O técnico Rogério Micale assumiu a Seleção Brasileira Sub-20 pouco antes da apresentação da equipe. Teve cinco dias de trabalhos em Atibaia e mais 10 na Austrália antes de embarcar para a Nova Zelândia, país sede do Mundial de 2015. É justamente isso que tem chamado a atenção da mídia que cobre o evento in loco. Como este time chegou à final exibindo um futebol tão vistoso?
- É a qualidade do jogador brasileiro. Nós nunca perdemos isso, qualidade na mão de obra. Eu não adicionei muita coisa. O que eles estão provando neste Mundial é que o jogador brasileiro ainda merece muito respeito - comentou Rogério Micale durante a coletiva de imprensa pós-jogo.
Não foi a primeira vez que esse questionamento surgiu durante o Mundial. Além de demonstrar um futebol leve, com troca de passes no chão, transição da zaga para o ataque de maneira objetiva e um busca constante pelo gol, esta Seleção Brasileira Sub-20 tem provado que o futebol coletivo dá resultados.
- O máximo que fiz aqui foi apresentar um conceito de jogo. Os jogadores compraram a ideia, entenderam o que estava sendo proposto e o resultado é isso que vocês estão vendo em campo. Não é à toa que é chamado de Seleção. São jogadores muito bons - explicou o técnico.
Boschilia, um dos jogadores mais experientes do grupo, já com um Sul-Americano e um Mundial Sub-17 no currículo, adiciona mais um ingrediente para tentar explicar o motivo desta equipe ter chegado à final na Nova Zelândia.
- Se olhar bem, não tem um jogador que seja o grande destaque. É todo mundo correndo por todo mundo, sem egoísmo, um fazendo a do outro quando precisa. Jogando com alegria, buscando sempre o gol, mas com responsabilidade, essa fórmula tem tudo para dar certo.