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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PERFIL DE WILLIAM MACHADO DE OLIVEIRA - DIRETOR DE FUTEBOL DO BAHIA

FONTE/ SITE ECBAHIA.COM

11/12/2013 - 20h10

"Temos que findar fama de caloteiro", diz diretor

Da Redação




De Daniel Dórea, para o jornal A Tarde:
`Sete meses depois de recusar oferta do Bahia, na época presidido por Marcelo Guimarães Filho, o ex-jogador William assume a diretoria de futebol do clube, agora sob nova direção. Em entrevista a A TARDE, o dirigente - formado em ciências contábeis - destaca que sua filosofia é compatível com a da atual diretoria tricolor e afirma que o Bahia não vinha sendo bem gerido antes.
Zagueiro e capitão do Corinthians na conquista da Copa do Brasil de 2009, William teve uma única experiência anterior como gestor. Foi justamente no Timão, em 2011. Agora, encara uma realidade diferente e se vê na obrigação de montar um time competitivo com orçamento menor - cerca de R$ 65 milhões por ano -, sem deixar os salários atrasarem.
"Ele tem ciência total de tudo isso. É cuidadoso com o orçamento e se adequa à ideia de não querer contratar um caminhão de jogadores", diz o assessor especial do Esquadrão, Sidônio Palmeira.
Depois da rápida experiência no Corinthians, como você vê essa sua nova empreitada no Bahia?
Vejo como uma grande oportunidade. Essa nova diretoria do Bahia tem uma filosofia que combina muito com o que eu penso do futebol, com o que eu aprendi durante meus 20 anos de carreira de jogador. Calculo que, de 10 campeonatos, oito são vencidos por clubes que trabalham da maneira correta. Sou muito pragmático em relação a isso e as pessoas do clube também pensam assim.
Você fala em relação à necessidade de trabalhar com um baixo orçamento e, mesmo assim, não contrair dívidas?
Sim. Num primeiro momento teremos que trabalhar com um orçamento menor em relação a outras grandes equipes do Brasil. Mas temos aí exemplos de clubes, até com torcida e orçamento menores do que os do Bahia, que conseguiram fazer boas campanhas neste Brasileiro, como Atlético-PR e Goiás. É preciso trabalhar com princípios básicos, como pagar os salários em dia. Essa é a filosofia que temos de adotar: a do fair play financeiro. Quando o jogador tem a certeza de que vai receber, isso ajuda, até mesmo nas negociações. Quando o clube tem fama de honrar seus compromissos, você consegue negociar com o atleta um salário razoável. Agora, se o clube tem fama de caloteiro, ele já pede muito mais. Isso dá prejuízo.
Em maio deste ano você chegou a negociar sua vinda para o Bahia, ainda administrado pela gestão anterior, mas desistiu, alegando diferenças de pensamento. A situação mudou?
O Bahia é um grande clube, mas há tempos não vinha sendo gerido de forma condizente com a sua grandeza. O Bahia tem de estar em todo Campeonato Brasileiro no mínimo entre os 10 primeiros. Caso isso volte a acontecer, o clube vai recuperar o respeito. Agora, com a nova diretoria, a situação do clube é outra. O torcedor já voltou a sentir a grandeza do Bahia na demonstração democrática que viu neste ano (refere-se à primeira eleição com participação direta dos sócios da história da agremiação, em 7 de setembro). E, com o nosso trabalho, vai sentir muito mais.
Após deixar o Corinthians, no início de 2011, você não trabalhou mais com futebol. Estava se especializando?
Só você ser ex-jogador não basta para trabalhar como profissional do futebol fora do campo. Vejo com bons olhos os atletas quererem ocupar mais espaço na organização do esporte, mas, para isso, é preciso adquirir conhecimento. Por exemplo, aqui na América do Sul somos os únicos que falam português. Assim, você tem de, no mínimo, arranhar o ‘portunhol’. E o inglês também é fundamental, já que o mercado brasileiro é muito visado na Europa. No meu caso, parei pra estudar, me capacitar. Porém, não visando o trabalho no futebol. Pensei no lado pessoal e também em um trabalho futuro na área financeira. No entanto, nunca abandonei a ideia de voltar a trabalhar no futebol e trago conceitos que vi fora do país e pretendo disseminar no Brasil. Quero ver as equipes brasileiras mais fortes.
O que você fez nesse tempo?
Estudei inglês durante nove meses e visitei clubes no exterior. Fui ao Milan e ao Liverpool e, lá, pude conversar com dirigentes, ver organogramas... Enfim, pude conferir o funcionamento da parte organizacional desses clubes. Constatei que o Milan faz um trabalho muito interessante nas divisões de base e isso tem que ser trazido para o Brasil. Nosso país sempre foi um celeiro de grandes talentos, mas vem revelando cada vez menos nos últimos 15 anos.
O que pretende trazer de novidades para a base tricolor?
Tenho que chegar primeiro e ver como tudo está funcionando agora. Eu tenho conceitos, mas preciso identificar a situação atual, trocar ideias. Não sou o dono da verdade. Agora, posso dizer que a base é prioridade, ainda mais neste momento em que, depois do racha do Clube dos 13, a diferença de orçamento entre os clubes cresceu muito. A única forma de quebrar essa condição é formar os próprios talentos, afinal, não iremos estourar o orçamento do clube. Vamos trabalhar arduamente para isso.
E quanto à questão dos seus contatos no futebol? Perdeu alguma coisa nesse período em que ficou afastado?
Felizmente, eu tenho muitos amigos no futebol. E outra coisa: a pessoa pode até não gostar de mim, mas, em relação à minha honestidade e retidão, ninguém tem o que falar. Foi desta forma que construí toda a minha carreira e é uma coisa que trago de dentro, de família. Meu pai me ensinou: a palavra vale mais do que a assinatura. Esse comportamento abre portas no mercado. Muitas pessoas vinham até mim e diziam que eu teria de voltar para o meio, pois seria bom para o futebol. Bom... agora tenho esta oportunidade e estou motivado.
Seu nome é ventilado no clube já há algum tempo. E tinha mais força ainda pelo fato de você ser amigo do vice-presidente Valton Pessoa.
Na verdade, o pessoal me ligou ontem. Eu passei um tempo em Londres e, de lá, vi que meu nome vinha sendo cogitado pra assumir a direção de futebol do Bahia, mas não tinha nada. Sobre Valton, sou amigo de um primo dele. Conto na mão quantas vezes encontrei com Valton, com quem não tenho uma relação tão próxima, mas sei de sua história de idoneidade. Ele sabe que sou um cara duro. Primeiro vem a competência, depois a amizade. Não tem essa coisa de que Valton é meu amigo. Ele buscou informações a respeito do meu trabalho e, por isso, fui contratado. Tanto é verdade que não havia nada certo até ontem que eu tinha uma passagem comprada para a África. De lá, iria para Ásia e Oceania. Tinha a pretensão de estudar educação física e psicologia, mas vou desmarcar tudo. Diante da chance de trabalhar no Bahia, deixo a viagem pra depois.
Você esteve reunido com a diretoria do clube na manhã de terça-feira já para tratar da composição do elenco. Acha que será preciso fazer uma reformulação geral?
Não. O Bahia tem uma base. Não existe isso de trocar todo mundo. Agora, é claro que teremos de reforçar o time em algumas posições, pois não dá pra ficar brigando contra o rebaixamento todo ano. Mas faremos tudo com muita calma, critério e respeitando o orçamento. O que temos de fazer é acabar com a fama de caloteiro. Se perdermos um jogador ou outro, será para não estourar o orçamento. E só iremos trazer atletas que tenham prazer em defender as cores do Bahia, não aqueles que colocarem o time como última opção.
E o novo técnico? Nomes da nova geração pululam, como Guto Ferreira, Marquinhos Santos e Claudinei Oliveira. Vocês irão por esse caminho?
É muito importante frisar que não temos problema com idade. Às vezes, um cara mais velho tem a cabeça super atualizada e um mais novo pode estar ultrapassado. O que precisamos é de um treinador que esteja acompanhando a transformação mundial do futebol. Não poderemos trazer ninguém de vanguarda, então, que pelo menos seja alguém que esteja acompanhando as mudanças pelo mundo.`

William faria transição, mas MGF recusou; entenda

Da Redação



Ex-setorista do Bahia, através do portal Bahia Noticias, e atualmente colunista esportivo, o jornalista Éder Ferrari escreveu sobre o acerto com o gestor de futebol William Machado. Utilizando seu blog pessoal no Wordpress, Éder fez um histórico sobre o novo contratado, e revelou algo que a maioria da Nação tricolor não sabia.

Segundo o jornalista, William é amigo de Valton Pessoa, atual vice-presidente tricolor, e teria sido oferecido à Marcelo Guimarães Filho no meio do ano para que fizesse um trabalho de transição. Isso favoreceria o clube, que não precisaria passar por todo o processo judicial de intervenção. Mas MGF recusou.
Leia mais no texto que também pode ser encontrado aqui.
"William foi um zagueiro de regular para bom. As maiores virtudes eram liderança, posicionamento e jogo aéreo. Parou cedo, em 2010, aos 34 anos, no Corinthians, após uma temporada irregular. No ano seguinte foi anunciado pelo então presidente corintiano, Andrés Sanchez, como gerente de futebol. Tudo levava a crer que teria uma longa vida na função no clube paulista. Inteligente, articulado, aparentemente bem relacionado com todos no Parque São Jorge. Contudo, menos de um mês após ser anunciado, pediu as contas.
O motivo parece banal, mas mostra um pouco da personalidade do novo dirigente. Ao deixar encaminhada a contratação do volante William Magrão, do Grêmio, William foi desautorizado por Andrés Sanchez a fazer a contratação. O fato gerou um desentendimento e o consequente pedido de demissão. Como era um novato no cargo, talvez fosse mais prudente aceitar a hierarquia. Porém, percebeu que não teria a autonomia prometida e desejada. Resolveu dar um tempo no futebol e apostar em outros seguimentos. Entre eles passou um período de intercâmbio em Londres, para aprender o inglês.
De lá pra cá, pelo menos diretamente, não esteve ativo no futebol, apesar de oferecer e fazer consultoria financeira de alguns jogadores no Brasil e no exterior. Também foi repórter/comentarista da Bandsports nas Olimpíadas de 2012 e passou novos períodos em Londres, onde ficou quase todo o segundo semestre de 2013. Em maio desse ano chegou a ser “anunciado” por Marcelo Guimarães Filho, junto com Anderson Barros e Cristóvão Borges. Chegou a “trabalhar” uns dias no Fazendão, mas acabou desistindo. Na página particular do Facebook, William justificou: “Em virtudes de algumas diferenças de pensamentos, senti que não poderia colaborar da forma como pretendia e achei melhor não aceitar o convite nesse momento”.
Para a diretoria da época, a justificativa foi diferente. Por email, afirmou. “Quando começaram a surgir notícias na mídia a respeito do meu “acerto” com o Bahia, nossos parceiros não gostaram nem um pouco. Convocaram uma reunião urgente e por isso tive que vir ontem para cá. A reunião foi acalorada e fomos postos contra a parede. Se eu sair agora eles terminam com a parceria. Tenho uma empresa de gestão financeira que funciona em principio como captadora de clientes e a nossa parceira, faz a gestão. Eles são muito criteriosos porque são os maiores gestores do Brasil. Enfim, minha decisão passa por fechar minha empresa ou assumir o Bahia”. Como logo depois foi morar em Londres, o parágrafo abaixo parece ter o real motivo.
William havia sido indicado por Valton Pessoa (amigo do ex-zagueiro) e Sidônio Palmeira para MGF. A intenção dos atuais dirigentes tricolores era de que o ex-presidente aceitasse uma transição para deixar o cargo sem a briga judicial. Como, obviamente, Marcelo Guimarães Filho não aceitou, William refutou ao convite. Desde que Fernando Schimidt assumiu a presidência tricolor, era questão de tempo para William vir para o Bahia. A diretoria agiu corretamente pela prudência de não sair fazendo caça as bruxas no futebol. A saída de Cristóvão é uma prova disso. A coisa, muito provavelmente, teria desandado.
Com tudo isso é difícil analisar a capacidade de William para o cargo. A inexperiência é evidente, já que, de fato, tem menos de um mês de trabalho nessa função e isso em 2011! Sei das diversas visitas a clubes ingleses esse ano. Será o suficiente? A realidade aqui é outra. O Bahia é um clube em transição, com graves problemas financeiros, com elenco necessitando de reformulação (vários jogadores reprovados com contrato), além das próprias mudanças no departamento. Por outro lado, também é inegável que se trata de um sujeito bem relacionado, inteligente e que conhece o mundo boleiro. E, pelas conversas, tem a teoria em mãos. Agora é torcer para que tenha discernimento, paciência e humildade para colocar em prática. Não é nada fácil! Boa sorte!"

10/12/2013 - 17h07

Saiba mais sobre o novo Gestor de futebol tricolor

Da Redação



Foto: Montagem / Twitter oficial
William Machado de Oliveira nasceu na cidade de Belo Horizonte no dia 24 de Agosto de 1976 (37 anos) e atuou como zagueiro na sua carreira de atleta do futebol. Chegou a jogar na seleção sub 17 ao lado de Ronaldo Fenômeno e outros destaques. Começou sua carreira profissional no Sete de Setembro de Belo Horizonte e passou por alguns times mineiros, inclusive o Cruzeiro.
Mas foi no Grêmio, nas temporadas 2006/2007, que o novo gestor tricolor ganhou fama como jogador. Foi campeão gaúcho 2006/2007 e vice-campeão da Libertadores 2007 comandando como um verdadeiro xerifão a zaga do time treinado por Mano Menezes.
Mano levou-o para o Corinthians em 2008 onde fez belas campanhas pelo time paulista sendo o capitão da equipe. Foi campeão da série B 2008 com sobras, campeão paulista 2009 invicto e campeão da Copa do Brasil no mesmo ano. Anunciou o fim da sua carreira como jogador de futebol em 2010.
Em 7 de fevereiro de 2011 William foi apresentado como gerente de futebol do Corinthians, mas curiosamente não ficou no cargo nem por um mês. Após ser desautorizado pela diretoria alvirrubra a finalizar uma negociação com William Magrão, do Grêmio, ele pediu demissão na manhã de 2 de março de 2011. Posteriormente, andou fazendo a vida com publicidade e comentarista esportivo.
Em matéria divulgada pelo UOL, no final do ano passado, foi mostrado que o “capita”, como William é conhecido no meio do futebol, estava atuando como consultor financeiro dos boleiros. Como havia estudado Ciências Contábeis, ainda quando era jogador, aproveitava dos conhecimentos adquiridos na área e de sua fácil comunicação com a boleiragem para ser uma espécie de conselheiro de atletas. Ensinava-os onde melhor aplicar os seus altos ganhos no futebol e assim manteve os seus contatos no meio futebolístico brasileiro.
Agora surge um novo desafio para o profissional que sempre foi um atleta diferenciado pela sua liderança em campo e inteligência política pouco comum para um jogador de futebol (ele mantém um blog no Estadão que, além de assunto esportivos, se arrisca em comentar assuntos políticos da atualidade). É torcer para ele bem aplicar seus conhecimentos e contatos a fim de trazer bons jogadores para o Bahia e realizar um trabalho eficiente de gestão do principal setor do clube, que sofreu tantos desgastes nos últimos anos.


SITE  OFICIAL DO  BAHIA
10 Dez FUT. PROFISSIONAL
"Capita" diz ter sido atraído por projeto inovador
Dando prosseguimento à reformulação iniciada na véspera, o Esporte Clube Bahia comunica à Nação Tricolor que William Machado é o novo diretor de futebol do Esquadrão de Aço.

Conhecido no meio como "Capita", referência à liderança que exergeu no Corinthians, onde foi campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista de 2009, William se aposentou em 2010, tem 37 anos e já trabalhou como gerente de futebol da equipe alvinegra.

"Me encantei com o projeto do Bahia, de inovação dentro do futebol brasileiro, uma ideia aliás que eu comungo muito", afirmou o mineiro de Belo Horizonte, que fechou com o Tricolor nesta terça-feira.

Com formação em ciências contábeis, o ex-zagueiro também possui expertise na área financeira e ainda ganhou a Série B de 2008 pelo Corinthians, os Gaúchos de 2007 e 2006 pelo Grêmio e o Mineiro de 2005 pelo Ipatinga.

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