A comissão técnica da Seleção Brasileira Feminina ganhou um grande aliado na preparação para as competições oficiais de 2018 (Copa América), 2019 (Copa do Mundo) e 2020 (Jogos Olímpicos): o banco de dados na plataforma da CBF. Nos mesmos moldes do que é realizado nas equipes nacionais masculinas (profissional, sub-20, sub-17 e sub-15), a treinadora Emily Lima, da Principal, Doriva Bueno, da Sub-20, e Luiz Antônio Ribeiro, da Sub-17, contarão com informações cruciais sobre todas as jogadoras que passarem por seus treinamentos.
– O banco de dados já existia contemplando todas as categorias do masculino, um trabalho da diretoria de seleções e do TI da CBF. Conhecendo essa ferramenta, nós pudemos fazer para o feminino também, com adaptações. Definimos as características dentro das oito dimensões que a plataforma nos permite – técnica, tática e comportamental de jogo ou treino. A intenção é servir de base de dados para as convocações. As atletas são classificadas de D, C, B, A e A+, sendo A e A+ as selecionáveis – explicou o analista de desempenho da Seleção Feminina, Julio Resende.
Além da Principal, a Sub-20 e a Sub-17 da Seleção Feminina também serão beneficiadas pelo banco de dados, claro que cada categoria terá sua especificidade. Para a equipe adulta, serão observadas e analisadas no banco de dados todas as jogadoras que têm histórico na Seleção ou que a comissão técnica já tenha pelo menos assistido a uma partida
– O banco de dados vai ser utilizado para todas as atletas, que jogam fora do país e aqui no Brasil. Todos os profissionais das comissões técnicas serão observadores, desde os treinadores, assistentes, analistas e todos os profissionais – disse o analista.
Com exceção das convocações de observação, que serão feitas através de análises de jogos, históricos das jogadoras e contatos com as equipes, todas as demais relações de atletas serão feitas baseadas no banco de dados da CBF. 
– É um avanço muito grande que estamos tendo. Como já disse diversas vezes, nosso maior objetivo é deixar um legado para o futebol feminino, e o banco de dados é um primeiro passo, em que poderemos ter acesso a informações de todas as jogadoras – concluiu a treinadora Emily Lima.