Júpiter (planeta)
| Júpiter | |
|---|---|
| Planeta principal | |
| Características orbitais[1][2][3][4] | |
| Semieixo maior | 778 547 200 km 5,204267 UA |
| Periélio | 740 573 600 km 4,950429 UA |
| Afélio | 816 520 800 km 5,458104 UA |
| Excentricidade | 0,048775 |
| Período orbital | 4 331,572 dias 11,85920 anos |
| Período sinódico | 398,88 dias |
| Velocidade orbital média | 13,07 km/s |
| Inclinação | Com a eclíptica: 1,305° Com o equador solar: 6,09° Com o plano invariável: 0,32 ° |
| Número de satélites | 79 |
| Características físicas[5][6][7][8] | |
| Diâmetro equatorial | 142 984 ± 8 km |
| Área da superfície | 121,9 Terras 6,21796×1010 km² |
| Volume | 1 321,3 Terras 1,43128×1015 km³ |
| Massa | 317,8 Terras 1,8986×1027 kg |
| Densidade média | 1,326 g/cm³ |
| Gravidade equatorial | 24,79 m/s² 2,528 g |
| Período de rotação | 9,8 horas |
| Velocidade de escape | 59,5 km/s |
| Albedo | 0,343 (Bond) 0,52 (Geométrico) |
| Temperatura | média: 165 K / -108 ºC |
| Composição da atmosfera[8][10] | |
| Pressão atmosférica | 20-200 KPa |
| Hidrogênio Hélio Metano Amônia Fósforo Vapor de água | 89,8±2,0% 10,2±2,0% 0,3% 0,026% 0,0006% 0,25%[9] |
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol.[11] Possui menos de um milésimo da massa solar, contudo tem 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas em conjunto. É um planeta gasoso, junto com Saturno, Urano e Netuno. Estes quatro planetas são por vezes chamados de planetas jupiterianos ou planetas jovianos, e são os quatro gigantes gasosos, isto é, que não são compostos primariamente de matéria sólida.[12]
Júpiter é composto principalmente de hidrogênio, sendo um quarto de sua massa composta de hélio, embora o hélio corresponda a apenas um décimo do número total de moléculas. O planeta também pode possuir um núcleo rochoso composto por elementos mais pesados, embora, como os outros planetas gigantes, não possua uma superfície sólida bem definida. Por causa de sua rotação rápida, de cerca de dez horas, ele possui o formato de uma esfera oblata (ele possui uma suave, mas perceptível, saliência em torno do equador). Sua atmosfera externa é visivelmente dividida em diversas faixas, em várias latitudes, resultando em turbulência e tempestades nas regiões onde as faixas se encontram. Uma dessas tempestades é a Grande Mancha Vermelha, uma das características visíveis de Júpiter mais conhecidas e proeminentes, cuja existência data pelo menos do século XVII, quando foi pela primeira vez avistada com telescópio,[13] com ventos de até 650 km/h[14] e um diâmetro transversal duas vezes maior do que a Terra.[15]
Júpiter é observável da Terra a olho nu, com uma magnitude aparente máxima de -2,94, sendo no geral o quarto objeto mais brilhante no céu, depois do Sol, da Lua e de Vênus,[16] embora, por vezes, Marte também fique mais brilhante do que Júpiter. O planeta era conhecido por astrônomos de tempos antigos e era associado com as crenças mitológicas e religiosas de várias culturas. Os romanos nomearam o planeta de Júpiter, um deus de sua mitologia.[17] Júpiter possui um tênue sistema de anéis e uma poderosa magnetosfera. Possui pelo menos 79 satélites, dos quais se destacam os quatro descobertos por Galileu Galilei em 1610: Ganimedes, o maior do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa;[18] os três primeiros são mais massivos que a Lua, sendo que Ganimedes possui um diâmetro maior que o do planeta Mercúrio.[19]
Várias sondas espaciais visitaram Júpiter,[20] todas elas de origem estadunidense. A Pioneer 10 passou por Júpiter em dezembro de 1973, seguida pela Pioneer 11, cerca de um ano depois.[21] A Voyager 1 passou em março de 1979, seguida pela Voyager 2 em julho do mesmo ano.[22] A sonda espacial Galileu entrou na órbita de Júpiter em 1995, enviando uma sonda através da atmosfera no mesmo ano e conduzindo múltiplas aproximações com os satélites galileanos até 2003. A sonda Galileu também presenciou o impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 em Júpiter em 1994, possibilitando a observação direta deste evento. Outras missões incluem as sondas Ulysses, Cassini-Huygens e New Horizons, que utilizaram o planeta para aumentar sua velocidade e ajustar a sua direção aos seus respectivos objetivos. A última sonda a visitar o planeta foi Juno, que entrou em órbita em 4 de julho de 2016. Um futuro alvo de exploração é Europa, satélite que provavelmente possui um oceano líquido coberto de gelo.[23]
Composição
A atmosfera de Júpiter é composta de 88 a 92% de hidrogênio e 8 a 12% de hélio, considerando a percentagem em volume de moléculas. Esta composição muda quando descrita em termos de massa, uma vez que uma molécula de hélio é cerca de quatro vezes mais massiva que uma de hidrogênio; com isso, a atmosfera de Júpiter é composta por aproximadamente 75% de hidrogênio e 24% de hélio em massa, sendo o 1% remanescente composto por outros elementos. O interior do planeta contém materiais mais densos, mudando a distribuição por massa para 71% de hidrogênio, 24% de hélio e 5% de outros elementos. A atmosfera contém traços de metano, vapor de água, amônia, compostos de silício, carbono, etano, sulfeto de hidrogênio, neônio, oxigênio, fosfina e enxofre. A parte externa da atmosfera contém cristais de amônia congelada.[24][25] Através de testes usando infravermelho e ultravioleta, traços de benzeno e outros hidrocarbonetos também foram encontrados.[26]
As proporções de hidrogênio e hélio na atmosfera de Júpiter são próximas à composição teórica da nebulosa solar primordial. Porém, as regiões exteriores da atmosfera do planeta contêm apenas 20 partes por milhão em massa de neônio, 10% da do Sol.[27] A atmosfera jupiteriana também possui apenas 80% de abundância de hélio em relação ao Sol, devido à precipitação deste elemento em direção ao interior do planeta.[28]
Estudos de espectroscopia mostraram que possivelmente Saturno possua uma composição similar à de Júpiter. Os outros gigantes gasosos, Urano e Netuno, por outro lado, possuem relativamente menos hidrogênio e hélio.[29]
Estrutura interna
Acredita-se que Júpiter seja composto de um núcleo denso com uma mistura de elementos, circundado por hidrogênio metálico líquido com algum hélio e uma camada exterior, composta principalmente de hidrogênio molecular,[30] mas para além deste esboço básico ainda existem dúvidas consideráveis sobre a estrutura interna do planeta. O núcleo é muitas vezes descrito como rochoso, mas sua composição em detalhes é desconhecida, bem como as propriedades destes materiais na temperatura e pressão a estas profundidades. Em 1997, a existência de um núcleo sólido foi sugerida por medições gravitacionais,[30] indicando uma massa de 12 a 45 vezes a da Terra, ou 4% a 14% da massa jupiteriana.[31][32]
A presença de um núcleo durante ao menos parte da história de Júpiter foi sugerida por modelos de formação planetária, envolvendo a formação inicial de um núcleo rochoso ou gelado, suficientemente massivo para atrair gravitacionalmente o hidrogênio e o hélio presentes na nebulosa protossolar. Assumindo que tenha existido, o núcleo pode ter diminuído em tamanho à medida que correntes de convecção de hidrogênio metálico líquido quente se misturaram com o núcleo fundido e levaram o seu conteúdo para níveis mais altos no interior planetário. Um núcleo sólido pode não existir, já que as medições gravitacionais não são precisas o suficiente para negar esta possibilidade.[30][33] Os resultados dos dados de Juno indicam que não há núcleo sólido.[34] A incerteza dos modelos está ligada à margem de erro dos parâmetros medidos até agora: um dos coeficientes de rotação (J6) usados para descrever a quantidade de movimento linear do planeta, o raio equatorial e sua temperatura à pressão de 1 bar. Espera-se que a sonda Juno, que chegou em julho de 2016, aumente a precisão destes parâmetros, possibilitando melhores modelos do núcleo.[35]
A região do núcleo é circundada por hidrogênio metálico denso, que se estende a até 78% do raio do planeta.[31] Gotículas de hélio e neônio precipitam-se através desta camada em direção ao núcleo, reduzindo a abundância destes elementos na atmosfera superior do planeta.[28][36]
Acima da camada de hidrogênio metálico localiza-se uma atmosfera interior transparente de hidrogênio. A esta profundidade, a pressão e temperatura são superiores à pressão crítica de 1,2858 MPa e à temperatura crítica de apenas 32,938 K do hidrogênio.[37] Neste estado, não há fases líquida e gasosa distintas – diz-se que o hidrogênio está em estado fluido supercrítico. É conveniente tratar o hidrogênio como um gás na camada superior que se estende desde a camada de nuvens até uma profundidade de 1 000 km.[31], e como um líquido nas camadas mais profundas. Fisicamente, não há um limite claro – o gás se torna lentamente mais quente e mais denso com a profundidade.[38][39]
A temperatura e a pressão no interior de Júpiter aumentam constantemente com a profundidade, devido ao mecanismo de Kelvin-Helmholtz. No nível da pressão “superficial” de 10 bar, a temperatura está em torno de 340 K (67 °C). Na região de transição de fase, no qual o hidrogênio líquido — aquecido além do seu ponto crítico — torna-se metálico, calcula-se que a temperatura seja de 10 000 K, e a pressão, de 200 GPa. A temperatura na fronteira do núcleo é estimada em 36 000 K, e a pressão, de 3 mil a 4,5 mil GPa.[31]
Atmosfera
Júpiter possui a maior atmosfera planetária do Sistema Solar, com mais de 5 000 km de altitude.[40][41] Ela é cerca de três vezes maior que o nosso planeta, ou 1 por cento da inteira massa de Júpiter.[42] Como o planeta não tem superfície, a base de sua atmosfera é considerada o ponto em que sua pressão atmosférica é igual a 100 kPa (1,0 bar). Abaixo da atmosfera, Júpiter é fluido. Mas ao contrário da maioria dos fluidos, o planeta gira como se fosse uma massa sólida. Os átomos de hidrogênio e hélio relacionam-se de forma figurativa como crianças brincando de roda de braços dados e giram ao redor do planeta em uníssono.[43]
Nuvens
Júpiter é permanentemente coberto por nuvens compostas por cristais de amônia e possivelmente hidrossulfeto de amônio. As nuvens estão localizadas na tropopausa e estão organizadas em bandas de diferentes latitudes, conhecidas como regiões tropicais. Estas estão subdivididas em "zonas" de cor clara e "cinturões" mais escuros. As interações destas diferentes bandas e seus respectivos padrões de circulação atmosférica criam tempestades e turbulências. Ventos de até 100 m/s (360 km/h) são comuns em tais regiões.[44] Observou-se que as zonas variam em largura, cor e intensidade de ano para ano, mas têm permanecido estáveis o suficiente para receberem designações identificadoras da comunidade astronômica.[45]
A camada de nuvens possui apenas 50 km de profundidade e consiste em duas partes: uma camada grossa inferior e uma camada superior mais fina e mais clara. É possível que existam nuvens finas de água sob a camada de amônia, que seriam a causa dos raios detectados na atmosfera (a água é uma molécula polar, que pode criar a separação de cargas necessária para produzir raios).[31] Estas descargas elétricas podem ter mil vezes o poder dos raios terrestres.[46] As nuvens de água podem formar tempestades, alimentadas pelo calor proveniente do interior do planeta.[47] Algumas bandas fotogênicas de nuvens que envolvem Júpiter penetram aproximadamente 3 mil quilômetros abaixo das nuvens. Isso é 30 vezes mais espesso que a maior parte da atmosfera terrestre.[42]
As nuvens de Júpiter possuem cores de tom laranja e marrom, devido a compostos que mudam de cor quando expostos aos raios ultravioleta do Sol. Não se sabe com exatidão a sua composição, mas acredita-se que sejam fósforo, enxofre ou hidrocarbonetos.[31][48] Estes compostos coloridos, chamados de cromóforos, misturam-se com as nuvens mais quentes da camada inferior. As zonas formam-se quando células de convecção ascendentes geram amônia cristalizada, que diminui a visibilidade da camada inferior de nuvens. [49]
Devido à baixa inclinação axial de Júpiter, as regiões polares do planeta recebem constantemente menos radiação solar do que a região equatorial. A convecção de material do interior do planeta, porém, transporta energia para os polos, equalizando as temperaturas na camada de nuvens.[45]
Grande Mancha Vermelha
A característica mais marcante de Júpiter é a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade anticiclônica persistente, localizada 22° ao sul do equador, que, com dimensões de 24-40 mil km x 12-14 mil km, pode abrigar dois ou três planetas com o diâmetro da Terra.[50] Sabe-se de sua existência desde ao menos 1831,[51] e, possivelmente, 1665.[52] Imagens do telescópio espacial Hubble mostraram duas “manchas vermelhas” adjacentes à Grande Mancha Vermelha.[53][54] Modelos matemáticos, em 2007, sugeriram que a tempestade era estável e poderia ser uma característica permanente do planeta.[55]; entretanto a tempestade diminuiu até 17 graus desde os anos 1800, quando ela poderia ter alcançado 5 600 km ou quatro vezes o diâmetro da Terra. Atualmente, ela é cerca de 1,3 vezes o tamanho da Terra. Ela pode desaparecer completamente nos próximos 20 anos.[56]
A tempestade é grande o suficiente para ser vista através de um telescópio com uma abertura de ao menos 12 cm.[57]
A Mancha Vermelha possui um formato oval e gira em torno de si mesma, em sentido anti-horário, com um período de seis dias.[58] A altitude máxima da tempestade é cerca de 8 km acima das nuvens que a cercam.[59]
Tempestades deste tipo são comuns dentro da atmosfera turbulenta de gigantes gasosos. Júpiter também possui ovais brancas e ovais marrons, tempestades menores sem nome. Ovais brancas comumente consistem de nuvens relativamente frias dentro da atmosfera superior. Ovais marrons são mais quentes e localizadas dentro da “camada normal de nuvens" do planeta. Tais tempestades duram desde algumas horas até séculos.
Mesmo antes de a Voyager ter provado que a Grande Mancha Vermelha era uma tempestade, havia forte evidência de que ela não poderia estar associada com nenhuma característica presente em camadas mais profundas em Júpiter, visto que tal mancha gira em torno do planeta de maneira diferente do resto da atmosfera, por vezes mais rápido e, por vezes, mais devagar.
Em 2000, uma nova característica atmosférica proeminente formou-se no hemisfério sul, similar em aparência à Grande Mancha Vermelha, mas menor em tamanho. Esta tempestade foi criada através da fusão de três ovais brancas menores — que haviam sido vistas pela primeira vez em 1938. Esta tempestade foi chamada de Oval BA e apelidada de "Mancha Vermelha Júnior". Desde então, seu tamanho aumentou e sua cor mudou de branco para vermelho.[60][61][62]
Ciclones polares
Estacionado em cada pólo há um ciclone de vários milhares de quilômetros de largura. Mas cada um desses ciclones é cercado por um arranjo poligonal de tempestades de tamanho semelhante - oito no norte e cinco no sul. [63]
Massa
Júpiter possui uma massa 2,5 vezes maior do que a de todos os outros planetas tomados em conjunto, massivo o suficiente para fazer com que seu baricentro com o Sol localize-se acima da superfície solar (a 1,068 raio solar do centro do Sol).[64] Júpiter é muito maior do que a Terra e consideravelmente menos denso: seu volume corresponde a 1 321 vezes o da Terra, mas sua massa é apenas 318 vezes maior.[10][45] O raio de Júpiter é aproximadamente 1/10 do raio solar,[65] e sua massa é 0,001 a massa solar, portanto as densidades dos dois corpos são similares.[66]
Uma massa jupiteriana (MJ) é frequentemente utilizada como unidade para descrever a massa de outros objetos, em particular de planetas extrassolares e anãs marrons. Assim, por exemplo, o planeta extrassolar HD 209458 b possui massa de 0,69 MJ, enquanto Kappa Andromedae b tem massa de 12,8 MJ.[67]
Modelos teóricos indicam que se Júpiter tivesse muito mais massa do que atualmente possui, ele diminuiria em tamanho.[68] Para adições menores de massa, o raio não mudaria de forma apreciável, e acima de 500 massas terrestres (1,6 massa de Júpiter)[68] o seu interior ficaria tão mais comprimido com a maior pressão que o seu volume diminuiria, apesar do aumento da quantidade de matéria. Como resultado, acredita-se que Júpiter tenha o maior diâmetro possível a um planeta com a sua composição e história evolucionária.[69] O processo de diminuição continuaria à medida que massa fosse adicionada, até que uma ignição estelar ocorresse com o planeta como em uma anã marromPB ou anã castanha,PE em torno de 50 MJ.[70]
Embora Júpiter tivesse que ter cerca de 75 vezes mais massa do que tem para fundir hidrogênio e se tornar uma estrela, a menor anã vermelha possui o diâmetro apenas 30% maior que o de Júpiter.[71][72] Apesar disso, Júpiter ainda irradia mais calor do que recebe do Sol; a quantidade de calor produzido internamente é similar à radiação solar total que recebe.[31] Este calor adicional é gerado através do mecanismo de Kelvin-Helmholtz, por contração. Este processo resulta na redução do diâmetro do planeta de dois centímetros por ano.[30] Quando foi formado, Júpiter era muito mais quente e tinha aproximadamente o dobro do seu diâmetro atual.[73]
Anéis planetários
Júpiter possui um sistema de anéis bem menos evidente do que os de Saturno. Este sistema é composto por um toro interno de partículas, conhecido como halo, um anel principal relativamente brilhante e um sistema de anéis externo, chamado de gossamer.[74]
Esses anéis parecem ser feitos de poeira, e não de gelo como os de Saturno.[31] Acredita-se que o anel principal seja feito de material ejetado dos satélites Adrasteia e Métis. Este material, que normalmente cairia de volta nos satélites, é puxado em direção ao planeta por causa de sua enorme força gravitacional, alimentando o anel. A órbita do material se altera em direção a Júpiter e material novo é acrescentado por impactos adicionais.[75] De maneira similar, os satélites Tebe e Amalteia provavelmente produzem os dois componentes distintos do anel gossamer.[75] Existe também evidência de um anel rochoso ao longo da órbita de Amalteia, que pode constituir-se de material ejetado de colisões do satélite em questão.[76]
Magnetosfera
Júpiter possui um campo magnético 14 vezes mais forte do que a da Terra, variando entre 4,2 gauss (0,42 mT) no equador a 10 a 14 vezes nos polos, o mais forte do Sistema Solar (não incluindo aqueles formados por manchas solares). [77] Acredita-se que este campo seja gerado por correntes de Foucault — o movimento giratório de materiais condutores — dentro da camada de hidrogênio metálico líquido. Os vulcões do satélite Io emitem grande quantidade de dióxido de enxofre, formando um toro de gás em órbita do satélite. O gás é ionizado na magnetosfera, produzindo íons de enxofre e oxigênio, que, juntamente com íons de hidrogênio originários da atmosfera de Júpiter, formam uma folha de plasma no plano equatorial de Júpiter. O plasma na folha gira com o planeta, causando deformação no campo magnético dipolar dentro do disco magnético. Elétrons dentro da folha de plasma geram fortes ondas de rádio, na frequência de 0,6 a 30 MHz.[78] Pesquisadores relataram em 2017 que os dados da nave espacial de Juno sugerem que os elétrons que geram o brilho polar podem ser acelerados por ondas turbulentas no campo magnético do planeta[79] - um processo semelhante aos surfistas sendo conduzidos antes do quebrar das ondas.[80]
A cerca de 75 raios jupiterianos do planeta, a interação da magnetosfera com o vento solar gera um bow shock. A magnetosfera é circundada pela magnetopausa, localizada no limite interior da magnetobainha, na qual as ondas magnéticas tornam-se fracas e desorganizadas. O vento solar interage com estas regiões, alongando a magnetosfera a sotavento de Júpiter e estendendo-a até quase a órbita de Saturno. Os quatro grandes satélites de Júpiter orbitam dentro da magnetosfera, que os protege do vento solar.[31]
A magnetosfera de Júpiter é responsável por episódios de intensa emissão de rádio dos polos do planeta. A atividade vulcânica em Io injeta gás na magnetosfera jupiteriana, produzindo um toro de partículas em torno do planeta. A interação de Io e o toro, à medida que o primeiro se movimenta no segundo, produz ondas de Alfvén que carregam matéria ionizada nas regiões polares de Júpiter. Como resultado, ondas de rádio são geradas através de maser astrofísico ciclotrônico, e a energia é transmitida ao longo de uma superfície cônica. Quando a Terra atravessa este cone, as emissões de rádio de Júpiter podem superar a do Sol.[81]
Órbita e rotação
Júpiter é o único planeta cujo centro de massa com o Sol fica fora do último, 1,068 raio solar ou 7% acima da superfície solar.[82] A distância média entre Júpiter e o Sol é de 778 milhões de quilômetros, aproximadamente 5,2 UA. Júpiter completa uma órbita em torno do Sol a cada 11,86 anos, dois quintos da de Saturno, formando a ressonância orbital de 5:2 entre os dois maiores planetas do Sistema Solar.[83]
A órbita elíptica de Júpiter possui uma inclinação de 1,31° comparada com a da Terra. Por causa de uma excentricidade de 0,048, a distância entre Júpiter e o Sol varia 75 milhões de quilômetros entre o periélio e o afélio, ou o ponto mais perto e o mais distante (neste caso em relação ao Sol) da órbita do planeta, respectivamente. A inclinação axial de Júpiter é relativamente pequena: apenas 3,13°. Como consequência, o planeta não possui mudanças significativas de estações, ao contrário da Terra e de Marte, por exemplo.[84]
A rotação de Júpiter é a mais rápida entre todos os planetas do Sistema Solar – o planeta completa uma volta em torno de si mesmo em menos de 10 horas, criando um achatamento polar facilmente visível em um telescópio amador na Terra. Júpiter possui o formato de uma esfera oblata, ou seja, o diâmetro no equador é maior que o diâmetro entre os seus polos geográficos. O equador de Júpiter é 9 275 km maior que o diâmetro medido entre os polos.[39]
Pelo fato de Júpiter não ser um objeto sólido, a parte superior da sua atmosfera possui rotação diferencial. A rotação da atmosfera do planeta na sua região polar é cerca de cinco minutos mais longa do que a da atmosfera equatorial. Por causa disso, três sistemas são usados como referência, particularmente a respeito de características atmosféricas. O Sistema I localiza-se entre 10° N e 10° S de latitude, e possui o menor período do planeta, com 9 h 50 min. O Sistema II corresponde a todas as latitudes ao norte ou ao sul das primeiras, e possui período de 9h 55min 40,6s. O Sistema III foi criado originalmente por astrônomos de rádio e corresponde à rotação da magnetosfera do planeta. O período deste sistema é oficialmente a rotação de Júpiter.[85]
Satélites
Júpiter possui 79 satélites naturais confirmados[86] (embora, em teoria, os componentes individuais que compõem seus anéis também sejam satélites do planeta, complicando a definição). Deste número, 51 possuem menos de 10 km de diâmetro e foram descobertos a partir de 1975. Os quatro maiores satélites, conhecidos como satélites galileanos, são Io, Europa, Ganimedes e Calisto.[18]
Classificação dos satélites
Antes das descobertas feitas pelas sondas Voyager, os satélites de Júpiter eram divididos em quatro grupos, cada um com quatro satélites, baseados nos elementos orbitais em comum. Desde então, vários pequenos satélites foram descobertos, complicando a classificação. Atualmente, acredita-se que os satélites estejam divididos em seis grupos, embora alguns sejam mais distintos que os outros.
Uma subdivisão básica é o agrupamento dos oito satélites mais próximos, que possuem órbitas praticamente circulares, próximas ao plano do equador e que, provavelmente, foram formados com Júpiter. O restante consiste de um número desconhecido de satélites irregulares, com órbitas elípticas e inclinadas, que se acredita serem asteroides capturados ou fragmentos de asteroides capturados. Satélites irregulares que pertencem a um grupo possuem elementos orbitais similares e, portanto, podem possuir uma origem comum, talvez sendo restos de um satélite ou corpo capturado que foi partido.[87][88]
| Satélites regulares | |
|---|---|
| Grupo Amalteia | O grupo interior consiste de quatro pequenos satélites, todos com diâmetro de menos de 200 km, raio orbital de menos de 200 000 km e inclinações orbitais de menos de meio grau. |
| Satélites galileanos[89] | Estes quatro satélites, descobertos por Galileu Galilei e Simon Marius paralelamente, orbitam de 400 000 km a 2 000 000 km, e estão entre os maiores satélites do Sistema Solar. |
| Satélites irregulares | |
| Temisto | Satélite que é o único membro deste grupo, orbitando entre os satélites galileanos e o grupo Himalia. |
| Grupo Himalia | Um grupo concentrado de satélites que orbitam entre 11 000 000 e 12 000 000 km de Júpiter. |
| Carpo | Outro caso isolado, na borda interna do grupo Ananke. |
| Grupo Ananke | Possui fronteiras não bem definidas, a uma distância média de 21 276 000 km de Júpiter, inclinação média de 149°. |
| Grupo Carme | Grupo razoavelmente distinto, com distância média de 23 404 000 km de Júpiter, inclinação média de 165°. |
| Grupo Pasife | Um grupo disperso que cobre todos os satélites exteriores. |
Satélites de Galileu
Os satélites galileanos estão entre os maiores do Sistema Solar - Ganimedes se destaca por ser o maior, tendo um diâmetro maior que o planeta Mercúrio. Io destaca-se por ser um dos poucos corpos solares a possuir atividade vulcânica, e cogita-se a possibilidade de oceanos líquidos nos outros três satélites galileanos, em especial, Europa.[23][90]
As órbitas de Io, Europa e Ganimedes formam um padrão conhecido como a ressonância de Laplace. Para cada quatro órbitas de Io em torno de Júpiter, Europa dá exatamente duas, e Ganimedes dá exatamente uma. Esta ressonância faz com que os efeitos gravitacionais das três luas distorçam suas órbitas em formas elípticas, visto que cada satélite recebe energia de seus vizinhos no mesmo ponto em todas as órbitas. As forças de maré de Júpiter, por outro lado, atuam na circularização dessas órbitas.[91]
A excentricidade orbital destas três órbitas estressa a estrutura dos três satélites, com a gravidade jupiteriana "esticando" os satélites quando estes se aproximam do planeta. Próximo ao apogeu, os satélites voltam a assumir um formato mais esférico, devido à menor força de gravidade. O estresse aquece o interior dos satélites, via fricção. O efeito mais notável deste processo é a extraordinária atividade vulcânica em Io, satélite sujeito às maiores forças de maré, por ter a órbita mais interna.[92] Outra consequência é a existência de uma crosta geologicamente jovem em Europa, sugerindo atividade vulcânica recente no satélite.[93][94]
| Satélites de Galileu, comparados com a Lua terrestre | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nome | Diâmetro | Massa | Raio orbital | Período orbital | |||||
| km | % | kg | % | km | % | dias | % | ||
| Io | 3 643 | 105 | 8,9×1022 | 120 | 421 700 | 110 | 1,77 | 7 | |
| Europa | 3 122 | 90 | 4,8×1022 | 65 | 671 034 | 175 | 3,55 | 13 | |
| Ganimedes | 5 262 | 150 | 14,8×1022 | 200 | 1 070 412 | 280 | 7,15 | 26 | |
| Calisto | 4 821 | 140 | 10,8×1022 | 150 | 1 882 709 | 490 | 16,69 | 61 | |
Observação
Júpiter é, normalmente, o quarto objeto mais brilhante do céu, atrás apenas do Sol, da Lua e de Vênus,[95] embora por vezes Marte seja mais brilhante. Dependendo da posição de Júpiter em relação à Terra, a magnitude visual do planeta varia entre -2,8 em oposição, e -1,6, durante conjunção com o Sol. O diâmetro angular de Júpiter, da mesma maneira, varia entre 50,1 e 29,8 segundos de arcos.[96] Oposições favoráveis ocorrem quando Júpiter está no seu periélio, evento que ocorre uma vez por órbita.
A Terra ultrapassa Júpiter a cada 398,9 dias na medida em que ambos orbitam o Sol, no que é chamado o período sinódico. Quando isto ocorre, Júpiter parece mover-se em sentido retrógrado com respeito às estrelas de fundo, ou seja, por um período de tempo, Júpiter parece dar a ré no céu, num movimento de looping.
Como a órbita jupiteriana é mais externa do que a da Terra, o ângulo de fase de Júpiter como visto da Terra nunca supera os 11,5°. Ou seja, o planeta sempre aparece quase totalmente iluminado em telescópios na Terra. Imagens do planeta em fase crescente foram obtidas apenas em missões espaciais para Júpiter.[97] Um pequeno telescópio geralmente mostra os quatro satélites de Galileu e os notáveis cinturões de nuvens através da atmosfera de Júpiter. Um telescópio grande mostra a Grande Mancha Vermelha quando esta se apresenta de frente para a Terra.
A mancha de Clyde é uma pluma oval branca de material que entra em erupção acima das camadas superiores de nuvens da atmosfera joviana, descoberta no hemisfério sul de Júpiter em julho de 2020.[98]
Formação
Depois da formação do Sol, que ocorreu há cerca de 4,6 bilhões * de anos atrás,[nota 1][99][100] o material residual, de alta metalicidade, orbitando em torno da recém-formada estrela, espalhou-se em torno do Sol, formando um disco protoplanetário. Este material gradualmente formou planetesimaiss que, por sua vez, agregando-se, formaram os protoplanetas.[101]
Acredita-se que a formação de Júpiter tenha começado através da coalescência de planetesimais compostos por materiais voláteis (gelo, em termos astronômicos)[102] na frost line do Sistema Solar, além de um limite no qual os planetesimais começaram a crescer rapidamente através da acreção de material abundante de baixo ponto de fusão.[103] As condições para uma massiva acreção (abundância de material e tempo disponível de acreção) estavam mais pronunciadas entre 5 e 6 UA, provocando um acúmulo rápido de material nesta região,[103][104] formando um embrião planetário com cerca de 10 massas terrestres, massivo o suficiente para começar a agregar gás do disco solar (mais especificamente, hidrogênio e hélio).[102][103]
O embrião continuou a crescer, agregando mais planetesimais do que gás. Com a acreção de planetesimais, o número destes na vizinhança orbital do embrião jupiteriano gradualmente caiu, enquanto o gás continuava na vizinhança orbital. Assim sendo, gases passaram a compor cada vez maior percentagem da massa total agregada pelo embrião planetário, chegando a um ponto no qual a acreção de gás e planetesimais era igual.[102] Quando isto ocorreu, um período de baixa acreção de ambos os materiais teve início, após o qual um processo rápido de acreção de gás iniciou-se. No início deste período, metade da massa do embrião jupiteriano era composta por gás. Nas próximas centenas de milhares de anos, o embrião jupiteriano rapidamente absorveu a maior parte do gás disponível em sua vizinhança orbital, com material sólido compondo uma percentagem mínima da massa agregada pelo planeta. Acredita-se que Júpiter tenha alcançado sua massa atual entre um a dez milhões de anos. A acreção rápida e massiva de gás aqueceu o planeta, possivelmente ao ponto de este ter superado o Sol, em brilho, por um tempo.[103]
Júpiter pode ter sido formado inicialmente a 5,6 UA do Sol ou 70 milhões de quilômetros além de sua órbita atual. Por causa de fricção com material do disco nebular, em cem mil anos ele migrou em direção à sua órbita atual,[105][106] por causa da perda de momento angular. No processo, a órbita jupiteriana formou uma ressonância orbital de 1:2 com a de Saturno.[107] Durante esta fase, Júpiter provavelmente capturou os asteroides troianos.
Os satélites regulares de Júpiter (grupo Amalteia e satélites galileanos) provavelmente foram criados de material orbitando o planeta. Antes da formação dos satélites galileanos, vários outros satélites podem ter existido, todos engolidos por Júpiter por causa de fricção com o material em órbita.[104][108][109] O restante dos satélites eram corpos que foram atraídos pela enorme força gravitacional jupiteriana quando passavam em sua vizinhança.[108]
A hipótese de que o planeta foi formado através da coalescência de planetesimais e, posteriormente, do acréscimo de gás, é suportada por uma publicação feita em novembro de 2008, que argumenta que Júpiter possui um núcleo de 14 a 18 massas terrestres, o que indica que ele possua um núcleo sólido com o dobro da massa que estimativas anteriores indicavam, e possibilitando a adição de grandes quantidades de gás da nebulosa solar.[110]
Pesquisa e exploração
Pesquisa pré-telescópio
A observação de Júpiter se faz desde pelo menos o século VII ou VIII a.C., pelos astrônomos babilônios.[111] Os chineses antigos também observavam a órbita de Suìxīng (歲星) e estabeleceram o seu ciclo de “Doze Ramos Terrestres” baseado no seu número aproximado de anos; a língua chinesa ainda utiliza o seu nome (simplificado como 岁) quando se refere aos anos da idade. Até o século iV a.C., essas observações tinham levado ao desenvolvimento do horóscopo chinês,[112] com cada ano associado com uma estrela Tai Sui (a estrela diretamente oposta a Júpiter naquele ano) e o deus que controlava a região do céu oposta à posição de Júpiter no céu noturno; essas crenças sobrevivem em algumas práticas religiosas taoistas e nos doze animais do zodíaco da Ásia oriental, que atualmente são popularmente assumidas como associados à chegada dos animais ante Buda. O historiador chinês Xi Zezong afirmou que Gan De, um antigo astrônomo chinês, descobriu um dos satélites de Júpiter em 362 a.C. a olho nu. Se isto for correto, antecederia a descoberta de Galileu em quase dois milênios.[113][114] Em seu trabalho do século II Almagesto, o astrônomo Ptolemeu construiu um modelo planetário geocêntrico baseado em deferentes e epiciclos para explicar o movimento de Júpiter em relação à Terra, fixando o seu período orbital em torno da Terra em 4 332,38 dias, ou 11,86 anos.[115] Em 499, Ariabata, um matemático-astrônomo da era clássica da matemática e astronomia indianas, também usou um modelo geocêntrico para estimar o período de Júpiter em 4 332,2722 dias, ou 11,86 anos.[116]
Pesquisa baseada em telescópios na Terra
Em 1610, Galileu Galilei, por meio de um telescópio, descobriu os quatro grandes satélites de Júpiter, que atualmente são chamados satélites galileanos. Um dia depois de Galileu, Simon Marius, atuando de forma independente, descobriu satélites ao redor de Júpiter, embora ele somente tenha publicado em livro a sua descoberta em 1614.[117] Entretanto, os nomes que permaneceram para os satélites foram os atribuídos por Marius – Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Esta descoberta foi a primeira de corpos no espaço que aparentemente não gravitavam a Terra. Este foi um ponto importante em favor da teoria heliocentrista do movimento dos planetas, de Nicolau Copérnico; os discursos de Galileu em favor da teoria de Copérnico fizeram com que fosse julgado pela Inquisição.[118]
Durante a década de 1660, Giovanni Domenico Cassini usou um novo telescópio e descobriu manchas e faixas coloridas em Júpiter, notando também que o planeta possuía um formato achatado. Cassini ainda estimou o período de rotação do planeta.[119] Em 1690, Cassini notou que a atmosfera jupiteriana possui rotação diferencial.[31]
A Grande Mancha Vermelha, uma característica relevante no hemisfério sul do planeta, pode ter sido observada pela primeira vez por Robert Hooke em 1664 e por Cassini em 1665, embora este fato não esteja totalmente comprovado. O farmacêutico Samuel Heinrich Schwabe produziu em 1831 os primeiros desenhos mostrando os detalhes da Mancha.[120] A Mancha foi perdida de vista em várias ocasiões entre 1665 e 1708 e tornou-se bem visível em 1878. Foi registrada como tendo se atenuado em 1883 e no começo do século XX.[121]
Tanto Giovanni Alfonso Borelli quanto Cassini construíram tabelas cuidadosas do movimento dos satélites jupiterianos, permitindo a predição de quando os satélites iriam passar atrás ou na frente do planeta. Porém, na década de 1670, astrônomos notaram que, quando Júpiter estava no lado oposto do Sol em relação à Terra, estes eventos ocorriam cerca de 17 minutos mais tarde do que o esperado. Ole Rømer deduziu que a visão não é instantânea (um fato que Cassini havia anteriormente rejeitado) e esta diferença foi utilizada para estimar a velocidade da luz.[122]
Em 1892, Edward Emerson Barnard descobriu um quinto satélite, utilizando o telescópio de 91 cm do Observatório Lick, na Califórnia. A descoberta deste objeto relativamente pequeno, um atestado de sua ótima visão, tornou-o rapidamente famoso. O satélite foi posteriormente chamado de Amalteia.[123] Esta foi a última descoberta de um satélite planetário feita via observação visual.[124]
Em 1932, Rupert Wildt identificou bandas de absorção de amônia e metano no espectro de Júpiter.[125]
Três ovais anticiclônicas de longa duração foram observadas em 1938. Por décadas elas continuaram como características distintas da atmosfera jupiteriana, por vezes aproximando-se uma da outra, mas nunca se juntando. Em 1998, porém, duas das ovais se fundiram, absorvendo a terceira em 2000, criando a Oval BA.[126]
Em 1955, Bernard Burke e Kenneth Franklin detectaram pulsos de rádio vindos de Júpiter a 22,2 MHz.[31] O período dos pulsos igualava o da rotação jupiteriana, como o que ambos utilizaram esta informação para aumentar a precisão do período de rotação do planeta. Descobriu-se que pulsos de rádio vinham em duas formas: pulsos longos, durando vários segundos, e pulsos curtos, de menos de um centésimo de segundo.[127]
Cientistas descobriram que existiam três formas de sinais de rádio transmitidas de Júpiter:
- Pulsos de rádio decamétricos (com comprimento de onda de dezenas de metros) variam com a rotação de Júpiter e são influenciados pela interação de Io com o campo magnético jupiteriano.[128]
- Emissões de rádio decimétricas (com comprimentos de onda medidos em centímetros) foram observadas pela primeira vez por Frank Drake e Hein Hvatum em 1959.[31] Estes sinais originam-se de um cinturão em torno do equador jupiteriano e são causados por radiação ciclotrônica de elétrons acelerados pelo campo magnético jupiteriano.[129]
- Radiação termal produzida por calor na atmosfera de Júpiter.[31]
Exploração
Desde 1973 várias sondas espaciais visitaram Júpiter, a mais notável sendo a Pioneer 10, a primeira a se aproximar suficientemente para enviar revelações sobre propriedades e fenômenos do maior planeta do Sistema Solar. Missões para outros planetas dentro do Sistema Solar requerem alto custo de energia, a qual é descrita através da mudança de velocidade da espaçonave, ou delta-v. Entrar em uma órbita de transferência de Hohmann da Terra para Júpiter, a partir de uma órbita baixa da Terra, requer um delta-v de 6,3 km/s,[130] o que é comparável ao delta-v de 9,7 km/s necessário para alcançar uma órbita baixa em torno da Terra.[131] Felizmente, a gravidade assistida utilizando sobrevoos de outros planetas pode ser utilizada para diminuir a energia requerida para alcançar Júpiter, com a contrapartida do custo de uma missão muito mais longa.[130]
Missões de sobrevoo
| Sonda | Aproximação | Distância |
|---|---|---|
| Pioneer 10 | 3 de dezembro de 1973 | 130 000 km |
| Pioneer 11 | 4 de dezembro de 1974 | 34 000 km |
| Voyager 1 | 5 de março de 1979 | 349 000 km |
| Voyager 2 | 9 de julho de 1979 | 570 000 km |
| Ulysses | 8 de fevereiro de 1992 | 408 894 km |
| 4 de fevereiro de 2004 | 120 000 000 km | |
| Cassini | 30 de dezembro de 2000 | 10 000 000 km |
| New Horizons | 28 de fevereiro de 2007 | 2 304 535 km |
A partir de 1973, várias sondas espaciais executaram manobras de sobrevoo que as levaram a distâncias viáveis para a observação de Júpiter. As missões Pioneer obtiveram as primeiras imagens de close-up da atmosfera jupiteriana e de vários de seus satélites. As sondas descobriram que os campos radioativos em torno do planeta eram muito mais fortes do que o esperado, mas ambas as espaçonaves sobreviveram ao ambiente hostil. A trajetória de tais sondas foi utilizada para refinar as estimativas da massa do sistema jupiteriano. Ocultações de sinais de rádio pelo planeta resultaram em um aumento da precisão do diâmetro do planeta e da dimensão do achatamento polar.[21][45]
Seis anos depois, as sondas Voyager aumentaram drasticamente o conhecimento dos satélites galileanos e descobriram os anéis de Júpiter. Essas sondas também confirmaram que a Grande Mancha Vermelha era anticiclônica. Comparações de fotos da Mancha Vermelha tomadas pela Voyager e pela Pionner mostraram que a tempestade mudou de cor entre as missões, passando de laranja para marrom escuro. Um toro de átomos ionizados foi descoberto ao longo da órbita de Io e vulcões foram descobertos na superfície do satélite, alguns em erupção. As sondas observaram raios na atmosfera do planeta à noite.[22][45]
A sonda Ulysses fez uma manobra de sobrevoo para alcançar uma órbita polar em torno do Sol. Durante esta passagem, realizou estudos sobre a magnetosfera jupiteriana. Nenhuma imagem foi tomada, já que a sonda não possui câmeras. Seis anos depois, ela fez outro sobrevoo, mas a distância foi bem maior.[132]
Em 2000, a sonda Cassini-Huygens, que seguia para Saturno, passou por Júpiter, fornecendo as imagens de melhor resolução já tomadas do planeta.[133]
A sonda New Horizons, rumo a Plutão, passou por Júpiter para obter gravidade assistida. Sua maior aproximação foi realizada em 28 de fevereiro de 2007.[134] As câmeras da sonda mediram a quantidade de plasma proveniente dos vulcões de Io e analisaram os quatro satélites galileanos em detalhe, além de fazer observações de longa distância dos satélites Himalia e Elara.[135] As imagens começaram a ser tomadas em 4 de setembro de 2006.[136][137]
Missão Galileu
A primeira espaçonave a orbitar Júpiter foi a Galileu, que entrou em órbita em 7 de dezembro de 1995. A missão durou sete anos, fazendo várias aproximações com os satélites galileanos e com Amalteia. Ela também testemunhou a colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter, quando se aproximava do planeta em 1994. Embora as informações enviadas pela sonda tenham sido extensivas, a quantidade de informação transmitida à Terra foi reduzida pela falha da antena primária da espaçonave, forçando-a a operar com sua antena secundária.[138]
Uma sonda atmosférica de titânio de 340 kg foi lançada da Galileu em julho de 1995, entrando na atmosfera em 7 de dezembro.[69] Utilizando um para-quedas a 150 km da atmosfera para reduzir sua velocidade para 2.575 km/h, a sonda enviou informações sobre a atmosfera jupiteriana por 57,6 minutos, antes de ser destruída pela pressão de 23 atm à temperatura de (153 °C).[139] A própria sonda principal Galileu sofreu uma versão mais rápida do mesmo destino, quando foi colocada intencionalmente em rota de colisão com Júpiter, em 21 de setembro de 2003, a uma velocidade acima de 50 km/s, para evitar qualquer possibilidade de colisão e possivelmente contaminação de Europa, satélite que os cientistas acreditam que possa abrigar algum tipo de vida.[138]
Os dados desta missão revelaram que hidrogênio compõe até 90% da atmosfera de Júpiter.[69] A temperatura registrada foi de mais de 300 °C e a velocidade do vento medida de mais de 644 km/h, antes de a sonda se vaporizar.[69]
Missão Juno
A missão Juno da NASA chegou a Júpiter em 4 de julho de 2016 e se espera que execute 37 órbitas ao longo dos 20 meses seguintes. [140] O plano da missão definiu que Juno estudará o planeta em detalhe a partir de uma órbita polar.[141] Em 27 de agosto de 2016, a sonda realizou o seu primeiro sobrevoo de Júpiter e enviou as primeiras imagens do polo norte do planeta.[142]
Sondas futuras
A próxima missão planejada para o sistema jupiteriano será a sonda da Agência Espacial Europeia Jupiter Icy Moon Explorer (JUICE), com lançamento previsto para 2022,[143] seguida da missão da NASA Europa Clipper em 2025.[144]
Missões canceladas
Tem havido um grande interesse em estudar os satélites gelados em detalhe, por causa da possibilidade de existência de oceanos líquidos subsuperficiais nos satélites Europa, Ganimedes e Calisto, mas dificuldades financeiras têm atrasado o progresso. O projeto JIMO (Jupiter Icy Moons Orbiter) da NASA foi cancelado em 2005.[145] Uma proposta subsequente foi desenvolvida para um projeto conjunto NASA/ESA, chamado EJSM/Laplace, com lançamento programado para em torno de 2020. O EJSM/Laplace teria consistido na fusão do projeto da NASA Jupiter Europa Orbiter e o da ESA Jupiter Ganymede Orbiter.[146] Entretanto, a ESA encerrou formalmente a parceria em abril de 2011, citando problemas orçamentários da NASA e as consequências no cronograma do projeto. Em seu lugar, a ESA planejou avançar com seu projeto unicamente europeu para competir em sua seleção de projetos Cosmic Vision.[147]
Interação com o Sistema Solar
A influência gravitacional de Júpiter afetou o Sistema Solar desde sua formação. A inclinação das órbitas da maioria dos planetas do Sistema Solar é mais similar à inclinação orbital jupiteriana do que à do equador solar (a única exceção é Mercúrio), as lacunas de Kirkwood no cinturão de asteroides devem-se primariamente a Júpiter e este pode ter sido responsável pelo intenso bombardeio tardio do interior do Sistema Solar.[148]
A maioria dos cometas de curto período (com período menor que 200 anos) pertence à família jupiteriana – que é definida como a dos cometas cujo semieixo maior é menor do que o de Júpiter. Acredita-se que os cometas pertencentes à família jupiteriana provêm do cinturão de Kuiper, além da órbita de Netuno. Durante aproximações de Júpiter, a gravidade deste perturba as órbitas destes cometas, diminuindo seu período orbital. A gravidade jupiteriana, em conjunto com a do Sol, acaba por circularizar a órbita destes cometas.[149]
Devido à magnitude da massa de Júpiter, o centro de gravidade entre ele e o Sol localiza-se pouco acima da superfície do Sol.[150] Júpiter é o único corpo do Sistema Solar para o qual isto acontece.
Asteroides troianos
Juntamente com seus satélites, a gravidade de Júpiter controla numerosos asteroides posicionados nos pontos de Lagrange, precedendo e seguindo o planeta a uma distância de 60° em sua órbita em torno do Sol. Estes asteroides são os asteroides troianos de Júpiter, que se localizam nos campos L4 (asteróides "gregos") e L5 (asteroides "troianos"), em referência à Ilíada.[151]
O primeiro asteroide troiano, 588 Achilles, foi descoberto por Max Wolf em 1906. Desde então, mais de seis mil destes corpos foram descobertos, sendo o maior deles 624 Hektor.[152]
Estima-se que o número de asteroides troianos com mais de 1 km de diâmetro seja de cerca de um milhão.[153]
Captura temporária de satélites
A grande esfera de Hill de Júpiter permite ao planeta capturar temporariamente diversos corpos menores, que permanecem em órbita variando desde alguns anos até milhões de anos.[154] O termo utilizado para descrever estes eventos é captura temporária de satélites (TSC). Exemplos destes satélites são 82P/Gehrels, 111P/Helin-Roman-Crockett, 147P/Kushida-Muramatsu, P/1996 R2 Lagerkvist e provavelmente o Shoemaker-Levy 9.[155] Acredita-se que vários dos satélites irregulares das regiões exteriores do sistema jupiteriano sejam asteroides que foram capturados pelo planeta.[156][157]
Impactos
Júpiter tem sido chamado de "aspirador" do Sistema Solar,[159] devido ao seu enorme poço gravitacional e sua localização próxima ao interior do Sistema Solar. É o planeta que mais recebe impactos de cometas.[160] Acreditava-se que Júpiter protegia o interior do Sistema Solar de cometas que poderiam colidir nos planetas terrestres, porém, simulações computadorizadas recentes sugerem que o planeta não causa uma redução do número de cometas que orbitam antes da órbita jupiteriana, visto que sua gravidade perturba a órbita dos cometas em direção ao interior do Sistema Solar em números similares aos cometas que absorve ou ejeta.[161] Este tópico ainda é controverso entre os astrônomos, visto que alguns acreditam que Júpiter atrai cometas do cinturão de Kuiper em direção à Terra, enquanto outros acreditam que Júpiter protege a Terra da Nuvem de Oort.[162]
Uma análise de 1997 de desenhos astronômicos históricos sugeriu que o astrônomo Cassini pode ter reportado uma característica proveniente de um impacto, em 1690. A pesquisa levantou outras oito observações candidatas, entre 1664 e 1839, mas elas possuem pouca ou nenhuma possibilidade de ser resultado de um impacto.[163]
Descobertas mais recentes incluem os seguintes casos:
- Uma bola de fogo foi fotografada pela Voyager 1 durante seu encontro com Júpiter em 1979;[164]
- Em 19 de julho de 2009, uma mancha causada por um impacto foi descoberta a cerca de 216° de longitude no Sistema II.[165][166] A mancha, de cor negra, tinha tamanho similar à Oval BA. Observações em infravermelho do Observatório Keck mostraram uma mancha brilhante no local do impacto, indicando que o mesmo aqueceu a baixa atmosfera na área próxima ao polo sul.[167][168][169] O corpo causador não foi detectado antes da colisão, embora se acredite que tenha sido um asteróide com diâmetro entre 200 e 500 m;[170][171]
- Uma bola de fogo, menor do que os impactos observados anteriormente, foi detectada em 3 de junho de 2010 por Anthony Wesley, um astrônomo amador na Austrália, e descobriu-se mais tarde que ela havia sido capturada em vídeo por outro astrônomo amador nas Filipinas;[172]
- Outras bolas de fogo foram vistas ainda em 20 de agosto de 2010[173] e em 10 de setembro de 2012;[164][174]
- Em 17 de março de 2016, a colisão com o planeta de um asteroide ou cometa foi filmada em vídeo.[175]
Impacto do Shoemaker-Levy 9
Entre 16 de julho e 22 de julho de 1994, mais de 20 fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 atingiram o hemisfério sul de Júpiter,[176][177][178][179] sendo o primeiro impacto entre dois corpos significativos do Sistema Solar observado diretamente. Descoberto em 25 de março de 1993 pelos astrônomos Eugene e Carolyn Shoemaker e David Levy,[180] durante observações fotográficas de Júpiter, o cometa imediatamente despertou interesse da comunidade científica devido à sua órbita, próxima a Júpiter e por sua fragmentação, interesse que aumentou ainda mais quando a possibilidade de impacto com o planeta foi confirmada.[181]
Acredita-se que o cometa tenha sido capturado por Júpiter entre as décadas de 1960 e 1970. Durante este evento, o cometa teria passado dentro da esfera de Hill de Júpiter, com as forças de maré subsequentemente fragmentando-o.[182]
O impacto do cometa gerou manchas mais proeminentes do que a Grande Mancha Vermelha, que persistiram por vários meses. Também permitiu aos cientistas analisar a estrutura e composição do planeta através de estudos de espectroscopia, das ondas sísmicas e das emissões electromagnéticas geradas por ele.[183][184][185]
Possibilidade de vida
Em 1953, a experiência de Miller-Urey demonstrou que uma combinação de raios e compostos químicos que existiam na atmosfera da Terra primordial poderia formar compostos orgânicos (incluindo aminoácidos) que serviriam de blocos de construção da vida. A atmosfera simulada incluía água, metano, amônia e hidrogênio molecular, todos sendo moléculas presentes em Júpiter. Porém, a atmosfera jupiteriana possui uma circulação de ar vertical muito forte, o que carregaria tais compostos para regiões mais profundas, cuja temperatura os degradaria e, subsequentemente, impediria a formação de vida semelhante à da Terra.[186]
É altamente improvável que exista qualquer tipo de vida, em Júpiter, semelhante à da Terra, visto que água está presente em quantidade mínima na atmosfera jupiteriana e qualquer superfície sólida dentro do planeta estaria sob pressão e temperatura extraordinariamente altas. Porém, em 1976, antes das missões Voyager, foi lançada a hipótese de que vida baseada em amônia ou mesmo água poderia desenvolver-se na atmosfera superior jupiteriana. Esta hipótese foi baseada na ecologia de mares terrestres, que possuem plâncton que utiliza fotossíntese para obter energia em níveis superiores, peixes em níveis inferiores alimentando-se dos primeiros e predadores marinhos que caçam os peixes.[187][188]
Júpiter na cultura humana
Júpiter era conhecido desde tempos antigos. Ele é visível a olho nu à noite, e pode ser ocasionalmente visto de dia quando o Sol está baixo no horizonte.[189] Para os babilônios, o objeto representava o deus Marduque. Eles utilizavam a órbita jupiteriana (que é de aproximadamente 12 anos) ao longo da eclíptica para definir as constelações do seu zodíaco.[45][190]
Os antigos romanos nomearam o planeta em homenagem ao principal deus da mitologia romana, Júpiter (Iupiter), cujo nome provém do caso vocativo protoindo-europeu dyeu ph2ter, que significa "padrinho".[17] O símbolo astronômico de Júpiter,
, é uma representação estilizada do raio do deus romano. "Jupiteriano" e "joviano" são os adjetivos do planeta.[191][192][193]
Os chineses, japoneses, coreanos e vietnamitas nomearam o planeta de "estrela de madeira", 木星,[194] baseado nos cinco elementos chineses. Os gregos nomearam o planeta de Φαέθων, "faetonte", que significa "iluminado". Na astrologia védica, astrólogos hindus nomearam o planeta em homenagem a Brihaspati, o professor religioso dos deuses, chamando comumente o planeta de "guru", literalmente, "o pesado".[195] Júpiter é a origem do dia de semana "quinta-feira" (por exemplo, jueves em castelhano) em todos os idiomas românicos, com a exceção do português. No inglês, a origem da palavra Thursday (quinta-feira em português) é "dia de Thor", com Thor sendo associado ao planeta Júpiter na mitologia germânica.[196]
Na mitologia dos povos turcomanos e mongóis, Júpiter é chamado “Erendiz” ou “Erentüz”, proveniente de “eren” (de significado incerto) e “yultuz” (estrela). Há muitas teorias sobre o significado de “eren”. Esses povos calcularam o período da órbita de Júpiter em 11 anos e 300 dias. Eles acreditavam que alguns eventos sociais e naturais se conectavam aos movimentos de Erentüz no céu.[197]
Na astrologia ocidental, Júpiter está associado com crescimento, prosperidade e sorte, e os sentidos de justiça e moralidade. Governa longas viagens, educação superior, religião e lei.[198]
Apesar de seu brilho, Júpiter é raramente mencionado em obras literárias antigas e medievais, sendo mencionado primariamente como uma referência astrológica. Em tempos modernos, porém, o sistema jupiteriano foi mencionado em várias obras de ficção científica.[199]
Notas
- ↑ A idade do Sol foi determinada através de modelos computadorizados de evolução estelar e nucleocosmocronologia.
Ver também
- Exoplaneta (muitos são maiores que Júpiter)
Referências
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- ↑ Elementos orbitais referem-se ao baricentro do sistema jupiteriano, e são os valores instantâneos osculadores na época J2000. Quantidades de baricentro são dados porque, ao contrário do centro planetário, eles não passam por mudanças notáveis no dia a dia devido à orbita dos satélites.
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Ligações externas
TWITER GAMALIEL CHAGAS (CHIQUITINHA MARAVILHA) ACESSE
HUM MILHÃO 457 MIL....VISUALIZAÇÕES NO PLANETA TERRA 18/12/20
TWITER GAMALIEL CHAGAS, ACESSE
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A HISTORIA CONTINUA.. FAMILIA PEREIRA DAS CHAGAS
FAMÍLIA PEREIRA CHAGAS E RAMIFICAÇÕES GENEALÓGICA NA CIDADE DE MATA DE S. JOÃO E CIDADES CIRCUNVIZINHAS ...
HISTÓRICO/MATA S. JOÃO
A Família Pereira Chagas e Ramificações, no seguimento paterno e materno, todos naturais de Mata de S. João/Ba., Remanescentes de Povoadores e Beneméritos Matense da Povoação na Colonia, Freguesia, Império e República ... Sendo a partir da criação da Vila de Mata de São João, ocuparam seus descendentes cargos de ponta nos Três Poderes Constituídos de Mata de São João/Ba. Judiciário, Legislativo e Executivo, conforme documentais, comprovativos da História de Mata de São João/Bahia, e muitos desses documentais. ainda inéditos, de pouco conhecimentos das gerações de descendentes presentes no município matense, da Colonia a república do Século
Só no Tronco Genealogico, Pereira das Chagas/Paterno
O quarto avô Paterno de Gamaliel Sales Chagas, nominado de Francisco das Chagas Pereira penta avô paterno nascido por volta da década de 1730 na povoação de Mata de São João, na pesquisa nos livros de assentos de batizados, óbitos e casamentos da Freguesia do Coqueiro da Água Comprida do Senhor do Bomfim de Mata de São João e em outros livros de Paroquias Baiana desde o Seculo XVI até Século XXI (2020).
Pela parte Paterno de Gamaliel Chagas Francisco das Chagas Pereira (c. nascido cerca de 1715, falecido 1774), casada com Antonia Maria Padilha (nascida cerca de 1719, falecida 1784), pais dentre outros filhos de Antonio das Chagas Pereira nascido cerca de 1735 e falecido em 1802, casado com Maria Luiza da Piedade
Este casal pais dentre outros filho de Theodosio Pereira das Chagas, este meu trisavô paterno, nascido cerca de 1790 e falecido em 1821, casado com Maria de Souza e Sá, tendo dentre outros filhos, Antonio Pereira das Chagas III, nascido em 1818, batizado na Igreja de N. Senhora da Vitória do Engenho da Mata, falecido em 1886, n Fazenda Capemba de sua propriedade.
Antonio casou em 17 de setembro de 1838, na Matriz do senhor do Bonfim da Mata de São João, casado com Joaquina Maria Pereira da Conceição, nascida cerca de 1822, na Freguesia do Divino Espírito Santo (atual município de Camaçari), , falecido em 28 dezembro de 1886 na fazenda Capemba (Antonio suicidou-se por ingestão de rosalgar).
Joaquina Maria, uma das filhas de Manoel Gonçalves de Carvalho II e Feliciana Pereira da Conceição (trisavôs paterno de Gamaliel). Faleceu Joaquina faleceu de moléstia interna em 23 de janeiro de 1887, aos 65 anos de idade, sendo sepultado em carneiro no Cemitério da Freguesia do Senhor do Bonfim da Vila de Mata de São João
Joaquina Maria e Antonio Pereira das Chagas, geraram 14 filhos, dentre outros filhos, José Pereira de Carvalho Chagas, matense, nascido em 1º de outubro de 1851.
José Pereira de Carvalho Chagas, um dos 14 filhos do casal Antonio Pereira das Chagas e Joaquina Maria Pereira da Conceição, nasceu em 1º de outubro de de 1851, na Freguesia do senhor dôo Bonfim, da Vila de Mata de São João e foi batizado em 12 de do mesmo mês e ano na mesma Vila.
José, casou em 17 de novembro de 1877, na Capela da Matriz da Vila de Mata de São João, com Guilhermina Maria Madalena de Paiva, esta nascida em junho de de 1859 na mesma Freguesia, e batizada em 15 de outubro do mesmo ano.
Guilhermina, filha do casal João Pereira de Paiva I e de Josefa Maria Madalena, o casal residiu entre 1885 a 1893 na Vila do Divino do Espírito Santo de Abrantes. Faleceu Guilhermina faleceu em 1928, aos 69 anos, na cidade de Mata de São João e foi sepultado no Cemiterio da matriz do Senhor do Bonfim da Mata de São João,. O citado casal pais de 9 filhos, com geração.
Gabriel Paiva Pereira de Carvalho Chagas, filho do casal José Pereira de Carvalho Chagas e Guilhermina Maria Madalena de Paiva, casou no civil em 1925, na cidade de Mata de são João com Isaura Ribeiro Bittencurt, filha do comerciante Nicomede Bittencurt de São Sebastião do Passé e Maria Guardiana de Vasconcelos, gerando uma filha Nolair Bittencurt Chagas (nome de solteira e nome de casada Nolari Chagas de Oliveira, com geração).
Gabriel Chagas, casou em segunda núpcias, na cidade de Mata de São João, com Amália Teixeira Salles, no ano de 1933, na matriz de Nossa da Conceição da Mata (atual matriz de São João Batista, localizada na atual Praça Cel Francisco da Silva Amado Bahia/Pça Amado Bahia). Com Amália, gabrtiel gerou 8 filhos, tendo 7 com geração.
A matense, natural da Zona Rural /Fazenda Boa Vista, Amalia Teixeira Salles (Nazinha), filha do agricultor Francisco Rodrigues Sales e Lydia Rodrigues Teixeira. Lydia Rodrigues Teixeira (família tradicional matense), filho de José Rodrigues Teixeira IV e Ana Emilia Alves da Silva (primos carnais), estes bisavôs de Gamaliel Chagas
Fonte: livros de assento da Freguesia do Senhor do Bonfim de Mata, Livro Mata de São João, Suas Origens, seus Personagens, Meus Antepassados, autoria de Ernesto Carrara Jr, Brasilia, 2019, pag 392, 481, 487/8, outras fontes não citadas
**************************
Descendentes de Gamaliel Sales Chagas/Chiquitinha Maravilha, Inseridos Nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciãrio no estado da Bahia e Outros Estados do Brasil, da Colônia, império, a Republica
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LEGISLATIVO MATENSE
Na Primeira Legislatura da Câmara Municipal, 5 descendentes de Gamaliel Chagas, se fizeram presentes na Legislatura de 1846/47, sendo o Presidente da citada Legislatura, descendente de Gamaliel Chagas, assim como nas outras Legislatura do Império, na Vila de Mata de S. João, se fizeram presentes os Pereira Chagas E Ramificações, idem na era Republicana...
NO PODER LEGISLATIVO BAIANO
No Legislativo Matense, e em outros municípios da Bahia, foram vereadores, Conselheiros, presidentes de Câmaras Municipais,, Deputados Estaduais, Provinciais, Deputados Federais, Senadores de Estado, Senadores Federais, no Estado da Bahia, e no Rio de Janeiro....
NO JUDICIÁRIO MATENSE E BAIANO
No Judiciário Matense, Baiano e Brasileiro, foram Juiz da Vara de Órfãos e Família da Cidade de Salvador, Juizes de Termo e Comarcas de várias Vilas (atuais municípios Baianos).
Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a exemplo de João de Lima Teixeira (neto do tio trisavô de Chiquitinha /Gamaliel Desembargadores, Promotores Público, Juizes, Advogados, na cidade de Salvador, em várias cidade Vilas /Municipios da Bahia (Cachoeira, Mata de São João, Camaçari, Santo Amaro e outros municipios não citados, assim como em outros Estados do Brasil, a exemplo de Minas Gerais .....
No Executivo Matense:
NA ERA REPUBLICANA
Foram Vários descendentes materno e paterno, com suas ramificações genealógica, ao longo do inicio do inicio do Regime Imperial e Republica atual a exemplo de Intendente, Prefeitos, governadores da Bahia, não só no atual município matense, assim como, em outros municípios do estado da Bahia, especialmente na Região Metropolitana de Salvador.
Na Área Militar, várias patentes desde a Colonia, Freguesia, Império, e na atual Republica.
A HISTORIA CONTINUA!!
TRAÇOS BIOGRAFICO DO COMERCIANTE GABRIEL CHAGAS
(RESUMO DA SUA BIOGRAFIA)
BIOGRAFIA FAMILIA PEREIRA CHAGAS TRONCO GABRIEL CHAGAS
Biografado por Chiquitinha Maravilh
Nascimento do Matense, Gabriel Chagas / 30/11/1896.
Gabriel Paiva Pereira de Carvalho Chagas, matense, nascido no dia 30 de novembro de 1896, batizado dia 27 de fevereiro de 1898 na igreja matriz do Senhor do Bomfim de Mata de São João, sendo seu pai José Pereira de Carvalho Chagas e Guilhermina Maria Madalena de Paiva.
Fonte: Livro de Batizados, Igreja Matriz do Senhor do Bonfim da Vila de Mata de São João -Bahia
Registro Efetuado por Gabriel Chagas, no Cartório Cível da Comarca da Vila de Mata de S. João
Gabriel Chagas, auto registrou-se o seu nascimento, modificando a data, mês, ano e local, do primeiro registro primário efetuado por seus pais, no livro de assentos (batizado) da Matriz do Senhor do Bonfim, na Vila da Mata de São João (abaixo o Assento no Livro de Batizado, na igreja Matriz do S. do Bonfim de Mata S. João).
Registro no Livro do Cartório Cível da Comarca de Mata S. João 1934
“No dia 28 de novembro de 1900, conforme as folhas 113V do Livro 05, sob Nº de Ordem 60, lavrado o assento do nascimento de Gabriel Chagas, do sexo masculino, nascido as 03 horas na localidade de Plataforma-Ba. Filho de José Pereira de Carvalho Chagas e Guilhermina de Paiva Chagas.
Sendo avós paterno Antonio Chagas Joaquina Carvalho Chagas. Tendo como avós maternos João Pereira de Paiva e Josefa Maria de Paiva.
Assento lavrado em 22 de junho de 1934, tendo sido declarante e serviram de testemunhas Durval Guimarães da Silva e Antonio Gomes da Silva.
Registro lavrado de acordo com a Lei – Mata de São João, 10 de junho de 1977. Oficial de Registro Civil. Ivanise Trindade de Lima”.
Casamento de Gabriel, no Civil em Audiência Pública Com Isaura Ribeiro Bittencurt, dia 25/102/1925
Do casório no civil com Isaura Ribeiro Bittencurt, na Vila de Mata de S. João, nasceu uma única filha, Nolair Bitencurt Chagas, nascida em em 1926, em fevereiro de 1977. Isaura, nascida em 14/03/1905, em São Sebastião do Passé e falecida em 09 de Julho de 1965, ás 11 horas e 20 minutos na Rua Dr. Eduardo Dotto S/N. Paripe, no subúrbio de Salvador. Isaura do sexo Feminino, cor branca, profissão Doméstica.
Negociante, Nicomede Bittencurt de São Sebastião do Pass
Dona Isaura Vasconcelos Ribeiro, filha do negociante Nicomede Bittencurt, residente na cidade de São Sebastião do Passé, sendo sua mãe Dona Antonia Guardiana de Vasconcelos, residente em em 1925 em Mata de S. João.
Filha de Gabriel Chagas Nolair Bittencurt Chagas Oliveira
Nolair Ribeiro Bittencurt Chagas, casada com geração, residia por vários anos em Paripe, suburbio de Salvador, na rua Dr. Eduardo Dotto
(ainda viva na década de 2000), Surbúrbio de Salvador/Ba.
Certidão de Óbito de Isaura Ribeiro Bittencurt Chagas
“Negri Maia Carvalho, Escrivão de Pz e Ofícial de Registro Civil, por nomeação na forma da Lei, etc.
Certifico que a Fls 189V do Livro C- 8 do registro de óbito, consta assento de Isaura Ribeiro Bitencurtt, falecida em 09 de Julho de 1965, ás ás 11 horas e 20 minutos na Rua Dr. Eduardo Dotto S/N. Paripe, no subúrbio de Salvador. Isaura do sexo Feminino, cor branca, profissão Doméstica, natural de Passé Ba.
Domiciliada a Rua Dr. Eduardo Dotto S/N Paripe, com 60 anos de idade (14/05/1965) de idade estado civil casada, filha de Nicomedes Bittencurt e de Antonio Ribeiro, profissão domestica, natural deste Estado.
Foi declarante Luiz Mário Bittencurt, sendo o atestado de óbito firmado pelo Dr. Eduardo de Cerqueira, deu causa morte, Coma Diabetica. O sepultamento foi feito no Cemitério de Periperi.
Observações: A falecida deixa 1 filha: Nolair Chagas Oliveira (36 anos).
O referido é verdade e dou fé. Sub-Distrito de Paripe, 10 de fevereiro de 1977. Assinatura do Oficial do registro Civil (Negri Maia de Carvalho)”.
**************************************************************
Casamento no Religioso de Gabriel Chagas com Amália Teixeira Salles 1933
Gabriel Chagas, casou em 2ª núpcias, no religioso, na igreja Matriz do Senhor do Bonfim da Vila de Mata de São João e m 2ª Nupcias com sua prima Amalia Teixeira Salles (Nazinha), matense nascida na Fazenda Boa Vista, Zona Rural da citada Vila, no dia 06 de julho de 1913
Filhos de Gabriel Chagas e Amália Teixeira Salle
Guilhemina Salles Chagas, Gabrielita Salles Chagas, Gabriel Chagas Filho, Frank Salles Chagas (Gudinha), Genebaldo Salles Chagas, Nolair Chagas Oliveira (nome de casada ) em 1936, vivia em fevereiro de 1977, aos 36 anos e residente em Paripe, suburbio de Salvador, Todos os filhos citados falecidos Airan Salles Chagas, Lívia Salles Chagas e Gamaliel Sales Chagas (Poty, Chiquitinha Maravilha). As filhas do sexo feminino, com nomes de solteiras. Os filhos citados, nasceram a partir dos anos de 1926 a 1951.Airan, Lívia e Gamaliel (Chiquitinha), em 2020, continuam vivos.
Profissões de Gabriel Chagas
O matense Gabriel Chagas, contador no final da década de 1910, inicio da década de 1920 na cidade de Salvador, sendo depois negociante na cidade de Mata de São João, isto a partir do inicio da década de 1920 até 1947.
A Padaria e Mercearia na Rua da Bandeira
Nos primeiros anos da década de 1920, até 1939, o seu comercio era, na numa casa antiga, pertencente aos seus pais, José de Paiva Pereira de Carvalho Chagas e Guilhermina de Paiva (Pereira de Carvalho Chagas
A citada casa residêncial e comercial (Padaria e Mercearia), ficava localizada na Rua da Bandeira e de frente da antiga Praça da Bandeira, local onde no final da década de 1950, foi edificado a estação Sub Abaixadora da CHESF- Cia Hidroelétrica de Energia do São Francisco, quando no mesmo local a partir de 1992, foi inaugurado o edifício do atual Forum de Justiça, na rua Eurico Aguiar de Freitas (em 2020,o citado fórum, continuava no mesmo local)
Casa Residencial e Comercial ao lado do Armazém de Manoel Galdino
A casa residência e comercial dos pais de Gabriel Chagas, na ruía da Bandeira, ficava colada a casa residência e comercial de Manoel Galdino da Trindade (Grande Armazém de Manoel G. da Trindade), que era a primeira da citada rua da Bandeira (esquina da atual Praça Engº Lauro de Freitas, Bairro da estação da Leste)
Anos depois, essa citada casa de Manoel Galdino da Trindade (ele foi prefeito e Conselheiro Municipal), foi vendida ao comerciante Bonifacio de Carvalho, que era uma Mercearia e Sorveteria, sendo comprada no final da década de 1940, ou inicio da década de 1950, e décadas depois foi vendida a terceiros).
Gabriel Chagas na Praça Barão Açu da Torre 1939/47/8
Gabriel no ano de 1939, comprou um imóvel localizado na Praça da Intendencia, atual Praça Barão Açu da Torre, imóvel este de esquina com a citada praça, Traversa Barão Açu (ou Assu) da Torre e anos depois nominada Luiz Sepulveda Garcez, que foi Promotor Público de Mata de São João, na era republicana.
O citado imóvel foi adquirido do comerciante Cândido Figueiredo de Oliveira, apelidado de Maninho, este, irmão do político, fazendeiro e comerciante Ismerio Figueiredo.
O imóvel citado de Gabriek Chagas, possui uma extensa área, indo da praça Barão Açu da Torre, até esquina seguindo a travessa Barão Açu da Torre (atual Luiz Sepulveda Garcez), onde conjugada a casa residencia, na Praça Barão Assu da Torre, tinha a casa comercial e outras salas de aluguel.
Já margeando a Travessa Barão Assu da Torre, na esquina com a atual rua Julio Veríssimo, Gabriel edificou mais duas casas residências, onde morou com sua família, nas duas casas citadas, em diferentes periodos, isto após a venda das casas comerciais e residencial (de 1939 a 1948/9), na Praça Barão Açu da Torre, lembrando que foi vendido só uma parte do terreno original da praça Barão Assu da Torre, que margeava a atual Rua Luiz Sepulveda Garcez, com esquina coma rua Julio Verissimo.
Casa onde Gamaliel Chagas/Chiquitinha Nasceu
Gamalel trabalhou a partir de maio de 1978, no Polo Petroquimico, na Copene, atual Brasquem, municipio de Camaçari/Ba. sendo o motivo da mudança de localidade, devido a Copene não fornecer transporte para seus funcionários, residente na cidade de Mata de São João.
O Promotor Público da Vila de Mata de São João, Luiz Sepúlveda Garcez, bisneto do Barão da Varzea, e falecido na década de 1950.
Mãe de Gamaliel/Chiquitinha Residia em Dias D'Ávila de 1959 a 1991
Na cidade de Dias D’Ávila, residiu Amália Teixeira Salles (ou Amália Salles Chagas), casada com Gabriel Chagas, pais de Gamaliel), no Bairro Moura Bastos, desde 1959, onde faleceu Amália em 1991, na mesma cidade citada, sendo sepultada no cemiterio das quintas, cidade de Salvador.
Casas Comercial e Residencial, a Manoel Garibaldi Costa 1948
Gabriel Chagas vendeu a casa residencial e outras salas comerciais, conjugadas, ao comerciante Garibaldi Costa (descendentes de Italianos), casado com dona Elza Fogos, essa irmã do vereador Almanssur Fogos (década de 1950 a inicio década de 1970).
Garibaldi Costa expandir seu patrimônio comercial e edificou vários imóveis, voltados para o seguimento comercial, onde alugava esses imóveis citados.
Manoel Costa, tinha irmãos, também comerciantes a exemplo de Vadu Costa, Eliezer Costa. Manoel faleceu no ano de 1967 e Elza Fogos (fabricava Caixões de defuntos, na cidade de Mata de São João), falecendo dona Elza, no ano de 2000. Manoel Costa e Dona Elza, não tiveram filhos, mas, criaram vários sobrinhos, ao longo das suas vidas na cidade de Mata de São João.
TRAÇOS BIOGRÁFICO DE CHIQUITINHA /RESUMO..
Chiquitinha Maravilha, Natural de Mata S. João, n. 07/07/1951, n Rua Bacharel Luis Sepúlveda Garcez (Promotor público de mata de São João/Ba.), centro. Sendo seus pais Gabriel de Paiva Pereira de Carvalho Chagas (Gabriel Chagas) casado com sua prima a matense Amália Teixeira Salles (nome de casada Amália Sales Chagas. Famílias oriundas de Portugal, residente desde a povoação do atual município matense, desde o periodo colonial, do (Século XVI até a republica federativa do Brasil, 2020.
Gabriel e Amáilia descendentes de famílias berçarias do município matense, e cidades/municípios vizinhos, e com inúmeras ramificações genealógica...)
Chiquitinha casado com Tania Maria Ferreira Miranda, pai de 6 filhos, falecendo Tamara Miranda Chagas, em 1996, com pouco mais de 5 anos de idade, ficando 5 filhos do casal citado: Gamaiel Miranda Chagas, Jessica Miranda Chagas, Thaiana Miranda Chagas, Talita Miranda Chagas e Yasmin Miranda Chagas.
Chiquitinha ainda pais de: Sara Chagas Santana, filha de Lucineide Simões, Alambel Magalhães Chagas, filho de Lucimar Magalhães, e Graziela Chagas Furtado, filha de Cicera Soares, com que se casou e divorciou-se de Gamaliel/Chiquitinha.
ESTUDOS DOS FILHOS DE CHIQUITINHA/PROFISSÕES..
Gamaiel Chagas, diplomado em Eletrotécnico/IFBa, Automação/Senai, Jessica diplomada em Química, nivel médio, Academica de Química, Thaina Chagas, Acadêmica de Administração/Unime, Talita, Acadêmica de Nutrição Unime, Yasmin, a caçula, nivel médio completo, curso de Administração CEBRAC.
Sara Chagas, diplmada em Letras/UNEB/ Jequié, concursada na UNEB, com doutorado...Professora Universitária/Uneb/Jequié, e mãe de um filho, nascido em 23/10/2020 em Jequié/Ba.
Grazilella Chagas Furtado, casada com o Pastor Adventista, diplomado em Teologia e Psicologia (ambos residentes em feira de Santana 2020, Graziela diplomada em Direito, com prova da OAB/exercendo a profissão, pai de Lauro Chagas Furtado, nascida dia 19/10/2020.
Alambel, ADM na UAB, e Agente de Saúde, concursado, Prefeitura Municipal de Dias D'Ávila/ba.
Maratonista, jogador de futebol Amador (décadas de 1960 e metade da década de 1970, jogou futsal, volei...Poeta, Historiador, pesquisador, Biógrafo, Atleta Maratonista Baiano, fotografo, narrador, colunista sem remuneração, em vários jornais da RMS. Historiador, Téc, Petroquímico, Diplomado, através do Curso de Comunicações Verbais em 1986. Com credenciamento oficial, em São Paulo/com 600 horas de duração).
Téc. Petroquímico, Desportista, Maratonista Internacional (02 Maratonas em New York, 1984/86), 14 completadas em 6 Estados do Brasil, Bicampeão 5 e 10 mil metros pista /Fonte Nova 1983/84 . Jogador de Futebol . Amador, dos 6 anos a 25 anos, nas cidades de Mata de São João/Ba, Pojuca, Camaçari...Vice - Campeão Matense, Grêmio/IMEMB em 1969 aos 18 anos, jogou na Sel. Matense Intermunicipal e amistosos, peneiras no Ypiranga, Galícia (1970) e Atlético/Al 1972.
Chiquitinha Maravilha, já Narrou inúmeras partidas de futebol amador e Profissional, em vários Campos de Futebol, Estádio e Arenas (Pituaçu, Fonte Nova), partidas de futebol, colunista esportivo em jornais da RMS (Fôlha do Subúrbio/CA, Metropolitano/CA, Imbassaí, Voz da Cidade (D. D´Ávila), J. Matense, Apresentador de Resenha Esportiva/Rádio Metropolitana, AM/CA.
Chiquitinha, criou Projeto-Lei, via vontade popular com 927 assinaturas (c/ mais de 5% do eleitorado), para a construção de um Estádio (que foi nominado de José Cândido dos Santos ( mas, nominado Cajadão, durante vários anos, ate 2012), cidade de Dias D'Ávila, no lugar do Campo do Sete/ B. da Urbis.
Chiquitinha Maravilha, Poeta, Historiador, pesquisador, Biógrafo, Atleta Maratonista Baiano, blogueiro, narrador, colunista sem remuneração, em vários jornais da RMS. Téc, Petroquímico, Curso de Comunicações Verbais, IOB em 1986. Com credenciamento oficial, em São Paulo/com 600 horas) e muito mais..
Chiquitinha, Natural de Mata de São João, onde seus descendentes, formaram os Pilares da Povoação Colonial, até a Republica atual/ 2020, não só do município matense, mas de municípios da RGMS, ocupando cargos e mandatos eletivos, ou nomeados nos Três Poderes Constutidos não só no atual municipio matense, assim como em Camaçari, Pojuca, Catu, Alagoinhas, Santo Amaro, Salvador.. radicado em Dias D'Ávila há 40 anos. E sua mãe Amália Teixeira Salles moradora desde 1959, na cidade de Dias D’Ávila, onde faleceu em 1992, Sendo Amália Teixeira Sales, Casado com Gabriel de Paiva Pereira de Carvalho Chagas, sendo ambos primos carnais, e descendentes do fundador da Feira Colonial de gado bovino, nominada de Santo Antonio de Capuame, no ano de 1614, cujo fundador Francisco Dias D’Avila, 12º avô Paterno de Chiquitinha Maravilha
Da fundação da Feira de Capuame, originou a Povoação e atual município der Dias D’Ávila/Ba. Sendo descendente dos Ávilas e Pires de Carvalho e Albuiquerque de Carvalho, incluso Francisco Dias D’Ávila, o neto querido e amado do Almoxarife Real Garcia D’Ávila, o edificador da Casa da Torre de Garcia D’Ávila (O Rei do Gado na Era Colonial), no século XVI (1500).
FUNDADOR DA TOPOCA, ANO 198
Chiquitinha Maravilha, foi o fundador da TOPOCA –Torcida Organizada do Polo Petroquímico de Camaçari/ prol Catuense, que disputava o campeonato baiano de 1987, no estádio |Municipal de Camaçari/Ba.
A TOPOCA foi a 1ª torcida organizada fundada em Camaçari no seguimento Profissionais da FBF, isto no ano de 1987, e com recursos financeiros de Chiquitinha Maravilha, a TOPOCA era composta de 21 Bandeiras coloridas, nas cores da Catuense, do saudoso empresário e desportista, Antonio Pena, que no ano 1987, na mesmo dia, mês e no ano citado, foi homenageado por Chiquitinha Maravilha, com o Troféu Gratidão, a pista de atletismo do Estádio Waldeck Ornelas, atual Radialista (comentarista) Armando Oliveira, pelos excelentes trabalhos em prol do Futebol Baiano, um troféu com mais ou menos 1,30m de altura.
A Torcida TOPOCA foi fundada em 1987 e desativada, no final do ano de 1988, quando a Catuense, já tinha o seu mando de campo no Estádio Antonio Carneirão, O Carneirão /cidade de Alagoinhas/Ba. em 1987 (a torcida prol Catuense, foi extinta em 1988, por Chiquitinha Maravilha.).
COBERTURA DAS OBRAS DO CT EVARISTO MACEDO/CIDADE TRICOLOR
(INICIO MARÇO ANO 2012 /2020, 8 ANOS, com mais de Hum Milhão e quatrocentos e quarenta e sete mil acessos m mais de 100 pais de vários continentes, um blog custeado e editado por Chiquitinha Maravilha, sem comerciais a serviços das Comunidades da Bahia, Brasil).
Desde março de 2012, Chiquitinha vem documentando com fotos e videos, a edificação do CT Evaristo Macedo (Cidade Tricolor, iniciando com maquina digital, inicialmente com 4 zoom, depois 18 e atualmente (ano 2015),com zoom de 30 e 42, Câmara semi profissional, enfrentando todos desafios, e obstáculos (distancia do CT, mato, brejo, cerca de arame farpado, em cima de arvores, muitas vezes, com arvores repletas de abelhas, moribundo, cupins, sol ou chuva), e tudo isso voluntariamente, sugerindo ideias para a expansão do CT, criando frases de valorização da Instituição EC Bahia, a exemplo:.
EC Bahia Um Clube,Uma Nação, Que Nasceu Para Vencer Desafios e Obstáculos!
Conquistando Vitórias Magnificas, Repletas de Glórias!!!...
EC Bahia, Uma Marca Milionária no Mercado da Bola! (É Só saber Usa-la).
TUDO COMEÇOU EM MARÇO DE 2012!!
Chiquitinha, iniciou voluntariamente, no mês de Março de 2012, através do Bloger o acompanhamento das Obras do CT Evaristo Macedo (Cidade Tricolor do EC Bahia), se me perguntasse, se faria tudo de novo, responderia que sim e com muito prazer, entusiasmo e felicidade, visando o engrandecimento da Instituição EC Bahia, assim como a importância do CT, para o município de Dias D'Ávila e cidade vizinhas.
Bora Bahêea.. Minha Porra!
Dia 11 de Janeiro de 2020, a data histórica da Inauguração do CT Evaristo Macedo (Cidade Tricolor do EC Bahia). Parabéns Nação Tricolor do EC Bahia / 89 anos de Fundação ( 1º de Janeiro de 1931/2020).
Chiquitinha Maravilha, Bairro de Nova Dias D'Ávila, Cidade e Município de Dias D'Ávila da Bahia e do Brasil! Sábado 07h 53, dia 11/01/2020. Com Certeza!!
Fundador de Rádio Comunitária (sem transmissores, com transformador de linha), que originou as Rádios Comunitárias, com transmissores na cidade de Dias D'Ávila, na década de 1990, Colunista Esportivo de vários Jornais da REGM: Voz da Cidade, Jornal Metropolitano, Folha do Suburbio/Camaçari, Jornal Imbassai/Dias D'Ávila, Jornal Matense (voluntaruiamente, sem remuneração financeira) envio de informativo esportivo (Atletismo), p/ a Coluna Joingg, jornalista Elieser Varjão, Jornal A Tarde, década de 1980 Eliezer Vazão, jornalista da Associação Baiana de Imprensa - ABI,
Passagem na Rádio Metropolitana de Camaçari/AM, com Programa de Resenha Esportivo, cobrindo o Camaçari no Bianão da FBF e divuçlgando o esporte amador nos municipios viznhos a Camçari (Dias D'Ávila, Mata de S. João, Lauro de Freitas, Salvador...),
Ministro do TST - João de Lima Teixeira, poltico. deputado Estadual (ocupando o cargo de Governador da Bahia, na ausencia do titular) Federal Senador, poeta, da Academia de Letras, da ABI * Associação Baiana de Imprensa, Jornalista, Promotor Público de Cachoeira/Ba, Corregedor e muito mais... ver biografia completa, abaixo no link
João atualizada 25/11/20 João de Lima Teixeira
*dep. fed. prof. 1935-1937; sen. BA 1955-1963.
João de Lima Teixeira nasceu na fazenda Engenho Santo Antônio do Rio Fundo, em Santo Amaro (BA) no dia 2 de dezembro de 1909, filho de José Antônio Rodrigues Teixeira e de Adelaide de Lima Teixeira.
Realizou os estudos primários no Colégio Antônio Vieira e os secundários no Ginásio Estadual da Bahia, em Salvador. Em 1933, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Bahia, especializando-se em legislação agrária e do trabalho. Promotor público em Cachoeira (BA) em 1934, assumiu nesse mesmo ano a direção da Escola Profissional para Menores da Bahia... Ver biografia completa clicando no link abaixo
MINISTRO DO SUPERIOR DO TRABALHO JOÃO DE LIMA TEIXEIRA,
NETO DO MATENSE, CEL PAULO RODRIGUES TEIXEIRA
Click no Link abaixo e confira sua Biografia.
https://chiquitinhamaravilha.blogspot.com/2020/11/joao-de-lima-teixeira-advogado-politico.html?zx=de43816fe250a888
NOTA:
Ministro João de Lima Teixeira
Bisneto paterno do capitão José Rodrigues Teixeira I e Maria Rita Simões de Paiva (ou Maria Rita de Paiva Trindade). O citado casal pais de 8 filhos com geração, dentre eles Cel João Rodrigues Teixeira, Cel Paulo Rodrigues Teixeira, capitão José Rodrigues Teixeira Jr...
Sendo Cel João Rodrigues Teixeira I (casado com Miquelina de Araujo Góes), e seu irmão o capitão José Rodrigues Teixeira Jr, tios- avõs de João de Lima Teixeira, sendo Paulo Rodrigues Teixeira, avô paterno do Ministro João de Lima Teixeira (João de Lima Teixeira, neto do cel Paulo).
Cel Paulo, tio trisavô materno de Gamaliel Sales Chagas (Chiquitinha Maravilha.
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Cel Paulo Rodrigues Teixeira e Miquelina,
Avôs do Ministro João de Lima Teixeira.
Cel Paulo Rodrigues Teixeira, nascido no ano de 1839 na Freguesia do Senhor do Bonfim de Mata de S. João, batizado em 8 de agosto de 1839, na Matriz da igreja do Senhor do Bonfim, na mesma freguesia, casou na Freguesia de Santa Ana do Catu, da Vila de São Francisco do Conde, no Oratório do pai da noiva, em 18 de fevereiro de 1865, com Miquelina de Araujo Goes.
Miquelina, nascida em 20 de abril de 1842, na Freguesia de Santa Ana de Catu e batizada 26 de fevereiro de 1843.
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Falecimento de Miquelina de Araújo Goes/1880
Miquelina de Araújo Góes, faleceu de gangrena, em uma das pernas no dia 15 de maio de 1880, na Freguesia do Senhor do Bonfim de Mata de S. João, na Vila de Mata de São João. o citado casal teve 7 filhos, sendo com geração.
Zeca Teixeira, pai de João de Lima Teixeira
João de Lima Teixeira, filho do Engº Agrônomo José Rodrigues Teixeira (Zeca Teixeira), sendo José (Zeca), irmão do Desembargador Paulo Rodrigues Teixeira Junior, este o tio Ministro João de Lima Teixeira.
Zeca Teixeira, Des. Paulo Rodrigues Teixeira, sobrinhos do Cel João Rodrigues Teixeira, este tio de João de Lima Teixeira. Cel João Rodrigues Teixeira, trisavô materno de Gamalel/Chiquitinha, sendo João de Lima Teixeira, primo materno de Gamaliel.
Cel João Rodrigues Teixeira I
(Trisavô materno de Gamaliel/Chiquitinha).
Cel João casado com Josefa de Souza Costa, estes trisavôs materno de Gamaliel Sales Chagas. Sendo o citado casal pais de 9 filhos com geração.
Nascimento do matense, Cel João Rodrigues Teixeira
Cel João Rodrigues Teixeira I, nascido em 24 de julho de 1844 e batizado em 9 de novembro de 1844, sendo casado com Josefa de Souza Costa, nascida em 25 de fevereiro de 1831, na Freguesia do Senhor do Bonfim de Mata de São João, e foi batizada em 27 de março do mesmo ano, na Matriz citada.
Cel João, no Legislativo da Vila Mata S. João 1869...
O Cel João Rodrigues Teixeira I, foi Vereador da Vila de Mata de São João, nas Legislaturas de 1869/72 e 1883/86. Cel João cerca de 1880, comprou o Engenho Itaitingui, localizado na Freguesia de São Sebastião das Cabeceiras do Passé (atual município de S. Sebastião do Passé), que pertencia ao seu primo Alexandrino Ferrão de Argollo, este filho do Barão da Cajahiba, Em 2020, ainda pertence aos descendentes do Cel João Rodrigues Teixeira I.
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Capitão Antonio Simões de Paiva e Esposa Francisca Ricarda
(Pais do Barão de Monte Santo II, com grandeza)
O casal capitão Antonio Simões de Paiva e Francisca Ricarda de Carvalho, pais dentre outros filhos do 2º Barão de Monte Santo II, com Grandeza, nominado de Joaquim Simões de Paiva (estes tios do Barão Assu da Torre).
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O Barão de Monte Santo II, com Grandeza
Gamaliel/Chiquitinha, primo sobrinho do citado Barão..)
O Cel Joaquim Simões de Paiva, nasceu em 23 de setembro de 1831 no Engenho Pitanga III, n a freguesia do São do Bonfim de Mata de São João, falecendo em 22 de dezembro de 1980 na sua residência no Engenho Periperi II, de sua propriedade e foi sepultado no dia seguinte ( 23/12/1880) no Cemitério do Campo Santo, em Salvador.
Joaquim Simões de Paiva casado com Jeronima Joaquina dos Reis Meireles (a Baronesa de Monte Santo), no dia 21 de Julho de 1851, no Oratório do Engenho Periperi II, na Freguesia do Senhor do Bonfim de Mata de São João.
A Baronesa, Jeronima Joaquina dos Reis Meireles
Jeronima Joaquina dos Reis Meireles, filha do tenente-coronel Luiz Antonio de Meireles I e Anna Joaquina dos Reis, o citado casal não teve descendência (filhos), criando seu sobrinho, Luiz Antonio Simões de Paiva, o Barão Assu da Torre, devido ao falecimento dos pais do citado Barão, quando o mesmo, ainda de menor).
Barão de Monte Santo II, no Batalhão da Guarda Nacional
O Barão de Monte Santo II, em dezembro de 1854, aos 23 anos de idade, era tenente-coronel em setembro de 1858, aos 27 anos, e coronel em setembro de 1867 (aos 36 anos), quando comandava o 9º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da Vila de Mata de São João.
Conselho Fiscal do Imperial Instituto Bahiano deAgricultura / 1871
No dia 20 de novembro de 1871, ao Barão de Monte Santo II,s 40 anos, foi nomeado membro do Conselho Fiscal do Imperial Instituto Bahiano de Agricultura. Joaquim era Membro do Colegio Eleitoral da Vila de Mata de São João . desde o ano de 1862 a 1878 (dos 31 anos aos 47 anos).
O Barão de Monte Santo II, no Legislativo de Mata S. João/1873
Foi também o Barão de Monte Santo II, com Grandeza, vereador e presidente da Câmara Municipal as Vila de Mata de São João, no período de 1873-76 (dos 42 aos 46 anos).
O Matense Barão de Monte Santo II,
Joaquim Simões de Paiva, O Barão de Monte Santo II, com Grandeza, casado com Jeronima Joaquina dos Reis Meireles, a Baronesa de Monte Santos, ambos primos sobrinho de Gamaliel/Chiquitinha
Fonte: Livro Mata de São João: Suas Origens, Seus Personagens, Meus Antepassados (Do século XVI ao inicio do Século XXI). Autoria de Ernesto Carrara Jr. P. 590, 598, - Brasilia 2019. lIVRO DE ASSENTO DA mATRIZ DO sENHOR DO bONFIM DE MATA
O Matense, Barão Assu da Torre -
Barão do Assu da Torre
(seus pais, tios trisavôs materno de Chiquitinha).
Filho do Major Manoel do Reis Meireles e Anna Simões de Paiva, sendo seus avôs por parte de Ana Simões de Paiva, o Capitão Simões de Paiva, casado com Francisca Ricarda de Carvalho (tios 4º avôs materno de Chiquitinha), pela parte do seu pai major Manoel João, este filho do Cel Luiz Antonio de Meireles e sua esposa Anna Joaquina dos Reis
O Barão do Assu da Torre, foi um dos lideres político da Vila de Mata de São João, do início da era Republicana até 1916, quando foi se afastando passo a passo da política matense, indo residir em Salvador a partir do final da década de 1910, ao no inicio da década de 1920.
A Liderança Política na Vila de Mata de São João
(do inicio da década de 1890 até 1916
O Barão Assu da Torre, foi eleito Vereador na Câmara Municipal da Vila de Mata de S. João, na era Imperial no período a 1887-1890, interrompido seu quatriênio, com a proclamação da Republica em 15 de novembro de 1898, pelo Marechal Manoel Deodoro da Fonseca, tendo sido seu ultimo presidente da Câmara Municipal.
O Barão do Assu da Torre no período da transição do regime Imperial p/ o Republicano, foi nomeado presidente do Conselho Municipal (vereador) da Vila de Mata de S. João até dezembro de 1892.
O Barão do Açu da Torre foi eleito por (votos), o primeiro Intendente da Vila de Mata de São João (municipio) nos períodos de 1893-96 e 1897/900.
Médico Antonio Rodrigues Teixeira /1º Intendente da Vila Mata S. João
(este filho dos tios trisavôs materno de Chiquitinha/Gamaliel Chagas
(Um dos Líderes Politico Matense a partir de 1874 / 1894, filho dos tios-trisavôs materno de Gamalie/Chiquitinha, o capitão José Rodrigues TeixeiraJr, III e Maria Grifania Simões de Paiva, pais de Dr. Rodrigues Teixeira, ambos primos carnais)
O médico Antonio Rodrigues Teixeira, foi o 1º Intendente (prefeito), nomeado da Vila de Mata de São João, período de 1890 a inicio de 1891, sendo no Imperio o Dr. Antonio Rodrigues Teixeir deputado Provincial em várias legislaturas, no Republicano deputado Constituinte período, 1891/92, e ainda deputado em 1892/3, sendo eleito senador Estadual para o período de 6 anos de 1894/09, quando pediu exoneração do cargo logo no ano de 1894, assim como toda a bancada do partido eleito.
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Cel Paulo Rodrigues Teixeira I – Trisavô Materno Chiquitinha
(tio do Médico Intendente Antonio Rodrigues Teixeira)
Josefa de Souza Costa, casada com Cel João Rodrigues Teixeira I
Josefa de Souza Costa, esposa do Cel João Rodrigues Teixeira, filha Capitão José Antonio Antonio da Costa Jr II, casado com Maria Xavier de Almeida, pais de sete filhos com geração. Sendo o citado casal Capitão José Antonio da Costa Jr II e Maria Xavier, ambos quarto avôs maternos de Gamaliel Sales Chagas/Chiquitinha.
CAPITÃO JOSÉ ANTONIO DA COSTA JR II
(4º avós materno de Gamaliel/Chiquitinha)
O Capitão José Antonio da Costa Jr II, era proprietário do Engenho Massuhy, localizado na Freguesia de N. S. da Encarnação do Passé ( atual município de São Sebastião do Passé), e também do Engenho Boa Vista, na atual Mata de São João, local onde nasceu Amalia Salles Chagas (nome de solteira Amalia Teixeira Salles (Nazinha), esta casada com Gabriel Paiva de Carvalho Pereira Chagas (pais de Gamaliel Salles Chagas).
Os Pais de matense Amalia, Lydia Rodrigues Teixeira e Francisco Rodrigues Salles (Chico Salles), sendo os pais de Lydia Rodrigues Teixeira, José Rodrigues Teixeira VI e Ana Emilia Alves da Silva (ambos avôs materno de Chiquitinha Maravilha)
PROMOTOR PÚBLICO DE VILA ABRANTES (ATUAL CAMAÇARI)
Dentre os 9 filhos do casal Cel João Rodrigues Teixeira I, o Bacharel João Rodrigues Teixeira Jr, este foi Promotor Publico da Comarca de Vila de Abrantes (atual município de Camaçari), no periodo de 1886/88, sendo também proprietário do Engenho Desterro em 1888, localizado na Vila de Mata de São João.
Dr. João Rodrigues Teixeira Jr, irmão de José Rodrigues Teixeira VI, este casado com Ana Emilia Alves da Silva, Dr. João e tio bisavô materno de Gamaliel e José Rodrigues Teixeira VI, este casado com Ana Emila Alves da Silva, os bisavôs maternos de Gamaliel (Chiquitinha Maravilha).
Ana Emilia Alves da Silva, filho do matense Tenente Domingos Alves da Silva, nascido cerca de 1835 e falecido 1878 e casado com Thereza de Souza Costa (ambos trisavôs de maternos de Gamaliel /Chiquitinha), sendo Tenente Domingos, um dos 12 filhos do seus pais Major José Alves da Silva, casado com Maria Madalena de Jesus (os quarto avôs materno de Gamaliel.
Tenente Domingos Alves da Silva e Thereza de Souza Costa, trisavós avòs materno de Gamaliel. Major José Alves da Silva, ao mesmo tempo é tio trisavô paterno de Gamaliel.
Major José Alves da Silva é irmão de Feliciana Pereira da Conceição, esta casada com Manoel Gonçalves de Carvalhos, ambos trisavôs paterno de Gamaliel.
Sendo os pais do Major José Alves da Silva. o Sargento -Mor José Antonio da Silva Cassote, casado com Jacintha Maria Pereira, estes quarta avôs paterno de Gamaliel.
Pela parte de Maria Madalena de Jesus, seus pais José Antonio da Costa I, casado com sua prima Ana de Souza e Sá, os quinto avôs materno de Gamaliel, José Antonio da Costa I, nasceu cerca de 1781 - falecido 1841. o citado casal José Antonio da Costa I, gerou onze filhos.
O pai de José Antonio da Costa I (este, quinto avô materno de Gamaliel) nominado de Felippe Bonifácio da Costa (este sexto avô materno de Gamaliel), nascido cerca de 1772 e falecido em 1827, natural de Santo Amaro de Ipitanga (atual Lauro de Freitas), casado com Joaquina Maria da Conceição, natural da Freguesia do Senhor do Bonfim de Mata de São João, e filha do Sargento Mor Francisco Gomes e Rosa Maria da Cruz Nogueira. Estes 7° avós materno de Gamaliel/Chiquitinha.
Joaquina Maria da Conceição 6ª avó Materno de Gamaliel
Joaquina Maria da Conceição (sexta avó materna), seu pais Sargento -Mor Francisco Gomes casado com Rosa Maria da Cruz Nogueira, 7º avôs materno de Gamaliel.
Fonte: Livro Mata de São João: Suas Origens, Seus Personagens, Meus Antepassados (Do século XVI ao inicio do Século XXI). Autoria de Ernesto Carrara Jr. - Brasilia 2019. Pag. 439, 442, 443, 444, 598, 590, 599, 600 livros de Batizados, Casamentos e Óbitos Igreja Matiz do Senhor do Bonfim de Mata de S. João.. e outras fontes não citadas.
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TWITER GAMALIEL CHAGAS (CHIQUITINHA MARAVILHA) ACESSE
HUM MILHÃO 455 MIL....VISUALIZAÇÕES NO PLANETA TERRA 23/11/20
TWITER GAMALIEL CHAGAS, ACESSE
Curso de Comunicações Verbais
(Um dos melhores do Brasil/S. aulo com credenciamento}
No ano de 1985 Gamaliel iniciou o curso de Comunicações Verbais PPD-IOB (Treinamento Programado a Distância) por correspondências tendo concluído o citado curso no dia 7/3/1986. O citado curso organizado por Oswaldo Melantonio, formado em Direito, Filosofia e Jornalismo, Oswaldo presidente de honra de várias instituições culturais dentre elas a Academia Paulista de Oratório e Academia Brasileira de Comunicações Verbais. O curso de Comunicações Verbais teve a duração de 6 meses equivalente a 100 horas/ aula e credenciado pelo CFMO 097.. Oswaldo Melantonio realizou vários cursos complementares no exterior e no ano de 1986 fazia 35 anos se dedicando exclusivamente as Comunicações Verbais; ini-cialmente, oratória formal e informal para líderes políticos e religiosos. Nos últimos anos Oswaldo especializou-se na área de comunicações dos executivos, objetivando a melhoria da produtividade pela eficiência da comunicação.
PERSONALIDADES EXPOENTES DAS COMUNICAÇÕES VERBAIS
Várias personalidades de Top da Política Executivos, da Oratória Geral, Locutores Esportivos, a exemplo de Osmar Santos/SP, Orestes Quércia Jânio Quadros, Franco Motoro e outros expoentes que realizaram este magnífico curso, amplo usando as técnicas da Grécia antiga, a exemplos de formidáveis gênios da Comunicação, oratória da Grécia Antiga, celeiro exuberantes, Ícones das Comunicações Verbais; Aristóteles Demóstenes Cícero, este considerado como um dos maiores gênios nas Comunicações verbais da Grécia e do Mundo, chegando ao ponto de governantes políticos gregos tentarem elimina-los, tal era o seu poder de oratória persuasiva (dotado de espetacular oratória de convencimento, resumindo era um " Um Gênio Abençoado da Oratória das Comunicações Verbais!". Conteúdo do curso
Introdução, exposições práticas, técnicas da comunicação dos executivos, educação da voz, expressão corporal, figuras de estilos, dez qualidades básicas do executivo, práticas de comunicações verbais e práticas de oratória De modo especial, Oswaldo realiza treinamentos para as lideranças dos principais escalões das grandes organizações privadas e publicas. O citado curso já treinou grandes personalidades de diversos seguimentos sociais a exemplo de Franco Motoro, Osmar Santos, narrador esportivo no estado de São Paulo, Jânio Quadros que foi Presidente da República de 31/1/1961 renunciando o governo em 25/8/1961, foi prefeito de São Paulo nas décadas seguintes.
Jânio Quadros nasceu em Campo Grande, (Mata Grosso do Sul) no ano de 1917 e faleceu no ano de 1992 em São Paulo e outros não citados. IOB – Cursos de Legislação Empresarial Ltda – CGC 47.677.810/0002-21, credenciado no CFMO 097, com endereço na Avenida Marques... Asa Branca – SP.
TWITER GAMALIEL CHAGAS (CHIQUITINHA MARAVILHA) ACESSE
HUM MILHÃO 457 MIL....VISUALIZAÇÕES NO PLANETA TERRA 18/12/20
TWITER GAMALIEL CHAGAS, ACESSE
ESPORTE GERAL NOTICIAS DIVERSAS
VIDEOS DIVERSOS MAIS DE 3 MIL CT EC BAHIA, JOGOS CAMP. INTERMUNICIPAIS, C. BRASILEIRO, C NORDESTE E MAIS.., - 3 CANAIS INDEPENDENTE INFORMATIVO, CULTURAl.






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