BRASIL X INGLATERRA
16.05.2013 às 19h18
Venda de ingressos para Brasil x Inglaterra do dia 2 de junho no Maracanã
A venda de ingressos para Brasil x Inglaterra, no dia 2 de junho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, começa no dia 22 de maio, às 10 horas, pelo site futebolcard.com . Só serão vendidos dois ingressos por pessoa com a apresentação do RG (carteira de identidade), tanto na internet quanto nas bilheterias. Cada pessoa só poderá comprar um meia entrada.
Nas bilheterias, os ingressos começarão a ser vendidos no dia 25 de maio, às 10 horas. As vendas serão no Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea; no Fluminense, nas Laranjeiras; no Engenhão; no Estádio Caio Martins, em Niterói, e em General Severiano, em Botafogo.
Para a compra da meia entrada, será necessária no ato da compra e depois na entrada do estádio a apresentação do documento (carteira de estudante). Sem esse documento, não será permitida a entrada.
Confira os preços dos ingressos:
cadeira inferior central – R$ 300,00
cadeira Inferior atrás do gol – R$ 140,00
cadeira superior central – R$ 200,00
cadeira superior atrás do gol – R$ 100,00
arquibancada superior atrás do gol – R$ 90,00
Os ingressos de gratuidade para menores de 12 anos e idosos deverão ser retirados nas bilheterias a partir do dia 25 de maio com a respectiva comprovação. O setor destinado à gratuidade será a arquibancada superior atrás dos gols.
O acompanhante do menor de 12 anos deverá comprar o seu ingresso na bilheteria para o mesmo setor, mas precisa comprovar ser ele o responsável pela criança.
Todos os lugares são marcados. O torcedor deverá sentar-se na cadeira com o número do seu ingresso.
Copa das Confederações: Brasil estreia dia 15 de junho contra o Japão
A Seleção Brasileira, a anfitriã da Copa das Confederações da FIFA 2013, fará a partida inagural da competição no dia 15 de junho contra o Japão, no Estádio Nacional, em Brasília, às 16 horas.
O Brasil está no Grupo A da Copa das Confederações, junto com Japão, México e Itália. De Brasília, local da estreia na competição, a delegação da Seleção Brasileira viajará para Fortaleza, onde enfrentará o México, no Castelão, às 16 horas do dia 19. A terceira parada na primeira fase será em Salvador. O jogo na Arena Fonte Nova será contra a Itália, dia 22, às 16 horas.
Nas semifinais, caso se classifique em primeiro do Grupo A, o Brasil jogará no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, dia 26, às 16 horas. Se a Seleção passar em segundo lugar, a partida será em Fortaleza, às 16 horas do dia 27.
A grande final da competição será no Maracanã, no Rio de Janeiro, dia 30, às 19 horas.
Grupo A - Brasil, Japão, México, Itália
Grupo B, estão Espanha, Taiti, Nigéria e Uruguai
Estádio Nacional tem seu grande teste
(FIFA.com) Segunda-feira 27 de maio de 2013
© FIFA.com
Um belo e moderno estádio, lances emocionantes e torcida empolgada. Só faltou mesmo a rede balançar em Brasília para que as 63.501 pessoas que estiveram neste domingo no Estádio Nacional Mané Garrincha vivenciassem uma festa completa de futebol. Na despedida do craque santista Neymar, que na próxima semana assina contrato com o Barcelona, da Espanha, Santos e Flamengo empataram em 0 a 0 pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi o grande teste do Mané Garrincha antes da abertura da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, dia 15 de junho, com o confronto entre Brasil e Japão.
O Estádio Nacional foi inaugurado dia 18 de maio e neste domingo alguns aspectos de áreas fundamentais para sua operação durante a Copa das Confederações da FIFA foram avaliados pelo Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Os testes ocorreram nas áreas de Competições, Limpeza e Resíduos, Operações de Imprensa, Segurança, Serviços ao Espectador, Serviços Médicos, Tecnologia, Transporte e Voluntários. Setores essenciais para o trabalho dos jornalistas, a tribuna de imprensa, a sala de entrevistas coletivas e a zona mista foram utilizados pela primeira vez.
Ricardo Trade, CEO do COL, analisou como positivo os testes em Brasília, ressaltando o fato de que, pela primeira vez, um jogo do Campeonato Brasileiro foi realizado com assentos marcados para os torcedores.
"Essa primeira operação com assento marcado foi especial. Queremos que isso se torne uma realidade depois da Copa do Mundo da FIFA", destacou Trade. "Além disso, o que podemos dizer é que consideramos o teste excelente. Este é um estádio maravilhoso e o público que esteve presente aqui hoje viveu um momento inesquecível. É claro que há coisas para melhorar, mas os testes ocorrem justamente para que problemas que surjam sejam solucionados. Estas avaliações são realizadas em todos os estádios para que os espectadores possam viver uma experiência excelente na Copa das Confederações."
Já o secretário extraordinário do Governo do Distrito Federal para a Copa do Mundo da FIFA, Cláudio Monteiro, também considerou positivos os testes realizados no Estádio Nacional Mané Garrincha e ressaltou a evolução na operação desde a inauguração do estádio.
"Estamos a 20 dias da abertura da Copa das Confederações e hoje realizamos aqui o segundo teste em menos de dez dias. Na inauguração, tivemos 22 mil pessoas. Hoje foram 63 mil", analisou Monteiro. "Vimos realmente uma grande diferença entre os dois eventos. Agora, vamos verificar todos os problemas que ocorreram e trabalhar para chegar com 100% de excelência na Copa das Confederações. Mas quero dizer que o que vimos hoje aqui foi algo maravilhoso. Foi um dia da família no estádio e não tivemos brigas de torcedores. Brasília deu um exemplo neste sentido."
Embaixador da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Bebeto gostou de ver a festa da torcida. "Foi fantástico o que aconteceu aqui hoje. Não teve gol, mas o estádio é lindo e a torcida vibrou muito. Estou ansioso para voltar aqui no dia 15 de junho."
Além da partida de abertura da Copa das Confederações, o Estádio Nacional Mané Garrincha será sede de sete partidas durante a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, entre elas uma pelas quartas de final e a disputa pelo terceiro lugar.
Del Bosque convoca 26 jogadores para o torneio
(Gazeta Press) Segunda-feira 27 de maio de 2013
© Getty Images
O técnico Vicente del Bosque divulgou na manhã desta segunda-feira uma lista com 26 jogadores para a disputa da Copa das Confederações da FIFA, sendo que três serão cortados antes da viagem ao Brasil. Atual campeã mundial e europeia, a Espanha irá atrás do último grande título que lhe falta, para completar o grande momento que atravessa.
As principais novidades da lista foram o lateral esquerdo Nacho Monreal, do Arsenal, o volante Javi García, do Manchester City e o meia Beñat Etxebarria, do Betis, que ainda podem deixar o grupo caso Sergio Busquets e Xabi Alonso se recuperem de lesões. Já Roberto Soldado, que vive grande fase no Valencia, ganhou a disputa contra Álvaro Negredo e completa a lista de atacantes que tem ainda David Villa - um dos artilheiros da Copa do Mundo da FIFA 2010, mas que não está em boa fase no Barcelona - e Fernando Torres.
Javi Martínez, volante do Bayern de Munique, voltou a receber uma chance de Del Bosque. O campeão da Champions League não era convocado desde novembro do ano passado. Já o lateral direito César Azpilicueta, do Chelsea, foi confirmado na lista mesmo tendo estado em campo apenas uma vez.
A estreia da Fúria na Copa das Confederações está marcada para o dia 16 de junho, contra o Uruguai, atual campeão da Copa América, na Arena Pernambuco, no Recife. No Grupo B do torneio, os espanhóis ainda enfrentarão Nigéria e Taiti.
Confira a lista de 26 jogadores convocados por Vicente del Bosque*:
Goleiros: Iker Casillas (Real Madrid), Víctor Valdés (Barcelona) e Pepe Reina (Liverpool);
Defensores: César Azpilicueta (Chelsea), Álvaro Arbeloa (Real Madrid), Sergio Ramos (Real Madrid), Raúl Albiol (Real Madrid), Gerard Piqué (Barcelona), Jordi Alba (Barcelona) e Nacho Monreal (Arsenal);
Meio-campistas: Javi Martínez (Bayern), Xavi (Barcelona), Iniesta (Barcelona), Busquets (Barcelona), Fàbregas (Barcelona), Pedro (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid), David Silva (Manchester City), Juan Mata (Chelsea), Santi Cazorla (Arsenal), Jesús Navas (Sevilla), Javi García (Manchester City) e Beñat Etxebarria (Betis);
Atacantes: David Villa (Barcelona), Fernando Torres (Chelsea) e Roberto Soldado (Valencia).
Confira a lista de 26 jogadores convocados por Vicente del Bosque*:
Goleiros: Iker Casillas (Real Madrid), Víctor Valdés (Barcelona) e Pepe Reina (Liverpool);
Defensores: César Azpilicueta (Chelsea), Álvaro Arbeloa (Real Madrid), Sergio Ramos (Real Madrid), Raúl Albiol (Real Madrid), Gerard Piqué (Barcelona), Jordi Alba (Barcelona) e Nacho Monreal (Arsenal);
Meio-campistas: Javi Martínez (Bayern), Xavi (Barcelona), Iniesta (Barcelona), Busquets (Barcelona), Fàbregas (Barcelona), Pedro (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid), David Silva (Manchester City), Juan Mata (Chelsea), Santi Cazorla (Arsenal), Jesús Navas (Sevilla), Javi García (Manchester City) e Beñat Etxebarria (Betis);
Atacantes: David Villa (Barcelona), Fernando Torres (Chelsea) e Roberto Soldado (Valencia).
*Vale lembrar que as listas oficiais de todas as seleções que participarão da Copa das Confederações da FIFA será divulgada no dia 7 de junho, aqui no FIFA.com.
Arena Pernambuco tem evento-teste
(FIFA.com) Quinta-feira 23 de maio de 2013
Dois dias depois de ser inaugurada, a Arena Pernambuco, em Recife, uma das sedes da Copa das Confederações da FIFA, passou nesta quarta-feira (22/5) por um evento-teste com a participação do Comitê Organizador Local (COL), em conjunto com órgãos públicos responsáveis. O evento-teste foi o primeiro jogo oficial do estádio, um amistoso entre Náutico e Sporting de Portugal, que terminou num empate em 1 a 1 diante de 26.803 torcedores.
O COL teve participação em aspectos de sete áreas de serviços na Arena Pernambuco: Competições, Limpeza e Coleta de Resíduos, Segurança, Serviços ao Espectador, Serviços Médicos, Tecnologia da Informação e Transporte (das equipes).
Após a partida, o gerente geral de Integração Operacional do COL, Tiago Paes, falou sobre a operação na partida em Recife.
"O estádio foi utilizado pela primeira vez, foi a primeira vez em que a equipe do estádio trabalhou e é natural que ajustes precisem ser feitos. Não tínhamos a expectativa de que tudo desse certo no primeiro jogo. Mas a primeira avaliação foi bem positiva. A Arena Pernambuco não deixou nada a dever aos outros três estádios testados (Mineirão, Castelão e Fonte Nova)", afirmou Tiago Paes.
Para a partida desta quarta-feira, a Arena Pernambuco não recebeu a capacidade de público total. Foram disponibilizados 30 mil ingressos, dois terços da capacidade do estádio durante a Copa das Confederações da FIFA. No torneio, que tem início no dia 15 de junho, a arena receberá três partidas, todas na primeira fase.
No dia 16 de junho, a Espanha, atual bicampeã europeia e campeã da Copa do Mundo da FIFA, enfrenta o campeão sul-americano Uruguai, em jogo válido pelo Grupo B. No dia 19, a partida será entre dois adversários do Brasil no Grupo A, Itália e Japão. Quatro dias mais tarde, Uruguai e Taiti jogam pela última rodada do Grupo B.
Na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, a Arena Pernambuco abrigará cinco jogos, quatro pela primeira fase e um pelas oitavas-de-final. Será a segunda vez de Recife como sede da Copa do Mundo da FIFA. Em 1950, a capital de Pernambuco recebeu um jogo do Mundial, a vitória do Chile sobre os Estados Unidos por 5 a 2 pela fase de grupos.
O próximo evento-teste com a participação de equipes do COL acontecerá no domingo (26/5), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, na partida entre Santos e Flamengo, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.
Recife segundo Ricardo Rocha
(FIFA.com) Sexta-feira 24 de maio de 2013
© Getty Images
Era 29 de agosto de 1993 e a Seleção Brasileira de Carlos Alberto Parreira vinha de tempos de incerteza, para dizer o mínimo. Pouco mais de um mês antes, o Brasil havia sofrido a primeira derrota de sua história em um jogo de eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA: 2 a 0 diante da Bolívia em La Paz. E, uma semana antes, apesar de ter vencido o Equador por 2 a 0, o fez sob um coro de vaias do Morumbi, em São Paulo. Estamos falando, afinal, de um país acostumado a vencer que, àquela época, não vencia um Mundial desde 1970.
“E aí, quando chegamos a Recife, tudo mudou.” Poderia se tratar só de uma frase caseira do pernambucano Ricardo Rocha, zagueiro daquela Seleção, mas há um porém: todos que viveram aquilo concordam com ela. Foi naquele dia que os jogadores brasileiros fizeram pela primeira vez um gesto que se tornaria característico: entrar em campo com as mãos dadas. A vitória por 6 a 0 sobre a mesma Bolívia, num estádio do Arruda lotado de gente e de energia positiva, é apontada unanimemente como o ponto de inflexão na busca do Brasil por seu quarto título mundial no ano seguinte, nos Estados Unidos, e se tornou o melhor exemplo da receptividade pela qual o estado do Nordeste é famoso – tanto com relação à Seleção quanto quem quer que vá visitar suas belas praias.
Pois, apesar de ter jogado em Recife apenas até os 22 anos – no pequeno Santo Amaro e, depois, no Santa Cruz -, Ricardo Rocha nunca deixou de ter sua imagem associada a Pernambuco; de ser um embaixador legítimo do estado no futebol. Até hoje Ricardo tem sua casa em Recife e, ao FIFA.com, explica bem o que a capital pernambucana e sua paixão animada pelo esporte têm de tão especial:
“E aí, quando chegamos a Recife, tudo mudou.” Poderia se tratar só de uma frase caseira do pernambucano Ricardo Rocha, zagueiro daquela Seleção, mas há um porém: todos que viveram aquilo concordam com ela. Foi naquele dia que os jogadores brasileiros fizeram pela primeira vez um gesto que se tornaria característico: entrar em campo com as mãos dadas. A vitória por 6 a 0 sobre a mesma Bolívia, num estádio do Arruda lotado de gente e de energia positiva, é apontada unanimemente como o ponto de inflexão na busca do Brasil por seu quarto título mundial no ano seguinte, nos Estados Unidos, e se tornou o melhor exemplo da receptividade pela qual o estado do Nordeste é famoso – tanto com relação à Seleção quanto quem quer que vá visitar suas belas praias.
Pois, apesar de ter jogado em Recife apenas até os 22 anos – no pequeno Santo Amaro e, depois, no Santa Cruz -, Ricardo Rocha nunca deixou de ter sua imagem associada a Pernambuco; de ser um embaixador legítimo do estado no futebol. Até hoje Ricardo tem sua casa em Recife e, ao FIFA.com, explica bem o que a capital pernambucana e sua paixão animada pelo esporte têm de tão especial:
Apesar de não ter atuado no futebol profissional de Pernambuco durante muito tempo, sua figura é tremendamente associada com Recife. O que você, como conhecedor da cidade, recomendaria a quem vem de fora?Olha, acho que, no geral, são poucos os que têm tanto orgulho de seu estado quanto os pernambucanos. E, vou dizer, não é à toa. (risos) Isto é uma maravilha: têm praias lindas – Porto de Galinhas, que é uma beleza de lugar turístico; a praia dos Carneiros... E ainda muita história: a cidade de Olinda, que é uma joia; o centro de Recife, com o marco zero; toda a história da herança dos holandeses na cidade.
A torcida pernambucana também é famosa por ser das mais apaixonadas pela Seleção Brasileira. É verdade mesmo?
Sem nenhuma dúvida. Sempre que a Seleção vem jogar aqui, todo mundo adora. É um dos lugares mais animados, não só na hora do jogo, mas quanto a tudo que envolve um jogo. Fica sempre um ambiente acolhedor e isso faz diferença, o time se sente à vontade. Eu já falei: a final da Copa do Mundo deveria ser em Recife. Mas desde que o Brasil esteja nela. (risos)
E você participou do episódio mais famoso dessa receptividade pernambucana: o Brasil 6 x 0 Bolívia nas eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA em 1993. Quanta diferença fez a torcida naquele dia?Só de lembrar eu arrepio. Lembro exatamente daquela cena: a gente entrando no campo, um barulho e uma energia incrível. Aquilo contagia. Basta ver que, após o primeiro tempo, estava 5 x 0 para nós. A torcida foi fundamental. E, na verdade, já havia sido: contra o Paraguai na Copa América de 1989, por exemplo, foi a mesma coisa. Nós nos sentimos tão gratos que, depois de ter sido campeões do mundo, convencemos o pessoal a mudar a rota do voo fretado da volta: em vez de descer diretamente em Brasília, que parassem em Recife. Todo mundo queria agradecer aos pernambucanos pelo apoio naquele momento, que significou a grande virada para o Brasil: de estar em crise, sob críticas, para embalar até virar campeão do mundo.
Como essa paixão se reflete na rivalidade entre os clubes?Se você pensar nas rivalidades entre clubes no Brasil, quase sempre vai falar de duas grandes equipes na mesma cidade – Atlético Mineiro contra Cruzeiro; Grêmio contra Internacional, etc. Com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, que são enormes, no geral é assim. Mas Recife tem essa característica interessante de ter três times fortes e de torcidas enormes e apaixonadas. Então, é sempre difícil fazer alguma coisa que envolve os três, porque é história demais. (risos) Entre Náutico e Santa Cruz ainda pode haver algum tipo de parceria, mas quando entra o Sport a coisa fica complicada.
Sem nenhuma dúvida. Sempre que a Seleção vem jogar aqui, todo mundo adora. É um dos lugares mais animados, não só na hora do jogo, mas quanto a tudo que envolve um jogo. Fica sempre um ambiente acolhedor e isso faz diferença, o time se sente à vontade. Eu já falei: a final da Copa do Mundo deveria ser em Recife. Mas desde que o Brasil esteja nela. (risos)
E você participou do episódio mais famoso dessa receptividade pernambucana: o Brasil 6 x 0 Bolívia nas eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA em 1993. Quanta diferença fez a torcida naquele dia?Só de lembrar eu arrepio. Lembro exatamente daquela cena: a gente entrando no campo, um barulho e uma energia incrível. Aquilo contagia. Basta ver que, após o primeiro tempo, estava 5 x 0 para nós. A torcida foi fundamental. E, na verdade, já havia sido: contra o Paraguai na Copa América de 1989, por exemplo, foi a mesma coisa. Nós nos sentimos tão gratos que, depois de ter sido campeões do mundo, convencemos o pessoal a mudar a rota do voo fretado da volta: em vez de descer diretamente em Brasília, que parassem em Recife. Todo mundo queria agradecer aos pernambucanos pelo apoio naquele momento, que significou a grande virada para o Brasil: de estar em crise, sob críticas, para embalar até virar campeão do mundo.
Como essa paixão se reflete na rivalidade entre os clubes?Se você pensar nas rivalidades entre clubes no Brasil, quase sempre vai falar de duas grandes equipes na mesma cidade – Atlético Mineiro contra Cruzeiro; Grêmio contra Internacional, etc. Com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, que são enormes, no geral é assim. Mas Recife tem essa característica interessante de ter três times fortes e de torcidas enormes e apaixonadas. Então, é sempre difícil fazer alguma coisa que envolve os três, porque é história demais. (risos) Entre Náutico e Santa Cruz ainda pode haver algum tipo de parceria, mas quando entra o Sport a coisa fica complicada.
Mas qual é a rivalidade mais acirrada?
A rivalidade mais acirrada é essa: todo mundo contra o Sport. (risos) Falo brincando, mas tem um lado de verdade, até porque nas últimas décadas eles foram campeões brasileiros, da Copa do Brasil, além de dominar o Campeonato Pernambucano. Nos últimos 20 estaduais, eles ganharam 12. Esse sucesso acaba os colocando numa posição diferente.
A rivalidade mais acirrada é essa: todo mundo contra o Sport. (risos) Falo brincando, mas tem um lado de verdade, até porque nas últimas décadas eles foram campeões brasileiros, da Copa do Brasil, além de dominar o Campeonato Pernambucano. Nos últimos 20 estaduais, eles ganharam 12. Esse sucesso acaba os colocando numa posição diferente.
Você acha que a construção da Arena Pernambuco pode ajudar a desenvolver o futebol do estado?Muito. A arena ficou linda demais. E, mais do que isso, foi uma ideia genial: o fato de tirar o projeto do centro de Recife e levar para uma região que não era urbanizada. Aquilo vai se tornar literalmente uma nova cidade, com todas as moradias que serão construídas. Foi uma mudança de estratégia muito interessante e que vai trazer muito bem para Pernambuco. E não só para o futebol: para a vida.
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