Goleiros Dida (Corinthians) Marcos (Palmeiras) Rogério Ceni (São Paulo)
Laterais Belletti (São Paulo) Cafu (Roma-ITA) Junior (Parma-ITA) Roberto Carlos (Real Madrid-ESP)
Zagueiros Anderson Polga (Grêmio) Edmilson (Lyon-FRA) Lúcio (Bayer Leverkusen-ALE) Roque Júnior (Milan-ITA)
Meio-campistas Gilberto Silva (Atlético Mineiro) Juninho Paulista (Flamengo) Kaká (São Paulo) Kleberson (Athletico Paranaense) Ricardinho (Corinthians) Vampeta (Corinthians)
Atacantes Denilson (Real Betis-ESP) Edilson (Cruzeiro) Luizão (Grêmio) Rivaldo (Barcelona-ESP) Ronaldinho (Paris Saint-Germain-FRA) Ronaldo (Internazionale-ITA)
Capitão Cafu ergue o Trofú do Penta!
Copa de 2002: o penta de um Brasil fenomenal
Liderada pela superação incrível de Ronaldo, Seleção Brasileira conquista título na Coreia do Sul e Japão e se torna primeiro país a ser pentacampeão mundial.
O Brasil inteiro acordou cedo no dia 30 de junho de 2002. Do outro lado do planeta, em um fuso completamente oposto, a Seleção entrava em campo para enfrentar a Alemanha, na final da Copa do Mundo da FIFA. Liderada por Ronaldo, que se provou o 'Fenômeno' que tanto diziam ao marcar duas vezes, a equipe de Luiz Felipe Scolari derrotou os alemães por 2 a 0 e conquistou o pentacampeonato mundial.
Aquele foi o capítulo final de um ciclo marcado por desconfianças, trocas no comando e muita superação dos brasileiros. E ninguém representa melhor isso do que o herói da noite. Batalhando com lesões no joelho por praticamente dois anos, Ronaldo foi uma aposta de Scolari, que confiou no esforço e no talento do atacante para, mesmo sem ritmo de jogo, brilhar na Copa.
Felipão não poderia estar mais certo. Ao lado de craques como Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, ele marcou oito gols na campanha e decidiu a final que, até hoje, marcou a última Copa do Mundo vencida pelo Brasil.
Em praticamente todas as grandes versões da Seleção Brasileira, havia uma legião de craques em campo prontos para decidir um jogo a qualquer momento. Em 2002, não foi diferente. Com Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho, o Brasil reuniu três jogadores que foram ou seriam eleitos melhores do mundo em alguma altura da carreira.
E todo esse talento pôde ser visto ao longo da campanha que terminou com a consagração dos brasileiros no gramado do Estádio de Yokohama.
Quartas de final. Brasil x Inglaterra. Naquele que é considerado por muitos como o grande jogo da Copa do Mundo da FIFA de 2002, a Seleção provou porque seu talento era tão abundante. Com Ronaldo lidando com dores na coxa nos dias antes da partida, foi a vez de seu xará, Ronaldinho Gaúcho, dar um passo à frente e assumir a responsabilidade.
O então camisa 11 do Brasil o fez de uma das maneiras mais brilhantes possíveis. Nem mesmo o erro de Lúcio, que deixou Michael Owen sozinho para abrir o placar, o impediu de ser o nome do jogo. Pouco antes do intervalo, o meia-atacante brasileiro arrancou em velocidade pelo meio, pedalou e, num toque sutil, deixou Rivaldo na cara do gol. Ele não perdoou.
Mas o grande momento de Ronaldinho viria no segundo tempo. O Brasil tinha uma falta para bater na direita de sua intermediária ofensiva. A cavalaria defensiva subiu ao ataque para aproveitar um cruzamento. Na cobrança, o Bruxo surpreendeu o mundo inteiro, e principalmente o goleiro David Seaman, ao bater direto para o gol: 2 a 1.
Rivaldo nunca foi muito de falar. Mas se o elegante camisa 10 do Brasil não era muito fã dos microfones, o seu futebol era capaz de gritar o talento que transbordava em seus pés. A Copa do Mundo de 2002 foi o maior retrato disso, e talvez nenhum lance simbolize tão bem o que estamos falando como o segundo gol do Brasil na final.
Ao receber um passe de Kleberson, Rivaldo nem encosta na bola. Abre as pernas e, em um corta-luz genial, deixa Ronaldo livre na entrada da área para bater sem chances para Oliver Khan. O gol ficou para Ronaldo, a assistência está no nome de Kleberson, mas, em silêncio, Rivaldo transformou aquela jogada.
Ao longo da campanha, Rivaldo marcou cinco gols e deu uma assistência. Na estreia, decidiu a virada contra a Turquia aos 42 minutos do segundo tempo. Nas oitavas, abriu o caminho para a vitória contra a Bélgica. Nas quartas, empatou um jogo muito difícil contra a Inglaterra. Na final, provou que até mesmo sem encostar na bola era capaz de mudar tudo ao seu redor.
Quando os espaços não se oferecem, é preciso contar com uma ideia que desarme completamente a defesa. Foi isso que Ronaldo fez na dura semifinal de 2002. A Turquia, que já tinha enfrentado o Brasil na fase de grupos, impôs uma solidez defensiva que parecia difícil de superar. Mas em um toque isso acabou.
Aos quatro minutos do segundo tempo, Ronaldo avançou pela esquerda, passou por uma dupla de marcadores e, de biquinho, fez a bola morrer no fundo da rede. O curioso é que o recurso, extraído pelo Fenômeno de seus tempos no futsal e levado ao campo com inspiração em Romário, só se deu por uma questão física.
"Eu, condicionado com a lesão no adutor (sentida antes do jogo contra a Inglaterra), você vai para o campo e já sabe suas limitações. Eu fiquei com aquilo na cabeça, que se tivesse uma oportunidade iria dar de bico. E ali foi uma jogada perfeita", descreveu, anos depois, em entrevista a Galvão Bueno.
Além de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho, havia um quarto 'R' na Seleção Brasileira. Se não brilhava no ataque com a frequência do trio, Roberto Carlos sempre foi um dos melhores jogadores do mundo em sua posição, e provou isso na Copa de 2002.
Entre tantos momentos de excelência do lateral esquerdo, um dos mais marcantes foi o golaço marcado por ele na goleada por 4 a 0 sobre a China na fase de grupos da competição. Conhecido por sua potente e venenosa batida na bola, Roberto Carlos acertou um lindo chute em uma falta de longa distância, abrindo o placar para a vitória e escrevendo seu nome entre um dos goleadores da campanha brasileira.
Erguer uma Copa do Mundo como capitão de seu país é um feito realizado por pouquíssimos na história do futebol. No Brasil, a lista carrega os nomes de Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres, Dunga e... Cafu. O lateral se eternizou ao subir no totem e, mais alto do que todos, erguer a Copa de maneira apaixonada.
Na camisa, a frase "100% Jardim Irene" remetia à origem de Cafu. Ao levantar a taça, o capitão gritou "Regina, eu te amo!" para que sua esposa e o mundo inteiro pudessem ouvir.
Ele já havia sido campeão em 1994, mas dessa vez foi diferente, com a titularidade e o privilégio de eternizar seu nome, e sua paixão, na história dos capitães da Seleção Brasileira.
Goleiros Dida (Corinthians) Marcos (Palmeiras) Rogério Ceni (São Paulo)
Laterais Belletti (São Paulo) Cafu (Roma-ITA) Junior (Parma-ITA) Roberto Carlos (Real Madrid-ESP)
Zagueiros Anderson Polga (Grêmio) Edmilson (Lyon-FRA) Lúcio (Bayer Leverkusen-ALE) Roque Júnior (Milan-ITA)
Meio-campistas Gilberto Silva (Atlético Mineiro) Juninho Paulista (Flamengo) Kaká (São Paulo) Kleberson (Athletico Paranaense) Ricardinho (Corinthians) Vampeta (Corinthians)
Atacantes Denilson (Real Betis-ESP) Edilson (Cruzeiro) Luizão (Grêmio) Rivaldo (Barcelona-ESP) Ronaldinho (Paris Saint-Germain-FRA) Ronaldo (Internazionale-ITA)
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