Domingo, 05 de Maio de 2019 - 14:40
'Bispo da jararaca' diz que igreja não é de esquerda ou direita e volta a atacar PT
por Joelmir Tavares | Folhapress

Foto: Matheus de Souza/CNBB
Nome em ascensão na estrutura de poder da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o bispo Darci Nicioli, 60, saltou no noticiário político três anos atrás, com um sermão em que falava sobre "pisar na cabeça" da serpente. Era uma referência ao discurso feito dois dias antes, em março de 2016, pelo ex-presidente Lula (PT), já acuado pela Lava Jato. "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo, e a jararaca está viva como sempre esteve", bradou o petista.
O ex-bispo auxiliar da Arquidiocese de Aparecida (transferido pelo Vaticano após a barulhenta fala) volta agora aos holofotes como um dos cotados para a cúpula da CNBB, entidade que elegerá nos próximos dias seus novos presidente, vice e secretário-geral. A posse será na sexta-feira (10).
Hoje arcebispo de Diamantina (MG), ele falou com a Folha na quarta-feira (1º), em Aparecida (SP), após a abertura da assembleia anual da conferência, marcada em 2019 pelo clima de cisão política na sociedade e no clero. O discurso oficial é o de que os membros estão em comunhão.
PERGUNTA - O sr. é considerado por pessoas que acompanham as movimentações na CNBB como integrante do grupo conservador. É verdade?
DARCI NICIOLI - Depende muito do mês. Eu sou o bispo tido como "o bispo da jararaca", por causa daquele episódio em que eu fui crítico ao PT e ao Lula. E agora me colocam, não sei de onde tiraram isso, como uma linha mais conservadora. Mas eu sou da direção atual da CNBB [considerada progressista]!
P. - Seria coerente o sr. ser chamado de conservador depois da fala contrária ao ex-presidente Lula, não?
DN - Acho que naquela época era o contrário, né? Disseram que era um bispo muito avançado, para arvorar-se a fazer um discurso como aquele. Quem disse que PT é modernidade e é progressismo? Quer coisa mais antiga do que um passado político não ser capaz de fazer o mea culpa dos seus erros? Isso é tão antigo quanto o homem que não reconhece seu pecado. Isso fez com que o PT perdesse as suas bases. Isso é progressismo? Isso é antiquado. Quer coisa mais antiga do que a corrupção?
P. - O sr. pode explicar sua transferência para Diamantina após a polêmica? Foi uma punição ou uma promoção?
DN - [Sorrindo] É muito interessante. Nós tivemos três interpretações disso. A primeira foi: "Ele foi corajoso, o papa o promoveu, foi de bispo auxiliar para arcebispo"; a outra: "Ele falou o que não devia, então o papa o puniu, o mandou para o interior"; ou então: "Ele já sabia, portanto chutou o pau da barraca". São interpretações que não procedem. A escolha de um bispo acontece num processo longo, de quase um ano. Eu fiquei sabendo de Diamantina quase um mês e meio antes [do sermão].
P. - Há alas conservadora e progressista na CNBB?
DN - É normal isso numa agremiação. É normal que haja pessoas que tenham um determinado alinhamento. Cada bispo responde dentro da sua realidade. Vai ser bispo na Amazônia, para ver como é preciso ser mais aguerrido. Vai ser bispo no Nordeste. Eu estou no portal do Vale do Jequitinhonha, naquelas cidadezinhas que não têm esperança alguma, não têm meio de transporte, não têm como produzir, não têm emprego. Eu não posso me permitir nem ser progressista nem tradicional, eu preciso ser gente.
P. - O sr. tem intenção de colocar seu nome como candidato na eleição da nova diretoria?
DN - Não existe disputa de cargos entre nós. Mesmo porque, para nós, cargo é serviço. Você não ganha jetons, só trabalho. Não devemos procurar, mas também nunca negar. Se a CNBB me chamar, estarei disponível.
P. - Qual é a igreja que se reúne neste momento para a assembleia?
DN - Uma igreja que tem consciência da sua missionariedade, que vive o seu tempo, assume os desafios do seu tempo e cumpre com a sua missão, que é anunciar a boa-nova do Nosso Senhor Jesus Cristo.
P. - Quais são os desafios hoje?
DN - Nós temos no Brasil uma dificuldade, muito grande e já histórica, que é a desigualdade de renda. É um descalabro. Temos que enfrentar. Outra questão, ligada a essa, é a dos 13 milhões de desempregados. É preciso que, num Brasil onde há grande desilusão com o Estado, a igreja faça o seu papel de não deixar que o povo se desespere.
P. - O que a igreja pode fazer concretamente?
DN - Como CNBB, nós vemos a realidade, estudamos sobre ela e propomos estratégias. E é muito importante para nós não deixar que, num Brasil desorganizado assim, o povo perca a esperança. Nós entendemos esperança como resgate da dignidade, para que ninguém fique à margem nessa sociedade.
P. - Não é uma utopia?"‚É uma utopia, mas digna, uma bandeira digna de ser levantada. Como é que pode, num país que é o celeiro do mundo, nós ainda convivermos com a fome?
DN - Aí entra o trabalho social da igreja nos hospitais, nas casas de recuperação, o trabalho da Caritas, da Pastoral da Criança. E nós estamos falhos no sentido de marketing da igreja. Se nós resgatarmos a verdade da grandeza da obra social da igreja no Brasil, estaremos mostrando uma coisa desconhecida de todo o povo.
P. - O sr. considera desconhecida?
DN - Sim. Tanto é que não há setores do governo que questionam sobre a isenção de impostos que a igreja tem? [Na semana passada, em entrevista à Folha de S.Paulo, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, falou em um novo tributo que atingiria igrejas; Bolsonaro o desautorizou. Há um desconhecimento, inclusive do próprio governo, que é incapaz de nos substituir no trabalho imenso que é feito porque desconhece as atividades que a igreja faz.
p. - O sr. quer dizer que há trabalhos que o Estado deveria executar e a igreja os assume?
DN - Mas não há nem dúvida. Nós substituímos o Estado no serviço social. E não é só no serviço de caridade imediata, que também é importante, mas também de organização da sociedade para que enfrente as dificuldades. Enquanto nós não politizarmos mais a base, não sairemos disso. E falo de política com P maiúsculo, não somente política partidária, mas política enquanto exercício de construção da casa comum. Esse é o serviço que a igreja tem feito historicamente no Brasil, e continua fazendo apesar dos pesares, daquilo que se acusa sobre a CNBB, de que é partidária, que toma uma bandeira ou outra. Isso não corresponde à verdade.
P. - A CNBB dará, como se especula, uma guinada conservadora?
DN - O governo foi constituído democraticamente, e como tal tem que ser respeitado. Mas não quer dizer que tudo aquilo que o governo tem feito está sendo coerente com aquilo que o Brasil mais precisa. Ora, naquilo que ele está acertando, por que não se alinhar com ele e aplaudi-lo? E, naquilo que porventura entendemos que não vai beneficiar o povo, por que não oferecermos outra proposta? Não é fazer oposição por oposição, que isso não leva a nada.
P. - Que pontos mereceriam ser aplaudidos no governo Bolsonaro?
DN - Há um esforço muito grande de colocar em ordem a economia e estancar a violência. Ora, nesse sentido, nós podemos muito bem pinçar os pontos que estão sendo acertados e dizer: "Que bom, o caminho é por aqui". Mas nós temos elementos do governo que colocam em risco a educação, por exemplo.
P. - Então o sr. acha que a educação não vai bem neste governo até agora?
DN - Historicamente, a educação não tem ido bem. E este governo ainda não encontrou, a meu ver, o caminho ideal, adequado.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 14:20
Governo Bolsonaro bloqueia R$ 16,3 milhões da UFRB e R$ 11,8 mi da UFOB
por Rodrigo Daniel Silva

Foto: Reprodução / TV Subaé
O Ministério da Educação (MEC) bloqueou 32% do orçamento da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – o que equivale R$ 16,3 milhões – e 33,2% da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) – o que corresponde a R$ 11,8 milhões.
Ao Bahia Notícias, o reitor da UFRB, Silvio Soglia, afirmou que não recebeu nenhum comunicado oficial do MEC sobre os cortes. "O bloqueio destes valores, se não for revertidos, inviabilizam ate o final do ano, o funcionamento de vários serviços da universidade, além de impactar diretamente no pagamento das contas de água, luz, telefone, limpeza e vigilância, por exemplo", declarou.
Em nota publicada no facebook, a UFOB afirmou que o bloqueio trará "graves consequências" à universidade e, se mantido, inviabilizará o funcionamento da UFOB, a partir da metade do segundo semestre deste ano. Na semana passada, o governo do presidente Jair Bolsonaro já tinha bloqueado 30% do orçamento da Universidade Federal da Bahia (Ufba) (veja aqui).
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 14:00
Aliados avaliam que Haddad terá que disputar internamente com Rui pela Presidência

Foto: Ricardo Stuckert
Aliados de Fernando Haddad já detectaram a intenção do governador da Bahia, Rui Costa (PT), de disputar também a Presidência da República em 2022, segundo o jornal O Globo.
De acordo com a publicação, um parlamentar da legenda, com bom trânsito com Lula e que esteve próximo a Haddad na disputa de 2018, avalia que o ex-prefeito de São Paulo terá que travar um embate interno se quiser concorrer novamente e não terá o posto de candidato assegurado.
Para esse petista, numa eventual disputa não haveria vantagem inicial para o paulista. Ainda segundo o diário carioca, a ambição de Rui Costa de se colocar como protagonista no plano nacional não deve ser brecada pela direção petista.
Principal liderança do partido, mesmo fora de cena por causa da prisão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, ainda não foi consultado sobre o assunto. Dirigentes ouvidos pelos PT próximos a Haddad ressaltam que Rui Costa tem “legitimidade” para pleitear uma candidatura porque está à frente do maior dos quatros estados governados pelo partido.
Na campanha, Rui e Haddad tiveram divergências. Petista de perfil pragmático, o baiano manifestou contrariedade com a forma como Haddad tratou da questão da violência (principal bandeira de Bolsonaro). O baiano era favorável que Haddad passasse a defender o endurecimento de penas, o que o então candidato do PT se recusou a fazer, segundo o jornal O Globo.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 13:40
MP que dificulta contribuição sindical pode cair
por Por Folhapress

Foto: Reprodução / G1
O governo decidiu abrir negociação com sindicatos e poderá sacrificar a MP (medida provisória) que proíbe o desconto automático da contribuição que incide sobre a folha salarial.
Lideranças das principais centrais dizem que, do jeito que está, a MP pode asfixiá-las. Por isso, pressionam seus parlamentares a barganhar um acordo com o governo em troca da reforma da Previdência.
Neste momento, lideranças parlamentares e assessores do governo afirmam que não se trata de uma troca. Reconhecem, no entanto, que a oposição à MP uniu as centrais e os deputados que representam a causa trabalhista no Congresso, e esse bloco pode atrapalhar o avanço da Previdência.
Na segunda-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o dirigente nacional da UGT, Ricardo Patah, e prometeu marcar uma reunião com técnicos do governo para, segundo o sindicalista, "abrir diálogo". A UGT é a mais próxima do governo entre as grandes centrais.
"Essa MP é péssima para o movimento sindical, é inconveniente. O ideal seria que ela caducasse", disse Patah.
Publicada em março, a medida provisória 873 não tem comissão instalada, presidente nem relator. O prazo para o governo aprová-la no Congresso expira no início de julho.
Aliados do governo no Congresso já avaliam deixá-la expirar e, após a tramitação da Previdência, apresentar um projeto de lei tratando do assunto.
O Ministério da Economia, responsável pela formulação da MP, resiste, e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), promete desengavetar o projeto indicando um relator ainda nesta semana.
A maioria dos líderes partidários é contra a volta do imposto sindical", afirmou ela.
A MP foi apresentada pelo governo para fechar brechas usadas por sindicatos e empresas para burlar o fim do imposto sindical, eliminado na reforma trabalhista. A contribuição passou a ser optativa e feita com autorização prévia dos trabalhadores.
Alguns sindicatos, porém, interpretaram que a autorização pode ser feita por meio de assembleias da categoria sem a necessidade do consentimento de cada trabalhador.
Eles negociaram essas condições com os patrões em acordos coletivos firmados no segundo semestre de 2018.
Os bancos, por exemplo, acordaram descontar automaticamente 1,5% do salário dos funcionários para se livrar do pagamento de gratificação sobre horas extras. Esse é um dos principais motivos que levam os bancos a serem processados na Justiça do Trabalho.
O acordo foi feito após a Vale obter autorização do TST (Tribunal Superior do Trabalho) para descontar em folha uma contribuição sindical equivalente à metade de um dia de trabalho, após negociar com sindicatos de ferroviários.
Embora representasse 50% do antigo imposto sindical, a contribuição foi descontada automaticamente, ferindo o princípio da reforma trabalhista, de acordo com o Ministério da Economia.
Por pressão do secretário especial da Previdência, Rogério Marinho -que foi relator da reforma trabalhista-, Bolsonaro baixou então a MP. Ela estipula que a autorização deve ser individual, e o pagamento, feito por boleto bancário.
Com isso, tanto a Vale quanto os bancos suspenderam o repasse, o que está sufocando os sindicatos.
O presidente da UGT considera que a MP é péssima para o movimento sindical, mas afirma que, se a negociação com o governo seguir adiante, exigirá a retirada da contribuição por boleto (mantendo o desconto em folha) e que as regras das relações entre patrões e empregados sejam definidas por livre negociação. "A Constituição diz que o governo não pode interferir em questões sindicais", disse Patah.
Segundo o advogado Otavio Pinto e Silva, professor da USP e sócio do escritório Siqueira Castro, empresas que acordaram recolher a contribuição fizeram valer outro pilar da reforma trabalhista: a prevalência do negociado sobre o legislado. Ou seja, tem mais poder o acordado entre patrões e empregados do que a própria lei.
Por isso, sindicatos já recorreram ao STF para invalidar a medida provisória, alegando sua inconstitucionalidade.
"Estamos em um momento de insegurança jurídica, as empresas não sabem se devem ou não descontar a contribuição", disse Silva, que tem entre seus clientes companhias que negociaram o recolhimento da contribuição em folha.
A reportagem consultou os principais bancos do país. Bradesco, Itaú e Santander disseram que a Febraban, que representa o setor, se manifestaria.
Via assessoria, a federação disse que os bancos cumprem a lei trabalhista em vigor e que não comentaria sobre a MP. A Vale informou que interrompeu em fevereiro o recolhimento da cota negocial.

Foto: Divulgação
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino médio começam na próxima segunda-feira (6), a partir das 10h ( horário de Brasília), e se encerram no dia 17 de maio.
A taxa de inscrição é de R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio, podendo ser paga em agência bancárias, casas lotéricas e agências dos Correios.
A inscrição também vale para quem pediu a isenção das taxas. Estudantes que entraram com recurso relacionado ao pedido de isenção já podem verificar o resultado. As informações foram divulgadas na quinta-feira (2) no Sistema Enem, para ver o resultado é necessário fazer o login na página do aluno.
As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro.

Foto: Reprodução / CPLP
Neste domingo (5) marca o Dia da Língua Portuguesa. A data celebra a relevância cultural e histórica do idioma para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Na sexta-feira, 10 de maio, a CPLP, hoje presidida por Cabo Verde, marca o dia com um evento na sede das Nações Unidas em Nova York.
Dezenas de representantes da comunidade internacional, funcionários da ONU e convidados terão oportunidade de assistir a momentos culturais destes países e experimentar especialidades gastronômicas.
O dia 5 de maio foi instituído como o "Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP", a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, decorrida na cidade da Praia, Cabo Verde.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 12:40
Banco Central define na quarta-feira se a taxa Selic será mantida em 6,5%

Foto: Reprodução / G1
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz na próxima terça-feira (7), a terceira reunião de 2019 para estabelecer a taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 6,5% ao ano. Na quarta-feira (8), após a segunda parte da reunião, a taxa será anunciada.
Instituições financeiras que foram consultadas pelo Banco Central preveem que a Selic deve continuar no mesmo percentual, segundo a Agência Brasil.
A taxa é referencial usado nos demais juros da economia, sendo a taxa média em negociações com titulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas todos os dias no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
A inflação tem meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, em 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano.
De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.
Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes na Selic, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. Esse processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou ao seu mínimo histórico, 6,5% ao ano, e depois disso foi mantida pelo Copom nas reuniões seguintes.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 12:20
Amsterdã irá proibir veículos a gasolina e diesel a partir de 2030

Foto: Reprodução / O Globo
Carros e motos movidos a gasolina e diesel estarão proibidos em Amsterdã, capital da Holanda a partir de 2030. O Conselho Municipal da cidade holandesa tenta com essa medida despoluir o ar da cidade.
"A poluição costuma ser um assassino silencioso e é um dos maiores riscos à saúde em Amsterdã", disse a conselheira de trânsito da cidade, Sharon Dijksma, autoridade local através da Agência Brasil.
Apesar do uso generalizado de bicicletas na Holanda, o nível de poluição do ar fica acima do permitido pelas normas europeias em muitas áreas do país, principalmente devido ao tráfego pesado em Amsterdã e na cidade portuária de Roterdã.
A medida começará a ser válida em 2020, com o banimento de carros a diesel produzido antes de 2005. A proibição será gradualmente expandida.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 12:00
Feira: Ladrões roubam as quatro rodas do carro de cantor durante show de Bruno e Marrone

Foto: Reprodução / Instagram
O cantor Paulo Bindá teve as quatro rodas de seu carro levadas enquanto curtia show de Bruno e Marrone na última sexta-feira (3), em Feira de Santana. O Cobalt Chevolet estava estacionado na Rua Fernando Ferrari, no bairro Brasília, próximo à casa de show do evento.
Nas redes sociais, o músico pediu ajuda aos seguidores para tentar localizar as peças. “Infelizmente foi assim! Levaram as quatro rodas... espero que a polícia um dia bote as mãos nessas pessoas que estão no mundo para fazer o mal. Prejuízos materiais não me abalam, mas a indignação de como alguns seres humanos chegam a esse ponto. Verdadeira decepção. Não podemos ter nada”. As rodas são Aro 14 de liga leve e os pneus eram novos.


Domingo, 05 de Maio de 2019 - 11:40
Brasileiros criam método com inteligência artificial para diagnosticar Alzheimer

Foto: Reprodução/EPTV
Como se sabe, o Alzheimer é uma patologia degenerativa que afeta áreas do cérebro e provoca perda de memória. Por isso, o diagnóstico precoce segue como um dos maiores desafios e aliado da área médica. Nessa lógica, pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método inédito para identificar os primeiros sinais da doença.
De acordo com o G1, a tecnologia foi desenvolvida pelo Instituto de Computação da universidade, juntamente com o Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos. A técnica, que analisa ressonâncias magnéticas baseadas em mais de 20 mil imagens de cérebros (saudáveis e doentes), cria um sistema de inteligência artificial, onde um computador é capaz de apontar quais áreas do cérebro estão em fase inicial de Alzheimer.
"Nossa ideia é fazer uma ferramenta que auxilia o diagnóstico. Vamos gerar os dados para o médico tomar uma informação mais detalhada, embasada, precisa e mais rápida", explicou o pesquisador Guilherme Folego. Ainda na nota, ele pontuou que os médicos só conseguem ter certeza da manifestação da doença em estado já avançado e que o sistema habitualmente utilizado demora de 15 a 20 horas. "Nosso sistema, por outro lado, demora de 10 a 15 minutos, então é bem expressivo. Você consegue ajudar o médico a fazer um diagnóstico mais preciso e eficiente", detalhou.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 11:30
Programa de sócios do Vitória ultrapassa a marca de 10 mil
por Glauber Guerra

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O Vitória chegou à marca de mais de 10 mil sócio-torcedores neste domingo (5). O clube teve um crescimento significativo logo após a posse de Paulo Carneiro na presidência. No dia 25 de abril, a agremiação tinha 7.255 adeptos registrados no Sou Mais Vitória (SMV). Um aumento de aproximadamente 40% em menos de duas semanas.
O programa SMV conta com três planos. O bronze custa R$ 25 por mês e o torcedor garante 70% de desconto no valor do ingresso. O prata é oferecido por R$ 50 mensais. Nesta modalidade, o associado garante entrada para o setor de arquibancada em todos os jogos do Leão. No ouro, o valor é de R$ 100 por mês e o torcedor vai para a cadeira em todas as partidas. Vale lembrar que o benefício é válido para os duelos do Leão como mandante.
O pagamento do SMV é mensal e pode ser efetuado em boleto ou no cartão crédito.
O torcedor do Vitória poderá se associar por meio do site https://socio-vitoria.futebolcard.com e nas lojas oficiais no Capemi, Center Lapa e Barradão.

Arte: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 11:20
Coreia do Norte distribui 300g diários de alimentos, segundo ONU

Foto: Reprodução / G1
A Coreia do Norte reduziu as rações que entrega à população ao nível mais baixo e pode ser forçada a cortar caso não receba ajuda internacional, revelou a ONU, segundo a Folha de São Paulo.
Cerca de 10,1 milhões de norte-coreanos, 40% da população, sofrem com a falta de alimentos após a pior colheita em uma década no país, segundo a Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), e Programa Mundial de Alimentos.
"Isso é preocupante, porque muitas comunidades já são extremamente vulneráveis, e os futuros cortes às já reduzidas rações de comida poderiam levá-los a uma profunda crise de fome", explicou Nicolas Bidault, codiretor da missão.
As famílias comem poucas proteínas e se alimentam maior parte do ano de uma dieta com base em arroz e kimchi, uma receita de vegetais fermentados.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 11:00
Israelense morre após lançamento de foguete de Gaza, 430 já foram disparados

Foto: Reprodução / G1
As Forças de Defesa de Israel (IDF), afirmaram neste domingo (5) que 430 foguetes foram disparados de Gaza para o território israelense nas últimas 24 horas.
Um israelense de 60 anos, identificado como Moshe Agadi, morreu no hospital devidos aos ferimentos causados por um foguete que caiu na cidade de Ashkelon, segundo o G1.
A IDF, diz ter respondido aos ataques, atingindo "alvos terroristas" na região de Gaza, incluindo fábricas de armas do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina (PIJ), um centro de treinamento e comando da PIJ que ficava dentro de uma mesquita.
Pouco depois, a PIJ anunciou a morte de dois dos seus membros no ataque israelense em Gaza.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, disse que ordenou às Forças Armadas que permaneçam com os "ataques em massa contra elementos terroristas na Faixa de Gaza" e que a fronteira seja reforçada "com tanques, artilharia e tropas".
As autoridades de saúde de Gaza, revelaram que, ao menos quatro pessoas morreram no sábado - entre elas, um bebê e sua mãe. O Exército israelense negou a autoria da morte da mulher e da criança e acusou o Hamas.

Foto: Reprodução / G1
A Latam vai incorporar dez aviões que tinham operações vinculadas a Avianca em sua frota. A ação acontece depois da Avianca, companhia aérea que passa por processo de recuperação judicial, cancelar 1.400 voos em razão da perda de aeronaves arrendadas.
Na atualidade, a Avianca opera apenas entre quatro aeroportos: Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio, Brasília e Salvador. Na próxima terça-feira (7), haverá um leilão para a venda dos ativos da empresa que já foi a quarta maior companhia aérea do país, segundo a Agência Brasil.
As aeronaves serão arrendadas pela Latam, sendo todas do modelo Airbus 320-200, que pertencem a Air Castle, uma das maiores empresas de leasing de aeronaves do mundo.
Através de nota, a Latam disse as negociações para o arrendamento dos aviões começaram no início do ano e que algumas delas já se encontram no centro de manutenção (MRO) da empresa, em São Carlos (SP).
"As aeronaves serão operadas em mercados domésticos do Grupo Latam Airlines, principalmente no Brasil, considerando a eventual aquisição dos ativos pela Latam Airlines Brasil", informou a empresa.

Foto: Reprodução / G1
O Governo de Roraima pediu na última semana ao Ministério da Saúde a realização de um plano de contingência contra um possível surto de difteria no estado. O pedido se baseia no alerta internacional de aumento no número de casos na Venezuela.
Segundo a Agência Brasil, o estado de Bolívar já teria registrado 400 casos, mas ainda não existem notificações na fronteira. A preocupação é em razão da migração de venezuelanos para o Brasil, principalmente em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima.
A difteria é uma doença causada por uma bactéria que se instala nas amídalas, faringe, laringe e nariz, provocando dificuldade de respirar. A doença pode ser transmitida pelo contato direto, por meio de gotículas eliminadas pela tosse, espirro e ao falar.
O Ministério da Saúde disse que já estuda um possível plano para o estado.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 10:00
Mulher desiste de doar R$ 30 mil para criança com câncer: 'Descobri que é filha de lésbicas'

Foto: Reprodução / Extra
O casal Tiffany e Albree Shaffer, moradoras de Ohio, nos Estados Unidos, denunciou um episódio de homofobia que revoltou sua família. Elas são mães de uma menina de quase dois anos, diagnosticada com neuroblastoma avançado, um tipo de câncer que ataca glândulas acima dos rins, há cinco meses e relataram que receberam uma mensagem de uma pessoa que disse ter se sensibilizado com a história da criança, mas que deixaria de doar um valor equivalente a R$ 30 mil para o tratamento porque ela é filha de duas lésbicas.
Segundo o Extra, elas relataram em um post no Facebook terem ficado "chocadas e enojadas" a mensagem enviada por uma mulher identificada como Bren Marie. "Minhas orações estão com a Callie. Eu ia doar US$ 7,6 mil (cerca de R$ 30 mil) para ela, mas descobri que ela é filha de lésbicas. Eu escolhi fazer uma doação para St. Jude (hospital infantil) devido a esse fato", afirmou a usuária da rede social. "Desculpe, ainda vou rezar por ela, mas talvez seja a maneira de Deus de chamar sua atenção que ela precisa de uma mamãe e um papai, não duas mamães".
Ainda de acordo com a nota, o perfil dela foi excluído ou teve seu nome alterado após a repercussão. "Tentamos não ficar chateadas, mas foi difícil", disse Albree, de 26 anos. "Eu não podia acreditar que ela nos procurou para nos dizer isso diretamente. Ela poderia simplesmente não ter doado e ignorado a página". Entretanto, elas receberam doações de outras pessoas após a divulgação do caso. A vaquinha online já arrecadou cerca de US $ 80 mil (aproximadamente R$ 315 mil). De acordo com a família de Callie, além da quimioterapia e radioterapia, ela precisará de um transplante de medula óssea e de uma cirurgia para remover o tumor assim que ele encolher.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 09:45
Confira as fotos do triunfo do Vitória sobre o Vila Nova
por Glauber Guerra

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O Vitória venceu o Vila Nova por 2 a 1, no último sábado (5), no Barradão,pela Série B, e deu fim ao jejum de 13 jogos sem triunfos. Os gols do Leão foram marcados por Ruan Levine, conhecido como Potó. Confira abaixo as imagens do jogo registradas pelas lentes do fotógrafo Max Haack.
Fotos: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 09:40
Mourão afirma que disputa nos EUA fez Bolsonaro Cancelar viagem a Nova York

Foto: Reprodução / G1
O vice-presidente Hamilton Mourão atribuiu à disputa política interna dos dos Estados Unidos a razão do presidente Jair Bolsonaro cancelar a viagem a Nova York, onde seria homenageado no próximo dia 14 pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
Bolsonaro, seria condecorado com o prêmio de "Personalidade do Ano", vem recebendo críticas de políticos americanos, principalmente do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que comemorou a desistência do presidente brasileiro.
Em sua versão, Mourão, revelou que não teve relação com o cancelamento de patrocinadores do evento em Nova York, segundo o Estadão. Uma séria de desistência ocorreu quando o nome de Bolsonaro foi confirmado.
“A realidade é que o presidente se sente incomodado pela atitude do prefeito de Nova York, que nada mais é do que uma disputa interna nos Estados Unidos”, disse Mourão após participar da Festa Nacional da Cavalaria do Rio Grande do Sul, no município de Tramandaí.
“O prefeito é democrata, o presidente Donald Trump é republicano e o presidente Jair Bolsonaro julgou por bem não se meter em algo que é uma disputa de outro país”, afirmou o vice.
Através do porta-voz Otávio do Rêgo Barros, o presidente justificou a desistência por receber “ataques deliberados” de Bill de Blasio e pelo que chamou de “ideologização da atividade”.
Domingo, 05 de Maio de 2019 - 09:20
Indústria intensifica pressão por reforma tributária
por Folhapress

Foto: Reprodução / G1
Com a reforma da Previdência já pautada no Congresso, a indústria se articula para garantir a tramitação ainda neste ano de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que altere o sistema tributário brasileiro.
Entre empresários, a leitura é de que novas regras para as aposentadorias devem ajudar a macroeconomia do país no longo prazo e, no médio, atrair investimentos, mas é a reforma nos impostos que pode reduzir o chamado "custo Brasil" das companhias.
"A reforma da Previdência é a mais importante para o país. Mas a tributária é a principal para o setor produtivo. É imprescindível", diz José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (associação da indústria de máquinas).
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou a uma plateia de diretores e associados da Fiesp (federação das indústrias de SP) que não precisa esperar a conclusão da PEC da Previdência na Casa para pautar a reforma tributária.
A questão dos impostos foi a mais endereçada a Maia pelos participantes do encontro.
"Encerrando o ciclo de debates da Previdência na comissão especial, a gente passa a ter condição de discutir a tributária", disse Maia.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp e filiado ao MDB, reforçou que a Previdência deve ter prioridade, mas disse que a sinalização de Maia foi boa.
"Se pudéssemos aprovar amanhã as duas, seria o ideal. Desde que uma coisa não atrapalhe a outra, é possível caminhar de forma paralela, com prioridade para a Previdência, mas em seguida colocando a tributária", afirmou.
A comissão especial da PEC da Previdência foi instalada em 25 de abril e tem até 40 sessões para analisar o projeto. Maia já disse que a tramitação nesta fase pode durar de 60 a 70 dias.
"Temos uma ansiedade grande de encontrar melhorias no ambiente tributário. Não temos por que ficar esperando uma reforma tramitar para começar outra. Acho normal que o Parlamento discuta mais de um tema", disse Humberto Barbato, presidente da Abinee (associação da indústria elétrica e eletrônica).
Para a indústria, o maior peso vem do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cobrado pelos estados por meio de 27 legislações e alíquotas diferentes.
"A reforma da Previdência é estruturante. Mas a verdade é que, na hora de emitir nota, ela não vai me influenciar", afirma Renato Jardim, superintendente de políticas industriais do Sinditêxtil-SP.
Se tudo correr bem na política, diz ele, há chance de a reforma tributária estar avançada ou até aprovada no fim deste ano.
Baleia Rossi (SP), líder do MDB na Câmara, protocolou no início de abril uma PEC para alterar o sistema tributário, antes mesmo que o governo apresentasse a sua proposta.
A base para o texto de Rossi é do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal) e encabeçada pelo economista Bernard Appy.
A ideia central é substituir, em dez anos, cinco tributos que incidem sobre o consumo (ICMS, PIS/Cofins, ISS e IPI) por um imposto único com alíquota estimada de 20%.
Mexer no sistema atual esbarra em governadores e prefeitos, que temem perda de receita, além do setor de serviços, que, em geral, paga menos imposto que a indústria.
Maia admitiu a empresários que uma reforma profunda exige "reorganizar o poder de estados e municípios na legislação tributária".
"A reforma da Previdência unifica a federação, mas não unifica a sociedade. Já a tributária unifica a sociedade, mas não a federação", disse.
Appy argumenta que, além da transição de dez anos para empresas, haveria uma transição de 50 anos para a distribuição da receita entre estados e municípios. "O efeito de mudança sobre as finanças é muito diluído no tempo", diz.
Para Velloso, da Abimaq, o projeto tributário deve caminhar com uma proposta de novo pacto federativo. "Estados querem menos obrigações e mais receitas. Por isso digo que a reforma tributária é muito complexa e mais difícil do que a da Previdência."
À reportagem o secretário da Receita, Marcos Cintra, disse que o governo quer substituir a contribuição previdenciária da folha de pagamentos por um tributo sobre todas as transações financeiras.
A CP (Contribuição Previdenciária) teria uma alíquota de 0,9%, rateada entre as duas pontas da operação.
Cintra nega que seja disfarce para uma nova CPMF, que incidia sobre movimentações bancárias até 2007 e assombra empresários ainda hoje.
A indústria não rechaçou. "Não tenho preconceito. Tudo é uma questão de fazer conta", disse João Carlos Basílio, presidente-executivo da Abihpec (associação da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos). "Não deixa de ser uma CPMF disfarçada", disse.
Já o setor de serviços vê na desoneração da folha uma compensação para o aumento tributário gerado pela alíquota unificada. "Poderia ficar cerca de 28% mais barato contratar", diz João Diniz, presidente da Cebrasse (central do setor).

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