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(A Poesia do Corredor)
Chego do trabalho, calço o tênis de corrida
Visto a camisa e o calção, sigo para a pista
Ajusto o relógio, preparo logo a partida
Já estou correndo, olho ao redor, que vista!
Montanhas, rios, e lagos, árvores, casas e gente
Tudo desfilando panoramicamente, que paisagem!
Respiro o oxigênio puro, vitalício, vou em frente
Pensando, medito enquanto corro, recebo mensagens...
É a minha mente livre, inspirando-me poeticamente
Imagens lindas! E, captando energias do além
Vai fortalecendo meu corpo, docilmente
Sinto-me feliz, porque a corrida me faz bem.
A cada quilômetro percorrido
Estabeleço um ritmo adequado
Subindo e descendo ladeiras, corro
Sempre a cada passo, respirando controlado.
É a técnica treinada com resistência
Força, energia e muita paciência,
Superando meus limites, aprendo a viver
Sim, corro! Corro! Porque sei que vou rejuvenescer...
Poetizada em 13/02/1985
Poesia em homenagem a todos os corredores de ruas (pedestrianismo) e amantes do atletismo. Direitos Autorais registrado em nome de Gamaliel.
PRINCIPAIS CORRIDAS
Gamaliel Sales Chagas poeta desde os 19 anos de idade (1970, maratonista, futebolista, pesquisador, historiador,narrador de futebol, matense, nasceu 07/07/1951 na rua Luís Sepúlveda Garcez (Centro, Mata de S. João)
Correu 15 maratonas em 6 estados do Brasil de 1983-87 (S. Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e João Pessoa)
2 maratonas em Nova York (1984 e 1986)
2 São Silvestre (1983, 1984)
Bi-campeão de 5 e 10 mil metros, Fonte Nova ( 1983+84) – (1984/85)
Escolhido o Maratonista Baiano e revelação do Atletismo da Bahia de 1984, pela AVAB – Associação de Veteranos de Atletismo da Bahia
Correu 30 km de São Cristovão/ Aracajú pela BR 101 no ano de 1986
Melhor tempo em maratonas: 2 h 59 min. (Salvador, 13/07/1985)
Uma volta na Lagoa Rodrigo de Freitas RJ (7,8 km), ficando em 5º lugar na geral e 1º na faixa etária (35 anos)
Melhor tempo nos 5 e 10 mil metros, 17 min. / 32 min. 30s).
Melhor tempo em meia-maratona (21,100 km), 1 h 17 min.
O GUERREIRO DO FUTEBOL BAIANO AOS 38 ANOS!
Totinga Galiciano, DIASDAVILENSE! Volante destaque do futebol baiano aos 38 anos vigor físico, técnica, garra, um guerreiro abençoada por Deus, um atleta de Cristo!
Colo-Colo tentará novamente acesso à elite do Baiano de Futebol (Foto José Nazal).
Totinga defendendo botafogo na segundona 2012, Totinga o 7° na foto da esquerda para a direita.
FONTE BAHIA NOTÍCIAS
Segunda, 17 de Fevereiro de 2014 - 11:30
Silvio Pinheiro
por Evilásio Júnior/ Rodrigo Aguiar/ Juliana Almirante | Fotos: Francis Juliano
O titular da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), Silvio Pinheiro, responsável por orquestrar a desocupação de comerciantes do entorno da Favelinha, localidade da Avenida Magalhães Neto, em Salvador, nega, em entrevista ao Bahia Notícias, o registro de qualquer ato truculento durante a ação do dia 9 de fevereiro. “Do ponto de vista da prefeitura, tudo que poderia ser feito para mitigar o impacto foi feito. Agora, não existe parto sem dor. Não há como fazer a demolição de imóveis em área pública sem gerar algum tipo de estresse naquele momento”, afirma. Apesar dos protestos dos comerciantes que alegam não terem sido comunicados sobre a data da demolição dos imóveis, o superintendente justifica que a pasta não tem obrigação de prestar o aviso.
Segunda, 10 de Fevereiro de 2014 - 11:00
Alice Portugal
por Evilásio Júnior / Sandro Freitas | Fotos: Alexandre Galvão
Um dos nomes cotados para ser vice na chapa que está sendo montada pelo governador Jaques Wagner (PT) – “coordenador do processo” – e que tem o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), na cabeça, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), não esconde que “apenas” por causa da aliança nacional não está do lado da senadora e pré-candidata ao governo pelo PSB, Lídice da Mata. “Apenas por isso. Apenas pelo palanque nacional. Mas, isso não significa hostilizar e nem mudar o perfil”, pontuou. A comunista ainda avisa que as pretensões do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de derrotar a presidente Dilma Rousseff (PT), podem ser um “empecilho para a manutenção do projeto” do PT e aliados.
Segunda, 03 de Fevereiro de 2014 - 11:19
Pedro Galvão
por Carol Prado, Evilásio Júnior, Sandro Freitas e Rodrigo Aguiar
Recém-empossado secretário estadual de Turismo, o empresário Pedro Galvão anunciou que a pasta terá uma nova superintendência, para tentar evitar o retorno de recursos federais aos cofres da União por falta ou atraso na apresentação de projetos. Indicado pelo PR para assumir a Setur, Galvão calcula ter o apoio de “95% do trade turístico” e cita a requalificação da Baía de Todos-os-Santos e do turismo náutico como prioridades da sua curta gestão, embora reconheça que o objetivo é dar apenas o pontapé inicial.
Segunda, 27 de Janeiro de 2014 - 11:20
Rosemma Maluf
por Marília Moreira, José Marques e Carol Prado
Secretária de Ordem Pública de Salvador fala sobre o novo modelo de organização do espaço público da cidade e de pontos que dividem opiniões, como a relocação dos camelôs, o ordenamento das barracas de praia e a exclusividade concedida a marcas patrocinadoras no carnaval.
Recém-reeleito presidente nacional do PT, o deputado estadual por São Paulo, Rui Falcão, se esquivou de alguns assuntos durante a entrevista ao Bahia Notícias, mas deixou nas entrelinhas recados para adversários nas eleições de 2014, até aliados sem “compatibilidade” com o programa de governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Após considerar “natural” a ambição do PMDB por mais cargos – “regra do jogo” – o petista avaliou que o presidente do PMDB na Bahia e pré-candidato ao governo do Estado, Geddel Vieira Lima, não está apenas “contra Dilma”, mas também “contra” o vice-presidente da República e presidente de honra do PMDB, Michel Temer. “O voto para Dilma é o voto em Michel. O voto contra Dilma é o voto contra o Michel”, argumentou. Sem querer “interferir na dinâmica dos aliados”, Rui Falcão garantiu que a postura de Geddel e do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) – de legendas aliadas, mas críticos de Dilma – seria tratada com rigor no Partido dos Trabalhadores. “Se fosse no PT, nós íamos tomar as medidas politicamente contidas no estatuto para evitar que isso ocorresse”, prometeu. Em relação a outro adversário, o presidente nacional do PSB, pré-candidato à Presidência e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Falcão desconversa sobre a política de “isolar” o socialista, mas lembra que o PT tem outro nome para puxar os votos da região. “Temos um nordestino com muito peso também que é o presidente Lula, que também vai ajudar o Rui Costa e outros candidatos. [...] Lula estará livre, leve, solto e com muita saúde, fazendo campanha no país inteiro”, avisou. Sobre as pretensões – como candidato – Lula tem se comparado ao ex-piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher, com certo receio de um volta fracassada, o que Rui Falcão acha improvável. “Estou muito certo que ele seria muito bem recebido pela população brasileira”, acredita. Em época de mensalão, o petista ainda assegurou que a sigla “não tolera corrupção”. E é da ação penal 470 que vem o maior erro do PT em 12 anos de poder, na avaliação do presidente. Foi o fato de a legenda ter aceitado o “financiamento privado de campanha não declarado”, que gerou o processo no Supremo Tribunal Federal, que o petista acredita ser um equívoco, já que o caso teria de ser tratado como “crime eleitoral”.
Segunda, 13 de Janeiro de 2014 - 14:00
Eliana Calmon
por Evilásio Júnior, José Marques e Fernanda Aragão | Fotos: Alexandre Galvão
Eliana Calmon já foi juíza federal, procuradora da República, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedora nacional de Justiça. Em 2014, já aposentada, a ex-magistrada decidiu enfrentar um novo desafio: concorrer a um cargo no Senado. Anunciada como pré-candidata pela dobradinha PSB-Rede Sustentabilidade, em dezembro de 2013, Eliana contou ao Bahia Notícias qual a sua intenção em entrar para a política brasileira e demonstrou conhecer os obstáculos que deverá superar para fazer a diferença, caso seja eleita. “Para quem não é profissional do ramo é muito difícil enfrentar o eleitorado, mas eu acho que nós precisamos começar. Senão, não muda. A mudança só vem a partir do momento em que tomamos a deliberação de querer mudar”, declarou. A baiana postulante ao Senado também confessou ter sido apadrinhada politicamente pelo senador Antônio Carlos Magalhães para chegar ao posto de ministra do STJ. Ela disse que não teve nenhum envolvimento com ele posteriormente. "Eu joguei as regras do jogo. Eu não poderia ser diferente, senão eu não seria ministra. É diferente de agora. O que eu acho importante para a nação é a gente mudar as regras do jogo e eu sei que não é fácil. Mas a população quer mudança e a maior prova disso foram os movimentos nas ruas", explicou. Eliana ainda criticou o envolvimento do Tribunal de Justiça da Bahia com o governo do Estado e decretou: “O maior problema do Judiciário baiano não é a corrupção, é a inação”.
Segunda, 06 de Janeiro de 2014 - 12:00
Guilherme Bellintani
por Carol Prado / Evilásio Jr. / Marília Moreira / Sandro Freitas/ Alexandre Galvão
Após o que foi considerado por muitos como o maior Réveillon de Salvador, Guilherme Bellintani, secretário do Desenvolvimento, Turismo e Cultura, tem a missão de preparar a cidade para o Carnaval de 2014. Em entrevista ao Bahia Notícias, o gestor comentou, entre outras coisas, o patrocínio de grandes empresas de bebidas na festa de Momo e o que, para ele, é o futuro do festejo na capital baiana. “Para mim, o ciclo de ocupação do espaço do carnaval não vai na linha 'ou é trio com corda ou é trio sem corda'. Isso é uma discussão antiga. Para mim, a gente deve ir no meio do caminho”, disse, ao refutar a hipótese de que o trio sem cordas seja a solução para a revitalização do evento. Se tudo acontecer como Bellintani imagina, os donos de vagas de blocos no circuito que fazem disso um comércio paralelo terão uma dor de cabeça este ano. “Pela primeira vez, a Secretaria da Fazenda junto com a gente está fazendo um protocolo em que a gente vai acompanhar isso via CNPJ, e aí que a gente vai conhecer. Será que a empresa tal que é dona do bloco 'X' está pagando ISS? Não está porque ela está alugando para empresa tal. Então começa a ter algum problema”, esclareceu. O bloco Bróder, do ex-jogador de futebol Edilson, o "Capetinha", que já esteve envolvido em negociações paralelas, não sai mais este ano, por exemplo. “Para mim não desfila mais”, decretou.
Segunda, 30 de Dezembro de 2013 - 00:00
Jaques Wagner
por Evilásio Júnior | Fotos: Manu Dias/ GOV BA
Cotado para assumir um Ministério, caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita, o governador Jaques Wagner nega haver qualquer "amarração" com a mandatária para que volte à Esplanada após deixar o comando do Estado. Ex-titular do Trabalho e das Relações Institucionais no governo Lula, aos 62 anos, o petista reconhece, no entanto, o desejo de retornar a Brasília. "Se ela me chamar, será um orgulho, mas não tem nenhuma promessa, nenhum compromisso de eu virar ministro", pontuou, em entrevista ao Bahia Notícias, ao negar ainda que exercerá o papel de coordenador da campanha de Dilma no Nordeste. O chefe do Executivo baiano, que também decidiu não postular nenhum cargo em 2014, considera "uma bobagem" planejar a próxima sucessão presidencial, mas admite: "é claro que o meu nome é um dos três, quatro, cinco citados dentro do PT, se for o PT que irá capitanear a chapa em 2018".
O prefeito de Salvador adiantou as principais mudanças da capital que acontecerão a partir de 2014, como intervenções no trânsito, a concessão da Estação da Lapa – com provável retirada dos ambulantes do local – e a licitação do transporte público. Também relembrou medidas conflituosas que teve que tomar este ano, como as mudanças na cobrança do IPTU. Segundo o prefeito, se o Fórum Empresarial judicializar a questão, como fez em São Paulo, haverá um “descumprimento de acordo”.
Terça, 17 de Dezembro de 2013 - 00:00
Paulo Câmara
por Evilásio Júnior/ Rodrigo Aguiar | Fotos: Marcela Gelinski/ Bahia Notícias
O presidente do Legislativo de Salvador, Paulo Câmara (PSDB), em entrevista ao Bahia Notícias, descartou a possibilidade de concorrer a um cargo nas próximas eleições. Com o mesmo discurso dos partidos contrários ao governador Jaques Wagner (PT), o tucano disse apostar na concretização da "união das oposições" e evitou apostar quem será o candidato do bloco.
Segunda, 09 de Dezembro de 2013 - 11:00
Célia Sacramento
por Rodrigo Aguiar, José Marques, Alexandre Galvão e Sandro Freitas
Vice-prefeita de Salvador e pré-candidata a presidente da República, governadora ou deputada federal, Célia Sacramento (PV) avalia o primeiro ano da nova gestão da capital baiana e garante que “o prefeito ACM Neto (DEM) é uma pessoa de esquerda”, apesar de nunca ter perguntado ao democrata de que lado ele se considera. Ao avaliar o legado da família Magalhães, ela diz que “nenhum gestor público da Bahia teve o cuidado com a cultura afro como o senador Antônio Carlos Magalhães”. A vice-prefeita também elogiou o sistema de cotas raciais e disse que ser contra a medida é prova de “desconhecimento” ou “racismo”. “Não é politicamente correto falar, mas sempre digo isso, tem vários negros que são racistas. Mas claro que 99% são brancos”, apontou.
Antes de ter sua candidatura ao governo oficializada, o chefe da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, dizia que falaria "somente como secretário" até o dia 30 de novembro, data estipulada para o anúncio do candidato do PT ao governo estadual. Três dias depois de ser indicado para disputar o cargo máximo do Executivo baiano, o petista conversou com o Bahia Notícias sobre o novo status.
Segunda, 25 de Novembro de 2013 - 11:15
Everaldo Anunciação
por Rodrigo Aguiar, José Marques e Carol Prado
Eleito no último dia 13 com 74,45% dos votos de filiados ao PT na Bahia, o novo presidente do diretório estadual do partido, Everaldo Anunciação, parece resumir bem o atual conjunto de tendências majoritárias na sigla. Com 53 anos e relação estreitíssima com os movimentos sindicais - foi presidente da Associação dos Técnicos Agrícolas do Cacau (Stac), diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Bahia (Sintsef) e dirigente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT-BA) -, ele sustenta a postura de alianças adotada e elogia os novos caminhos trilhados pela legenda para obter sucesso nas urnas.
Segunda, 18 de Novembro de 2013 - 11:40
José Mascarenhas
por Evilásio Júnior / Rodrigo Aguiar / Bárbara Affonso
Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor da Odebrecht, o empresário José Mascarenhas acredita que, após a eleição para o cargo máximo da entidade estadual, em janeiro de 2014, ainda tem a contribuir com a instituição, depois de comandá-la entre 1992 e 2002 e, novamente, nos últimos três anos.
Segunda, 11 de Novembro de 2013 - 11:00
Albérico Mascarenhas
por Evilásio Júnior, Sandro Badaró e David Mendes | Fotos: Alexandre Galvão
Sete anos longe da vida pública, Albérico Mascarenhas, que comandou a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) até o último ano do governo Paulo Souto (2002-2006), aceitou o convite do prefeito ACM Neto (DEM) e assumiu a Secretaria da Casa Civil da prefeitura de Salvador. Aos 57 anos, Mascarenhas passou a comandar a pasta considerada uma das mais importantes da administração soteropolitana , que está diretamente ligada ao prefeito, e ficará responsável pelo monitoramento e articulação com todas as secretarias municipais. Entre as atribuições, Mascarenhas terá que fiscalizar o cumprimento do plano de metas estabelecido pelo prefeito. Neto já declarou que quem não seguir o planejamento pode deixar o cargo. “Temos talvez que acender o sinal vermelho para dois ou três projetos, acredito. Projetos que não necessariamente dependem de uma vontade única do secretário. Você tem projetos que são transversais a várias áreas e que, às vezes, você não consegue evoluir. Por exemplo, a Salvador Negócios é uma coisa nova, estamos formatando ela. A previsão é de implantar o projeto em abril do ano que vem, mas hoje já colocamos uma luz amarela”, afirmou. Entrevistado da semana do Bahia Notícias, o secretário falou ainda sobre a contratação pela prefeitura da empresa de consultoria McKinsey, por R$ 6 milhões, com dispensa de licitação. “A contratação está respaldada na Lei 8666, no artigo 13, inciso 13, e no artigo 25, inciso 2, que preveem essa modalidade de contratação por empresa de notória especialização e saber, dentro de regras previamente estabelecidas na lei, que vão desde a singularidade do objeto. Isso está justificado porque o planejamento estratégico é uma coisa singular, arrojada e algo inteiramente novo na gestão pública brasileira. A notória especialização da empresa, a maior de consultoria nessa área no mundo”, explicou. Questionado sobre o atual cenário político baiano e sobre as eleições no próximo ano, Mascarenhas se esquivou e as respostas foram sempre as mesmas: “Está fazendo uma pergunta à pessoa errada (...) Continuo e serei sempre um técnico”, desviou.
Segunda, 04 de Novembro de 2013 - 12:59
Marcelo Nilo
por Evilásio Jr., José Marques e Sandro Freitas
Em uma incessante corrida para viabilizar candidatura ao governo da Bahia, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), não avalia as 1.200 entrevistas que concedeu a rádios em 2013 e as inserções televisivas em que diz que as obras da Bahia “passam por sua caneta” como propaganda antecipada. “O que estou querendo é me tornar conhecido. Estou querendo levar meu projeto”, considerou, em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo ele, se for para “impugnar quem faz política antecipada”, os pré-candidatos Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (PSB), Eduardo Campos (PSB) e a própria presidente Dilma Rousseff (PT) teriam que ser penalizados. “Você acha que ela [Dilma] veio inaugurar a Via Expressa apenas pela parte administrativa? Claro que foi política”, considerou. O pedetista pleiteia, se não o cargo máximo do Executivo baiano, ao menos um espaço na chapa majoritária. De preferência, aliada ao governador Jaques Wagner. Ele não dispensa, no entanto, completar oito meses à frente do governo, em um mandato tampão, caso Wagner e o vice-governador Otto Alencar renunciem para concorrer à disputa do ano que vem. “Um mandato tampão é uma honra, porque são nove meses e dá para você fazer um projeto como Otto fez quando foi governador. Eu nunca disse que não aceitaria. Eu disse apenas que isso não está colocado à mesa”, pincelou. Com a proximidade das eleições, o parlamentar também foi posto à prova com acusações de que haveria desvio de função nos policiais militares lotados na AL-BA e beneficiamento do “paquera” de sua filha, Natália Nilo, como subprocurador do Poder Legislativo do Estado. Ele nega ambas as denúncias e refuta uma “aposta” feita pelo denunciante, o Capitão Tadeu (PSB). O socialista disse que renunciaria caso não houvesse irregularidades nas funções dos PMs na Casa. Por outro lado, cobrou que Nilo deixasse o cargo caso os problemas fossem detectados. “Eu gosto muito do deputado Tadeu. Mas ele foi infeliz. Ninguém pode apostar o que não tem. Eu não posso apostar um mandato de 140 mil votos contra um de 30 mil sub judice pelo Tribunal Superior Eleitoral”, comparou. Confira a entrevista de política na íntegra!
Segunda, 28 de Outubro de 2013 - 11:00
Ivanilson Gomes
por Evilásio Júnior/ David Mendes/ Alexandre Galvão
O presidente licenciado do Partido Verde (PV) e secretário municipal da Cidade Sustentável, Ivanilson Gomes, declarou que a possibilidade de a legenda apoiar o PT na Bahia, em 2014, é remota. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele praticamente cravou a participação do PV no campos das oposições, sobretudo em virtude de o acordo com o prefeito ACM Neto estar "de vento em popa". "O PV passou um tempo sendo satélite do PT, mas agora compreendemos que o projeto deles não é o nosso. [...] Tivemos dificuldades com o PT, não havia discussão e algumas outras atitudes foram nos afastando deles", declarou. O verde falou também da ambição do grupo para as eleições de 2014. “Nessa última eleição tivemos um bom resultado eleitoral. Somos um partido jovem e tivemos um crescimento. Agora estamos trabalhando no sentido de ocupar um espaço maior não só no sentido de deputados estaduais e federais, mas também com governadores”, apostou. A possibilidade de ter o nome da vice-prefeita de Salvador na disputa pela Presidência da República também foi abordada. Segundo ele, Célia Sacramento se colocou à disposição da legenda e espera uma resolução dos dirigentes. O secretário criticou a saída da vereadora Ana Rita Tavares do PV, ao considerar a atitude como uma "traição". “Quando você muda de partido, você trai a confiança de quem votou em você. As pessoas votam também no partido. Elas se sentem traídas e isso é muito ruim”, avaliou. Gomes falou ainda das futuras ações da sua pasta e se colocou como pré-candidato a deputado federal.
Segunda, 21 de Outubro de 2013 - 10:55
Carlos Gilberto Farias
por Evilásio Júnior, Francis Juliano e Rodrigo Aguiar | Fotos: Marcela Gelinski
Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o engenheiro agrônomo Carlos Gilberto Farias lançou sua candidatura para comandar a entidade e tirar da presidência José Mascarenhas, definido por ele como “um homem probo, muito trabalhador, mas imperial”. Ele acredita ser um representante do industrial legítimo – ou “puro sangue” – defendido para presidir a Fieb. “Nunca fiz política partidária, por entender que a vida empresarial é incompatível com a vida política. Eu acho que a Fieb precisa ter um industrial legítimo como candidato, puro-sangue. Até hoje, depois do doutor Orlando, há 43 anos, que a Fieb não tem um industrial legítimo”, diz o candidato, que promete não desistir do bate-chapa contra Mascarenhas. Em entrevista ao Bahia Notícias, o diretor institucional da Agrovale defende uma gestão participativa, com maior influência dos sindicatos, e critica a atual estrutura da Fieb, que estaria pouco alinhada com a Confederação Nacional das Indústrias. “Não podemos de forma alguma não ter uma importância na gestão da CNI. E por que não temos? Porque ficamos no canto parados, não reivindicamos e lutamos. Não chegamos para dizer: ‘Ei, rapaz, o que é isso? Eu não aceito a sexta vice [presidência]’. Aquilo é uma confraria. É uma coisa como o Clube Rotary. Tem 30, quatro trabalham e os outros vão no dia de comer”, compara. No entendimento do candidato, a explicação para boa parte das deficiências da atual administração pode ser explicada pela relação do presidente com uma empreiteira. “A gestão atual é muito ligada a uma empresa única, a Odebrecht. Mascarenhas é um funcionário da Odebrecht”, afirma. Além de uma maior articulação junto à CNI, o vice-presidente da Fieb argumenta ser necessária a interiorização, para atender a cidades menos assistidas, e diz não contar com o apoio do governo estadual na disputa, embora reconheça a preferência. “O governo tem apenas simpatia pela minha candidatura, como teria por outras, porque o governo quer fazer renovação. Quer que as pessoas não se perpetuem nas coisas; este é o pensamento”, define.
Segunda, 14 de Outubro de 2013 - 15:45
José Sérgio Gabrielli
por Evilásio Júnior, Sandro Badaró e David Mendes | Fotos: Bahia Notícias
Há um ano e meio à frente de uma das mais importantes pastas do atual governo da Bahia, responsável pelo planejamento das políticas de desenvolvimento do estado, José Sérgio Gabrielli, entrevistado da semana no Bahia Notícias, corre contra o tempo para tentar emplacar a sua candidatura na disputa pelo cargo que será deixado pelo seu correligionário, o governador Jaques Wagner (PT). Para tanto, ele admite contar com o apoio de figuras históricas do partido, a exemplo do ex-presidente Lula e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, condenado no processo do mensalão. "É verdade, mas isso não quer dizer que será eu, ou eles não apoiarão ninguém. Não é verdade que eles vão dizer: 'ou é Gabrielli, ou não é ninguém'", reconhece. Apesar de ter retornardo ao estado em fevereiro de 2012, após comandar a maior estatal do país por nove anos, ele diz que sempre esteve no centro das discussões e no encaminhamento dos grandes temas e das transformações políticas do estado. “Claro que passar nove anos fora leva a você ficar um pouco distante do eleitorado. (...) Eu não acredito que esse afastamento de nove anos no dia-a-dia da Bahia tira a minha característica e a minha natureza baiana, aliás, baiano nascido em Salvador”, destacou. No bate-papo, Gabrielli fala da atual disputa interna do partido para a escolha do nome petista que vai disputar a cadeira que será deixada por Wagner. “É um nome do PT. Evidentemente terá que ser aceito pelos aliados, mais uma razão para acelerar a decisão do PT, porque se o PT não toma decisão, os aliados não podem tomar decisão. Ninguém toma uma decisão só com o partido, precisa saber quem é o candidato”, avaliou. Segundo ele, a escolha tem que ser baseada, principalmente, no possível quadro eleitoral que já começa a ser desenhado e sugere: “O PT tem que apresentar um nome que enfrente uma realidade. (...) E quem decide isso? Não pode ser só o governador. O governador é o comandante, mas não pode ser ele só", alerta.
Segunda, 07 de Outubro de 2013 - 11:00
José Agripino Maia
por por Sandro Freitas / Fotos: Marcello Cazuquel
Ex-prefeito de Natal, ex-governador do Rio Grande do Norte e no segundo mandato no Senado pelo mesmo estado, José Agripino Maia é hoje presidente nacional do Democratas e tem uma tarefa árdua: recuperar um partido que perde votos desde 2000, mas que voltou a ganhar força, em especial na Bahia, com a eleição do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM). A um ano da eleição para governador do Estado, o DEM se articula com a oposição – PSDB, PMDB e outros partidos – para lançar um nome de consenso, mas dentro da legenda é grande a pressão para que o antecessor de Jaques Wagner (PT) volte a concorrer: Paulo Souto. O cacique máximo do DEM deixou o pedido claro nesta entrevista ao Bahia Notícias: “Tomara que seja”. E a intenção é enfrentar uma sigla que cresce desde 2006 na Bahia, o Partido dos Trabalhadores, o qual o senador do RN avalia que “evoluiu” e concorda com o comunista Daniel Almeida, que sinalizou um distanciamento dos petistas da esquerda. “O PT entendeu que a filosofia que é a nossa [Democratas] é a certa para o mundo de hoje. O PT está evoluindo, muito embora demonizava [a direita] até pouco tempo, está se aproximando das privatizações”, cutucou o democrata. No entanto, além da presidente Dilma e de Wagner, o DEM e aliados têm um nome difícil de combater, o ex-presidente Lula, a quem Agripino credita parte do desenvolvimento do país. “Vamos reconhecer uma coisa positiva. Ele fez bem, ele estabeleceu a evolução do programa Bolsa Escola para o Bolsa Família”, admitiu. A importância da Bahia – “number one” – e a responsabilidade de ACM Neto em ser o novo líder do DEM também foram pontos abordados na entrevista exclusiva ao BN, além da possibilidade de Eliana Calmon concorrer ao Senado pelo partido. Agripino já avisou que o diretório estadual precisar arranjar espaço para a ministra.
Segunda, 30 de Setembro de 2013 - 11:00
Zé Neto
por Evilásio Júnior e Sandro Freitas | Edição: José Marques
Líder da bancada do governo na Assembleia Legislativa da Bahia desde 2011, Zé Neto (PT) vive a maior crise que o Estado e a Casa passaram desde então. No Executivo, o governador Jaques Wagner anunciou um contingenciamento de despesas que afetou o trabalho de muitas pastas e deve acarretar também em dificuldades para a AL-BA fechar o ano no verde. Já no Legislativo, denúncias do aliado Capitão Tadeu (PSB) contra seus pares sobretudo o presidente Marcelo Nilo (PDT) em relação ao desvio de função de policiais militares no órgão afetaram em cheio a uma legislatura que, até o momento, é tida como corporativista, com boa distribuição de cargos entre os parlamentares e poucas acusações e pedidos de investigação entre os iguais. Em entrevista ao Bahia Notícias, Zé Neto minimiza os problemas e diz que, em relação aos PMs em desvio de função, é preciso apurar, mas não vê grandes irregularidades. Ele também corrobora com a fala de Nilo de que PM em função dupla é economia. Um policial também não dirige uma viatura? Se você vir por essa ótica é uma questão de economia e não um gasto a mais, considerou, sobre os militares usados como motoristas pelo presidente e outros deputados. O petista também comentou a eleição de 2014, que considera vantajosa para a base de Wagner. Estamos muito melhores que a oposição. A oposição está muito fragilizada porque não conseguiu ser oposição, não conseguiu fazer contraponto ao projeto. O que Geddel [Vieira Lima] tem dito parece coisa de vereador do interior, considerou. Ele evita se posicionar a favor de um dos quatro candidatos do PT ou dos outros nomes governistas. Tem que trabalhar, se a gente ficar concentrado nos nomes e ficar nesse puxa-e-estica, nesse festival de especulações, nem Lula vai conseguir resolver o problema [de eleger alguém em meio a uma crise], brincou.
Segunda, 23 de Setembro de 2013 - 11:00
Edvaldo Brito
por Evilásio Júnior, Rodrigo Aguiar e Alexandre Galvão | Fotos: Cláudia Cardozo
Principal opositor ao novo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Salvador, o vereador Edvaldo Brito (PTB) justificou o seu argumento de que a questão pode ser judicializada ao pontuar que o "projeto está cheio de contradições e inconstitucionalidades". Em entrevista ao Bahia Notícias, ele criticou a votação na Casa e a postura dos colegas, que teriam "se demitido" de discutir a pauta. "Em um sistema tenebroso, o projeto foi relatado da tribuna por Kiki Bispo [PTN, presidente da Comissão de Constituição e Justiça], que neste caso se tornou relator. Neste momento, invocando o regimento, pedi que me fosse dado vista do projeto por 48h. O presidente Paulo Câmara [PSDB] negou, em uma decisão falaciosa, de que estando o projeto em urgência urgentíssima, sobrestava todas as regras do regimento", contou. Além das incorreções em sua opinião na tramitação da matéria, o petebista listou possíveis "imperfeições" na lei. "O aumento é de 35% para os imóveis residenciais, calculado sobre o exercício anterior. Eu calculo o IPTU de 2014 observando o IPTU devido em 2013, aí eu vou aumentando até chegar em 35% em 2014. Aí quando chegar em 2015 eu vou aumentar ele, novamente, em mais 35%. Isso são juros? Então, estão fazendo a regra da cumulatividade, que acabou desde a reforma tributária de 1965. Inaugura-se em Salvador, novamente, a tributação em cascata", condenou. Para Edvaldo Brito, o novo IPTU é "um projeto autoritário que emite quase 20 cheques em branco" para o prefeito ACM Neto.
O deputado federal Zezéu Ribeiro, um dos fundadores do PT no estado, confirmou ao Bahia Notícias o que há muito se comenta nos bastidores: Rui Costa é mesmo o candidato do governador Jaques Wagner à sua sucessão. Pela primeira vez, também, o parlamentar admitiu que a sua saída da Secretaria de Planejamento (Seplan) foi uma abertura de espaço para José Sérgio Gabrielli, que seria o nome da cúpula nacional petista (leia-se Lula e José Dirceu) para a eleição de 2014. "Acho que para onde ele fosse o sentido era dar a ele uma projeção no plano estadual", reconheceu, embora pontue que a manobra e o projeto da Ponte Salvador-Itaparica não foram caça-votos. "Eleitoreiro seria se fosse uma manifestação para fazer dele candidato. E acho que ele se colocou de forma muito tímida nesse processo. Ele tinha que ter sido mais ostensivo na formulação de uma política e na afirmação do seu nome nessa política. Ele é o meu candidato", revelou. Na entrevista, Zezéu fala ainda dos motivos que o levaram a desistir de disputar a reeleição à Câmara, aposta no nome do reitor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Paulo Gabriel, como "herdeiro" da sua votação, ratifica que tentará ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e comenta a crise ideológica na sua sigla. "Acho que o PT perdeu muito. Ele tinha que ser mudado, porque não pode ser o PT de 1980 agora em 2013. [...] Eu entendo que a política de alianças é uma política correta, mas às vezes a gente amplia mais do que o necessário", avaliou, apesar de reclamar da "inconsequência da direita" sobre o colapso econômico, classificar o mensalão como "manipulação da grande imprensa" e atacar a Rede Globo: "Ela quer ser a opinião pública". Em relação aos tiros disparados pelo subsecretário de Segurança Pública Ary Pereira contra militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) historicamente ligado ao PT , o deputado definiu como "temeridade" a invasão com foices e porretes ao prédio da pasta, mas condenou a reação. "Isso aí leva a uma irracionalidade de um dirigente, que eu não posso dizer que concordo que se dê tiro em população. Eu acho que tinha forma de coibir de outra forma. Seria mais salutar", considerou.
Segunda, 09 de Setembro de 2013 - 12:10
Mauro Ricardo Costa
por Rodrigo Aguiar, Sandro Freitas e Bárbara Affonso
Ao detalhar as mudanças no cálculo do IPTU em Salvador, o secretário municipal da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, assegura que a medida não quebra a promessa de campanha do prefeito ACM Neto, de não aumentar impostos na cidade. O que nós fizemos foi uma justiça fiscal. Não atualizar a planta é um descumprimento à legislação estabelecida. Além disso, há uma obrigação legal de o prefeito fazer a atualização destes valores e encaminhar no primeiro ano de mandato. Não fazer também seria uma prevaricação, alegou ao Bahia Notícias. O gestor declarou ainda que não considera o acréscimo na cobrança, de "no máximo 25%", significativo para a classe média. É um projeto Robin Hood, que reequilibra as forças tributárias do Município, disparou. Na entrevista, Mauro Ricardo explica como foi calculado o valor venal dos imóveis na cidade, informa que foram estabelecidas travas para reduzir a cobrança e critica a utilização de créditos tributários para fazer desapropriações. "Não tem jeito de você receber amigavelmente o crédito tributário que não seja superfaturando", cutucou. Ex-titular de Finanças na Prefeitura de São Paulo, Mauro Ricardo credita à experiência anterior a facilidade de lidar com as contas da capital baiana. Em todos os locais pelos quais passei, as minhas contas foram sempre aprovadas. A expectativa é que ocorra da mesma forma aqui, estimou. Para isso, o secretário pretende, a partir da mudança na tributação, segurar um pouco as despesas com pessoal. Não que a gente queira diminuir o número de pessoal, mas ampliar a receita. Eu acho que o orçamento do ano que vem ultrapassará a casa dos R$ 5 bilhões, vislumbra.
Segunda, 02 de Setembro de 2013 - 11:00
Cícero Monteiro
por Carol Prado, Evilásio Júnior e Sandro Badaró
Líder da pasta responsabilizada pela suposta devolução de R$ 27 milhões ao governo federal, que teria sido motivada pela falta de projetos no Centro Histórico de Salvador, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Cícero Monteiro, revelou ao Bahia Notícias que vai aceitar o convite da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara para explicar o atraso na execução de obras no estado. Ele negou os fatos descritos pelo gestor nacional de Turismo, Fábio Mota, e argumentou nunca ter captado tal verba. Eu não sei do que se trata. Esses recursos nunca chegaram à Conder [Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia]. Desconheço essas obras, isso eu posso provar, alegou, ao reconhecer, no entanto, a afirmação de que a Bahia é campeã nacional em demora para executar construções: "É verdade o que o secretário falou, não estou aqui para desmentir nem tapar o sol com a peneira". No caso específico do Pelourinho, de acordo com o engenheiro, houve um ruído na relação entre a Sedur e a Secretaria de Cultura da Bahia, antiga administradora do Escritório de Referência, órgão que teria solicitado o dinheiro. O escritório só virou a Diretoria do Centro Antigo, administrado pela Sedur, a partir de agosto de 2013. Antes disso, não havia relação nenhuma, explicou. Monteiro atribuiu ainda a liderança baiana no ranking dos estados com mais atrasos em obras públicas ao grande volume de trabalho conferido aos órgãos administrados pela pasta a qual gerencia e à dificuldade no desenvolvimento de projetos satisfatórios. Às vezes, você capta o recurso e não tem plano. Hoje, o mercado está muito aquecido, mas a maior dificuldade é encontrar profissionais que atuem no desenvolvimento de projetos, já que os engenheiros recém-formados preferem o setor de obras por causa da remuneração, conjeturou. Ao ser questionado sobre um possível colapso, gerado pela prevista intensificação na carga de trabalho da Sedur com propostas como o Trem Metropolitano e a Ponte Salvador-Itaparica, já encaminhadas pelo governador Jaques Wagner, o secretário foi contraditório. Com minha experiência, eu digo o seguinte: o que atrasa obra é falta de verba. Até com dificuldade de projeto você se vira, mas se não tiver fluxo financeiro não dá para ir para frente, presumiu.
Segunda, 26 de Agosto de 2013 - 10:55
Elias Sampaio
por Evilásio Júnior, Francis Juliano e José Marques / Edição: Rodrigo Aguiar
Titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Elias Sampaio, surpreende e, ao contrário da maioria dos gestores, afirma que a falta de recursos não é o principal empecilho para o trabalho da pasta. Em entrevista ao Bahia Notícias, o secretário revela que não deixou de realizar qualquer ação por ausência de dinheiro. Se você perguntar que agendas ainda necessitam ser implementadas, são mais por causa de arranjos institucionais e políticos do que por falta de recursos, avaliou, ao comentar a expectativa de aprovação pela Assembleia Legislativa do Estatuto da Igualdade Racial. Entre as propostas previstas no documento, está a criação de um sistema de promoção da igualdade racial, integrado com outras secretarias, revelou Sampaio. Como defendeu o titular, boa parte das políticas de promoção da igualdade racial se encontra na ponta em outras secretarias. Por exemplo, no caso da lei que cria a obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas, isso é relativo à Secretaria de Educação, exemplificou. Durante a entrevista, Sampaio mencionou as ações governamentais do Agosto da Igualdade e falou sobre a expectativa para a Conferência de Promoção da Igualdade Racial, com o tema Democracia e Desenvolvimento sem Racismo: por uma Bahia afirmativa. Além disso, relativizou o aspecto negativo da segregação racial americana, ao defender escolas criadas para negros. Hoje, já se discute que aquela segregação lá, [...] acabou trazendo alguns elementos positivos para a formação de uma classe intelectual negra, analisou. Sobre a realização de eventos de grande porte no Brasil nos próximos anos, alertou para exposição da desigualdade social e racial existente no país. Nós vamos estar com isso saltando aos nossos olhos, porque a contradição vem na porta e arromba, previu.
Segunda, 19 de Agosto de 2013 - 11:00
Carlos Gaban
por Evilásio Júnior e Sandro Freitas | Fotos: Marcela Gelinski/ Bahia Notícias
Logo após o governo estadual anunciar um corte de gastos na máquina pública, a oposição dispara e considera a medida uma maquiagem do real orçamento do Estado. O deputado estadual Carlos Gaban (DEM) afirma, com base em documentos do Portal da Transparência e do site de finanças do próprio Executivo baiano (Fiplan) que o Estado está quebrado e sem dinheiro para investir. Em meio a críticas duras contra o antigo responsável pela Secretaria Estadual da Fazenda, Carlos Martins, a quem chega a chamar de cínico, Gaban aponta que atualmente a Bahia tem um débito de R$ 2,6 bilhões, além de apontar o uso ilegal de recursos de programas federais para cobrir gastos com pastas criadas para acomodar adesistas. O deputado também dispara contra o Tribunal de Contas do Estado, apontado como conivente com as supostas irregularidades cometidas pelo governo de Jaques Wagner. É até um alerta: governador, o senhor não vai conseguir fechar suas contas no ano que vem. Se aprofunde mais nas discussões com os seus secretários. Pegue as informações reais. Não tem mais tempo para blefar. Pois, senão, quem vai ser prejudicado é Wagner, daqui a um ano e pouco, disparou o parlamentar.
Segunda, 12 de Agosto de 2013 - 10:50
Otto Alencar
por Carol Prado, Evilásio Júnior e Sandro Freitas
Com planos concretos de tentar uma vaga no Senado, o vice-governador e secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar (PSD), disse descartar qualquer possibilidade de mudar os rumos em 2014 e definiu como precoce a discussão sobre sucessão eleitoral. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele preferiu fazer uma análise dos problemas que afetam o estado, especialmente em relação às responsabilidades da pasta que lidera. Hoje, a fiscalização das obras federais é tão grande que os técnicos não querem assumir cargos. No Brasil se gasta mais com órgãos de vigilância do que com investimentos de fato, argumentou, ao criticar a burocracia em torno da administração das ações de infraestrutura no país. Para o gestor, o excesso tem prejudicado o andamento de obras importantes, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ponte Salvador-Itaparica e o "risível" Sistema Metroviário de Salvador, que há 14 anos permanece em construção. O quadro pode ainda piorar, de acordo com Otto, caso não seja revogada a suspensão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e da Lei de Ordenamento, Uso e Ocupação do Solo (Louos) imposta pela Justiça. Isso vai parar, praticamente, tudo que está se fazendo aqui em termos de ações urbanas. É preciso que tenha o entendimento da prefeitura com o Poder Judiciário para chegar àquilo que a população precisa, sugeriu, ao decretar como "inevitável" o impacto causado pelo imbróglio à concretização da promessa do metrô para o ano que vem. Crítico contundente da gestão municipal de João Henrique na capital baiana, o secretário aproveitou para atribuir, também ao ex-pepista, o atraso na finalização do sistema de transporte público. Com certeza houve superfaturamento. Salvador está há oito anos parada e tudo isso sob os olhos complacentes da Câmara de Vereadores. Não sei como JH conseguiu anestesiar tanta gente. Ele não tinha vocação para prefeito, deveria ser anestesista, brincou.
Segunda, 05 de Agosto de 2013 - 11:34
Robinson Almeida
por Bárbara Affonso, Evilásio Júnior, Francis Juliano e José Marques
Responsável pelo gerenciamento de imagem e divulgação dos atos de governo do Estado da Bahia, o secretário de Comunicação Robinson Almeida teve que lidar com sucessivos períodos de crise do início de 2012 até o momento atual. A greve da Polícia Militar, dos professores da rede estadual e as manifestações de junho de 2013 fizeram o governador Jaques Wagner, reeleito com 63% dos votos válidos, perder popularidade nas pesquisas de opinião e, em levantamento do Instituto Séculus/Bahia Notícias, ser reprovado por 33% dos entrevistados e ser considerado regular para outros 33%. Para Robinson, a saída para reverter a situação é "dar prioridade à agenda social". Ele nega haver loteamento partidário nas pastas do Executivo e diz que as ruas exigiram "mais Estado". "Pediram mais saúde, mais educação e mais mobilidade, que só podem vir se o Estado tiver capacidade de ofertar os serviços públicos", avaliou. Segundo o titular, para amenizar os gastos com a máquina, houve orientação do governador "de corte de 20% com custeio e despesas ordinárias, como energia elétrica, luz, passagens e diárias". O gestor acredita que houve excessos da Polícia Militar contra manifestantes e assegura que "no tempo, as conclusões serão apresentadas à sociedade".
Segunda, 29 de Julho de 2013 - 12:30
Walter Takemoto e Bruno D' Almeida
por Alexandre Galvão / Evilásio Júnior / Francis Juliano | Fotos: Cláudia Cardozo
Sem assumir que são "lideranças" do Movimento Passe Livre (MPL), o psicólogo, sociólogo e especialista em Política Pública, Walter Takemoto, 58 anos, e o professor de Língua Portuguesa, escritor e cineasta, Bruno D' Almeida, 37, conversaram com o Bahia Notícias sobre os rumos das mobilizações que tomaram as ruas de Salvador no mês de junho. Para eles, apesar da redução no número de manifestantes, os atos não têm data para acabar e serão intensificados com maior "qualidade", pelo menos, até a Copa do Mundo de 2014. Para os ativistas, a questão central do MPL a tarifa zero no sistema de transporte não fez parte da chamada "agenda positiva" tanto em nível federal, quanto estadual e municipal. No entendimento da dupla, que assegura não se candidatar nas próximas eleições, a retirada das catracas deve ser bancada pelos próprios empresários. "Os estudos sobre planilha de transporte não correspondem à realidade porque nós sabemos que existe um mundo paralelo de financiamento de campanhas políticas que não está embutido na tarifa. [...] Quem tem que pagar pelo transporte é quem lucra com ele. Ninguém discute que o trabalhador já tem seu transporte descontado. O patrão já paga antecipado ao Setps [Sindicato das Empresas de Transporte de Salvador]. Eles recebem antes mesmo de o serviço ser realizado", pontua D' Almeida. "A grande questão é que existe um pacto entre o poder público e as empresas que tem como objetivo final ampliar o lucro deles", complementa Takemoto. Ex-diretor da Companhia Municipal de Transporte Coletivo de São Paulo (CMTC) na gestão petista de Luiza Erundina, o sociólogo informa que desde 1992 não tem mais vínculo partidário, mas ataca o prefeito ACM Neto, que criticou a participação de militantes no MPL: ele deveria se desfiliar do DEM, dizer que é apartidário e demitir todos os secretários que são filiados". Ao confirmar que tem uma moto Harley Davidson e viaja para a Europa, ele alerta: "Se a população pobre que vive aqui no Brasil soubesse como o transporte é lá, destruiria tudo que tem aqui, porque é uma vergonha".
Segunda, 22 de Julho de 2013 - 10:50
José Trindade
por Evilásio Júnior, José Marques e Sandro Freitas | Fotos: Marcela Gelinski / BN
Vereador da capital baiana eleito para o primeiro mandato pelo PSL no ano passado, José Trindade afirma, em entrevista ao Bahia Notícias, que o partido quer mais espaço na gestão do prefeito ACM Neto (DEM) e garante não ser submisso ao Executivo. Qualquer partido tem uma expectativa de ocupar espaço para ajudar na governabilidade, disse. De acordo com Trindade, há uma insatisfação na base do governo municipal dentro do Legislativo, principalmente por causa da falta de articulação e força dos responsáveis por fazer a interlocução entre os dois poderes. Segundo o vereador, a base de ACM Neto na Câmara sente essa dificuldade na pessoa de Pedro Godinho [secretário municipal de Relações Institucionais] (...) e o líder Joceval e os vices Léo Prates (DEM) e Tia Eron (PR) não têm poder, dispara. Trindade, que garante não ser tutelado pelo irmão o secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza, Maurício Trindade , ainda ressalta que Salvador precisa arrecadar mais e defende o combate à Poluição Visual com o projeto Cidade Limpa, que restringe a publicidade na capital baiana.





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