  DA  ALVENARIA  DA TORRE  QUE  DESABOU, OBJETOS  DE LOUÇA,  ARTEFATOS  INDÍGENAS, ETC..

SEPULTAMENTOS  NA  NAVE E CAPELA - MOR DA 1º  IGREJA  MATRIZ 

Os sepultados de  pessoas nobres  e  abastadas  da Freguesia do Senhor do Bonfim de  Mata, personagens que  residiam e contribuirão para   a colonização povoativa, e  do desenvolvimento   social e  econômico,  desde a Colonia, passando pela Freguesia  citada (a partir  de  1761), e  na era Imperial, eram sepultadas  na Nave da Matriz e Adro da   citada igreja.

Também   eram sepultadas,  as  personalidades  de  proa da  nobreza   matense (a ex: Bento Vieira Paes, esposa,  sobrinhos, padres, ..), cujos  sepultamentos eram  realizados  na Capela - Mor da 1ª Matriz do Senhor do Bonfim de Mata de São João.

AGUARDEM,   MAIS  INFORMAÇÕES EM POSTAGEM  ESPECIFICA!!!

.*****************

 VICE-PREFEITO BIRA, MUITO QUERIDO DOS  MATENSE, , VIE-REFEITO  DE  TOTAL CONFIANÇA DO PREFEITO JOÃO GUALBERTO  VASCONCELOS, TAMBÉM COMANDOU  O  CORTEJO, AO  LONGO DOS 4 KM ATÉ  A  COLINA  SAGRADA..

BIRA, ORÍUNDO  DO DISTRITO DO ASSU DA  TORRE, LOCALIDADE  TAMBÉM, REPLETAS   DE HISTÓRIA  DO  MUNICÍPIO MATENSE.

A  FESTA   DO  FESTA  DO  SENHOR  DO BONFIM DE MATA  DE SÃO JOÃO, REPLETAS  DE RELIGIOSIDADE, SINCRETISMO  RELIGIOSO,  INICIADA  DIA  03  DE JANEIRO, FINDANDO DIA 6, N A  SEGUNDA  FEIRA, FERIADO MUNICIPAL, ONDE ACONTECE  CORRIDAS  DE  CICLISMO,    CORRIDA DE RUA   E  MUITO   MAIS, COM ATRACÕES  MUSICAIS, NUMA  MAJESTOSA GRADE,  COM CANTORES  E BANDAS  FAMOSAS...


   Claudio da Paixão, curtindo o cortejo do Senhor do Bonfim da Mata de São João, com certeja!
!


Edgar  de Rubens, curtindo  o Cortejo  do Senhor do Bonfim  da  Mata de S. João, ele   goleirão bom de bola  do futebol  matense  decadas 1960/70.





 
INHO, A PELIDADO DE    FEIJÃO CURTINDO O CORTEJO EM FRENTE  A  CHÁCARA DA  EX-  PREFEITA  MARCIA DIAS, AO  SOM DE UMA ANIMADA CHARANGA, PRESENTE  TAMBÉM,  O VEREADOR PAULO BOLINHA . FOTO ANTES DO CORTEJO PASSAR PELA CITADA CHÁCARA, QUANDO CHIQUITINHA  SE  DIRIGIA  PARA O LARGO DA COLINA  SAGRADA, DOCUMENTAR, O CITADO  CORTEJO.

                                      
    MARCIA DIAS, VEREADOR  PAULO BOLINHA  E  AMIGOS
              
Feijão do Bairro  do Diamante,  crack  bom  de bola, jogou no Redenção, no futebol profissional da Bahia, na  decada de 1970, ao lado do Vereador  Paulo Bolinha.

        A Charanga  de  percussão e   instrumento de sopro, executando  seus acordes musicais!!

*******

 GALERIA  DE  FOTOS  NO LARGO DO BONFIM  DE  MATA, NA  COLINA  SAGRADA, O LOCAL  DA  CHEGADA  DO  CORTEJO DO SR. DO BONFIM, UM DOS MELHORES DOS ÚLTIMOS   ANOS! 
DE PARABÉNS,   TODA  A   EQUIPE DA  PREFEITURA MUNICIPAL  DE MATA DE S.  JOÃO, COMANDADA PELO EXCELENTE  PREFEITO JOÃO GUALBERTO,  QUE FOI  O   PROTAGONISTA  DE  PROA!  AO LADO DAS BAIANAS,  E DE TODA   A  GALERA,   DO CITADO CORTEJO.
****



 GALERIA  DE  FOTOS  NO LARGO DO BONFIM  DE  MATA, NA  COLINA  SAGRADA, O LOCAL  DA  CHEGADA  DO  CORTEJO DO SR. DO BONFIM, UM DOS MELHORES DOS ÚLTIMOS   ANOS! 
DE PARABÉNS,   TODA  A   EQUIPE DA  PREFEITURA MUNICIPAL  DE MATA DE S.  JOÃO, COMANDADA PELO EXCELENTE  PREFEITO JOÃO GUALBERTO,  QUE PROTAGONISTA, AO LADO DAS BAIANAS,  E DE TODA   A  GALERA,   DO CITADO CORTEJO.


 A  BELA, LINDA  MATRIZ  DO  SR. DO  BONFIM DA MATA  DE S.  JOÃO, UM TEMPLO REPLETO DE  FÉ, DEVOÇÃO E  SINCRETISMO  RELIGIOSA DOS  MATENSE   E  DO ESTADO DA  BAHIA\BRASIL, COM  CERTEZA!!!


ADSON, EXCELENTE  ADMINISTRADOR DO ESTÁDIO CÂNDIDO SOARES/AMADO BAHIA, CURTINDO O CORTEJO, COM SEUS  AMIGOS.



ADSON, EXCELENTE  ADMINISTRADOR DO ESTÁDIO CÂNDIDO SOARES/AMADO BAHIA, CURTINDO O CORTEJO, COM SEUS  AMIGOS.


ANTEPASSADOS DE CHIQUITINHA MARAVILHA, NA MATA DE S. JOÃO\ DIAS D'ÁVILA E NA BAHIA/  NO  FINAL DA  POSTAGEM...

 


****************************************************

  TERCEIRA PARTE!!

POSTANDO MAIS VIDEO...
 
domingo, 5 de fevereiro de 2023
CORTEJO DO SR. DO BONFIM DA MATA DE JOÃO, REPLETOS DE FÉ, DEVOÇÃO E SINCRETISMO RELIGIOSO!!.

PREFEITO JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS, PROTAGONISTA  PILOTO  DO CORTEJO DO BONFIM DA MATA DE S.  JOÃO DA BAHIA, 05\02\23.

O CORTEJO  SAIU DA SEDE, RUMO A  COLINA  SAGRADA  DO SR. DO BONFIM DA MATTA  DE S. JOÃO, DA BAHIA, CIDADE BERÇÁRIA  DE  POVOAÇÕES NORDESTINA!  A  PRINCESA  DO  RIO JACUÍPE, COM CERTEZA!!


ANTEPASSADOS DE CHIQUITINHA MARAVILHA, NA MATA DE S. JOÃO\ DIAS D'ÁVILA E NA BAHIA

ESTADIO MUNICIPAL DE DIAS D'AVILA, NO ANO DE 2015! AINDA CONSERVADO!!!



VISCONDE  DE  PIRAJÁ, O GUERREIRO DA CASA DA  TORRE  DE GARCIA  D'ÁVILA

VISCONDE  DE  PIRAJÁ, O GUERREIRO DA CASA DA  TORRE  DE GARCIA  D'ÁVILA
                          
Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque - Coronel do Regimento de Milícias e Marinha da Torre, primeiro titular do Império do Brasil: No dia 1º de dezembro de 1822 recebeu o título de Barão da Torre de Garcia D'Avila, único título feito no dia da coroação de D. Pedro I e durante quase dois anos o único título brasileiro. Visconde, com Grandeza, a 12-X-1826. Casou-se com sua sobrinha Anna Maria de São José e Aragão, filha de seu irmão o Coronel de Linha Brigadeiro Graduado Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Visconde de Pirajá e de sua mulher Maria Luiza Queiroz de Teive e Argolo.

Visconde da Torre  de Garcia  D'Avila,  uns  dos  heróis  protagonista  da  Independência  da  Bahia  e  do Brasil, na  galeria  de  outros  heróis  não citados.  

VISCONDE DA TORRE  DE GARCIA D'ÁVILA,  BANCOU A  GUERRA  DA  INDEPENDÊNCIA DA BAHIA, COM SEUS BATALHÕES   E  FICOU ENDIVIDADO!!

VISCONDE DA  TORRE DE  GARCIA  D'ÁVILA, O ULTIMO MORGADIO DA  CASA DA TORRE DE GARCIA D 'ÁVILA, FINANCIOU  A  GUERRA  DA INDEPENDÊNCIA  DA  BAHIA, PAGANDO SOLDOS  DO BATALHÕES  DA CASA DA  TORRE, O QUE  LHE  ACARRETOU,   O EMPOBRECIMENTO, DEIXANDO  DIVIDAS, APÓS    A  GUERRA  DA INDEPENDÊNCIA,  AOS  TIOS  BISAVÓS  DE  CHIQUITINHA  MARAVILHA, CONFORME  SEU TESTAMENTO.. 

CREDOR DO VISCONDE  DA  TORRE!

A MANOEL GONÇALVES DE CARVALHO III ERA  CREDOR DE  DE 4: 320&000 (4  CONTOS E 320 MIL  REIS), , CONFORME  RELAÇÃO DAS DIVIDAS DO ESPOLIO DO VISCONDE  D  TORRE  DE GARCIA   D'ÁVILA EM 1852.
MANOEL GONÇALVES  DE CARVALHO, ESTE TIO BISAVÔ DE  CHIQUITINHA MARAVILHA, O  IRMÃO  DE    JOAQUINA MARIA  DA CONCEIÇÃO  (C. DE 1822-1858), ESTA CASADO  COM ANTONIO  PEREIRA  DAS CHAGAS, AMBOS  BISAVÕS PATERNO  DE GAMALIEL SALES  CHAGAS \CHIQUITINHA  MARAVILHA),  SENDO PAIS  DE JOAQUINA MARIA  DA CONCEIÇÃO,  MANOEL GONÇALVES  DE CARVALHO II, CASADO COM  FELICIANA   PEREIRA  DA  CONCEIÇÃO (N.  1801 E  FALECIDA EM  1836,),  AMBOS  PAIS  DE 9 FILHOS, COM GERAÇÃO.

MANOEL II  E FELICIANA, OS  TRISAVÔS   DE  CHIQUITINHA  MARAVILHA, TODOS  DE  MATA  DE SÃO  JOÃO\ BAHIA.

VISCONDE DA TORRE  EMPOBRECEU,  APÓS   GUERRA DA INDEPENDÊNCIA  DA BAHIA

Visconde da Torre  de Garcia  D'Avila,  uns  dos  heróis  protagonista  da  Independência  da  Bahia  e  do Brasil, na  galeria  de  outros  heróis  não citados.      O citado  Visconde da Torre,  ficou  com poucos m  recursos  financeiros,   após a  Guerra da Independência, devido  aos custos com  os Batalhões e  Cavalarias com a  manutenção dos equipamentos.., pagamentos de soldos etc..
 Conforme  espólio,  deixado com sua morte,   acontecido  em 1852, na  qual  devia   um conto  de réis, ao Cel  Antonio Gonçalves de Carvalho (c. 1796-1836)  amigo do Visconde),  este  tio   trisavô  de Chiquitinha Maravilha, 
 Também  o Visconde da Torre, em 1852,  deveu mais  de 4 contos   de réis, a Manoel Gonçalves de Carvalho III ( morto   antes  de  1858) ,  este  tio  bisavô  bisavô  de Chiquitinha  Maravilha  e  filho  de  Manoel Gonçalves de Carvalho II ( n. 1790\95,  falecido  c. 1835), este  trisavô  de Chiquitinha,  e irmão do cel  Manoel Antonio Gonçalves de Carvalho,  este  tio trisavô de Chiquitinha. 

Fonte|  Relação  das dívidas  do  espólio   do vinculo  da Casada Torre   de Garcia D'Ávila  em  1852 de  4. 320$000,  cf. Bandeira, opo cit.  p. 335

   
Visconde da Torre  de Garcia  D'Avila,  uns  dos  heróis  protagonista  da  Independência  da  Bahia  e  do Brasil, na  galeria  de  outros  heróis  não citados.  
O VISCONDE DA TORRE  DE  GARCIA  D'ÁVILA, COMANDOU  OS  BATALHÕES  DA CASA  DA TORRE  DE GARCIA  D'ÁVILA, BATALHÕES ESTES,  INTEGRANTES  DA  BASE    PRIMÁRIA,  DA FORMAÇÃO DO  EXERCITO  DO BRASIL A  PARTIR   DA INDEPENDÊNCIA  DO BRASIL  EM 7 DE SETEMBRO  DE   1822.
88888888

DOIS TIOS-IRMÃOS BISAVÔS PATERNO/GAMALIEL CHAGAS/CHIQUITINHA MARAVILHA (Primo  em 8º grau do Visconde da  Torre de  Garcia  D'Ávila, nos  entrelaçamentos   familiares das famílias  conectadas,   desde  a   Colonia  a  Republica   atual, Ver   essa   conexões  genealógica  entre  famílias berçarias de Chiquitinha  Maravilha, ver abaixo  essa  conexões familiares

BATIZADOS HISTÓRICO! 

Dois tios-irmãos bisavô paterno, de Gamaliel Chagas/Chiquitinha Maravilha fora batizados pelo Visconde da Torre de Garcia D'Ávila, Marcolino Gonçalves de Carvalho, em  06/12/1827. na Matriz do Senhor do Bonfim de Mata e seu irmão José Gonçalves de Carvalho em 06/01/1829, na Capela Sextavada de N. Senhora da Conceição da Torre de Garcia D'Ávila (localizada na Casa da Torre de Garcia D'Ávila, e existente em 2021, ambos primos do Visconde da Torre de Garcia D'ávila) e irmãos de Joaquina  Maria Pereira da Conceição e Higina Pereira da Conceição, filhas de Manoel Gonçalves de Carvalho II, e Feliciana  Pereira da Conceição, ambos trisavô paterno de Gamaliel Chagas/Chiquitinha Maravilha e com descendências. Todos os trisavôs e Bisavôs paternos de Gamaliel Chagas citados, são nativos de Mata de S. João, e oriundos de Portugal, nos Primórdio da  colônia   a Republica do atual município matense e do estado da Bahia/Brasil..

                                   
 
CHEGADA  DE TOMÉ  DE SOUZA  DESEMBARCANDO  NA  CIDADE DE SALVADO  DA BAHIA



HISTÓRICO!!

ANTEPASSADOS DE CHIQUITINHA MARAVILHA, POVOARAM VILAS, CIDADES , MUNICIPIOS BAIANOS, DESDE A ERA COLONIAL\ SÉCULO XVI!!

Por Chiquitinha Maravilha 31\01\2023

FAMÍLIA DE CHIQUITINHA MARAVILHA, DESCENDENTES DE ANTEPASSADOS EM SEUS VÁRIOS TRONCOS DA IMENSA ÁRVORES GENEALÓGICA, QUE POVOARAM A PARTIR DA FUNDAÇÃO DA 2ª ALDEIA DE S. JOÃO BATISTA, EM 15 DE MARÇO DE 156, PELOS PADRES JESUÍTAS DA CIA,. DE JESUS, PADRE GASPAR LOURENÇO E IRMÃO SEMEÃO GONÇALVES, ALI NA SAGRADA COLINA DO ATUAL LARGO DO BONFIM DA MATA DE SÃO JOÃO, DA BAHIA, ORIGINANDO A PARTIR DA CITADA ALDEIA, ATUAIS MUNICÍPIOS DE DIAS D'ÁVILA, E OUTROS ARRAIS, POVOADOS QUE AO LONGO DOS ANOS FORAM CRESCENDO ECONOMICAMENTE E POPULACIONALMENTE,TORNANDO-SE, VILAS, CIDADE, MUNICÍPIOS.

ENTRELAÇAMENTOS DOS ANTEPASSADOS DE CHIQUITINHA OUTRAS FAMÍLIAS BERÇARIAS, DESDE O PERÍODO COLONIAL!!
COM FAMÍLIA DO ALMOXARIFE DA CIDADE DE SALVADOR, GARCIA D'ÁVILA (
GARCIA D'ÁVILA.

AS FAMILIAS ENTRELAÇADAS,CITADAS, NESSE BREVE RELATO!

GOMES COM PEREIRA DE ÁVILA, CRUZ NOGUEIRA E PEREIRA DE ÁVILA, ARAGÃO, PEREIRA DAS CHAGAS, COM AVILA PEREIRA NOGUEIRA, SOUZA E SÁ PEREIRA DAS CHAGAS, AVILAS COM PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE, AVILAS ALVARES DIAS (CARAMURU) E RAMIFICAÇÕES NÃO CITADAS..AO LONGO DOS SECULOS SEGUINTES, ATÉ A ERA REPUBLICANA ATUAL.

O FUNDADOR DA FEIRA DE CAPUAME EM 1614
(ATUAL MUNICÍPIO DIASDAVILENSE).

PRIMO EM 11 GRAU DE CHIQUITINHA MARAVILHA, FRANCISCO DIAS D'ÁVILA I, FUNDADOR DA FEIRA COLONIAL DE GADO BOVINO, NOMINADA DE CAPUAME EM 1614 (CAPUAME, QUER DIZER, NO TUPI GUARANY, MATO RALO).
.
NASCIMENTO DE FRANCISCO DIAS D'ÁVILA

FRANCISCO DIAS D'ÁVILA, NASCEU CERCA DE 1580 E FALECEU EM 1640, ELE O NETO QUERIDO E AMADO DO ALMOXARIFE REAL GARCIA D'ÁVILA, QUE MANDOU EDIFICAR A CASA DA TORRE, A PARTIR DO ANO DE 1561 E NÃO 1551, COMO RELATA ALGUNS HISTÓRIADORES, SOBRE O A CONSTRUÇÃO DA CASA DA TORRE, LOCALIZADA NA ENSEADA DE TATUAPARA, LITORAL NORTE MATENSE.

ISABEL DE ÁVILA I, CASADO COM DIOGO DIAS DE BEJA, PAIS DE FRANCISCO D. D'ÁVILA I


DIOGO DIAS BEJA, NASCIDO CERCA DE 1552- E FALECIDO ANO DE 1597 (MAIS OU MENOS ), CASADO COM ISABEL DE ÁVILA, NASCIDA EM 1554 E FALECIDA EM 1593, AOS 39 ANOS, AMBOS, PRIMOS EM 12º GRAU DE CHIQUITINHA).

FRANCISCO DIAS DE ÁVILA I, NETO DE GARCIA D'ÁVILA I, ESTE GARCIA, ,PRIMO EM 13º GRAU D E CHIQUITINHA, E TAMBÉM CHIQUITINHA, PRIMO EM 15º GRAU, DE DIOGO ALVARES CARAMURU, SENDO DIOGO DIAS BEJA, O NETO DE CARAMURU.
FRANCISCO DIAS D'ÁVILA I, FUNDADOR DA FEIRA DE CAPUAME, BISNETO DE CARAMURU, ESTE CASADO COM CATHARINA PARAGUASSU.

.
DIOGO DIAS BEJA, NETO DE CARAMURU
OS PAI DE DIOGO DIAS BEJA, GENEBRA ALVARES (1530-1591). SENDO SEU ESPOSO VICENTE DIAS (FALECIDO ANTES DE 1591), AMBOS PRIMOS, EM 13º GRAU DE CHIQUITINHA MARAVILHA (GAMALIEL SALES CHAGAS). SENDO OS PÁIS D E GENEBRA, O DIOGO ALVARES, O CARAMURU ( 1487- 1557), E CATHARINA PARAGUASSU (C, 1515-1587), FALECIDA COM 72 ANOS DE IDADE, SENDO CARAMURU E CATHARINA, PRIMOS EM 14º GRAU DE CHIQUITINHA MARAVILHA.

OS AVILAS, NO ENTRELAÇAMENTOS COM OS PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE

CHIQUITINHA MARAVILHA, TAMBÉM PRIMO EM 9º GRAU DOS HEROIS DA INDEPENDENCIA DA BAHIA,.

OS AVILAS PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE NA GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA,

VISCONDE DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILA

O VISCONDE DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILA, NOMINADO DE ANTONIO JOAQUIM PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE (1785-1852), ESTE O MORGADIO, HERDEIRO DO CASTELO DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILA, COMANDANTE MAIOR DOS BATALHÕES DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILAS, MEMÓRAVEL GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA , FINALIZADA EM 2 DE JULHO DE 1823.

BARÃO DE JAGUARIPE, O HERÓI POLITICO-MILITAR!

E MAIS O BARÃO DE JAGUARIPE (1786-1856, NOMINADO DE FRANCISCO ELESBÃO PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE (ESTE O HERÓI POLÍTICO MILITAR) POLITICO, FOI VEREADOS DA CIDADE DE SALVADOR ANTES DO INICIO DA GUERRA VEREADOR DA CAMARA MUNICIPAL DE SALVADOR E INTEGRANTES DA 1ª JUNTA GOVERNATIVA DE CACHOEIRA, COMANDANDO COM SEUS COMPANHEIRO DA CITADA JUNTA GOVERNATIVA DA BAHIA, SEDIADA EM CACHOEIRA ANO 1822, CUJA JUNTA ESTA A 1ª, ASSIM COMO A SEGUNDA, QUE FORAM PILARES BÁSICOS, PARA A FORMAÇÃO DOS BATALHÕES INDEPENDENTES, EMBRIÃO, BÁSICO NA FORMAÇÃO DO EXERCITO NACIONAL NA BAHIA E NO BRASIL!

"O GUERREIRO DA CASA DA TORRE" NA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA

O VISCONDE DE PIRAJÁ, NOMINADO DE JOAQUIM PIRES DE CARVALHO E ALBUQUERQUE, O FAMOSO CORONEL SANTINHO, "O GUERREIRO DA CASA DA TORRE" (1788-1848), O MAIS JOVEM DOS TRÊS HERÓIS IRMÃOS, DA GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA. (2 DE JULHO 18213, NA VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, ONDE OS CONFLITOS ACIRRADOS, SANGUENTOS, COM OS BATALHÕES LUSITANOS DO GENERAL INÁCIO MADEIRA DE MELO, QUE A MANDO DE PORTUGAL, NÃO QUERIA SE RETIRAR PARA PORTUGAL, DEIXANDO A BAHIA E O BRASIL, LIVRE DO DOMÍNIO LUSITANO, ENRAIZADOS, DESDE O DESCOBRIMENTO DO BRASIL COLONIA, DIA 22 DE ABRIL DE 1500, UM DOMÍNIO COLONIAL, QUE DUROU 323 ANOS!!


FONTES\

INTRODUÇÃO E NOTAS, AO CATALOGO GENEALOGICAL DAS PRINCIPAIS FAMÍLIAS DE FREI JABOATÃO, LIVROS DE REGISTROS DAS PAROQUIAS DO ARCEBISPADO DA BAHIA, REVISTA DO INSTITUTO GENEALÓGICO DA BAHIA, A HISTÓRIA DE UM ENGENHO DO RECÔNCAVO, 1949, AUTORIA DO DR. WANDERLEY DE PINHO VOLUME 374.

MATA DE S. JOÃO, SUAS ORIGENS, SEUS PERSONAGENS, MEUS ANTEPASSADOS, DO SÉCULO XVI, AO INÍCIO DO SECULO XX, DE AUTORIA DO PRIMO DE CHIQUITINHA MARAVILHA, ERNESTO CARRARA JR\ BRASILIA 2019.

HISTÓRIA DA CASA DA TORRE -UMA DINASTIA DE PIONEIROS 3ª EDIÇÃO \ PEDRO CALMON, 3ª EDIÇÃO 1983.
PEDRO CALMON, UM DOS MAIORES ESCRITORES DA BAHIA E DO BRASIL, COM CERTEZA!! DENTRE OUTRAS FONTES NÃO CITADAS

***************************************

Garcia D’Ávila e  a Casa da Torre!

           Chiquitinha Maravilha/Gamaliel Chagas/
        (Direitos  autorais em nome do autor da poesia, poetizada  em 2000)


Vinte nove de março, mil  quinhentos  e quarenta e  nove, acontecia na Bahia
A chegada  de  Tomé  de  Souza!  Ele  foi  o  primeiro  governador  geral
Trazia  na  sua  comitiva, o  lusitano  Garcia  D’ Ávila! O  almoxarife real
Ele  ganhou  terras  de  sesmarias  e no  litoral  norte,  logo ele construía.

A partir do ano  mil  quinhentos e  sessenta e um,  um lindo castelo Fortaleza
A  Casa  da  Torre! Com  uma  arquitetura,  semelhante ao período  medieval
Foi  edificada  com  pedras,  tijolos  e  argamassa  de  caulim  da  redondeza
Foi  erguida  sobre  a  colina  de  Tatuapara,  este  lindo  castelo  colonial.

A  Casa  da  Torre!  Com  suas  arcadas  centrais!  Lindas  e  impressionantes
Com  pátio  de  honra,  um  amplo  subsolo,  com   suas  masmorras  lendárias
Pavimentos  no  Centro!  Amplas  salas  laterais,  ligadas  por  escadarias 
E  a  Capela  de  Nossa  Senhora da  Conceição! Bela,  virtuosa, deslumbrantes!

O  castelo  Garcia  D’ Ávila,  com  sua  Torre  primitiva,  repleta  de  fantasia
A  Torre  alta  e  cilíndrica  construída,  ao  sul  da  colina  de  Tatuapara
Ela  ficava  próxima  ao  castelo  medieval,  sendo  também  uma  torre  vigia
Esta  famosa,  antiga  torre!  Cujo  seu  nome,  a  Casa  da  Torre  emprestara.

O  almoxarife  Garcia  D’ Ávila,  edificou  a  Casa  da  Torre  e  o  seu  neto
Francisco  Dias  D’ Ávila,  ampliou!  Garcia  D’ Ávila  Pereira  finalmente 
No  ano  mil  setecentos  e  dezesseis,  elaborou  um  magnífico  projeto
Arcadas,  pavimento  superior  e  mirante  foram  erguidos  artisticamente!

Foram  contratados,  para  ampliação  da  Casa  da  Torre, três  experientes
Portugueses  da  Vila  Nova  da  Gaia!  Mestres  habilidosos  e  competentes
Manuel  Fernandes  de  Abreu,  João  Álvares, estes   mestres  de  pedraria
E  mais  Francisco  Moreira,  oficial  de  pedreiro,  eles  recebiam  por  dia

Cama,  mesa  e  roupa  lavada!  Além  de   passagens  de  ida  e  volta  e  mais
Cem  mil  réis,  estes  três  Mestres  contratados  trabalharam   magnificamente
Na  reforma  de  ampliação  da  Casa  da  Torre,   sendo  esses  profissionais
Elogiados  por    Garcia  D’ Ávila   Pereira,  que  ficou  alegre   e  sorridente.

Na  Casa  da  Torre  Garcia  D’ Ávila,  os  seus  descendentes  nela  habitaram
Criando  muito  gado  e  comercializando,  com  suas  boiadas  ele  desbravaram
Terras  selvagens!  Localizadas  no  litoral  norte  e no  interior  dos  sertões
Baianos  e  nordestinos,  ajudando   na  formação  de  inúmeras  povoações

Na  década  de  mil  quinhentos  e  oitenta,  padre  Fernão  Cardim  Visita
A  Casa  da  Torre,  sendo  recebido  por  Garcia  D’ Ávila  que  agasalhou
O nobre  jesuíta  em  sua  casa,  armada  de  guardamecins  e cama  bonita
Cardim  comeu  aves,  perus,  manjar  branco  e  depois  Cardim   rezou!

Na  Capela  de  Nossa  Senhora  da  Conceição  da  Torre!  A  mais  famosa
Capela  do  Brasil!  Feita  de  estuque  e  tintin,  uma  edificação  maravilhosa
De  molduras,  laçarias  e  cornijas!  O  padre  jesuíta  Cardim  tudo  observou
E  anotou!  Feliz  pela  beleza  da  Santa  Capela!  Cardim  logo  se  emocionou

A  magestosa  Casa  da  Torre,  localizada  no  Litoral  Norte,  foi  Quartel
General  do  Batalhão  da  Legião  da  Torre,  teve  um  importante  papel
Protegendo  as  Estradas  Real  e  das  Boiadas!  E  as  Vilas  do  Litoral 
A  Legião  da  Torre  combateu  os  lusitanos!  E  o  seu  regime  colonial. 

Garcia  D’ Ávila  e  seus  descendentes,  tiveram  participação  fundamental
Na  defesa  das  Terras Brasileiras,  tanto  no  interior  como  no seu   litoral
Contra  a  presença  dos   piratas  franceses  e  holandeses  conquistadores
A  Casa  da  Torre  alojou  Tropas  Coloniais,  para  combater  os  invasores.

Nas  lutas  pela  Independência  da  Bahia!  No  início  do  regime  imperial
A  Casa  da  Torre,  sediou  as  Tropas  Brasileiras  e  foi  o  Quartel  General
Da Legião  da  Casa  da  Torre!  Que  enfrentou   o  português  colonizador
Passando  por  Abrantes  e  Capoame,  indo  para  Pirajá,  perto  de  Salvador.

Na Casa  da  Torre,  ano  mil  seiscentos  e  doze!  Saraiva  um  parente
De  Garcia  D’ Ávila,  instituiu  A  Pesca  do  Xaréu!  Saraiva  inteligente
Observou  que  em  certas  épocas  do  ano,  esse  peixe  saindo  dos  mares
Da  região  sul, fazia imigrações  para  o  norte  em  cardumes,  aos milhares.

Saraiva  em  parceria  com  Francisco  Dias  D’ Ávila,  organizou  a  primeira
Armação  da  Casa  da  Torre!  Ficando  famosa  a  pesca  na  região  inteira
Ainda  nos  dias  atuais,  essa  pesca  do  xaréu  leva  o  nome  do  seu  criador
Sendo  esta  famosa  pesca,  bastante  praticada  nos  mares  de  Salvador.

Um  dos  produtos  industrializados  na  Casa  da  Torre,  com  freqüência
Era  o  azeite  de  peixe,  sendo  esse  produto  fabricado  com  paciência
Esse citado  azeite,  durante  muitos  anos,  teve  a  sua  comercialização
Vendida  aos  governantes  da  cidade  de  Salvador,  para  sua  iluminação.

Famosa  por  toda  a  Europa,  pela  sua  beleza,  riqueza  e  sua  imponência
A  Casa  da  Torre,  era  visitada  pela  alta  nobreza,  desde  sua  existência
Por  lá  passaram   o Padre Manoel  da   Nóbrega,  Anchieta  o  Catequizador
Gabriel  Soares,  Rolim,  Bagnuolo,  Padre  Fernão  Cardim,  o  Visitador.

No  início  do  século  dezoito,  a  lendária  Casa  da  Torre  sediou  e  comandou
Cento  e  vinte nove  fazendas,  que  partindo  da  Bahia  iam  até  o  Maranhão
Somando  oitocentos mil  quilômetros  quadrados,   das  terras  que  acumulou
No  maior  império latifundiário  do  Brasil  Colonial,  desde  a  sua  Edificação.

         No  ano  mil  novecentos  e  trinta  e  oito,  o  IPHAN a  Casa da Torre tombou
Virou  Patrimônio  Histórico e  os  seus  descendentes,  uma  fundação  criou
Restaurada  e  revitalizada  logo  se  tornou, o  Centro  de  Turismo  na  região.
Representando  mais  de  trezentos  anos  da  história  da  Bahia   e  da  Nação.

A  Casa  da  Torre  fica  localizada  no  povoado  de  Praia  do  Forte,  litoral
Município  de  Mata  de  São  João  e  foi  anexado,  após  a  divisão  territorial
Sendo  visitada  todo  ano,  por  milhares  de  turistas  de  várias  localidades
         Que  admiram  contemplando  as  suas  belezas,  enraizadas  na  antiguidade.´´´´
´************************


****************************************************************************

VER NO  FINAL  DESSA  POSTAGEM!

 RESUMO BIOGRÁFICO,   DO SAUDOSO,  RENOMADO ENGº QUÍMICO, ERNESTO  CARRARA  JR. FOI ESCRITOR,  PESQUISADOR, POLIGLOTA,.

ERNESTO  CARRA  JR. EXCELENTE   FILHO,   PAI..DESCENDENTE  DE ITALIANO, CARIOCA, MATENSE, BAIANO  E  BRASILEIRO!! 

PREFEITO JOÃO GUALBERTO VASCONCELOS, PROTAGONISTA  PILOTO  DO CORTEJO DO BONFIM DA MATTA DE S.  JOÃO DA BAHIA, JUNTAMENTE COM A GALERA DO CORTEJO, QUE  FOI UM DOS  MELHORES DOS  ULTIMOS  ANOS!! 05\02\23.


O CORTEJO  SAIU DA SEDE, RUMO A  COLINA  SAGRADA  DO SR. DO BONFIM DA MATTA  DE S. JOÃO, DA BAHIA, CIDADE BERÇARIA  DE  POVOAÇÕES NORDESTINA!  A  PRINCESA  DO  RIO JACUÍPE, COM CERTEZA!!


DSC 0051 CORTEJO SR. DO BONFIM RUA CEL LAURINDO DE OLIVEIRA REGIS R...


MVI 6220 CHARANGA CORTEJO DO BONFIM DE MATA DE S. JOÃO 05\02\23

DSC 0072 CORTEJO CHEGANDO NA COLINA SAGRADA AO SOM DO HINO DO SR. DO ...

DSC 0068 CHEGADA DO CORTEJO NA COLINA SAGRADA BONFIM DA MATA S. JO...

DSC 0011 CORTEJO RUA XEL LAURINDO OLIVEIRA REGIS SENTIDO BONFIM MAT...

sábado, 11 de fevereiro de 2023

MVI 6340 CORTEJO \LARGO DO BONFIM MATA .COM SAMBA DE RODA\ BBAIANAS....

DSC 0072 CORTEJO CHEGANDO NA COLINA SAGRADA AO SOM DO HINO DO SR. DO ...


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

DSC 0020 NA COLINA SAGRADA ENTREVISTAS\ GENI, RAFAEL BICALHO MUITO ...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

domingo, 5 de fevereiro de 2023

MVI 6231 CORTEJO DO SR DO BONFIM MATA .NA RUA CEL LAURINDO DE OLIV...

...


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

DSC 0010 CORTEJO SAINDO R. ANTONIO LUIZ GARCEZ SEDE RUMO AO BNFIM DE M...

sábado, 11 de fevereiro de 2023

DSC 0017 CORTEJO MUSICALIZADO DO SR. DO BONFIM DE MATA SÃO JOÃO - ...

sábado, 11 de fevereiro de 2023

MVI 6149 A FESTA, ANTES DA SAIDA DO CORTEJO, R. ANTONIO LUIZ GARCEZ\ B...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

MVI 6155 FESTEJOS DO BONFIM DE MATA S. JOÃO\ CORTEJO RUMO A COL. SAGRA...

MVI 6148 I QUEIMA FOGOS\NICIO DO CORTEJO RUMO AO BONFIM DE MATA 0...


ABAIXO  PARTE 1\ NO BLOG

PARTE  1 - CORTEJO SR. BONFIM \MATA, MAIS DE 250 FOTOS POSTADAS, TODAS SENDO POSTADAS ..

https://chiquitinhamaravilha.blogspot.com/2023/02/cortejo-bonfim-da-mata-de-joao-foi-um.html

 VIDEOS,  NO  CHIQUITINHA  MARAVILHA  YOU TUBE, TWITTER GAMALIEL CHAGAS, BLOG  DO CHIQUITINHA  MARAVILHA, INSTAGRAM  CHIQUITINHA  MARAVILHA

 CANAIS  DO  CHIQUITINHA  MARAVIHA  NA  WEB:

BLOG DO CHIQUITINHA  MARAVILHA,!

COM 3  MILHÕES E  31 MIL   VISUALIZAÇÕES\ATÉ 07/02/23,  CHIQUITINHA   MARAVILHA  YOU TUBE,  COM MAIS DE  3 MIL E 800  INSCRITOS,  TWITTER  GAMALIEL CHAGAS, INSTAGRAM  CHIQUITINHA  MARAVILHA,

CANAIS  SEM  MONETIZAÇÃO!

SEM MONETIZAÇÕES,  SEM VINCULO  COMERCIAL, TUDO CUSTEADO POR CHIQUITINHA,  HÁ  DÉCADAS   DIVULGANDO CONTEÚDOS  DIVERSOS   FRUTOS  D E  INTENSAS   PESQUISAS  E  REPORTAGENS , EM  VÁRIOS  JORNAIS DA REGIÃO,  VOLUNTARIAMENTE,  SEM  VÍNCULOS   FINANCEIROS,  COM SEUS PACOS  RECURSOS, E   PAI  DE 8  FILHOS,. TUDO PELO PRAZER DE SERVIR  HUMILDEMENTE,  A    SOCIEDADE ONDE CHIQUITINHA  CONVIVE!!

CHIQUITINHA DESCENDENTES  DE  POVOADORES,  DESDE O SÉCULO XVI, DOS MUNICÍPIOS  MATENSE, DIASDAVILENSE,  CAMAÇARIENSE..  POJUCA, SÃO  SEBASTIÃO,  SANTO  AMARO,  CATU, ALAGOINHAS, LAURO  DE  FREITAS  (SATO AMARO  DE PITANGA),  SALVADOR...

...DEIXE  SEU LAIK  E   SE  INSCREVA   NOS  CANAIS  CITADOS, CANAIS  ESTERS   DAS GALERAS      DA BAHIA, BRASIL  E   EXTERIOR!!

*********************

LINK ABAIXO  DA  BIOGRAFIA DE  CHIQUITINHA  MARAVILHA  DESDE  1951 AO ANO 2023

CHIQUITINHA  MARAVILHA (O MATENSE GAMALIEL  CHAGAS), NO ATLETISMO  MATENSE O 1º  ATLETA   A  CORRER DOIS   MARATONAS  INTERNACIONAL A  DE  NOVA YORQUE, ANOS  1984 E 1986! E  A COMPETIR EM  6  ESTADOS  DO BRASIL

\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\88888888

CHIQUITINHA  MARAVILHA,  O  POETA MARATONISTA  INTERNACIONAL DA BAHIA, DO BRASIL!!

ABAIXO  LINK  DA  SUA  BIOGRAFIA  NO ATLETISMO  BAIANO BRASILEIRO  E INTERNACIONAL!!

https://chiquitinhamaravilha.blogspot.com/2023/02/chiquitinha-gamaliel-no-atletismo.html

CHIQUITINHA /GAMALIEL NO ATLETISMO BAIANO, BRASILEIRO E INTERNACIONAL FOTOS, VIDEOS E MAIS..1982 A 2022!


15ª  Maratona  Internacional  cidade  de Nova Yorque,  - Gamaliel correndo
no Central Parque, dia  28/10/1984, tempo  3h 7min 7seg., class. 829º 
(mais  de 17 mil participantes de 70 países, 1º da equipe baiana). 

*************************************************

CHIQUITINHA MARAVILHA SUA HISTÓRIA !! INCLUSO VÁRIAS HISTÓRIAS 1951\2022

 

Gamaliel / Chiquitinha cidade  de Dias D’Ávila,  Rua do Sossego, 1981, aos  30  anos de idade, a matense Amalia  Sales Chagas (nome  de solteira Amália Teixeira Sales, família  Rodrigues  Teixeira), residente    na idade Cidade   desde  1959, falecida  em 1992. Nascida Amália (Nazinha)  no ano  de  1913, na  Fazenda  Boa  Vista  de  seus  pais.


Uma História, dentro de Outras Histórias.. 

Biografado por Chiquitinha.  atualizada  em  2022

LINK  ABAIXO

https://chiquitinhamaravilha.blogspot.com/2023/02/chiquitinha-maravilha-sua-historia.html

********************************************************************

 Saudoso Ernesto Carrara  Jr (foto a direita),  com a  camisa do seu glorioso  Flamengo! 

 O excelente Livro, editado em 2019\  Brasília, lançada  na  cidade  de Mata  de . João, na  Camara  de Vereadores em 2020, meses depois  em 05/07/2020,  faleceu  Ernesto Carrara J,  de  Covid-19, cidade de Brasília\Brasil.

Livro - Mata  de S. João - Suas Origens, Seus  Personagens,  Meus Antepassados Antepassados \ Brasilia   2019,  Ernesto  Carrara Jr. com 791 páginas.

Nota:

Ernesto Carrara Jr/ primo de  Chiquinha Maravilha (Gamaliel Sales  Chagas, seu 4º avô Inacio Loyola   das Chagas Pereira, este  irmão de  Theodozio Pereira das Chagas, este trisavô paterno de Gamaliel S. Chagas (Chiquitinha  Maravilha) Inacio e Theodozio, ambos  matense |Mata de S. São João \Bahia. (Theodozio nascidos 1790, Inácio 1792).

Jessica  Miranda Chagas!

 Um dos   8 filhos  de  Chiquitinha  Maravilha, diplomada em química, trabalhando   em uma  indústria  do Polo Petroquimico  de Camaçari, herdou o  gosto  pela química   assim  como o seu primo Ernesto Carrara  Jr.   

.


FOTO: Arquivo do saudoso Eng°  Químico Ernesto Carrara Jr, ao lado  da sua  amada mãe, dona  Eremita Andrade  Chagas,  Foto  enviado ao seu primo Gamaliel Sales Chagas (Chiquitinha  Maravilha).década de 2010.


GALERIA  DE  FOTOS ABAIXO

Ernesto  Carrara Jr   e  amada mãe, Eremita Andrade Chagas (Mimita|Eliane)  na  Praça da Cruz  Caída, na Sé, Centro Histórico da  Cidade de  Salvador da Bahia, no   ano 2014.

VISITA  A  TERRA NATAL, CIDADE DE M,ATA DE SÃO . JOÃO  \ BA. 

A matense Eremita, nascida em 21/10/ 1919 e  seu  filho,  saudoso  Engº Químico  Ernesto  Carrara Jr.  nascido  no Rio de  Janeiro  dia  26/5/1948/e falecido  aos  72  anos (no dia   05/07/2020),   de Covid-19 em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, onde trabalhava.

VISITA PELA PRIMEIRA VEZ,  NA  CIDADE DE MATA  DE SÃO 2014  

Ernesto Carrara Jr,  em sua  primeira  visita  á  Mata de São João  em 2014,. levou sua  mãe   dona Eremita, quando  foi rezada uma  missa na  Igreja  do Sr. do Bonfim, em comemoração  do aniversário   de 95  anos da  matense dona Eremita, missa  essa celebrada pelo vigário da Paroquia da Matriz de São João, Padre Ednaldo.

CITAÇÃO DE ERNESTO CARRARA JR. NO SEU EXCELENTE LIVRO!
" Levei  mamãe em minha primeira  visita a   Mata de São João  em  2014, quando foi rezada uma  missa  na igreja do Sr. do Bonfim, em comemoração  do  seu aniversário  de 95  anos. Ainda  encontrei primos
que  visitou veio  visitar   a  sua terra  natal e  encontrou  primos, sendo que Gamaliel Sales  Chagas, o Chiquitinha Maravilha, mostrou-me a  cidade e muito me  ajudou  na  busca de informações" citação de Ernesto Carrara Jr. no seu excelente livro Mata de São João, Suas Origens,  Seus  Personagens, Meus  Antepassados  (Do Seculo   XVI, ao inicio do Século XX). Brasilia  2019).Brasilia   2019, 791 paginas

BATIZADO DA MATENSE,  DONA  EREMITA  ANDRADE CHAGAS 
Dona  Eremita  nascida  em 1919,  foi   batizada  na  pia  batismal  da 2ª  Igreja Matriz de N.  Senhora da Conceição  da Mata de São João  (ou 2ª igreja  Matriz de N. S.  do Bonfim de Mata  de São João,  (inaugurada  dia 25 de outubro  de 1880, completando   nesse no de 2023, 143  anos.

ERNESTO CARRARA JR
.
Engº Quimico, escritor Ernesto Carrara Jr.  nasceu  em 25/05/1948  no Rio  de Janeiro,  filho de Ernesto Carrara,  e  Eremita  Andrade Chagas, Ernesto Carrara Jr.  faleceu  de  Covid 19, em  05/07/20120, em Brasilia, aos  72  anos. Ernesto , casado, pais  de  Daniella (18/08/1974, Mirella (02/09/1983. Daniella  pais de   de Luca (04/09/2000) e Gael (18/02/2012). 
 Os  pais de Ernesto Carrara Jr,  dona Eremita  Andrade Chagas  (Mimita\ Eliane), nome de casada  Eremita Chagas Carrara,  nascida  em Mata de S. João  (terra de  seus antepassados), no dia  02/10/2019, casada com Ernesto Carrara, pais de   quatro filhos: Douglas, nascido em  26/03/ 1943, falecido em  19/08/2017,  Ernesto  Carrara Jr.,   nascido em  26/05/1948, falecido em  05/07/2020,   Elisabeht  nascida  em 04/03/1953 e Ivan  04/07//1955.
Todos os filhos de  Ernesto  Carrara Jr. casados com geração,  Carrara Jr.    com  geração.
Fonte: Mata de São João, Suas Origens,  Seus  Personagens, Meus  Antepassados  (Do Seculo   XVI, ao inicio do Século XX). Brasilia  2019).Brasilia   2019, 791 paginas, No texto acima  pag.  399,  368

.

 Dona  Eremita  Andrade  Chagas, mãe de Ernesto Carrara Jr. e  seu primo Gamaliel Sales Chagas (Chiquitinha  Maravilha), na  pia  batismal da  Igreja  do Senhor  do  Bonfim II, onde  no ano  de  1919, Dona  Eremita  Andrade  Chagas  foi  batizada. Foto ano  de  2014 

Ernesto Carrara Jr/ primo de  Chiquinha Maravilha (Gamaliel Sales  Chagas, seu 4º avô Inacio Loyola   das Chagas Pereira, este  irmão de  Theodozio Pereira das Chagas, este trisavô paterno de Gamaliel S. Chagas (Chiquitinha  Maravilha) Inacio e Theodozio, ambos  matense |Mata de S. São João \Bahia. (Theodozio nascidos 1790, Inácio 1792).


Eremita, cumprimentando o vigário Padre Ednaldo, 2014

Eremita,  na Pia  Batismal original,  onde dona  Eremita foi  batizada,
  ano de 1919

          *****                                               
Padre Ednaldo  na Capela-mor

            Na  Nave  da Matriz  do Senhor do Bonfim  de Mata.  Ernesto  Carrara Jr. em 2014, com sua amada mãe, dona  Eremita...(ambos primo de  Chiquitinha Maravilha, também autor da foto).

FOTOS    ARQUIVO DE ERNESTO  CARRARA JR

***
EREMITA, NA CAPELA  DE N. SENHORA  DA CONCEIÇÃO DA TORRE DE GARCIA
Ernesto Carrara Jr. dona Eremita   Chagas Carrara, em Praia do Forte  2014
dona Eremita   Chagas Carrara, em Praia do Forte  2014

ABAIXO ENGº QUÍMICO ERNESTO CARRARA JR. UM DOS DESTAQUES  DA QUÍMICA  FINAL  NO BRASIL!!

Ernesto Carrara r,  em frente  a  matriz do Senhor do Bonfim da  Mata  de São  João II,  localizado no Largo do Bonfim de Mata,  onde seus antepassados  foram  sepultados, batizados  e   contraíram matrimônios,   desde  o  século  XVIII (1700). idem para  seu  primo   Chiquitinha  Maravilha. Mais de  80 troncos de famílias, entrelaçadas,     na  genealogia  dos  Pereiras  das Chagas  e  suas ramificações  desde  o  século XVI, na povoação de Mata de S. João da  Bahia.

Ernesto Carrara: um grande construtor “anônimo” do Brasil (in memoriam)

*escrito por Luís Felipe Giesteira

Carrara, carioca de família ítalo-baiana, residente em Brasília por mais de 40 anos, era antes de tudo brasileiro. Jovem brilhante, passou pelo colégio militar do RJ, depois pela UFRJ, onde cursou Engenharia Química, ingressou no serviço público via Petrobrás, sempre aprovado entre os primeiros colocados. De lá foi convidado a integrar a equipe do antigo MIC, e a seguir do CDI, em meados dos anos 70. 

Carrara pertenceu a uma classe de profissionais que praticamente não existe hoje, a dos construtores anônimos do país, membros da alta burocracia profissional que ascenderam pela ascensão meritocrática combinada com empreendedorismo. Dela também faziam parte, entre outros, Cesar Peluso, Divonzir Guzzo, João Paulo dos Reis Velloso, Luiz Augusto Pontual, Casemiro Montenegro, Luiz Fernando Tironi, Renato Archer, Álvaro Alberto, Antônio José Roque da Silva, Ozires Silva, Hélio Beltrão, Luiz Milton Veloso. à causa do desenvolvimento, aos “boêmios cívicos” de Vargas, mas deles se diferenciam por terem ingressado por concurso público (o que quase sempre fazia deles fanáticos pela meritocracia). 

Boa referência para conhecer seu modus operandi são as obras de Codato (Sistema estatal e política econômica no Brasil pós-64), de Schneider (Burocracia Pública e Politica Estatal) e de Motayama (Prelúdio para uma História: Ciência e Tecnologia no Brasil). Recentemente há um interessante debate sobre capacidades estatais, tanto no Brasil quanto nos EUA e outros países da OCDE.

É muito bem vinda. Mas intuo que não daria conta da importância da contribuição desses construtores. Eles estariam para os policy makers que cumprem adequadamente critérios de desempenho basedos em “best practices” assim como os inovadores schumpeterianos estariam para um gerente de compras de uma corporação privada. De outra forma, divago que os burocratas construtores são os servidores públicos correspondentes ao que Chalmers Johnson chamou de “Estado Desenvolvimentista”, ao passo que nossos atuais gestores públicos de elite, são excelentes cumpridores dos manuais da OCDE e do BIRD, correspondem ao “Estado Regulador” de Johnson. 

Ambos são ótimos: estes para manter tudo sob ordem, aqueles para desenvolver países atolados em atraso. Nunca vi Carrara se definir como um “desenvolvimentista”. Ele olhava com curiosidade de menino esse debate. Pare ele, as empresas, a livre iniciativa era uma força crucial para o desenvolvimento. Para ele, o Estado era outra força crucial. 

Perguntado sobre qual é mais importante, ele provavelmente responderia “não dá pra os dois estarem juntos”? Seria equivalente a perguntar se seu Flamengo devia entrar em campo sem goleiro ou sem atacante. Carrara admirava a China e os EUA, Simonsen e Delfim, Furtado e Bulhões. Era-lhe muito difícil sequer entender as dicotomias em que os economistas gostam de se engolfar.

*faleceu em 5/Jul/2020

fonte Paulo Gaia


*************************************

O CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL E A QUÍMICA FINA 

Fonte\https://abifina.org.br/arquivos/download/o_conselho_de_desenvolvimento_industrial_e_a_quimica_fina_-_texto_final_para_abifina_(003).pdf


Este é o legado que Carrara nos deixa e que temos a honra de, neste momento, compartilhar com a sociedade, em artigo escrito para a 

Este é o legado que Carrara nos deixa e que temos a honra de, neste momento, compartilhar com a sociedade, em artigo escrito para a ABIFINA: O CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL E A QUÍMICA FINA, por Ernesto Carrara Jr., janeiro de 2016.

A toda a família e amigos, nossos mais sinceros sentimentos. 


88888888888888888888888888888888888888888888888888888888888888

HISTÓRICO  DA  QUÍMICA  FINA  NO BRASIL

 Em janeiro de 2016. Ernesto Carrara Jr. – engenheiro químico. Ex-Secretário-executivo do CDI e Ex-Coordenador do GS-III/CDI. ( 1977-fev. 1990).

Sendo provocado pela ABIFINA a historiar a atuação do Conselho de Desenvolvimento Industrial – CDI no desenvolvimento da indústria Química Fina no Brasil, de início relutei em aceitar o convite, já que afastado do acompanhamento desse setor há vários anos. Por outro lado, passados já mais de 30 anos, considerei que o registro dos eventos ocorridos desde fins dos anos de 1970 até 1989 para o estabelecimento de uma política industrial na área pudesse ser útil para a reflexão sobre os desafios enfrentados, seus resultados e também de seus equívocos. 

Preliminares

 A consolidação do setor petroquímico em fins da década de 1970, com a implantação dos polos petroquímicos, conduziria o CDI1 a voltar-se para os segmentos da indústria química de maior valor agregado, particularmente aquele que se convencionou denominar como “Química Fina”, abrangendo os segmentos químicofarmacêutico, os defensivos agrícolas e de aditivos químicos em geral, e seus intermediários, a qual totalizava, à época, cerca de 50% das importações do setor químico global. As empresas petroquímicas também viam, com interesse, a oportunidade de verticalizarem suas produções.

 O segmento dos defensivos agrícolas vinha sendo tratado no âmbito do Programa Nacional de Defensivos Agrícolas (1975-1980), que havia conseguido elevar a participação da produção nacional no consumo interno de 37% em 1975 para 75% em 1981. A importação de produtos formulados diminuíra de US$ 94 milhões para 6,5 milhões (representando apenas 2,4% das importações desse segmento), no mesmo período. Assim, a prioridade foi dirigida à indústria químico-farmacêutica.

 A ação do governo no setor farmacêutico vinha sendo incrementada desde 1971 com a criação da Central de Medicamentos – CEME, atuando na aquisição de medicamentos na rede de laboratórios públicos e nos laboratórios privados para sua distribuição à população carente. A oficialização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAME2 em 1973 foi importante instrumento estratégico que, além de concentrar a demanda governamental para o uso de medicamentos essenciais, servia como balizador do desenvolvimento industrial na área.

 Essa articulação entre as políticas de saúde e de política industrial seria materializada na Resolução CDI nº 36, de 19/12/1974, que estabelecia prioridade na política de incentivos à relação de fármacos integrantes dos medicamentos da RENAME. Fazia parte dessa estratégia de desenvolvimento que a demanda governamental, sobretudo a dos hospitais do INAMPS, pudesse ser atendida por esses medicamentos essenciais, viabilizando, assim, garantir mercado às novas unidades fabricantes de fármacos prioritários. Desses instrumentos e estímulos decorreria a primeira reversão, tanto no número de projetos de empresas nacionais aprovados pelo CDI, quanto em seu valor, que passariam a ser maioria. 

As empresas nacionais representaram, entre 1975 e 1981, mais de 60% dos investimentos aprovados pelo CDI3 , dos quais são exemplos projetos importantes em antibióticos e de insulina. Não obstante, os resultados obtidos não eram auspiciosos, sendo a dependência externa ainda significativa, com elevados dispêndios cambiais. Em 1982 as importações de produtos da Química Fina representavam cerca de 12% das importações globais do País. Impunha-se, assim, a adoção de medidas não ortodoxas para o desenvolvimento do setor. 

No âmbito de subgrupo criado no CDI em 1977 para avaliar projetos de produção de hormônios esteroides, havia sido 1 O Conselho de Desenvolvimento Industrial – CDI era um Conselho de Ministros que se reunia apenas eventualmente. Na prática, sua atuação era exercida por uma Secretaria Executiva e por Grupos Setoriais, estes constituídos por colegiados de representantes ministeriais e por Coordenadorias Técnicas. 

No presente texto, quando citado o CDI, salvo indicação específica, estaremos nos referindo, por simplificação, à Coordenadoria do Grupo Setorial III - das Indústrias Químicas, Petroquímicas e Farmacêuticas – GS-III. 2 Decreto nº 72.552, de 30/7/1973. 3 Deve ser comentado que, com a perda da representatividade dos incentivos fiscais concedidos pelo CDI a partir de 1977/8, as empresas estrangeiras, quando investiram, passaram a dispensar, em vários projetos, o concurso do CDI. recomendada a criação de um organismo capaz de harmonizar a atuação das diversas instituições governamentais, visando propor medidas que definissem as prioridades e a sistemática de implantação da indústria químicofarmacêutica. 

Essa recomendação resultaria em proposta de criação de um Grupo Executivo da Indústria Farmacêutica – GEIFAR para o estabelecimento de política industrial para o setor, e com a missão de investigar mecanismos especiais de apoio à produção nacional de fármacos, devendo ser considerada a resistência estrutural dos laboratórios estrangeiros à substituição das matérias primas importadas de suas matrizes pelos similares nacionais, e que a mera elevação das barreiras tarifárias era medida insuficiente e ineficaz. 

A proposta, encaminhada em novembro de 1978, ao final do governo Geisel, não prosperaria de imediato. O assunto seria ressubmetido ao novo governo em março de 1979. A instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito da Indústria Farmacêutica em maio de 1979 induziria o ministro da Indústria e do Comércio4 a aprovar, em agosto de 1979, o encaminhamento da proposta de resolução ao plenário de ministros do CDI. Entretanto, como o esse plenário se reunisse apenas esporadicamente, a matéria continuaria hibernando, agravada ainda pela reestruturação do CDI nesse ano e a sua transferência do Rio de Janeiro para Brasília em 1980

. À vista da publicação do relatório final da CPI em maio de 1981, os Ministérios da Saúde e da Indústria e do Comércio resolveram retomar a criação do grupo. Como decorrência, após três anos da proposta inicial, seria enfim criado, pela Portaria (MS/MPAS/MIC) nº 12, de 23/10/1981, o Grupo Interministerial para a Indústria Farmacêutica – GIFAR, sob a coordenação do CDI, cuja principal atribuição seria a elaboração de programa específico, contendo as prioridades e a sistemática a adotar, bem como as medidas especiais de apoio para a promoção do desenvolvimento da indústria químico-farmacêutica nacional.

 Após 10 reuniões, foi elaborada e aprovada no GIFAR proposta de Programa Nacional da Indústria QuímicoFarmacêutica – PROFARMA, a qual foi submetida a avaliações e consultas internas ao governo em dezembro de 1982. Em maio de 1983 a proposta seria divulgada. Os protestos foram imediatos: entre 25 e 27/5/1983 a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica – ABIFARMA, em coordenação e secundada pelas Câmaras de Comércio Britânica, Alemã e Americana, manifestam ao governo sua discordância com a proposta, que consideravam inconstitucional em vários aspectos e altamente discriminatória contra a indústria química e farmacêutica estrangeira instalada no País. 

As Câmaras ameaçavam que sua implantação iria se constituir em óbice às relações econômicas com os respectivos países. Solicitavam ainda poder contribuir com subsídios para o aperfeiçoamento do programa.  As manifestações de apoio ao programa, por parte dos laboratórios farmacêuticos nacionais e de fabricantes nacionais de fármacos, se seguiriam. Estes, inclusive, se propuseram imediatamente (26/5/1983) a constituir nova entidade – com o nome provisório de Associação Nacional da Indústria Farmacêutica – ANIFAR5 , que representaria as empresas farmacêuticas de capital nacional, em contraposição à ABIFARMA, esta integrada em cerca de 90% por laboratórios farmacêuticos estrangeiros. Diversas outras entidades, associações, universidades, ligadas à Farmácia e à Saúde, expressariam publicamente suas posições de integral apoio ao programa. 

Por interveniência da Secretaria de Planejamento da Presidência da República – Seplan/PR, alguns ajustes foram realizados à minuta do programa (Versão II - 1/6/1983) e, considerando os “subsídios” oferecidos pela ABIFARMA (irrelevantes), foi concluída a versão final ( Versão III - 1/7/1983), a qual seria finalmente encaminhada à aprovação dos ministros. 4 João Camilo Penna. 5 Depois denominada Associação Nacional dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais – ALANAC, ela tinha como fundadores: Sintofarma, Fontoura, Wesley, Darrow, União Química, Libbs, Ind. Terapêutica de Campinas, Quiff, Brasmédica, Novaquímica, Climax e Dorsay (Gazeta Mercantil – 6/6/1983).

 Assinaram a Exposição de Motivos ao presidente da República os ministros da Saúde, da Previdência e Assistência Social e da Indústria e do Comércio, deixando de fazê-lo os da Fazenda e do Planejamento6 . Por Aviso nº 531, de 21/7/1983, o ministro da Fazenda justificaria suas objeções (meramente adjetivas) à adoção do programa; o do Planejamento sequer o fez. Novas manifestações contrárias das multinacionais se sucederam e, por fim, em novembro de 1983, enviariam sua posição final de que o programa era desnecessário e que o mercado poderia desenvolver o setor com eficiência7 . 

Instalado o imbroglio, o Serviço Nacional de Informações – SNI avaliaria o tema e concluiria que tanto o Ministério da Fazenda como a Seplan/PR não apresentaram as razões para se oporem ao Programa, nem apresentaram uma contraproposta. Em vista disso, em abril de 1984, o presidente da República recomendou aos Ministérios interessados que revissem o programa e chegassem a um denominador comum. A situação política do País, com a proximidade das eleições presidenciais, determinaria uma reforma ministerial e, em 22/8/1984, novo ministro assumiria o comando do Ministério da Indústria e do Comércio: Murilo Badaró. Ministro pragmático, com pouco tempo de mandato, quis logo resolver os assuntos pendentes mais viáveis e de resultado imediato. Estrategicamente, o CDI conferiu prioridade à instituição dos instrumentos da política industrial para o setor, deixando para um segundo momento a discussão do programa. 

Decorridos já seis anos com marchas e contramarchas, pressões e contrapressões, a constatação era de que o status quo estava vencendo a guerra: não havia perspectivas de que o programa seria, enfim, aprovado. Enquanto isso, projetos de Química Fina aprovados pelo CDI, em implantação ou já em execução, estavam sendo ameaçados pelas multinacionais importadoras com instalações próprias dos mesmos produtos ou com importações acima da demanda nacional, para inviabilizar a substituição das importações; são emblemáticos da época os casos CIBRAN x Squibb e Eli Lilly, Carbonor x Rhodia, Nitronor x ICI etc. Tal circunstância movimentou o governo, principalmente os órgãos de segurança nacional, sensíveis ao exemplo recentemente ocorrido com a Argentina, quando, durante a Guerra das Malvinas, teve embargado seu acesso a medicamentos, em especial antibióticos, e se socorreria nos fabricantes nacionais brasileiros.

 Nossa resposta seria a Portaria Interministerial nº 4/MS/MIC, de 3 de outubro de 1984. Esse instrumento era muito mais poderoso que as ações propostas no PROFARMA. Ele conferia ao CDI, dentre outros dispositivos, o poder de aprovar ou não qualquer projeto que visasse à produção de fármacos (e também de inúmeros outros produtos sujeitos à vigilância sanitária), competência essa que não estava condicionada por quaisquer objetivos ou diretrizes, como era o caso das ações previstas no PROFARMA. Deste modo, as multinacionais do setor farmacêutico, que se diziam “discriminadas” e/ou “alijadas” no PROFARMA, passaram a ser, da mesma forma que todos, obrigadas a submeter seus projetos de fármacos ao CDI

. Obviamente, era previsível que, se o projeto proposto estivesse em sobreposição a outro já aprovado que atendesse a demanda, seria certamente rejeitado. A reação dos laboratórios estrangeiros foi imediata e de forte oposição, arguindo que a portaria era inconstitucional, “pois ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”!

 A Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde rebateu prontamente: a autorização para a produção de fármacos (e os demais produtos sujeitos à vigilância sanitária) estava prevista na Lei nº 6.360/76 ( art.50) e nada impedia ao Ministério da Saúde que solicitasse o concurso do CDI para a verificação da “capacidade técnica, científica e operacional” dos pedidos de autorização de produção.

 E assim a Portaria nº 4 prosperou e representou o principal marco na história da Química Fina no País, daquele período. 6 Waldyr Mendes Arcoverde, Hélio Marcos Penna Beltrão, João Camilo Penna, Ernane Galvêas e Antonio Delfim Netto, respectivamente. 7 Carta de 29/11/1983 da Associação Brasileira da Indústria de Base para fins Farmacêuticos – INBASI, assinada pelo seu presidente, pelo presidente da ABIFARMA e pelos representantes dos Grupos de Empresas de Capital Alemão e Americano.

 Embora não tenha sido necessária sua aplicação, pois a crise cambial ainda era importante8 , a Portaria nº 4 também previa que o CDI poderia indicar quais produtos deveriam ter sua importação dependente de autorização pela Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, eliminando-se, assim, a outra ponta da reação à substituição das importações. Os Interesses em jogo Mas o que estava em jogo? O que mobilizava tantos interesses, no governo e no setor privado, que justificavam os esforços empreendidos contra ou a favor da intervenção econômica no setor? As respostas são múltiplas. 

De fato, o que interessava em primeiro lugar, na visão do governo (em geral, mas com divergências na estratégia e na ideologia), era a substituição de importações de produtos da Química Fina, que contribuíam de forma relevante para o desequilíbrio da balança comercial9 . Por outro lado, fugia à logica das empresas estrangeiras, que dominavam o mercado, produzirem internamente os fármacos e intermediários que utilizavam, pois era de seu interesse continuar a importá-los, não só para vender a produção de suas matrizes, como para manter esse fluxo comercial, de modo a permitir-lhes a remessa disfarçada de lucros, com a consequente evasão de impostos. 

Tal estratégia possibilitava ainda a realização, mesmo com prejuízo nas operações internas - mas preservando o lucro nas matrizes -, da prática de dumping para alijar os eventuais concorrentes nacionais. A ameaça de algum produtor local poderia redefinir essa estratégia, fazendo com que a opção de produzir internamente se tornasse imperativa para a manutenção de seu domínio do mercado. Outra alternativa também intensamente utilizada era a compra do concorrente10 . 

Os laboratórios nacionais tinham seu acesso limitado ao mercado privado, pois seus produtos, embora similares aos dos laboratórios estrangeiros, concorriam em condições desvantajosas, uma vez que os medicamentos de referência – as marcas originais – eram naturalmente as preferidas na prescrição dos médicos, e, portanto, a eles interessava que o governo lhes reservasse o mercado governamental, se possível ampliado, permitindo-lhes assim ganhar escala e, eventualmente, buscar a verticalização pela produção dos fármacos que consumiam. 

Aos empresários do setor químico ou petroquímico que não possuíam participação no mercado de medicamentos interessava a produção de fármacos per se, pela substituição das importações, desde que o governo criasse barreiras à entrada das multinacionais e à importação de similares, garantindo-lhes assim o mercado interno. Estratégias de desenvolvimento Dado as características vigentes no mercado farmacêutico brasileiro, várias estratégias seriam aventadas pelo governo e muitas delas efetivamente transformadas em ações concretas.

 Os atores e a identificação de oportunidades de investimento Em primeiro lugar, era necessário promover o interesse de expressivos grupos privados nacionais, notadamente dos setores químico e petroquímico, em investir na produção de fármacos e intermediários, como atividade afim, procurando-se, ao mesmo tempo, incrementar a capacitação econômico-gerencial dos laboratórios nacionais, visando a se integrarem verticalmente com a produção daqueles insumos. Para tanto, os instrumentos das compras governamentais e das tarifas de importação deveriam ser aperfeiçoados para estimular a produção. 

Além disso, a participação acionária da Petroquisa poderia ser relevante para alavancar a participação do setor privado. Além disso, sendo a Petroquímica a principal fonte de matérias primas da Química Fina, a verticalização das empresas petroquímicas era um processo natural de diversificação. 8 A crise econômica e cambial conduziria o País ao Fundo Monetário Internacional – FMI em 1982 9 O déficit da balança comercial em 1980 atingiu US$ 2,9 bilhões. 10 Entre 1953 e 1975, 45 laboratórios tradicionais brasileiros foram vendidos a grupos estrangeiros. Nessa direção, em 1977 seria firmado convênio entre vários órgãos governamentais envolvidos no setor de Química Fina11, visando à realização de estudos técnicos e econômicos com vistas à formulação de um programa de implementação da indústria de Química Fina. 

A Petroquisa (em conjunto com a FIBASE e CEPED) ficou encarregada de apresentar estudos de identificação de oportunidades capazes de promover o desenvolvimento nessa área. Sendo crescentes as restrições à atuação das estatais, a criação da Norquisa em 1980, aglutinando as participações acionárias que empresas petroquímicas detinham no capital da Copene, empresas essas nas quais a Petroquisa era sócia minoritária, seria a forma de garantir a estratégia de crescimento do setor, concentrando, na nova empresa, privada, mas com participação indireta da Petroquisa, os lucros e dividendos gerados pela Copene. 

Com o mercado petroquímico praticamente atendido pela produção interna, esses recursos poderiam ser canalizados para a Química Fina. E deste modo a Norquisa passaria a exercer na Química Fina o papel até então exercido pela Petroquisa na Petroquímica. No âmbito do GS-III/CDI, em 1982 seria criada uma Divisão de Química Fina que passaria a contar com equipe técnica adequada e focada na realização dos estudos necessários para o desenvolvimento do setor. Essa equipe de competentes e valorosos engenheiros químicos12 teve a tarefa hercúlea de obter as informações técnicas e estatísticas necessárias ao conhecimento da Química Fina, até então indisponíveis.

 O levantamento manual de milhares de guias de importação, abrigadas em códigos genéricos, permitiria classificar, quantificar e ordenar os milhares de produtos do setor e, assim, identificar as oportunidades de investimentos. Estas informações também permitiram fornecer subsídios para a avaliação da oportunidade de instalação de centrais de intermediários orgânicos que contribuíssem para a integração dos diversos segmentos da indústria Química Fina13 . 

A desarticulação das marcas Sendo o mercado farmacêutico dominado pelas marcas comerciais detidas pelas multinacionais e nessa forma prescritas pelos médicos, os quais geralmente desconheciam os respectivos princípios ativos, era necessário mudar essa cultura por meio de regulação específica que passasse a privilegiar e induzir o conhecimento e a prescrição dos medicamentos pela sua denominação genérica.

 Haveria, portanto, que se forçar o uso dos nomes genéricos dos princípios ativos, em adição, e depois em substituição, aos nomes comerciais (marcas) dos remédios, como meio de colher o benefício da inexistência de patentes; receitando-se pelo nome genérico, se quebraria a hegemonia das grandes empresas do setor, com substancial redução de preços. Por outro lado, existiam mais de 10.000 denominações de fármacos, com múltiplas sinonímia de cerca de 2.000 fármacos e insumos farmacêuticos integrantes dos medicamentos registrados no País. 

Lembro-me de que a simples dipirona tinha mais de uma dezena de nomes técnicos distintos. Era, assim, necessária e urgente a padronização e simplificação da nomenclatura dos fármacos. Em trabalho conjunto dos técnicos da DIMED/SNVS e da Divisão de Química Fina do CDI, foi possível instituir as Denominações Comuns Brasileiras – DCB14, tarefa gigantesca dado a quantidade de designações acima indicada. A partir daí, facilitou-se sobremodo as atividades de controle da produção, importação, exportação e comercialização de produtos da área farmacêutica. 

Tornava-se então obrigatória o uso da nomenclatura DCB nos rótulos, bulas, prospectos e mais impressos referentes a medicamentos. Nos rótulos em particular, a DCB do fármaco deveria figurar abaixo da marca comercial do medicamento em tamanho não inferior a um terço desta15 . 11 O CDI, a Secretaria de Tecnologia Industrial – STI/MIC, a CEME, a Petroquisa, a Secretaria de Minas e Energia da Bahia, a Fibase/BNDE e o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento – CEPED/BA. 12 Liderada por José Coutinho do Nascimento e. depois, por Zich Moyses Jr., sob a minha coordenação, 13 

O projeto da Nitroclor, controlado pela Norquisa, materializaria essa concepção e entraria em operação em 1987, com suas primeiras unidades multipropósito de intermediários orgânicos. 14 Portaria Interministerial nº 01/MS/MPAS/MIC, de 6/9/1983. 15 Elevada para a metade pela Lei nº 9.787, de 10/2/1999, regulamentada pelo Decreto nº 3.181, de 23/9/1999. Embora a medida tenha sido inicialmente de aplicação lenta, revelar-se-ia mais tarde como passo fundamental na criação dos medicamentos genéricos16 . 

A adoção dessa nomenclatura poderia proporcionar também a prática da prescrição e o uso dos medicamentos desassociados de suas marcas17 . Compras governamentais A expansão da assistência farmacêutica oficial à população carente implicaria incremento da demanda por fármacos e demais insumos farmacêuticos, conferindo maior escala para a sua produção no País. 

Outro meio de se conferir escala para a fabricação dos fármacos seria a concentração da demanda em medicamentos da RENAME nas prescrições médicas realizadas no âmbito da rede governamental de assistência médica, proibindo-se a indicação de similares terapêuticos. A proposta era que adoção integral dos medicamentos da CEME seria realizada em duas etapas: em primeiro estágio, o Ministério da Saúde e o MPAS e seus conveniados seriam obrigados a adotar a lista RENAME, podendo, entretanto, adquiri-los no setor privado; em segundo estágio, a distribuição ao sistema oficial de saúde e seus conveniados passaria a ser exclusiva da CEME, assim que ela tivesse condições operacionais adequadas. 

Enquanto no 1º estágio a concorrência dos laboratórios fornecedores seria feita em torno das marcas comerciais, no 2º estágio tal concorrência, consideraria somente o princípio ativo, devendo vir escrito embaixo da marca comercial a denominação química18 . O mercado No início da década de 1980, a oferta de medicamentos – faturamento da ordem US$ 1,5 bilhão - era repartida da seguinte forma: cerca de 80% pelos laboratórios estrangeiros, 17-18%% pelos nacionais e 2-3% pelos laboratórios oficiais, repartição esta que permaneceria basicamente inalterada até o final da década. Quase a totalidade dos medicamentos era aqui formulada e embalada (a importação de medicamentos prontos girava ao redor de 2%).

 Na mesma época, a produção interna de fármacos era ofertada, em mais de 90%, por empresas estrangeiras, em sua maior parte para consumo cativo. Essa produção representava menos de 40% da demanda em valor e menos de 10% do número de produtos consumidos. As importações globais do setor atingiam mais de US$ 350 milhões. Do lado da demanda, 64% tinham origem no setor privado (prescrições em consultórios privados) e eram integralmente atendidas pelos laboratórios privados, enquanto 36% eram originários do sistema governamental (prescrições em hospitais governamentais ou conveniados), dos quais 11% eram atendidos pela CEME (com medicamentos RENAME adquiridos dos laboratórios privados e oficiais) e 25% pelos hospitais do INAMPS e conveniados, com medicamentos, em sua maioria, adquiridos dos laboratórios privados.

 As estimativas indicavam que, se parte dos custos dos medicamentos fosse absorvida pelo sistema de assistência social, para atender a população com renda de até dois salários mínimos, o acréscimo de demanda poderia elevar a participação da CEME no mercado nacional de 11% para 50-60%. A principal razão para essa limitação era a insuficiência de recursos orçamentários que não lhe possibilitava atender a rede conveniada do INAMPS e mesmo a totalidade dos hospitais estatais do INAMPS. 

Ao final da década de 1980, o sistema de compras de medicamentos RENAME estava centralizado na CEME, que os fornecia aos grandes consumidores estatais: a própria CEME e o INAMPS, além da maior parte dos Estados e 16 A Lei nº 9.787, de 10/2/1999, introduziu no País o medicamento genérico, o qual deveria trazer no rótulo apenas o nome do princípio ativo (DCB). 17 Pelo Decreto nº 793, de 5/4/1993, passaria a ser obrigatório o uso das DCBs na prescrição das receitas, no âmbito do SUS. 18 Entretanto a RENAME deixaria de ser nacional e passou a ser apenas do MPAS e, mesmo assim, não se tornaram obrigatórios, na prática, o consumo e a prescrição pelas denominações genéricas. 

Municípios. Entretanto a CEME atendia apenas parte do mercado governamental, pela mesma insuficiência de recursos orçamentários e por logística de distribuição inadequada; somente o INAMPS consumia 70% do orçamento da CEME. O controle dos investimentos e a proteção tarifária Era aspiração antiga do CDI o estabelecimento de controle de investimentos e/ou de desestímulos fiscais e creditícios, com a finalidade de prevenir as intenções de produção de fármacos e insumos farmacêuticos que inviabilizavam projetos em tramitação, já aprovados ou em execução.

 O exemplo bem-sucedido de política aplicada ao setor de defensivos agrícolas, com a gradação tarifária nas alíquotas do imposto de importação, escalonando-as em função dos índices de nacionalização praticados nas etapas de produção no País, deveria ser estendido aos demais segmentos da Química Fina. Do mesmo modo, era necessário regular a aplicação de alíquotas protecionistas à produção interna, de forma a não penalizar consumidores concorrentes, reduzindo-se, ao contrário, as respectivas alíquotas quando essa fabricação fosse cativa ou insuficiente para o atendimento ao mercado.

 Outra ação preventiva era adoção de instrumentos que possibilitassem inibir a prática de dumping, no momento prévio ou ao início de operação de plantas industriais no País. A preferência ou exclusividade à empresa nacional O tratamento a ser dado às empresas de capital nacional e as subsidiárias de empresas multinacionais era questão que dividia interesses e ideologias, tanto no governo, como obviamente no setor privado. O tema central da discussão residia na reserva ou não do mercado interno, ou pelo menos do mercado governamental, às empresas de efetivo controle nacional. Em relação ao mercado governamental, tinha-se que, sendo a função primordial da CEME a distribuição de medicamentos, ela realizava suas aquisições mediante licitação pública e, portanto, sem privilégios a empresas de capital nacional. 

A grande maioria das compras de medicamentos pela CEME era realizada em empresas de capital estrangeiro. A postulação dos laboratórios farmacêuticos era que a solução para reduzir o domínio da indústria farmacêutica por fatores externos seria conferir-lhes algum grau de preferência no acesso a esse mercado e, se possível, exclusividade. Do lado do governo, a CEME e a STI/MIC comungavam com essa orientação. O CDI, mais pragmático, embora concordasse que se deveria dar preferência às empresas nacionais, entendia que ela deveria se materializar mais pelo controle da oferta de fármacos (Portaria nº 4) do que pela oferta de medicamentos.

 Já a área econômica nem queria falar sobre isso. Nessa estratégia, o CDI recomendava que a CEME adotasse dois processos na aquisição de suas necessidades de medicamentos: para aqueles cujos fármacos não tivessem produção interna (ou mesmo existindo, não estivesse disponível para o mercado), as licitações de medicamentos seriam mantidas como tal; para os casos em que houvesse produção interna por empresas nacionais dos fármacos respectivos, estes seriam adquiridos diretamente (ou por licitação quando houvesse mais de um fabricante), sendo licitados apenas os serviços referentes à formulação dos medicamentos. 

Essa proposta era apoiada pelos fabricantes de fármacos não verticalizados com a produção de medicamentos. Por outro lado, não era objetivo da maioria do setor privado nacional e dos órgãos do governo atuantes no setor, estabelecer exclusividade para a empresa de capital nacional, de forma similar ao setor de informática, tão criticado à época. Buscava-se, sim, a redução da dependência externa naquilo que fosse essencial à segurança nacional e à reversão do processo de desnacionalização, até limites considerados razoáveis dentro da experiência internacional. Nenhum país é totalmente independente nesse setor.

 Portanto a questão estratégica central, que seria politicamente avaliada e assim decidida, resultaria em não se explicitar nos novos instrumentos normativos a preferência pela empresa de efetivo controle nacional para o setor de Química Fina, utilizando-se para tal fim as próprias diretrizes gerais do I PND-NR19, atuando-se, entretanto, de forma pragmática, a fim de neutralizar as pressões externas. Esse pragmatismo pode ser resumido pela declaração do ex-ministro Helio Beltrão, quando já indicado para a presidência da Petrobras20: - “Se uma empresa estrangeira apresentar um projeto para produzir no Brasil alguma substância química que ainda importamos só devemos aplaudir essa iniciativa. Mas, se o projeto da empresa estrangeira é o mesmo que uma empresa nacional está executando, aí cabe uma decisão política em benefício da empresa nacional”.

 O PROFARMA ainda se movia lentamente Mesmo com a edição da Portaria nº 4, o setor privado nacional do setor farmacêutico continuou pugnando pela aprovação do PROFARMA. Em novembro de 1984, atendendo-se à determinação do presidente da República para que os órgãos envolvidos chegassem a uma solução consensual sobre o programa, o ministro Murilo Badaró aceitou convocar o GIFAR com esse objetivo, sem sucesso entretanto. O Conselho de Segurança Nacional (CSN) também considerava, em fevereiro de 1985, que, apesar do importante passo dado com Portaria nº 4, ainda faltava ao País uma política industrial para o setor químicofarmacêutico, consubstanciada em lei. Com esse objetivo, propunha ao presidente da República a edição de um Decreto-Lei.

 Mas a solução adotada foi transformar o PROFARMA em projeto de Lei e encaminhá-lo ao Congresso Nacional, o que foi feito três dias antes do término do governo Figueiredo (12/3/1985), projeto esse que, após várias mutilações, seria engavetado no Congresso Nacional nos anos seguintes. No início do governo Sarney, a ABIFARMA voltaria à carga, diretamente ao presidente da República21, para que o setor fosse liberado à livre iniciativa e que os laboratórios oficiais fossem privatizados, além de outras postulações. 

Não obteria êxito: o presidente orientaria o ministro da Indústria e do Comércio22 para que adotasse “as medidas cabíveis para preservar as funções dos laboratórios estatais e da Central de Medicamentos – CEME, bem como dos laboratórios privados nacionais”. Em consequência, em julho de 1985 foram retomados os trabalhos do GIFAR. Aproveitando a oportunidade, a ALANAC também iria em novembro de 1985 ao presidente da República para apresentar seus subsídios para o desenvolvimento da indústria farmacêutica de capital nacional e propunha a adoção de uma Política Nacional para a Indústria Farmacêutica e Farmoquímica – PNIF, cujo objetivo central seria reduzir a dependência externa – econômica e tecnológica – do Brasil na área farmacêutica e farmoquímica. 

Suas diretrizes principais seriam: tratamento diferenciado às empresas privadas nacionais na aquisição de medicamentos pela Rede Oficial, no CIP e na CACEX, manutenção do Código de Propriedade Industrial e bloqueio à importação de fármacos já produzidos no País e à verticalização das multinacionais no setor farmoquímico. Nessa época, o presidente da República aprovou a E. M. nº 060, de 8/11/1985 (confidencial), da Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional, no sentido da constituição de outro Grupo de Trabalho Interministerial, sob a coordenação da SG/CSN, para o estabelecimento de uma Política de Desenvolvimento da Biotecnologia e da Química Fina no Brasil, com base em diretrizes ali propostas. 

Enquanto isso, o GIFAR, após sucessivas reuniões, apresentaria em 22 de maio de 1986, minuta de decreto que mantinha as propostas originais do PROFARMA, adaptadas à conjuntura vigente, bem como incluía os fármacos veterinários, e que, embora conferisse preferência e prioridade às empresas nacionais sob condições específicas, não lhes estabelecia exclusividade, nem restringia a atuação das empresas estrangeiras no País. 19 Lei nº 7.486, de 6/6/1986. 20 Gazeta Mercantil, de 1/2/1985. 21 Audiência em junho de 1985. 22 Roberto Gusmão.

 O tema logo ganharia as manchetes dos jornais: Governo estuda reserva de mercado para o setor químicofarmacêutico; Reserva para química é consenso oficial, diz ministro; Para ABIFARMA, mercado farmacêutico já é reservado 23 . Para tentar esclarecer as dubiedades, intencionais ou não, sobre a pretensa “reserva de mercado”, a minuta de decreto seria publicada na imprensa24 e, na mesma data, reafirmada a negativa à intenção de instituí-la: Negada reserva para química25; Proteção à química fina26 .

 Surgiu nessa época, fundada em 18/6/1986, a Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina – ABIFINA27, que passaria a concentrar e atuar na defesa das empresas do setor, em especial o químico-farmacêutico nacional. A publicação da minuta do decreto acirraria o debate na imprensa sobre a instituição da “reserva de mercado” para o setor e ganharia artigos e manchetes pró e contra. 

Podem ser destacados o artigo do senador Roberto Campos, em 16/7/1986, com o título Química abre nova zona de atritos28e a manchete Abifina apoia proposta do MIC de dar prioridade à produção nacional29, que publicava entrevista do presidente da ABIFINA, José Correia da Silva. Provavelmente em função dessa efervescência, foi convocada pelo secretário-geral do CSN30 a primeira reunião do GTI de Biotecnologia e Química Fina, ocorrida em 16/7/1986, quando foi estabelecida sua missão e dado a conhecimento do grupo, em caráter confidencial, as diretrizes presidenciais que orientariam os trabalhos do GTI. 

Essas diretrizes reproduziam, em linhas gerais, todos os documentos anteriores sobre o setor químico-farmacêutico e estendiam seus objetivos aos demais segmentos da química fina e à biotecnologia. As pressões externas continuavam. Em abril de 1986 os Estados Unidos tinha solicitado ao Brasil a realização consultas bilaterais a respeito do impacto da nossa legislação sobre os investimentos norte-americanos no Brasil nas áreas de produtos farmacêuticos e de química fina, com foco nos temas: ausência de proteção adequada a patentes; controle de investimentos estrangeiros; controle de preços e de política de preços; e registro de novos produtos.

 Solicitados pelo Itamaraty a oferecem suas observações sobre os temas indicados, os ministros da Indústria e do Comércio, da Fazenda, da Saúde e da Ciência e Tecnologia31 foram unânimes em se manifestarem pela defesa do não reconhecimento de patentes no setor, assim como propuseram reafirmar a legislação vigente sobre os demais temas, inclusive a Portaria nº 4, que consideraram instrumento mais brando que os adotados pelo Food and Drug Administration - FDA em relação a produtos de origem estrangeira. 

Ao submeter a matéria à deliberação do presidente Sarney em 22 de julho de 1986, o ministro das Relações Exteriores32adicionou que, em reunião realizada no Itamaraty no dia anterior, o governo americano tinha mencionado, especificamente, um projeto de decreto que estaria por ser assinado, criando uma reserva de mercado para produtos farmacêuticos, e, assim, sugeriu o ministro que as consultas fossem realizadas para demonstrar ato amistoso de preservação do diálogo bilateral.

 O presidente concordou com a realização das consultas, em despacho de 29/8/1986, mas excluiu a discussão sobre o tema de controle de preços. As consultas ocorreriam em 20/11/1986, e teriam consequências nos anos seguintes, mas o decreto não saiu. 23 FSP – 9/7/1986, 10/7/1986 e 11/7/1986. 24 FSP – 11/7/1986 25 FSP – 11/7/1986 – em que ministro José Hugo Castelo Branco corrigia sua declaração precipitada do dia anterior, confirmada pelo secretário-adjunto do CDI Ernesto Carrara. 26 FSP – 11/7/1986 – editorial em defesa da proposta. 27 Tinha como sócios fundadores: Vetec, Revela, Sespo, IQC, Libbs, Formil, Billy, Interlab, Paraquímica, IQT, Blanver, PanAmericana, Sintogram, RDM, Supre-Mais, Sulfabras, Sulfaquim, Iperobras e Químibras. 28 FSP – 16/7/1986 29 Gazeta Mercantil – 22/7/1986. 30 General Rubens Bayma Denys. 31 José Hugo Castelo Branco, Dilson Funaro, Roberto Santos e Renato Archer, respectivamente. 32 Roberto de Abreu Sodré. 

Os trabalhos do GTI de Biotecnologia e Química Fina, por outro lado, avançaram e suas conclusões foram submetidas, por meio da Exposição de Motivos SG/CSN nº 003/87, de 11/5/1987, assinada pelos ministros das Relações Exteriores, da Fazenda, da Agricultura, da Saúde, da Indústria e Comércio, da Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Planejamento da Presidência da República e pelo seu promotor, o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, ministro Rubens Bayma Denys. A E.M foi aprovada pelo presidente da República na mesma data, em caráter confidencial, e publicada no Diário Oficial em 13/5/1987, sem se explicitar seu conteúdo. Embora sem estar inserida no arcabouço legal e normativo, pois emitida em caráter confidencial, essa E. M. nº 003/87 representaria o coroamento dos esforços desenvolvidos por quase uma década no sentido de se explicitar uma política industrial para o setor de Química Fina no Brasil. 

Esse fato permitiria que, por ocasião do 1º Congresso de Química Fina no Brasil, pudéssemos afirmar com convicção, em 2/6/1987, que “já existe uma política industrial para o setor de química fina”. Os trabalhos do GTI teriam continuidade a partir de 17/6/1987, quando foi novamente convocado para iniciar a implementação dos instrumentos previstos na referida E. M. A partir daí, não se observaram novos embates, à exceção das consultas com os Estados Unidos, provocadas pela Pharmaceutical Manufacturers Association - PMA, no sentido de estabelecer proteção patentária à indústria farmacêutica, discussão que perduraria por vários anos até a resignação por parte do Brasil em 1996.

 Por outro lado, a E.M. nº 03/87 passaria a ser a Bíblia do setor no governo. Tendo sido nela ratificada a liderança do CDI na condução do setor, e com o apoio político do Conselho de Segurança Nacional - CSN, ficou facilitada a implementação de medidas para o desenvolvimento do setor, com alguma ação coercitiva sobre órgãos do governo não alinhados. Um exemplo disso foi o Aviso do secretário-geral do CSN ao ministro da Fazendo, em novembro de 1987, no sentido de reverter decisões da Comissão de Política Aduaneira – CPA que isentavam ou reduziam alíquotas do imposto de importação sobre produtos da Química Fina com produção interna ou prestes a iniciá-la, tendo como base a política preconizada pela referida E.M. Um representante do CSN chegaria a participar de reuniões da CPA, como suporte político às propostas do CDI no sentido de revogá-las. 

Um último colegiado, abrangendo agora toda a Química Fina, em decorrência de disposição da própria E.M. nº 03/87, seria criado pelo Aviso (MIC) nº 12/88, de 14/1/1988, aprovado pelo presidente da República, e incumbido de proceder a um exame global da política industrial sobre Química Fina e produtos farmacêuticos. Além dos representantes ministeriais, a iniciativa privada foi convidada a participar e esteve representada por diversas entidades ligadas ao setor33; a ABIFARMA, embora convidada, não enviou representante. 

As recomendações do GTI, formuladas em junho de 1988 e baseadas em amplo diagnóstico, seriam a de constituir uma Câmara Setorial, com representantes do governo e da iniciativa privada, conforme a modelagem prevista na nova Política Industrial do País lançada em maio de 1988, para a elaboração de um Programa Setorial Integrado – PSI, principal instrumento dessa Política, e, em caráter mais urgente, propostas relacionadas às políticas de Compras Governamentais e de Preços e Tarifas. 

Resultados A politica de preferência nas compras governamentais aos laboratórios nacionais, embora continuasse em debate durante largo período não teria grandes avanços, mas seria o embrião, muitos anos mais tarde, da adoção pelo Ministério da Saúde das denominadas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo – PDPs34 . 33 ABIFINA, ALANAC, ABIQUIM, Câmara da Indústria Anglo-Americana no Brasil – CIFAB e a Associação Brasileira da Indústria Químico-Farmacêutica – ABIQUIF. 34 

A partir de 2009, Zich Moyses Jr. seria movimentado do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio – MDIC para o Ministério da Saúde, onde pôde transferir toda a sua experiência adquirida no CDI no desenvolvimento da política industrial de Química Fina na década de 1980, dando origem as PDPs. 

Os resultados da política industrial de Química Fina e Químico-Farmacêutico podem ser aferidos, de uma forma minimalista, pelas médias anuais de investimentos realizados em três períodos característicos: 1965-1974 – ausência de política específica; 1975-1984 – coordenação das políticas de saúde e industrial; 1985-1989 – vigência da Portaria nº 4/87. Médias dos Investimentos em Química Fina e Fármacos em Projetos aprovados pelo CDI (Em US$1.000 de 1988) Setor Média Anual (1965- 1974) Média Anual (1975- 1984) Média Anual (1985- 198935) Química Fina 9.737 69.206 116.993 Fármacos 6.411 24.994 35.093 Fonte: CDI/GS-III. 

Conforme se verifica na tabela anterior, no que se refere à Química Fina em geral, a média anual do investimento no 2º período foi 7 vezes maior que no 1º período, enquanto no 3º período foi quase o dobro do 2º período, com taxas de crescimento em aceleração quando foi extinta a Portaria nº 4. Em fármacos, a média anual dos investimentos no 2º período foi cerca de 4 vezes a do 1º período, enquanto no 3º período a média anual de investimentos foi superior em 40% a do 2º período. 

A extinção do Conselho de Desenvolvimento Industrial O Conselho de Desenvolvimento Industrial – CDI seria extinto em 15 de março de 199036 , pelo governo Collor, no bojo da reforma administrativa que resultaria na fusão dos Ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio e do Planejamento, constituindo-se o Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento. Esse evento representaria verdadeiro divisor de águas para o setor químico e diversos instrumentos construídos ao longo do tempo pela Política Industrial virariam letra-morta, inclusive a Portaria nº 4/84. A abertura comercial que se seguiu, feita de forma açodada, determinaria a descontinuidade da produção de mais de 1.000 produtos da Química Fina e mais de 300 produtos tiveram seus projetos cancelados. 

A importância das políticas industriais Desde 1993 os agentes econômicos, públicos e midiáticos, na ocorrência de surtos de desemprego ou de déficits da balança comercial, tiveram reticentes espasmos de resgatar, ainda que de forma tímida e às vezes culposa, intenções de estabelecer alguma forma de política industrial. Tais proposições têm tido a preocupação explícita de desmentir uma eventual recaída às políticas desenvolvimentistas implantadas desde meados da década de 50 e especialmente nas de 70 e 80, que foram integralmente desarticuladas a partir de 1990. 

Há, inclusive, o cuidado de utilizar eufemismos para dissimular os objetivos, tais como nomeá-las de “políticas de investimento e competitividade”. Algumas observações, entretanto, merecem ser feitas para esclarecer alguns equívocos. 35 Os montantes dos investimentos realizados em 1989 foram estimados em função dos desembolsos previstos nos projetos aprovados. 36 Medida Provisória nº 150, de 15/03/1990. Em primeiro lugar, a situação de desemprego é, em geral, estrutural, e somente a retomada do investimento produtivo, e por decorrência do crescimento, é capaz de ofertar os empregos que são demandados a cada ano. É, porém, desejável que estratégias de desenvolvimento sejam formuladas para garantir a sustentabilidade do nível de emprego, no médio e longo prazos. 

No curto prazo, somente políticas compensatórias e medidas paliativas podem minimizar os efeitos de crises. Em segundo lugar, é preciso vencer o preconceito em relação à política industrial: de enxergá-la como veículo de estímulo à ineficiência, à não competitividade, ao protecionismo exarcebado etc. Nunca é demais lembrar que a infraestrutura econômica e a indústria brasileira que ainda subsiste e mantém os empregos atuais foi, em sua quase totalidade, resultado de políticas industriais explícitas, verticais, sempre alicerçadas em ideias-forças, senão consensualmente aceitas por todos, pelo menos compreendidas em sua inteireza. 

A chamada política nacional-desenvolvimentista, intensificada no período militar, tinha seus alicerces em algumas ideias-forças que não foram contestadas durante muito tempo, mesmo pelas forças políticas em oposição ao regime (que inclusive as mantiveram após a redemocratização), uma vez que espelhavam uma aspiração patriótica de construir uma grande nação. É mais que cristalino que o período histórico atual não permite sequer estabelecer paralelos, com aquele momento, para que instrumentos de política industrial então adotados pudessem simplesmente ser transplantados. Na realidade, o complexo período em que vivemos, de intensas e rápidas transformações, exigiria maior criatividade da política de desenvolvimento que viesse a ser implantada. Mas que precisamos com urgência dela, não pode haver dúvida nem preconceito. 

É preciso auscultar, identificar e definir estratégias e objetivos de desenvolvimento, inclusive, por que não, com a explicitação de setores, segmentos ou atividades prioritários à consecução dessas estratégias e objetivos, os quais poderiam inclusive ser objeto de apoio temporário, caso necessário. É preciso reconhecer que somente com a adoção de políticas horizontais, tão ao gosto dos liberais, exatamente porque têm efeito mínimo ou mesmo nulo (como dizia seu grande guru Roberto Campos: “a melhor política industrial é não ter uma política industrial”), não seremos capazes de minimizar os efeitos da concentração industrial. 

Ou seja, somente por meio de estratégias de desenvolvimento regional explicitadas setorialmente pelo Governo Federal, poderá ser combatida a verdadeira guerra fiscal entre os Estados na atração de indústrias. E como sempre os mais ricos terão mais a oferecer. É preciso, portanto, reconhecer que fazer política industrial significa, sim, aumentar o grau de intervenção do Estado e que essa ação pode (é necessário também admitir esse fato) ter efeitos benéficos para a sociedade.

 Em janeiro de 2016. Ernesto Carrara Jr. – engenheiro químico. Ex-Secretário-executivo do CDI e Ex-Coordenador do GS-III/CDI. ( 1977-fev. 1990).

Este é o legado que Carrara nos deixa e que temos a honra de, neste momento, compartilhar com a sociedade, em artigo escrito para a 

O CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL E A QUÍMICA FINA, por Ernesto Carrara Jr., janeiro de 2016.

A toda a família e amigos, nossos mais sinceros sentimentos. 

Nota:

Ernesto Carrara Jr/ primo de  Chiquinha Maravilha (Gamaliel Sales  Chagas, seu 4º avô Inacio Loyola   das Chagas Pereira, este  irmão de  Theodozio Pereira das Chagas, este trisavô paterno de Gamaliel S. Chagas (Chiquitinha  Maravilha) Inacio e Theodozio, ambos  matense |Mata de S. São João \Bahia. (Theodozio nascidos 1790, Inácio 1792).

==================================================


A INDÚSTRIA QUÍMICA E O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL 1500-1889, TOMO I: Dos primórdios da alquimia ao Brasil Imperial 1996. 348p.

FONTE\ http://allchemy.iq.usp.br/estruturando/novidade/livro-txt/texto27.html

CAPÍTULO I - tem como objetivo oferecer uma visão ampla da evolução da Química no mundo, algo ao longo dos séculos, passando por fases nem sempre distintas: filosofia, arte, ciência e indústria. Os comentários mais recentes da indústria química no mundo foram limitados atéa I Guerra Mundial, pois a partir da&iacu te; o desenvolvimento tecnológico acelerou-se de forma impressionante, tornando-a multifacetada.

                                                                                                                           

                                                                                                                         

O final do capítulo coicide com a instituição da Tarifa Alves Branco, em 1844, que introduziu níveis tarifários mais realistas para as importações brasileiras, tornando, como consequência, a impl antação de fábricas no pais mais atraente.

2vs. R$ 80,00

    CAPÍTULO III- tem como marco inicial a trasferência da Corte de Portugal para o Brasil, em 1808, diante das ameaças de invasão endereçadas por Napoleão Bonaparte. A partir daí, através de medidas inovadoras, d.João VI tentou promover a industrialização no Brasil. A aplicaçãode tais diretrizes, no entanto, mostrou-se tímida, pois as teses liberais predominavam sobre os conceitos protecionistas necessá ; rios aos empreendimentos lastreados em iniciativas ainda incipientes.


 CAPÍTULO II- procurou-se resgatar as principais atividades ocorridas durante os três séculos em que o Brasil permaneceu como colônia de Portugal. As restrições ao estabelecimento de indústrias impostas po r Portugal ao Brasil foram seguidas com extremo rigor e alinharam-se como uma das causas mais significativas para a defasagem ainda hoje percebida entre o grau de desenvolvimento do Brasil e o das nações tecnologicamente mais avançada s.


ERNESTO CARRARA JR. & HELIO MEIRELLES



Nota:

Ernesto Carrara Jr/ primo de  Chiquinha Maravilha (Gamaliel Sales  Chagas, seu 4º avô Inácio Loyola   das Chagas Pereira, este  irmão de  Theodozio Pereira das Chagas, este trisavô paterno de Gamaliel S. Chagas (Chiquitinha  Maravilha Inácio e Theodozio, ambos  matense |Mata de S. São João \Bahia. (Theodozio nascidos 1790, Inácio 1792).

Nenhum comentário:

Postar um comentário