domingo, 25 de janeiro de 2015

PARTE II/NOTICIAS DA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA/ - EVENTOS DE AGOSTO/JANEIRO2014





FAMÍLIA  PEREIRA CHAGAS E SUAS  RAMIFICAÇÕES  GENEALÓGICA   PRESENTE   NO  ATUAL  MUNICÍPIO  MATENSE  E   OUTROS  MUNICÍPIOS DA BAHIA ,  DESDE OS  PRIMÓRDIOS DA  POVOAÇÃO.
POVOADORES, AGRICULTORES, PECUARISTA, FAZENDEIROS, DONOS  DE  ENGENHOS DE  CANA DE  AÇÚCAR, CAFEICULTORES, BARÕES,  VISCONDES, PREFEITOS, INTENDENTES, VEREADORES, CONSELHEIROS MUNICIPAIS, GOVERNADORES, SENADORES, DEPUTADOS, ADVOGADOS, JUÍZES   DESEMBARGADORES, MILITARES, MÉDICOS, POETAS, ESCRITORES, MÚSICOS  ATLETAS (MARATONISTAS, JUDOCAS, JOGADORES DE  FUTEBOL, E  MUITO  MAIS...). 
TOTAL  DE ACESSOS MAIS DE  526  MIL, BRASIL  MAIS DE 262 MIL, INTERNACIONAIS MAIS  DE  263  MIL, MAIS  DE  100  PAIS, ALEMANHA  MAIS DE  90 MIL   E USA MAIS DE  85 MIL.....OUTROS  PAISES  VER  NA  ESTATISTA DO  BLOG
            

Visualizações de página por país

Gráfico dos países mais populares entre os visualizadores do blog
EntradaVisualizações de página
Brasil
262284
Alemanha
89597
Estados Unidos
85076
Malásia
19723
Rússia
13121
China
11341
França
3761
Portugal
2291
Ucrânia
1860
Cingapura
1366

MATA DE SÃO JOÃO/BA.
Praça Barão Açu da Torre (primo de Chiquitinha  Maravilha e de Frank Chaga) na Cidade  de  Mata  de  São João na
década de  1950, nessa   citada  praça  nasceu Frank Chagas no dia 11/08/1939.







A Morte na Vida e Na Poesia de Castro Alves

Aramis Ribeiro Costa
Tendo vivido tão pouco, a morte acompanhou a vida e a poesia de Castro Alves. Não aconteceu apenas com ele. Álvares de Azevedo morreu aos vinte anos; Fagundes Varela, aos trinta e três; Casimiro de Abreu, aos vinte; e Junqueira Freire, aos vinte e dois. É preciso lembrar que falamos de meados do século XIX, uma época em que a medicina, essencialmente empírica, se encontrava muitas décadas distante dos conhecimentos e dos recursos dos nossos dias. Não havia antibiótico nem vacina. Morria-se com facilidade. E não apenas nas grandes epidemias, que, uma vez iniciadas, se alastravam com rapidez e descontrole, ceifando vidas aos milhares, ante a impotência angustiante dos poderes públicos e dos médicos, ambos desarmados. Morria-se por tudo. Morria-se de parto, de pneumonia, de desidratação, de pequenas infecções ou inflamações que não podiam ser debeladas. Morria-se a morte lenta e dolorosa da sífilis. E morria-se de tuberculose, fantasma soturno que acompanhava os indivíduos de forma silenciosa e persistente, seguindo, como sombra apavorante, em particular os desnutridos e os moços boêmios em seus prazerosos excessos. Na verdade, convivia-se cotidiana-mente, diuturnamente com a morte, e nem mesmo a realidade destruidora da violência urbana dos grandes centros contempo-râneos, dos assaltos, dos acidentes de tráfego, das drogas, das doenças degenerativas e das síndromes imunológicas de nossos dias podem dar uma ideia desse convívio macabro.

Curso Jorge Amado 2014

A Academia de Letras da Bahia a Fundação Casa de Jorge Amado convidam para a solenidade de abertura do Curso Jorge Amado – IV Colóqui de Literatura Brasileira.
Na oportunidade será lançado o livro Jorge Amado (Cacau: a volta ao mundo em 80 anos), resultante dos trabalhos durante o Curso Jorge Amado 2013.
Data: 26 de agosto de 2014, às 17hs.

Local: Avenida Joana Angélica, 198 – Palacete Góes Calmon – Nazaré.

Mais Informações: www.jorgeamado.org.br/coloquio2014.
ConviteCursoJorgeAmado2014


Lançamento do romance “Os Ventos Gemedores”, de Cyro de Mattos.

Data: 2 de setembro de 2014 (terça-feira), às 18 horas.
Local: Academia de Letras da Bahia, Av. Joana Angélica, 198, Nazaré, Palacete Goes Calmon, Salvador-BA. Entrada Franca.

O LIVRO:
Neste romance de ritmo ágil, o leitor irá escutar a fúria de ventos compulsivos, que assim abalam e deixam-nos perplexos, de tal sorte os gestos de criaturas primitivas, de anseios tão densos e chocantes, em meio a situações de desespero. Também encontrará gente de sentimentos inocentes, que está na vida para mostrar os seus instantes de ternura numa paisagem rústica, caracterizada pela natureza bárbara do ambiente e de seus viventes.  

Personagens de papel transmudam-se em gente com sangue quente a correr nas veias neste romance com seus dramas, ambições, opressões e misérias da terra. O autor revela com eles que é dotado de outra virtude: a de estar isento do tom panfletário, da ideologia extrema que contamina o estético e reprime a criação. Sua escrita está como que moldada na linguagem simples das histórias contadas pelos ancestrais, ao redor da fogueira no terreiro ou no alpendre da casa tosca, iluminada à luz de candeeiro. 
A narrativa desses ventos gemedores transmuda as terras do sul da Bahia, no condado imaginário do Japará, região onde a mata recuada, hostil e impenetrável, vai dando lugar às primeiras e tateantes roças de cacau e campos de pecuária. Resulta de um imaginário que ultrapassa os limites conhecidos do real no território sul baiano, das outrora ricas plantações de cacau e pioneiras fazendas de gado nas zonas do capinzal. A narrativa segura, que devassa lugares brasileiros onde a ação de personagens se desenvolve no conflito movido pelo mandonismo de Vulcano Brás e pela busca da vida livre e justa, representada pelo vaqueiro Genaro, confere permanência ao romance, depois do ato de leitura.
O leitor voltará a remoer os acontecimentos do universo ficcional projetado pelo autor e perceberá a marca de um narrador dramático, que funde o real e o fantástico com maestria, dentro da metamorfose rítmica do relato, girando no seu eixo através dos novos significados recolhidos de outras passagens.
Nos episódios de Os ventos gemedores latejam brutalidades dum homem sedento e faminto pelos domínios da terra, que avilta outros homens indefesos com seu egoísmo impiedoso. Na mensagem que se expressa no texto vigoroso, revestido de brasilidade e humanismo, emerge uma fabulação interior que confere vida psíquica aos personagens, não apenas como tipos interessantes, agentes populares desempenhando seu papel no cenário dos conflitos sociais. Nesses personagens primitivos, sabe o autor imprimir, como poucos, uma dimensão interior enraizada na explosão dos dramas e das misérias coletivas. No que toca a este jogo psíquico e o drama, como observa o crítico Cid Seixas, doutor em Letras pela USP (Universidade de São Paulo), em comentário ao livroBerro de fogo e outras histórias: “Quando um destes personagens se deixa surpreender na intimidade da vida é que se percebem os desvãos da sua alma”.

O AUTOR:
 Cyro de Mattos nasceu em Itabuna, cidade do sul da Bahia, em 31 de janeiro de 1939, filho de Augusto José de Mattos e Josephina Pereira de Mattos. Primeiros estudos na cidade natal. Completou o curso ginasial no Colégio Maristas, em Salvador, e fez o curso clássico no Colégio da Bahia (Central). Diplomado em advocacia pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, em 1962. Como universitário, dirige o jornal “A Palavra”, do Centro Acadêmico Ruy Barbosa. Advogado aposentado, depois de militar durante quarenta anos nas comarcas da região cacaueira na Bahia. Jornalista com passagem na imprensa do Rio de Janeiro, onde foi redator do “Diário de Notícias”, “Jornal do Comércio” e “O Jornal”. Ainda no Rio de Janeiro, de 1966 a 1971, colabora com artigos e contos nas revistas “A Cigarra”, “Cadernos Brasileiros” e “Leitura”; no “Jornal do Escritor”, “Jornal de Letras”, suplementos literários do “Jornal do Comércio” e “Jornal do Brasil”. Nos últimos trinta e cinco anos, colaborações suas aparecem na “Revista da Bahia” (Salvador), revistas “Exu”, da Fundação Casa de Jorge Amado (Salvador), “Quinto Império”, do Gabinete Português de Leitura (Salvador), “Iararana” (Salvador), “Cultural A Tarde”, do jornal “A Tarde” (Salvador), “O Escritor”, da União Brasileira de Escritores (São Paulo), “Jornal da Manhã” (Sergipe), “Tribuna do Escritor” e “Rio Artes” (Rio de Janeiro), “Suplemento Literário de Minas Gerais” (Belo Horizonte), Revista de Literatura Brasileira (São Paulo) e “Literatura” ( Brasília).
Contista, poeta, cronista, novelista, ensaísta, autor de livros infantis, organizador de antologia. Já publicou 50 livros, possui inúmeros prêmios literários, e, entre eles, o Prêmio Nacional de Ficção Afonso Arinos, concedido pela Academia Brasileira de Letras para o livro “Os Brabos”, o Prêmio Jabuti (menção honrosa) para “Os Recuados”, o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte para “O Menino Camelô”, poesia infantil, e, com o “Cancioneiro do Cacau”, o Prêmio Nacional Ribeiro Couto da União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro, para livros inéditos, e o Prêmio Internacional de Poesia Maestrale Marengo d’Oro, Gênova, Itália. Distinguido com os títulos da Ordem do Mérito da Bahia e Personalidade Cultural da União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro. Participa em várias antologias internacionais do conto, como “Visões da América Latina”, publicada na Dinamarca, na qual estão inclusos, entre outros, Jorge Luís Borges, Alejo Carpentier, Miguel Angel Astúrias, Juan José Arreola, Julio Cortázar, José Donoso, Mario Vargas Llosa, Juan Carlos Onetti, Juan Rulfo, Mário de Andrade, Aníbal Machado e Clarice Lispector, e “Narradores da América Latina”, editada na Rússia, na qual  figuram, entre outros, Julio Cortázar, Mario Benedetti, René Marques e Rosário Castellanos. Poemas seus foram incluídos na antologia “Poesia do Mundo 3”, organizada por Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, da Universidade de Coimbra, publicada em Portugal, com tradução de Manuel Portela para o inglês, reunindo poetas de dezesseis países,
O nome de Cyro de Mattos figura em obras como “Novo Dicionário da Língua Portuguesa”, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “Dicionário Literário Brasileiro”, de Raimundo de Menezes, “Enciclopédia de Literatura Brasileira”, de Afrânio Coutinho, “Literatura e Linguagem”, de Nelly Novaes Coelho, “Navegação de Cabotagem”, de Jorge Amado, “Bibliografia Crítica do Conto Brasileiro”, de Celuta Moreira Gomes e Theresa da Silva Aguiar, e “Enciclopédia Barsa”. Sua obra vem recebendo estudos nas universidades. Participou como convidado do III Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, Portugal, em 1998. Da Feira Internacional do Livro de Frankfurt em 2010 quando autografou a antologia poética “Zwanzig von Rio und andere Gedichte”, publicada pela Projekte-Verlag, de Halle, com tradução de  Curt Meyer Clason. E do XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos da Fundação Cultural de Salamanca, Espanha, em 2013. Possui livros pessoais publicados em Portugal, França, Alemanha e Itália. A obra de Cyro de Mattos tem sido reconhecida pelos críticos como significativa e, pela versatilidade que alcança em sua expressividade, linguagem adequada e moderna, já faz parte da literatura brasileira contemporânea. Seus contos e poemas participam de mais de 50 antologias, no Brasil e exterior. Pertence à Academia de Letras da Bahia e é Membro Titular do Pen Clube do Brasil.


Convite-Os-Ventos-Gemedores

Acadêmico Paulo Costa Lima toma posse na Academia Brasileira de Música

O compositor Paulo Costa Lima, membro da Academia de Letras da Bahia, tomou posse no último dia 12 de agosto na Academia Brasileira de Música, ABM. O acadêmico assumiu a cadeira de nº 21, ocupada anteriormente pelo jornalista e crítico musical Luiz Paulo Horta e que tem como fundador o compositor Paulo Santoro. A cerimônia de posse foi realizada na sede da ABM no Rio de Janeiro.
Paulo Costa Lima é baiano e iniciou os estudos de música em 1969, na Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Graduou-se em Composição pela University of Illinois at Champaign-Urbana (USA), em 1977. É Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (1998) e em Artes pela Universidade de São Paulo (2000). Leciona Composição e Teoria da Música no nível de graduação e pós-graduação da Escola de Música, onde atua como professor desde 1979.

Clarissa Moreira de Macedo vence o Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia de Literatura – Poesia 2013

clarissa_macedo
Nesta edição, a premiação contou com 412 trabalhos inscritos de 23 estados brasileiros. A vencedora será contemplada com um prêmio no valor de R$ 20 mil e a publicação do livro por uma editora de projeção nacional.

A escritora é natural de Salvador, atualmente reside no município de Feira de Santana/Ba Clarissa Moreira de Macedo, 26 anos é a grande vencedora do Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia de Literatura – Poesia 2013, tradicional concurso literário patrocinado pela Braskem e pela Petrobras, com os originais intitulados “Na Pata Do Cavalo Há Sete Abismos”. O anúncio foi nesta segunda-feira, dia 11 de agosto de 2014, pelo presidente da ALB, Aramis Ribeiro Costa, e pela Comissão Julgadora formada pelos escritores e acadêmicos Fernando da Rocha Peres, Myriam Fraga e Ruy Espinheira Filho.
O prêmio – que existe há mais de 30 anos e tem como objetivo revelar talentos e proporcionar maior visibilidade a escritores brasileiros – é o mais importante concurso literário da Bahia e um dos de maior prestígio no Brasil. Este ano a premiação recebeu 412 inscrições, oriundas de 23 estados, sendo 45% da Região Nordeste, 37% da Região Sudoeste, 9% da Região Sul, 6 Centro-Oeste e 2% da Região Norte.
Sobre a autora
Clarissa Macedo, natural de Salvador – BA, reside em Feira de Santana. É licenciada em Letras Vernáculas (UEFS), mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela mesma instituição e doutoranda em Literatura e Cultura pela UFBA. Atua como revisora, e professora de escrita criativa. Está presente em diversas coletâneas. É autora de O trem vermelho que partiu das cinzas (2014).

Colóquio Jorge Amado 2014

Entre os dias 26 e 29 de agosto, será realizado na Academia de Letras da Bahia e na Fundação Casa de Jorge Amado o Curso Jorge Amado 2014 – IV Colóquio de Literatura Brasileira. O evento, que está em sua quarta edição, apresenta o tema “Literatura e Política”.
O objetivo do evento é reunir estudiosos da literatura brasileira, em particular, da obra de Jorge Amado, para apresentarem os resultados de seus estudos e de suas pesquisas, oportunizando aos presentes a troca de experiências e a divulgação de novos conhecimentos. O evento deste ano destaca os 60 anos do livro “Os subterrâneos da Liberdade” (1954), no qual Jorge Amado compõe um painel narrativo da vida política e social do país, no ano de 1937, na Ditadura Vargas, com agudo senso crítico sobre o pensamento e as estruturas políticas da época. Assim, as conferências, as palestras e as comunicações poderão abordar obras de Jorge Amado e/ou de autores do século 20 e contemporâneos, nessa perspectiva, abordando temas como: literatura e política, literatura e liberdade, literatura e resistência, literatura e repressão, literatura e lutas sociais, em obras amadianas e/ou de outros autores. Além das conferências e mesas redondas, realizadas às 17h, haverá as sessões de comunicações, das 14h30 às 16h40, nos dias 27 e 28/08, na sede da ALB; lançamento de livros e um encerramento, na sede da FCJA no dia 29/08. Até o momento, estão confirmados como palestrantes: Eduardo Assis Duarte (Professor de Literatura da Faculdade de Letras da UFMG), Márcia Rios (Professora da Pós-graduação em Estudos de Linguagens na UNEB), Paulo Silva (UNEB), Sayonara Amaral (Professora da Pós-graduação em Estudos de Linguagens na UNEB), Marcos Silva (Professor Titular de Metodologia da História da FFLCH/USP), Gustavo Ribeiro (UFBA) e Ana Rosa Ramos (Professora Associada da UFBA).
*Informações sujeitas a alterações
PÓS-EVENTO
Em todas as suas edições, o curso não se restringiu apenas, o que já seria muito, aos estudos amadianos, mas, igualmente, à promoção da literatura brasileira de uma maneira geral. Como parte deste objetivo, a divulgação dos trabalhos em livro torna-se também um grande incentivo aos estudiosos e pesquisadores. Assim, a cada edição do curso, é feita uma seleção dos trabalhos e os escolhidos são publicados, sendo lançados no ano subsequente. Na abertura do IV Curso Jorge Amado, será lançado o livro: “Jorge Amado, Cacau: a volta ao mundo em 80 anos”, com depoimentos e trabalhos apresentados na edição 2013 do Curso.
SERVIÇO:
Data: 26 a 29 de Agosto de 2014
Local: Academia de Letras da Bahia
Rua Joana Angélica, 198 – Nazaré

Sessão homenageia o poeta e ensaísta Ivan Junqueira

Na quinta-feira (31) a Academia de Letras da Bahia realizou uma sessão em homenagem à memória do poeta Ivan Junqueira, que ocupava, desde o ano 2000, a cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras, antes pertencente ao também poeta João Cabral de Melo Neto. Falecido no último dia 3 de julho, Ivan Junqueira atuava como escritor, jornalista e crítico literário em grandes jornais e publicações especializadas do Brasil e do exterior. Venceu importantes prêmios nacionais, como o Prêmio Nacional de Poesia, do Instituto Nacional do Livro / INL (1981) e o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1995, 2005, 2008 e 2010, por sua obra poética e ensaística.
Dentre seus livros mais conhecidos estão A sagração dos ossos e O outro lado (poemas) e À sombra de Orfeu, O fio de Dédalo e O encantador de serpentes (ensaios literários). Foi também tradutor de importantes obras de T. S. Eliot, Marguerite Yourcenar, Jorge Luis Borges, Charles Baudelaire e Marcel Proust. Junqueira completaria 80 anos em novembro.
A sessão consistiu de depoimentos e da leitura de seus poemas pelos acadêmicos Ruy Espinheira Filho, Myriam Fraga, Fernando da Rocha Peres e Luís Antônio Cajazeira Ramos.







Academia de Letras da Bahia promoveu encontro para discutir cultura com os candidatos a governador do Estado

Os diversos segmentos comprometidos com a cultura no território baiano estiveram no encontro intitulado A Política Cultural no Estado da Bahia, realizado pela Academia de Letras da Bahia, no dia 29 de julho (terça-feira), às 19h, sob a coordenação do poeta e acadêmico Luís Antonio Cajazeira Ramos, com a participação dos candidatos a governador do Estado. O encontro teve como objetivo criar um espaço de diálogo entre os candidatos ao comando do Governo estadual e os agentes culturais, abrindo a série de debates e de exposições de propostas da campanha eleitoral de 2014.
Todos os candidatos inscritos no pleito eleitoral foram convidados a participar do encontro na ALB e confirmaram presença: Da Luz (PRTB), Lídice da Mata (PSB), Marcos Mendes (PSOL), Paulo Souto (DEM), Renata Mallet (PSTU) e Rui Costa (PT)..
O evento deu sequência à série iniciada em 2012 com o encontro dos candidatos a prefeito de Salvador, de grande repercussão no meio cultural e na mídia, lembra o escritor Aramis Ribeiro Costa, presidente da Academia de Letras da Bahia. Em suas palavras, “a iniciativa da realização desse encontro entre os candidatos a governador da Bahia proporciona o diálogo e provoca uma discussão sobre a perspectiva cultural do Estado, além de contribuir para o amadurecimento da democracia e da cidadania em nossa sociedade”.
FORMATO
  1. Os temas abordados foram selecionados por uma comissão de acadêmicos e convidados.
  2. Os candidatos tomaram conhecimento dos temas do encontro antecipadamente.
  3. Os temas foram discutidos pelos candidatos em duas rodadas de pronunciamentos.
  4. Cada candidato teve 5 minutos em cada rodada, prorrogáveis por mais 2 minutos.
  5. A ordem das falas dos candidatos nas duas rodadas foi mediante sorteio.
  6. Não houve debate entre os candidatos nem perguntas diretas da plateia.
REALIZADORES
O encontro foi uma iniciativa da Academia de Letras da Bahia, organizado por uma comissão formada pelo escritor Aleilton Fonseca, o escritor Aramis Ribeiro Costa (presidente da ALB), o jornalista e escritor Carlos Ribeiro, a dramaturga Cleise Mendes, a gestora cultural Eliana Pedroso, a professora de letras Evelina Hoisel, o gestor social Geraldo Machado, o educador João Eurico Matta, a coreógrafa e bailarina Lia Robatto, o poeta Luís Antonio Cajazeira Ramos (coordenador dos trabalhos), a poeta e gestora cultural Myriam Fraga, o antropólogo e escritor Ordep Serra, o compositor e maestro Paulo Costa Lima, o arquiteto e urbanista Paulo Ormindo de Azevedo, o cineasta Pola Ribeiro e a produtora cultural Virgínia DaRin.
O evento teve o apoio do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia e foi transmitido ao vivo pela TVE e, na internet, pela TVE web (www.irdeb.ba.gov.br).

Academia presta homenagem ao centenário de Olga Mettig e Diógenes Rebouças

Para marcar os cem anos da educadora Olga Pereira Mettig e do arquiteto Diógenes de Almeida Rebouças, celebrados respectivamente nos dias 6 e 7 de maio, a Academia de Letras da Bahia realizou no último dia 26/06, uma palestra com o historiador e acadêmico Francisco Senna sobre a vida e obra destes dois baianos.
O evento foi um reconhecimento da comunidade acadêmica pelas contribuições prestadas por Olga Mettig para o desenvolvimento da Educação no estado e de Diógenes Almeida para a arquitetura local.
Biografias
Olga Pereira Mettig, nascida em Cachoeira, veio estudar em Salvador no ano de 1933, diplomando-se em magistério na Escola Normal da Bahia. A partir desta experiência, diplomou-se também mais tarde em Pedagogia pela Universidade Federal da Bahia e fez carreira no magistério estadual, ensinando e dirigindo escolas. Posteriormente, com a experiência no ensino público, fundou o Colégio Nossa Senhora do Carmo, e em seguida dedicou-se à docência do ensino superior.
Diógenes de Almeida Rebouças, natural de Amargosa, no Recôncavo baiano, foi arquiteto, urbanista, professor, pintor e agrônomo. Como arquiteto, integrou a equipe do Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade de Salvador (EPUCS) e foi professor da área na Universidade Federal da Bahia por mais de três décadas (1980-1954). Primeiro presidente do Departamento da Bahia do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-BA), é também co-autor, junto com Paulo Antunes Ribeiro, do projeto do Hotel da Bahia, uma das obras da arquitetura moderna baiana mais conhecidas internacionalmente e considerada, na época, uma das mais importantes da Bahia e do Brasil.
Confira abaixo as fotos do evento.

Prêmio Nacional de Poesia encerra inscrições com número recorde de candidatos

A Academia de Letras da Bahia encerrou, ao fim do mês de maio, as inscrições para o Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia de Literatura – Poesia 2013.  Até o último dia 30, período em que ainda chegavam inscrições, foram registrados 364 candidatos inscritos para esta edição do concurso, totalizando representantes de 21 estados mais o Distrito Federal.
A Bahia foi o estado com o maior número de candidatos inscritos, seguida por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
tabela
Porcentagem de inscritos por região.

Antropólogo Ordep Serra é o mais novo membro da ALB

ordep
O antropólogo e escritor Ordep José Trindade Serra é o mais novo ocupante da cadeira de nº 27 da Academia de Letras da Bahia. Eleito na quinta-feira (22), em sessão ordinária de eleição conduzida pelo presidente da ALB, Aramis Ribeiro Costa, Ordep Serra foi escolhido para ocupar a cadeira de James Amado, falecido em dezembro de 2013 e que tem como patrono Francisco Rodrigues da Silva.

Graduado em Letras pela UNB, Mestre e Doutor em Antropologia, o mais novo acadêmico Ordep Serra atua como professor em programas de pós-graduação da Universidade Federal da Bahia e é membro da Associação Brasileira de Antropologia e da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia.
Dentre as suas principais produções destacam-se pesquisas nas áreas de Antropologia da Religião, Antropologia das Sociedades Clássicas, Etnobotânica e Teoria Antropológica. Ordep Serra atuou também como tradutor de textos científicos e literários e, como ficcionista, venceu o Prêmio Braskem / Academia de Letras da Bahia, com o livro de contos Sete Portas (2008), e o Braskem / Academia de Letras da Bahia, Romance Africano, com Ronda: Oratório MalungoFicções de Olufihan (2010).
A posse será no dia 4 de setembro com discurso de recepção do acadêmico Luiz Antonio Cajazeira Ramos.

Revista da ALB chega à 52ª edição

A Academia de Letras da Bahia realizou, no dia oito de maio, o lançamento do 52º número da sua Revista Anual de Literatura, Artes e Ideias. No evento, que contou com a presença do secretário de Cultura Albino Rubim, representando o governador do estado, o presidente da Academia, escritor Aramis Ribeiro Costa, destacou a longevidade dessa publicação cujo primeiro número foi editado em 1930, treze anos após a fundação da própria Academia, quando era então presidente o historiador Braz do Amaral. Hoje, lembra Aramis, o primeiro número da revista é considerado uma raridade para a própria ALB, e a coleção completa vale uma pequena fortuna.
Num estado que já contou com revistas literárias de grande importância, como Mapa, Ângulos, Revista da Bahia, Caderno da Bahia, Exu e Iararana, entre outras, a revista da ALB consegue o feito inédito de chegar à sua quinquagésima segunda edição com a perspectiva de continuidade, tornando-se o único espaço editorial impresso, na Bahia, em que ficcionistas, poetas e ensaístas ainda podem publicar seus trabalhos. Nos últimos anos o desaparecimento das publicações deste gênero e dos suplementos literários dos jornais deixou uma enorme lacuna que a Academia, pelo menos em parte, busca preencher.
Aramis destacou o apoio do governo do estado, através da Secretaria da Cultura, e a excelência do corpo editorial da revista, composto pelos acadêmicos Florisvaldo Mattos (direção), Aleilton Fonseca (produção editorial) e Luis Antonio Cajazeira Ramos (revisão e normalização), bem como do conselho editorial composto por Fernando da Rocha Peres, Myriam Fraga e Ruy Espinheira Filho.
Foi também ressaltada a excelente qualidade dos trabalhos (artigos, ensaios, contos, poemas e discursos) publicados neste número que conta com os seguintes colaboradores: Aramis Ribeiro Costa, Evelina Hoisel, Waldir Freitas Oliveira, Ordep Serra, Gloria Kaiser, Urania Tourinho Peres, Paulo Costa Lima, Paulo Ormindo de Azevedo, Carlos Ribeiro, Gerana Damulakis, Florisvaldo Mattos, Paulo Fábio Dantas Neto, João Eurico Matta, Joaci Góes, Edivaldo M. Boaventura, João Carlos Teixeira Gomes, Ruy Espinheira Filho, Clóvis Lima, Dominique Stoenesco, Jean-Albert Guénégan, Jean-Claude Tardif, Olivier Cousin, Hélio Pólvora, Rinaldo de Fernandes, Cyro de Mattos, Carlos Barbosa, Gláucia Lemos, Luiz Antonio Cajazeira Ramos, Mãe Stella de Oxossi, Consuelo Pondé de Sena, Moniz Bandeira, Ubiratan Castro, Geraldo Machado e Aleilton Fonseca.
A revista pode ser acessada, na íntegra, na seção Revistas deste site https://academiadeletrasdabahia.wordpress.com/revistas/.

Urania Tourinho Peres será primeira psicanalista a ocupar uma vaga na Academia de Letras da Bahia

UraniaPeresEleita por unanimidade no último dia 24 de abril, com 24 votos dos acadêmicos presentes, Urania Tourinho Peres ocupará a cadeira de número 40 da Academia de Letras da Bahia, que tem como patrono o poeta e jornalista Francisco Mangabeira (1879-1904), e que antes pertenceu à saudosa historiadora e professora Consuelo Novais Sampaio, falecida em outubro do ano passado; ao advogado, economista, professor e escritor Pinto de Aguiar (1910-1991); e ao engenheiro, professor e político Octavio Mangabeira (1886-1960). A eleição se deu na primeira etapa do processo eleitoral, que visa inicialmente a indicação. De acordo com o novo Regimento, o número de votos (mínimo de 21) pode transformar a indicação em eleição, dispensando o segundo turno.
Psicanalista de renome nacional, Urania, casada com o também acadêmico Fernando da Rocha Peres, participou em 1970 da fundação da CLAPP, uma das instituições pioneiras no estabelecimento e desenvolvimento da psicanálise na Bahia. Em 1988 fundou o Colégio Freudiano da Bahia, atualmente Colégio de Psicanálise da Bahia, e no mesmo ano passou a ser membro da École lacanienne de psychanalyse (Paris). É membro correspondente da Association Insistence (Paris) e A.E. pela Escuela Freudiana de Buenos Aires.
Urania é autora dos livros Mosaico de Letras (Editora Escuta. São Paulo, 1999) e Depressão e Melancolia (Jorge Zahar Editora, 2003). Organizou, em 1996, duas coletâneas: uma sobre Melancolia e outra sobre A Culpa, pela Coleção Psicopatologia Fundamental da Editora Escuta; em 2001, Emilio Rodrigué – Caçador de Labirintos, pela Editora Corrupio; e, em 2007, Frida Kahlo: Dor e Arte. Tem vários artigos publicados em coletâneas e revistas. Em 1996 presidiu o 1º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi Amorte, e, em 2001, o 2º Congresso Internacional de Psicanálise do Colégio de Psicanálise da Bahia cujo tema foi A Culpa. Foi também organizadora dos Anais dos dois Congressos: Amorte 1998, A Culpa 2001.

ALB faz homenagem póstuma a Gerson Pereira dos Santos

GersonPereira
Em sessão especial, o saudoso Acadêmico Gerson Pereira dos Santos foi homenageado postumamente no último dia 15 de maio. A cerimônia, conduzida pelo também Acadêmico João Eurico Matta, ocorreu na sede da Academia de Letras da Bahia, no bairro de Nazaré.
Eleito para a ALB em 11 de setembro de 1991 e tendo tomado posse em 28 de novembro do mesmo ano, Gerson Pereira dos Santos, que ocupava a cadeira de nº 32 da Academia, faleceu em 5 de março deste ano.
Natural de Mata de São João, onde nasceu em 29 de fevereiro de 1932, Gerson Pereira dos Santos fez o curso primário em sua cidade natal e o secundário no Colégio da Bahia, bacharelando-se em Direito. Após longa permanência no Sul do país, período em que chefiou o Departamento Jornalístico da Esso Brasileira de Petróleo, retornou à Bahia. Por concurso, tornou-se Professor de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, da qual foi diretor de 1975 a 1979. Conquistou o cargo de Desembargador no ano de 1978, tornou-se vice-Presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia de 1982 a 1984 e, em seguida, Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, no biênio 1988-1989. Dentre as obras de sua autoria, destacam-se: Inovações do Código Penal (1988), Do Passado ao Futuro em Direito Penal (1991), Aquelas Noites Tristes de Exílio (2003) e Do Castelo de Axël ao Condado de Hécate (2008).