domingo, 30 de outubro de 2016

JORGE CALMON MUNIZ DE BITENCOURT! SUA BIOGRAFIA


JORGE  CALMON MUNIZ DE  BITENCOURT
Foto II  Congresso  de História da  Bahia, Professor Jorge Calmon e Pedro Calmon, este  ao lado  da sua  irmã D. Dulce Calmon de Almeida, na  sessão inaugural do Congresso. Jorge e Pedro Calmon irmãos. Foto Revista  do Instituto Genealógico da  Bahia, ano 193, n. 219, pág. 157

ABI homenageia Jorge Calmon, July e Samuel Celestino
Foto: Arquivo / Ag. A TARDE

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JORGE CALMON DE BITTENCURT
 BIOGRAFADO, NA PESQUISA DE  CHIQUITINHA  MARAVILHA 

     Jorge  Calmon  Muniz  de Bittencourt   nasceu   no  dia  7 de  julho  de  1915,  Salvador  na  rua  do  Genipapeiro,  bairro  de  Nazaré.  Jorge  é  filho  do    comerciante  Pedro   Calmon   Freire   Bittencourt   e   de   dona   Maria   Romana   Muniz   de  Aragão  Calmon  de  Bittencourt.
      Jorge  Calmon  faleceu  numa  segunda-feira  dia  18/ 12/ 2006  no  Hospital  Português,  na  cidade  de  Salvador,  aos  91  anos  de  idade.  Jorge  residiu  no  Corredor  da    Vitória  na  sua  mansão  a  partir  do  ano  de  1960  até  2002  nesse  local  cresceram  e  se  formaram  os  filhos  do  casal  Jorge  Calmon  e  Maria  Romana  Muniz  de  Aragão.
      Os irmãos  de Jorge Calmon são: Sertório Calmon, Egas   Calmon,  Armando  Calmon,  Maria  Romana Calmon, Maria Teresa Calmon, Edmundo Calmon Nicolau Calmon,  Pedro Calmon, Maria Dulce  Calmon  de Almeida, sendo os seus  avós  maternos  Dr. Egas  Muniz  Barreto  de  Aragão  e  Menezes  (Barão  de  Muniz  de  Aragão  e  a  Baronesa  Francisca  Calmon  da  Gama  Muniz  de  Aragão).
      Sua  mãe  dona  Maria  Romana  nasceu  em  Petrópolis, no  Rio  de  Janeiro  em  28/ 3/  1887,  falecendo   em  13/ 3/ 1959.  Foi   sepultada   no   cemitério   do   Campo   Santo,  às  17  horas  na  cidade  de    Salvador,    Dona    Maria    Romana  era  professora  da    Escola  Normal  de  Salvador  onde  lecionou  por   28   anos,   falava   vários   idiomas     e   dedicou-se   a  música   e  a   pintura.  O  seu  pai   Dr.   Egas   Muniz  foi   proprietário   do   Engenho   Mataripe,

                     Falecimento  dos  Filhos  de  Maria  Romana  e 

                                       Pedro  Calmon  Freire

      Sertório  nasceu  em  Nazaré - BA, 24/ 12/ 1897,  faleceu  24/ 10/ 1904;  Egas  Calmon  nasceu  em  Nazaré –  BA  em  19/ 2/ 1899,  falecido    em    Amargosa –  BA     6/ 4/ 1903;  Nicolau  Calmon  nasceu  em  Itaparica – BA,  11/ 11/ 1900  (já  falecido);  Pedro   Calmon  nasceu  em Amargosa – BA  em  23/ 12/ 1902  (já  falecido);   Armando    Calmon    nasceu  em  Salvador – BA,  em  30/ 1/ 1906,  falecido  em  19/ 1/ 1908;  Maria  Dulce  nascida  em  Salvador – BA  em  15/ 8/ 1907  (já  falecida);  Maria  Romana  nascida  em   Salvador,  dia  5/ 8/ 1909  (já  falecida);  Maria  Teresa  nascida  em  Salvador,  dia  17/ 3/ 1913;  Edmundo  Calmon  nascido  em  Salvador,  dia  1/ 3/ 1914   e   falecido   em   24/ 10/ 1916.
      Nota-se  pelo  relato  acima,  que  4  filhos  do  casal  Maria  Romana  e  Pedro  Calmon  Freire  faleceram  ainda  na  infância:  Sertório  com  6  anos,  Egas  Calmon  com  4   anos,  Armando  Calmon  com  1  ano  de  idade  e  meses  e  Edmundo  Calmon   com   2  anos  e  alguns  meses.

                                            Estudos  de  Jorge

      Jorge  Calmon  cursou  o  colegial  no  Colégio  Antonio  Vieira,   ingressando   na   Fa- culdade  de  Direito  em  Salvador,   onde   se  diplomou  no  ano  de  1937.  No  magistério  Jorge  iniciou   a   sua   carreira   em  1941,  como  professor  de  Português  e  História  do  Comércio  na  Escola  Comercial  Feminina  da  Bahia.
      Jorge  foi  nesse  mesmo  ano,  nomeado  professor  titular  de  História  das   Américas,  na  Faculdade  de  Filosofia   e   Ciências   Humana   da  Universidade   Federal   da   Bahia  (UFBA),  quando  se  tornou  titular,  foi  professor  emérito,  aposentando-se  em  1958.
       
                                            Esposa  e  Filhos

      Jorge  Calmon  casou-se  com  Leonor  Marcedo  Costa   Calmon   Bittencourt   no   dia  12   de  junho  de  1948,  desse casamento nasceram  6  filhos: Maria Romana,  Maria Edith,   Mário,  Maria Virgínia,  Maria Tereza  e  Jorge Calmon Filho.

                                   O  Jornalista  Jorge  Calmon

      Jorge  Calmon  iniciou  a  sua  carreira jornalística  no  jornal  A Tarde,  trabalhando  no  ano  de  1934  no  mês  de  agosto,  depois  de  uma  entrevista  pessoal  com   Dr.    Ernesto  Simões  Filho,  fundador  e  proprietário  do  Jornal  A  Tarde,  quando  foi  contratado  para  trabalhar  no  referido  jornal,  como  auxiliar  de  arquivo  e  repórter.
      Simões  Filho  atendendo  a  um  pedido  de  Pedro  Calmon,  irmão  de  Jorge   que    se  encontrava  no  Rio  de  Janeiro,  para  colocar  Jorge  Calmon  como  funcionário   do   jornal  A  Tarde.  Nessa  época  Simões  Filho  havia  retornado  ao  Brasil  depois  de  anistia-do  do  seu  exílio  na  Europa.
      Simões  Filho  estava  na  Bahia  nesse  ano  de  1934,  articulando  a  Campanha  Auto-nomista,  de  quem  foi  o  seu  grande  inventor.  Pedro  Calmon  irmão  de  Jorge  no    ano  de  1934  era  correspondente  do  jornal  A  Tarde  do  Rio  de  Janeiro.
      Nesse  ano  de  1934,  iniciou  como  auxiliar   de  arquivo  e    repórter    eventuais    no jornal  A  Tarde,  era  o  redator-chefe  do   jornal   A   Tarde,   Ranulpho   Oliveira,  iniciando  Jorge  Calmon  a sua  longa  carreira  de  jornalista  no  referido jornal. Jorge  iniciou trabalhando  nas  reportagens.
     Jorge  Calmon,  foi  também  além  de  repórter  do  jornal  A  Tarde,  redator,  secretário  de  Redação,   assumiu  o  posto  de  redator-chefe  em   1949.  Jorge   foi  também   diretor-redator-chefe  entre  1971  e  1996,  foi  diretor  do  jornal  1971/ 96   totalizando   60   anos  de  jornalismo  marcantes  do  jornal  A  Tarde.
     Mesmo  afastado,  Jorge  continuou  a  trabalhar  como  colaborador  do  Jornal A Tarde,  escrevendo  artigos  semanais  na  página  de  Opinião  de  A  Tarde  até  os  últimos instantes  da  sua  vida.
      O  Jornal  A  Tarde  reconhecendo  os  seus  magníficos  trabalhos,  homenageou  o jornalista  Jorge  Calmon,  ao  completar  60  anos  no  referido  jornal  com  uma  edição    especial,  relembrando  os  principais  fatos  da  sua  carreira  jornalística.
      Nessa  edição  de  homenagem  a  Jorge  Calmon  foi  apresentado  um  grande   volume  de  fatos  ocorridos  no  espaço  de  50  a  60  anos,  documentados  nas  páginas  do   jornal  A  tarde,  período  em  que  Jorge  Calmon  trabalhava  nessa  empresa  jornalística. 
      Dentre  as  inúmeras  e  notáveis  edições  jornalísticas  realizadas  por  Jorge    Calmon,
conforme  ele  mesmo  relata  em  um  DVD  que  documenta  a  sua  vida  como  jornalista,  Jorge  destaca  duas  edições  especiais, uma  no  ano  de  1947,  sobre  o  centenário        do nascimento  do  poeta  Castro  Alves  e  a  outra  sobre  a  fundação  da  cidade  de Salvador  em  março  de  1949.
      Com  essas  duas  edições  especiais,  motivou  Ernesto  Simões  Filho   a    entregar     a    Jorge  Calmon  a  Administração  do  jornal. Simões  Filho  já  vinha  reconhecendo           a  grande  capacidade  jornalística  visionária  de  Jorge  Calmon,  ao  longo  dos  anos    desde  a  sua  admissão  do  jornal  A  Tarde  no  ano  de  1934,  como  estagiário  e   posteriormente  como  funcionário  contratado  no  dia  1  de  fevereiro  de  1935.
      Jorge  Calmon  ao  se  formar  em  Direito  no  ano  de  1938,  fundou   com   Pinto    de  Aguiar,  a  Editora  Cruzeiro,  na  qual  publicou  inúmeros  livros  como      o       Rio    São  Francisco  e  a  Chapada  Diamantina,  de  autoria  d e Teodoro  Sampaio,  hoje  esses livros  são  considerados  clássicos.
      Durante  a  passagem  de  Jorge  Calmon   no  Jornal  A  Tarde  conviveu  com  vários  jornalistas  conceituados  a  exemplo  de:
      Jorge  Simões, Ranulpho  Oliveira, Cruz  Rios,  Milton  Santos,  Adroaldo  Ribeiro  Costa,  Fernando  Hupsel  de  Oliveira,  Gilberto  Guimarães,  Jorge  Bastos  Leal, Giovani  Guimarães,  Roshild  Moreira, Luis  Alberto  Alves,  Genésio  Ramos,     Carlos   Coêlho,  Ariston  Andrade,   Laudemiro   Menezes,   Denancy   de  Avelar,   José   Curvello,  Junot  Silveira,  Heron  de   Alencar, Ary Guimarães, Mário  Piva, Alvaro  Henrique,  Edvaldo  Boaventura,  Paixão  Barbosa,  Florisvaldo Mattos e  o fundador  do Jornal A Tarde,     
O  jornalista  Ernesto  Simões  Filho.  


                        Outras  Atividades  de  Jorge

      Além  do  jornalismo,  Jorge  Calmon  foi  diretor  da  Biblioteca  Pública  da  Bahia en-tre  os  anos  de  1938  a  1942,  quando  ampliou  o  acervo  disponível.   Esta      Biblioteca  Pública  ficava  localizado  na  Praça  Tomé  de Souza  (Praça  Municipal).
    No  magistério  Jorge  começa  lecionando  Português  e  História,  sendo  nomeado  professor  catedrático  de  História  da  América  na  Faculdade  de  Filosofia,     Ciência    e  Letras  da  Universidade  Federal  da  Bahia. Foi  um  dos  fundadores  ao  lado  de     Isaías  Alves  e  Thales  de  Azevedo  e  outros  expoentes  da  cultura  baiana,  da  referida  Faculdade. 
      Jorge  exerceu  magistério  na  Faculdade  de  Filosofia  até  1985.
      Entre  os  anos  de  1955  a  1963  Jorge  dedicou-se  ao  jornalismo.
    Jorge  Calmon  sem  ser  político,  exerceu  cargos  políticos  e  administrativos       com  notável  desempenho,  dedicou-se  sobre  tudo  a  apoiar  e  incentivar  organizações   culturais  como a Academia de Letras da Bahia e  da Associação Baiana  de Imprensa,  centros  permanentes  e  necessários  da  cultura  de  um  Estado.
   Jorge  Calmon  foi  convidado  para  a  pasta   de  secretário   do  interior  e  da   justiça,  cargo  que  exerceu  no  ano  de  1963  a  1966.  Ocupou  o  cargo de  ministro  do  Tribunal  de  Contas  no  Estado  entre  1967  a  1971.
    Jorge  foi  relator  de  Contas  do  governo  no  ano  de  1969.
    Jorge  Calmon  foi  presidente  da  Rádio  Cultura  da  Bahia,  ano  1955  e  foi  membro  do  grupo  de  trabalho  constituído  pela  Presidência  da República,  a  fim  de  estruturar  a  Agência  Brasileira  de  Notícias,  ano  de  1961.
    Jorge  foi  decano  da  Imprensa  Baiana 

         
        Fundação  do  Curso  de  Jornalismo  na  Bahia

   O  jornalista  Jorge  Calmon  teve  participação  direta,  na  criação  do  curso de   jorna-lismo  na  Bahia.  Foi  professor  voluntário  de  Técnica  de  Jornal,  no  curso  de  jornalismo  da  Faculdade  de  Filosofia  da  Universidade  Federal  da  Bahia,  atual  Ufba,  no  ano 1956.
    A  convite  do  profº  Edgar  Santos,  reitor  da  Instituição,  organizou  curso   de  jornalismo  ocupando  cargo  de  Chefe  dos  Departamentos  de  História  e  de  Jornalismo;   foi  vice-diretor   da   Faculdade   de   Filosofia   (1961/ 1964)   e   presidente   do    Núcleo    da  Bahia  da  Associação  Nacional  dos  professores  de  História. 

                                 Jorge  Calmon  Acadêmico

     Jorge  Calmon  tomou  posse  na  Academia  de  Letras  da   Bahia   no  ano  de    1965,  coroando  com  êxodo  a  sua  magnífica  trajetória  tanto  no  jornalismo  baiano, como  em  outras  atividades  culturais  do  estado  da  Bahia,  fazendo aparte  de  um  celeto  grupo  de  “imortais”  da  referida  Academia.

             Jorge  Calmon  na  Associação  Baiana  de  Imprensa

      Jorge  Calmon  depois  de  ter  prestado  relevantes  colaborações,  em  diversas   fases  da   Associação   Baiana  de  Imprensa,  foi  eleito  presidente  para  o  biênio  de  1977 / 79,  sendo  sócio  benfeitor. Jorge  nesse  período  defendeu  ardentemente  a  liberdade  de  Imprensa – a  mais    necessária  de  todas  as  liberdades.
     Pela  a  sua  atuação  notável  na  ABI – Associação  Baiana  de  Imprensa,  lhe    conferiu  a  mais  significativa   comenda – a   Medalha  de  Mérito  Jornalístico  pela  primeira  vez,  a  Jorge  Calmon,  uma  honraria  ao  jornalista  que  tanto  enobrecia  a  classe   jornalística  da  Bahia  e  do  Brasil.
    Jorge  foi  membro  da  Academia  Brasileira  de  História,  do  Instituto   Geográfico  e  Histórico  da  Bahia,  passando  a  sócio  benemérito  em  15  de  maio  de  1993,  por  proposta  do  Dr.  Edivaldo  Machado  Boaventura,  sendo  até   a   sua   morte   Presidente   de  Honra.
    Jorge  foi  sócio  correspondente  do  Instituto  Histórico  Geográfico  Brasileiro,     eleito  por  proposta  do  então  Presidente  Américo  Jacobina  Lacombe,  em  14/ 12/ 1977,  sócio  benemérito  e  presidente  da  Associação  Baiana  de  Imprensa, 1970/ 1972  e membro da Comissão  de Liberdade  de  Imprensa  da  Sociedade  Interamericana  de  Imprensa.

                                 Jorge  Calmon  na  Política

      Jorge  Calmon  foi  eleito  e  reeleito   Deputado   Estadual   à   Assembléia   Legislativa  no    ano   de  1947/ 1955,  sendo  vice-líder  da  bancada  legislativa.  Foi  eleito  inicialmente  pela  União  Democrática  Nacional  (UDN)  e  em  seguida  pelo   Partido  Libertador  (PL)  tendo  participado  da  elaboração  da Constituição da Bahia, após a  redemocratização  que   se   seguiu   com  o  fim   da  era   Getúlio  Vargas  (Estado  Novo),  em  1945.
  Jorge  Calmon  como Deputado  Estadual  participou dos trabalhos da primeira  Constituição  da  Bahia,  sendo  o  autor  do  artigo  que  segurou  a  cidade  de  Salvador   a  sua  Lei  Orgânica.

                                 Jorge  Calmon  Escritor

      Jorge  Calmon  escreveu  ao  longo  da   sua   vida  os  inúmeros  livros,  discursos  con-ferências, prefácios  e  artigos  como  Conceito  de  História, A  Revolução   Americana- Quatro  Estudos,  Imprensa  Oficial  no  Brasil,  Manuel  Querino,  o  jornalista  e  o   político.  No  ano  de  1998  publicou  As  Estradas  Corriam  para  o   Sul,  livro que  apresenta  uma  análise  minuciosa  do  fenômeno  da  migração  nordestina  para  a  Região  Sudeste,  especialmente  para  o  estado  de  São  Paulo,  durante  quatro  décadas.
      O  prefácio  desse  livro  foi  assinado  pelo  geólogo   Milton  Santos.

                                   Homenagens  e  Títulos

      O  jornalista Jorge Calmon devido a sua intensa   participação na  vida cultural   e                 
      social  da  cidade  Salvador  foi  homenageado  com  vários  títulos: 
      Profº  emérito  da  Universidade  Federal  da  Bahia;
      Membro  benfeitor  da  Academia  de  Letras  da  Bahia;
      Membro  da  Academia  Brasileira  de  História;
      Administrador  do  ano  (1984)  ortogado  pela  Escola  da  Administração  da  Ufba;
      Cavaleiro  da  Ordem  de  Malta,  além  de  vários  títulos  de  cidadão  honorário.
      No  ano  de  2001  foi  inaugurada  no  Forte  de  São  Diogo,  na  Barra,       cidade    de        
      Salvador  o  Museu  da  Comunicação  Jorge  Calmon,  cujo  acervo  é  formado  de   
      contribuições  das áreas  de  jornalismo,  publicidade,  televisão  e  radiofonia.
      Jorge  recebeu  também  outras  condecorações:
      Ordem  do  Mérito  da  Bahia,  no  grau  de  Grande  Oficial;
      Medalha  Machado  de  Assis,  da  Academia  Brasileira  de  Letras;
      Ordem  do  Mérito  das  Comunicações,  Grande  Oficial
      Medalha  Thomé  de  Souza  da  Câmara  de  Salvador,  dentre  outras  condecorações.
      Jorge  Calmon  foi  titular  da  cadeira  Nº  34  do  Instituto  Genealógico  da  Bahia.

      Pesquisado  o Jornal  A Tarde,  de 19/12/2006  na  Revista  Instituto  
     Genealógico  da Bahia  Nº  22.


LIGAÇÃO GENEALÓGICA  
COM CHIQUITINHA MARAVILHA

Dr. Guilherme  Meireles Viana (Bacharel em Ciências Juristas, Faculdade de  Recife no  período, Promotor Público Matense, Vereador Matense, Coletor Federal...),  viúvo de sua prima  carnal, Ana  Simões  de Paiva (a filha  de Ana Simões  de Paiva, casada com Major  Manuel João dos Reis Meireles estes, 4ª avôs materno de Gamaliel Sales Chagas/Chiquitinha Maravilha). o Bacharel em Ciências Jurídicas, Guilherme Batista Viana, casado em 2º núpcias, com D. Carlota  Alves  Muniz  de Aragão (Santo Amaro/Ba ), descendentes  dos Muniz  Aragão  de  Pedro Calmon.
Dr. Guilherme  Batista  Viana,  foi Vereador  na   Vila  de  Mata de São João, Coletor   em Alagoinhas  dentre outras  funções.
Dr. Guilherme  Batista  Viana,   irmã  de  Joana   Amélia   Batista  Viana (nome de solteira), de casada, Joana Amélia  Viana  Teixeira, casada  com o médico  político,  Dr. Antonio Rodrigues Teixeira (primos  carnais). Joana Amélia e   Dr. Antonio, trisavôs  MATERNOS de  Gamaliel Chagas, Chiquitinha  Maravilha. Dr. Antonio primeiro   Intendente  de  Mata  de São João em 1890,  Deputado provincial em vários mandatos  eletivos, no regime imperial, deputado  estadual Constituinte de 189/92, quando elaborou  junto com seus pares, a Primeira  Constituição  Baiana da era republicana, promulgada  em 02/07/1892, na cidade  de Salvador/Ba.
Guilherme Meireles  Viana   tio tetravô de  Chiquitinha.


BARÃO DE CAMAÇARI
 Dr. ANTONIO CALMON DE ARAUJO GÓES

Também na ligação de  Antonio Calmon de Araujo  Góes, casado em 1ª  núpcias  com  Rosa  Joaquina   Reis  Meireles, pai  de  um único  filho, Manoel  Meireles  de Araujo Góes, nascido em Catu/Bahia.

Rosa  Joaquina dos  Reis  Meireles, filha do casal  Cel. Luiz Antonio Meireles e  dona  Joaquina dos  Reis, ela falecida  em Catú/ba. em 12/06/1858 e Cel Luiz  Antonio falecido na  cidade  de Mata  de S. João,  década  de  1850,  onde  foi sepultado na  Igreja do Bonfim  de Mata (onde estão sepultados  mais  de 85%  dos  descendentes  da  família de Chiquitinha Maravilha  a  partir  de 1758 quando  foi inaugurada a  citada    igreja  Matriz  do Senhor do Bonfim de Mata em 1758.

 Rosa Joaquina filha  do  Cel Luiz  Antonio Meireles e Ana  Joaquina   dos  Reis (estes penta avôs maternos de Chiquitinha Maravilha), pais da  tetra avó  materna de  Chiquitinha Maravilha, Dona  Amélia Josephina dos Reis  Meireles,  casada  com o Major Guilherme José  Batista  Viana, os  pais  dentre outros  filhos  de  Joana  Amélia Meireles  Viana, esta  casada  com o médico político e  agricultor, Dr. Antonio Rodrigues  Teixeira, os  trisavôs  materno de Chiquitinha Maravilha (Gamaliel Sales Chagas).


GOVERNADOR DA BAHIA  INTERINO 1895

O Barão de Camaçari foi  agricultor, deputado  Baiano na Constituinte  1891, Senador Estadual, e  foi  Governador Baiano Interino  de 28/10/ a 20/11/1895, por ser Presidente   do Senado Estadual em 1895 . 
Barão de Camaçari nasceu  em Sebastião do Passé  em 07/03/1828.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

ABI  HOMENAGEIA  DR.  JORGE  CALMON

ABI homenageia jornalistas baianos
Por Naira Sodré
Por Naira Sodré, Publicada  Em  06/11/2013 02:10:28

O presidente da ABI, Walter Pinheiro, homenageia os jornalistas
 Jorge Calmon, Samuel Celestino e July Isensée

Ontem (dia 05/11/2013) aconteceu na Associação Bahiana de Imprensa, uma manhã de homenagens a três grandes jornalistas que marcaram as suas carreiras na imprensa baiana, no Jornal A Tarde. Jorge Calmon, Samuel Celestino e July Isensée. Segundo o presidente da ABI, Walter Pinheiro, os objetivos da entidade foram de prestar reconhecimentos à Bahia, a imprensa e a cultura baiana, em uma data tão importante quanto a de hoje, 5 de novembro – Dia Nacional da Cultura. Para homenagear Jorge Calmon, que ingressou no jornal em 1934 e por quase meio século foi diretor-redator chefe, a ABI constituiu uma comissão, presidida pelo presidente da entidade, Walter Pinheiro, para organizar o centenário de nascimento de Jorge Calmon, que ocorre em 2015.
July, colunista social desde 1963, Foi condecorada com a medalha Ranulpho Oliveira que, durante anos, foi presidente da entidade e construiu o edifício sede da associação, que tem o seu nome. O cronista político Samuel Celestino, que ingressou no jornalismo como editor político em 1974, a convite de Jorge, devolveu ao jornal A Tarde a coluna política que fora suspensa após o AI-5 em consequência da censura. Samuel foi homenageado com a denominação do seu nome ao auditório da entidade dos jornalistas baianos, de onde se divisa uma das mais belas vistas de Salvador. Celestino presidiu a associação durante 25 anos, em sequência a 12 mandatos consecutivos.
Jorge Calmon foi um dos maiores jornalistas da Bahia. Foi presidente da ABI por dois anos, afastando-se para ser chefe da Casa Civil do governo Lomento Jr., deputado estadual duas vezes, inclusive constituinte em 1946, foi também integrante da Academia de Letras da Bahia, na qual ocupou a cadeira 23. Por coincidência, após a sua morte, foi eleito para ocupá-la o jornalista Samuel Celestino. As homenagens aos três jornalistas coincidem com o aniversário de 101 anos de A Tarde, onde os jornalistas construíram as suas carreiras, comandados pelo inesquecível Jorge Calmon.
Ao agradecer a homenagem, Samuel Celestino disse que se sentia honrado em receber homenagens da ABI, entidade que presidiu por 25 anos. “É uma honra muito grande que a mim foi dada pelos meus companheiros de instituição”, disse O local onde hoje está o auditório já funcionou  a sala do cafezinho da Assembleia Legislativa que ele  frequentava como repórter de política. ”Daqui, dá para ver o Centro Histórico e contemplar 23 torres de igrejas antigas, além da bela vista da baía”, afirmou Celestino.
Pioneirismo
Reconhecida como a pioneira em trazer para o jornalismo social outros segmentos como a trajetória de intelectuais e artistas,  a colunista social July afirmou emocionada. “A homenagem  trouxe  lembranças da minha vivência em A Tarde, onde trabalhei com pessoas como Jorge Calmon, que considero o maior jornalista baiano”.
Para o presidente da ABI, Walter Pinheiro, as homenagens chegam em um dia muito especial.”Cinco de novembro é o Dia da Cultura e também do nascimento de Ruy Barbosa. Nada mais justo que homenagear grandes nomes do jornalismo baiano”, disse. A comissão que vai cuidar dos festejos do centenário do jornalista Jorge Calmon será integrada pelo presidente da Associação Bahiana de Imprensa, Walter Pinheiro, por Samuel Celestino, Sérgio Matos e Nelson José de Carvalho. Os membros suplentes são Ernesto Marques, Florisvaldo Mattos e Eliezer Varjão. “Isto não impede que esta comissão ganhe novas adesões”.
“A ABI sai na frente, mas estamos abertos à colaboração de outras instituições onde Jorge Calmon teve papel fundamental como ALB, IGHB, Fundação Casa de Jorge Amado e outras”, diz o diretor de Cultura da ABI, Luis Guilherme Pontes Tavares, ao destacar a colaboração de Jorge Calmon para a criação do primeiro  curso de jornalismo da Bahia, sediado na Faculdade de Comunicação da Ufba.



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Segunda, 04 de Novembro de 2013 - 09:20

ABI homenageia Jorge Calmon, July e Samuel Celestino

ABI homenageia Jorge Calmon, July e Samuel Celestino
Foto: Arquivo / Ag. A Tarde
A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) homenageia, às 10h desta terça feira, três jornalistas que marcaram as suas carreiras em A Tarde – Jorge Calmon, que ingressou no jornal em 1934 e por quase meio século foi diretor-redator chefe; July, colunista social desde 1963; e o cronista político Samuel Celestino, que ingressou no jornal como editor político em 1974, a convite de Jorge, e devolveu a A Tarde a coluna política que fora suspensa após o AI-5 em consequência da censura. Jorge Calmon foi um dos maiores jornalistas da Bahia. Foi presidente da ABI por dois anos, afastando-se para ser chefe da Casa Civil do governo Lomanto Jr., deputado estadual duas vezes, inclusive constituinte em 1946, integrante da Academia de Letras da Bahia, na qual ocupou a cadeira 23. Por coincidência, após a sua morte, foi eleito para ocupá-la o jornalista Samuel Celestino. A ABI constitui, nesta terça, uma comissão de cinco membros, presidida pelo presidente da entidade, Walter Pinheiro, para organizar o centenário de nascimento de Jorge Calmon, que ocorre em 2015. A colunista July será condecorada com a medalha Ranulpho Oliveira que, durante anos, foi presidente da entidade e construiu o edifício sede da associação, que tem o seu nome. Samuel Celestino, atualmente presidente da Assembleia Geral da ABI, será homenageado com a denominação do seu nome ao auditório da entidade dos jornalistas baianos, de onde se divisa uma das mais belas vistas de Salvador. Celestino presidiu a associação durante 24 anos, em sequência a 12 mandatos consecutivos. As homenagens aos três jornalistas coincidem com o aniversário de 101 anos de A Tarde, onde os homenageados construíram as suas carreiras, comandados pelo inesquecível Jorge Calmon.




ACBEU edita livro para homenagear o saudoso jornalista Jorge Calmon

Como parte das homenagens ao seu fundador e presidente de honra por mais de sessenta anos, Jorge Calmon Moniz de Bittencourt, a Associação Cultural Brasil Estados Unidos – ACBEU editou um livro que traça a trajetória do jornalista como homem público e de sua atuação na vida cultural baiana. A edição bilíngue tem como objetivo ser utilizada como material didático junto aos alunos da instituição para que os mesmos conheçam um pouco da memória do professor, escritor, jornalista e administrador Jorge Calmon, que tanto contribuiu para a cultura, a educação e as comunicações na Bahia. Organizado por Jorge Calmon Filho, a publicação é uma coletânea de trechos do livro Jorge Calmon – O Jornalista, organizado por Edivaldo Boaventura, e da transcrição da Sessão Especial da Assembléia Legislativa da Bahia de 11 de maio de 1995.
Com prefácio assinado por Arthur Guimarães Sampaio, presidente da ACBEU, e depoimentos de Samuel Celestino, jornalista e presidente da Associação Baiana de Imprensa, e de Consuelo Pondé de Sena ( falecida), presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, dentre muitos outros, o livro revela passagens, vivências e fatos curiosos da trajetória de Jorge Calmon. O livro destaca a personalidade, estilo de vida, valores, qualidades e realizações do saudoso jornalista.. Jorge Calmon exercia a liderança com excelência, confiando em seus colaboradores e respeitando as diferenças, e tinha uma habilidade ímpar para encontrar soluções no seu dia-a-dia à frente da redação do Jornal A Tarde e como colaborador permanente de muitas entidades. “É um tributo à memória de um cidadão e de um líder dedicado à Bahia, que servirá de exemplo às novas gerações para a construção de um futuro melhor”, conta Arthur Guimarães Sampaio.
Jorge Calmon trabalhou no Jornal A Tarde por 67 anos, dos quais 47 como redator-chefe. Era Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia, membro da Academia de Letras da Bahia, do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e da Associação Baiana de Imprensa, tendo colaborado intensamente com as atividades desenvolvidas por essas instituições. Bacharel em Direito, foi Deputado Estadual (de 1947 a 1951), Secretário do Interior e Justiça e Ministro do Tribunal de Contas da Bahia. Homem de envergadura moral, fino humor, discrição e polidez, sua atuação foi reconhecida através da conquista de inúmeros prêmios e homenagens, dentre os quais a Medalha Tomé de Souza da Câmara de Salvador, e a Medalha Machado de Assis por sua brilhante atuação no jornalismo.
Fonte: Joana Maltez - Jornalista DRT/BA 2880 - Assessoria de Comunicação Corporativa - ACBEU




FEITOS: DESFEITAS

 Domingo, 20 de Abril de 2014   |   ISSN 1519-7670 - Ano 17 - nº 794


JORGE CALMON (1915-2006)

O jornalismo e o jornalista

Por Sérgio Mattos em 24/11/2009 na edição 565

trabalho apresentado durante mesa-redonda sobre Jorge Calmon promovida pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), realizada no salão nobre no dia 26 de outubro de 2009. O evento serviu para marcar o lançamento do livro Jorge Calmon, o jornalista, organizado por Edivaldo Boaventura. Jorge Calmon trabalhou no jornal A Tarde de 1934 a 1996. Ele nasceu em 7 de julho de 1915 e morreu em 18 de dezembro de 2006.


O objetivo deste trabalho/depoimento é acrescentar aspectos sobre como Jorge Calmon via e pensava o jornalismo e o jornalista, que não tenham sido contemplados no livro intitulado Jorge Calmon, o jornalista, organizado pelo professor Edivaldo Boaventura e que o IGHB está lançando [26/10/2009]. Assim sendo, apresento aqui uma visão geral de seus ensinamentos sobre o que é ser jornalista e o que é o jornalismo.
Em seu discurso de posse na Academia de Letras da Bahia, em julho de 1965, Jorge Calmon definiu o jornalista como sendo...
...o depositário do contrato feito pela sociedade com uma instituição particular – a imprensa – para que proteja o interesse público, fiscalize os governos, denuncie os abusos, clame contra as violências, ampare as liberdades, advogue pelos desprotegidos, zele pelo Direito, propugne pelo progresso, pela prosperidade coletiva para a construção pacífica e harmoniosa do futuro (Calmon, 1970).


Com plena consciência da dimensão dessa definição, Jorge Calmon gostava de ser identificado como jornalista, porque sempre foi homem de jornal. Não hesitava em afirmar: "Jornalista tenho sido, mais que qualquer outra coisa, no terreno das letras". Gostava de transformar suas idéias, opiniões, fatos e histórias em sinais gráficos, publicar em letra de forma. Como também gostava de ver publicado no jornal que dirigia, o jornal A Tarde, criado por Ernesto Simões Filho, textos bem escritos, notícias bem apuradas, verdadeiras e dentro dos princípios éticos.
O ato e a prática de escrever, diariamente, como hábito e dever, além de ler bons autores, era o que aconselhava, principalmente aos principiantes, como o meio mais eficaz para melhorar a qualidade do texto e ingressar na arte de bem dizer. Para ele a primeira regra para dominar a "arte de bem dizer" é ter perfeito conhecimento da gramática, escrever com naturalidade e simplicidade:
...se na prosa literária o emprego de palavras não-usuais é desaconselhável, na linguagem jornalística isso se torna uma aberração, pois o texto da notícia, ou do comentário, há de ser despojado, a modo do falar coloquial. O leitor de jornal não deve precisar de dicionário. [...] Sem prejuízo dos elementos essenciais da notícia, o jornalista deve ter a liberdade de escrevê-la conforme entenda que há de chegar ao leitor. Para gozar dessa liberdade, ele precisa adquirir autonomia de texto, vale dizer que seja capaz de produzir texto definitivo, dispensado de revisão e correção (Calmon, 1999).


Visto sob este ângulo, ele acreditava que um jornalista só obteria sucesso na profissão quando tivesse conquistado plena autonomia de texto. Cometer erros elementares na redação de qualquer texto jornalístico era considerado como "conseqüência de desleixo, inapetência, falta de auto-estima". Só depois da almejada autonomia de texto, o jornalista poderia se aventurar em outros gêneros jornalísticos que não apenas o informativo. Para Jorge Calmon, o gênero opinativo "é o mais importante, e, ao mesmo tempo, o mais delicado da ética da comunicação", porque é o espaço no qual o jornalista pode exercitar um dos papéis mais elevados do jornalismo, no qual ele passa a ser o "porta-voz de sua comunidade, para comentar os grandes fatos correntes, emitindo seu ponto de vista, que há de coincidir com o pensamento... [de seus] leitores".

Comunicação honesta
As quatro funções sociais básicas do jornalismo são: educar, informar, fiscalizar e entreter. Para bem desempenhar essas funções, portanto, a ética é imprescindível. Jorge Calmon tinha consciência disso e alertava:
...quando o jornalista se apresenta como fiscal da gestão de assuntos públicos [...], quando denuncia ou censura, não pode ter rabo-de-palha, encontrar-se exposto a justificado descrédito. Nem deve esperar, de parte da coletividade, retribuição, sob qualquer forma, pelo seu trabalho de saneamento da vida pública. Por mais útil que seja à sociedade, o jornalista dificilmente será estimado. Esta é, todavia, uma regra que comporta exceções (Calmon, 1999).


Neste ano de 2009, o jornalismo sofreu um retrocesso a partir do momento em que a o Tribunal Superior de Justiça decidiu acabar com a obrigatoriedade do diploma de nível superior para o exercício jornalístico, desconsiderando o quanto a formação superior e a existência dos cursos de jornalismo contribuíram para o avanço e a melhoria dos conteúdos de nossa imprensa e para a valorização dos princípios éticos. Jorge Calmon, que sempre acompanhou de perto a questão, que vinha se arrastando desde que surgiu o primeiro curso universitário de jornalismo no Brasil, foi um dos responsáveis pela implantação, em 1949, do primeiro curso de Jornalismo na Bahia, no qual começou a lecionar gratuitamente.
Sua conduta sempre foi intransigente na defesa da liberdade de imprensa e na manutenção dos cursos de jornalismo. Como diretor-redator chefe de A Tarde só contratava profissional que fosse diplomado. Quando paraninfo da turma de jornalismo de 1986, da UFBA, proferiu um discurso, intitulado "Oito razões (dentro muitas outras) para que exista Curso de Jornalismo", republicado no livro Apontamentos para história da imprensa na Bahia, no ano de 2008. Sintetizando as razões que favorecem o funcionamento dos cursos de jornalismo, Jorge Calmon enumerou:
... a opção vocacional; a seleção dos mais aptos ao exercício da profissão; o preparo para o ofício; o conhecimento da ética do jornalismo; o estudo da legislação de imprensa; a formação universitária do comunicador; a profissionalização definitiva do jornalista; e, afinal, a estabilidade econômica da categoria.


Dentre essas razões, destaca-se "a conscientização da ética da imprensa". Segundo Jorge Calmon a ética é a parte mais nobre do jornalismo:
Comunicação desamparada de princípios morais passa a ser algo como uma agressão aos sentimentos da comunidade, na medida em que se torna um agente de corrupção de costumes, e de inversões de valores. O paladar de uma comunicação dessa natureza não distingue, por exemplo, entre o crime e a ação útil, senão para alardear aquele, em busca de ressonância no seio da massa. A comunicação corretamente orientada, pelo contrário, se não subtrai o registro do crime, do fato negativo, já que seu dever é informar, todavia lhe retira o destaque gritante, privilegiando, em termos de espaço e de tempo as notícias de real interesse público. E ela, a comunicação honesta, assim procede porque procura agir dentro da ética. Análogo será o seu comportamento perante inumeráveis situações outras. Porque a ética não alcança apenas o tratamento do fato que tem de ser levado ao conhecimento do público; envolve, também as relações entre os veículos que trabalham na mesma área, bem como entre os comunicadores, uns para com os outros" (Calmon, 2008) .


Fiscal da sociedade
Ao longo dos 32 anos em que trabalhei no jornal A Tarde pude desenvolver, com total apoio de doutor Jorge Calmon, vários produtos jornalísticos e perceber que ele gostava de inovações, mas tinha que acompanhar o desenvolvimento dos projetos de perto, fazendo elogios e sugestões críticas, por meio de seus bilhetinhos, sem jamais interferir diretamente na autonomia do editor. Quando queria a publicação de alguma matéria, elegantemente, solicitava, caso houvesse espaço que a mesma fosse publicada em tal página e em tal posição, com ou sem ilustração. Na verdade, seu pedido era uma ordem e esta prática ele estendia a todos os setores do jornal e seus pedidos eram sempre atendidos.
Doutor Jorge gostava também de ser consultado por seus editores. Assim desenvolvíamos uma relação de confiança. Sabíamos até onde poderíamos ir sozinhos e nas dúvidas, recorríamos a ele que daria sempre a orientação final. Esta prática criava um elo de confiança, de mão dupla, necessário para que os editores pudessem trabalhar em horários outros não coincidentes com o da jornada que ele dava no jornal. Quando desempenhei a função de editor de Cidade (editoria local), trabalhando à noite, ele sempre telefonava para saber as principais matérias do dia e quando, em várias oportunidades, fechei também a primeira página, ele combinava a manchete, muitas vezes ditando-a, por telefone, com o número de caracteres exatos.
Recordo-me também de um fato, durante um período eleitoral, quando editava o suplemento A Tarde Municípios: ele entrou mansamente na redação (na época nós mantínhamos uma redação separada só para o interior), cumprimentou a todos, elogiou o caderno, afirmando ser uma dos melhores produtos que o jornal havia criado nos últimos anos, "uma ilha de excelência no jornalismo regional". Depois, folheando o exemplar do dia, abriu a página dedicada à cobertura política dos candidatos majoritários no interior e comentou: "você está fazendo um belo trabalho. Um trabalho jornalístico democrático, dando o mesmo espaço a todos os candidatos..." e, apontando para a fotografia de um deles, deixou escapar, "mas este não vale o espaço que está recebendo" e, em seguida saiu rapidamente da sala, como quem deu o recado e não queria ouvir qualquer explicação ou contestação. Sobre o assunto nenhum outro comentário foi feito no sentido de coibir ou de censurar o trabalho que estávamos fazendo. Continuamos a dar o mesmo espaço a todos. O curioso é que pouco tempo depois as normas de divulgação eleitoral do TRE passaram a "orientar" o jornalismo impresso no sentido de dar oportunidades iguais (o mesmo espaço) a todos os candidatos.
O elogio ao trabalho executado nos colocava em evidência, mas também servia para que fossemos envolvidos em novos projetos que ele criava, tais como as várias campanhas que desenvolveu. Lembro de ter coordenado, sob sua orientação direta, algumas campanhas como a da recuperação da BR-101 (trecho no sul a Bahia) e algumas mesas-redondas, como a da lavoura cacaueira, da habitação e da fome, que resultaram em cadernos especiais com a participação das mais altas autoridades do estado, em busca de encontrar soluções para os problemas sociais e econômicos da Bahia.
Em síntese posso dizer que Jorge Calmon fazia de tudo para que o jornal que ele dirigia, o jornal A Tarde, praticasse um jornalismo de acordo com os padrões da boa comunicação. E assim buscávamos seguir suas orientações no sentido de fazer um jornalismo comprometido com a verdade, que informava com exatidão, sem nada esconder. Para ele o bom jornalismo/jornalista sabe desprezar as seduções oferecidas pela própria influência, para manter-se fiel à sua missão. O bom jornalismo é aquele desvinculado de intimidade com o poder e com grupos de qualquer natureza. Dr. Jorge dizia também que o bom jornalismo assume, sem vacilações, o papel que a sociedade lhe confere, de fiscal dos assuntos públicos.

Fonte preciosa
Jorge Calmon, apesar de ser diplomado em Direito, foi um homem que dedicou toda a sua vida ao jornalismo, tendo trabalhado por mais de 60 anos no jornal A Tarde. Nos últimos anos, de certa forma, vinha sistematizando o seu pensamento sobre o que é ser jornalista e sobre o jornalismo por meio de entrevistas concedidas, artigos e discursos pronunciados. A seguir alguns pensamentos dele:
** O Jornalista é, realmente, a testemunha da história. Especialmente quando ele tem a obrigação de dirigir ou coordenar a cobertura dos fatos.
** Para ser digno da singular posição a ele reservada na sociedade democrática, o jornalista tem de acreditar, firme e sinceramente, nessa abstração que se chama interesse público. E, porque nele acredita, tem de defendê-lo com intrepidez e veemência.
** O bom jornalista deve saber escrever e ter agressividade. O desanimado e burocrata, que espera pelo fato, este não é jornalista. Só considero mesmo jornalista aquele que tem o calor, o interesse pela notícia.
** Acho que o jornalismo só tem beleza quando tem sentido social. O jornalista deve ser um combatente do interesse coletivo, e não um carreirista.
** A credibilidade se constrói vagarosamente e se destrói por muito pouco. Se o jornal escorregar, se sair do sério, se virar instrumento de negociata, o leitor percebe.
** À imprensa cabe a informação minuciosa com a interpretação e o comentário que a televisão não pode fazer.
** Dizer que não há nenhuma censura em jornal seria faltar com a verdade. Existe uma censura moral, como existe na consciência de cada um de nós. Não praticamos determinadas coisas porque refletimos e vemos que não podem ser praticadas. Assim também é no jornalismo. Uma coisa essencial é a ética do jornalismo. Quando deixar de exercer função social, o jornalismo se enquadrará em qualquer outra atividade, será um balcão de negócios, uma banca de engraxate, uma loja.
Para complementar e dar uma ideia geral de como ele se comportava perante um texto, transcrevo, a seguir, parte do prefácio que ele escreveu, em 1990, para um livro de minha autoria, no qual ele revela o hábito que tinha de corrigir tudo o que lhe caía às mãos, escrito com a elegância de quem sabe a força de cada palavra:
Começo este prefácio falando de mim mesmo, em vez de começar falando sobre o autor e seu trabalho. No entanto, não vou propriamente falar de mim – o que não teria o mínimo cabimento – mas de um costume que tenho, contraído por força do hábito na rotina do jornal, qual seja o de acompanhar de pequenas corrigendas, feitas a lápis, a leitura de certos textos que me dão a conhecer. Claro que as observações feitas assim não têm sentido compulsório; o dono do trabalho fica com inteira liberdade para aceitá-las ou não; sendo colocadas a lápis, basta um leve esfregão de borracha para sumirem do papel, retornando a página à limpeza primitiva, e talvez, em troca de limpeza, devolvidos os equívocos que o censor amigo procurou suprimir.


Em alguns casos, esse costume, bem intencionado, mas impertinente, reconheço, leva-me a invadir o pensamento do autor do texto, propondo linguagem diferente para a ideia que ele quis expressar, a fim de melhor situá-lo perante o futuro leitor. Pois foi isso o que aconteceu quando me pus a ler este trabalho de Sérgio Mattos.
Vejam o que sucede quando se age precipitadamente, como agi. É que não gostara, a princípio, da maneira como ele se refere ao seu próprio trabalho, tendo-me parecido que se antecipava, com o auto-elogio, ao julgamento que terceiros viessem a fazer. Na apresentação do trabalho diz ele que "nada melhor para registrar "(o 40º aniversário da televisão brasileira) "do que a publicação de um livro como este". Sugeri a alteração da frase, para diminuir a importância que ele atribuía ao livro. Entretanto, ao terminar a leitura dos originais, voltei à primeira página e apaguei a observação escrita a lápis, porquanto o que poderia ser tomado como imodéstia não é senão a justa consciência do valor de um trabalho feito com grande esforço, trabalho que representa uma contribuição notável para o estudo da televisão em nosso país, sendo um balanço, enxuto e equilibrado, da ação desse veículo no decurso dos seus quarenta anos de existência entre nós, assim como uma fonte preciosa de informações e de orientação para os estudiosos. Emendei a mão, portanto. O livro de Sérgio efetivamente "resgata a trajetória da televisão. Registrando-se as influências sócio-culturais e políticas que interferiram direta e indiretamente no seu processo de desenvolvimento (...). (Calmon, 1990).

Honra e experiência
Dr. Jorge Calmon era um verdadeiro cavalheiro, sereno, sincero e fiel aos seus princípios. Um homem sem medos que procurava manter uma conduta simples e impecável, que sabia se expressar até com o olhar, mas gostava mesmo era de mandar bilhetinhos para todos os seus subordinados. Era também muito econômico nos elogios e gostava de escolher o que devíamos exercer dentro e fora do jornal. Quando determinava o que devíamos fazer, ele simplesmente comunicava à pessoa o que ela iria exercer e quando havia uma recusa, imediatamente reagia dizendo: "ou você indica uma pessoa com o mesmo nível para assumir ou você mesmo é quem vai fazer". E quanto a isto era irredutível, principalmente se o indicado não aceitasse o que havia sido determinado.
Recordo-me que uma situação, quando como editor de suplementos, editava também o Jornal de Utilidades, eu dedicava minhas manhãs ao jornal e ensinava na Faculdade de Comunicação da UFBA nos turnos vespertino e noturno. Foi nessa época, em meados dos 1970, que ele resolveu que eu tinha que assumir a Editoria Política do jornal, querendo me transferir para o turno noturno. Diante de minha impossibilidade, fiquei com a incumbência de indicar uma pessoa. Na época, o jornalista Samuel Celestino, com quem trabalhei na cobertura jornalística da política local, ele então no Jornal da Bahia e eu na Tribuna da Bahia, estava fora de jornal. Indiquei, então, seu nome a Dr. Jorge, reforçando que era um profissional competente e experiente na área. Seu nome foi aceito e Samuel foi então convidado, tendo aceitado o convite e permanece até os dias de hoje no jornal, além de ter sido indicado por Jorge Calmon para a presidência da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), onde também se encontra há mais de 20 anos.
Em outra oportunidade, quando já estava como editor dos suplementos A Tarde Municípios e do A Tarde Rural, Dr. Jorge queria que eu assumisse também a editoria do suplemento A Tarde Cultural, porque o editor tinha se afastado do jornal. Expliquei que não tinha condições de assumir mais um caderno, ainda mais sendo um produto completamente diferente dos que produzíamos. Até aí ele aceitou, mas inconformado e me chamando, ironicamente, de vice-rei da Bahia, porque nossos produtos circulavam e tinham muito prestígio em todos os 417 municípios da Bahia, foi taxativo: "tudo bem, ou você indica uma pessoa, ou vai ter que se virar com sua equipe".
Foi aí que novamente consegui indicar uma pessoa de nível e ele aceitou. Indiquei o nome do professor Florisvaldo Mattos, que tinha deixado o Jornal do Brasil e estava apenas ensinando na Faculdade de Comunicação. Dr. Jorge gostou da indicação, por ele ser jornalista, professor e poeta, e então me incumbiu de contatar com Florisvaldo para saber se ele tinha interesse e disponibilidade. Consultado, manifestou-se interesse. Marquei o dia do encontro e o professor foi convidado pessoalmente por Jorge Calmon. Florisvaldo Mattos realizou um excelente trabalho à frente do A Tarde Cultural e, em conseqüência, recebeu alguns prêmios nacionais e hoje está exercendo a função de editor chefe de A Tarde.
Dr. Jorge Calmon sempre que desejava imprimir alguma mudança no jornal me procurava e possivelmente também a outros profissionais que gozavam de sua confiança. Talvez porque eu fosse o único profissional da empresa que detinha o título de PhD em Comunicação, obtido em universidade norte-americana, ele sempre estava a me consultar, querendo ouvir e saber minha opinião sobre isto e mais aquilo, mas nem sempre aceitou minhas idéias, pois quando já tinha decidido alguma coisa, dificilmente voltava atrás. Era um homem que tinha objetivos e tudo que concebia tinha que ser iniciado e concluído.
Em síntese, ele sabia prestigiar, colocar sua equipe em evidencia e, ao mesmo tempo, exigir de seus editores a realização de algum trabalho extra ao do jornal. Muitas vezes fui indicado para realizar palestras em nome do jornal ou para representar Dr. Jorge Calmon, dona Regina Simões de Melo Leitão (presidente do jornal) e ou Dr. Renato Simões (superintendente do jornal) nas mais variadas solenidades, seminários e encontros, inclusive um, realizado em Vitória do Espírito Santo, promovido pelo jornal A Gazeta, de Carlos Lindemberg, no qual foi plantada a semente que deu origem a Associação Nacional dos Jornais (ANJ).
É por tudo isso que posso dizer que ter trabalhado no jornal A Tarde, sob a liderança de Dr. Jorge Calmon foi uma grande honra e uma experiência de vida fantástica. [Salvador, 26 de outubro de 2009]
Referências
CALMON, Jorge. Discurso de posse. Revista da Academia de Letras da Bahia. Salvador, n.21, p. 85-93. 1962-1970.
CALMON. Jorge. Jornalista e escritor. Depoimento no programa do Instituto de Letras da UFBA e da Fundação Casa Jorge Amado intitulado "Com a Palavra o Escritor". Salvador: 28 jul. 1999.
CALMON, Jorge. Oito Razões (dentre muitas outras) para que exista Curso de Jornalismo. In TAVARES, Luis Guilherme Pontes (org.). Apontamentos para a história da imprensa na Bahia. Salvador: Academia de Letras da Bahia, 2ª Ed., pp. 199-211.
CALMON, Jorge. Este livro e seu autor (prefácio). In : MATTOS, Sergio. Um Perfil da TV Brasileira: 40 anos de história: 1950-1990. Salvador: Associação Brasileira de Agências de Propaganda/Capitulo Bahia; A Tarde, 1990, p.9-11.
MATTOS, Sergio. Jorge Calmon, o ponto de referência. Neon, Salvador, n.47, dez.2004.
MATTOS, Sérgio. Relicário comunicacional e literário. Salvador: Contexto & Arte editorial, 2008.
TAVARES, Luis Guilherme Pontes (org.). Apontamentos para a história da imprensa na Bahia. Salvador: Academia de Letras da Bahia, 2008;
Jornalista, escritor professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e secretário geral do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia para o biênio 2008-2009

                                GALERIA DE  FOTOS



Foto II  Congresso  de História da  Bahia, Professor Jorge Calmon e Pedro Calmon, este  
ao lado  da sua  irmã D. Dulce Calmon de Almeida, na  sessão inaugural do Congresso. Jorge
 e Pedro Calmon irmãos. Foto Revista  do Instituto Genealógico da  Bahia,
ano 193, n. 219, pág. 157

ABI homenageia Jorge Calmon, July e Samuel Celestino

A CASA DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILA NO SÉCULO XX


HOMENAGEM PÓSTUMA! 
TROFÉU HONRA AO MÉRITO AO VISCONDE  DA  TORRE DE  GARCIA D'ÁVILA
  CEL ANTONIO JOAQUIM PIRES  DE CARVALHO E ALBUQUERQUE 
BENEMÉRITO DO POVO MATENSE, BAIANO E BRASILEIRO!

  HOMENAGEM  DO BLOG  CHIQUITINHA MARAVILHA
 E DOS MATENSE, DOS  BAIANOS!



TOTAL DE  ACESSOS MAIS  DE  UM MILHÃO E 46 MIL ACESSOS INTERNACIONAIS / 1/10/17

HOMENAGEM PÓSTUMA! 
TROFÉU HONRA AO MÉRITO AO VISCONDE  DA  TORRE DE  GARCIA D'ÁVILA
  CEL ANTONIO JOAQUIM PIRES  DE CARVALHO E ALBUQUERQUE 
BENEMÉRITO DO POVO MATENSE, BAIANO E BRASILEIRO!

  HOMENAGEM  DO BLOG  CHIQUITINHA MARAVILHA
 E DOS MATENSE, DOS  BAIANOS!


TROFÉU HONRA AO MÉRITO!
HOMENAGEM PÓSTUMA.....


LINK DESSA  HOMENAGEM PÓSTUMA  O VISCONDE DA  TORRE DE GARCIA  D'ÁVILA E SEUS DESCENDENTES A EXEMPLO  DE  CRISTÓVÃO DE AVILA PIRES  JR. ENG} MILITAR  DE FORTIFICAÇÕES E PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO GARCIA D'ÁVILA

http://chiquitinhamaravilha.blogspot.com.br/2014/04/ao-visconde-da-torre-de-garcia-davila-e.html


RELÍQUIAS  HISTÓRICAS
 DE  MATA DE SÃO JOÃO

Cidade  de  Mata  de  São João na  década de  1950
Praça  Barão Açu da Torre na  década  de  1950,  notar o coreto   no centro da  referida praça,

 RELÍQUIA   HISTÓRICA  DA ENTÃO VILA DE  MATA DE SÃO JOÃO /DÉCADA DE 1910!
Atual Praça  Barão Açu da  Torre   na  Década  de  1910. Foto na pesquisa  de   Gamaliel Chagas (Poty, Chiquitinha  Maravilha). Destaques  para  os  edifícios   do  antigo Mercado de farinha, atual casa  da  cultura, Igreja Matriz  S. João Batista, Palmeiras Imperiais e  prédio  da  Intendência  Municipal (antiga  prefeitura, atual Secretaria  Social, 2013,  prédio   da  antiga   Padaria  de Zé Bispo, Casa  comercial de Salomão Silva  (na  década de 1950). Na  época  da   foto acima,   era  uma  só   as  atuais praças  amado Bahia  e   Barão Açu da  Torre, sendo nominada a Praça da  Foto Praça da  Intendência Municipal. Legenda  de Chiquitinha Maravilha.


RELÍQUIA HISTÓRICA DE  1957!
Chiquitinha  Maravilha   na  foto,  aparece sentado com as  mãos  no rosto perto dos olhos, de  camisa branca, aos  6  anos  de idade   no ano  de  1957  na    Praça  Engº   Lauro de Freitas (da  Leste  Ferroviária). No local  onde  foi  inaugurada  dia 13/04/2013,  a   Quadra   Poliesportiva Escolar Coberta  Rosalvo  Romero  Fernandez






                            SÃO JOÃO BATISTA - PADROEIRO DE MATA DE S. JOÃO/BA

           SÃO JOÃO BATISTA BATIZANDO JESUS CRISTO
no Rio Jordão. S. João Batista  Padroeira   de Mata de São João/BA. QUADRO  DE FAIANÇA PORTUGUESA NO VARANDAL DA CASA RESIDENCIA DE CHIQUITINHA MARAVILHA / ceramista  Eduardo Gomes, lusitano de Aveiro/Portugal. Data  do fabrico do painel ano 1984

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    VIDEO NARRADO E FILMADO POR CHIQUITINHA MARAVILHA DIA 15/03/2014 DIA DA FUNDAÇÃO DA POVOAÇÃO QUE ORIGINOU O 

SAM 1834 x264VIDEO LARGO DO BONFIM DE MATA 15/02/14 ALDEIA S JOÃO BA.

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SAM 0739 x264 A 1 - HISTORICO- LOCAL DA FUNDAÇÃO DA2ª ALDEIA DE S. JOÃo BATISTA/MATA S. JOÃO

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SAM 0769 x264 A3 HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO 2ª ALDEIA DE S. JOÃO BATISTA/BONFIM MATA

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    Video com 10 minutos e 54 segundo filmado do Coro do Edifício da Igreja do Bonfim de Mata, filmado, narrado e produzido por chiquitinha Maravilha, mostrando o Largo do Bonfim…

SAM 0742 x264 A2 - HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA IGREJA BONFIM DE MATA S. JOÃO/BA. -

    • 2 meses atrás
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    A2 - Video com 19 minutos e 01 segundo filmado do Largo do Bonfim de Mata, filmado, narrado e produzido por chiquitinha Maravilha, mostrando o Largo do Bonfim de Mata onde…

SAM 0466 x26 BATIZADO DE CAPOEIRA NA CASA DA CULTURA CIDADE DE MATA DE S. JOÂO 20/11/13

      • 4 meses atrás
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      Vídeo narrado, filmado e produzido por Chiquitinha Maravilha contendo 12 minutos, exibições fantástica dos Mestres e Alunos da Cidade de Mata de S. João, batizado com entrega de Diploma...
    • Chiquitinha Maravilha enviou um vídeo

SAM 0418 x264 HISTÓRICO DA IGREJA DO SENHOR DO BONFIM DE MATA 1758

      • 5 meses atrás
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      Vídeo do dia 16/11/2013, narrado, filmado, produzido por Chiquitinha Maravilha, contendo histórico da história da edificação da citada igreja, localizada no atual Largo do Bonfim de Mat...
    • Chiquitinha Maravilha enviou um vídeo

SAM 0390 x264 SITIO HISTÓRICO DA ALDEIA JESUITA DE SÃO JOÃO BATISTA 15/03/1561

      • 5 meses atrás
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      Vídeo com 20 minutos narrado filmado e produzido no Laro do Bonfim de Mata, por Chiquitinha Maravilha no dia 16/11/2013, sábado, descrevendo os acontecimentos histórico atual Largo do Bonf...
    • Chiquitinha Maravilha enviou um vídeo

SAM 0389 x264 HISTÓRICO - LOCAL DA FUNDAÇÃO DA ALDEIA DE S. JOÃO BATISTA /MATA S. JOÃO/BA

      • 5 meses atrás
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      HISTÓRICO/INÉDITO!
      A 2ª ALDEIA JESUÍTA DE SÃO JOÃO BATISTA
      Vídeo filmado, narrado e produzido no dia 16/

SAM 3817 x264 SETE DE SETEMBRO NA CIDADE DE MATA S. JOÃO 2013


    • 7 meses atrás
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    • 153 visualizações
    Vídeo com 18 minutos e 6 segundos, do Desfile Cívico realizado na cidade de Mata de São João/Ba, dia 07/09/

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