terça-feira, 25 de outubro de 2016

MORTE DO CAPITA CHOCA BRITO E PARCEIRO EM 70: ' PAÍS EM LÁGRIMAS"


25/10/2016 13h51 - Atualizado em 25/10/2016 13h56

Morte de Capita choca Brito, amigo 
e parceiro em 70: "País em lágrimas"

Amigo de Carlos Alberto Torres, ex-zagueiro da seleção soube da morte pela televisão e lamentou a perda do ex-companheiro, a quem chama carinhosamente de Carlinhos

Por 
Rio de Janeiro
morte de Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção na conquista do tricampeonato, pegou família, amigos, colegas e fãs de surpresa nesta terça-feira. Amigo do Capita e também campeão do mundo em 1970, o ex-jogador Brito soube da morte do ex-companheiro - vítima de um infarto fulminante - pela televisão. Muito emocionado, o ex-zagueiro contou que ficou em choque e diz que todo o país chora a perda (assista ao vídeo). 
- Soube pela televisão, de repente, estava eu, minha esposa. A gente sempre se deu com a família toda dele, moramos na Vila da Penha (Rio de Janeiro), onde eles moravam. Tomamos um choque e começamos a chorar. Uma coisa muito chata, não só para amigos chegados, mas para todos que gostam de futebol (...) Quero dar meus pêsames para todos vocês, o país está colocando lágrimas, bem merecidas, que todo ser humano merece, principalmente o Carlinhos - disse, em entrevista ao "Seleção SporTV".
Carlos alberto torres capitão do tricampeonato (Foto: Janir Júnior)Carlos Alberto Torres faleceu nesta terça-feira, no Rio de Janeiro (Foto: Janir Júnior)
Brito lembra que a relação com o Capita ultrapassava as linhas do gramado. Além da convivência na seleção brasileira, os dois chegaram a ser vizinhos, e a convivência entre as famílias era rotina. Aos 78 anos, Brito lamenta a perda e lembra do amigo especialmente
- Sempre me dei muito  bem com Carlinhos dentro e fora de campo. Dentro de campo era calmo, educado (...) Como homem pelo caráter, não tinha papas na língua, bom pai, bom marido, bom filho, bom amigo. Sempre me dei muito bem com ele, passei a morar perto dele, no Largo do Bicão, onde ele morava com os pais dele. Aí ficamos mais colados um com outro - lembrou.
A eterna imagem de Carlos Alberto Torres levantando a taça do Tri também não sai da mente de Brito.   

- Foi um gesto fora de série, até a última geração aquilo não apaga mais - considerou. 

Carlos Alberto Torres estava em casa quando passou mal, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele ainda foi levado para o Hospital Riomar, mas as tentativas de reanimá-lo foram em vão.

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