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(A Poesia do Corredor)
Chego do trabalho, calço o tênis de corrida
Visto a camisa e o calção, sigo para a pista
Ajusto o relógio, preparo logo a partida
Já estou correndo, olho ao redor, que vista!
Montanhas, rios, e lagos, árvores, casas e gente
Tudo desfilando panoramicamente, que paisagem!
Respiro o oxigênio puro, vitalício, vou em frente
Pensando, medito enquanto corro, recebo mensagens...
É a minha mente livre, inspirando-me poeticamente
Imagens lindas! E, captando energias do além
Vai fortalecendo meu corpo, docilmente
Sinto-me feliz, porque a corrida me faz bem.
A cada quilômetro percorrido
Estabeleço um ritmo adequado
Subindo e descendo ladeiras, corro
Sempre a cada passo, respirando controlado.
É a técnica treinada com resistência
Força, energia e muita paciência,
Superando meus limites, aprendo a viver
Sim, corro! Corro! Porque sei que vou rejuvenescer...
Poetizada em 13/02/1985
Poesia em homenagem a todos os corredores de ruas (pedestrianismo) e amantes do atletismo. Direitos Autorais registrado em nome de Gamaliel.
PRINCIPAIS CORRIDAS
Gamaliel Sales Chagas poeta desde os 19 anos de idade (1970, maratonista, futebolista, pesquisador, historiador,narrador de futebol, matense, nasceu 07/07/1951 na rua Luís Sepúlveda Garcez (Centro, Mata de S. João)
Correu 15 maratonas em 6 estados do Brasil de 1983-87 (S. Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e João Pessoa)
2 maratonas em Nova York (1984 e 1986)
2 São Silvestre (1983, 1984)
Bi-campeão de 5 e 10 mil metros, Fonte Nova ( 1983+84) – (1984/85)
Escolhido o Maratonista Baiano e revelação do Atletismo da Bahia de 1984, pela AVAB – Associação de Veteranos de Atletismo da Bahia
Correu 30 km de São Cristovão/ Aracajú pela BR 101 no ano de 1986
Melhor tempo em maratonas: 2 h 59 min. (Salvador, 13/07/1985)
Uma volta na Lagoa Rodrigo de Freitas RJ (7,8 km), ficando em 5º lugar na geral e 1º na faixa etária (35 anos)
Melhor tempo nos 5 e 10 mil metros, 17 min. / 32 min. 30s).
Melhor tempo em meia-maratona (21,100 km), 1 h 17 min.
O GUERREIRO DO FUTEBOL BAIANO AOS 38 ANOS!
Totinga Galiciano, DIASDAVILENSE! Volante destaque do futebol baiano aos 38 anos vigor físico, técnica, garra, um guerreiro abençoada por Deus, um atleta de Cristo!
Colo-Colo tentará novamente acesso à elite do Baiano de Futebol (Foto José Nazal).
Totinga defendendo botafogo na segundona 2012, Totinga o 7° na foto da esquerda para a direita.
FONTE BAHIA NOTÍCIAS
Domingo, 23 de Fevereiro de 2014 - 08:58
Coluna A Tarde: A guerra entre Dilma e o PMDB
O que está a acontecer na Câmara dos Deputados na queda de braço entre a Presidência da República e o PMDB é uma desfaçatez que lança por terra o republicanismo, até bem pouco cantado em versos e prosa pelos petistas. Republicanismo coisa nenhuma. O que se discute, na exigência do PMDB por mais um ministério, é a própria imagem fisiológica do Brasil de hoje, de 34 partidos e 39 ministérios, criados tanto uns como outros para comprar apoios de modo que o governo fique bem acomodado no Congresso, garantindo a aprovação dos projetos que lhe interessam. O PMDB ameaça romper para ficar numa situação de independência em relação à presidente Dilma Rousseff, enquanto ela passa – e isso é curioso – a se fragilizar, justo em ano que pretende a sua reeleição.
De certo modo o principal partido aliado do Planalto está, na exigência que impôs, dando a ela o troco na medida em que nunca soube tratar com os partidos da sua base, a não ser alimentá-los com vantagens à custa da sangria republicana. O resultado são ministérios em boa parte mal administrados, capitanias de partidos onde são empregados integrantes da legenda em cargos de importância. É a Republica dividida em nacos para que os partidos políticos possam se refestelar e se arrumarem. O que acontece fere o Estado Democrático de Direito, fere a ética, empobrece a concepção de nação. Não vem de agora. A cada governo aumenta um pouco mais o número de ministérios, enquanto os partidos políticos se reproduzem como ratos, todos com interesses predeterminados. A imagem com os ratos, creio, fica quase perfeita, embora atinja o conceito dos roedores, porque, na verdade, é ainda pior.
No meio da semana, para dar um tranco no presidente da Câmara, o peemedebista Henrique Alves, que não gosta de Dilma nem ela dele, a presidente disse que qualquer acerto, negociação ou negociata, passará pelo vice-presidente Michel Temer. No finalzinho da semana, Henrique Alves reuniu partidos para colocar a presidente contra a parede e está tentando organizar um bloco de oito legendas, que terão 289 deputados, ou 55% da Câmara, composta por 513 parlamentares, de modo a estabelecer uma luta e dificultar a aprovação dos projetos do Palácio do Planalto. É um movimento forte que pode deixar a presidente em situação absolutamente desconfortável. Antes, o PMDB já tinha anunciado que devolveria dois ministérios e agora reúne tropas para avançar, colocando a presidente em situação desconfortável.
O presidente da Câmara tem demonstrado que dispõe de força e aliados para agir, sem dar importância aos interlocutores do Planalto, como a ministra de Relações Institucionais Ideli Salvatti. O que vai acontecer a partir deste confronto é uma incógnita. Esta é uma das pouquísmas vezes que o PMDB se rebela, naturalmente aproveitando o ano eleitoral, quando a presidente necessitará com nunca do apoio do partido, não somente em busca de votos, mas para expandir o seu horário eleitoral para a propaganda política.
De certo modo, Dilma quer ceder, mas à sua maneira. Assim, comunicou ao PMDB que entregaria o Ministério da Integração Nacional – um dos mais importantes – com uma ressalva: ela indica quem será o ministro. E de pronto citou o nome: Eunício Oliveira, num jogo maquiavélico cujo objetivo seria impedi-lo de ser candidato ao governo do Ceará. Claro que o partido não aceitaria tal condicionante. O PMDB (como acontece aqui na Bahia com Geddel Vieira Lima) quer ficar descomprometido com a candidatura à reeleição da presidente. Aqui, por exemplo, já está certo que o PMDB abrirá espaço para o tucano Aécio Neves e o mesmo pode acontecer no Ceará. É um jogo, portanto, de compra e venda, do pior fisiologismo, do “toma lá, dá cá”, como aconteceu à larga no pífio e retrógrado governo de José Sarney, o primeiro após a ditadura militar. Dilma quer apoiar e favorecer Cid Gomes e afastar Eunício. O deputado e pré-candidato cearense de pronto recusou o Ministério, como era de se esperar, para não passar como trouxa, como se costuma dizer.
Naturalmente, os peemedebistas caíram fora da proposta, consideram-na absurda, desrespeitosa, e entenderam que sequer precisava dar resposta à presidente. A estranha proposta só fez piorar os ânimos partidários. Bem pensado, a proposta parece partir de uma neófita. O que, com três anos de mandato presidencial, Dilma Rousseff já não o é.
*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde deste domingo (23)





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